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Palestra Especial: Mudanças exponenciais serão necessárias para quem quiser manter seu negócio vivo

Palestra Especial: Mudanças exponenciais serão necessárias para quem quiser manter seu negócio vivo

A agilidade com que as mudanças do mundo ocorrem exige das pessoas um novo formato de pensar, não mais linear, mas sim de maneira exponencial. Esse foi o tom da Palestra Especial “Admirável Mundo Novo”, do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada (41º CBPP), com Peter Diamandis, Cofundador e Presidente Executivo da Singularity University. O encerramento do evento na última quinta-feira, 19 de novembro, contou com cerca de 5 mil participantes online.

Diamandis destacou a agilidade com que o mundo está mudando, ressaltando seu amor e respeito com o Brasil, onde a sua empresa atua com diversas iniciativas. A Singularity University é uma empresa americana que oferece programas educacionais executivos, atuando também como incubadora de empresas e prestando serviço de consultoria em inovação.

Segundo Diamandis, é difícil para os seres humanos pensarem no tempo e no mundo de maneira que não seja linear. “Uma coisa que afeta o outro lado do mundo nos afeta, as coisas não mudam de uma década para outra, e sim de um mês para outro, e isso está sendo liderado por tecnologias exponenciais como sensores, redes, inteligência artificial, robótica, etc.”. Diamandis afirmou que a combinação de três ou quatro dessas tecnologias vai reinventar os modelos de negócios, reinventando nossas vidas. “As tecnologias exponenciais estão mudando o mundo, com impacto enorme”.

Adaptação – “As empresas que forem lentas para se adaptar a esses novos cenário serão extintas”, alertou Diamandis, reforçando que as tecnologias exponenciais têm o mesmo impacto de asteroides no sentido de mudarem o mundo em uma rapidez tamanha. Ele citou ainda a pandemia de COVID-19, que já está mudando o mundo no varejo, saúde, educação, e em tantas outras indústrias. “Isso está mais uma vez exigindo uma mudança muito rápida de empresas e indústrias, e se elas não conseguirem se adaptar, vão sofrer, e as que forem ágeis, vão prosperar”, disse.

Segundo Diamandis, a pandemia está ensinando sobre o poder do pensamento exponencial. “Todos nós pensamos de maneira linear. Nosso cérebro foi projetado, conectado, para ver de maneira linear, mas o mundo está mudando exponencialmente”. Ele deu alguns exemplos de empresas que persistiram em negócios lineares versus as que tiveram crescimentos exponenciais, demonstrando que empresas que não se adaptaram foram à falência, enquanto outras que surgiram com inovação tiveram sucesso e aumentaram seu valor em escalas milionárias.

Ele citou ainda que em conversas com grupos de investimento e conselheiros de grandes empresas, ele destaca sempre que toda empresa deve digitalizar produtos e serviços até criar uma disrupção. Além disso, as empresas devem desmaterializar, desmonetizar e democratizar.

Segundo Diamandis, a desmaterialização consiste em digitalizar para dematerializar, fazendo as coisas passarem de átomos para bits, e o custo de transmitir e replicar é zero, conseguido desmonetizar. “O valor, em última análise, vai ser a democratização. O seu marketplace já não é mais São Paulo, Brasil ou América Latina, o seu mercado vai ser o mundo, e sua capacidade será de oferecer produtos e serviços para o mundo inteiro”.

Ele deu ainda outros exemplos do impacto da tecnologia no mundo e afirmou mais uma vez: “a menos que todas as empresas embarquem nessas tecnologias, não vão sobreviver às próximas décadas”.

Escassez x abundância – A tecnologia também converte escassez em abundância, segundo Peter Diamandis, que destacou que se um modelo de negócios é baseado em uma mentalidade de escassez, com recursos limitados, investindo um por vez, essa empresa não vai sobreviver. Ele citou recursos como energia, água, entre outros, podem ser cada vez mais abundantes devido à tecnologia.

Diamandis falou ainda sobre a tendência de conexão com pessoas no planeta por meio do 5G, e que o mundo está sendo cada vez mais conectado. “Além de conectar pessoas, também estamos prestes a conectar tudo. Teremos 77 bilhões de dispositivos conectados até 2022”, disse. 

