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Responsabilidade das Companhias Abertas e Arbitragens Coletivas serão temas de webinar da Abrasca

Responsabilidade das Companhias Abertas e Arbitragens Coletivas serão temas de webinar da Abrasca

A Abrasca realizará webinar sobre a “Responsabilidade das Companhias Abertas e Arbitragens Coletivas nos próximos dias 28 e 29 de outubro, das 9h às 10h30. O primeiro dia terá o seguinte painel: “Há responsabilidade da companhia por atos ilícitos de seus administradores e controladores?”, com a participação do Ministro Paulo de Tarso Vieira Sanseverino, do Superior Tribunal de Justiça. O encerramento do primeiro dia ficará por conta do Presidente da Comissão de Valores Mobiliários, Marcelo Barbosa.

O segundo dia terá o painel: “Pode haver Class Arbitration ou arbitragem coletiva no Brasil?”, com a participação de Marcelo Trindade, ex-Presidente da CVM, além de outros palestrantes. O evento conta com apoio institucional da Abrapp, Apimec, Anbima, entre outras entidades.

Clique aqui para mais informações e inscrições.

Investimentos: Gestores apontam oportunidades no crédito privado adequadas aos passivos dos planos das EFPC

Investimentos: Gestores apontam oportunidades no crédito privado adequadas aos passivos dos planos das EFPC

Em um cenário de prêmios reduzidos para os títulos públicos, os gestores de recursos apontam oportunidades em fundos e ativos de crédito privado para as políticas de investimentos das entidades fechadas de Previdência Complementar (EFPC). Esse foi o tema central do painel 7 “Oportunidades de Diversificação II: Crédito Privado e Estruturados” do 9º Seminário Gestão de Investimentos realizado nesta sexta-feira, 16 de outubro. O evento tem duração de dois dias e reúne desde ontem cerca de 700 participantes no centro digital de eventos do Grupo Abrapp.

O Diretor da UniAbrapp e Diretor Presidente da Capef, José Jurandir Mesquita, enfatizou a importância de análise de alternativas no crédito privado no momento atual em que as fundações estão em processo de discussão e elaboração das políticas de investimentos para 2021. “Em um cenário de juros extremamente baixos é importante analisarmos opções que nos permitam maior diversificação na busca de melhor rentabilidade”, disse na abertura do painel.

Ulisses Nehmi, CEO da Sparta Fundos de Investimentos abordou a evolução do mercado de ativos de crédito privado no Brasil, destacando o surgimento de um derivativo futuro de IPCA denominado DAP. O gestor explicou que a criação do derivativo a partir de 2015 permitiu a realização de uma operação de troca de indexador do IPCA para o CDI e vice-versa.

Ele falou também sobre os problemas ocorridos com os fundos de crédito privado e o estresse de liquidez do mercado secundário nos momentos mais agudos da crise decorrente da pandemia de Covid-19. Ulisses explicou que não foi um problema de risco de crédito, mas sim, houve um funcionamento não adequado do mercado por causa da liquidez excessiva. Apesar da distorção na precificação dos ativos, o mercado foi se normalizando com a entrada dos bancos como principais compradores dos ativos de crédito.

Naquele momento, a regulação do Banco Central e a legislação não previam a atuação da autoridade monetária para ajudar na normalização do mercado. Em seguida, ocorreu o surgimento de uma nova regulação que já permite a atuação do Banco Central em casos semelhantes de estresse desse mercado, a exemplo do que ocorre em países desenvolvidos.

Indexador IMA-B5 – O gestor da Sparta indicou que a possibilidade de mudança de indexador para os ativos de crédito privado do CDI para o IPCA oferecem, neste momento, boas oportunidades para as fundações. Desta forma, os ativos passam a considerar o IMA-B5 como índice de referência. “O IMA-B5 é um índice que faz muito mais sentido para os passivos das fundações que o CDI. É muito mais apropriado para os compromissos atuariais”, comentou Ulisses.

