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Tecnologia e pessoas: a combinação para o crescimento

Tecnologia e pessoas: a combinação para o crescimento

Os ganhos de escala possibilitados pelos planos família somados à eficiência gerada pelo uso da tecnologia e equipes capacitadas proporcionando experiências encantadoras aos clientes mostram-se como nova tônica para o crescimento da previdência complementar fechada. Para as entidades menores e médias, há o desafio de conciliar esses investimentos, tão necessários, com as limitações do PGA.

Essa reflexão tem sido trazida ao longo dos Encontros Regionais, e no Encontro Regional Centro-Norte/Nordeste, encerrado na segunda-feira (21), não foi diferente. O evento contou com a participação de mais de 500 pessoas

Ainda dá tempo para se inscrever no Encontro Regional Sudeste e Leste, marcado para a próxima sexta-feira. Clique aqui.

Forças complementares – O painel “Intensificação tecnológica, fidelização e satisfação do cliente da previdência complementar fechada” teve como moderadora Cláudia Trindade, Diretora da Conecta Soluções Associativas. Ela ressaltou que há alguns anos esses temas poderiam ser tratados em painéis diferentes, mas atualmente estão conectados.

“Não adianta falar em tecnologia, em mundo digital, sem falar de pessoas, cultura e mudança de mindset”, ressaltou Claudia. Ela aproveitou a oportunidade para convidar as associadas para o 1º Encontro Nacional de Gestão de Pessoas, que acontecerá nos dias 30 de junho e 1º julho, e está com inscrições abertas.

Ganho de escala com tecnologia – O uso de aplicativos e demais canais digitais para gerar resultados na maior previdência cooperativa do País foi compartilhado por Glauco Balthar, Diretor de Tecnologia e Operações da Quanta Previdência. A entidade, que cresce em ritmo de dois dígitos, tendo registrado expansão 37% em 2019, 20% em 2020 – com previsão de crescimento entre 20% e 30% em 2021. A Quanta caminha para 130 mil participantes e já possui mais de R$ 4 bilhões em patrimônio administrado.

A entidade lançou seu “embarque digital” em setembro de 2019, e desde então já obteve 43 mil novos participantes. O ganho de escala e eficiência facilitado pela tecnologia também permitiu à Quanta anunciar no último dia 1º a redução pela metade de sua taxa de administração, de 0,50% para 0,25%.

“Isso tudo fruto de um amplo trabalho, que vem desde 2018, de transformação digital: revendo processos, otimizando, simplificando, automatizando e robotizando… utilizamos tudo isso”, observou Glauco. Ele também destacou a importância desse movimento estar alinhado à visão estratégica e cultura corporativa. “Seguimos a cartilha de empresas ágeis. Aprendemos aqui todos os dias, com erros, acertos, e assim vamos transformando culturalmente e digitalmente a nossa entidade”.

Importância da cultura corporativa – A importância de uma cultura corporativa que incentiva o aprendizado dos colaboradores e seu papel para a entrega de experiências encantadoras aos clientes também foi destacada por Marisa Bravi, Secretária Executiva do Colégio de Coordenadores das Comissões Técnicas de Estratégias e Criação de Valor da Abrapp e especialista da UniAbrapp.

As entidades precisam oferecer experiências bem-sucedidas aos clientes, do começo ao fim da sua jornada, ressaltou a especialista. “Se eu tenho equipe dedicada, empenhada, eu vou gerar uma interação simples e fácil para o meu cliente externo com a entidade. Se a equipe interna gera acolhimento, proximidade, um toque de emoção… Estabeleceremos vínculos e relacionamentos duradouros”, ressaltou.

Ela destacou que colaboradores satisfeitos geram clientes satisfeitos, e as lideranças têm papel fundamental em proporcionar um ambiente em que se sintam valorizados, com feedback adequado.  Marisa comentou os resultados de uma pesquisa feita com as associadas. Enquanto 87% das EFPC reconhecem a importância dos treinamentos, estes são realizados com frequência de 1 a 2 vezes por ano.

Pessoas e processos – Durante o debate, Glauco reforçou que grande parte dos desenvolvimentos dos canais digitais da Quanta foram feitos internamente, com times de design de sistemas e user experience (UX). “As pessoas que fizeram isso acontecer”, ressaltou. “Inclusive revimos toda a nossa estrutura de pessoas e atuação, desenvolvendo skills que até então não tínhamos. Hoje temos nos times P.O.s (Product Owners) – antigo analista de sistemas – que têm a missão de priorizar sprints (eventos do método Scrum)”. Ele também destacou que a entidade usa soluções facilitadas pela Conecta, como a Contraktor, plataforma de assinatura digital e gestão de contratos

Desafios com PGA – Outro ponto discutido no debate foi o desafio para pequenas e médias entidades realizarem investimentos em tecnologia e marketing diante das limitações do Plano de Gestão Administrativa – PGA. Claudia Trindade observou que o tema vem sendo discutido pela Abrapp há vários anos com órgãos reguladores, mas ainda não se chegou a solução adequada.

