Escolha uma Página
Novo Código de Autorregulação em Investimentos será lançado hoje às 18h15 e já tem primeira adesão

Novo Código de Autorregulação em Investimentos será lançado hoje às 18h15 e já tem primeira adesão

A edição 2020 do Código de Autorregulação em Governança de Investimentos será lançada nesta quarta-feira (18), às 18h15, no Estande do Sindapp. O estande está localizado no Espaço Institucional do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada.

E já há motivos para comemorar: a Centrus foi a primeira entidade a solicitar a adesão à nova edição do Código de Autorregulação. Essa iniciativa é carregada de simbolismo: a Centrus foi primeira EFPC a aderir ao Código de Autorregulação em Governança de Investimentos, logo após o lançamento da primeira edição, em 2016, e também a primeira entidade certificada com o Selo de Autorregulação, em 2017.

Resposta à sociedade – Idealizador do programa de Autorregulação, José Luiz Rauen, Vice-Presidente do Sindapp e Coordenador da Comissão Mista de Autorregulação, lembra que a caminhada da Autorregulação teve início há 7 anos, a partir de uma ideia proposta no âmbito do Sindicato e abraçada também por Abrapp e ICSS.

Ele nota que o programa foi uma reação do sistema para mostrar seu compromisso com as melhores práticas, em um momento em que notícias negativas, relacionadas a casos pontuais, ganhavam as manchetes. “Precisávamos dar uma resposta para a sociedade brasileira e dizer que o sistema estava reagindo a uma tentativa de destruição. E qual foi a reação? A apresentação à sociedade brasileira de um Código de Autorregulação em Governança de Investimentos, por isso esse foi o primeiro Código”.

Rauen explica a edição do 2020 contempla as atualizações normativas que surgiram desde 2016 e seu conteúdo também incentiva a adoção aos princípios ESGI. O novo formato também foi alinhado ao do Código mais recente, de Governança Corporativa, contemplando o Manual em seu corpo.

“Nossa intenção é convidar as EFPC que ainda não aderiram ao Código ou solicitaram o Selo de Autorregulação para que entrem nesse processo. É muito importante para os nossos participantes, patrocinadores, instituidores e para que possamos mostrar à sociedade que somos de fato uma indústria muito bem organizada e temos uma estrutura de Autorregulação forte e entidades com seus processos certificados”, ressalta Rauen.

Após solicitar adesão ao novo Código, a EFPC terá o prazo de 1 ano para solicitar o Selo de Autorregulação em Governança de Investimentos. A adesão ao Código também implicará na adesão ao Código de Princípios Éticos e de Condutas para o Regime Fechado de Previdência Complementar.

Para participar da cerimônia de lançamento e saber mais detalhes, clique na opção “Apresentação/Palestra” disponível no menu inferior do Estande do Sindapp .

Palestras técnicas destacam ESG como gerador de alfa e abordagem com foco em diversidade de gênero

As Palestras Técnicas 13 e 14 do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada (41º CBPP) foram dedicadas a um tema de extrema relevância e que vem ganhando força nas decisões de investimentos no Brasil e no mundo: as práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês). A Palestra Técnica 13 com o tema “ESG: Um Gerador de Alfa para Portfólios de Alta Convicção”, teve como palestrantes especialistas da Aegon Asset Management que destacaram os diferentes métodos empregados na implementação das estratégias com ações ESG. 

Luiz Fernando Cruz, Especialista da Área de Distribuição da MAG Investimentos, destacou que esse tipo de investimento vem se tornando importante, e empresas que observam esses aspectos acabam entregando retornos melhores aos seus investidores, acionistas e credores, com maior performance no longo prazo. “Isso vai de encontro aos objetivos dos participantes do sistema de previdência complementar”, disse.

Segundo ele, o investimento sustentável no exterior é uma estratégia fundamental para enfrentar esse momento de alta volatilidade. “Estamos falando de preservar o capital e buscar, em movimentos táticos, obter algum alfa”, disse.

Iain Snedden, Investment Specialist da Aegon Asset Management, explicou a importância de se construir carteiras com esses princípios e por que os investimentos ASG pode gerar alfa para as carteiras. “ESG ajuda a gerar retornos mais altos, e isso está sendo percebido pelos investidores”. Segundo ele, o volume de ativos ESG sob gestão no mundo inteiro saiu de US$ 13 trilhões em 2012 para US$ 30 trilhões em 2018, tendendo a crescer ainda mais. Iain explicou que os princípios ESG estão diretamente correlacionados com desempenho financeiro corporativo, com associações positivas entre temas. “Temos muitos desafios ambientais e sociais, e as empresas que conseguem abordar isso tem um retorno maior”, disse.