Ele explicou que a operação é possível graças à utilização do derivativo DAP que permite a troca do indexador de debêntures. Neste caso, é uma troca do CDI para o IPCA, que permite a obtenção de prêmios da NTN-B mais spread, com perfil mais casado com as metas atuariais. A duration da carteira é de aproximadamente dois anos.

André Fadul, Gestor de Renda Fixa e Crédito Privado do CA Indosuez Wealth Management, iniciou sua apresentação ressaltando as grandes oportunidades existentes atualmente de desempenho dos ativos de crédito. E coincidiu com seu colega de painel que é possível aproveitar a liquidez e demanda do mercado por operações de troca de indexador.

“Tem um grande volume de ativos de crédito privado indexados ao CDI que ficaram empoçados na carteira dos bancos. São ativos que têm um nível de prêmio muito interessante e que podem contar com a mudança de indexador para IPCA”, comentou o gestor do CA Indosuez. A mudança de indexador para IPCA é capaz de gerar um prêmio muito próximo da meta dos planos de benefícios das fundações.

Ele defendeu também que o IMA-B5 é o indexador mais adequado e que tem gerado melhores retornos ao longo dos últimos anos, ao mesmo tempo, com menor nível de volatilidade. Ele comparou o desempenho do indexador com outros como o IMA-B5+, o IDA (debêntures) ou mesmo o CDI.

Fadul mostrou que a utilização do DAP como travamento da carteira, pode permitir ganhos projetados de IPCA mais 3,53% ao ano com uma duration de 3 anos e meio. E explicou também que o IMA-B5 representa a parte intermediária da curva de juros, que tem se mostrado menos volátil, com menor risco de prazo. “Temos oportunidades de prêmios muito interessantes no cenário atual com ativos de crédito de alta qualidade”, disse.

Alternativos – Margot Greenman, CEO da Captalys, asset especializada na área, comentou que o Private Debt é uma nova classe de ativos alternativos em crescimento no Brasil e no mundo que trabalha com ativos de crédito ilíquidos que não são listados em nenhum mercado tradicional. Comentou que são ativos que procuram retornos mais altos com prazos mais longos e risco controlado. O Private Debt, segundo a gestora, adapta-se bem às necessidades de liquidez das fundações que são investidores com horizonte de longo prazo.

As carteiras dos fundos geridos pela asset possuem uma alta pulverização de ativos e, por isso, apresentam redução da volatilidade para os investidores. Uma das vantagens em alocações nesta classe é a baixa correlação com ativos tradicionais de Bolsa ou renda fixa. A característica mais interessante, segundo Margot, é a resiliência dos ativos de Private Debt.

Ela mostrou gráficos que apontam que esses ativos foram a única classe de ativos que performou positivamente desde 1992 em uma janela de cinco anos, independente dos ciclos econômicos e crises. E isso aconteceu inclusive no recente período de advento da pandemia de Covid-19 ocorrida a partir de março deste ano.

Acompanhe a cobertura do evento no Blog Abrapp em Foco.

O 9º Seminário Gestão de Investimentos nas EFPC é uma realização da Abrapp com apoio institucional da UniAbrapp, Sindapp, ICSS e Conecta. O evento conta com patrocínio Black da XP Investimentos; Ouro da Aditus, Aviva Investors, BNP Paribas Asset Management, Indosuez Wealth Management, Captalys, ClearBridge Investments, Hancock Asset Management Brasil, Indie Capital, J.P. Morgan Asset Management, Kadima Asset Management, MAG Investimentos, Perfin Asset Management, Schroders, Sparta Fundos de Investimento, Sulamérica Investimentos, TAG Investimentos, Vinci Partners; Bronze da Franklin Templeton, i9Advisory Consultoria Financeira, Mauá Capital, StepStone; e apoio da ARX.

Revista: Nova edição destaca retomada da agenda ASG em cenário de pandemia

Revista: Nova edição destaca retomada da agenda ASG em cenário de pandemia

Está disponível para consulta a nova edição de setembro-outubro (nº 430) da Revista da Previdência Complementar que traz como destaque um caderno especial sobre os investimentos ASG – ambientais, sociais e de governança. A revista é acessada gratuitamente no formato flipbook (clique aqui). 

