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Diversificação em renda variável e vantagens do Pix pautam discussões do primeiro dia de Seminário

Diversificação em renda variável e vantagens do Pix pautam discussões do primeiro dia de Seminário

A parte da tarde do primeiro dia do 9º Seminário Gestão de Investimentos nas EFPC trouxe uma discussão de extrema relevância diante do momento atual de busca por maior diversificação dos portfólios das fundações. Com 700 participantes, o evento online e ao vivo iniciou nesta quinta-feira 15 de outubro. Confira a palestra de abertura e os primeiros painéis do dia.

Diversificação em Renda Variável

Lucas Ferraz Nóbrega, Diretor Presidente da Fundação Libertas, moderou o painel que tratou Estratégias para Diversificação em Renda Variável, composto por gestores especializados que destacaram diferentes estratégias de alocação de investimentos no segmento. No painel, Alexandre Sabanai, Gestor dos Fundos de Ações da Perfin Asset Management, abordou as as perspectivas para o índice Bovespa, destacando o período de crise devido à pandemia de COVID-19 e já as perspectivas de recuperação. “Passamos meses atípicos este ano, entre março e abril, mas tivemos um retorno surpreendente nessa retomada devido a um processo de injeção de liquidez global e de expansão monetária ao longo da principais economias desenvolvidas”.

No Brasil, Sabanai citou o processo de endividamento para que se pudesse dispor de liquidez e propiciar, tanto às pessoas físicas quanto jurídicas uma espécie de expansão monetária vinda de um lado de maior endividamento do governo. “De certa forma, temos o lado negativo, que é o fiscal, mas tem o lado positivo, que trouxe um colchão de liquidez para que muitas das pequenas e médias empresas não quebrassem. Essa liquidez é um pilar importante”.

A expectativa de normalização da atividade, conforme se tenha a disponibilidade de uma vacina, levou ao mercado um ponto relevante que precifica os ativos, destacou Sabanai. “Além disso, temos as eleições americanas e, passando as eleições, o grande pilar de importância se dará em relação à guerra comercial entre Estados Unidos e China, que deixou de ficar no radar devido à pandemia, mas deve voltar a ser discutido”. Ele destacou que houve uma perspectiva de um cenário mais conservador para a bolsa brasileira nesse período, e esse cenário permanece em torno dos 120 mil pontos, e não mais do que isso. “Vemos dois setores com peso grande no índice Bovespa, com riscos razoáveis: o setor de bancos, que representa praticamente 30% do índice; e o de commodities, que tem um peso de 25% no índice. Os demais setores compõem um bloco mais otimista”, destacou.

Segundo Sabanai, há ainda dois novos fatores de análise de risco na bolsa, incorporados no final de 2018, ligados aos aspectos sociais e ambientais, compondo o índice ASG e se tornando mais explicitados junto à governança. “Passamos a dar notas relacionadas a esses itens”, disse. “Temos um bom processo de screening desses critérios incorporados”. Ele salientou que os aspetos ASG devem ser olhados de forma mais ampla, incluindo iniciativas nas gestoras, destacando as ações que a Perfin realiza dentro desses aspectos. “O ASG deve fugir um pouco do óbvio, olhando as iniciativas que as próprias gestoras estão tomando”.

Fatores – Em seguida, Rodrigo Pereira Maranhão, Sócio e Gestor da Kadima Asset Management, abordou o investimento em fatores, ou factor investing. “Fatores são características que, no longo prazo, explicam, pelo menos parcialmente, a diferença de retornos entre ativos, no caso, ações, de longo prazo. Assim, você pode gerar retornos acima do benchmark no longo prazo. São comuns as evidências que os fatores funcionam no mundo inteiro”, destacou.

Segundo ele, há uma série de fatores tendendo a remunerar o investidor no longo prazo, e no factor investing o papel do gestor é gerar essa exposição de forma sistemática. “É possível dividir as ações em grupos sob a métrica de fatores e medir o resultado no longo prazo. Os quatro grandes tipos de fatores são momento, valor, risco e qualidade”, disse Rodrigo, ressaltando que é importante tomar cuidado com a sobreposição de fatores. “Temos muitas possibilidade de combinar fatores, avaliando qual momento do ciclo econômico se deve entrar, tentando mapear qual fator vai performar melhor no futuro e tentando encontrar uma asset allocation efetiva entre os fatores”.

