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Plenária 5: Entidades dizem o que fazem para ficar mais competitivas

Plenária 5: Entidades dizem o que fazem para ficar mais competitivas

Mercados impactados por mudanças profundas pedem respostas igualmente poderosas, à altura das transformações e capazes até de recolocar os agentes de volta na competição ainda mais fortes. Isso ficou bastante evidente há pouco na Plenária 5 do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada (41º CBPP), dedicada ao tema “Novo Posicionamento: Provedores de Soluções Previdenciárias”, quando quatro dirigentes de associadas mostraram o que as suas entidades estão fazendo para sair na frente no mundo novo que se vai materializando.

A plenária foi moderada pela jornalista Myrian Clark e do time de expositores participaram Cristiano Verardo (Diretor de Comunicação, Relacionamento e Seguridade da Vexty) Gueitiro Matsuo Genso (Conselheiro do PicPay e Ex-Presidente da Previ), Nizam Ghazale (Diretor de Clientes e Inovação da Viva Previdência) e Walter Mendes (Presidente da Vivest). “Estão aqui conosco dirigentes de entidades que chacoalharam o nosso sistema com as suas mudanças e vieram para compartilhar”, resumiu Myrian.

As apresentações foram densas e, tentando extrair delas uma ideia que resumisse o maior de todos os seus significados, é que a nossa vertente da previdência privada está nesse momento diante de sua maior oportunidade para crescer. Nunca houve nada parecido. O que faz isso ser verdade é não apenas que os brasileiros aprenderam com a pandemia que é preciso poupar, mas também e até principalmente que as pessoas estão abertas e até esperam a inovação, fazem quase tudo usando os seus smartphones e com a digitalização quase ninguém mais liga para o tamanho da instituição ou depende de uma rede disseminada de agências para contratar. Enfim, após tanto tempo sofrendo por não dispormos de força de venda no varejo, ela simplesmente não nos parece mais fazer tanta falta.

“As barreiras que tínhamos diante de nós estão desaparecendo e o momento é agora, nessa hora em que as pessoas tentam fazer tudo pelo smartphone”, resume Genso. Só precisa ter especialmente cuidado porque fidelidade não é das maiores características desse novo cliente, que troca de fornecedor com facilidade se não tiver uma experiência agradável em suas andanças digitais. “As pessoas não querem sentir dor, se não funcionar, tchau”

“Por isso temos muito a avançar”, acrescentou Ghazale. E Mendes acrescentou um outro importante motivo para tanta confiança no futuro: “temos um ótimo produto, custos mais baixos, os melhores resultados e entregamos o que prometemos”. O que significa dizer que não nos falta nada para crescer. E muito.

Prova de dinamismo – A própria realização do 41º Congresso na forma 100% digital, no entender de Genso, é prova do dinamismo do sistema, uma vez que o sucesso do evento em si mesmo já uma demonstração de sua capacidade de aprender rápido, fazendo o melhor e ajustando o que pode ser melhorado enquanto as coisas acontecem

Antes, a realidade era bem outra para as empresas e organizações em geral, onde a regra era planejar e testar muito antes de avançar, algo agora quase impossível porque quem proceder assim arrisca-se a perder o timing, vendo o concorrente passar na frente.

Agora, as organizações são praticamente obrigadas a não apenas ouvir com muita atenção os seus clientes, como “praticamente terminar o produto junto com eles. Não dá mais tempo para esperar que esteja tudo concluído”, destaca Genso. Para ele, nunca tivemos que lidar com um consumidor tão empoderado. É realmente necessário cortejá-lo.

E o melhor momento para cortejá-lo se aproxima. Nota Genso que dentro de pouco tempo estaremos vivendo, sob a batuta do Banco Central, a experiência do open banking. “A partir dela teremos uma excelente chance de oferecer muitas novas opções e isso nos obriga a estarmos especialmente atentos”, arremata.

De olho no mercado – Ghazale expôs um pouco da experiência de sua entidade na direção do mercado e que culminou, a exemplo de outras EFPCs, na criação de uma gerência comercial e na escolha de um nome não mais associado a um patrocinador, o que ajuda a abrir portas no mercado.

