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“Se não formos nós, quem dará o próximo passo?”, diz Devanir Silva em Live

“Se não formos nós, quem dará o próximo passo?”, diz Devanir Silva em Live

O Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva, participou de Live da atuária Natalia Moreira nesta quinta-feira, 22 de outubro. Em pouco mais de uma hora de apresentação e debates, com transmissão pelo YouTube, ele abordou o tema “O Novo Design da Previdência Complementar”. 

Depois de apresentar a linha do tempo do histórico do setor de Previdência Complementar Fechada, desde a Lei nº 6435/1977 até os dias atuais, Devanir falou dos desafios que o sistema enfrenta atualmente para se reinventar. Apesar de uma história de entregas e pleno cumprimento das obrigações no pagamento de benefícios, ele falou que “o que nos trouxe até aqui, não nos levará adiante”. 

Com a utilização de um modelo “canvas”, Devanir contrapôs a visão tradicional do setor, baseado na relação entre as EFPCs e patrocinadores, com o contrato de emprego fixo de longo prazo, com o cenário atual permeado de mudanças aceleradas no mercado de trabalho. Ele falou sobre os novos modelos em que os jovens já saem das universidades como “PJ deles mesmos”. “Teremos muito trabalho e pouco emprego”, resumiu. Abordou o fenômeno do envelhecimento da população, com o forte aumento da longevidade. 

E falou sobre o surgimento das “organizações exponenciais” ao estilo das startups. “São empresas que em muitos casos já têm prazo de validade para acabar”, disse Devanir em referência à mudança da economia que aponta para a redução do espaço para as grandes organizações. Ele tocou ainda no tema das aceleradas mudanças tecnológicas, mas fez a ressalva que essas transformações, além dos desafios, trazem também oportunidades para o setor. “Podemos nos beneficiar com a utilização de uma rede de captação de novos participantes através dos Apps e celulares”, comentou. 

Live Devanir e Natalia

Novo modelo – Ao mesmo tempo que falava sobre o esgotamento do modelo tradicional, Devanir foi apresentando o que chamou de “novo design” da Previdência Complementar. Ele ressaltou, por exemplo, que o atendimento deve ser cada vez mais personalizado, pois os novos públicos formados pelos jovens querem participar e escolher a forma de poupar.

Natália Moreira comentou que os novos consumidores demonstram maior preocupação e interesse de onde os recursos são investidos, quais as empresas e ativos recebem os recursos dos planos previdenciários, em referência à preocupação com aspectos sociais e de governança. Ela comentou também sobre a mudança do modelo de negócio das entidades fechadas e da atividade dos próprios atuários que devem incorporar o marketing e a necessidade de venda de planos para se comunicar com os novos públicos. 

Devanir falou que é necessário contar com novas formas de relacionamento com os participantes. “Numa visão anterior, tínhamos uma central de atendimento, um site, e o mundo agora nos encaminha para plataformas, aplicativos, atendimento à distância”, disse

Ao falar de canal de distribuição, a visão tradicional contava com a área de Recursos Humanos (RH), que agora está sendo transferida para um canal digital. Já do lado do cliente, o perfil também mudou. “Antes, o cliente era o empregado CLT ou associado de uma instituição ou associação de classe, e na nova visão, é uma pessoa física que não estará vinculada, necessariamente, a uma empresa”, disse. As famílias também estão cada vez mais entrando nos planos de previdência, o que mostra um novo perfil de produto. 

O papel dos gestores das EFPC também deve ser modificado, passando a ser aglutinadores, trazendo pessoas para os planos. “Não são mais operadores, e sim ajudarão a construir esse patrimônio futuro envolvendo tecnologia, comercial, produto, gente e cultura no sentido de processo, metodologia, liderança”, disse. ele explicou também o esforço realizado pela Abrapp e pela Conecta para a criação e oferecimento de novas soluções para o setor, com especial ênfase no Hupp – Hub de Previdência Privada – que conta atualmente com a participação de 17 startups e 11 entidades.

Ele falou sobre o planejamento estratégico da Abrapp para o período de 2020 e 2022 e encerrou sua apresentação com a importância de mudança do mindset das lideranças atuais, dos membros de diretorias e conselhos das entidades, para a abertura para a inovação e disrupção. “Se não formos nós, quem dará o próximo passo?”, questionou Devanir.

Clique aqui para assistir na íntegra.

