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MBA da UniAbrapp inicia em formato online reforçando crescimento do sistema e importância da formação de profissionais

MBA da UniAbrapp inicia em formato online reforçando crescimento do sistema e importância da formação de profissionais

A primeira turma do MBA em Gestão de Previdência Complementar da UniAbrapp 100% online iniciou nesta terça-feira, 23 de fevereiro. A iniciativa, realizada em parceria com o IBMEC, conta com experiências únicas de conhecimento sobre o sistema, e tem como objetivo formar profissionais altamente capacitados.

O Diretor Presidente da UniAbrapp, Luiz Paulo Brasizza, conduziu a abertura oficial do curso, que teve a presença de mais de 35 participantes. “É um orgulho muito grande a gente poder trazer esse conhecimento e esse arcabouço que está sendo preparado para esta turma em parceria com o IBMEC”, destacou.

Brasizza ressaltou que é preciso “mão de obra” qualificada na área de previdência complementar, e isso só é possível através do conhecimento. “Muito diferente do que se falava no passado, que estávamos com a previdência complementar fechada, de 2 anos para cá, com planos família, nosso setor está crescendo. Então, a gente precisa de gente nova, capacitada”.

Ele parabenizou o grupo pelo interesse em realizar o MBA em formato online, que traz um novo desafio para todos. “Entramos em um mundo novo, com cursos e oportunidades de troca de ideias dentro dessa disciplina, trabalho e formatação colocada pelo IBMEC e a UniAbrapp. Quero ver vocês como futuros dirigentes de fundos de pensão. E a UniAbrapp está trabalhando firmemente em cima disso”.

Brasizza contextualizou o público sobre os cursos e treinamentos realizados pela UniAbrapp, e ressaltou que é preciso formar pessoas para ajudar a transferir o conhecimento para todo o Brasil. “Precisamos de inteligência previdenciária”, acrescentou.

O Professor Cristiano Corrêa, responsável pela coordenação técnica do MBA e Coordenador Acadêmico do IBMEC, também esteve presente na primeira aula e destacou que a parceria com a UniAbrapp consolida o posicionamento do IBMEC como educadores. “Nós preparamos o aluno para a vida, para tomar decisão, para sentar na cadeira do gestor”, disse.

Aula magna – O Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva, ministrou a aula magna com o tema Previdência Complementar: Breve Histórico, Presente e Visão de Futuro. Ele destacou que está na área previdenciária desde 1975, inicialmente como participante, iniciando sua atuação na Abrapp em 1983, sempre motivado pelos desafios. “O sistema está no nosso DNA”, disse no início de sua apresentação. “É um sistema justo, que oferece muitas oportunidades, e sabemos que estamos fazendo um grande bem”, reiterou.

Em seguida, ele iniciou a aula com uma agenda que abordou a visão geral e os regimes de previdência; a evolução histórica das EFPC no Brasil; os principais normativos; a estrutura do sistema de previdência complementar fechada; o funcionamento das EFPC; os tipos de planos; a gestão de investimentos; um panorama internacional; e trouxe um diagnóstico e desafios do sistema.

Logo mais as inscrições para a próxima turma do MBA, com início entre abril e maio, estarão abertas. As vagas são limitadas! Acesse aqui o link para entrar na lista de espera.

Revista: Marco do Saneamento acende sinal de alerta para o sistema e reforça caminho do “instituidor corporativo”

Revista: Marco do Saneamento acende sinal de alerta para o sistema e reforça caminho do “instituidor corporativo”

A matéria de capa da edição de janeiro/fevereiro de 2021 da Revista da Previdência Complementar (produzida pela Abrapp, Sindapp, ICSS e UniAbrapp) traz uma profunda análise dos impactos do novo marco regulatório do saneamento básico (Lei 14.026/20) sobre o sistema. A nova legislação acende um alerta para as entidades fechadas de Previdência Complementar (EFPC) patrocinadas por empresas de saneamento. A nova edição traz uma série de reportagens e entrevistas sobre cenários e perspectivas para o setor (clique aqui para acessar a edição na íntegra).