“Oferecemos soluções para você, para instituições e empresas que buscam fomentar investimentos e negócios”. A frase, tirada de um vídeo da Viva Previdência, é reveladora dos propósitos de uma entidade – multipatrocinada e multi-instituída – que olha para fora de si mesma, para o mercado. Tem mais: “Sempre evoluindo, modernizando, oferecemos planos inovadores e flexíveis, além de assessoramento completo e um histórico de resultados”. E sem esquecer da “taxa de satisfação acima de 93%”.

Revelador também da disposição de crescer no mercado é que pelo segundo ano consecutivo a Viva foi uma das patrocinadoras do CBPP, ocupando um dos estandes virtuais para nele apresentar os serviços e produtos que oferece.

É um ano de consolidação de uma estratégia de expansão dos negócios, baseada em quatro pilares: transferência de gerenciamento, novos produtos, parcerias estratégicas e gestão do patrimônio. No primeiro caso, a Fundação está conduzindo a transferência de um plano que reúne reservas da ordem de meio bilhão de reais e que passará a compor o seu portfólio, após a conclusão do processo de transferência de gerenciamento. A Viva Previdência também lançou novos produtos. O destaque está para o Viva Futuro, plano família, que em um ano já conta com cerca de mil participantes.

Tudo isso fruto de um planejamento estratégico que começou a ser desenhado há 3 anos, quando causava desconforto um cenário onde o contingente de participantes assistidos ou se preparando para a aposentadoria era regularmente superior às novas adesões aos planos. “Víamos a fonte secando, mas por outro lado termos um bom produto nos dava a força para reagir”, observou Ghazale.

“Mergulhamos no mundo digital, aprendemos a vender o muito que temos de bom e foi assim que chegamos hoje a termos gerências comerciais formadas por especialistas”, explicou, fornecendo muitos e detalhados exemplos do tamanho dessa transformação.

Por não saber, é claro, fazer tudo da melhor maneira, a Viva já fechou algumas parcerias e se preparar para outras, algumas delas reveladoras da ambição por crescer: a entidade já tem um banco como parceiro e dentro em breve deverá ter uma grande corretora, em cuja plataforma muito provavelmente irá oferecer os seus planos.

Outra mudança radical – Outra que também mudou de nome – no meio deste ano – para dissociar a sua imagem de uma única patrocinadora foi a Vivest, antiga Funcesp, com a clara intenção de abrir-se para o mercado. Da mesma forma, explicou Mendes, ganhou uma gerência comercial.

Ir além do lançamento de produtos, ao passar a praticar um marketing de conteúdo, a Vivest se preparou para segmentar o seu público, inclusive criando times com expertise para atuar conforme essa segmentação. Agir assim tornou-se quase imperioso, considerando a variedade de alvos, desde pessoas de mais idade e conservadoras como herança das primeiras décadas de vida da entidade, até os jovens sem grandes vínculos permanentes e mais interessados em preservar a sua liberdade. “Este último público só pode ser alcançado através de produtos simples”.

São crias dessa nova postura, por exemplo, o “Família Invest”, em parceria com a Abrapp e cuja iniciativa Mendes elogia e agradece, e o fundo recém instituído com o Conselho Regional de Economistas de São Paulo.

Para chegar a isso só tendo startups por perto, atendimento que se fato funcione e aplicativos servindo produtos específicos. Resultado, os robôs estão chegando, novos sistemas estão perto – um deles de cadastro – e duas novas empresas patrocinando o plano de autogestão em saúde, onde se verificou um crescimento de 80%.

“Antes, seguramente, é necessário mudar o mindset, pois se não for alterada a forma de pensão não se avança”, sublinhou Mendes.

Ir muito fundo – Enfrentar tantas transformações, acrescentou Verardo, “pede que se vá muito fundo em nossas entidades”. Não basta uma maquiagem, fazer algo superficial, ser coerente com o posicionamento que se deseja assumir”.

Ele acrescentou: “O posicionamento para fora precisa combinar com o mostrado para dentro, se não derrete”.