Ele ressaltou que independente da empresa que esteja sendo avaliada, existem passos comuns e princípios aplicados para se ter certeza que sempre que uma empresa é avaliada ela seja pensadas de maneira uniforme, reconhecendo as diferenças, mas chegando a uma conclusão. “Mas não tratamos as empresas da mesma forma. A realidade é muito importante, e quando nos concentramos nos fatores de uma empresa, a relevância que avaliamos é crucial para obtermos os melhores retornos a partir dessa carteira”.

Análise ESG – Andrei Kiselev, Investment Manager da Aegon Asset Management, explicou qual é o arcabouço utilizado para avaliar as empresas em termos de sustentabilidade. E segundo ele, nessa avaliação, a cobertura não pode ser superficial. “Tentamos nos ater às empresas mais promissoras e interessantes”. Ele explicou que a abordagem é feita por meio de exclusões, ou seja, caso o produto ou serviço das empresas seja danoso para algum cliente, é excluído dos investimentos.

Acima disso, para cada empresa é considerada uma abordagem em três pilares, avaliando a natureza do produto ou serviço oferecido, respondendo à pergunta sobre o desafio de sustentabilidade que a empresa visa responder, e qual a eficácia em relação à natureza do desafio. Andrei ressaltou que empresas que talvez não sejam perfeitas hoje no ponto de vista ESG, mas que estão melhorando terão, possivelmente, uma forte demanda por seus produtos e serviços por conta de uma melhoria operacional no futuro. “Por causa dessa melhoria, elas podem ter melhor desempenho financeiro e um aumento no valor das ações, entregando alfa aos clientes”, disse.

Andrei explicou ainda que para cada empresa que a Aegon avalia, são identificados os fatores mais importantes, chamados materiais, ressaltando o fato de que cada empresa é diferente. “Não existe uma abordagem única. O que é relevante para uma empresa não necessariamente é para outra”.

No processo de investimento mais detalhado, que afunila as ideias em potencial até um número mais trabalhável, há uma conversa constante com o grupo de investidores. “Depois é feito um trabalho com equipe de investimento responsável, com base em uma análise ESG, desenvolvendo, assim, o argumento de investimento e chegando a uma conclusão conjunta, mantendo autonomia e independência e culminando em uma carteira sustentável com alta convicção”. 

Andrei citou também exemplos de investimentos que a empresa realiza, com teses de impactos reais. “São seis pilares da sustentabilidade que consideramos, subdivididos em dois grupos. Para cada empresa, tentamos responder qual os desafios de sustentabilidade que a empresa está tentando resolver e como ela está fazendo isso. São perguntas fundamentais com as quais precisamos nos sentir à vontade com a resposta”, disse.

Considerar a sustentabilidade pode ser algo muito útil para identificar oportunidade de crescimento estrutural e vantagens competitivas, disse, ressaltando que um investimento sustentável passivo pode ser um bom ponto de partida comparado a não fazer nada, mas é uma ferramenta que deveria considerar questões mais detalhadas de uma análise.  “Normalmente, dependemos de uma análise quantitativa apresentada pelas próprias empresas, e não fazemos somente uma análise com base na classificação de terceiros”. Andrei explicou ainda que investimentos passivos se concentram em empresas de large cap, mas há muito alfa sendo gerado em áreas menos exploradas do mundo, e é preciso buscar essas inovações. 

W-ESG – Apresentando um novo conceito de estratégia de investimento ESG, desenvolvida pelo time de Investment Solutions da Franklin Templeton, Berkeley Revenaugh, Senior Client Portfolio Manager da Franklin Templeton Investment Solutions, destcou que a gestora está presente em 160 países, apoiando totalmente o investimento responsável. O W-ESG consiste em uma nova abordagem focada no papel das mulheres na empresas e o seu impacto nos resultados.

Berkeley explicou que entre os investimentos de impacto que a Franklin Templeton faz estão ações que incentivam igualdade de gênero, demonstrando que há fortes evidências que corroboram com os casos de investimento que promovem maior diversidade de gênero. “Eu acho que com maior diversidade no conselho, há capacidade de ter mais discussão e mais diversidade de opiniões. Isso é muito importante para nós”, detascou.

Ela explicou, assim, o uso da estratégia W-ESG, que foca em mulheres líderes de negócios e em compromisso com iniciativas ESG. A estratégia está presente em um fundo da gestora lançado no Brasil e consiste em investir em um universo de companhias com maior representatividade de mulheres, com no mínimo três mulheres como membros de conselho, bem como em companhias que estão comprometidas com iniciativas ambientais, sociais e de governança. O fundo inclui de 40 a 45 empresas que atendem a esses critérios, segundo Berkeley. 