O novo Marco do Saneamento foi aprovado com o objetivo de equacionar graves problemas de infraestrutura do País, como o precário acesso à água e rede de esgoto, estabelecem licitação para os serviços, sem garantir os contratos já existentes. Deste modo, grandes empresas de saneamento – algumas delas também patrocinadoras de planos de benefício – podem sair severamente enfraquecidas, comprometendo a viabilidade das entidades de previdência a elas vinculadas. A solução para esse problema podem ser os chamados instituidores corporativos, que voltam à pauta em meio às novas exigências do mercado.

Publicado em julho do ano passado, o novo marco é apoiado em três pilares, sendo o primeiro deles, a universalização dos serviços até 2033. Os contratos deverão estipular metas de atendimento de 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgotos. O segundo pilar trata da nacionalização da regulação, por meio da Agência Nacional de Águas (ANA), inclusive sobre qualidade e eficiência dos serviços, tarifas e contratos.

O terceiro é justamente o que atinge as EFPCs, pois estabelece obrigatoriedade de formalização de contrato de concessão quando os serviços forem prestados por entidade que não integre a administração do seu titular. Para tanto, será realizada licitação. Desta forma, a expectativa é uma transformação do modelo atual, em que a maioria dos serviços é prestada por empresas estaduais contratadas diretamente pelos municípios.

O Projeto de Lei original previa a prorrogação, por mais 30 anos, desses atuais contratos de programa, feitos pelos municípios com companhias estaduais de saneamento, sem licitação, como uma espécie de contrato de adesão. Nessa prorrogação, deveriam ser incluídas as metas de universalização do saneamento e dos serviços correlatos (coleta urbana, destinação de resíduos, limpeza, etc.). Mas o trecho foi vetado pelo Presidente da República.

Enquanto acalentam a expectativa de derrubada do veto pelo Congresso, dirigentes de EFPCs diretamente atingidas pela mudança já se articulam para as medidas possíveis, a fim de evitar o impacto negativo nas fundações. A estimativa é de que haja em torno de 15 entidades patrocinadoras na área de saneamento, como a Fundação Compesa de Previdência e Assistência (CompesaPrev), que atende a funcionários da Companhia Pernambucana de Saneamento. São mais de 2,6 mil participantes e outros 1,8 mil assistidos.

“É claro que as medidas previstas pelo marco regulatório são muito boas, mas a falta de prazo para adaptação pode ter resultados desastrosos”, ressalta Alexandre Moraes, Presidente da fundação e Diretor da Abrapp. E as consequências podem vir não apenas para as EFPCs. “Para muitos municípios, o saneamento é deficitário, mas isto é equacionado quando a operação é feita por uma estatal. Com o veto, quem da iniciativa privada vai querer assumi-los? O filé vai ficar com a iniciativa privada, restando para as estatais apenas as (operações) menos rentáveis, o que pode inviabilizar essas companhias”, pondera o dirigente. Ele aponta diferenças entre esse movimento e o que aconteceu quando da privatização do sistema elétrico, justamente porque neste caso houve a proteção da previdência dos trabalhadores, uma vez que os editais eram feitos pelo Estado. Agora, não será assim.

“Na região metropolitana de Pernambuco, mais da metade passou para a iniciativa privada. Em breve, as companhias de saneamento vão deixar de existir. E como as entidades vão sobreviver sem a patrocinadora? Além disso, as empresas que chegarão não têm vínculo com os empregados. Vale lembrar que alguns passaram a vida inteira contribuindo”, adverte Moraes.

Articulação – Para dimensionar o problema e apontar soluções, a Abrapp convocou reunião com as associadas para oferecer suporte e segurança. “A mudança certamente trará reflexos às receitas e, consequentemente, aos planos”, prevê Devanir Silva, Superintendente Geral da Abrapp. “Vamos avaliar aspectos jurídicos e ações que possam ser implementadas.”

