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Semana ENEF: Poupar com foco em renda qualificada foi tema de live da Abrapp 

Semana ENEF: Poupar com foco em renda qualificada foi tema de live da Abrapp 

O Diretor Presidente da Abrapp, Luis Ricardo Martins, participou da live “A Importância da Previdência Privada oferecida pelo empregador para o trabalhador” da Semana ENEF, promovida pela Secretaria de Previdência nesta terça-feira, 24 de novembro. Mauricio Dias Leister, Coordenador-geral de Estudos Técnicos e Análise Conjuntural da Secretaria de Previdência, conduziu o bate-papo, que foi transmitido pelo canal da Abrapp no YouTube.

O tema da Semana ENEF, resiliência financeira, esteve em pauta na conversa, com uma discussão sobre a ligação entre essa temática e a previdência. Luis Ricardo destacou a resiliência financeira como capacidade de administrar e resistir aos imprevistos que possam estar afetando as nossas finanças. “Para encontrar esse equilíbrio e superar obstáculos, é fundamental planejamento financeiro. O cidadão deve equilibrar suas vontades de consumo com as necessidades de longo prazo, o que implica em um aumento no hábito de poupar em busca de uma renda qualificada”.

Ele ressaltou que a educação previdenciária é um pilar da educação financeira, e o planejamento financeiro envolve estabelecer metas em relação à estabilidade e liquidez, e o longo prazo, com proteção previdenciária. “Para ter recursos destinados a esse longo prazo, esse planejamento tem que estar focado em aposentadoria, inatividade, sendo preservados para o futuro”, disse.

Em casos em que o trabalhador que está em uma empresa que oferece esse plano, há um privilégio. “O plano de previdência oferecido para ele é o melhor investimento que se pode ter. Se ele tem a contribuição da empresa, a vantagem é imediata”, disse Luis Ricardo, explicando a estrutura de diferentes planos oferecidos tanto por empresas quanto por associações ou entidades de classe. “No caso de planos patrocinados por empresas, o plano passa a ser um benefício de RH, para ter uma satisfação do corpo de funcionários”.

Ele disse ainda que mesmo em um plano de previdência instituído, que não tem a contrapartida de um patrocinador, é possível oferecer um estrutura de capitalização de recursos. “Eu penso que é sempre um ganha-ganha para todo mundo”, diz, ressaltando que os planos instituídos fortalecem o vínculo associativo.

Luis Ricardo explicou também a diferença entre entidades abertas e fechadas, ressaltando que o segmento fechado está ampliando sua atuação, oferecendo planos para familiares de participantes. “Somos um sistema muito pagador, que dá protecção social. E o que é acumulado, capitalizado, é investido na macroeconomia, pois se tem uma estratégia de longo prazo para trazer o retorno da rentabilidade”, disse.

Pandemia – Na conversa, foi discutido ainda o senso de urgência que a pandemia trouxe para que se poupe mais, tendo uma reserva de emergência para situações de crise como a atual. “A pandemia foi muito aguda, muito grave, estamos no meio dela, mais o fato é que a pandemia, para o nosso segmento, com ressalva da gravidade, é uma janela de oportunidade para a previdência privada, para disseminação da cultura previdenciária, para sensibilizar as pessoas, como ocorreu com a Reforma da Previdência”, disse Luis Ricardo.

Segundo ele, a pandemia trouxe mais sensibilização e conscientização sobre o tema. “As pessoas estão com medo, pedindo proteção, pedindo solidariedade”, avaliou, ressaltando que isso está no DNA do sistema fechado de previdência. “O que notamos é que as pessoas estão poupando como nunca. Aportes líquidos feitos nas cadernetas de poupança bateram recordes entre abril e maio”.

Assim, dentro da janela de oportunidades, é preciso trabalhar nesse medo disseminando uma cultura previdenciária, e transformar a “poupança do medo” na “poupança da esperança”, de longo prazo e previdente. “A poupança passa a ser ainda mais importante, principalmente com a Reforma da Previdência, já que as pessoas se conscientizaram que vão trabalhar mais tempo, viver mais, e para isso, vão querer viver bem”, ressaltou o Presidente da Abrapp.