Safra de IPOs, investimento em techs e novas soluções da B3 são destaques em palestras técnicas

A palestra técnica “Safra atual de IPOs & Investimentos em Tech e Abordagem ESG” tratou das oportunidades em renda variável para as EFPC, nesta quinta-feira (19), no 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada.

Com exceção de 2010, o ano de 2020 já se consagra como a maior safra de ofertas de IPOs e follow-ons no mercado brasieliro, destacou André Carvalhaes Ribeiro, Sócio da Brasil Capital. Em sua apresentação, ele comparou a nova safra de ofertas iniciais de ações das empresas brasileiras versus o boom de ofertas que aconteceram de 2004 a 2012.

A gestora de recursos tem como estratégia o foco, no médio e longo prazo, em empresas brasileiras listadas em bolsa dentro e fora do País.

Ao destacar o vigor do mercado brasileiro de ações, André Carvalhaes observou que, desde 2004, foram levantados R$ 217 bilhões em 181 IPOs e R$ 456 bilhões em 188 follow-ons. Ele destacou que do retorno histórico do fundo da Brasil Capital, 85% veio de investimentos em empresas que abriram o capital a partir de 2004.

Entre 2004 e 2012, houve volume relevante de ofertas no setor de energia, bancos e telecom. A partir de 2018, os destaques foram serviços financeiros, tecnologia, consumo e saúde, notando a mudança no perfil das empresas que abriram capital ao longo do tempo. O período entre 2012 e 2018 foi excluído da apresentação por não ter sido um momento rico em IPOs.

Nova safra de IPOs – Em 2020 foram realizadas 52 ofertas, sendo metade IPOs (R$ 63 bilhões) e metade follow-ons (R$ 52 bilhões), totalizando volume bastante relevante de R$ 115 bilhões.

“Com exceção de 2010, esse já é o maior ano, a maior safra de IPOs e follow-ons que acontece no mercado brasileiro, comparado com o momento de 2007. Portanto, o mercado de capitais brasileiro tem atuado com pujança bastante grande, adquirindo posição relevante no financiamento das companhias”, ressaltou o executivo da Brasil Capital.

O volume negociado também reflete esse crescimento. Entre 2008 e 2017, o volume médio de transações na Bolsa era de R$ 12 bilhões por dia, ao passo que entre 2019 e 2020, o volume médio diário saltou para R$ 30 bilhões. Até o mês de dezembro deste ano espera-se algo em torno de R$ 40 bi. “Isso é extremamente relevante para o dinamismo, liquidez do mercado e atração de novos investidores”.

Ribeiro destacou que com a taxa de juros em mínima histórica, investidores institucionais e pessoas físicas devem migrar cada vez mais de produtos tradicionais de renda fixa para produtos mais sofisticados ou investimento em ações no curto prazo.

Dentre os benefícios desse movimento, está que setores novos ganharam maior espaço na bolsa, como tecnologia, infraestrutura, saúde e serviços financeiros. Contribuindo assim para maior diversificação setorial, opções de empresas para investir e geração de alpha para os fundos.

ASG e Tecnologia: retornos superiores – Ribeiro demonstrou, de forma quantitativa, que as empresas voltada às melhores práticas ASG (Ambiental, Social e Governança) e ligadas à tecnologia tem gerado melhores retornos, conquistando espaço no portfólio dos invetidores.

O índice BC ASG Brasil, composto por 30 empresas selecionadas de acordo com a classificação Sustainalytics e o ISE – Indicador de Sustentabilidade Empresarial da B3, em 1 ano entregou performance de 39,3%, versus -9,7% do Ibovespa. No longo prazo isso é ainda mais evidente: em 10 anos o desempenho do índice voltado à sustentabilidade foi de 361,9% frente a 34,7% do índice da bolsa.

Já o índice BC Tech Brasil, composto por empresas ligadas exclusivamente a tecnologia listadas na B3 e nos Estados Unidos, teve nos últimos 12 meses performance de 60,9% versus -9,7% do Ibovespa. Ribeiro destacou que a pandemia de COVID-19 provocou um aumento exponencial da utilização da tecnologia, mas essa tendência já vem sendo percebida em períodos anteriores.