O primeiro encontro aconteceu no dia 14 de janeiro e reuniu representantes de 20 entidades. Ficou decidido que o grupo vai se debruçar agora na produção de material para subsidiar a articulação junto ao Congresso. “A reunião foi muito produtiva. Vamos preparar um material mostrando os riscos, especialmente para as entidades patrocinadas por essas companhias. A possibilidade do apoio da Abrapp com assistência jurídica para garantir o patrocínio das entidades, em caso de futuras privatizações, também é outro ponto a destacar”, afirma Alexandre Moraes.

A despeito dos impactos que o novo marco possa causar com ou sem veto ao artigo que iguala estatais e iniciativa privada no saneamento, fato é que o mercado com um todo passa por importantes transformações. Por essa razão, é preciso que o setor se mobilize para oferecer alternativas.

É neste cenário que propostas como a do instituidor corporativo – ou setorial, como já previsto na legislação vigente – se fortalecem. O modelo instituído corporativo retira a obrigatoriedade de contribuição patronal, o que poderia, alternativamente, ser feito com a distribuição dos resultados.

“Precisamos trabalhar na mudança do negócio previdência. A Abrapp defende os instituídos corporativos porque eles podem ser uma solução nesse cenário, permitindo até mesmo a formação de parcerias público-privadas”, destaca Silva. O modelo é simples: um conglomerado empresarial, por exemplo, em torno do qual orbitam outras empresas parceiras e prestadores de serviço, pode se unir no lançamento de um plano de benefício tendo como operadora, uma EFPC já existente. Sai a figura do multipatrocínio, entra o multiinstituído, sem a obrigatoriedade de contribuição patronal. O participante continuaria tendo a vantagem de estar vinculado a um plano fechado, sem as taxas praticadas pelo mercado aberto.

Uma das possibilidades é que os aportes patronais sejam feitos com a distribuição dos resultados. Dependendo do nível de entrada da iniciativa privada, muitas estatais terão dificuldades de manter o modelo de patrocínio, adverte Silva. “Precisamos pensar nesse novo mundo.” Ele acrescenta que os planos família já estão aí, e que os corporativos são outra família de produtos atraente para o mercado. “Vamos trazer concorrência, clareza, transparência e boa governança. As entidades fechadas ocuparão cada vez mais um espaço relevante em nosso País, não tenha dúvida.”

O mesmo otimismo é demonstrado pelo consultor José Roberto Ferreira, ex-Superintendente da Previc, que salienta haver amparo legal para o fomento desse novo modelo de plano. A normativa está no âmbito dos planos setoriais, regulamentados em 2016. “A grande lógica trazida por essa modelagem é o fato de admitir que, a partir do momento em que haja um grande representante de setor social ou da economia, este atende às condições da Lei Complementar no 109, que prevê a possibilidade de grupos instituídos”, explica.

O maior diferencial do plano setorial é que, diferentemente dos planos instituídos comuns, admite a associação de pessoas jurídicas, que passam a ter o caráter de instituidor corporativo. No caso de uma federação de indústrias, por exemplo, todas as empresas vinculadas podem ter essa condição, trazendo a sua massa de associados. A estimativa é de que haja mais de 3 mil empresas em potencial apenas no âmbito da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG).

“As empresas teriam a opção de fazer aportes dentro das suas possibilidades de forma facultativa. Isso aproxima muito da previdência privada já praticada por décadas em muitos países da Europa, onde o modelo, inclusive, é alvo de acordos trabalhistas”, exemplifica Ferreira. Hoje, na condição de patrocinadora, a empresa tem o compromisso de contribuição mensal, que deve ser incluída no balanço, fazendo com que o aporte previdenciário seja muito mais despesa do que investimento em política de Recursos Humanos, como de fato é. No modelo proposto, a lógica se inverte: os resultados positivos são que passam a ser destinados aos planos.

“As empresas estão passando por processos de privatização, de abertura de capital. O plano setorial pode transformar a relação do empregado, de modo que ele continue participando da formação de reserva, mas sem o compromisso mensal”, diz o especialista. Não se trata de substituir as atuais patrocinadoras por instituídos e, sim, de dar uma porta de saída para que os planos de previdência sejam mantidos. Ferreira explica que a Instrução n. 29/2016 trouxe a possibilidade de funcionamento dos planos de benefício setoriais.