Ela lembrou que a Abrapp provê às associadas diversos produtos e serviços, a UniAbrapp capacitações com baixos valores e a Conecta soluções compartilhadas a custo acessível para responder a esses desafios. “Não vejo outra maneira a não ser a entidade repensar seu PGA e buscar essa transformação digital e mudança na cultura das pessoas. Se não nos reinventarmos, fazermos essa mudança, será mais difícil”, completou, notando que é preciso agir.

Fomento com planos família – Mais casos de sucesso de entidades fechadas foram apresentados no último painel do Encontro Centro-Norte/Nordeste, com o tema ¨Fomento através dos Planos Família e Planos Instituídos Corporativos¨. “Isso já está consolidado dentro do sistema, percebemos que é um caminho natural e necessário para as entidades ganharem escala e alcançarem novos mercados”, ressaltou o Presidente do ICSS, Guilherme Leão, responsável pela moderação.

Leão destacou que muitas EFPC já atingiram a maturidade em seus planos de previdência. Portanto, estas precisam pensar nas possibilidades de expansão existentes, como planos família, planos instituídos setoriais e corporativos.

Flexibilidade e construção conjunta – Os planos família apresentaram expansão relevante no sistema a partir de 2018, destacou Ana Carolina Baasch, Diretora de Licenciamento na Previc. Dentre os motivos para esse crescimento acelerado, ela notou a flexibilidade em aspectos como benefício temporário e possibilidade de resgate parcial, a extensão a familiares dos participantes, o licenciamento automático, dentre outros.

Ana Carolina observou que a Previc disponibiliza dois modelos de regulamentos que podem ser licenciados por essa metodologia automática, no momento em que são protocolados. Ela também destacou o papel da Abrapp na idealização do PrevSonho (plano CD pré-aprovado pela Previc), construção conjunta com o órgão de fiscalização e órgãos reguladores. “Foi uma ideia muito acertada”.

Ela também trouxe números que refletem a população coberta pelos planos família, que já representam 34% (31 planos) dos 90 planos instituídos ativos. Se até 2017 esses planos tinham uma média de 800 a 1.000 novas pessoas cobertas por ano, em 2018 houve o incremento de 10 mil participantes, assistidos e designados, e mais 45 mil em 2019. “E fechamos dezembro de 2020 com cerca de 81 mil pessoas abrangidas por esses planos família – e aí me refiro à população em geral: participantes, assistidos, beneficiários e respectivos designados”.

Questionada durante o debate se haveria alguma proposta de estímulo às entidades como flexibilização do uso do PGA para ações de fomento e investimento em tecnologia e prospecção de novos clientes, Baasch respondeu que o momento é de discussão e recebimento de ideias, mas ainda não há algo concreto. “A Previc tem se mostrado bastante aberta para discutir e avançar em todos os pontos que conseguirmos”.

Instituído corporativo abre nova frente – “Temos que enaltecer o trabalho realizado pela Abrapp buscando o fomento do sistema através dos planos família e instituídos”, destacou Rodrigo Sisnandes, Diretor-Presidente da Fundação Família Previdência. Ele apresentou o caso de sucesso da entidade, que conseguiu sair de um panorama de redução de tamanho com plano patrocinado para retomada do crescimento com planos instituídos.

Originalmente patrocinada por uma empresa pública, a EFPC se reinventou, buscando parcerias com associações de classes, sindicatos etc., e hoje conta com plano no modelo associativo multi-instituído para sindicatos, cooperativas e associações profissionais; corporativo para empresas; e família voltado a municípios. Ele ressaltou a necessidade de um forte trabalho de conscientização junto à governança (conselhos e diretoria) para que essa mudança de paradigma seja possível. E assim, mostrar que trazer novos participantes gera ganhos de escala à entidade, possibilitando a redução das taxas de administração, e assegura sua perenidade. Sisnandes também ressaltou o necessário envolvimento de todos com a cultura comercial.

A criação de planos instituídos corporativos, figura defendida pela Abrapp e em análise pelo órgão de supervisão, seria mais um passo na direção do fomento do sistema. Sisnandes explicou que a proposta permitirá que as EFPC atuem como instituidoras setoriais de planos de previdência em empresas de um determinado grupo econômico, diminuindo a burocracia para a abertura de novos planos.

“Seria uma forma de simplificar que, sem dúvida nenhuma, representaria um avanço muito grande para ampliar o potencial de adesão. A EFPC estaria ao centro e os convênios de adesão criariam vínculos diretos com empresas e associações que disponibilizam planos de previdência. E a partir daí temos os familiares que vão sendo vinculados aos planos, e cada familiar que entra abre opção para seus familiares também”, esclareceu Sisnandes.

Novos planos e lições aprendidas – Outra entidade que conseguiu reverter a tendência de redução de tamanho com a criação de planos família foi a Fachesf. O Presidente, Helder Falcão, ressaltou que a entidade conta com 3.400 participantes ativos da patrocinadora Chesf e a própria Fachesf, 8.500 assistidos, e já 1.800 novos participantes com o plano família RealizePrev.