“As empresas que se dedicaram ao longo dos últimos anos à tecnologia, digitalização de canais, investimento em pessoas e equipe de desenvolvedores e conectividade acabaram tendo um desempenho muito superior às empresas que deixaram esse assunto de lado. Elas tiveram seu crescimento exponencializado. Vemos isso claramente nas empresas com capital aberto”, afirmou o Sócio da Brasil Capital.

Ribeiro acrescentou que o setor de tecnologia tem ganhado espaço e vai crescer ainda mais em importância na economia brasileira, recebendo investimentos por negócios de diversos setores, seja saúde, educação e serviços financeiros, para citar alguns exemplos. “Essa dinâmica faz com que as empresas inovadoras com adaptabilidade, flexibilidade, mente aberta, energia e iniciativas focadas em tecnologia e experiência do consumidor, ganhem relevância nos portfólios dos investidores institucionais”, completou.

Novas soluções da B3 para investidores

A palestra técnica “B3 facilitando a gestão dos investimentos para as EFPC” apresentou as principais características de três produtos lançados pela bolsa brasileira que trazem vantagens para investidores institucionais. A apresentação contou com a participação de Guilherme de Souza Pimentel, Superintendente da B3, Felipe Gonçalves, Gerente de Produtos e Juros, e Paulo Wilson Sangali Silva, Analista de Produtos da B3.

Bond Call – O Superintendente da B3, Guilherme Pimentel, ressaltou que o produto de leilão eletrônico de NTN-B via plataforma Trader é uma contribuição da B3 para a eletronificação do mercado de renda fixa.

Nessa modalidade compradores e vendedores se encontram em alguns momentos do dia pela plataforma, em horários pré-determinados, e negociam esses ativos exclusivamente via leilão. Ele explicou que para cada ativo ou grupo de ativos, os investidores terão dois ou três minutos para negociar aquele papel e as operações são sempre fechadas num preço melhor ou igual ao preço inserido.

“Temos um algoritmo por trás do Bond Call similar aos algoritmos dos leilões de mercados listados, no qual o melhor preço é encontrado para maximizar o volume negociado”, ressaltou o Superintendente da B3. “O grande atrativo do leilão eletrônico é que todos os participantes que fizerem alocações saem sempre com um preço único. Essa formação de preço único de mercado no encontro de compradores e vendedores em um momento do tempo tende a promover liquidez a esses ativos”.

Futuro de Cupom de IPCA (DAP) – Esse produto veio para trazer mais eficiência para o mercado juros real e de inflação, destacou Felipe Gonçalves, Gerente de Produtos e Juros da B3. Ele explicou que o DAP é equivalente ao produto de futuro de DI, mas para juro real.

“Apesar de ser um contrato futuro, ele tem uma dinâmica muito parecida com a de um swap. Então, por exemplo, se eu compro um DAP, no final das contas, eu estou ativo no DI acumulado entre a data da compra e o vencimento do contrato, e estou passivo em IPCA + cupom fixo, equivalente a uma exposição de NTN-B”, observou Gonçalves, notando que através desse produto é muito simples fazer a troca entre ativo e passivo de DI ou IPCA + cupom fixo.

Dentre os benefícios estão a exposição equivalente à de NTN-B, por isso os vencimentos são casados com os vencimentos desses títulos. Ele também trouxe uma dinâmica nova para a operação de inflação curta, com vencimentos nos três primeiros meses, e a dinâmica de operação de inflação de ano fechado – com o DAP para os dois primeiros janeiros em aberto. Além de trazer mais transparência e liquidez para esse mercado.

Felipe acrescentou que o produto foi apresentado à Previc, no qual houve receptividade e entendimento sobre os benefícios para as EFPC. Ao longo do ano também foram realizadas conversas com as entidades, e a pedido destas, a B3 abriu DAPs com prazos mais longos, incluindo DAP 2040, 2045, 2050 e 2055.

