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Giro das Associadas: Funpresp-Exe, Prevcom, Capef e Petros

Funpresp-Exe seleciona fundos habilitados a operacionalizar perfis – A Funpresp-Exe abriu consulta pública para selecionar gestores que operacionalizem os Perfis de Investimentos da entidade. A ideia é compor Fundos de Investimentos Renda Fixa Crédito Privado, abertos e exclusivos, que se unirão aos fundos já habilitados a administrar os recursos da fundação. Com isso, a entidade espera diversificar ainda mais seus investimentos.

O processo de seleção do gestor será formado por uma etapa de avaliação técnica e outra etapa de preços. A última será uma combinação entre as taxas máximas de administração e a respectiva taxa de performance. As duas etapas terão caráter classificatório. O gestor selecionado terá mandato para constituição de um fundo de baixo risco de crédito, tendo como benchmark o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) + 5% a.a. Atualmente, 18 fundos de investimento estão habilitados a gerenciar as carteiras da Funpresp-Exe, todos selecionados por meio de edital de licitação antes da implantação dos Perfis de Investimentos, no início de 2020.

A Funpresp-Exe está recebendo sugestões ao edital até o dia 28 de janeiro no e-mail licitacao@funpresp.com.br. Após análise das sugestões e solicitações, as manifestações da entidade serão divulgadas em seu site.

 

Rentabilidade da Prevcom em 2020 foi de 8,84% – A carteira de investimentos da Fundação de Previdência Complementar do Estado de são Paulo (Prevcom) acumulou 8,84% de rentabilidade em 2020, se posicionando acima de ativos de referência como o CDI, que chegou a 2,76%, dos 2,09% da Poupança e os 4,52% da inflação. O ganho apurado em 12 meses ficou apenas 0,21% abaixo do alvo de 9,05%, calculado com base na variação do IPCA + 4%

O resultado é considerado expressivo em um ano marcado por tensões globais e períodos críticos de instabilidade. A sustentação das posições em renda variável e aplicações no exterior, que correspondem a 13% do capital aplicado, além da diversificação de ativos contribuíram para a performance diante da conjuntura difícil.

No ano passado, a fundação agregou ao patrimônio R$ 350 milhões em contribuições mensais, aportes extras e portabilidade dos participantes, contribuições paritárias dos patrocinadores e rendimentos. Os recursos elevaram para R$ 1,75 bilhão o valor acumulado de janeiro a dezembro na carteira administrada pela instituição.

 

Planos da Capef superam metas – O Plano BD da Capef acumulou em 2020 um retorno de 15,11%, acima da meta atuarial de 11,25%. Já o Plano CV I rentabilizou, em 2020, 9,77%, também acima da meta de 9,74%. Para Jurandir Mesquita, Diretor Presidente da entidade, o ano de 2020 foi eminentemente desafiador, seja pelo novo cenário com reduções fortes de taxas de juros, seja pela volatilidade que a pandemia causou nos mercados. “Os resultados de superação das metas atuariais em ambos os planos são reflexos principalmente de duas estratégias: uma de longo prazo, que foi implementada há mais de 10 anos com a alocação em títulos públicos com taxas elevadas, e outra de curto prazo com novas alocações em segmentos de maior risco e de maior retorno”, diz.

Marcos Miranda, Diretor de Administração e Investimentos, reitera que no início da crise, no ano passado, a entidade fez a manutenção de uma liquidez adequada em ambos os planos, com recursos suficientes para honrar os compromissos de pagamento de benefícios aos participantes, sem necessidade de venda de ativos, portanto sem ter que incorrer em realização de perdas.

Assim, a Capef passou pelas do mercado e, à medida que o mercado retomava, o Comitê de Investimentos adotou estratégias para ampliar a diversificação, com alocações em segmentos que proporcionassem maior retorno. “Claro, não podemos deixar de mencionar a contribuição do segmento renda fixa de ambos os planos, cuja estratégia de longo prazo já remonta há um bom tempo, com investimentos em títulos públicos federais com taxas de juros que, na média, superam as respectivas metas atuariais”, destaca.