Depois, houve uma revisão desta instrução, que detalhou o licenciamento desses planos. Para ele, o sistema já tem ferramentas e experiências para ampliar a oferta do produto, o que falta é a compreensão da sociedade em relação ao modelo. Além, é claro, de um grande esforço corporativo de prospecção.

MyNews: Entidades fechadas estão cada vez mais abertas para a população, afirma Devanir Silva

MyNews: Entidades fechadas estão cada vez mais abertas para a população, afirma Devanir Silva

O Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva, foi o entrevistado desta quarta-feira (16) no quadro “Previdência para Todos” no canal MyNews do Youtube.

O quadro é fruto da parceria entre a Abrapp e o canal de jornalismo e integra o programa Almoço de Quarentena, comandado pelas jornalistas Mara Luquet e Myrian Clark. Clique neste link para assistir.

Ao longo do programa, Devanir Silva destacou que as mudanças no mercado de trabalho e seu impacto sobre a previdência social abrem muitas oportunidades.

“A Previdência Social é a coisa mais engenhosa que a humanidade descobriu, pois todos precisarão dela um dia”, destacou Devanir Silva, ao citar o professor Celso Barroso Leite.

Devanir observou que mesmo com as mudanças no mercado de trabalho, que deverá ser cada vez mais centrado no indivíduo, a previdência continuará sendo uma necessidade básica.

“A previdência privada não deve substituir, mas complementar o Estado. É nesse sentido que devemos trabalhar”, destacou o Superintendente da Abrapp. Ele ressaltou que a Reforma da Previdência realizada em 2019 acertou em alguns pontos, mas foi paramétrica, o que trará a necessidade de uma nova revisão daqui a 5 ou 8 anos.

Brasil envelhece rapidamente – Devanir chamou atenção para o fato de que a população do País está envelhecendo em ritmo acelerado. Segundo dados do IBGE, divulgados em 2018, o número de pessoas com mais de 65 anos é de, aproximadamente, 1 a cada 10 brasileiros. Para 2060, a projeção é que 1 a cada 4 brasileiros estará nessa faixa etária.

O Brasil, assim como outras nações que realizaram reformas, deve buscar uma previdência estruturalmente organizada. Devanir explicou que trata-se de diminuir as transferências dos encargos entre gerações. É estabelecer condições para que as próximas gerações – em linha com o perfil do novo trabalhador – possam constituir seu patrimônio previdenciário, com a continuidade do Estado atuando na outra ponta.

Contudo, para que essa poupança aconteça é necessário que o Estado ofereça incentivos para as pessoas optarem por tirar uma parte do dinheiro do consumo para aplicar em um plano de previdência com horizonte de 30 anos.

Educação previdenciária é fundamental – A jornalista Mara Luquet observou o caso do Chile, que na visão de especialistas e autoridades, um dos grandes erros que culminaram nas falhas da sua reforma da previdência foi a falta de educação previdenciária para a população. Devanir Silva, profundo conhecedor do tema, acrescentou que outro erro nesse processo foi a retirada do Estado de bem-estar social da equação.

“Entendo que a estrutura da previdência deve ter um tripé: o papel do Estado, os planos coletivos e planos individuais. No Chile só ficaram os planos individuais”, observou Devanir. “A ideia, numa economia liberal, é que esse indivíduo teria condições, em um mercado organizado, de fazer a escolha das melhores opções. Mas os indivíduos não estavam preparados para fazer aquela escolha; foram induzidos”, acrescentou o Superintendente.

Como resultado da cultura previdenciária incipiente, os trabalhadores não conseguiram formar poupança apenas com suas contribuições e, 35 anos depois, o benefício médio de previdência no Chile é de 60% de um salário mínimo.