Matérias sobre investimentos, comunicação e transparência (Resolução CNPC nº 32), planos família, entre outros temas do cenário atual do setor fazem da nova edição leitura indispensável para os profissionais, dirigentes e membros de conselhos que atuam na Previdência Complementar. Confira a seguir o editorial da edição:

“Em agosto, os fundos de pensão sustentaram o bom desempenho, com resultados que se assemelham aos registrados no período pré-pandemia. Assim, todo o prejuízo da maior crise sanitária da história já foi praticamente recuperado, com os ativos das EFPCs somando agora R$ 981 bilhões ou 13,6% do PIB. Essas são algumas das informações que constam no Consolidado Estatístico desta edição.

Apesar da evolução positiva, incluindo a redução do déficit líquido consolidado de R$ 58 bilhões, em março, para R$ 13,2 bilhões em agosto, as entidades se movimentam pensando no longo prazo, preceito fundamental de seu negócio. Com as taxas de juros em patamares baixíssimos, é preciso rever as regras de solvência em vigor, de forma a permitir maior tomada de risco, por exemplo. O assunto é tratado nas próximas páginas.

Há vários anos se fala sobre os chamados investimentos responsáveis, sustentáveis ou de impacto, também conhecidos por ASG ou ESG (environmental, social, governance, na sigla em inglês). Seja qual for a nomenclatura para a incorporação de fatores ambientais, sociais ou de governança ao portfólio, o fato é que tais investimentos ganharam um impulso gigantesco com a pandemia, devendo conquistar muito espaço daqui para frente. Há quem aposte inclusive numa transformação definitiva dos mercados.

De caráter louvável e cada vez mais urgente e necessário, esses investimentos ainda suscitam muitas dúvidas sobre como quantificar riscos e retornos. Também há problemas com a padronização das informações trocadas entre gestores e empresas, além da ocorrência do chamado greenwashing, que seria, grosso modo,a atribuição do “selo”  sustentável a ativos para fins puramente comerciais.

Como as novidades desse universo promissor e em fase relativamente precoce de exploração não param de chegar, elaboramos um caderno especial sobre os principais desdobramentos recentes no Brasil e no mundo, dúvidas e cuidados, sob o ponto de vista de reguladores, dirigentes de EFPCs, casas gestoras e as novas gerações, que colocam a sustentabilidade e a responsabilidade social no topo da sua agenda.

Ainda do lado dos investimentos, procuramos saber o que tem sido feito na frente imobiliária, assunto polêmico que vem provocando mudanças nas carteiras e, ainda, os debates no âmbito do IMK (Iniciativa do Mercado de Capitais), do qual a Abrapp participa, e cuja pauta carrega temas importantes para o sistema, como a proposta de aprimoramento do mercado secundário de títulos privados.

Destacamos ainda matérias sobre a adaptação das entidades ao prazo e exigências para a implementação da Resolução nº 32, que impõe requisitos de comunicação e prestação de contas mais rígidos, e os esforços para viabilizar um mercado de anuidades no Brasil”.

Abrapp recolhe sugestões para nova norma de habilitação de dirigentes até 16 de outubro

A Abrapp está recolhendo sugestões das associadas para mudanças na Instrução Previc nº 13/ 2019 até a próxima sexta-feira, 16 de outubro. A norma estabelecerá novos procedimentos para habilitação de dirigentes das EFPC, em observância ao disposto na Resolução CNPC n° 19/2015.

“O principal intuito da proposta normativa é promover ajustes visando adequação às recentes alterações na Resolução CNPC n° 19 de 2015, por meio da Resolução n° 33/2019, bem como outros ajustes julgados necessários para a segurança dos processos de habilitação”, diz comunicado da autarquia.

Para isso, a Abrapp está disponibilizando um arquivo com um quadro no formato De/Para no qual a associada poderá incluir sugestões de redação com as respectivas justificativas. Para as associadas que quiserem contribuir com sugestões, pede-se para encaminhar o arquivo (download abaixo) preenchido para o seguinte e-mail: abrappatende@abrapp.org.br

As contribuições das associadas serão reunidas e reenviadas para a Previc de forma institucional, sem prejuízo de que a Associada faça diretamente no site da autarquia.