Em alguns momentos, Rodrigo explicou que um fator que tem o melhor retorno pode ter um risco muito grande. “Quando temos uma exposição alvo, tentamos minimizar os riscos colocando pesos entre fatores. Tendo calculada a exposição de cada fator, podemos otimizar a carteira de forma a minimizar os riscos que no longo prazo não vão gerar retorno extra, mas ao mesmo tempo, ter uma exposição-alvo a riscos que me remuneram no longo prazo”, destacou.

Nova economia – Iniciando uma abordagem sobe nova economia, Pablo Riveroll, Head de Gestão de Renda Variável Brasil e Latam da Schroders, falou sobre a velha e a nova bolsa brasileira dentro de um viés ASG e quantitativo. “Falarei de três pontos são parte dos nossos processos de investimentos e essenciais. O primeiro deles é a nova economia”. Segundo ele, a nova economia gera crescimento, impacto, lucratividade e sustentabilidade, empresas inovadoras estão mudando a forma de consumo no Brasil.

“Dentro desse grupo de nova economia, temos ainda saúde a custos mais acessíveis, acesso a internet a saneamento, e muitas empresas estão retirando barreiras de entrada de novos negócios para diminuir preços. Muitos modelos de negócios no Brasil tem um dinamismo forte, mas é importante saber selecioná-los e investir”, destacou Riveroll. Ele ressaltou que na bolsa brasileira há uma exposição pequena a essa nova economia.

Segundo ele, com o uso big data, ou análise de dados, há maior convicção em relação às teses de investimento. “O acesso a dados é fundamental competitivamente entre os gestores”. No modelo quantitativo de alocação e controle de risco, Riveroll demonstrou como são selecionados países, por exemplo, na composição do portfólio de um fundo de investimento. “Em vez de otimização, é usada uma abordagem de alocação simples, do pior para o melhor”.

Na abordagem ASG em escala global, a visão de Riveroll sobre sustentabilidade está direcionada a retornos. “Buscamos boa gestão e bons fundamentos do negócio usando duas ferramentas principais: a primeira incorpora todos os dados em termos de relatórios e mede controvérsias; e a outra faz uma análise de portfólios que incorpora custos e benefícios gerados para a economia”, complementou.

Pix e Revolução nos Meios de Pagamento

O último painel do dia contou com uma apresentação sobre um tema que está em pauta no momento, diante da avalanche de inovações nos meios de pagamento do Brasil: o Pix. “O processo de pagamentos faz parte do dia a dia das entidades e dos participantes, e isso impacta diretamente nosso sistema”, disse Luiz Paulo Brasizza, Diretor de Investimentos da Volkswagen Previdência Privada e Diretor Vice-Presidente da Abrapp, moderador o painel. “Temos que tratar isso inclusive pensando na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), pois trataremos de dados extremamente importantes”, destacou. “Certamente teremos que adequar nosso sistemas à essa nova realidade”, ressaltou Brasizza.

Angelo J. Mont’alverne Duarte, Chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, destacou todo o processo de mudança do sistema financeiro até se chegar no Pix, que é um projeto do BC junto ao setor privado. “O Banco Central iniciou, recentemente uma série de projetos que estão ficando maduros nesses últimos anos para se ter um sistema financeiro mais eficiente. O Pix é um dos principais, mas há outros, como open banking, que está em andamento”, disse. “O objetivo é trazer mais eficiência e mais competição também, viabilizando que instituições financeiras consigam competir em escala menor”.

Ele explicou qual é o contexto do novo ecossistema de meios de pagamento. “Apesar da digitalização ser forte, com transferências bancárias e cartões, havia lacunas, e uma delas era o tempo em que as transações se dão. Em vários desses meios de pagamento, com cartões, boletos e transferências, há uma demora para que recursos sejam transferidos do pagador ao recebedor”, citou, falando ainda sobre o desenho mais enxuto do Pix em que instituições se conectam a essa plataforma sem intermediários. “Por fim, o papel moeda, ainda muito utilizado no Brasil, é um meio de pagamento ineficiente e muito caro. Qualquer redução do papel moeda trará um retorno à sociedade muito grande”.

Angelo citou as sete características que tornam o Pix único: velocidade, disponibilidade, segurança, conveniência, multiplicidade de casos de uso, informações agregadas, e ambiente aberto. “No Pix, os recursos transitam de uma conta para outra em poucos segundos”, disse. “Além disso, o Pix é um sistema construído do zero, sem legado, e traz uma série de características de segurança modernas”. Os casos de uso abrangem tanto pagamentos de governo quanto outros tipos de pagamento. O ambiente aberto permite ainda que um leque maior de instituições possam operar nesse novo meio de pagamento. “Já temos 980 instituições em processos de adesão ao Pix”.