Devanir Silva destacou que o modelo de formação de poupança com participação da contribuição do indivíduo não deve ser demonizado, mas precisa ser bem estruturado, e esclarecer para a população informações fundamentais para que façam boas escolhas.

No sentido de disseminar a educação previdenciária para a população, a Abrapp tem trabalhado muito, tendo como exemplo as iniciativas da UniAbrapp e a parceria com o CIEE para incentivar a formação dessa cultura entre os jovens.

“Não podemos transferir esses encargos só para o Estado, o indivíduo precisa fazer algum esforço. Mas para isso ele precisa saber escolher, entender o que é uma taxa de administração, saber como e onde o dinheiro está sendo aplicado”, destacou Devanir.

O Superintendente ressaltou que também é importante a existência de mecanismos, a exemplo da Inglaterra, como a adesão automática aos planos, dado que no momento da decisão sobre entrar ou não em um plano nem sempre o jovem trabalhador está preparado ou devidamente informado sobre o benefício que alcançará no futuro.

Competição e abertura para novos participantes – Durante o bate-papo, a jornalista Mara Luquet ressaltou que a ampliação do alcance das entidades fechadas para novos públicos, para além dos participantes das empresas patrocinadoras dos planos, contribui para uma competição saudável no mercado e a redução das taxas de administração. Com isso, quem ganha é o consumidor, que tem mais opções à sua escolha.

“É uma concorrência muito bem-vinda porque traz alternativas e isso ajuda a pressionar as taxas. Alguns cálculos mostram que a diferença das taxas são muito grandes porque as entidades fechadas não buscam lucro, então distribuem isso para os participantes. E essa economia pode gerar uma diferença de até 20% no patrimônio final acumulado, um dado muito importante para investimentos de médio e longo prazo”.

Devanir Silva ressaltou que as entidades fechadas estão dando sua colaboração. “Costumo dizer que os fundos fechados nunca estiveram tão abertos; abertos a trazer essa população. Os planos família estão aí e estamos trabalhando em um projeto muito bacana, o “instituidor corporativo”, que é uma outra família de produtos. E isso para o mercado é muito bom. Vamos trazer concorrência, clareza, transparência e boa governança. As entidades fechadas estão abertas e ocuparão cada vez mais um espaço muito importante em nosso País, não tenha dúvida”.

O programa também destacou que previdência não é só para aposentadoria, e que existe vida ao final do ciclo laborativo. A edição também revelou uma curiosidade sobre o Superintendente Geral da Abrapp: o hobby de cavalgar com mulas. “A gente não se aposenta da vida, mas do trabalho”, completou Devanir, destacando a importância da formação de reserva para o futuro para que se possa ter uma vida pós-laborativa produtiva e prazerosa.

Clique aqui para assistir ao quadro Previdência para Todos (a partir do minuto 39:35).

Superintendente Geral da Abrapp Devanir Silva será o próximo entrevistado do MyNews

Superintendente Geral da Abrapp Devanir Silva será o próximo entrevistado do MyNews

Nesta quarta-feira, 16 de dezembro, será realizado o último programa da série “Previdência para Todos” deste ano no Almoço do MyNews. O entrevistado desta semana será o Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva, que abordará o tema “O futuro da previdência e o impacto da reforma na vida dos brasileiros”. O programa, comandado pelas jornalistas Mara Luquet e Myrian Clark, será transmitido a partir do meio-dia pelo canal do MyNews no Youtube.

O quadro “Previdência para Todos” é fruto da parceria entre Abrapp e MyNews. A iniciativa tem por objetivo difundir o conhecimento sobre a previdência complementar fechada para o grande público. O projeto estreou em agosto e transmitiu desde então, semanalmente, entrevistas com especialistas da área de previdência, sempre às quartas-feiras, a partir do meio-dia.

“Se não formos nós, quem dará o próximo passo?”, diz Devanir Silva em Live

“Se não formos nós, quem dará o próximo passo?”, diz Devanir Silva em Live

O Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva, participou de Live da atuária Natalia Moreira nesta quinta-feira, 22 de outubro. Em pouco mais de uma hora de apresentação e debates, com transmissão pelo YouTube, ele abordou o tema “O Novo Design da Previdência Complementar”. 

