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Plenária 4: Se for mais rápido, “David pode ganhar de Golias” e outras lições da pandemia

Plenária 4: Se for mais rápido, “David pode ganhar de Golias” e outras lições da pandemia

Um Mundo em ebulição, próximo do ponto de fervura em matéria de transformações, muitas delas acontecendo ao mesmo tempo, com um detalhe: os vários desafios são quase sempre enfrentados e vencidos. A prova dessa superação, na teoria e prática, começou a chegar na Plenária 4 do 41º Congresso Brasileiro de Previdência privada (41º CBPP), voltada para o tema “Transformação Digital: o que a Covid-19 Acelerou e o que vem por Aí” e tendo como expositores Gustavo Caetano (Fundador e CEO da Samba Tech), Gustavo Canuto (Presidente da Dataprev), Magnus Arantes (Partner da LM Ventures, presidente da HBS Alumni Angels of Brazil e Gestor da HUPP) e Roberto Prado (Latam VP – Engenharia de Soluções na Salesforce). Atuou como mediadora a jornalista Myrian Clark.

Prado explicou, por exemplo, que a seu ver diante do desafio da mudança é preciso antes de mais nada ter humildade, para se aprender com os clientes, enfim, com os outros, sabendo ouvir a todos. Caetano deixou claro que a grande novidade é que a competição agora já não é mais travada entre o maior e o menor, mas sim entre o mais rápido e o mais lento em perceber as mudanças e diante delas conseguir atender as demandas que surgiram. De Arantes, outro expositor, se ouviu entre outras importantes lições que “se pode, sim, perder a briga sem fazer absolutamente nada de errado. Portanto, é melhor fazer”.  Já Canuto sublinhou que “o governo está consciente da necessidade de inovar”. E deu provas disso.

Respostas simples – Inovar, disse Caetano, não é só fazer o novo de maneira diferente, é também responder aos problemas de forma simples, encurtar caminhos. “O iFood não mudou a lógica do delivery, mas deu uma simplificada”, exemplificou. E deu outro exemplo: “O Waze não fez uma mudança tão profunda nos itens considerados ao indicar trajetos, basicamente incluiu a velocidade do trânsito entre os fatores considerados”.  Pode até parecer pouco, mas com isso desbancou um concorrente que dominava perto de 80% do mercado de GPS.

E se não somos nem grandes nem naturalmente ágeis, precisamos encontrar uma maneira de alterar o nosso DNA para compensar essas desvantagens iniciais, ao mesmo tempo em que se busca identificar a ineficiência, o ponto fraco do “Golias”, para ao final vencer o grandalhão ferindo o seu calcanhar de aquiles.

Olho no cliente, portanto, mas isso já não basta mais. Para Caetano, o Mundo  e os mercados estão entrando em uma nova fase onde os vínculos emocionais, com a emergência mais forte dos valores, dos propósitos aos quais as empresas e organizações servem,  vão ganhar cada vez mais peso. “Daí ser tão fundamental saber se estamos agradando e ao mesmo tempo melhorando a vida das pessoas”, observou, lembrando que dias antes havia fechado via uma plataforma de insurtech um seguro de vida gastando pouco mais de 5 minutos na operações, sendo que a apólice lhe custou muito menos do que o produto contratado pelas vias tradicionais.

Deu um conselho às organizações: gastem ao menos 20% de seu tempo pensando em como  melhorar a vida do cliente e 10% experimentando, inclusive, para ganhar escala. “É que muitas empresas acham que é perder tempo aprender com os erros, fazendo de novo”, salientou, chamando a atenção também para a necessidade de os grupos multidisciplinares incluírem profissionais das áreas comumente refratárias às mudanças. Outra recomendação foi dada aos executivos: “liguem vocês mesmos para os serviços de atendimento de suas empresas e sintam na pele o que acontece”.

Nesse ponto enfatizou que as tecnologias apenas estão a serviço das transformações, pois o que realmente importa são as pessoas de suas equipes, seus propósitos, valores e competências. “E melhor será envolvê-las o mais possível, levá-las  a parar de falar demais e começar a fazer para de uma vez por todas passar a construir o futuro e, claro, tudo isso coloca para fora o chefe centralizador”.