 

Projeções da Petros marcam posição no ranking Top 5 do Banco Central – As projeções macroeconômicas da Petros continuam marcando posição no ranking Top 5 do Banco Central – que reúne seleto grupo formado por grandes instituições, como bancos, gestoras (assets) e consultorias especializadas em projeções macroeconômicas que participam do Boletim Focus – passando a ocupar também o Prisma Fiscal do Ministério da Economia – pesquisa mensal sobre as contas públicas, com a participação de diversas instituições financeiras e consultorias.

Além disso, a entidade contribui ativamente com as projeções da FocusEconomics, do Broadcast e da Bloomberg, que atuam neste segmento do mercado financeiro, para diversos indicadores econômicos. Neste mês, a Petros ficou em terceiro lugar no ranking Top 5 do Banco Central nas projeções do IGP-M de curto prazo. Considerando as projeções em 2020, a entidade ocupou constantemente o primeiro quartil (25%) entre as instituições com maior acurácia nos seguintes indicadores: IPCA, IGP-M, taxa de câmbio e taxa Selic, com posição de destaque entre os cerca de 140 participantes do Boletim Focus.

No Prisma Fiscal do Ministério da Economia, a Petros aparece três vezes no ranking que apurou a projeção para Despesa Total do Governo Central, do primeiro semestre de 2020 e, depois, nos períodos de fevereiro a julho de 2020 e de março a agosto de 2020. No ranking da Bloomberg, a Petros se destaca nas projeções de IPCA com seis aparições: IPCA mensal para agosto (5º lugar) e setembro (4º lugar) e IPCA interanual para agosto (3º lugar), setembro (3º lugar), outubro (5º lugar) e novembro (5º lugar).

Lançamento do livro “Revolucionando os Conselhos dos Fundos de Pensão”

Lançamento do livro “Revolucionando os Conselhos dos Fundos de Pensão”

O livro “Revolucionando os Conselhos dos Fundos de Pensão”, de Eder Carvalhaes da Costa e Silva, está disponível para venda e trata da responsabilidade dos Conselhos, como instância máxima dos fundos de pensão, assegurar o cumprimento de sua missão de garantir renda e proteção aos seus participantes, além de atuar como grande indutor de desenvolvimento do país.

“Para cumprir essas missões é de fundamental importância praticar e acompanhar a evolução dos conceitos de governança corporativa. Obras como Revolucionando os Conselhos dos Fundos de Pensão se traduzem em importantes instrumentos para esses conselhos”, diz Sérgio Nabas, Presidente do Conselho da Vivest, na descrição do livro.

Especialista da UniAbrapp, Eder Carvalhaes da Costa e Silva tem vasta experiência em M&A de empresas e fundos de pensão, além de ter participado de inúmeros projetos de due diligence. Graduado em Ciências Atuariais pela UFRJ, possui Mestrado Profissional em Administração pela FGV e Pós-Graduação em Propaganda & Marketing pela ESPM. É certificado pelo ICSS, Conselheiro Independente formado pelo IBGC e membro do IBA.

Giro das Associadas: Viva Previdência, Fusan e Prevcom

Viva Previdência encerra 2020 com resultados positivos – Apesar dos desafios do ano de 2020 para as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) devido aos impactos diretos nos investimentos provocados pela pandemia de COVID-19, a Viva Previdência manteve estratégias de investimento que conseguiram suportar as flutuações de mercado, fechando o ano com resultados positivos.

Em dezembro de 2020, a carteira do plano Viva Empresarial obteve retorno positivo de 2,93%, desempenho acima da meta referencial de 1,81%. O segmento de renda fixa obteve valorização de 1,59%. No ano, a rentabilidade foi de 3,32%. No segmento de renda variável, a carteira valorizou 8,26% no mês, enquanto no ano, a carteira valorizou 2,18%. “Mantivemos a carteira diversificada como ótima estratégia de alocação”, avalia o Gerente de Investimentos da Viva, Adriano Suzarte.