Ele citou outras megatendências no setor de saúde, impulsionadas pelo sequenciamento de genoma; o aumento de longevidade; e a inteligência artificial. “Haverá dois tipos de empresa futuramente. Uma empresa que está usando totalmente inteligência artificial, e uma empresa que está prestes a fechar as portas”, afirmou.

Automatização e fator humano – “A nossa missão é automatizar rotinas e humanizar a exceção. O que é rotineiro e repetitivo, tem que ser feito pela tecnologia, pela inteligência artificial. Nosso trabalho, como ser humano, é tornar a experiência do nosso cliente e funcionário, tornar aquilo humanizado, excepcional”, disse Diamandis.

Segundo ele, isso ocorre a partir de ideias inovadoras. “Onde na empresa em que você investe e trabalha há pessoas tentando ideias loucas? Se você não está tentando ideias loucas, ainda está incrementando melhorias lineares”, disse. Ao final, Peter Diamandis afirmou: “nós estamos passando pelo momento mais extraordinário da vida humana”.

Presença de Paulo Guedes no encerramento do 41º CBPP destaca Previdência Complementar na prioridade da agenda do governo

Presença de Paulo Guedes no encerramento do 41º CBPP destaca Previdência Complementar na prioridade da agenda do governo

“A Previdência Complementar está na agenda prioritária do Estado e é parceira do governo”, disse o Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, no final da tarde desta quinta-feira, 19 de novembro, ao receber o Ministro da Economia Paulo Guedes para a Palestra de Encerramento do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Complementar (CBPP). 

Luís Ricardo destacou a honra de receber a maior autoridade da economia do país no maior Congresso de Previdência Privada do mundo, destacando ainda a presença de demais representantes do governo durante o evento, que enfatizaram, durante quatro dias de conteúdo, o processo de recuperação da economia. 

O Ministro Paulo Guedes ressaltou que o governo brasileiro trabalhou em altíssima velocidade em relação à crise, lembrando que o senso de compromisso com as reformas continua. “Há muita reforma pela frente. Vamos transformar essa recuperação cíclica numa retomada de crescimento sustentável”. 

O Ministro falou com otimismo sobre a potência do mercado brasilero, de capitais e financeiro, como a grande alavanca para a recuperação do país. “Estamos indo em direção à uma economia de mercado. São milhões de brasileiros espalhados pelo Brasil investindo”, disse, citando o público de Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC). “São investidores de longo prazo, vão comprar esses investimentos e fazer o choque da infraestrutura brasileira”. 

Para exemplificar as medidas do governo diante da crise e o que ainda está por vir, Paulo Guedes traçou uma linha do tempo abordando, inicialmente, a reflexão do diagnóstico que o governo atual fez no início do mandato, de que o Brasil está em uma transição incompleta, “O país fez sua Glasnost, seu processo de abertura política, saindo de um sistema fechado para uma democracia resiliente”, disse. “Mas o Brasil é uma grande sociedade aberta em construção, está aperfeiçoando seu sistema democrático, e se avançou politicamente em um ritmo mais rápido. Eu diria que a transição do ponto de vista econômica, a nossa Perestroika, andou muito devagar. É uma transição incompleta”, continuou, ressaltando, entre outros pontos, a dificuldade de privatizações que ocorre no país.

Guedes ressaltou que há hoje uma aliança de conservadores nos costumes e de liberais na economia. Em sua visão, o movimento atual da democracia é normal e o “som” que vinha de fora de que a democracia brasileira estava ameaçada e entraria em um risco, que os investimentos iam parar de vir ao Brasil, não se concretizou. “Não foi isso que aconteceu”, disse o Ministro.

Em sua fala, a China foi destacada como uma economia que está penetrando globalmente, aderindo ao mercado capitalista, e assim “tiraram seu povo da miséria”, destacou. “O novo eixo de crescimento está do outro lado do mundo”, disse Guedes, ressaltando que do lado de cá há crises. “Reafirmo minha convicção de que o Brasil é uma grande sociedade aberta, em construção, com economia de mercado”.