Nova Plataforma Eletrônica de Empréstimo de Ativos – O produto teve lançamento recente, no último dia 26 de outubro, destacou Paulo Wilson Sangali, Analista de Produtos da B3.

O novo modelo tem como principais características as negociações ocorrendo em uma plataforma, e não mais no balcão. As corretoras podem colocar ordens – ofertas doadoras, ofertas tomadoras – a pedido de seus clientes, e gestores também podem acessar diretamente a plataforma para incluir suas ofertas e agredir as ofertas lá disponíveis.

O acesso do buy-side é sempre via um intermediário – com acesso concedido pela B3. A negociação é feita através de dois books diferentes, possibilitando a liquidação de contratos em D+0 e D+1. Essa liquidação acontece sempre pelo saldo multilateral. Outra vantagem é que os contratos são padronizados, facilitando a negociação, e também contam com renovação automática.

Gonçalves acrescentou que desde o lançamento da plataforma, houve crescimento expressivo no volume negociado. A média em 2020, antes do lançamento da plataforma, era de R$ 2,3 bi de volume e 14 mil contratos negociados por dia. “Dobramos esse volume e o número de contratos também cresceu significativamente”, destacou o analista da B3.

ICSS: Certificação por Experiência terá inscrições até 10 de dezembro, saiba mais no estande

A equipe do ICSS está à disposição para esclarecer dúvidas dos profissionais, no estande localizado no Espaço Institucional do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, sobre as mudanças na certificação profissional decorrentes da IN Previc nº 29/2020.

A certificação para diretores e conselheiros oferecida pelo ICSS na modalidade por Experiência terá inscrições aceitas somente até 10 de dezembro de 2020.

A medida está alinhada à referida instrução da Previc, que prevê que a partir de janeiro de 2021 só serão aceitas pelo órgão de fiscalização novas certificações por prova ou por prova e títulos. A renovação do certificado por meio da participação no Programa de Educação Continuada permanece inalterada.

O atendimento da equipe do ICSS por videochamada está disponível ao longo de toda a duração do Congresso. Clique aqui para falar com a equipe do ICSS. 

41º CBPP: Diversificação global e multimercados se tornam cada vez mais essenciais para gerar resultados 

Diante do atual cenário adverso, que já apresenta sinais de recuperação, há ainda muitas incertezas sobre o rumo da economia daqui para frente. No Brasil especificamente, a taxa de juros chegou a patamares extremamente baixos, o que coloca as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) cada vez mais diante da necessidade de diversificar seus portfólios. O tema foi amplamente debatido ao longo dos últimos dias no 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada (CBPP) por gestores e especialistas do mercado, e foi tema também de palestras técnicas realizadas nesta quinta-feira, 19 de novembro, último dia de evento.

Na Palestra Técnica 9 “Diversificação Global: Essencial para seus Resultados”, Gabriela Santos, Estrategista de Mercados Globais do J.P. Morgan Asset Management detalhou ainda mais o atual cenário, destacando que 2020 passou pelo fim de um longo ciclo econômico global e de ascensão, se tornando um ano de um novo ciclo econômico e de mercados, passando ainda por uma recuperação econômica e de mercado. “Já 2021 deve ser um ano em que essa recuperação se fortalecerá ainda mais e ficará mais abrangente entre regiões e setores”, disse Gabriela, com otimismo sobre que está por vir.

Ela mostrou dados da economia afetados pela pandemia, com perspectiva de retomada, mas ainda com incertezas em relação à evolução da crise. “Será importante monitorar a evolução dos novos casos, do sistema de saúde e das fatalidades”. Gabriela destacou que o índice de maior estresse no momento está na Europa e nos Estados Unidos, onde a atividade está mais afetada. “No nosso dia a dia e no dia a dia da economia, a pandemia ainda vai ditar para onde vamos”.

A estrategista destacou que a questão da vacina ainda é muito importante nesse contexto para que a economia siga em recuperação de maneira mais abrangente em 2021 e adiante, e citou ainda a política monetária global com importante fator de auxílio à solidez e à saúde das pessoa e das companhias. “Tivemos muitos cortes de juros no mundo todo, com vários países chegando a níveis mínimos”, disse Gabriela, ressaltando que os patamares das taxas globais devem continuar baixos em 2021.