No mesmo mês, a rentabilidade das aplicações do plano Viva Futuro, plano família da entidade, foi de 0,92%, acima da meta referencial de 110% do CDI, que ficou em 0,18%. No ano, a carteira consolidada registrou resultado positivo de 4,58%, acima da meta de 2,90%. O segmento de renda fixa obteve retorno de 0,17% no mês de dezembro, e no ano, o retorno acumulado do segmento foi de 2,59%. O plano teve desempenho positivo também na renda variável, com 8,39% no último mês do ano e 9,51% no acumulado de 2020.

Já a carteira consolidada do plano Viva Pecúlio valorizou 2,40% em dezembro, acima da meta atuarial de 1,80% no mês. No ano, a rentabilidade foi de 4,85%, abaixo da meta atuarial, que foi de 9,73%, mas 176% superior ao CDI (2,76%). O segmento de renda fixa obteve rentabilidade de 1,01% no mesmo período e de 6,79% no ano. No segmento de renda variável, a carteira valorizou 8,20% no mês, e no ano acumulou alta de 1,91%, ficando abaixo do Ibovespa.

 

Plano família da Fusan alcança R$ 6 milhões em patrimônio – O Viva Mais Previdência, plano família da Fusan, ultrapassou R$ 6 milhões de patrimônio. Lançado há um ano, o plano já conta com aproximadamente 700 participantes e continua conquistando os saneparianos e seus familiares por ser um plano flexível e digital.

 

Aportes extras à Prevcom crescem 12% em 2020 – Os participantes dos planos da Fundação de Previdência Complementar do Estado de São Paulo (Prevcom) transferiram R$ 7,55 milhões em contribuições voluntárias à carteira de investimentos. Deste total, cerca de 50% correspondem ao resultado do último mês de 2020. O valor apurado em 12 meses registra crescimento de 12% em relação aos R$ 6,70 milhões do ano anterior.

Em dezembro de 2020, as transferências foram de R$ 3,75 milhões, valor seis vezes maior que os R$ 598 mil do mês anterior. A entidade realiza campanhas de incentivo e premia os três participantes responsáveis pelas maiores contribuições voluntárias e portabilidade. Em um período atípico de pandemia, a ação “Decole com a Prevcom”, que encerrará a fase de apuração em 20 de janeiro, foi integrada ao conjunto de iniciativas e recomendações de prevenção promovidas pela instituição.

Plano Família da Fundação Copel alcança 4,2 mil participantes em 3 anos e segue em ascensão com dois novos instituidores

Plano Família da Fundação Copel alcança 4,2 mil participantes em 3 anos e segue em ascensão com dois novos instituidores

Lançado em dezembro de 2017, o Plano Família da Fundação Copel completou 3 anos no final do ano passado e atingiu a marca de 4,2 mil participantes – número que era esperado apenas no quinto ano de funcionamento do plano. Com R$ 60 milhões em patrimônio, o plano superou também as expectativas em termos de arrecadação, sendo que a projeção era de um volume de R$ 20 milhões em 5 anos. O sucesso do plano garante perenidade à entidade, que acaba de ter a aprovação da Previc para formar convênio com dois novos instituidores deste plano: o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) e a Associação Comercial do Paraná (ACP).

Em entrevista ao Blog Abrapp em Foco, o Presidente da Fundação Copel, Marcos Domakoski, destacou que o lançamento do plano família foi uma quebra de paradigma diante de um cenário em que os planos de previdência, em especial os patrocinados, passavam por um ponto de inflexão. “Na maioria dos planos patrocinados atrelados a grandes empresas, muitas delas estatais, no início a adesão era crescente, praticamente de 100% dos funcionários. Todo mundo que passava em concursos nas estatais naturalmente aderia ao plano patrocinado visto que o empregador contribui com 50% do valor. Com as revoluções que estão acontecendo, busca por produtividade permanente, revoluções tecnológicas, as patrocinadoras estão fazendo demissões voluntárias e enxugando sua força de trabalho. Naturalmente, a gente já vinha experimentando um decréscimo dos planos patrocinados”, conta.