“Nós também vínhamos enfrentando problemas de desligamentos da patrocinadora, os PDVs, e as pessoas saindo da condição de participantes ativos para assistidos”, observou Helder. “Nós queríamos que a entidade mantivesse o seu porte e continuasse crescendo. Então, o RealizePrev veio nesse sentido”. Com o plano família, a fundação conseguiu se sobrepor aos últimos três PDVs da patrocinadora e os novos participantes já representam quase 40% do corpo total de entidade.

Fazendo uma analogia à transição dos planos patrocinados para os instituídos, observou que as EFPC estão saindo da pesca no “aquário” para um açude de potenciais novos clientes. “Para isso tivemos que fazer um forte ajuste em nossas equipes fortemente em marketing e comunicação e partir para a venda ativa”, ressaltou Helder, notando que os profissionais foram redirecionados para esse novo desafio.

Ele acrescentou a importância de as entidades utilizarem o alto índice de participantes satisfeitos a favor desse movimento para alcançar novos clientes, proporcionando a eles argumentos para ‘vender’ os planos para seus parentes em um almoço de família no domingo, por exemplo.

Participante é a ponte – A Superintendente da Conecta, Cláudia Janesko, reforçou a mensagem de que as EFPC devem fazer a mudança da postura de “esperar o cliente” para buscá-lo. Para auxiliá-las nesse desafio, a Conecta oferece a solução “Central de Serviços” que engloba o stack de ferramentas e suporte estratégico para todas as etapas da jornada do cliente, desde a captação dos leads ao pós-venda.

Questionada durante o debate sobre como a Conecta pode ajudar as entidades a buscar os familiares dos participantes que são desconhecidos e fazer isso em adequação à LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, Cláudia explicou que a metodologia utilizada na Central trabalha muito o relacionamento que a EFPC já possui com os atuais participantes.

“É esse participante que tem o vínculo forte com a entidade e com o grupo de familiares que desconhecemos. Então, precisamos utilizá-lo como ponte”, explicou Cláudia, acrescentando que é feita uma abordagem intensa no sentido de informá-lo sobre o novo plano e vantagens existentes, para que perceba isso como uma oferta de valor e recomende para seus familiares. “A recomendação é feita por ele. E o seu familiar, ao aceitar essa recomendação, nos dá o opt-in para fornecer seus dados e iniciar essa relação de abordagem com esse lead”, completou ela, notando que todas essas etapas são mapeadas e rastreadas com o uso de tecnologia.

 

Confira a matéria da abertura do Encontro Centro-Norte/Nordeste e o primeiro painel. 

Veja também: painéis tratam de Autorregulação e diversificação em investimentos.

Patrocínio – Os Encontros Regionais são uma realização da Abrapp e do Sindapp com apoio institucional da UniAbrapp, ICSS e Conecta. Os encontros contam com Patrocínio Ouro da Giant Steps Capital; Patrocínio Prata do Bradesco Asset Management, JP Morgan Asset Management, Rio Bravo, e Santander Asset Management; e Patrocínio Bronze do BNP Paribas Asset Management e Captalys; além do apoio da Apoena Consultoria em Seguros e da Mapfre Investimentos.

Este ano, os encontros foram divididos em três módulos, englobando duas regionais em cada dia. No dia 25 de junho, o Encontro Sudeste e Leste encerra a série de eventos. A participação assegura 4 créditos no Programa de Educação Continuada – PEC do ICSS.

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Acompanhe a cobertura completa dos Encontros Regionais nas matérias publicadas no Blog Abrapp em Foco.

Previdência Interativa: crescimento exponencial dos planos família passa pela fidelização dos clientes

Previdência Interativa: crescimento exponencial dos planos família passa pela fidelização dos clientes

Com o avanço dos planos família, que permitem às entidades ganhar escala e trazer novos participantes, é necessário mudar a postura de “esperar o cliente” para ir ao seu encontro, oferecendo experiências em que ele esteja no centro das preocupações. Essa foi a grande mensagem dos últimos painéis do Encontro Regional Sudoeste/Sul, realizado na quinta-feira (17), com a participação de mais de 600 pessoas.

Confira como foi a abertura do evento e o primeiro painel.

Leia sobre os painéis que abordaram Supervisão Baseada em Risco e Gestão de Investimentos.

Desafio da fidelização – A importância de colocar o cliente no centro das estratégias, com o apoio de tecnologia e metodologias ágeis, foi ressaltada no painel “Intensificação tecnológica, fidelização e satisfação do cliente da previdência complementar fechada”. A moderadora foi Cláudia Trindade, Diretora da Conecta Soluções Associativas.

Ela observou que a pandemia de COVID-19 acelerou vertiginosamente as iniciativas das EFPC voltadas ao mundo digital, com intensificação do uso de novas tecnologias e relacionamento com os participantes, o que também aconteceu com a chegada dos planos instituídos e família.

