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MyNews: Entidades fechadas estão cada vez mais abertas para a população, afirma Devanir Silva

MyNews: Entidades fechadas estão cada vez mais abertas para a população, afirma Devanir Silva

O Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva, foi o entrevistado desta quarta-feira (16) no quadro “Previdência para Todos” no canal MyNews do Youtube.

O quadro é fruto da parceria entre a Abrapp e o canal de jornalismo e integra o programa Almoço de Quarentena, comandado pelas jornalistas Mara Luquet e Myrian Clark. Clique neste link para assistir.

Ao longo do programa, Devanir Silva destacou que as mudanças no mercado de trabalho e seu impacto sobre a previdência social abrem muitas oportunidades.

“A Previdência Social é a coisa mais engenhosa que a humanidade descobriu, pois todos precisarão dela um dia”, destacou Devanir Silva, ao citar o professor Celso Barroso Leite.

Devanir observou que mesmo com as mudanças no mercado de trabalho, que deverá ser cada vez mais centrado no indivíduo, a previdência continuará sendo uma necessidade básica.

“A previdência privada não deve substituir, mas complementar o Estado. É nesse sentido que devemos trabalhar”, destacou o Superintendente da Abrapp. Ele ressaltou que a Reforma da Previdência realizada em 2019 acertou em alguns pontos, mas foi paramétrica, o que trará a necessidade de uma nova revisão daqui a 5 ou 8 anos.

Brasil envelhece rapidamente – Devanir chamou atenção para o fato de que a população do País está envelhecendo em ritmo acelerado. Segundo dados do IBGE, divulgados em 2018, o número de pessoas com mais de 65 anos é de, aproximadamente, 1 a cada 10 brasileiros. Para 2060, a projeção é que 1 a cada 4 brasileiros estará nessa faixa etária.

O Brasil, assim como outras nações que realizaram reformas, deve buscar uma previdência estruturalmente organizada. Devanir explicou que trata-se de diminuir as transferências dos encargos entre gerações. É estabelecer condições para que as próximas gerações – em linha com o perfil do novo trabalhador – possam constituir seu patrimônio previdenciário, com a continuidade do Estado atuando na outra ponta.

Contudo, para que essa poupança aconteça é necessário que o Estado ofereça incentivos para as pessoas optarem por tirar uma parte do dinheiro do consumo para aplicar em um plano de previdência com horizonte de 30 anos.

Educação previdenciária é fundamental – A jornalista Mara Luquet observou o caso do Chile, que na visão de especialistas e autoridades, um dos grandes erros que culminaram nas falhas da sua reforma da previdência foi a falta de educação previdenciária para a população. Devanir Silva, profundo conhecedor do tema, acrescentou que outro erro nesse processo foi a retirada do Estado de bem-estar social da equação.

“Entendo que a estrutura da previdência deve ter um tripé: o papel do Estado, os planos coletivos e planos individuais. No Chile só ficaram os planos individuais”, observou Devanir. “A ideia, numa economia liberal, é que esse indivíduo teria condições, em um mercado organizado, de fazer a escolha das melhores opções. Mas os indivíduos não estavam preparados para fazer aquela escolha; foram induzidos”, acrescentou o Superintendente.

Como resultado da cultura previdenciária incipiente, os trabalhadores não conseguiram formar poupança apenas com suas contribuições e, 35 anos depois, o benefício médio de previdência no Chile é de 60% de um salário mínimo.

Devanir Silva destacou que o modelo de formação de poupança com participação da contribuição do indivíduo não deve ser demonizado, mas precisa ser bem estruturado, e esclarecer para a população informações fundamentais para que façam boas escolhas.

No sentido de disseminar a educação previdenciária para a população, a Abrapp tem trabalhado muito, tendo como exemplo as iniciativas da UniAbrapp e a parceria com o CIEE para incentivar a formação dessa cultura entre os jovens.

“Não podemos transferir esses encargos só para o Estado, o indivíduo precisa fazer algum esforço. Mas para isso ele precisa saber escolher, entender o que é uma taxa de administração, saber como e onde o dinheiro está sendo aplicado”, destacou Devanir.

