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Live aborda vantagens de se formar uma poupança previdenciária através dos planos de EFPC

por | out 7, 2020 | Blog

LiveGuilhermeLeao

O Presidente do Conselho Diretor do ICSS, Guilherme Leão, que também é Diretor Presidente da Mais Previdência, participou de live transmitida pelo Instagram da Revista RPPS do Brasil (@revista.rppsdobrasil) nesta quarta-feira, 7 de outubro. Com o tema “Previdência Complementar, por que ela é salutar?”, a live foi mediada pela jornalista e diretora da Revista RPPS do Brasil, Iliane Fonseca e buscou esclarecer ao público de dirigentes de institutos de regimes próprios as vantagens de se formar uma poupança previdenciária de longo prazo através dos planos oferecidos por Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC).

Na ocasião, Guilherme pontuou por que a previdência complementar é muito importante para toda a sociedade brasileira. “Todos mundo precisa ter uma consciência do que pode vir pela frente e pensar em previdência complementar”, destacou. Ele descreveu o sistema previdenciário brasileiro, basicamente formado pelo regime geral, de caráter contributivo e obrigatório para todos os trabalhadores vinculados à CLT; regime de repartição, no qual quem está na ativa precisa colocar recursos nesse sistema para viabilizar a aposentadoria de quem hoje está a aposentar; e o regime complementar.

Segundo ele, o regime de repartição possui um risco financeiro pelo fato de que, devido às mudanças que ocorrem na sociedade, a cada dia há menos pessoas contribuindo e mais pessoas vivendo por mais tempo. “Essa equação começa a desequilibrar na medida em que há menos contribuintes. No médio prazo, conforme esse sistema vai se desequilibrando ao longo do tempo e as formas de trabalho vão mudando, voltaremos a ter novas Reformas da Previdência que vão buscar essencialmente o prolongamento da idade para que as pessoas possam vir a se aposentar, e aos poucos há uma tendência de reduzir o valor real do benefício”, explicou Guilherme.

Assim, Guilherme disse que, dentro da estrutura de um plano de previdência complementar, o participante faz a sua poupança como forma estratégica de fazer frente ao risco previdenciário. “A previdência complementar é um sistema de capitalização no qual o participante faz sua contribuição e forma sua poupança. Previdência complementar é poupança de longo prazo”. Ele reitera que é preciso, principalmente, sensibilizar o público mais jovem a começar o planejamento de sua poupança de longo prazo. “Em uma sociedade em que vivemos em uma taxa de juros de 2% ao ano, a capacidade de formar um volume maior de dinheiro é no longo prazo. E o jovem não costuma pensar como vai ter renda e se sustentar daqui a 40 anos”.

Guilherme reforçou a necessidade de mudar esse conceito de previdência e passar a adotar um conceito gestão sobre suas reservas financeiras, fazendo planejamento financeiro para alcançar sonhos e objetivos ao longo do tempo. “O mais seguro para todos nós, inclusive para os funcionários públicos, é pensar na previdência complementar. Ninguém pode perder essa oportunidade durante sua fase laboral”.

Cultura previdenciária – Guilherme ressaltou, contudo, o desafio da questão cultural do Brasil, na qual o Estado é o provedor dessa renda futura, mas alertou novamente que esse sistema está sob risco. “Não existe previdência se ela não for feita com planejamento de longo prazo. Eu convido a todas as pessoas a terem essa consciência e buscarem fazer essa poupança”, disse. “Se eu estou numa previdência complementar com um plano patrocinado, eu coloco um valor e o patrocinador contribui com o mesmo valor e, de cara, já tenho uma rentabilidade maior frente a uma instituição financeira ou plataforma de investimentos, que não têm essa contrapartida”.

Ele explicou a ainda outras diferenças entre a previdência complementar fechada e a oferecida pelas instituições financeiras, e destacou a rentabilidade dos planos de previdência complementar frente aos indicadores de mercado segundo o Consolidado Estatístico da Abrapp. “De 2016 a 2020, a rentabilidade acumulada das EFPC foi de 416,9%, enquanto a do CDI foi de 312%. Em 14 anos, os fundos de pensão, com benefício tributário, gestão mais ativa e maior capacidade de diversificar, conseguiram mais de 100% acima da taxa de juros de um país que tem uma das maiores taxas do mundo. No longo prazo, essa diferença importa muito”, ressaltou.

Guilherme pontuou, contudo, a necessidade de educação financeira para estimular as pessoas a entrarem nesse segmento, destacando a necessidade de se ter uma comunicação mais simples sobre o que o sistema de previdência complementar oferece.

RPPS – Guilherme ressaltou que é positivo que o servidor público tenha oportunidade de contribuir para o regime complementar sabendo que o governo vai contribuir paritariamente. “Esse é o caminho também para buscarmos o equilíbrio financeiro e atuarial da previdência social. A Reforma da Previdência deu solidez ao futuro do RPPS”, disse, fazendo referência à norma que estabelece que os regimes próprios instituam seus regimes de previdência complementar no prazo de 2 anos. “É excelente para o funcionário público e para o RPPS”.

Ele reiterou que o ICSS, instituto que busca certificação dos profissionais do sistema, seja dos regimes próprios ou de previdência complementar, reforça essa aproximação. “Através da UniAbrapp, propiciamos treinamentos e capacitações para que cada vez mais dirigentes de RPPS sejam altamente capacitado para administrar a responsabilidade que está diante deles. Estamos querendo fortalecer a previdência complementar, que é extremamente estratégica para o futuro do nosso país”, destacou.

A live pode ser assistida na íntegra no perfil da Revista RPPS do Brasil no Instagram (@revista.rppsdobrasil).

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