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Comissão Técnica de Investimentos define três eixos principais de atuação

Comissão Técnica de Investimentos define três eixos principais de atuação

O Colégio de Coordenadores da Comissão Técnica (CT) de Investimentos da Abrapp definiu três eixos para direcionar sua atuação no próximo ano. Os eixos receberam a denominação de “processos”, “produtos” e “solvência/regulação” e serão desenvolvidos por duplas de coordenadores das comissões regionais (ver lista ao final). “A proposta é desenvolver uma agenda propositiva para 2021. Vamos continuar com as pautas reativas, para dar resposta às demandas mais imediatas, mas também queremos atuar com o olhar no longo prazo”, explica Marcelo Otávio Wagner, Secretário Executivo da CT de Investimentos.

O primeiro eixo tem o objetivo de discutir e promover o intercâmbio de experiências sobre as melhores práticas de investimentos. “Vamos discutir e compartilhar experiências no colegiado de coordenadores e também nas comissões regionais sobre as experiências das associadas relacionadas ao processo de investimentos”, aponta o Secretário Executivo. Será incentivada a participação das associadas nas comissões regionais para compartilhar casos de montagem de carteiras, métricas utilizadas, estrutura de diversificação, entre outras experiências.

O segundo eixo tem a ver com as soluções de estratégias e produtos e deverá enfocar em questões, como por exemplo, o conceito de data alvo (ciclo de vida). Neste tipo de modelo ocorre a mudança automática nas alocações. “O ciclo de vida é um exemplo de produto que podemos discutir. É um caso que temos na Previ”, comenta Marcelo Wagner, que também é Diretor de Investimentos da Previ. Outro exemplo que pode ser enfocado neste eixo é o de estratégias e soluções de acumulação e desacumulação.

O terceiro e último eixo visa discutir a questão da regulação do setor com o enfoque da solvência. Serão debatidos aspectos da solvência, questões atuariais, ALM (Asset Liability Management), entre outros. A comissão pretende atuar no sentido de gerar propostas para aperfeiçoar a regulação que rege a gestão dos ativos das entidades fechadas sem desviar o olhar sobre a manutenção das solvência dos planos.

Além das experiências das associadas, os coordenadores da CT de Investimentos pretendem convidar consultorias externas para realizar apresentações e debates junto ao colegiado. “Pretendemos trazer consultores de fora, que muitas vezes prestam serviços de maior valor. Acreditamos que temos uma importante organização na Abrapp que permite a geração de valor para as associadas”, comenta Marcelo Wagner. Confira abaixo a estrutura da CT de Investimentos e os responsáveis para cada um dos eixos.

Comissão Técnica de Investimentos da Abrapp

Diretor Responsável: Sérgio Wilson Fontes (Real Grandeza)

Secretário Executivo: Marcelo Otávio Wagner (Previ)

Eixos:

• Produtos: Gustavo Campos Otoni (Centrus) e Édner Bitencourt Castilho (Vivest)

• Processos: Nayara Ferreira de Queiroz (Desban), Édner Bitencourt Castilho (Vivest) e Cleiton Oliveira Pires (Neos)

• Solvência, regulação: Carlos Renato Salami (Isbre) e Alexandre Mathias (Petros)

Abrapp propõe mudança na Instrução nº 33 para manter contabilização de títulos marcados na curva de fundos exclusivos

Abrapp propõe mudança na Instrução nº 33 para manter contabilização de títulos marcados na curva de fundos exclusivos

A Abrapp enviou carta para a Previc na última quinta-feira, 10 de dezembro, com sugestão de mudança na nova regra que veda a utilização de resultado dos títulos marcados a vencimento (curva) que são administrados em fundos exclusivos para fins de cálculo de déficit dos planos. A nova regra foi estabelecida pela Instrução Previc nº 33/2020 que permite a contabilização dos títulos na curva apenas em carteira própria ou administrada. A norma foi editada no último dia 23 de outubro e começa a valer a partir de 1 de janeiro de 2021.

“Temos ressaltado a capacidade de diálogo e construção conjunta das normas junto à Previc. É por isso que enviamos sugestão para aperfeiçoar a Instrução nº 33 no sentido de deixar por conta das próprias EFPCs a opção de alocar em carteira própria ou em fundos exclusivos os títulos públicos a contabilizar na categoria mantidos até o vencimento”, diz Luís Ricardo Martins, Diretor Presidente da Abrapp.

Ele defende, baseado em avaliações técnicas da Abrapp e de sua Comissão Técnica (CT) de Investimentos, que tal decisão não trará maiores riscos para as entidades ou para o conjunto do sistema. E além disso, evita o aumento de custos administrativos que a proibição deve trazer para o setor.

Marcelo WagnerMarcelo Otávio Wagner, Secretário Executivo da CT de Investimentos da Abrapp e Diretor de Investimentos da Previ, explica que a entrada em vigor da nova regra deve trazer aumento dos custos e uma maior complexidade operacional para a gestão das entidades. Como a nova Instrução não mexe no estoque, será possível manter a contabilização para os títulos antigos dos fundos exclusivos, mas os novos ativos deverão seguir a nova regra de contabilização.

“Será necessário realizar uma diferenciação que deverá gerar maiores custos na gestão dos fundos exclusivos”, comenta. A medida terá impacto negativo sobretudo sobre as Entidades Sistemicamente Importantes (ESIs) que mantêm a gestão de grandes carteiras de títulos públicos marcados a vencimento em fundos exclusivos.

Regulação CVM – Uma das justificativas da Previc para o estabelecimento da nova regra é a harmonização do arcabouço regulatório das EFPC com os fundos de investimentos regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Para rebater essa justificativa, a CT de Investimentos da Abrapp realizou uma análise das normas da CVM, que está contida em um paper que foi enviado como um material técnico junto que complementa a carta da Abrapp. “Chegamos à conclusão que as instruções da CVM coabitam de maneira harmônica com a possibilidade de manutenção da regra anterior”, explica Marcelo Wagner.

Ele reforça a conclusão que não existe a necessidade de eliminar a contabilização da marcação dos títulos na curva em fundos exclusivos. E mesmo que a Previc faça questão de manter a proibição, ainda há outra alternativa que a CT da Abrapp pesquisou junto à regulação do mercado segurador. É que existe uma regra semelhante para as seguradoras, mas que permite uma saída para a contabilização dos títulos na curva, desde que as informações prestadas pelas operadoras sejam avaliadas por um auditor independente.

Maior transparência – O ajuste proposto pela Abrapp tem o objetivo de gerar uma série de benefícios para o sistema, entre os quais, destaca-se a manutenção de maior transparência na gestão dos recursos. É que a gestão através de fundos exclusivos permite maiores controles contábeis se comparada com a de carteiras de investimentos (próprias ou administradas). Os fundos exclusivos mantêm, por exemplo, o papel do administrador, que é um agente adicional que permite maior poder fiduciário para o veículo de investimento. “A gestão através de fundos exclusivos é uma tendência mundial que permite maior transparência. A nova regra vai na contramão do mercado”, defende Marcelo Wagner. A CT de Investimentos da Abrapp mantém diálogo ainda com a Previc em relação à Instrução nº 31/2020 que trata dos procedimentos contábeis das EFPC. “Estamos conversando com a Previc para esclarecer os pontos da regulação da Instrução nº 31. Fizemos uma série de sugestões na audiência pública, mas ainda há várias dúvidas e preocupações operacionais na questão dos investimentos”, diz Marcelo Wagner.

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