Caetano destacou por fim que as pessoas precisam aprender a ouvir uma ou duas vezes um não sem desistirem de sua proposta. E para realmente imprescindível olhar para fora da caixa, ampliar e variar o repertório, buscando novas fontes de conhecimento.

Do linear para o exponencial – Arantes chamou inicialmente a atenção para o fato de que a passagem do linear para o exponencial multiplica quantidades, derruba  valores e transforma tudo à nossa volta, numa velocidade nunca antes vista.

Falou do Hupp, o hub que junta as entidades e startups em um ecossistema que vai levar o nosso sistema ainda muito mais longe, alavancado pela tecnologia.

Explicou que no início eram mais de duas centenas de startups, um número que depois de vários filtros reduziu-se a 17. Elogiou a Abrapp por sua “inquietação”, sua disposição para fazer, afirmando ser esta a postura correta em um “mundo inquieto, volátil e ambíguo”.

Referiu-se ao caso da Nokia, a empresa que foi líder do mercado, quase desapareceu e hoje ressurge menor, como um exemplo de grande corporação que quase sumiu sem que muitos especialistas tivessem identificado um erro claro nas opções que fez. A lição a extrair, segundo ele, é que num mundo onde as organizações podem virar pó sem ter feito exatamente nada de errado, é preferível ao menos tentar.

Colaboração remota –  Prado iniciou salientando que se deve sempre perguntar ao cliente o que ele deseja, sem nunca supor que sabemos o que ele de fato quer. Em seguida, colocou a questão das limitações impostas às empresas e organizações que imaginam saber muito sobre transformação digital. Por exemplo, no que diz respeito ao home office: “não basta que as equipes saibam como trabalhar de forma remota, é necessário que aprendam também a colaborar e interagir remotamente”. Humildemente, continuou, os executivos devem ampliar a sua visão, olhar ao redor e um pouco mais para longe.

“A transformação digital de uma empresa é uma verdadeira cirurgia com o coração aberto”, assinalou, uma vez que se trata de fazer mudanças com a organização em movimento no seu dia a dia.

Ao encerrar, recomendou enfaticamente que as organizações trabalhem com planos de contingência, levando isso muito a sério, de vez que tal cuidado pode livrá-las em condições bastante satisfatórias de problemas que poderiam significar um desastre.

Papeladas e carimbos ficaram no passado – No auxílio emergencial, na primeira fase da pandemia,  o Governo conseguiu pagar a 118 milhões de pessoas, um contingente equivalente a 56% da população e, segundo Canuto, da Dataprev, essa foi uma entre tantas demonstração de que o Estado brasileiro está de fato deixando para trás papéis e carimbos e conseguindo se reinventar em termos de serviços prestados à população.

Canuto deu vários exemplos de quanto o INSS vai avançando em sua digitalização. Em um dos programas em execução, o “INSS-JUD”, o prazo de andamento caiu de 45 para poucos dias, considerando que agora a decisão do Juiz agora produz consequências quase imediatas.

Glória Maria inspira público durante 41º CBPP com palavras de incentivo diante de desafios e mudanças: “a gente não pode parar”

Glória Maria inspira público durante 41º CBPP com palavras de incentivo diante de desafios e mudanças: “a gente não pode parar”

Com uma vasta carreira como apresentadora e jornalista que proporcionou diversas experiências, Glória Maria compartilhou inspirações e aprendizados que teve em sua vida pessoal e profissional durante Insight Session “Da Inércia à Ação: Para Avançar é Preciso Agir” realizada nesta quarta-feira, 18 de novembro, no 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada (CBPP).

Glória Maria citou o momento desafiador que o mundo passa com a pandemia, ressaltando que nesse momento de inércia é preciso partir para a ação. “Não podemos ficar sentados passivamente esperando as coisas acontecerem. A gente tem que fazer acontecer”, disse, compartilhando sua experiência pessoal durante séria questão de saúde que teve que enfrentar no último ano. “A vida é um desafio constante, e esse momento que estamos vivendo é para a gente tirar lições, aprender, crescer, e a gente só cresce quando a gente quer”.

A jornalista ressaltou que as dificuldades podem ser utilizadas para deixar a vida melhor, e que isso não requer necessariamente experiência. “A gente não usa muita experiência, a gente usa sabedoria”. 