Domakoski ressalta que a Fundação Copel chegou a ter 22 mil participantes e hoje soma 17,5 mil, sendo mais de 8 mil ativos, cerca de 7 mil aposentados e pouco mais de 1,5 mil pensionistas, administrando, assim, um patrimônio total de R$ 12 bilhões. “Foi uma surpresa agradável ter conseguido em 3 anos atingir a quantidade de participantes estimada para 5 anos no Plano Família, além de termos multiplicado o volume de recursos. O dado mais recente é que hoje os planos família no Brasil administram R$ 210 milhões, o que significa que estamos com 25% desse volume”, reitera. “Basicamente, o plano familiar oxigenou bastante nossa entidade, o que garante a perenidade para fazer frente ao aumento da longevidade e qualidade de vida dos nossos participantes”.

Com a entrada dos novos instituidores,o potencial de crescimento é ainda maior, já que o IEP possui mais 4 mil associados, enquanto a ACP conta com 12 mil empresas associadas que representam 18 mil estabelecimentos. “Isso nos dá um universo aproximado de mais de 100 mil pessoas”, destaca Domakoski.

Atratividade – O Presidente da Fundação Copel destaca a importância da criação do plano para perenidade das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC). “Foi uma estratégia importante, pois queremos continuar crescendo. E para continuar crescendo não há outra alternativa senão utilizar a credibilidade que nós temos”. Ele diz ainda que com a queda da confiança na previdência pública e suas incertezas, existe um campo amplo para ser explorado com alguns grandes desafios para as EFPC. “Estamos acostumados a receber participantes, e a partir do plano família tivemos que aprender a vender planos de previdência com uma área comercial, que até então não existia”.

Segundo Domakoski, a confiança que os participantes detêm na governança da entidade dá maior credibilidade para que novos entrantes, que não têm tanta aproximação com a fundação, façam adesão ao plano de maneira segura. “Temos pontos fortes, uma taxa de administração muito baixa, pois não visamos lucro, e nos últimos dois anos entregamos ao plano família 40% de rentabilidade nominal. Além disso, temos uma governança cada vez mais robusta”, ressalta.

A Fundação Copel conta ainda com mais um atrativo aos participantes, que é o PrevCash, programa de consumo consciente onde parte dos gastos vai para o fundo previdenciário. “Temos uma rede bastante expressiva de parceiros entre restaurantes, postos de gasolina, estabelecimentos comerciais e vários setores, dando desconto para o consumidor, e o valor desse desconto é transferido para o plano de previdência. Com a entrada da ACP entre nossos instituidores, estamos falando de 18 mil estabelecimentos que poderão ter acesso a essa parceria do PrevCash, intensificando o volume de clientes nos seus estabelecimentos, vendendo mais e com desconto, e quem vai comprar aumenta a sua poupança previdenciária”.

Próximos passos – A divulgação do Plano Família para os novos instituidores iniciará a partir de fevereiro, o que contará com um trabalho bastante árduo de educação financeira por parte da entidade, segundo Marcos Domakoski. “Quando você vai para essas associações, há uma oferta de educação financeira através de palestras para dar conhecimento a todo esse público e depois treinar equipes para que possam fazer abordagens e trazer o maior número possível de participantes ao nosso plano”, destaca.

A ideia da Fundação Copel é seguir expandindo o alcance de seu Plano Família, e a entidade já está em conversas com outras instituições da área empresarial que demonstram interesse em estudar a possibilidade de adesão. “Ainda está no terreno de estudos”, reforça Domakoski. “A nossa estratégia bem definida e clara é buscar novas instituições para ampliar a nossa massa e o volume de dinheiro administrado, proporcionando nosso benefício para um número maior de pessoas”, complementa.