Investimentos – Em um ambiente de baixa taxa de juros, é preciso ainda mais disseminar a cultura previdenciária para que as pessoas entendam que o investimento com viés de previdência é de longo prazo. “Os investimentos, à luz da estrutura das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), da profissionalização, é com gestores de primeira linha”, disse Luis Ricardo. “As estratégias de investimento de longo prazo permitem um retorno maior”.

Ele ressaltou que os juros em patamares baixos implicam em busca por maior risco nos investimentos. “O investidor de longo prazo vai precisar conhecer, ter transparência total e acesso às informações para poder monitorar, e focar que o gestor profissional que cuida de suas reservas tem estratégia de longo prazo”, reiterou. “A queda da taxa de juros no longo prazo influencia no atingimento das metas atuariais, mas também pode beneficiar estratégias de longo prazo”, destacou Luis Ricardo.

O acompanhamento, portanto, se torna essencial para os investidores que buscam esse projeto de longo prazo. “É preciso de planejamento. Qual é o propósito? Uma renda qualificada lá na frente. E aí precisa de transparência, informação e comunicação nesse acompanhamento”.

Atratividade e fomento – É preciso promover ainda maior atratividade desses produtos para ampliar seu alcance. Para isso, Luis Ricardo destacou que na Abrapp está sendo trabalhada uma forma melhor de comunicar sobre os planos com foco em um público novo, jovem, nativo digital. “As vantagens têm que ser evidentes para o jovem. Temos uma grande tarefa de alcançar esse novo perfil de trabalhador”, disse.

Ele ressaltou que ainda em uma condição de um profissional PJ, o trabalhador deve ter acesso a esses benefícios. “O segmento fechado, que até então era oferecido somente por empresas, agora é para outro perfil de trabalhador. Hoje, o jovem pensa diferente, e nós temos que sair desse mindset e criar produtos diferentes, com a missão de disseminar a cultura previdenciária e proteger o maior números e pessoas”, disse.

Previdência é coisa de jovem – Luis Ricardo destacou que o momento de começar a poupar é o quanto antes, mas também nunca é tarde para começar. Mas normalmente a previdência é vista como algo a ser realizado em uma idade mais avançada. “O jovem tem que pensar nisso, porque ele também vai chegar na terceira idade”. Assim, o Previdência é Coisa de Jovem, iniciativa da Abrapp em conjunto com a UniAbrapp, foi criada para que as entidades passassem a aconselhar o melhor caminho ao jovem para que ele tenha uma renda qualificada. “Precisamos levar esse conhecimento e chamar atenção do jovem. Quanto antes começar a poupar, melhor para você na sua inactividade. E precisamos ter produto para eles”, disse.

Luis Ricardo ressaltou que cada vez mais o Estado deixa de ser o grande provedor da previdência. “INSS é fundamental, mas esse regime não se sustenta. O indivíduo passa a ser o grande responsável por acumular a sua previdência”.

Benefícios – Além do pagamento de uma renda no futuro, os planos previdência também oferecem, no geral, a cobertura por outros riscos como de morte e invalidez. “Os desenhos dos nosso planos são flexíveis no sentido de proteção”, disse Luis Ricardo. Além desses benefícios, a previdência complementar ajuda os jovens a realizarem sonhos. “O sistema é muito heterogêneo, cada plano é de um jeito, mas de maneira linear, os planos hoje oferecidos ao jovem, como o Plano Família da Abrapp, tem o desenho do PrevSonho, por meio do qual o jovem pode acumular recursos e antecipar a renda para realizar um sonho no médio prazo. Mas o propósito de acumular recursos para a inatividade continua”, disse.

Assim, o jovem é alcançado através da flexibilização de alternativas de poupança previdenciária. “Tem para qualquer um, tem que começar o quanto antes, e esse jovem conta com várias alternativas para realizar os seus sonhos”.

Vantagens – Além de transparência e credibilidade, permitindo que os participantes sejam representados nos Conselhos das EFPC, o sistema oferece taxas de administração e de carregamento menores, e as entidades devem ainda ter informações, simulador, transparência total. “É isso que o participante tem que buscar: transparência, eficiência e menor custo”, disse Luis Ricardo.