Experiência com pessoas – Ao recapitular suas experiências como jornalista, Glória Maria destacou que o que mais conheceu na vida foram celebridades, mostrando entrevistas que realizou com personalidades como Freddie Mercury, Michael Jackson, Sophia Loren, Leonardo DiCaprio, Gisele Bündchen, Madonna, Harrison Ford, Roberto Carlos, Mariah Carey, entre outros. “Por trás de cada uma dessas entrevistas tem uma historinha que me ajudou a aprender e melhorar”.

Segundo ela, um dos aprendizados foi o reconhecimento de que sonhar é bom e o sonho pode sim se tornar realidade. “Sonhar e só ficar esperando o sonho se realizar não adianta. Vamos trabalhar para isso, vamos criar. Vamos sair da inércia”.

Compartilhando palavras inspiradoras, Glória Maria disse ainda que entre seus aprendizados diante de tantas entrevistas esteve o não julgamento. “A vida é uma escola extraordinária e os seres humanos são os mestres mais importantes”.

Sair da inércia – Segundo Glória Maria, o atual momento é de grande dificuldade, mas é preciso aproveitá-lo para ficar melhor. “A gente tem que ver o que vamos tirar disso”, ressaltou, incentivando a constante busca por evolução e aprendizados diante de momentos de crise e dificuldades. “A gente precisa se jogar. Aventura, é isso que precisa ter na nossa vida”, disse, compartilhando ainda as experiências de reportagens que fez participando de esportes radicais.

Ela contou o quanto teve que passar por superações para se entregar a essas experiências. “A inércia não pode acontecer. Eu não tenho medo de enfrentar, de olhar para a vida. Eu tenho medo de ter medo”, disse. 

Glória Maria disse ainda que em viagem à Índia ela aprendeu um preceito budistas que carrega consigo até hoje. “Para se aprender um objetivo é preciso caminhar, e caminhar é sempre dar um passo depois do outro. Acabando a pandemia, vamos dar um passo depois do outro para a ação”, reforçou.

Ela destacou que para trabalhar com previdência privada é preciso agir. “A gente não pode parar, temos que enfrentar tudo que aparece na nossa vida. Mas para isso, precisamos estar abertos e prontos para viver experiências”.

“Viver é agir. Temos que ir em frente, temos que ir à luta. Não podemos sair dessa pandemia e continuar imobilizados. Temos que reaprender a viver, e não voltar para a zona de conforto que estávamos. Temos que acreditar na transformação, na reivenção”, continuou. 

Glória Maria ressaltou a importância de levar as dificuldades do caminho com humor e leveza. “Vamos aproveitar para levar a vida com leveza. Depois desse ano difícil e desafiador, eu digo: vamos viver, vamos nos movimentar, vamos agir, e não vamos deixar a inércia nos consumir”.

Aumento da longevidade abre oportunidades para a indústria financeira

Aumento da longevidade abre oportunidades para a indústria financeira

“A Revolução da Longevidade” foi o tema da apresentação realizada por Dmitry Kaminsky, Cofundador e Sócio do Deep Knowledge Group na Insight Session desta quarta-feira, 18 de novembro, no 41º Congresso Brasileiro da Previdência Privada. O especialista em longevidade apresentou a questão do aumento da expectativa de vida da população mundial como uma oportunidade de novos negócios para a indústria financeira formada pelas Fintechs, seguradoras, fundos de pensão e demais instituições.  

Dmitry apontou duas mega tendências que estão afetando a composição da população mundial. Uma delas é a biomedicina, com o avanço da medicina preventiva e práticas de alta precisão. A outra grande tendência é o aumento da longevidade que, segundo o especialista, não significa apenas crescimento dos problemas. Ao contrário, muitas instituições financeiras já reconheceram o aumento da longevidade como oportunidades de negócios. 

Ele citou o livro “Longevity Industry 1.0” que aponta os componentes dessa nova e promissora indústria. Dmitry citou que essa indústria é composta por quatro elementos: a medicina gerontológica, empresas de agetech, medicina preventiva e a indústria financeira. Formada pelas fintechs, a área de agetech registra crescimento de 20% ao ano em média e já movimento US$ 3 trilhões anuais. 

Clube dos centenários – Dmitry citou como exemplo de iniciativa da indústria financeira a criação do The Century Club, pela asset global UBS. A instituição perguntou a mais de 5 mil investidores de alta renda até quantos anos pretendia viver. Mais da metade respondeu que pretende viver mais de 100 anos de idade. 