Entrevista: Prevcom completa 9 anos e consolida modelo de administração de planos para entes federativos

Entrevista: Prevcom completa 9 anos e consolida modelo de administração de planos para entes federativos

No dia 22 de dezembro de 2011, a Lei nº 14.653 instituía o regime de previdência complementar do Estado de São Paulo, autorizando, assim, a criação da Prevcom. Surgia a primeira Entidade Fechada de Previdência Complementar (EFPC) para administrar planos de benefícios para servidores públicos no país. Após 9 anos, a Prevcom conta com 36,8 mil participantes e R$ 1,7 bilhão em patrimônio (dados de novembro).

A Prevcom administra planos de servidores públicos de quatro estados – São Paulo, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – e de sete municípios – Birigui, Jales, Osasco, Guarulhos, Louveira, Ribeirão Preto e Santa Fé do Sul –, além da capital paulista. “O modelo implantado pela entidade serve de referência para vários entes federativos e é replicado por diversas administrações”, diz Carlos Henrique Flory, Diretor Presidente da Prevcom, em entrevista ao Blog Abrapp em Foco

No aniversário da entidade, Flory conta a trajetória da Prevcom, os desafios e as perspectivas para o segmento de previdência complementar dos servidores públicos daqui para frente:

Trajetória

Segundo Flory, em 2011, o governo paulista se antecipou no enfrentamento de um dos mais graves desafios da administração pública, que é o déficit previdenciário, com a aprovação da Lei que criou a Prevcom, antes mesmo da obrigatoriedade estabelecida recentemente pelo governo federal através da Emenda Constitucional nº 103. “O estado de São Paulo tem a dimensão de um país e problemas proporcionais. A folha de pagamentos de inativos é a que mais pesa no orçamento da maioria de estados e municípios e diminui drasticamente a capacidade de investimento”. 

Ele destaca que a Prevcom se instalou como o fator de sustentabilidade do sistema e de redução da pressão das despesas previdenciárias sobre o Tesouro Estadual no longo prazo. “Desta forma, ela garante ao servidor a condição de receber salários durante sua aposentadoria, com os ganhos extras da previdência complementar”, diz. 

Crescimento

Flory aponta que o crescimento da Prevcom ocorreu na medida em que os servidores estaduais compreenderam o funcionamento e as vantagens da previdência complementar. Assim, a entidade saiu de 6,7 mil participantes em 2013 para 16,2 mil no ano seguinte com a entrada de diversos órgãos no sistema, principalmente as universidades. “Como ninguém chega ao longo prazo sem superar o curto prazo, criamos tudo em meio à maior crise econômica que o Brasil já teve, com retração de -3,55% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, seguida de queda de -3,31% em 2016 e crescimento de apenas +1,06% em 2017”, lembra Flory. 

Nesse contexto, as adesões receberam um impulso após a sanção da Lei nº 16.391, em 2017, que autorizou os antigos servidores a se inscreverem na previdência complementar estadual, sem a contrapartida do Estado. “Após esta abertura, registramos uma evolução de 21,3 mil para 27 mil já no ano seguinte, chegando até os 36,8 mil participantes atuais. Neste período, foram realizadas transferências de renda aos servidores por meio de cortes sucessivos de taxas de carregamento até sua eliminação, o que favorece os participantes que têm acesso aos planos com este encargo zerado”, destaca. 

O patrimônio da Prevcom também evoluiu com a entrada de novos inscritos, além das contribuições voluntárias, portabilidade, contrapartida estadual e resultados consistentes de rentabilidade. “Estes componentes fizeram com que saltássemos de R$ 29,2 milhões em 2013 para R$ 176,3 milhões em 2014, atingindo mais que o dobro de patrimônio em 2015, que encerrou com R$ 389,7 milhões”, conta Flory.