Dívida pública – Entre os primeiros grande problemas detectados pelo atual governo, que buscou endereçá-los, Guedes apontou o aumento dos gastos públicos, que ocorrem desde o governo militar, saindo de 18% do PIB, chegando a 45% no auge do governo passado. “Esse descontrole e expansão ininterrupta dos gastos públicos ao longo de 40 anos foi responsável pelas disfunções da economia brasileira”, disse Guedes.

O Ministro destacou ainda o constante aumento da dívida pública e aumento de impostos, mas em paralelo, houve tentativas de se fazer aperfeiçoamentos institucionais, como a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal, ressaltando que é preciso ainda manter a cultura desta Lei, pois estados e municípios “estão todos apertados”. 

Guedes pontuou também a necessidade de se desvincular os fundos e saber onde haverá corte de gastos. “A discussão do orçamento é a essência da atividade política. No Brasil, 96% do orçamento está carimbado, e há uma briga pelos outros 4%”. Segundo o Ministro, o diagnóstico de altos gastos levou o governo atual a atacar as trajetórias futuras, criticando mais uma vez o endividamento e ressaltando a necessidade de se reduzir a relação dívida-PIB.

Reforma da Previdência – A Reforma da Previdência, aprovada no ano passado, foi apontada por Paulo Guedes em seu discurso como a primeira grande quebra dos gastos. Ele destacou que não foi possível aprovar o modelo de uma previdência baseada em regime de capitalização. “Com o regime capitalizado, a previdência fechada teria um papel decisivo na alocação de capital, maior do que nesse sistema que temos hoje, de repartição. Não conseguimos fazer, mas pelo menos removemos os privilégios, e podemos mais pra frente buscar um regime mais eficiente, mas não é mais prioridade desse governo”, disse.

Outra despesa apontada por Guedes é o juros da dívida, que foi trocado pelo controle de gastos do governo, travando despesas e desalavancado os bancos públicos. A terceira grande fonte de despesa pública, segundo Guedes, também endereçada pelo governo, mesmo em meio a pandemia, foram os gastos com funcionalismo público, em cima dos quais foi adotado o congelamento do salário dos servidores.

Pandemia – O Ministro citou ainda programas emergenciais implantados pelo governo em meio à crise decorrente da pandemia do novo coronavírus, o que ajudou a segurar o desemprego em patamares menores do que os observados nos Estados Unidos, por exemplo, ou no Brasil em períodos de recessão anteriores. “Em ano de pandemia, perdemos 550 mil empregos”, disse. “O Brasil está reagindo de uma forma que eu considero bastante razoável, basta comparar com os demais países”, complementou. Ele citou ainda as projeções para o PIB, que no início da crise eram de queda de 10%, sendo revisadas para -4%. Para 2021, a projeção é de alta entre 3,5% e 4%.

Ele ressaltou ações do governo como mudança de preços-chave na economia e a combinação de juros bem mais baixos e câmbio mais alto, o que, segundo Guedes, ajuda no processo de estimular exportações e na proteção de mercados internos. “Essa mudança é importante. Ao mesmo tempo, nós desalavancamos os bancos públicos, expandimos o crédito privado, e o crédito público está sendo democratizado. Milhões de brasileiros estão tendo acesso ao crédito”.

O Ministro disse ainda que há uma dimensão tecnológica nesse crédito, com a agenda digital do Banco Central contemplando Pix, fintechs, open banking, e indo em direção à moeda digital. “Essa é a real competição”, disse. “Mais importante que a competição de milhares de empresas semelhantes é a competição entre alguns poucos que trazem a inovação”, complementou.

41 edições de uma grande história – Luís Ricardo Martins destacou que o 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada (CBPP) chega ao final ressaltando 41 anos de muita história. “Este 41º totalmente online, enfrentamos o grande desafio de uso intensivo de tecnologia. No entanto oferecemos muito conteúdo e apresentações de elevado nível”, disse, colocando o evento com um verdadeiro MBA de previdência privada.