Ele enfatizou que há um debate constante para disseminação da cultura previdenciária e crescimento do setor, e nesse debate, a sociedade civil tem um papel importante como protagonista. “Se a gente juntar as iniciativas da sociedade civil com políticas públicas efetivas incentivando a formação de poupança previdenciária, vamos conseguir, sim, proteger o maior número de pessoas, e vamos deixar chegar a informação que a previdência complementar tem um papel de complementar a atuação do Estado, trazendo uma renda qualificada”, complementou Luis Ricardo.

A Semana ENEF se estende até o dia 29 de novembro, e o canal da Abrapp no YouTube ainda transmitirá mais duas lives da Secretaria de Previdência nos próximos dias: “A Importância dos Planos Privados de Caráter Previdenciário para o Brasileiro” no dia 25 de novembro, às 17h, com Jorge Pohlmann Nasser e Carlos Alberto de Paula, respectivamente Presidente e Diretor da Federação das Empresas de Previdência Aberta (FenaPrevi); e “Previdência privada para servidores públicos, entenda porque ela pode ser importante para você”, no dia 26 de novembro, às 17h, com a participação de Delubio Gomes Silva, Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, e Marcia Paim Romera, Coordenadora-Geral de Diretrizes e Normas de Previdência Complementar.

41º CBPP: Live Previdência é Coisa de Jovem pretende atrair público de até 1000 estudantes

41º CBPP: Live Previdência é Coisa de Jovem pretende atrair público de até 1000 estudantes

Uma das atrações do 41º Congresso Brasileiro da Previdência Privada deste ano será a palestra “Previdência é Coisa de Jovem”, que será realizada pela UniAbrapp na próxima terça-feira, 17 de novembro, às 15h30. A atividade será transmitida pela primeira vez no formato de “Live” direcionado para o público de estudantes do ensino médio e universidades. A palestra será ministrada pelo especialista da UniAbrapp Cristiano Verardo, que também é Diretor de Comunicação, Relacionamento e Seguridade da Vexty.

O evento é realizado pela segunda vez durante o evento em parceria com o CIEE – Centro de Integração Empresa Escola. A primeira vez ocorreu no Congresso de 2019, em São Paulo, com a participação presencial de cerca de 100 jovens. O formato de Live deste ano tem a capacidade de participação de até 1000 estudantes do Brasil inteiro. O CIEE tem a previsão de mobilizar cerca de 500 jovens. Além disso, a Abrapp e a UniAbrapp estão divulgando a palestra para escolas técnicas e universidades.

“Estamos muito animados em levar conhecimento e educação financeira e previdenciária para um grande público jovem. É uma atividade que tem o objetivo de promover a inclusão das novas gerações em nosso Congresso”, diz Luiz Paulo Brasizza, Diretor Presidente da UniAbrapp e Coordenador Geral do 41º CBPP.

Luís Ricardo Martins, Diretor Presidente da Abrapp também demonstra entusiasmo com a atividade. “Estamos trazendo a previdência para um novo mindset, para pessoas pensarem que quanto antes elas começarem a poupar, melhor”, comenta.

Brasizza reforça a importância que o público jovem tome contato com os temas de Previdência Complementar com o objetivo de formar uma nova consciência de valorização da poupança de longo prazo. Ele lembra também que os novos planos família estão promovendo a inclusão de público jovem através da adesão de filhos e netos de participantes.

Clique aqui para acessar a transmissão no Canal do YouTube da Abrapp no dia 17/11 às 15h30.

MyNews aborda planejamento, educação previdenciária e diferença entre planos patrocinados e instituídos

MyNews aborda planejamento, educação previdenciária e diferença entre planos patrocinados e instituídos

Regidia Frantz, Diretora Superintendente da Previsc, foi entrevistada no quadro Previdência para Todos do Almoço do MyNews desta quarta-feira, 4 de novembro, pelas jornalistas Mara Luquet e Myrian Clark, e abordou a importância do planejamento para uma renda segura no futuro; educação previdenciária e a diferença entre planos patrocinados e instituídos.