“A Franklin Templeton, como defensora de ESG, quer promover essa crenças em seus processos de investimento, seja avaliando ações e títulos no mundo todo, ou fundos mútuos. Há uma capacidade de entender os riscos e oportunidades entendendo os atributos de cada uma das empresas”, destacou. 

Análise – Na Franklin Templeton, a filosofia é que os fatores ESG podem ter um impacto real no desempenho de longo prazo dos investimentos feitos. “Nós analisamos os fatores ESG junto com medidas financeiras e econômicas para abranger uma medida de valor, risco e retorno dos investimentos”. Segundo Berkeley, o papel da Franklin Templeton na compra de ações é de sociedade ativa, com engajamento junto às empresas para discutir questões que podem impactar a perspectiva de longo prazo.

Além disso, há uma equipe de especialistas em ESG que ajuda o time de portfólio a entender o que está acontecendo no mundo e na indústria. “O papel deles é melhorar a análise da equipe de portfólio, incorporando uma visão e dados independentes e neutros de ESG”.

Berkeley explicou ainda que entre as estratégias responsáveis de investimento, há quatro que se destacam na Franklin Templeton. “Todos integram análise de fatores fundamentais de ESG, com técnicas voltadas para valor, que fazem a exclusão de alguns ativos. Há ainda uma propensão para ESG, ou seja, soluções de investimento que selecionam emissores com práticas líderes de ESG; e soluções temáticas, que se concentram em soluções de desafios relacionados a mudanças climáticas ou desafios sociais. Por fim, há o investimento com foco no impacto”.

Experiência internacional – Ela disse ainda que o crescimento dos investimentos responsáveis ao redor do mundo tem sido constante, mas na América Latina ainda é muito pequeno. “Em 2018, US$ 31 trilhões estavam alocados em investimentos sustentáveis ao redor do mundo, sendo que as novas gerações querem que seus investimentos entreguem retornos e resultados socioambientais”, disse.

Além de pressões por mais políticas e regulações voltadas a esses temas, Berkeley disse que há hoje desafios de sustentabilidade crescendo de maneira relevante, com maior pressão também sobre práticas corporativas. “Na Europa, esse tipo de investimento já está bem avançado, sendo que em 2021, os produtos serão caracterizados como normais ou com práticas sustentáveis ou não”. Ela explicou ainda que há fortes critérios de exclusão na Alemanha, e que isso deve se entender ao mundo inteiro.

Últimos dias da Certificação por Experiência: ICSS responde dúvidas no estande

Últimos dias da Certificação por Experiência: ICSS responde dúvidas no estande

No Estande do ICSS, localizado no Espaço Institucional do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, os profissionais poderão esclarecer dúvidas sobre o que mudou na sua certificação profissional ou recertificação após a IN Previc nº 29/2020. A equipe técnica do maior instituto certificador do segmento de previdência complementar está realizando atendimendo por videochamada.

Será possível obter informações sobre as certificações profissionais disponíveis – incluindo a Certificação por Experiência que aceitará inscrições somente até 10 de dezembro – e como participar do Programa de Educação Continuada – PEC, que possibilita a recertificação.

A Autorregulação também é destaque. Os profissionais poderão saber mais sobre como fazer a candidatura da EFPC à certificação de processos via Selos de Autorregulação. Incluindo a mudança para o novo Código de Autorregulação em Governança de Investimentos, que será lançado hoje no 41º CBPP às 18:15, no estande do Sindapp.

O atendimento da equipe do ICSS por videochamada está disponível ao longo de toda a duração do Congresso.

Confira as publicações disponíveis no Estande Institucional da Abrapp

Confira as publicações disponíveis no Estande Institucional da Abrapp

O Estande Institucional da Abrapp no 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada (41º CBPP) conta com uma área de Produtos e Serviços onde é possível acessar uma série de conteúdos para download. Lá você encontra informações sobre o Fundo Setorial Abrapp; a última edição da Revista da Previdência Complementar; além de ter acesso ao CDI – Centro de Documentação e Informação Oswaldo Herbster de Gusmão, que mantém um acervo de publicações específicas e relacionadas ao setor, em versão digital, contribuindo para a ampliação do conhecimento sobre o segmento de previdência privada.

No CDI, você pode adquirir publicações com descontos exclusivos para participantes do Congresso, além de ter também acesso a conteúdos gratuitos, incluindo manuais e guias de boas práticas, governança e gestão produzidos pelo sistema, podendo ainda fazer o download dos Códigos de Autorregulação do setor. 

Confira o acervo na área de Produtos e Serviços do Estande Institucional da Abrapp.