Se antes, apenas com os planos patrocinados, as entidades “pescavam no aquário” das empresas, o crescimento dos planos instituídos trouxe o desafio da fidelização e satisfação do cliente. “Quando é que chamávamos o participante de cliente? Agora eles são clientes. Precisamos tratá-los dessa forma, caso contrário não serão fidelizados e mudarão de um plano para o outro”, disse Cláudia, acrescentando que a Conecta oferece soluções para auxiliar as associadas nesses novos desafios.

Tecnologia com foco no cliente – Os canais digitais, como aplicativos e sites, podem ser grandes aliados na geração de resultados para as EFPC, ressaltou Glauco Milhomem, Diretor de Tecnologia e Operações na Quanta Previdência. Com sua jornada de transformação digital iniciada em 2018, a entidade registrou crescimento de 37% em 2019 e 20% em 2020. Hoje caminha para 130 mil participantes e mais de R$ 4 bilhões em ativos.

Ele observou que o período de setembro de 2019 a junho de 2021 foi o marco de uma estratégia de intensificação do uso de tecnologia pela Quanta, resultando na adição de 43 mil novos participantes. A entidade adotou metodologias de empresas ágeis e trata seus canais digitais como produtos, realizando atualizações e melhorias contínuas na experiência dos clientes. O lançamento de funcionalidades e produtos considera suas opiniões, sentimentos e análise de dados dos comportamentos nas plataformas.

A estratégia dos canais digitais também amplia receitas, e passa pela visão de oferecer experiências encantadoras, dar autonomia de ponta a ponta, trazer eficiência operacional e gerar negócios 24 horas por dia.

Em 2020, 41% dos usuários do app da entidade – que tem 40 mil pessoas cadastradas – revisaram seus planos e aportaram R$ 66 milhões em contribuições extras, contra 13% e R$ 32 milhões daqueles sem aplicativo. Outro exemplo é a contratação de proteções para riscos, 20% feitas pelos próprios clientes via app.

¨Queremos ser uma previdência interativa, e não mais passiva. E dentro desse objetivo, queremos gerar experiência, sentimento e relacionamento¨, disse o Diretor da Quanta, notando que o crescimento exponencial facilitado pela tecnologia precisa vir acompanhado do foco no cliente. ¨Estamos nos preparando para, no segundo semestre, usar a inteligência artificial para ser mais preditivos – entendermos para onde as demandas vão caminhar e nos anteciparmos a elas¨.

Fidelização e satisfação do cliente – ¨A fidelização é consequência da satisfação do cliente¨, ressaltou a palestrante Marisa Bravi, Secretária Executiva do Colégio de Coordenadores das Comissões Técnicas de Estratégias e Criação de Valor da Abrapp e especialista da UniAbrapp.

¨Precisamos pensar nas pessoas que utilizarão nossos produtos e serviços. Se pensarmos nelas primeiro, será mais fácil desenvolver um bom produto para esse cliente, do que encontrar um cliente para o produto que decidirmos criar¨, afirmou a especialista, ao citar uma frase de Ram Charam que preconiza que qualquer negócio ou produto deve começar pela última etapa, o foco no consumidor.

Trabalhar com foco em pessoas passa por dar voz aos clientes, praticar a escuta ativa e também promover uma cultura organizacional com base na confiabilidade do serviço, engajando os colaboradores, destacou a palestrante. E citou um dado alarmante: 45% das EFPC não fazem pesquisas. ¨Isso significa que elas não têm conhecimento do cliente. Algumas podem alegar que são pequenas e faltam verbas, mas há muitas maneiras de desenvolver isso e buscar o conhecimento do outro¨, disse, acrescentando a importância de também mapear a jornada do cliente.

Marisa ressaltou a importância da satisfação dos colaboradores (clientes internos) para gerar a satisfação dos participantes (clientes externos). Ela também convidou os dirigentes a uma reflexão sobre se a jornada do cliente desenhada corresponde ao que é entregue. Isso é de fundamental importância para as EFPC, que possuem um produto de muito longo prazo. ¨Quando falamos em cliente satisfeito e fidelizado, estamos falando em estabelecer vínculos entre a entidade e seus clientes. É isso que leva a EFPC ao êxito gradativo, porque promove relacionamentos duradouros”.

Fomento com planos família – O último painel do Encontro Regional Sudoeste/Sul tratou do tema ¨Fomento através dos Planos Família e Planos Instituídos Corporativos¨. Responsável pela moderação, o Presidente do ICSS, Guilherme Leão, ressaltou que o sistema vem se consolidando. Ainda que não haja crescimento no número de entidades, há crescimento de planos – o que significa ganho de escala.

Leão ressaltou a importância dos planos família nesse processo, que possibilitam a cobertura de mais de 24 mil famílias. ¨Isso significa que estamos no mercado com um produto atrativo¨, notou, acrescentando que muito se pode aprender com as entidades que elevaram suas práticas de relacionamento e experiência do cliente, ficando em melhor posição competitiva para concorrer com a previdência aberta.