O Banco Central vê a questão tecnológica como indutor de inovação, bancarização e competição, sem perder de vista a estabilidade do sistema, gestão prudencial e sigilo bancário, ressaltou Angelo. “A LGPD é mais uma camada que se põe à respeito dos dados pessoais”, complementou. O Pix estará em funcionamento pleno a partir do dia 16 de novembro.

Inovação – Em seguida, dois representantes do Hupp, hub da previdência privada organizado pela Abrapp e Conecta em parceria com a LM Ventures, fizeram apresentações sobre suas soluções em meios de pagamento: Piero Contezini, CEO e Fundador da Asaas, e Lucca Freire, Sócio da Trampolin.

A Asaas atua como instituição financeira com um atendimento que permite o pequeno cliente consiga acessar serviços financeiros que antes não teria acesso. O principal objetivo da Asaas é simplificar a cobrança de empresas por meio de automatização e disponibilização links, além de personalizar faturas de cobrança e oferecer meios de pagamento, que será facilitado com Pix, dando maior acesso a população que não é bancarizada. “O Asaas tem uma visão de tornar o recebimento de dinheiro algo muito fácil, de forma automática”, explicou Piero Contezini.

Já a Trampolin, plataforma de banking que fornece infraestrutura tecnológica para empresas que querem oferecer serviços financeiros aos seus usuários finais, oferece suporte técnico para quem quer construir e escalar experiências financeiras aos seus clientes, de APIs ao regulatório, oferecendo estruturas white label. “O banking é um complemento para a previdência. É uma grande oportunidade de abrir portfólio de produtos e serviços para os clientes da previdência privada”, disse Lucca Freire.

Rodada de Negócios – Com apresentações de cases e produtos, durante uma hora, os participantes do evento tiveram oportunidade de ver pitches de gestores e empresas especializadas em 20 estandes virtuais da área de exposições do centro de eventos online. Os pitches comerciais ocorreram simultaneamente, com duração de 15 minutos cada. Veja o tema de cada pitch:

 

  • XP INVESTIMENTOS » Como proteger capital em um ambiente que exige maior alocação em risco?
  • CAPTALYS ASSET MANAGEMENT » Fundos de Investimento da CAPTALYS em PRIVATE DEBT
  • CA INDOSUEZ WEALTH MANAGEMENT » Crédito Privado e suas oportunidades
  • KADIMA ASSET MANAGEMENT » Conhecendo os pioneiros da gestão quantitativa no Brasil
  • SULAMÉRICA INVESTIMENTOS » ESG e oportunidades que transformam: Fundo Total Impacto
  • VINCI PARTNERS » A Construção de Fofs Utilizando um FIA como Consolidador
  • AVIVA INVESTORS » AVIVA – ESG na Gestão Ativa de Crédito
  • SCHRODERS » ESG na gestão de Investimentos em Ações
  • PERFIN INVESTIMENTOS » A euforia dos IPOs
  • SPARTA INVESTIMENTOS » Renda Fixa pós fixada ou atrelada à Inflação? Na Sparta temos ambas soluções, venha conhecer.
  • CLEARBRIDGE » Como escolher a estratégia de Renda Variável Global mais adequada a entidade de Previdência Complementar
  • J.P. MORGAN ASSET MANAGEMENT » Diversificação global: essencial para seus resultados
  • TAG INVESTIMENTOS » O que você tem feito com a gestão estratégica da sua carteira?
  • BNP PARIBAS ASSET MANAGEMENT » Importando soluções de investimentos ao redor do mundo
  • MAG INVESTIMENTOS » Estratégias Globais Sustentáveis em Ações da Aegon Asset – O Portfólio Sustentável de Alta Convicção!
  • INDIE CAPITAL » Filosofia Indie de Investimentos
  • I9 ADVISORY » Outsourced Chief Investment Officer: gestão de recursos alinhada ao passivo atuarial e objetivos de retorno
  • FRANKLIN TEMPLETON » Investindo em inovação no exterior e em crédito no Brasil
  • MAUA CAPITAL » Geração de Alpha em Mandatos Enquadrados
  • STEP STONE GROUP » Por quê Private Equity?

Ainda dá tempo de participar da Rodada de Negócios que acontecerá nesta sexta-feira, dia 16 de outubro, programada para iniciar a partir das 10h20. Cada pitch tem lotação máxima; se programe com antecedência.

Acompanhe a cobertura do evento no Blog Abrapp em Foco.