Superintendente Geral da Abrapp participará de Live com a atuária Natalia Moreira

Superintendente Geral da Abrapp participará de Live com a atuária Natalia Moreira

Devanir Silva, Superintendente Geral da Abrapp, será o convidado da atuária Natalia Moreira em webinar nesta quinta-feira, 22 de outubro, às 19h. O executivo irá falar sobre “O Novo Design da Previdência Complementar” com transmissão pelo YouTube. 

A webinar faz parte do programa Evolução Atuarial Contínua que aborda temas de mercados de atividade dos profissionais de atuária como a Previdência Complementar Fechada, Seguros, Saúde Suplementar, entre outros.

Clique aqui para assistir. 

 

Abrapp e Fenaprevi avançam na construção de agenda de temas comuns

A Abrapp e a Federação Nacional de Previdência e Vida (Fenaprevi) realizaram uma reunião na última quinta-feira, 8 de outubro, com o objetivo de avançar na construção de uma agenda de temas de interesse comum. Realizado por videoconferência, o encontro contou com a participação do Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, do Diretor Executivo da Fenaprevi, Carlos de Paula, do Diretor Presidente da UniAbrapp, Luiz Brasizza, do Presidente do Conselho Gestor do ICSS, Guilherme Leão e do Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva. Também participaram vários membros de comissões e equipe técnica da Fenaprevi e da Abrapp.

“Foi uma reunião muito produtiva que teve o objetivo de avançar na agenda comum com a intenção de já definir uma cronologia de trabalho em diversos temas que permeiam os dois setores, como o mercado de anuidades, iniciativas de educação previdenciária, participações em eventos e debates sobre propostas de aperfeiçoamento na regulação dos setores, entre outros pontos”, disse Luís Ricardo. As duas associações assinaram um convênio de cooperação técnica no início do mês de agosto passado que prevê a realização de iniciativas diversas, que incluem também, atividades como a certificação de dirigentes e profissionais, regulação de novos produtos, incentivos tributários, entre outros.

Um dos temas de maior interesse dos representantes da Fenaprevi é o desenvolvimento do mercado de anuidades (ou de rendas) no Brasil. “Estamos buscando um aprofundamento do debate com a possibilidade de uma proposta de regulação. É importante buscarmos um modelo adequado para nosso sistema em relação aos custos, segurança e expectativas para os participantes”, comenta o Diretor Presidente da Abrapp.

O forte interesse pelo tema foi mostrado com a participação de vários representantes das seguradoras e entidades de previdência aberta na reunião. Participaram os seguintes profissionais: João Batista Ângelo, da Zurich Santander; Ana Paula Sabbag, Celina Silva e Sandro Bonfim, todos da Brasilprev; Amâncio Paladino, da XP; Greicilane Ruas, do Icatu; e Ana Flávia Ferraz, do Bradesco.

“Estamos vivendo um momento de grande amadurecimento da indústria da Previdência Privada. A aproximação entre as associações, marcada pela conversa entre os presidentes da Abrapp e Fenaprevi inaugura uma agenda comum que nos aproxima”, comentou Carlos de Paula, em referência ao primeiro encontro que marcou a assinatura do convênio.

Agenda comum – Durante o encontro foram discutidos os temas da agenda comum, com destaque para propostas de educação financeira e previdenciária que poderão ser realizadas em conjunto entre as duas associações. “A educação é um grande tema de interesse comum com o objetivo de disseminar o conhecimento e a cultura sobre a Previdência Complementar para os trabalhadores e a população em geral. Tem a ver também com o fomento dos planos de benefícios”, comenta Luís Ricardo.

O representante da Abrapp ressalta também o interesse em fortalecer a proposta por uma Lei de Proteção ao Poupador Previdenciário (LPPP). Elaborada pela Abrapp com a consultoria técnica do Pesquisador do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), José Roberto Afonso, a proposta está sendo apresentada e discutida com entidades do setor e da sociedade civil para ganhar maior apoio em sua apresentação no Congresso Nacional. A ideia é promover uma discussão mais aprofundada com as associadas da Fenaprevi.

Outros temas discutidos no encontro foram as propostas de incentivo tributário para o fomento de planos previdenciários, inclusive com a possibilidade de utilização de reservas para gastos com saúde. Na esfera jurídica, foi discutida a preocupação com o risco de incidência da ITCMD (Imposto sobre Transmissão de Causa Mortis e Doação) sobre os planos de previdência em alguns estados do país. E também foi apresentada e discutida a proposta de elaboração de uma tábua biométrica com parâmetros populacionais brasileiros.