A marca de R$ 1 bilhão foi alcançada pela Prevcom em setembro de 2018, com expansão permanente até o R$ 1,7 bilhão atingido em novembro deste ano. “O desempenho se deve à gestão eficiente, executada com base nas boas práticas do mercado, e ao retorno positivo das aplicações que atingiram os objetivos ao longo do tempo”, destaca o Diretor Presidente da entidade. 

Convênios com outros estados

Em 2017, a Prevcom recebeu a autorização legal para gerenciar planos de previdência complementar de outros entes federativos. “A experiência da entidade passou a interessar a vários estados e municípios sem capacidade financeira para montar suas próprias fundações. O fator principal era o custo de manutenção”, diz Flory.  

Segundo ele, sem massa suficiente para dar sustentação a uma entidade deste tipo, a adesão de outros entes a uma estrutura consolidada parecia a melhor solução, e assim o primeiro estado a entrar em negociações efetivas com a Prevcom foi Rondônia. “O ex-governador Confúcio Moura foi um dos primeiros mandatários a compreender que a associação a uma estrutura pronta seria o melhor caminho para a administração pública de seu estado. Assim, ele veio a São Paulo conhecer a Prevcom e toda a diretoria”, lembra Flory. 

Rondônia firmou convênio com a Prevcom em 2018 com a criação do plano PREVCOM RO, que conta com 334 participantes e patrimônio acumulado de R$ 1,2 milhão. “O plano rondoniense abriu caminho para expansão da competência da Prevcom e fez com que as negociações ganhassem musculatura em diversas frentes”, destaca o Diretor Presidente da Fundação. 

Atualmente, a Prevcom administra os planos exclusivos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do município de São Paulo que, por sua complexidade e porte, requisitava um sistema próprio. 

 Prevcom Multi

 A expansão da Prevcom continuou com a administração de planos para municípios. Assim, foi criado o Prevcom Multi, plano multipatrocinado que coloca a entidade como parceira dos prefeitos na missão de implantar o regime de previdência complementar. “Em São Paulo, com seus 645 municípios, pela quantidade e perfil diversificado de prefeituras, vimos que justificaria a montagem de um plano que abrigasse vários entes federativos em uma estrutura única, sem o ônus de criar uma fundação, sistemas informatizados e equipes especializadas. A concepção do Prevcom Multi se baseia nesta equação”, conta Flory. 

A Previc aprovou o regulamento do Prevcom Multi em outubro de 2018 e publicou na mesma Portaria a adesão da cidade de Birigui, primeiro município a integrar o sistema multipatrocinado, seguida por Jales, Osasco, Guarulhos, Louveira, Ribeirão Preto e Santa Fé do Sul. “Em pouco tempo de atividade, o Prevcom Multi atingiu o patamar de viabilidade e conta com 1,2 mil participantes e R$ 6,1 milhões em patrimônio”, diz Flory. 

Novas adesões

Segundo Flory, o potencial de crescimento da Prevcom permanece em alta, com negociações de convênios de adesão cada vez mais sólidas com os governos de estados do Acre, Goiás e Pará, além de uma série de cidades que mantém tratativas com a entidade, como é o caso de Araçatuba, Itapecerica da Serra, Piracicaba, Rubinéia, Santos, Sertãozinho, São João da Boa Vista, São José dos Campos e Lins. 

Ele diz ainda que em contatos recentes com representantes dos municípios de Nova Andradina e Maracaju, de Mato Grosso do Sul, houve manifestação de interesse em conhecer a fundação e seus planos. “Vale lembrar que a partir de 1º de janeiro de 2021, milhares de prefeitos tomam posse em seus cargos e uma das tarefas que os aguarda no primeiro ano de mandato é a implantação da previdência complementar, cujo prazo dado pela reforma da previdência vence em novembro de 2021. Neste caso, o Prevcom Multi se apresenta como uma escolha viável para as administrações municipais”, destaca Flory.  