O Superintendente ressaltou que também é importante a existência de mecanismos, a exemplo da Inglaterra, como a adesão automática aos planos, dado que no momento da decisão sobre entrar ou não em um plano nem sempre o jovem trabalhador está preparado ou devidamente informado sobre o benefício que alcançará no futuro.

Competição e abertura para novos participantes – Durante o bate-papo, a jornalista Mara Luquet ressaltou que a ampliação do alcance das entidades fechadas para novos públicos, para além dos participantes das empresas patrocinadoras dos planos, contribui para uma competição saudável no mercado e a redução das taxas de administração. Com isso, quem ganha é o consumidor, que tem mais opções à sua escolha.

“É uma concorrência muito bem-vinda porque traz alternativas e isso ajuda a pressionar as taxas. Alguns cálculos mostram que a diferença das taxas são muito grandes porque as entidades fechadas não buscam lucro, então distribuem isso para os participantes. E essa economia pode gerar uma diferença de até 20% no patrimônio final acumulado, um dado muito importante para investimentos de médio e longo prazo”.

Devanir Silva ressaltou que as entidades fechadas estão dando sua colaboração. “Costumo dizer que os fundos fechados nunca estiveram tão abertos; abertos a trazer essa população. Os planos família estão aí e estamos trabalhando em um projeto muito bacana, o “instituidor corporativo”, que é uma outra família de produtos. E isso para o mercado é muito bom. Vamos trazer concorrência, clareza, transparência e boa governança. As entidades fechadas estão abertas e ocuparão cada vez mais um espaço muito importante em nosso País, não tenha dúvida”.

O programa também destacou que previdência não é só para aposentadoria, e que existe vida ao final do ciclo laborativo. A edição também revelou uma curiosidade sobre o Superintendente Geral da Abrapp: o hobby de cavalgar com mulas. “A gente não se aposenta da vida, mas do trabalho”, completou Devanir, destacando a importância da formação de reserva para o futuro para que se possa ter uma vida pós-laborativa produtiva e prazerosa.

Clique aqui para assistir ao quadro Previdência para Todos (a partir do minuto 39:35).

Superintendente Geral da Abrapp Devanir Silva será o próximo entrevistado do MyNews

Superintendente Geral da Abrapp Devanir Silva será o próximo entrevistado do MyNews

Nesta quarta-feira, 16 de dezembro, será realizado o último programa da série “Previdência para Todos” deste ano no Almoço do MyNews. O entrevistado desta semana será o Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva, que abordará o tema “O futuro da previdência e o impacto da reforma na vida dos brasileiros”. O programa, comandado pelas jornalistas Mara Luquet e Myrian Clark, será transmitido a partir do meio-dia pelo canal do MyNews no Youtube.

O quadro “Previdência para Todos” é fruto da parceria entre Abrapp e MyNews. A iniciativa tem por objetivo difundir o conhecimento sobre a previdência complementar fechada para o grande público. O projeto estreou em agosto e transmitiu desde então, semanalmente, entrevistas com especialistas da área de previdência, sempre às quartas-feiras, a partir do meio-dia.

“Se não formos nós, quem dará o próximo passo?”, diz Devanir Silva em Live

“Se não formos nós, quem dará o próximo passo?”, diz Devanir Silva em Live

O Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva, participou de Live da atuária Natalia Moreira nesta quinta-feira, 22 de outubro. Em pouco mais de uma hora de apresentação e debates, com transmissão pelo YouTube, ele abordou o tema “O Novo Design da Previdência Complementar”. 

Depois de apresentar a linha do tempo do histórico do setor de Previdência Complementar Fechada, desde a Lei nº 6435/1977 até os dias atuais, Devanir falou dos desafios que o sistema enfrenta atualmente para se reinventar. Apesar de uma história de entregas e pleno cumprimento das obrigações no pagamento de benefícios, ele falou que “o que nos trouxe até aqui, não nos levará adiante”. 