No início da entrevista, foi apresentada uma pesquisa do IBGE referente a 44 milhões de aposentados pelo INSS no Brasil mostrando que apenas 1% se mantém com o saldo da aposentadoria, enquanto 25% continuam trabalhando, 28% dependem de caridade, e 46% dependem de parentes. “Muitas pessoas, quando acabam se aposentando, continuam a trabalhar de alguma forma. Apenas 1% consegue sobreviver somente com sua renda e tem pessoas que dependem de caridade. É um cenário muito preocupante. A pessoa pode fazer a opção de trabalhar, mas que ela faça porque quer uma qualidade de vida melhor ou porque quer dar continuidade à atividade laboral, mas não por necessidade. O grande desafio que temos é reverter isso”, disse Regidia.

Ela destacou que não cabe mais falar em aposentadoria, e sim em renda futuro. “A pessoa ter um investimento na poupança ou na bolsa, mas previdência tem outro objetivo: de gerar uma renda no futuro”, disse. Entre os desafios do sistema apontados por ela está o total de pessoas que têm uma previdência complementar e quantas, de fato, tem um olhar sobre qual a renda que isso vai gerar. “A pessoa pode até ver o montante que ela tem, mas esse montante vai gerar quanto de renda? Outro desafio é fazer uma relação dessa renda com os gastos futuros”, disse, explicando que não basta projetar a renda futura, é preciso calcular quais serão as despesas no futuro, que devem ser acompanhadas e ajustadas ao longo do tempo.

Educação previdenciária – Ela destacou ainda a importância da pessoa mais jovem passar a pensar na previdência para o futuro. “A pessoa mais jovem tem muitas prioridades, mas se desde o início as pessoas começarem a se dar conta que às vezes é importante economizar um pouco, isso cria uma cultura de previdência. Isso é um grande desafio. Se a pessoa começa mais cedo, ela tem uma rentabilidade dos investimentos que auxilia muito esse processo”, disse. Além disso, Regidia aponta que o cenário ideal seria que a educação previdenciária ocorresse nas nas escolas. “Esse seria o melhor cenário para começar a virar uma questão cultural. Mas temos um grande um desafio nesse sentido”.

Planos instituídos – Regidia explicou a diferença entre planos patrocinados e instituídos, dizendo que sua entidade, a Previsc, conta com os dois tipos de planos. “Os planos patrocinados são oferecidos por empresas aos seus funcionários, com contrapartida contributiva da empresa. Já os planos instituídos estão mais voltados a planos familiares ou através de uma associação. No nosso caso, os trabalhadores da indústria de Santa Catarina e empresas de tecnologia podem participar desses planos. A diferença básica entre o plano patrocinado e os instituídos é que o instituído vem no sentido de ampliar o potencial de pessoas que poderiam aderir a um plano de previdência fechado, pois no modelo patrocinado é mais restrito, somente para quem é empregado de uma determinada empresa”, disse, reforçando que o leque da previdência complementar abriu muito com os planos instituídos.

Regidia reforçou que no plano patrocinado, há ajuda da empresa, enquanto no instituído, as contribuições são somente do participante. “A questão da educação financeira e previdenciária talvez seja muito mais importante nos planos instituídos”, explicou. Ela ressaltou que o mercado de trabalho está mudando, e por isso a questão do plano individual deve ganhar cada vez mais relevância. “Quando a gente pensa em futuro, as pessoas devem ter clareza sobre isso. Não dá mais para transferir tanto esse papel para o Estado. Essa conscientização é um desafio e uma necessidade cada vez maior”, complementou.

O quadro mostrou ainda dois depoimentos sobre os benefícios de se fazer um plano de previdência privada não somente para a pessoa, mas podendo estender aos familiares, complementando ainda os valores recebidos pelo INSS, que não são o suficiente para ter uma renda segura no futuro. “Ficou claro o quanto a previdência complementar dá respaldo necessário para aposentadoria”, disse Regidia. “Esses depoimentos são importantes para a gente disseminar a questão da previdência complementar”.

Sempre é tempo para começar – Regidia destacou que sempre é tempo para começar a formar a previdência, e os ajustes podem ser feitos no valor da contribuição de acordo com a proximidade de cada pessoa da aposentadoria. Ela reforçou que o setor de previdência complementar é extremamente regulamentado. “O risco é mais de acompanhamento sobre as reservas, e a pessoa deve ter claro qual expectativa que ela tem, o quanto precisa contribuir, olhando uma instituição que seja sólida, e fazendo o acompanhamento dos investimentos. Os planos instituídos também dão flexibilidade de definir qual perfil de investimentos ela quer, se é mais conservador ou mais arrojado”.