Harmonização entre abertas e fechadas

A reforma da previdência prevê a possibilidade de entidades abertas de previdência complementar ofertarem planos de previdência para servidores públicos. Para isso, são discutidos dois projetos de lei para a harmonização das diferenças entre as entidades abertas e fechadas de previdência complementar e a regulamentação da entrada das abertas na previdência complementar do servidor público. “As entidades abertas terão de se adaptar a um outro mundo, com regras iguais de concorrência”, diz Flory. 

Para ele, o benefício que a Prevcom carrega nesse sentido é de ter uma história construída na gestão previdenciária do servidor público. “Temos um perfil de governança que permite, inclusive, que os participantes atuem na administração dos planos, além da especialização formada nestes 9 anos”. 

 Rentabilidade 

Em meio a um ano tão difícil e desafiador para todo o setor de previdência complementar, a Prevcom conseguiu se recuperar, obtendo boa rentabilidade em 2020. A carteira de investimentos da entidade fechou o mês de novembro com 6,79% de retorno no acumulado do ano. Os relatórios mensais trazem também cálculos de rendimento desde o início do funcionamento da fundação, mostrando o desempenho no longo prazo. 

Considerando o demonstrativo mais recente, de novembro, o servidor com salário acima do teto constitucional, de R$ 6,1 mil, e que fez sua primeira aplicação em 2013, viu seu aporte dobrar com a contrapartida do governo estadual e render 131,28% até 2020. “Esta performance se explica tanto pelo longo período de alta dos títulos públicos como pelo acerto da diversificação de investimentos, que se tornou mandatória com Selic a 2% ano a ano e inflação em queda”, explica Flory. 

 Ele discorre ainda sobre a estratégia de investimentos adotada durante a crise sanitária de COVID-19, que impactou duramente o mercado em fevereiro e março. “Nossa estratégia deu o retorno esperado. Mantivemos nosso posicionamento confiantes que o mercado de capitais iria devolver, como de fato ocorreu, as perdas do primeiro trimestre. A escolha por nichos rentáveis, como ações de empresas de tecnologia, em ativos no exterior e fundos que surgiram durante a pandemia, com rentabilidade adequada a planos previdenciários de longo prazo, completaram o portfólio”, destaca. Assim, em cinco meses seguidos, de abril a agosto, a Prevcom obteve rentabilidade em alta, com uma leve queda em setembro, retornando à sequência positiva nos dois últimos meses. 

Pandemia

Diante da crise de COVID-19, as tensões globais, a volatilidade dos mercados e a falta de soluções imediatas recomendavam calma e manutenção das posições, principalmente em ativos de venda variável, conforme explica Flory, mas com a vantagem dos planos de previdência serem investimentos de longo prazo, capazes de superar bruscas oscilações conjunturais. “Esses foram os nossos maiores aliados na fase crítica, além da intensa comunicação com os participantes”, diz. 

Segundo ele, a crise também levou à entidade oportunidades de compras de ativos que reverteram bons resultados, como é o caso das empresas de tecnologia, entre as quais se destacam os bancos digitais, e fundos criados por grandes bancos de primeira linha em busca de liquidez. “A confiança na diversificação e a seleção de bons nichos de mercado deram o retorno esperado”, conta Flory. 

Não apenas nos investimentos se concentraram os esforços da Prevcom em meio à pandemia. Nesse período de instabilidade, o cuidado com as pessoas foi fundamental, e a fundação entrou em quarentena no dia 23 de março, adaptando as equipes e os sistemas ao home office com agilidade. “Os resultados apurados até o momento apontam para a possibilidade de manutenção do regime de trabalho remoto, com períodos curtos de operação presencial sempre que necessário”, diz Flory. 

Além disso, a Prevcom seguiu tomando providências para proteger os funcionários com a vacinação contra os vírus Influenza A e Influenza B, recomendada no início da crise sanitária, e realizou duas baterias de testes para COVID-19. “Em 23 de dezembro completamos 9 meses de quarentena com segurança, em pleno funcionamento”, destaca o Diretor Presidente da entidade.

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