Com o tema central “Oportunidades para Avançar #vamosagir”, o objetivo do 41º CBPP foi mobilizar o setor na reinvenção do seu modelo de negócio e expansão através das inúmeras oportunidades, disse Luís Ricardo, destacando os 5 mil participantes e quase 100% das EFPC presentes durante os 4 dias de evento, que contou com aproximadamente 100 apresentações de conteúdos relevantes e atuais. “A audiência média nessas apresentações foi de 3 mil participantes na programação oficial. No encerramento, mais de 4 mil pessoas presentes”, disse. 

Ele citou ainda a presença de grandes especialistas nacionais e internacionais, estudiosos, além de ações como Previdência É Coisa de Jovem, em parceria UniAbrapp e CIEE que realizou uma live com a presença de mais 2,5 mil jovens e mais de 7,5 mil visualizações. “Através da Conecta, estamos com 17 startups que participam o 1º hub de inovação da previdência privada, o Hupp, e lançamos uma Central de Serviços exclusiva para o setor, reunindo tecnologia e marketing digital”, disse.

“Nesse processo de reinvenção, passamos uma visão do presente e do cumprimento irrestrito da nossa missão de dar proteção social, pagando R$ 70 bilhões por ano a quase 900 mil pessoas”, enfatizou o Diretor Presidente da Abrapp, ressaltando a visão de futuro e de fomento com os Planos Família, PrevSonho e a previdência dos entes federativos.

Citando a cultura previdenciária como tão necessária, Luís Ricardo lembrou que na próxima semana ocorrerá a Semana ENEF – Semana Nacional de Educação Financeira, ressaltando que a previdência deve ser empregada nos bancos escolares, no ensino fundamental. “Em sintonia com esse novo mundo, a Abrapp aceitou os desafios colocados para levar aos senhores muito conteúdo e debate e as inúmeras janelas de oportunidades. Realizamos o maior Congresso de Previdência Privada do mundo, agora digital. Agimos e realizamos esse Congresso com um conteúdo que nunca antes se viu”, disse, parabenizando a equipe da Abrapp pela entrega. “Que venha 2021 e nosso 42º Congresso”.

Plenária 5: Entidades dizem o que fazem para ficar mais competitivas

Plenária 5: Entidades dizem o que fazem para ficar mais competitivas

Mercados impactados por mudanças profundas pedem respostas igualmente poderosas, à altura das transformações e capazes até de recolocar os agentes de volta na competição ainda mais fortes. Isso ficou bastante evidente há pouco na Plenária 5 do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada (41º CBPP), dedicada ao tema “Novo Posicionamento: Provedores de Soluções Previdenciárias”, quando quatro dirigentes de associadas mostraram o que as suas entidades estão fazendo para sair na frente no mundo novo que se vai materializando.

A plenária foi moderada pela jornalista Myrian Clark e do time de expositores participaram Cristiano Verardo (Diretor de Comunicação, Relacionamento e Seguridade da Vexty) Gueitiro Matsuo Genso (Conselheiro do PicPay e Ex-Presidente da Previ), Nizam Ghazale (Diretor de Clientes e Inovação da Viva Previdência) e Walter Mendes (Presidente da Vivest). “Estão aqui conosco dirigentes de entidades que chacoalharam o nosso sistema com as suas mudanças e vieram para compartilhar”, resumiu Myrian.

As apresentações foram densas e, tentando extrair delas uma ideia que resumisse o maior de todos os seus significados, é que a nossa vertente da previdência privada está nesse momento diante de sua maior oportunidade para crescer. Nunca houve nada parecido. O que faz isso ser verdade é não apenas que os brasileiros aprenderam com a pandemia que é preciso poupar, mas também e até principalmente que as pessoas estão abertas e até esperam a inovação, fazem quase tudo usando os seus smartphones e com a digitalização quase ninguém mais liga para o tamanho da instituição ou depende de uma rede disseminada de agências para contratar. Enfim, após tanto tempo sofrendo por não dispormos de força de venda no varejo, ela simplesmente não nos parece mais fazer tanta falta.