Abrapp participou de evento sobre “Previdência e Desigualdade Social” da ANSP

Abrapp participou de evento sobre “Previdência e Desigualdade Social” da ANSP

A Abrapp marcou presença na Live “Café com Seguro” com o tema “Previdência e Desigualdade Social” realizado pela Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP) na última terça-feira, 6 de outubro. A Associação foi representada pelo Superintendente Geral Devanir Silva que realizou apresentação e participou dos debates ao lado do Diretor Executivo da Fenaprevi, Carlos de Paula, e do professor da Universidade Ramon Llull de Barcelona e pesquisador da Universidade de Cambridge, Flávio Comim (foto acima).

A Live foi apresentada pelo Diretor de fóruns acadêmicos daANSP, Edmur de Almeida, que também foi responsável pela coordenação do evento, moderada pelo coordenador da cátedra de Previdência Complementar Fechada, Sérgio Rangel. O evento contou com a abertura do Presidente da ANSP, João Marcelo dos Santos.

Flávio Comim iniciou sua apresentação citando uma metáfora que diz que a desigualdade é como colesterol, tem o bom e o ruim. “Tem aquela desigualdade que reflete um pouco de incentivo. Tem que haver um pouco de desigualdade, como uma forma de incentivo. Mas tem aquela que é como o mal colesterol, que traz problemas sociais e pode inclusive afetar a qualidade das instituições democráticas”, disse.

Para fazer essa diferenciação, o professor explicou que é preciso se perguntar de que desigualdade estamos tratando. Se é de recursos, de renda, de direitos, de bens primários ou de capacitações. Grande parte da discussão está muito ligada à desigualdade de renda. Entretanto, ela é muitas vezes um indicador imperfeito de bem-estar. Pessoas com o mesmo nível de renda às vezes tem nível educacional diferente e convertem essa renda em realizações distintas também. “Eu já entrevistei famílias muito pobres, com o mesmo perfil demográfico e, em uma as crianças estavam saudáveis, e na outra não”, comentou.

No Brasil, existem muitas outras desigualdades. E há que se ter muito cuidado quando se olha apenas para a renda e/ou para um único indicador, porque diferentes medidas têm diferentes propriedades estatísticas. De acordo com o palestrante, seu ex-professor na universidade de Cambridge, Gabriel Palma, descobriu que na grande maioria dos países o bolo que fica no meio entre os 10% mais ricos e os 40% mais pobres é muito parecido em todos os países. No Brasil os 10% mais ricos concentram 4.3 vezes mais renda que os 40% mais pobres juntos. “Eu não posso deixar de mencionar um dado muito preocupante. Tirando o Catar, o Brasil é o país no qual o “1%” tem mais renda de todo o mundo. A gente chega quase a 29% enquanto o Catar, país do Oriente Médio, é 30%. Ou seja, 1% da população tem praticamente um terço da renda”, informou.

Para o especialista, o momento atual não é bom. É um período de muita concentração. Durante a epidemia o número de bilionários no mundo aumentou e existe uma forte pressão no mundo inteiro para se colocar mais impostos para os mais ricos. Quando se trata de capital humano e educação, no Brasil o problema é que até os mais ricos são piores, nesses quesitos, do que os mais pobres de outros lugares. “Nosso sistema é quase de apartheid educacional. Tem muita coisa dentro do processo educacional brasileiro que vai mal”, reforçou.

A projeção do professor e pesquisador é que a população nacional cresça para 230 milhões até 2050, ocasionando mudanças na composição da sociedade. As pessoas estão envelhecendo e isso significa que estamos desperdiçando formação de capital humano. Do ponto de vista da renda, da riqueza e educação, que poderia corrigir as nossas falhas estruturais, esse é um problema muito grave.

Quanto ao futuro, a visão do professor Comim é que o cenário tende a piorar. A quarta Revolução Industrial – o uso da Inteligência Artificial – deverá afetar as relações de trabalho e de renda; a automação de processos, que já vem ocorrendo é muito poupadora de mão de obra; o ‘machine learning’, por sua vez, está mudando a forma de provisão. E existe ainda o ‘deep learning’ ou cognitive insight’, que diz respeito às máquinas que vão funcionar como se fossem pessoas. As previsões hoje são muito díspares, mas alguma delas indicam que em economias tão complexas como a americana vai haver uma redução de 47% dos postos de trabalho.

O professor acredita que o mundo em que caminhamos irá se dividir em três grupos de pessoas: as que vão conseguir trabalhar com inteligência artificial; as que as máquinas não conseguem substituir, mas elas não prestam serviços de auto-valor agregado; e a terceira categoria e a mais preocupante é a de pessoas que não são empregáveis. “Isso deve aumentar a desigualdade, não apenas de renda, mas também nos espaços mencionados. O rolo compressor da quarta revolução industrial vai passar por cima da gente se nós não abrimos os olhos para as desigualdades que isso pode causar. Isso colocará as pessoas em uma posição de ainda maior vulnerabilidade”, finalizou.