Com a utilização de um modelo “canvas”, Devanir contrapôs a visão tradicional do setor, baseado na relação entre as EFPCs e patrocinadores, com o contrato de emprego fixo de longo prazo, com o cenário atual permeado de mudanças aceleradas no mercado de trabalho. Ele falou sobre os novos modelos em que os jovens já saem das universidades como “PJ deles mesmos”. “Teremos muito trabalho e pouco emprego”, resumiu. Abordou o fenômeno do envelhecimento da população, com o forte aumento da longevidade. 

E falou sobre o surgimento das “organizações exponenciais” ao estilo das startups. “São empresas que em muitos casos já têm prazo de validade para acabar”, disse Devanir em referência à mudança da economia que aponta para a redução do espaço para as grandes organizações. Ele tocou ainda no tema das aceleradas mudanças tecnológicas, mas fez a ressalva que essas transformações, além dos desafios, trazem também oportunidades para o setor. “Podemos nos beneficiar com a utilização de uma rede de captação de novos participantes através dos Apps e celulares”, comentou. 

Live Devanir e Natalia

Novo modelo – Ao mesmo tempo que falava sobre o esgotamento do modelo tradicional, Devanir foi apresentando o que chamou de “novo design” da Previdência Complementar. Ele ressaltou, por exemplo, que o atendimento deve ser cada vez mais personalizado, pois os novos públicos formados pelos jovens querem participar e escolher a forma de poupar.

Natália Moreira comentou que os novos consumidores demonstram maior preocupação e interesse de onde os recursos são investidos, quais as empresas e ativos recebem os recursos dos planos previdenciários, em referência à preocupação com aspectos sociais e de governança. Ela comentou também sobre a mudança do modelo de negócio das entidades fechadas e da atividade dos próprios atuários que devem incorporar o marketing e a necessidade de venda de planos para se comunicar com os novos públicos. 

Devanir falou que é necessário contar com novas formas de relacionamento com os participantes. “Numa visão anterior, tínhamos uma central de atendimento, um site, e o mundo agora nos encaminha para plataformas, aplicativos, atendimento à distância”, disse

Ao falar de canal de distribuição, a visão tradicional contava com a área de Recursos Humanos (RH), que agora está sendo transferida para um canal digital. Já do lado do cliente, o perfil também mudou. “Antes, o cliente era o empregado CLT ou associado de uma instituição ou associação de classe, e na nova visão, é uma pessoa física que não estará vinculada, necessariamente, a uma empresa”, disse. As famílias também estão cada vez mais entrando nos planos de previdência, o que mostra um novo perfil de produto. 

O papel dos gestores das EFPC também deve ser modificado, passando a ser aglutinadores, trazendo pessoas para os planos. “Não são mais operadores, e sim ajudarão a construir esse patrimônio futuro envolvendo tecnologia, comercial, produto, gente e cultura no sentido de processo, metodologia, liderança”, disse. ele explicou também o esforço realizado pela Abrapp e pela Conecta para a criação e oferecimento de novas soluções para o setor, com especial ênfase no Hupp – Hub de Previdência Privada – que conta atualmente com a participação de 17 startups e 11 entidades.

Ele falou sobre o planejamento estratégico da Abrapp para o período de 2020 e 2022 e encerrou sua apresentação com a importância de mudança do mindset das lideranças atuais, dos membros de diretorias e conselhos das entidades, para a abertura para a inovação e disrupção. “Se não formos nós, quem dará o próximo passo?”, questionou Devanir.

Clique aqui para assistir na íntegra.

Superintendente Geral da Abrapp participará de Live com a atuária Natalia Moreira

Superintendente Geral da Abrapp participará de Live com a atuária Natalia Moreira

Devanir Silva, Superintendente Geral da Abrapp, será o convidado da atuária Natalia Moreira em webinar nesta quinta-feira, 22 de outubro, às 19h. O executivo irá falar sobre “O Novo Design da Previdência Complementar” com transmissão pelo YouTube. 