“As barreiras que tínhamos diante de nós estão desaparecendo e o momento é agora, nessa hora em que as pessoas tentam fazer tudo pelo smartphone”, resume Genso. Só precisa ter especialmente cuidado porque fidelidade não é das maiores características desse novo cliente, que troca de fornecedor com facilidade se não tiver uma experiência agradável em suas andanças digitais. “As pessoas não querem sentir dor, se não funcionar, tchau”

“Por isso temos muito a avançar”, acrescentou Ghazale. E Mendes acrescentou um outro importante motivo para tanta confiança no futuro: “temos um ótimo produto, custos mais baixos, os melhores resultados e entregamos o que prometemos”. O que significa dizer que não nos falta nada para crescer. E muito.

Prova de dinamismo – A própria realização do 41º Congresso na forma 100% digital, no entender de Genso, é prova do dinamismo do sistema, uma vez que o sucesso do evento em si mesmo já uma demonstração de sua capacidade de aprender rápido, fazendo o melhor e ajustando o que pode ser melhorado enquanto as coisas acontecem

Antes, a realidade era bem outra para as empresas e organizações em geral, onde a regra era planejar e testar muito antes de avançar, algo agora quase impossível porque quem proceder assim arrisca-se a perder o timing, vendo o concorrente passar na frente.

Agora, as organizações são praticamente obrigadas a não apenas ouvir com muita atenção os seus clientes, como “praticamente terminar o produto junto com eles. Não dá mais tempo para esperar que esteja tudo concluído”, destaca Genso. Para ele, nunca tivemos que lidar com um consumidor tão empoderado. É realmente necessário cortejá-lo.

E o melhor momento para cortejá-lo se aproxima. Nota Genso que dentro de pouco tempo estaremos vivendo, sob a batuta do Banco Central, a experiência do open banking. “A partir dela teremos uma excelente chance de oferecer muitas novas opções e isso nos obriga a estarmos especialmente atentos”, arremata.

De olho no mercado – Ghazale expôs um pouco da experiência de sua entidade na direção do mercado e que culminou, a exemplo de outras EFPCs, na criação de uma gerência comercial e na escolha de um nome não mais associado a um patrocinador, o que ajuda a abrir portas no mercado.

“Oferecemos soluções para você, para instituições e empresas que buscam fomentar investimentos e negócios”. A frase, tirada de um vídeo da Viva Previdência, é reveladora dos propósitos de uma entidade – multipatrocinada e multi-instituída – que olha para fora de si mesma, para o mercado. Tem mais: “Sempre evoluindo, modernizando, oferecemos planos inovadores e flexíveis, além de assessoramento completo e um histórico de resultados”. E sem esquecer da “taxa de satisfação acima de 93%”.

Revelador também da disposição de crescer no mercado é que pelo segundo ano consecutivo a Viva foi uma das patrocinadoras do CBPP, ocupando um dos estandes virtuais para nele apresentar os serviços e produtos que oferece.

É um ano de consolidação de uma estratégia de expansão dos negócios, baseada em quatro pilares: transferência de gerenciamento, novos produtos, parcerias estratégicas e gestão do patrimônio. No primeiro caso, a Fundação está conduzindo a transferência de um plano que reúne reservas da ordem de meio bilhão de reais e que passará a compor o seu portfólio, após a conclusão do processo de transferência de gerenciamento. A Viva Previdência também lançou novos produtos. O destaque está para o Viva Futuro, plano família, que em um ano já conta com cerca de mil participantes.

Tudo isso fruto de um planejamento estratégico que começou a ser desenhado há 3 anos, quando causava desconforto um cenário onde o contingente de participantes assistidos ou se preparando para a aposentadoria era regularmente superior às novas adesões aos planos. “Víamos a fonte secando, mas por outro lado termos um bom produto nos dava a força para reagir”, observou Ghazale.

“Mergulhamos no mundo digital, aprendemos a vender o muito que temos de bom e foi assim que chegamos hoje a termos gerências comerciais formadas por especialistas”, explicou, fornecendo muitos e detalhados exemplos do tamanho dessa transformação.