Mercado de capitais  – Gabriela apresentou dados que mostram uma queda forte no mercado ocorrida no início da pandemia, mas que já estão em recuperação. “Os mercados sempre olham para frente. Eles já ditam o que está vindo no futuro. E os mercados tiveram conforto com o apoio monetário e fiscal”. Ela citou ainda que a recuperação não tem sido completamente igual entre setores e regiões, sendo mais forte nos Estados Unidos e na Ásia com ajuda da composição dos índices das bolsas dessas regiões. “Os setores que têm sido mais fortes este ano estão relacionados à vida virtual, sendo que eles correspondem a quase ¼ do mercado americano e asiático”, disse. 

Gabriela ressaltou que tecnologia é uma alocação-chave para este ano e que vai continuar pelos próximos. “Esse tema não terminou”. Ela destacou ainda quais são as oportunidades em renda fixa, sendo que o segredo é manter a diversificação para combinar proteção e retorno, com oportunidades mundo afora. “Esperamos juros baixos para o ano que vem, mas retornos positivos para exposições de alto risco”.

Diversificação global – Nesse sentido, tanto em renda fixa quanto em renda variável, já oportunidades que podem ser capturadas globalmente em diferentes classes de ativos. Maria Rossi, Relacionamento com Investidores do J.P. Morgan Asset Management, defendeu que o percentual limite dos investimentos nos exterior pelas EFPC aumente de 10% para 20%, já que muitas entidades já estão próximas desse limite.

Ela destacou que o desafio para a diversificação global é o da correlação. “Faz sentido a gente incluir um portfólio de multiclasse de ativos para contribuir com o portfólio do cliente”, disse, colocando o fundo de multiclasse ativos Global Balanced do J.P. Morgan como uma solução para quem busca a valorização do capital no longo prazo. 

Maria disse ainda que a estratégia compõe renda fixa e renda variável global, moeda e crédito. Além disso, cada vez mais os clientes institucionais estão interessados e buscando soluções integradas aos aspectos ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês), e o fundo oferece essa integração, ressaltou Maria. 

Maria lembrou ainda que o Brasil representa apenas 3% da economia global, e o mercado internacional potencializa as oportunidades de diversificação, diminuindo o risco das carteiras. “Vamos acessar o resto do mundo”, complementou.

Multimercado – Já a Palestra Técnica 20 “Perspectivas e Oportunidades dos Fundos Multimercado para as Fundações” mostrou oportunidades que podem ser capturadas a partir de fundos multimercados. Renata Cypreste, Head Comercial da BB DTVM, moderou a palestra e ressaltou que hoje há um cenário completamente diferente desde que a BB DTVM lançou seu o primeiro fundo multimercado, o que leva um desafio maior às fundações. 

Diante disso, é preciso ser feita constantemente uma revisão dos ativos que compõem esses fundos. Assim, Marcelo Arnosti, Head de Gestão de Fundos Multimercados, Ações e Offshore da BB DTVM, explicou o processo de seleção de ativos da gestora, iniciando o debate sempre com uma apresentação do cenário macroeconômico, com economistas apresentando temas relevantes que eles acreditam que impactarão os ativos. Também é debatido o desempenho recente dos ativos do mercado. Depois, os gestores fazem uma classificação de cada ativos a partir dessa revisão de cenário e perspectivas.

Nesse sentido, Marcelo Arnosti destacou que a busca é por uma carteira mais diversificada, mas segundo ele, a renda fixa continua tendo uma presença importante aos portfólios multimercados, pois confere liquidez, contribui para redução da volatilidade na carteira. “O universo de renda fixa é muito amplo. Ainda que tenha uma Selic em 2%, não significa que não há oportunidades potenciais. Em geral, há muitas oportunidades e estamos sempre atentos para buscar capturá-las”, disse, ressaltando que esse segmento continua demandando atenção e vai continuar compondo as carteiras dos mercados. “Precisamos ficar atentos, pois oportunidades importantes para agregar alfa também surgem na renda fixa”.