A webinar faz parte do programa Evolução Atuarial Contínua que aborda temas de mercados de atividade dos profissionais de atuária como a Previdência Complementar Fechada, Seguros, Saúde Suplementar, entre outros.

Clique aqui para assistir. 

 

Abrapp e Fenaprevi avançam na construção de agenda de temas comuns

A Abrapp e a Federação Nacional de Previdência e Vida (Fenaprevi) realizaram uma reunião na última quinta-feira, 8 de outubro, com o objetivo de avançar na construção de uma agenda de temas de interesse comum. Realizado por videoconferência, o encontro contou com a participação do Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, do Diretor Executivo da Fenaprevi, Carlos de Paula, do Diretor Presidente da UniAbrapp, Luiz Brasizza, do Presidente do Conselho Gestor do ICSS, Guilherme Leão e do Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva. Também participaram vários membros de comissões e equipe técnica da Fenaprevi e da Abrapp.

“Foi uma reunião muito produtiva que teve o objetivo de avançar na agenda comum com a intenção de já definir uma cronologia de trabalho em diversos temas que permeiam os dois setores, como o mercado de anuidades, iniciativas de educação previdenciária, participações em eventos e debates sobre propostas de aperfeiçoamento na regulação dos setores, entre outros pontos”, disse Luís Ricardo. As duas associações assinaram um convênio de cooperação técnica no início do mês de agosto passado que prevê a realização de iniciativas diversas, que incluem também, atividades como a certificação de dirigentes e profissionais, regulação de novos produtos, incentivos tributários, entre outros.

Um dos temas de maior interesse dos representantes da Fenaprevi é o desenvolvimento do mercado de anuidades (ou de rendas) no Brasil. “Estamos buscando um aprofundamento do debate com a possibilidade de uma proposta de regulação. É importante buscarmos um modelo adequado para nosso sistema em relação aos custos, segurança e expectativas para os participantes”, comenta o Diretor Presidente da Abrapp.

O forte interesse pelo tema foi mostrado com a participação de vários representantes das seguradoras e entidades de previdência aberta na reunião. Participaram os seguintes profissionais: João Batista Ângelo, da Zurich Santander; Ana Paula Sabbag, Celina Silva e Sandro Bonfim, todos da Brasilprev; Amâncio Paladino, da XP; Greicilane Ruas, do Icatu; e Ana Flávia Ferraz, do Bradesco.

“Estamos vivendo um momento de grande amadurecimento da indústria da Previdência Privada. A aproximação entre as associações, marcada pela conversa entre os presidentes da Abrapp e Fenaprevi inaugura uma agenda comum que nos aproxima”, comentou Carlos de Paula, em referência ao primeiro encontro que marcou a assinatura do convênio.

Agenda comum – Durante o encontro foram discutidos os temas da agenda comum, com destaque para propostas de educação financeira e previdenciária que poderão ser realizadas em conjunto entre as duas associações. “A educação é um grande tema de interesse comum com o objetivo de disseminar o conhecimento e a cultura sobre a Previdência Complementar para os trabalhadores e a população em geral. Tem a ver também com o fomento dos planos de benefícios”, comenta Luís Ricardo.

O representante da Abrapp ressalta também o interesse em fortalecer a proposta por uma Lei de Proteção ao Poupador Previdenciário (LPPP). Elaborada pela Abrapp com a consultoria técnica do Pesquisador do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), José Roberto Afonso, a proposta está sendo apresentada e discutida com entidades do setor e da sociedade civil para ganhar maior apoio em sua apresentação no Congresso Nacional. A ideia é promover uma discussão mais aprofundada com as associadas da Fenaprevi.

Outros temas discutidos no encontro foram as propostas de incentivo tributário para o fomento de planos previdenciários, inclusive com a possibilidade de utilização de reservas para gastos com saúde. Na esfera jurídica, foi discutida a preocupação com o risco de incidência da ITCMD (Imposto sobre Transmissão de Causa Mortis e Doação) sobre os planos de previdência em alguns estados do país. E também foi apresentada e discutida a proposta de elaboração de uma tábua biométrica com parâmetros populacionais brasileiros.

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