Por não saber, é claro, fazer tudo da melhor maneira, a Viva já fechou algumas parcerias e se preparar para outras, algumas delas reveladoras da ambição por crescer: a entidade já tem um banco como parceiro e dentro em breve deverá ter uma grande corretora, em cuja plataforma muito provavelmente irá oferecer os seus planos.

Outra mudança radical – Outra que também mudou de nome – no meio deste ano – para dissociar a sua imagem de uma única patrocinadora foi a Vivest, antiga Funcesp, com a clara intenção de abrir-se para o mercado. Da mesma forma, explicou Mendes, ganhou uma gerência comercial.

Ir além do lançamento de produtos, ao passar a praticar um marketing de conteúdo, a Vivest se preparou para segmentar o seu público, inclusive criando times com expertise para atuar conforme essa segmentação. Agir assim tornou-se quase imperioso, considerando a variedade de alvos, desde pessoas de mais idade e conservadoras como herança das primeiras décadas de vida da entidade, até os jovens sem grandes vínculos permanentes e mais interessados em preservar a sua liberdade. “Este último público só pode ser alcançado através de produtos simples”.

São crias dessa nova postura, por exemplo, o “Família Invest”, em parceria com a Abrapp e cuja iniciativa Mendes elogia e agradece, e o fundo recém instituído com o Conselho Regional de Economistas de São Paulo.

Para chegar a isso só tendo startups por perto, atendimento que se fato funcione e aplicativos servindo produtos específicos. Resultado, os robôs estão chegando, novos sistemas estão perto – um deles de cadastro – e duas novas empresas patrocinando o plano de autogestão em saúde, onde se verificou um crescimento de 80%.

“Antes, seguramente, é necessário mudar o mindset, pois se não for alterada a forma de pensão não se avança”, sublinhou Mendes.

Ir muito fundo – Enfrentar tantas transformações, acrescentou Verardo, “pede que se vá muito fundo em nossas entidades”. Não basta uma maquiagem, fazer algo superficial, ser coerente com o posicionamento que se deseja assumir”.

Ele acrescentou: “O posicionamento para fora precisa combinar com o mostrado para dentro, se não derrete”.

Safra de IPOs, investimento em techs e novas soluções da B3 são destaques em palestras técnicas

A palestra técnica “Safra atual de IPOs & Investimentos em Tech e Abordagem ESG” tratou das oportunidades em renda variável para as EFPC, nesta quinta-feira (19), no 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada.

Com exceção de 2010, o ano de 2020 já se consagra como a maior safra de ofertas de IPOs e follow-ons no mercado brasieliro, destacou André Carvalhaes Ribeiro, Sócio da Brasil Capital. Em sua apresentação, ele comparou a nova safra de ofertas iniciais de ações das empresas brasileiras versus o boom de ofertas que aconteceram de 2004 a 2012.

A gestora de recursos tem como estratégia o foco, no médio e longo prazo, em empresas brasileiras listadas em bolsa dentro e fora do País.

Ao destacar o vigor do mercado brasileiro de ações, André Carvalhaes observou que, desde 2004, foram levantados R$ 217 bilhões em 181 IPOs e R$ 456 bilhões em 188 follow-ons. Ele destacou que do retorno histórico do fundo da Brasil Capital, 85% veio de investimentos em empresas que abriram o capital a partir de 2004.

Entre 2004 e 2012, houve volume relevante de ofertas no setor de energia, bancos e telecom. A partir de 2018, os destaques foram serviços financeiros, tecnologia, consumo e saúde, notando a mudança no perfil das empresas que abriram capital ao longo do tempo. O período entre 2012 e 2018 foi excluído da apresentação por não ter sido um momento rico em IPOs.

Nova safra de IPOs – Em 2020 foram realizadas 52 ofertas, sendo metade IPOs (R$ 63 bilhões) e metade follow-ons (R$ 52 bilhões), totalizando volume bastante relevante de R$ 115 bilhões.

“Com exceção de 2010, esse já é o maior ano, a maior safra de IPOs e follow-ons que acontece no mercado brasileiro, comparado com o momento de 2007. Portanto, o mercado de capitais brasileiro tem atuado com pujança bastante grande, adquirindo posição relevante no financiamento das companhias”, ressaltou o executivo da Brasil Capital.