Crescimento exponencial – Ana Carolina Baasch, Diretora de Licenciamento na Previc, apresentou dados que demonstram a aceleração dos planos instituídos e classificados como família a partir de 2018. Estes saltaram de 7, até 2017, para a quantidade de 31, até dezembro de 2020 – representando 34% do segmento de planos instituídos. Em ativos totais houve também crescimento expressivo, acompanhando essa curva.

Ela destacou que aspectos como flexibilidade para acesso a recursos no período da acumulação, extensão a familiares, licenciamento automático e o fato de serem planos de baixo custo com alta qualidade de gestão, ajudam a explicar o crescimento vertiginoso desses planos, indo ao encontro de uma demanda reprimida.

A Diretora informou a projeção de 1 novo plano família por mês aprovado em 2021, totalizando 12 no ano. “Cabe fazer um registro, com relação à própria Abrapp, como instituidora. Cerca de 50% dos novos planos família oferecidos têm a Abrapp por trás, fomentando o crescimento desse tipo de plano. O que mostra mais uma vez a parceria que a Abrapp tem com todo o segmento fechado de previdência complementar”.

Cultura comercial – Trazendo a visão sobre planos instituídos setoriais, Rodrigo Sisnandes, Diretor-Presidente da Fundação Família Previdência, compartilhou a experiência da entidade, que conseguiu reverter a tendência de redução no número de participantes, em função do amadurecimento dos planos, com a criação de planos instituídos. Hoje atua com três modelos de produtos: associativo multi-instituído para sindicatos, cooperativas e associações profissionais; corporativo para empresas; e família voltado a municípios.

Ele observou que a maior parte das EFPC ainda não tem cultura de vendas, e essa transformação cultural precisa ser feita. “Fizemos isso tão logo adequamos nossos produtos. A UniAbrapp pode ajudar muito com relação a isso”, acrescentou, notando que enfrentar resistências a mudanças é natural no desafio de transição do modelo patrocinado para instituído.

A criação de uma gerência comercial e de marketing foi fundamental para o processo, bem como gerar serviços agregados que vão além da venda do plano e que geram boa rentabilidade para a entidade, a exemplo de empréstimos e antecipação de 13º salário. Atualmente, o número de participantes dos planos instituídos já está no mesmo patamar dos patrocinados e a Família Previdência conseguiu sair da casa de R$ 5 bilhões para 7 bilhões de patrimônio administrado.

Ele também compartilhou o desafio de trazer novos participantes, citando o caso de um profissional que aguardou 1 ano até conseguir atender as condições legais para entrar no plano. “A atual legislação não facilita muito a venda de planos. As regras e normas, podemos discordar de algumas, mas precisam ser cumpridas. Há um grande trabalho do sistema no sentido de mudar essa legislação para facilitar a venda e o acesso das pessoas, para fomentarmos a poupança de longo prazo”.

Não esperar, mas buscar o cliente – A necessária mudança de mentalidade para que se aproveite o potencial dos planos família foi destacada pela Superintendente da Conecta, Cláudia Janesko. Ela observou que na nova economia as EFPC se encaixam no modelo de negócios de alto impacto social, mas este precisa ser sustentado por três outros modelos: criativos, escaláveis e inovadores.

“O plano família é uma das grandes conquistas recentes que temos e abre a janela de oportunidade para trabalharmos a escala e trazer uma nova carteira de clientes para nossas entidades, com sustentabilidade e perenidade nos nossos negócios”, afirmou. Mas  a oportunidade também traz o desafio: como encontrar e conversar com esse público potencial, chegando a pessoas que muitas vezes não estão na base de dados da entidade?

Superar esse desafio envolve o olhar estratégico para mapear e melhorar a jornada do cliente, com processos leves, simplificados e ágeis (no pré, durante e pós-venda), com o apoio de ferramentas para atração, conversão e rentenção desse público. Mas também a mudança de mentalidade dos dirigentes e todos os colaboradores da entidade, saindo da postura de esperar o cliente para ir buscá-lo. “Precisamos despertar esse interesse no cliente (contratação da previdência complementar), mostrar que é uma necessidade dele. É um movimento diferente para nós, mas necessário: ir ao encontro desse novo cliente”, completou Cláudia.

Novos planos e lições aprendidas – Outro case apresentado no painel foi o dos planos instituídos da Vivest. A entidade oferece o “Familinvest”, destinado aos familiares de todos participantes ativos e assistidos. Instituído setorialmente pela Abrapp, o plano pode ser oferecido por outras associadas, e já conta com 1.000 participantes e patrimônio de R$ 8,2 milhões. O Diretor-Presidente da Vivest, Walter Mendes, observou que as portabilidades de planos PGBL tiveram papel significativo nessa evolução – correspondendo a quase R$ 2,5 milhões desse total.

Em maio de 2021, a Vivest lançou o plano “Bem Futuro”, multi-instituído. O primeiro instituidor é o Conselho Regional de Economia de São Paulo, com potencial de 20 mil novos participantes.