O 9º Seminário Gestão de Investimentos nas EFPC é uma realização da Abrapp com apoio institucional da UniAbrapp, Sindapp, ICSS e Conecta. O evento conta com patrocínio Black da XP Investimentos; Ouro da Aditus, Aviva Investors, BNP Paribas Asset Management, Indosuez Wealth Management, Captalys, ClearBridge Investments, Hancock Asset Management Brasil, Indie Capital, J.P. Morgan Asset Management, Kadima Asset Management, MAG Investimentos, Perfin Asset Management, Schroders, Sparta Fundos de Investimento, Sulamérica Investimentos, TAG Investimentos, Vinci Partners; Bronze da Franklin Templeton, i9Advisory Consultoria Financeira, Mauá Capital, StepStone; e apoio da ARX.

Criação de Valor: Conecta, startups e EFPC discutem soluções inovadoras 

Criação de Valor: Conecta, startups e EFPC discutem soluções inovadoras 

A Conecta, as startups Ubots, ASAAS e Saffe e a Visão Prev apresentaram e discutiram a busca de soluções inovadoras para enfrentar os desafios do atual cenário da nova economia no segundo dia do 2º Encontro de Estratégias e Criação de Valor nesta sexta-feira, 2 de outubro. Com um público on-line de 450 pessoas, o evento “Novos Tempos: Caminhos para Inovar” é organizado pela Abrapp através de sua Comissão Técnica de Estratégias e Criação de Valor e conta com apoio institucional do Sindapp, ICSS, UniAbrapp, e Conecta.

Cláudia Janesko, Superintendente Executiva da Conecta abriu o tema 5 “Da Live à adesão online: gestão digital da comunicação e do relacionamento” explicando que o cenário da nova economia provoca mudanças mais aceleradas e a necessidade de reinvenção é mais constante. “A nova economia tem ciclos mais curtos de mudanças e a reinvenção deve ser buscada o tempo todo”, disse. Ela comentou que a transformação digital não se refere apenas ao domínio e utilização da tecnologia. Neste sentido, explicou que o digital é muito mais amplo pois envolve métodos, processos e habilidades para prover serviços ou bens. 

Uma das chaves para avançar neste cenário, segundo Cláudia, é a atitude de compartilhamento, lembrando do planejamento estratégico definido pela Abrapp. O problema é que as organizações ainda não adotam essa postura de maneira mais constante em seus projetos e experiências. Neste sentido, o Hupp, hub da Previdência Privada, foi criado pela Abrapp e pela Conecta como um espaço de compartilhamento, sobretudo entre as EFPC e as startups. O Hupp conta com consultoria técnica da LM Ventures.

A Superintendente da Conecta informou que o Hupp conta com a participação de 17 startups e 11 EFPC, que são as seguintes: BRF Previdência, Real Grandeza, Previ, Viva Previdência, Previnorte, Capef, Mais Futuro, Fundação Itaú-Unibanco, Valia, Prevbosch e Funpresp. Explicou que o projeto tem o objetivo de criar e compartilhar soluções em uma jornada de evolução e inovação (saiba mais sobre o projeto). 

As soluções buscadas envolvem diversas atividades como os meios de pagamento, automatização de processos, prova de via, autosserviços, entre outros. “Já estamos percebendo o surgimento de várias soluções que envolvem o uso de analytics, reconhecimento facial, inteligência artificial e outras meios digitais. 

Startups – Rafael de Paula Souza, CEO da Ubots, abordou o tema do atendimento digital, que é a especialidade de sua startup. Falou sobre a utilização de processo de autoatendimento e utilização de diversos canais digitais para alcançar um baixo tempo de resposta na solução de problemas rapidamente. “Nossa plataforma procura atender uma alta demanda com baixo custo e baixo tempo de resposta”, disse.

Marcelo Vital, Head de Sales da ASAAS, apresentou soluções nas atividades de cobrança, comparando os modelos tradicionais e automatizado. Mostrou que o modelo tradicional costuma consumir em média 20% do tempo das empresas em cobrança. Já os processos automatizados permitem descomplicar uma série de ações para reduzir o tempo de recebimento e, desta forma, permitir que as empresas possam focar maior energia em seu core business. 

André Coelho, Fundador e CEO da Saffe, abordou a utilização da tecnologia de reconhecimento facial para diversas atividades das organizações e empresas, como pagamentos, controles de acesso, internet banking, entre outros. Um dos usos mais interessantes para as EFPC é a prova de vida com assistidos. O sistema permite a redução das fraudes e a utilização em diferentes hardwares e plataformas. 