O volume negociado também reflete esse crescimento. Entre 2008 e 2017, o volume médio de transações na Bolsa era de R$ 12 bilhões por dia, ao passo que entre 2019 e 2020, o volume médio diário saltou para R$ 30 bilhões. Até o mês de dezembro deste ano espera-se algo em torno de R$ 40 bi. “Isso é extremamente relevante para o dinamismo, liquidez do mercado e atração de novos investidores”.

Ribeiro destacou que com a taxa de juros em mínima histórica, investidores institucionais e pessoas físicas devem migrar cada vez mais de produtos tradicionais de renda fixa para produtos mais sofisticados ou investimento em ações no curto prazo.

Dentre os benefícios desse movimento, está que setores novos ganharam maior espaço na bolsa, como tecnologia, infraestrutura, saúde e serviços financeiros. Contribuindo assim para maior diversificação setorial, opções de empresas para investir e geração de alpha para os fundos.

ASG e Tecnologia: retornos superiores – Ribeiro demonstrou, de forma quantitativa, que as empresas voltada às melhores práticas ASG (Ambiental, Social e Governança) e ligadas à tecnologia tem gerado melhores retornos, conquistando espaço no portfólio dos invetidores.

O índice BC ASG Brasil, composto por 30 empresas selecionadas de acordo com a classificação Sustainalytics e o ISE – Indicador de Sustentabilidade Empresarial da B3, em 1 ano entregou performance de 39,3%, versus -9,7% do Ibovespa. No longo prazo isso é ainda mais evidente: em 10 anos o desempenho do índice voltado à sustentabilidade foi de 361,9% frente a 34,7% do índice da bolsa.

Já o índice BC Tech Brasil, composto por empresas ligadas exclusivamente a tecnologia listadas na B3 e nos Estados Unidos, teve nos últimos 12 meses performance de 60,9% versus -9,7% do Ibovespa. Ribeiro destacou que a pandemia de COVID-19 provocou um aumento exponencial da utilização da tecnologia, mas essa tendência já vem sendo percebida em períodos anteriores.

“As empresas que se dedicaram ao longo dos últimos anos à tecnologia, digitalização de canais, investimento em pessoas e equipe de desenvolvedores e conectividade acabaram tendo um desempenho muito superior às empresas que deixaram esse assunto de lado. Elas tiveram seu crescimento exponencializado. Vemos isso claramente nas empresas com capital aberto”, afirmou o Sócio da Brasil Capital.

Ribeiro acrescentou que o setor de tecnologia tem ganhado espaço e vai crescer ainda mais em importância na economia brasileira, recebendo investimentos por negócios de diversos setores, seja saúde, educação e serviços financeiros, para citar alguns exemplos. “Essa dinâmica faz com que as empresas inovadoras com adaptabilidade, flexibilidade, mente aberta, energia e iniciativas focadas em tecnologia e experiência do consumidor, ganhem relevância nos portfólios dos investidores institucionais”, completou.

Novas soluções da B3 para investidores

A palestra técnica “B3 facilitando a gestão dos investimentos para as EFPC” apresentou as principais características de três produtos lançados pela bolsa brasileira que trazem vantagens para investidores institucionais. A apresentação contou com a participação de Guilherme de Souza Pimentel, Superintendente da B3, Felipe Gonçalves, Gerente de Produtos e Juros, e Paulo Wilson Sangali Silva, Analista de Produtos da B3.

Bond Call – O Superintendente da B3, Guilherme Pimentel, ressaltou que o produto de leilão eletrônico de NTN-B via plataforma Trader é uma contribuição da B3 para a eletronificação do mercado de renda fixa.

Nessa modalidade compradores e vendedores se encontram em alguns momentos do dia pela plataforma, em horários pré-determinados, e negociam esses ativos exclusivamente via leilão. Ele explicou que para cada ativo ou grupo de ativos, os investidores terão dois ou três minutos para negociar aquele papel e as operações são sempre fechadas num preço melhor ou igual ao preço inserido.