Walter também compartilhou algumas das lições aprendidas pela EFPC no último ano: sair do perfil de cliente cativo para cativar o cliente; ter equipe focada e com experiência em vendas; concorrência com previdência aberta exige agilidade e investimentos em tecnologia; e envolver toda a equipe na experiência do cliente, dentre outras. “Não adianta fazer captação sem prover experiência de qualidade ao cliente; se você não oferece o pós-venda adequado, você o perderá”.

Instituído Corporativo – A proposta de plano Instituído Corporativo, que possibilita a membros de um mesmo grupo econômico tornarem-se instituidores, traz oportunidades ilimitadas de captação de novos clientes para as entidades, ressaltou Walter. Indagada sobre a visão da Previc, durante o momento de debate, Ana Carolina Baasch destacou que o órgão de supervisão tem mantido muito contato com a Abrapp sobre o assunto.

“Claro que nós, Previc, somos favoráveis ao tema (Instituído Corporativo). Seria extremamente benéfico para o sistema em relação a crescimento e expansão. O que vemos hoje com relação ao modelo que nos foi proposto é que poderíamos ter, eventualmente, algum entrave normativo, que é algo que estamos ainda estudando internamente”, completou Baasch, notando que pode vir alguma orientação para o mercado.

Patrocínio – Os Encontros Regionais são uma realização da Abrapp e do Sindapp com apoio institucional da UniAbrapp, ICSS e Conecta. Os encontros contam com Patrocínio Ouro da Giant Steps Capital; Patrocínio Prata do Bradesco Asset Management, JP Morgan Asset Management, Rio Bravo, e Santander Asset Management; e Patrocínio Bronze do BNP Paribas Asset Management e Captalys; além do apoio da Apoena Consultoria em Seguros e da Mapfre Investimentos.

Este ano, os encontros foram divididos em três módulos, englobando duas regionais em cada dia. Além do Encontro Regional Sudoeste e Sul; no dia 21 de junho, será a vez do Encontro Regional Centro-Norte e Nordeste; e no dia 25 de junho, o Encontro Sudeste e Leste.

A participação assegura 4 créditos no Programa de Educação Continuada – PEC do ICSS.

Abrapp instituiu cerca de 50% dos novos planos família, destaca Diretora de Licenciamento da Previc

O Encontro Regional Sudoeste/Sul foi encerrado nesta quinta-feira (17), com a realização dos painéis que abordaram tecnologia e satisfação do cliente e o fomento da previdência complementar através de planos família e planos instituídos corporativos. O evento contou com a participação de mais de 600 pessoas.

Durante o painel “O fomento através dos Planos Família e Planos Instituídos Corporativos”, que encerrou o evento, a Diretora de Licenciamento da Previc, Ana Carolina Baasch, apresentou dados sobre o crescimento dessa vertente, que acelerou desde 2018, e destacou o papel da Abrapp para o fomento do setor.

Ela observou que existem 90 planos instituídos ativos, dos quais 31 são planos família – representando 34% desse segmento. “Cabe fazer um registro, com relação à própria Abrapp, como instituidora. Cerca de 50% dos novos planos família oferecidos têm a Abrapp por trás, fomentando o crescimento desse tipo de plano. O que mostra mais uma vez a parceria que a Abrapp tem com todo o segmento fechado de previdência complementar”.

Baasch também destacou a projeção de crescimento para essa vertente em 2021 de 1 novo plano família por mês ou 12 no ano.

Acompanhe o Blog da Abrapp para ler as matérias sobre os painéis do evento, com participações dos demais palestrantes.

No ar! Arena e Estúdio Conecta entram em campo nos Encontros Regionais

No ar! Arena e Estúdio Conecta entram em campo nos Encontros Regionais

Os participantes da série de Encontros Regionais da Abrapp, iniciada nesta quinta-feira (17), vivenciam a nova experiência em eventos proporcionada pelas soluções Arena Conecta e Estúdio Conecta.

Plataforma virtual – A Arena Conecta é o espaço “virtual” em que a Abrapp realizará seus eventos ao longo de 2021. Trata-se de uma plataforma contratada e distribuída pela empresa com foco em soluções associativas.

“Buscamos no mercado uma solução que reunisse vários atributos e condições para atender as necessidades de eventos da própria Abrapp, e também para outros demandantes que procurem a Conecta”, afirma Cláudia Janesko, Superintendente da Conecta.

Dentre as novidades que a plataforma permitirá nos Encontros Regionais, por exemplo, está a criação de espaços de networking voltados aos participantes, possibilitando a troca de ideias em função de seus interesses.

Além disso, há também áreas para acesso a conteúdo dos patrocinadores e o serviço de apoio ao usuário (help desk) oferecendo suporte desde o acesso à plataforma como atendimento durante o evento em si. “É um ambiente cheio de novidades”, ressalta Claudia.

Ela reforça que ao se inscrever para os Encontros Regionais, o usuário cadastra uma senha, que será solicitada no login de acesso ao evento.