Assista à entrevista completa aqui (a partir do minuto 35:00). O quadro Previdência para Todos é fruto da parceria entre Abrapp e MyNews. A iniciativa tem por objetivo difundir o conhecimento sobre a previdência complementar fechada para o grande público e é transmitido semanalmente, sempre às quartas-feiras.

Guia auxilia patrocinadoras na elaboração de programas de preparação para aposentadoria de suas equipes

Guia auxilia patrocinadoras na elaboração de programas de preparação para aposentadoria de suas equipes

Foi lançado nesta quarta-feira, 21 de outubro, o Programa de Preparação para Aposentadoria, um Guia elaborado pela Comissão Técnica Centro-Norte de Estratégias e Criação de Valor da Abrapp. O Guia é direcionado aos RHs e lideranças das EFPC e suas patrocinadoras, e já havia sido divulgado no Encontro de Estratégias e Criação de Valor, sendo oficialmente lançado durante a live, transmitida pelo canal da Abrapp no YouTube e moderada pela coordenadora-suplente da comissão, Paolla Dantas.

Luís Ricardo Martins, Diretor Presidente da Abrapp, destacou que dentro do atual momento de reinvenção, a comunicação e, mais do que nunca, estratégia e criação de valor são fundamentais. “Temos no Guia um conjunto de ideias trazidas por técnicos para reflexão sobre um comportamento pós-período laboral baseado em casos práticos”, destacou. “Se inicia, nesse projeto, um grande auxílio para a montagem do programa de preparação para aposentadoria. E essa preparação precisa começar no início da fase laboral”, reforçou Luís Ricardo.

Rodrigo Sisnandes Pereira, Diretor Executivo e responsável pelo Colégio de Coordenadores de Estratégias e Criação de Valor da Abrapp, destacou que a preparação para aposentadoria está relacionada à longevidade. “Tudo depende da nossa preparação para uma jornada de vida com sustentabilidade. Precisamos trazer essa discussão para o nosso segmento; o conceito de sustentabilidade definido pela ONU é a capacidade de suprir as necessidades da geração atual sem comprometer as necessidades da geração futura, e isso deve ser discutido por nós”, disse. “Precisamos nos preparar para uma idade com aposentadoria com qualidade de vida. Estamos vivendo bem mais, isso é muito bom e tem que ser uma boa notícia para todo mundo” disse.

Programa de Preparação para Aposentadoria – Durante a live, Luciana Ribeiro, Coordenadora da Comissão Centro-Norte de Estratégias e Criação de Valor da Abrapp, explicou que o Guia tem como objetivo ser uma referência na elaboração de um programa de aposentadoria dentro das empresas, e foi elaborado com base no ciclo de vida do empregado, segregando ainda o momento de vida que cada pessoa está passando. “A pessoa que entra na empresa agora está em um momento diferente da pessoa que está na empresa há mais tempo”, disse Luciana, reiterando que a partir dessa separação foram criadas personas. “Isso ajuda a segregar as ações no momento que executamos os programas”.

Os três pilares trabalhados no guia são: relacionamento e emoções; saúde e bem-estar; e educação financeira. “Além disso, o Guia apresenta um conjunto de ações executáveis para que as patrocinadoras coloquem em prática, podemos ser adaptadas considerando um novo cenário em que as empresas estão atuando mais em home office”, reiterou Luciana Ribeiro.

Relacionamento, saúde e bem-estar – Andrea Tomasini membro da comissão e Gerente de Relacionamento com o Cliente na Fundação Ceres, explicou o tema de relacionamento e emoções, um dos tópicos abordados no Guia. Segundo ela, entre os desafios das empresas no tratamento de seus colaboradores atualmente está o relacionamento. “Diante de tantas mudanças do novo normal, quais a estratégias que podem ser adotadas pelas empresas para cultivar esse aspecto tão importante no ambiente profissional?”, questionou. Assim, o Guia aborda os aspectos da saúde mental física e financeira, agrupando as experiências da entidades de previdência da Regional Centro-Norte em ações de psicologia; desenvolvimento de projetos relacionados ao tema família; sobrenome corporativo; e ninho vazio.