Devanir Silva, AbrappProteção ao Poupador Previdenciário – Devanir Silva (foto ao lado) contribuiu com sua perspectiva sobre planos coletivos reforçando conceitos que julgou fundamentais, como o de proteção social. “Me parece que é uma política inclusiva, destinada à redução das diferenças sociais e a promover o livre desenvolvimento da personalidade humana. A dignidade humana é o grande vetor dos direitos fundamentais”, reforçou.

O Superintendente Geral da Abrapp compartilhou um dizer do professor Celso Barroso Leite, que diz que “A previdência foi o meio mais engenhoso que a humanidade descobriu para cuidar da proteção social e individual”. Ela precisa ser básica, mínima e universal. “Também precisa ser segura, confiável e equilibrada”, enfatizou, defendendo a adoção de um tripé previdenciário composto pelo Estado, os planos coletivos, complementares e capitalizados e também a previdência privada individual.

Devanir lembrou que a Abrapp defendeu um novo modelo previdenciário durante as discussões da Reforma da Previdência baseado na atuação de um “Estado Mínimo” com quatro pilares. O primeiro pilar da Previdência Social seria de uma renda mínima garantida a todos os cidadãos; o segundo seria o equivalente ao Regime Geral atual, porém, com um teto menor que o atual. Já o terceiro pilar seria de uma Previdência Complementar compulsória com contribuição de trabalhadores e empresas. E o quarto pilar seria de uma previdência complementar opcional.

Ele abordou também as aceleradas mudanças no mundo do trabalho e das empresas, impulsionadas pela revolução tecnológica, com o consequente aumento do fenômeno da pejotização, conforme aponta o Pesquisador do IDP, José Roberto Afonso. Citando o pesquisador, Devanir também falou do fenômeno do aumento da poupança dos indivíduos e das famílias durante a pandemia e apontou que o momento é propício para a discussão e incentivo à formação de poupança previdenciária de longo prazo.

“O desafio é transformar essa poupança do medo em poupança da esperança, da vida”, disse Devanir. Neste contexto, ele citou a proposta defendida pela Abrapp de criação da Lei de Proteção ao Poupador Previdenciário. “É o momento de socializar o capital, transformando os trabalhadores em poupadores. Temos muito espaço para ampliar nosso papel de agentes de proteção, colaborando com o estado brasileiro”, comentou o Superintendente Geral da Abrapp.

Educação – Na opinião de Carlos de Paula (foto ao lado), que trouxe uma visão sobre Previdência Complementar ao debate, atualmente o país vive a ‘Revolução dos excluídos’. “Até a década de 80 éramos vistos pelo mundo como uma nação promissora, que teve um crescimento econômico espetacular. Depois saímos para uma agenda mais social, mas nunca resolvemos esses dois pilares. Não escolhemos um caminho”, analisa. Ao longo dos últimos 50/60 anos, ocorreram melhorias nos indicadores nacionais, mas ainda elas estão muito aquém do patamar almejado. Para o especialista, os milhares de jovens desempregados, sem perspectiva e com baixa formação, são um grande desafio na atual conjuntura.

No que diz respeito ao setor seguros e previdência, que também tem relação com renda, o executivo chama a atenção para a baixa penetração do produto devido à falta de consciência securitária da população. O seguro de pessoas, por exemplo, representa hoje apenas 6% do PIB nacional. “É fundamental fortalecermos os pilares da educação financeira, fiscal, securitária e previdenciária. As pessoas precisam saber da importância desses fortes instrumentos de proteção social e que eles são sim acessíveis”, destacou.

Clique aqui para assistir a Live completa.

(Com informações do site da ANSP – www.anspnet.org.br)

Abrapp participou do 24º Encontro das Associações, Conselhos e Comitês da Fundação Itaú-Unibanco

Abrapp participou do 24º Encontro das Associações, Conselhos e Comitês da Fundação Itaú-Unibanco

A Fundação Itaú-Unibanco realizou nesta terça-feira, 29 de setembro, a 24º edição de seu tradicional Encontro das Associações, Conselhos e Comitês, por videoconferência. O evento contou com a participação de 110 pontos de conexão e teve apresentação do Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva.

Na abertura do evento, Reginaldo José Camilo, Diretor Presidente da Fundação Itaú-Unibanco e do Funbep agradeceu a participação da Abrapp e introduziu o tema do encontro deste ano que tratou dos desafios do cenário de crise e pandemia para o setor de Previdência Complementar Fechada.