Estúdio Conecta – Outra novidade dos Encontros Regionais é a estreia do Estúdio Conecta, estrutura física completa para gravação ou transmissão de eventos ao vivo.

Emoldurado pelo cenário vivo da Ponte Octávio Frias de Oliveira, um marco da capital paulista, o espaço foi originado da reestruturação do Centro Educacional UniAbrapp, e conta com equipamentos modernos, equipe técnica especializada e diversas possibilidades para a realização de eventos virtuais – incluindo fundo chroma key, cabine para tradução simultânea e estrutura para gravações simultâneas.

Tanto a plataforma virtual Arena Conecta quanto o espaço físico Estúdio Conecta estão disponíveis para contratação de associadas e parceiros da Abrapp, com condições e preços mais competitivos em relação à média do mercado, cumprindo assim o propósito da empresa de soluções associativas.

“Esse foi um dos grandes objetivos: trazermos isso para dentro da Conecta visando atender a necessidade da nossa controladora principal, a Abrapp, mas que também fosse algo que tivéssemos condições de oferecer ao sistema, assim como outras soluções que a Conecta já distribui”, arremata Claudia.

2º Seminário Dever Fiduciário: A hora da agenda ASG é agora

2º Seminário Dever Fiduciário: A hora da agenda ASG é agora

A Abrapp e o Sindapp realizaram, nesta quinta-feira (10), o 2º Seminário Dever Fiduciário. O seminário contou com apoio institucional da UniAbrapp, ICSS e Conecta, patrocínio ouro da XP, e patrocínio bronze da Apoena Soluções em Seguros e do Gruppo Agentes Autônomos de Investimento.

O objetivo do evento foi promover a adoção de práticas sustentáveis e éticas no seu conceito mais amplo, envolvendo questões de governança, econômico-financeiras, sociais e ambientais. Tudo isso numa visão de que há muito deixou de ser uma agenda positiva e sim parte integrante do dever fiduciário de conselheiros e dirigentes das entidades fechadas de previdência complementar.

O seminário contou com excelentes painelistas que mostraram que as práticas ASG cada vez mais são uma preocupação do mercado, e as empresas e entidades que até então não estavam atentas a essa questão estão adaptando suas operações para atender a esse novo padrão.

Responsabilidade cada vez maior – Os temas da agenda ASG não são novidades para o setor dos investidores institucionais, ponderou o Diretor-presidente do Sindapp – Sindicato patronal das EFPC, José de Souza Mendonça. O que há de novo, completou, é a evidência de que a responsabilidade dos administradores sobre eles será cada vez maior.

“Com esse intuito, convidamos todos, investidores institucionais vocacionados para o longo prazo, dirigentes das entidades, a discutirem esses aspectos de forma prática e construtiva”, destacou Mendonça, reforçando a proposta do evento e o convite que se faz a lideranças, diretores e conselheiros com essa iniciativa.

Mendonça registrou os agradecimentos aos patrocinadores e os Diretores envolvidos na realização do evento: Erasmo Cirqueira Lino, Diretor do Sindapp responsável pela pasta de Promoção da Ética; Carlos Aberto Pereira, Diretor da Abrapp responsável pelas Comissões de Governança e Riscos, Keite Bianconi, Diretora da Abrapp responsável pelo Comitê de Sustentabilidade, e o Vice-Presidente da Associação, Luiz Paulo Brasizza, que acompanhou de perto o projeto de Relatório de Sustentabilidade da Abrapp, cujos destaques foram apresentados no seminário. Ele destacou, ainda, a especial contribuição de Aparecida Pagliarini, Coordenadora da Comissão de Ética do Sindapp.

Mudança de mentalidade – A sigla ASG nunca foi tão falada, ressaltou Luís Ricardo Martins, Diretor-Presidente da Abrapp, ao notar que as questões socioambientais têm peso cada vez maior na tomada de decisão. Ele acrescentou que há mudança da visão sobre o investimento com critérios sociais, antes percebidos até com viés assistencial, para algo primordial que integra os negócios e afeta positivamente a rentabilidade e a performance dos investidores.

Essa pauta acelerou no cenário pós-pandemia e os gestores das carteiras das entidades fechadas estão sensíveis à temática ASG, em um contexto de queda abrupta da taxa básica de juros. Será preciso, dentro da estratégia de longo prazo, ter mais exposição a risco para buscar rentabilidade e a diversificação torna-se palavra de ordem.

Assim, para as entidades fechadas, como principais veículos de poupança de longo prazo do País, e que fecharam abril de 2021 com R$ 20 bilhões de superavit agregado, o tema sustentabilidade ganha ainda mais destaque. Há o reconhecimento de que os aspectos sociais, ambientais e de governança realmente trazem grandes oportunidades com retornos sustentáveis e melhor gestão dos riscos.

Dever fiduciário e educação – Além de mitigar riscos e se casar com os objetivos de longo prazo das EFPC, o investimento responsável faz parte do dever fiduciário dos gestores de recursos de terceiros, que deve ser pautado pelas melhores práticas, lembrou Luís Ricardo. “Analisar a sustentabilidade de uma empresa investida é tão necessário quanto analisar suas demonstrações contábeis. Isso está dentro da linha do homem probo, da prudência na gestão dos recursos.”