Das ações propostas pelo Guia, Andrea explicou que algumas podem ser compartilhadas com todas as pessoas, mas há outras que são específicas para cada uma das personas, apresentando ainda cada uma das persons traçadas no programa. “Esse Guia é recomendado para pessoas que ajudam quem quer se planejar atuando como protagonistas para chegar bem no futuro. Não podemos desperdiçar essa oportunidade de viver bem por muitos anos”, ressaltou.

Marco Aurélio Weyne, membro da comissão e Gerente de Comunicação e Relacionamento do Postalis, apresentou a parte do Guia que trata de bem-estar na aposentadoria. “Nossa ideia é subsidiar e trazer novas ideias para que as áreas das empresas se sensibilizem para essa questão tão importante da preparação para aposentadoria de suas equipes”, disse. “O bem-estar, na nossa proposta, está focado na questão da aposentadoria, mas a ideia é que as empresas tenham um foco nesse tema como uma cultura de conscientização dos seus funcionários”, disse.

O tópico aborda, entre outras coisas, a questão da nutrição, atividades físicas, relacionamentos interpessoais, controle de estresse, etc. “Chamamos atenção ainda para a construção dessa cultura de se buscar, através de ações, a conscientização de suas equipes na questão do bem-estar”, explicou Marco Aurélio. “O Guia mostra que isso pode ser evidenciado pelas equipes de RH das companhias às suas equipes”, reiterou.

Educação financeira e previdenciária – Luciana Ceylão, membro da comissão e Coordenadora Administrativa da Fundação Regius, abordou a parte de educação financeira e previdenciária do Guia. “É fundamental a gente fomentar a cultura previdenciária e ajudar os colaboradores e patrocinadores, junto às suas equipes de RH, a estruturarem um programa como esse”, ressaltou. “Temos a premissa de preparar os funcionários desde o momento que eles chegam na empresa, visando a proteção social do empregado”.

Segundo Luciana Ceylão, a educação financeira e previdenciária é fundamental para levar os planos aos participantes junto às patrocinadoras e instituidoras. “O Guia traz algumas ações para mostrar ao empregado que, com planejamento e organização, é possível ele garantir uma renda adicional no futuro, e a preparação para aposentadoria é uma questão essencial para o planejamento familiar”. Luciana Ceylão reiterou que esse é um investimento de longo prazo e deve ser cuidado o quanto antes, proporcionando a segurança financeira necessária para uma aposentadoria tranquila.

Ela disse ainda que a ideia é que patrocinadores e instituidores desenvolvam planos ao longo da carreira dos profissionais, reciclando esse conhecimento. “Precisamos criar essa conscientização. Planejamento e esforço aliado ao trabalho é o caminho mais curto para se ter sucesso financeiro”, afirmou Luciana Ceylão, explicando as vantagens da previdência complementar nesse caminho, entre elas a formação de poupança com segurança, garantindo, na inatividade, um padrão de vida muito próximo ao da vida laboral.

Luciana reiterou que para as empresas, um plano de previdência é um benefício oferecido ao seu empregado. “Isso tem que estar, de alguma forma, dentro das ações de treinamento e de desenvolvimento dos empregados”, disse, reforçando que esse benefício ajuda na relação entre empregado e empresa, se tornando um diferencial e permitindo complementar renda. Para auxiliar nesse sentido, o programa separou sugestões de ações especificamente na área de educação financeira e previdenciária para cada persona traçada no Guia.

Novo olhar – Marisa Santoro Bravi, Secretária Executiva da CT Estratégias e Criação de Valor, reiterou que o Guia proporciona um novo e diferenciado olhar para o aprimoramento dos programas de preparação para aposentadoria. “Passamos a ver a necessidade do empregado em cada fase de sua vida, ajudando a promover o despertar para que ele possa construir seu futuro”, disse.

Segundo Marisa, o momento atual, de desafios e mudanças nas entidades, patrocinadoras e instituidoras, reforça a necessidade das pessoas. “Para abraçar esses desafios, o que move a roda para que a engrenagem ande são as pessoas”, ressaltou. “Esse evento propõe que cada um de nós realmente passe pela vida fazendo a diferença”, complementou Marisa.