ESG – Arnosti destacou que há ainda um processo de seleção de investimento em ativos que contemplam as práticas ESG, e para isso é feito um acompanhamento, com contato frequente com as companhias, questionários e relatórios para obter um conjunto de informações à respeito das práticas dessas empresas investidas, e com base isso, é possível ranquear as companhias que mais têm atendido às práticas ESG e as que menos tem atendido, conforme um método de avaliação da gestora.

Exterior – O investimento no exterior ainda compõe um baixo volume na carteira dos investidores no Brasil, mas com a Selic reduzida, se fez necessária a busca por alfa tanto na geração de resultados, quanto na redução do risco. Nesse sentido, Marcelo Pacheco, Diretor de Gestão de Ativos da BB DTVM, destacou que investimento no exterior não é apenas um bloco de aplicações, e sim uma diversiverdidade de alternativas. 

Em relação ao risco, Pacheco destacou que na medida em que se adiciona ativos, se minimiza os riscos, e fazer isso adicionando ativos no exterior resulta em uma redução de risco muito mais eficiente. “Será mais eficiente na medida em que os ativos adicionados sejam menos correlacionados com o restante do portfólio”, disse. 

Ele destacou ainda a questão do câmbio. “Há algumas dúvidas no cliente em relação a se fazer ou não o hedge cambial. No segmento de fundos de pensão, que tem viés de longo prazo, entendemos que a efetiva redução do risco se dá através de um investimento sem hedge cambial, deixando que o câmbio amorteça a maior parte dos choques da carteira”.

Equilíbrio da carteira – Pacheco destacou que em uma estratégia multimercado, o investidor deve separar as estratégias por faixas de volatilidade para montar seu portfólio. “Na faixa de volatilidade mais baixa, algo com 1% a 3%, podem entrar estratégias mais conservadoras, com moedas e multimercado dinâmico. Já nas faixas de média e alta volatilidade, entram os fundos macro e multiestratégias que implementam estratégias, incluindo ativos no exterior, para gerar alfa”. 

Aroldo Medeiros, Diretor Comercial e de Produtos da BB DTVM, destacou que a gestora conta com diversos tipos de fundos para as EFPC, sendo que a prateleira de fundos multimercados contam com seis estratégias com diferentes faixas de volatilidade. Ele destacou que o mais importante para formar uma carteira é entender o passivo de cada fundação, podendo assim ser estruturado um fundo exclusivo para atender às especificidades de cada uma.

Recertificação e PEC: tire suas dúvidas no estande do ICSS

Recertificação e PEC: tire suas dúvidas no estande do ICSS

Não deixe para a última hora! A equipe do ICSS está à disposição no 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, no estande localizado no Espaço Institucional, para esclarecer as principais questões sobre a renovação da certificação profissional.

A recertificação junto ao ICSS ocorre mediante o cumprimento dos requisitos do Programa de Educação Continuada – PEC, ao longo dos três anos de vigência do certificado profissional. Ou seja, essa renovação não é feita de forma automática.

O Instituto alerta que adiar essa solicitação ou o registro de eventos no PEC pode levar ao acúmulo de pedidos, o que impactará na celeridade da análise das solicitações de renovação. Portanto, a recomendação é que tão logo seja possível, dirigentes, conselheiros e demais profissionais certificados atualizem sua pontuação e deem início ao processo de recertificação.

Caso perca o prazo para a renovação de seu certificado, o profissional terá que inscrever-se novamente para a certificação, iniciando um novo processo.

A partir de 1º de janeiro de 2021, os novos processos de certificação serão realizados apenas mediante exames por prova ou por prova e títulos, conforme a Instrução Previc n. 29/2020. Já o processo de renovação mantém o certificado válido para fins de habilitação de dirigentes.

Visite o estande do ICSS e consulte já a situação da sua certificação junto à equipe do maior instituto certificador do segmento de previdência complementar! Clique aqui para falar com a equipe do ICSS. 

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