“Temos um algoritmo por trás do Bond Call similar aos algoritmos dos leilões de mercados listados, no qual o melhor preço é encontrado para maximizar o volume negociado”, ressaltou o Superintendente da B3. “O grande atrativo do leilão eletrônico é que todos os participantes que fizerem alocações saem sempre com um preço único. Essa formação de preço único de mercado no encontro de compradores e vendedores em um momento do tempo tende a promover liquidez a esses ativos”.

Futuro de Cupom de IPCA (DAP) – Esse produto veio para trazer mais eficiência para o mercado juros real e de inflação, destacou Felipe Gonçalves, Gerente de Produtos e Juros da B3. Ele explicou que o DAP é equivalente ao produto de futuro de DI, mas para juro real.

“Apesar de ser um contrato futuro, ele tem uma dinâmica muito parecida com a de um swap. Então, por exemplo, se eu compro um DAP, no final das contas, eu estou ativo no DI acumulado entre a data da compra e o vencimento do contrato, e estou passivo em IPCA + cupom fixo, equivalente a uma exposição de NTN-B”, observou Gonçalves, notando que através desse produto é muito simples fazer a troca entre ativo e passivo de DI ou IPCA + cupom fixo.

Dentre os benefícios estão a exposição equivalente à de NTN-B, por isso os vencimentos são casados com os vencimentos desses títulos. Ele também trouxe uma dinâmica nova para a operação de inflação curta, com vencimentos nos três primeiros meses, e a dinâmica de operação de inflação de ano fechado – com o DAP para os dois primeiros janeiros em aberto. Além de trazer mais transparência e liquidez para esse mercado.

Felipe acrescentou que o produto foi apresentado à Previc, no qual houve receptividade e entendimento sobre os benefícios para as EFPC. Ao longo do ano também foram realizadas conversas com as entidades, e a pedido destas, a B3 abriu DAPs com prazos mais longos, incluindo DAP 2040, 2045, 2050 e 2055.

Nova Plataforma Eletrônica de Empréstimo de Ativos – O produto teve lançamento recente, no último dia 26 de outubro, destacou Paulo Wilson Sangali, Analista de Produtos da B3.

O novo modelo tem como principais características as negociações ocorrendo em uma plataforma, e não mais no balcão. As corretoras podem colocar ordens – ofertas doadoras, ofertas tomadoras – a pedido de seus clientes, e gestores também podem acessar diretamente a plataforma para incluir suas ofertas e agredir as ofertas lá disponíveis.

O acesso do buy-side é sempre via um intermediário – com acesso concedido pela B3. A negociação é feita através de dois books diferentes, possibilitando a liquidação de contratos em D+0 e D+1. Essa liquidação acontece sempre pelo saldo multilateral. Outra vantagem é que os contratos são padronizados, facilitando a negociação, e também contam com renovação automática.

Gonçalves acrescentou que desde o lançamento da plataforma, houve crescimento expressivo no volume negociado. A média em 2020, antes do lançamento da plataforma, era de R$ 2,3 bi de volume e 14 mil contratos negociados por dia. “Dobramos esse volume e o número de contratos também cresceu significativamente”, destacou o analista da B3.

ICSS: Certificação por Experiência terá inscrições até 10 de dezembro, saiba mais no estande

A equipe do ICSS está à disposição para esclarecer dúvidas dos profissionais, no estande localizado no Espaço Institucional do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, sobre as mudanças na certificação profissional decorrentes da IN Previc nº 29/2020.

A certificação para diretores e conselheiros oferecida pelo ICSS na modalidade por Experiência terá inscrições aceitas somente até 10 de dezembro de 2020.

A medida está alinhada à referida instrução da Previc, que prevê que a partir de janeiro de 2021 só serão aceitas pelo órgão de fiscalização novas certificações por prova ou por prova e títulos. A renovação do certificado por meio da participação no Programa de Educação Continuada permanece inalterada.

O atendimento da equipe do ICSS por videochamada está disponível ao longo de toda a duração do Congresso. Clique aqui para falar com a equipe do ICSS. 

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