Oportunidades no mercado de ações brasileiro foram exploradas em Palestra Técnica

A Palestra Técnica 10, realizada na última terça-feira, dia 17 de novembro, durante o 41º Congresso Brasilerio de Previdência Privada (41º CBPP), Alexandre Paixão Silvério, CIO da AZ Quest, abordou o cenário macroeconômico no Brasil e no mundo e a perspectiva do mercado de ações brasileiro, identificando os principais temas de investimento nesse mercado. Nesse contexto, Alexandre analisou os impactos nos diferentes setores e como as empresas estão se adaptando para se beneficiar desse ambiente de negócios desafiador.

Ele citou a eclosão de pandemia, que gerou uma queda abrupta na economia global. “Ao longo do mês de março, nós vivemos uma parada praticamente em todas as regiões, e tanto para efeitos de produção como também para consumo, a economia mundial se estagnou”, disse, destacando a ação das autoridades ao redor do mundo de criar estímulos para suas economias. “O Brasil não ficou alheio a isso e também partiu para uma redução da taxa de juros, algo que em crises anteriores nunca tinha acontecido. E juntamente a esse estímulo monetário, houve um estímulo fiscal”, destacou.

Ele ressaltou que o que também trouxe um grande alívio para os mercados foi a capacidade das empresas, principalmente das listadas em bolsa, se adaptarem a esse cenário tão desafiador. “Essa empresas normalmente são consolidadas e tiveram uma vantagem ainda maior em 2020”, disse Alexandre, ressaltando que as pequenas e médias empresas, que são grandes motores das economias globais, acabaram saindo prejudicadas da crise.

Alexandre Paixão destacou os índices das bolsas mundiais, com empresas listadas acelerando seus negócios e penetração no mercado. “Desta maneira, o cenário macro se coloca de forma prospectiva para 2021 tanto no mercado externo quanto no Brasil, com elementos de otimismo. No Brasil, há um desafio da estabilização fiscal”, reforçou.

Assim, a bolsa se torna um bom investimento não somente pela queda da taxa de juros, mas os investimentos devem ser justificados pelo lucro que as empresas darão no futuro. “Esse é o grande debate que a gente vê hoje entre empresas de value e growth. Quando há uma taxa de juros baixa, o que interessa é a capacidade de retorno para o acionista ao longo do tempo”, disse Alexandre.

Mudança na gestão – Com a Selic em patamares tão baixos, os gestores e as EFPC precisam adotar uma mudança na visão sobre os investimentos, mas Alexandre ressaltou que essa visão deve ser corroborada por fundamentos. “Acreditamos que as condições para um mercado acionário performando bem em 2021 estão colocadas, seja em função do cenário macro, bem como do cenário micro”.

Entre as teses de investimento exploradas nos portfólios da AZ Quest está a tese de planejamento financeiro. “A gente acredita que essa taxa de juros veio para ficar no Brasil, e ela tem a possibilidade de subir ao longo dos anos”. Segundo ele, haverá ainda um aprofundamento financeiro, onde basicamente os investidores vão procurar se especializar mais, buscando alternativas para ativos e passivos. “Dessa forma, as chamadas fintechs ou empresas mais ligadas aos serviços financeiros tendem a se beneficiar”, disse.

Desigualdade corporativa – As empresas que melhor performam em termos de retorno sobre o capital investido tem um retorno muito superior da média de seu setor ou das companhias como um todo e, segundo Alexandre, isso é observado do ponto de vista de produtividade, com empresas que estão crescendo mais tendo um gap de produtividade, o que resulta em maior variabilidade dos lucros. “Esse tema é uma tendência que ocorre há bastante tempo, e a maior concentração de lucro nas companhias listadas não é um fenômeno de agora; ele já vem acontecendo ao longo do tempo”.

Alexandre ressaltou que o gap entre as grandes empresas e as não listadas vem crescendo no mundo inteiro ao longo da últimas décadas, e isso não é diferente no Brasi. Em sua análise, ele destacou que há dois setores em que isso é mais evidente. “Um deles é o das operadoras saúde, onde operadoras verticalizadas possuem sinistralidade menor do que a média e, consequentemente, margens maiores que o restante do setor”.

Ao atingir um determinado patamar de capitalização e capacidade de atração de investimentos, essas empresas começaram a fazer uma expansão de seus negócios, podendo ser este um crescimento orgânico ou através de M&A.

Outro caso é o de locadoras de veículos, que é um setor de baixa penetração de aluguéis de carros. Ao longo dos anos, esse mercado foi consolidado por crescimento orgânico e pela maior concentração de negócios das companhias. 

Ele ressaltou que o mercado financeiro e as companhias listadas têm conseguido passar por este ano de 2020 de forma melhor do que a grande média das empresas, e isso ficou estampado no desempenho dos índices das bolsas, nos índices setoriais, e nos casos de desigualdade corporativa.

Newsletter Abrapp em Foco

Cadastre-se e fique por dentro de tudo que acontece no Grupo Abrapp e em sintonia com os fatos mais relevantes do setor.