Acesse o Guia por meio do QR Code abaixo:

Artigo: Educação financeira e previdenciária, sempre é hora de aprender! – Por *Danielle Cristine da Silva

Artigo: Educação financeira e previdenciária, sempre é hora de aprender! – Por *Danielle Cristine da Silva

Com muita frequência escuto frases do tipo: “o meu salário não sobra pra nada”, “vou ter que renegociar a fatura do meu cartão de crédito”, “tô farto de tanto boleto para pagar”, “não sei mais para quem pedir empréstimo”, e por aí vai. São tantas as lamúrias e dificuldades de algumas pessoas, que me obrigo a parar para escrever sobre o assunto.

A primeira reflexão que faço é a seguinte: crianças que vêm de famílias onde educação financeira é um assunto que se conversa em casa, são criadas com um diferencial que vai impactar favoravelmente em suas trajetórias. Comigo foi assim. Desde os meus primeiros anos de vida fui ensinada a olhar para o dinheiro como algo verdadeiramente “importante”. E hoje, agradeço a minha mãe por tão valoroso ensinamento. Ainda na infância, desejosa por uma Barbie, ganhava apenas as bonecas Susi, pois eram de preço inferior à famosa Barbie e, com isso, ia sendo ensinada que com a economia na compra, mais poderia sobrar para quando precisássemos para algo muito mais importante na família. Um pouco mais crescidinha, era orientada a ir ao mercado e procurar sempre o menor preço, pois assim minha mãe ia colocando no meu imaginário que, se eu poupasse, mais perto estaria das minhas tão sonhadas férias na praia, que era o que eu mais almejava naquele momento. A chegada da fada dos dentes, aquela que deixava dinheiro embaixo do travesseiro, era repetidamente usada com o viés de guardarmos aquele montão de cédulas para engordar o cofrinho e, no futuro, quebrá-lo para comprar um brinquedo bacana, ao invés do consumo imediato com picolés e balas. E assim, desde cedo fui aprendendo que o futuro confortável depende sempre de uma renúncia atual.

Outra reflexão: finanças não é matemática, é comportamento! Se você não aprendeu isto de casa, sempre é hora de aprender. Até a chegada da pandemia trazida pelo coronavírus, estávamos todos mergulhados num modelo de sociedade centrada no consumo. Um consumo que, gradativamente, se automatizou em nosso cotidiano e em nossa forma de vivermos juntos, uns com os outros. Por quantas vezes fomos conduzidos para uma compra que nem mesmo precisávamos verdadeiramente fazer? Ou que facilmente poderia ser substituída por algo que já tivéssemos ou que poderia ser reaproveitado? Você já refletiu sobre isto? Já fez as contas para ver financeiramente o quanto já gastou sem a menor necessidade? E o quanto aqueles gastos, desnecessários e dispensáveis, acabaram impedindo você de investir em qualidade de vida, como por exemplo ter um plano de saúde? Sem contar o imprevisto de uma demissão e você não ter nenhuma reserva financeira para fazer frente às necessidades de sua família. Por isso que digo que finanças é comportamento: o comportamento diário de pensar e refletir que aquilo que fazemos hoje é o resultado do amanhã.

E a terceira e última reflexão: Quanto mais cedo você começar a poupar, maior será a sua reserva financeira no futuro! Agora aquela perguntinha básica pra tirar você da sua zona de conforto: Já mudou ou vai mudar os seus hábitos de consumo? A pandemia está forçando você a entender isso? Escolha os legados positivos da crise que estamos vivendo e passe a aplicá-los em sua “nova vida”. É hora de qualificar os seus gastos. Investir em um plano de previdência complementar é uma boa forma de fazer isto. Poupar se tornou uma imposição, faça isso agora. Você muda hoje. E a sua aposentadoria agradece.

*Danielle Cristine da Silva é servidora pública do Estado do RS e Diretora-Presidente da Fundação RS-Prev

(As opiniões e conceitos emitidos no texto acima não refletem, necessariamente, o posicionamento do 
Grupo Abrapp a respeito do tema, sendo seu conteúdo de
 responsabilidade do autor)

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