Acesse abaixo o arquivo com o quadro a ser preenchido:

DE_PARA_Audiencia Publica_PREVIC_IN 13-2019

Abrapp e Fenaprevi avançam na construção de agenda de temas comuns

A Abrapp e a Federação Nacional de Previdência e Vida (Fenaprevi) realizaram uma reunião na última quinta-feira, 8 de outubro, com o objetivo de avançar na construção de uma agenda de temas de interesse comum. Realizado por videoconferência, o encontro contou com a participação do Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, do Diretor Executivo da Fenaprevi, Carlos de Paula, do Diretor Presidente da UniAbrapp, Luiz Brasizza, do Presidente do Conselho Gestor do ICSS, Guilherme Leão e do Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva. Também participaram vários membros de comissões e equipe técnica da Fenaprevi e da Abrapp.

“Foi uma reunião muito produtiva que teve o objetivo de avançar na agenda comum com a intenção de já definir uma cronologia de trabalho em diversos temas que permeiam os dois setores, como o mercado de anuidades, iniciativas de educação previdenciária, participações em eventos e debates sobre propostas de aperfeiçoamento na regulação dos setores, entre outros pontos”, disse Luís Ricardo. As duas associações assinaram um convênio de cooperação técnica no início do mês de agosto passado que prevê a realização de iniciativas diversas, que incluem também, atividades como a certificação de dirigentes e profissionais, regulação de novos produtos, incentivos tributários, entre outros.

Um dos temas de maior interesse dos representantes da Fenaprevi é o desenvolvimento do mercado de anuidades (ou de rendas) no Brasil. “Estamos buscando um aprofundamento do debate com a possibilidade de uma proposta de regulação. É importante buscarmos um modelo adequado para nosso sistema em relação aos custos, segurança e expectativas para os participantes”, comenta o Diretor Presidente da Abrapp.

O forte interesse pelo tema foi mostrado com a participação de vários representantes das seguradoras e entidades de previdência aberta na reunião. Participaram os seguintes profissionais: João Batista Ângelo, da Zurich Santander; Ana Paula Sabbag, Celina Silva e Sandro Bonfim, todos da Brasilprev; Amâncio Paladino, da XP; Greicilane Ruas, do Icatu; e Ana Flávia Ferraz, do Bradesco.

“Estamos vivendo um momento de grande amadurecimento da indústria da Previdência Privada. A aproximação entre as associações, marcada pela conversa entre os presidentes da Abrapp e Fenaprevi inaugura uma agenda comum que nos aproxima”, comentou Carlos de Paula, em referência ao primeiro encontro que marcou a assinatura do convênio.

Agenda comum – Durante o encontro foram discutidos os temas da agenda comum, com destaque para propostas de educação financeira e previdenciária que poderão ser realizadas em conjunto entre as duas associações. “A educação é um grande tema de interesse comum com o objetivo de disseminar o conhecimento e a cultura sobre a Previdência Complementar para os trabalhadores e a população em geral. Tem a ver também com o fomento dos planos de benefícios”, comenta Luís Ricardo.

O representante da Abrapp ressalta também o interesse em fortalecer a proposta por uma Lei de Proteção ao Poupador Previdenciário (LPPP). Elaborada pela Abrapp com a consultoria técnica do Pesquisador do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), José Roberto Afonso, a proposta está sendo apresentada e discutida com entidades do setor e da sociedade civil para ganhar maior apoio em sua apresentação no Congresso Nacional. A ideia é promover uma discussão mais aprofundada com as associadas da Fenaprevi.

Outros temas discutidos no encontro foram as propostas de incentivo tributário para o fomento de planos previdenciários, inclusive com a possibilidade de utilização de reservas para gastos com saúde. Na esfera jurídica, foi discutida a preocupação com o risco de incidência da ITCMD (Imposto sobre Transmissão de Causa Mortis e Doação) sobre os planos de previdência em alguns estados do país. E também foi apresentada e discutida a proposta de elaboração de uma tábua biométrica com parâmetros populacionais brasileiros.

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