Ele reconheceu que estimular a adoção desses critérios – ainda que hoje a temática esteja em grande evidência – faz parte de um processo educativo e lento. Por isso, a Abrapp vem trabalhando nessa frente desde 2007, quando incentivou a adesão das EFPC ao PRI – Principles of Responsible Investment, por meio de uma política institucionalizada que reflete a importância que o sistema dá a essa pauta.

Para agilizar essa transformação, acrescentou o Diretor-Presidente da Abrapp, é preciso mudar o mindset das lideranças e dos formadores de opinião, para que possam sair da zona de conforto e trilhar a temática ASG. “Precisamos entender e atender os novos tempos”, adicionou, ao notar que as novas gerações cobram posicionamentos efetivos dos gestores sobre investimentos responsáveis.

“Penso que o processo educacional do mercado, essa comunicação, esse engajamento entre investidores e empresas investidas e a própria metodologia de avaliação desses ativos na temática ASG ainda são grandes desafios que se colocam”, observou Luís Ricardo.

Ele acrescentou que essa agenda integra o planejamento estratégico da Abrapp, está inserida no Código de Autorregulação em Governança de Investimentos, e que o sistema tem elevado cada vez mais sua profissionalização, por meio da qualificação e certificação de pessoas – temática que será enfocada pelo próximo Código de Autorregulação.

A hora é agora – As apresentações do 2º Seminário Dever Fiduciário reforçaram a mensagem de que este é o momento ideal para as EFPC iniciarem ou acelerarem sua jornada ASG.

Na palestra “Muito além do ambiental – estamos falando de EESG”, Sonia Consiglio Favaretto, especialista em Sustentabilidade e SDG Pioneer pelo Pacto Global das Nações Unidas, reforçou a mudança da visão sobre sustentabilidade, que deixa de ser vista como “abraçar árvores”, para reforçar sua real proposta: a transformação de um modelo que considera objetivo econômico com objetivos ambientais e sociais – daí a provocação do EESG, agregando o “E” de econômico.

Em sua fala, Favaretto reforçou, assim como Luís Ricardo, que essa mudança não é banal e nem acontecerá do dia para a noite. “É uma jornada – gostamos de usar essa palavra – que vai ser trilhada passo a passo”. Contudo, é preciso fugir da “armadilha do longo prazo”, entendendo que ainda que tenha um horizonte de tempo mais longo, é preciso dar os primeiros passos agora, pois são questões que impactam o hoje.

A especialista apresentou diversas pesquisas que mostram a crescente importância dada por investidores a essa agenda – junto a colaboradores e reguladores -, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ONU), entrando na tomada de decisão para a alocação de recursos. Essa pressão chega aos Conselhos das empresas, que passam a ter em suas agendas para 2021 a necessidade de olhar para temas como diversidade, equidade e inclusão, e a responsabilidade de orientar a estratégia ASG das companhias, gerando engajamento e valor agregado aos stakeholders.

Importância das EFPC – Na palestra “Fora da curva: o que explica o crescimento exponencial dos investimentos ESG?”, Marina Cançado, head de Sustainable Wealth da XP Private, e Beatriz Vergueiro, head de Produtos ESG na XP, reforçaram a importância dada por agentes de mercado e investidores à agenda ASG. Isso passa pelo reconhecimento de que o olhar financeiro tradicional para risco e retorno não é mais suficiente para lidar com outras dimensões da realidade, devendo ser ampliado.

Os investidores estão acordando e tomando para si esse protagonismo, o que exigirá também a revisão de uma série de pressupostos, destacou Marina Cançado. “Inclusive, porque alguns desses pressupostos das finanças de hoje talvez não deem conta de antever os vários impactos, inclusive nos preços dos ativos, que os atributos de sustentabilidade terão nos próximos anos”.

A head de Sustainable Wealth reforçou a importância das EFPC para o fortalecimento dessa agenda no Brasil, gerando um efeito em cadeia, a exemplo do que ocorreu na Europa. “Precisamos dos investidores institucionais, dos fundos de pensão, nessa jornada, para que consigamos avançar com consistência e, inclusive, ter um ecossistema mais robusto e diversificado de produtos financeiros”.

Beatriz Vergueiro apresentou uma visão prática sobre a estratégia de longo prazo da XP atrelada à agenda ASG, impactando desde as políticas, processos, esteiras de tomada de decisão, metodologias de rating dos produtos, grupos de diversidade e inclusão e capacitação de funcionários, bem como sua proposta para influenciar positivamente o mercado em torno dessa agenda.

A cobertura do 2º Seminário Dever Fiduciário tem continuidade, com as demais palestras e painéis, incluindo o Relatório de Sustentabilidade, Pesquisa apresentada pela Previc e palestra especial com Caio Magri, nas próximas publicações do Blog Abrapp em Foco.

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