Depois de apresentar a linha do tempo do histórico do setor de Previdência Complementar Fechada, desde a Lei nº 6435/1977 até os dias atuais, Devanir falou dos desafios que o sistema enfrenta atualmente para se reinventar. Apesar de uma história de entregas e pleno cumprimento das obrigações no pagamento de benefícios, ele falou que “o que nos trouxe até aqui, não nos levará adiante”. 

Com a utilização de um modelo “canvas”, Devanir contrapôs a visão tradicional do setor, baseado na relação entre as EFPCs e patrocinadores, com o contrato de emprego fixo de longo prazo, com o cenário atual permeado de mudanças aceleradas no mercado de trabalho. Ele falou sobre os novos modelos em que os jovens já saem das universidades como “PJ deles mesmos”. “Teremos muito trabalho e pouco emprego”, resumiu. Abordou o fenômeno do envelhecimento da população, com o forte aumento da longevidade. 

E falou sobre o surgimento das “organizações exponenciais” ao estilo das startups. “São empresas que em muitos casos já têm prazo de validade para acabar”, disse Devanir em referência à mudança da economia que aponta para a redução do espaço para as grandes organizações. Ele tocou ainda no tema das aceleradas mudanças tecnológicas, mas fez a ressalva que essas transformações, além dos desafios, trazem também oportunidades para o setor. “Podemos nos beneficiar com a utilização de uma rede de captação de novos participantes através dos Apps e celulares”, comentou. 

Live Devanir e Natalia

Novo modelo – Ao mesmo tempo que falava sobre o esgotamento do modelo tradicional, Devanir foi apresentando o que chamou de “novo design” da Previdência Complementar. Ele ressaltou, por exemplo, que o atendimento deve ser cada vez mais personalizado, pois os novos públicos formados pelos jovens querem participar e escolher a forma de poupar.

Natália Moreira comentou que os novos consumidores demonstram maior preocupação e interesse de onde os recursos são investidos, quais as empresas e ativos recebem os recursos dos planos previdenciários, em referência à preocupação com aspectos sociais e de governança. Ela comentou também sobre a mudança do modelo de negócio das entidades fechadas e da atividade dos próprios atuários que devem incorporar o marketing e a necessidade de venda de planos para se comunicar com os novos públicos. 

Devanir falou que é necessário contar com novas formas de relacionamento com os participantes. “Numa visão anterior, tínhamos uma central de atendimento, um site, e o mundo agora nos encaminha para plataformas, aplicativos, atendimento à distância”, disse

Ao falar de canal de distribuição, a visão tradicional contava com a área de Recursos Humanos (RH), que agora está sendo transferida para um canal digital. Já do lado do cliente, o perfil também mudou. “Antes, o cliente era o empregado CLT ou associado de uma instituição ou associação de classe, e na nova visão, é uma pessoa física que não estará vinculada, necessariamente, a uma empresa”, disse. As famílias também estão cada vez mais entrando nos planos de previdência, o que mostra um novo perfil de produto. 

O papel dos gestores das EFPC também deve ser modificado, passando a ser aglutinadores, trazendo pessoas para os planos. “Não são mais operadores, e sim ajudarão a construir esse patrimônio futuro envolvendo tecnologia, comercial, produto, gente e cultura no sentido de processo, metodologia, liderança”, disse. ele explicou também o esforço realizado pela Abrapp e pela Conecta para a criação e oferecimento de novas soluções para o setor, com especial ênfase no Hupp – Hub de Previdência Privada – que conta atualmente com a participação de 17 startups e 11 entidades.

Ele falou sobre o planejamento estratégico da Abrapp para o período de 2020 e 2022 e encerrou sua apresentação com a importância de mudança do mindset das lideranças atuais, dos membros de diretorias e conselhos das entidades, para a abertura para a inovação e disrupção. “Se não formos nós, quem dará o próximo passo?”, questionou Devanir.

Clique aqui para assistir na íntegra.

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