Devanir começou sua apresentação destacando a realização do 41º Congresso Brasileiro da Previdência Privada, que pela primeira vez na história, será realizado em formato online, com uma plataforma exclusiva desenvolvida pelo Grupo Abrapp. Esclareceu que o evento foi estruturado para valorizar a participação de conselheiros, diretores e demais profissionais das entidades e que não se trata de um webinar ou live (leia mais).

Em sua palestra, o Superintendente Geral discorreu sobre três momentos: o pré-pandemia, o cenário atual e as perspectivas a futuro. Lembrou que o sistema de EFPC estava em franca recuperação com retornos acima das metas entre os anos de 2016 e 2019, com reversão de déficits anteriores. A sequência foi rompida pelo impacto da crise de março de 2020, mas rapidamente o sistema se reestruturou e passou a apresentar forte recuperação.

“A crise no pegou em um de nossos melhores momentos. Por isso, conseguimos uma forte recuperação nos meses seguintes, com a reversão da maior parte dos déficits”, disse Devanir. Ele ressaltou a vantagem de se contar com um horizonte de longo prazo nos investimentos, como um importante fator de resiliência. “Ninguém precisou vender ativos a preços depreciados. O alto nível de liquidez sempre manteve uma posição confortável para honrar os compromissos”, comentou.

Além de não perder com a venda depreciada de ativos, muitas entidades aproveitaram as oportunidades de mercado para novas alocações com boas perspectivas de retorno. O fato é que os resultados no mês de julho de 2020 praticamente indicam a recuperação total dos ativos aos patamares semelhantes ao dezembro do ano passado.

Perspectivas otimistas – Devanir apresentou um quadro de perspectivas positivas para o desenvolvimento e crescimento da Previdência Complementar Fechada nos próximos anos em função de dois motivos principais. Um deles é a oferta e estruturação de bons produtos como o plano família, o PrevSonho e uma série de novos planos mais flexíveis. A Abrapp tem projetado que os planos família devem chegar a 500 mil novos participantes e patrimônio de R$ 2 bilhões nos próximos dois anos. Além disso, existe um potencial enorme de crescimento dos novos planos para os entes federativos.

O segundo ponto positivo é a realização de maior nível de poupança por parte da população em geral devido às consequências da pandemia. A tendência já vinha de antes com o cenário e as discussões em torno à Reforma da Previdência. A questão é que a maior parte desse movimento pode ser classificado como “a poupança do medo”, que é um termo utilizado pelo Pesquisador do IDP, José Roberto Afonso. Citado por Devanir, o especialista aponta que o desafio agora é transformar essa “poupança do medo” em “poupança da esperança”.

Inovação – O Superintendente da Abrapp apresentou ainda uma análise baseada em modelo canvas para apontar a necessidade de inovação na cultura e organização das EFPC. Neste ponto, existe a necessidade de implantação de uma nova cultura de vendas e distribuição de planos baseado na utilização de tecnologia e canais digitais.

Neste aspecto, Devanir apresentou que a Abrapp junto com a Conecta tem realizado uma série de parcerias e eventos para prover soluções de inovação para as associadas. Entre as iniciativas, ele ressaltou a novidade de se realizar o primeiro Hackaton da Previdência Complementar e o Hub de Tecnologia “Hupp” que está em andamento (ler mais). A Conecta tem atuado em diversas frentes, como por exemplo, no provimento de soluções de canais de vendas e comunicação.

Ele ainda abordou temas de mudanças no setor, como a valorização das práticas ESG (Ambientais, Sociais e de Governança), a equalização de regras dos planos abertos e fechados, a necessidade de se atuar com as entidades como planejadores financeiros. Outro ponto citado por Devanir, é a necessidade de utilização cada vez maior de novas tecnologias e ferramentas de inteligência artificial.

Tudo isso é impulsionado pelo movimento de lançamento de novos planos família pelas entidades e, neste ponto, Devanir lembrou do Fundo Setorial Abrapp, como um facilitador. E anunciou a disponibilização de um modelo padrão de estudo de viabilidade econômica que será disponibilizado para as associadas.

Reginaldo Camilo enfatizou o papel de protagonismo e incentivo ao fomento que a Abrapp tem assumido ao longo dos anos, lembrando inclusive de sua atuação como membro do Conselho Deliberativo, Diretoria e representante no Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC). Ressaltou avanços importantes alcançados pela atuação da abrapp, como por exemplo, o CNPJ por Plano que garantirá maior segurança jurídica para o sistema.

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