Independentemente de quanto tempo os investidores esperam viver, nove em cada dez acreditam que a saúde é de extrema importância. Na verdade, eles consideram sua saúde mais importante do que sua riqueza. No entanto, os investidores reconhecem uma conexão fundamental entre os dois. Quase todos dizem que sua riqueza permite que vivam uma vida mais saudável. A partir daí, a asset tem oferecido opções de produtos e serviços para esse público.

Previdência – O Especialista destacou que o aumento da longevidade é a maior ameaça atual aos fundos de pensão. Os EUA e Canadá já estão enfrentando as consequências dessa tendência e muitas das organizações terão que receber recursos. O Reino Unido resgatou alguns fundos de pensão que tiveram esse problema. Em sua visão, a abordagem mais simples para capitalizar esse risco de longevidade é fazer um hedge através de investimentos em fintechs.

Ele sugeriu ainda a criação de uma Bolsa de valores da longevidade regulamentada e até a criação de um consórcio com instituições financeiras, com estratégias conservadoras. Seria necessário estabelecer um marco regulatório que se aplicaria aos grande investidores institucionais, inclusive aos fundos de pensão. A forma que eles fazem hedge dos investimentos exploraria essa questão de uma maior longevidade.

Marisa Bravi realizará palestra extra do Espaço UniAbrapp no 41º CBPP

Marisa Bravi realizará palestra extra do Espaço UniAbrapp no 41º CBPP

A Especialista da UniAbrapp Marisa Santoro Bravi realizará palestra extra do Espaço UniAbrapp com o tema “Aprendendo com o Padrão Disney de Excelência”. A apresentação ocorrerá nesta quinta-feira, 19 de novembro, das 12h30 às 13h00, na programação do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada.

Com a palestra de Marisa, serão 20 apresentações do Espaço UniAbrapp na edição do Congresso deste ano, incluindo a Live “Previdência é Coisa de Jovem”, conduzida pelo Especialista Cristiano Verardo. A transmissão foi realizada ao vivo ontem, 17 de novembro, com apoio do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) e contou com a participação de mais de 2500 jovens de todo o Brasil (leia mais).

MyNews: Luís Ricardo e Mara Luquet destacam importância do 41º CBPP

MyNews: Luís Ricardo e Mara Luquet destacam importância do 41º CBPP

Trazendo as boas notícias do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, o Diretor-Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, foi o entrevistado desta quarta-feira (18) no quadro “Previdência para Todos” no canal MyNews do Youtube.

O quadro é fruto da parceria entre a Abrapp e o canal de jornalismo. Ele integra o programa Almoço de Quarentena, e foi comandado nesta edição pelas jornalistas Mara Luquet e Juliana Causin. Clique neste link para assistir.

“O sucesso do evento por si só já diz sua envergadura. Estamos muitos felizes com o resultado e trabalhando muito”, destacou Luís Ricardo, ao citar a disrupção de se fazer um megaevento digital para 5 mil pessoas, sem deixar de citar os desafios tecnológicos. “Já fazíamos o maior congresso de previdência privada do mundo presencial e agora estamos fazendo o maior online”.

Luís Ricardo destacou que o evento possui 41 anos de história. “O sistema tem um legado, solidez, contribuições para o desenvolvimento da previdência privada e estamos buscando sempre o aprimoramento”.

As jornalistas Mara Luquet e Myrian Clark, do MyNews, participam da mediação das plenárias do 41º CBPP. “Acompanho o Congresso da Abrapp há muitos anos e é sempre isso: muito conhecimento e conteúdo, mergulhamos no assunto”, observou Mara Luquet, sobre comentário de que o Congresso é um praticamente um MBA em Previdência Privada.

Mara notou que na edição de 2020, por conta das incertezas da pandemia, da recessão profunda e novidades do cenário em que vivemos, o Congresso teve um peso ainda maior, reunindo as maiores autoridades do mercado, ex-ministros, ex-presidente do Banco Central, além dos gestores dos maiores fundos de pensão do Brasil – os grandes alavancadores da economia. “São eles (EFPC) que compram os títulos que vão financiar projetos, que vão gerar empregos”, ressaltou a jornalista.

Clique aqui para assistir à integra do quadro “Previdência para Todos” (a partir do minuto 23:42).

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