Prova de vida – A Visão Prev apresentou um case de implantação de sistema de reconhecimento facial para a realização de prova de vida com os assistidos. Carla Pedroso Tassini, Coordenadora de Relacionamento e Comunicação da entidade, contou como ocorreu o processo de discussão e implantação do novo sistema, que evoluiu desde o modelo físico tradicional, passando pela plataforma de link até chegar ao novo meio. 

O sistema foi discutido e implantado a partir de estudos e discussões de um grupo multidisciplinar da entidade, com a participação de profissionais de diversas áreas. O reconhecimento facial foi o sistema escolhido entre as opções existentes no mercado e foi implantado em 2019. No mês passado foi utilizado pelo segundo ano, com o uso do novo sistema por 80% dos assistidos. O grau de satisfação foi de 74%. 

O 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor tem o Patrocínio Ouro de Base Viral, MAG, mLabs e Startse; e Patrocínio Prata da Maturi.

Participante do Hupp, Asaas é uma das semifinalistas do Startup Awards

Participante do Hupp, Asaas é uma das semifinalistas do Startup Awards

A Asaas, uma das startups selecionadas para o Hupp, hub de previdência complementar organizado pela Abrapp em parceria com a Conecta e a LM Ventures, é uma das semifinalistas do Startup Awards, principal prêmio de startups do país organizado pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups). O prêmio, que chega a sua oitava edição, tem como objetivo reconhecer os profissionais e empresas mais influentes do setor, com 10 indicados em 15 categorias, sendo que a Assas concorre na categoria Startup do Ano.

Após votação realizada por membros da Academia Abstartups, três finalistas de cada grupo serão divulgados no dia 15 de outubro, e a premiação que anunciará os vencedores será no dia 23 de outubro, durante o CASE Startup Summit 2020, maior evento da América Latina 100% focado no segmento de startups, realizado pela Abstartups, pela Associação Catarinense de Tecnologia, e pelo Sebrae Nacional.

A Asaas possui 140 pessoas em um time focado em desenvolvimento, inovação, tecnologia, e no cliente. “Apesar de sermos uma startup, temos uma operação bastante madura”, diz Marcelo Vital, Head de Vendas e Novos Negócios da Asaas. Marcelo participará nesta sexta-feira, 2 de outubro, de um dos painéis do 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor da Abrapp discutindo gestão digital da comunicação e do relacionamento junto a Claudia Janesko, Superintendente Executiva da Conecta; Rafael de Paula Souza, Co-Founder & CEO do Ubots e André Coelho, Founder & CEO da Saffe, startups participantes do Hupp; e Carla Pedroso Tassini, Coordenadora de Relacionamento e Comunicação da Visão Prev.

Marcelo conta que a Asaas está passando por um momento interessante, sendo indicada, além do Startups Awards, considerado o Oscar das Startups do Brasil, para o RA1000, selo criado com o objetivo de destacar as empresas que possuem excelentes índices de atendimento no Reclame Aqui. “O trabalho que estamos fazendo para atender o cliente mostra que estamos entregando a solução para a necessidade dele. Para estarmos concorrendo ao Startups Awards, estamos no caminho certo, entregando valor ao pequeno e microempreendedor”, destaca.

Asaas – A Asaas atua no segmento financeiro, sendo uma fintech homologada pelo Banco Central com 10 anos de atuação e mais de 30 mil clientes em todo o Brasil. “Somos uma plataforma de automação de cobrança em meios de pagamentos. Somos vistos como uma instituição de inclusão social, pois damos oportunidades ao não bancarizado de ter soluções financeiras não somente para ele, mas também para o microempreendedor”, explica Marcelo.

O principal core da Asaas é o micro e pequeno empreendedor, garantindo soluções para que, no momento que eles estiverem iniciando suas operações, não dependam de um banco. “Fizemos a plataforma pensando nisso, mas também para ajudá-los a receber. Hoje temos cobranças que podem ser feitas via boleto, cartão de crédito, depósito, e regras que ajudam de forma automatizada a pagar uma certa conta. Também trabalhamos com a negativação no Serasa”, conta.

Hupp – A Asaas está entre as 17 startups selecionadas para o Hupp, e Marcelo conta que a equipe está bastante animada em fazer parte dessa nova etapa da Abrapp. “Entendemos que as entidades estão com uma pegada forte em inovação, buscando soluções, abertos, com ideias novas, e com a experiência que eles possuem será uma troca bastante rica”, diz. “Pra gente é tudo muito novo, essa parte de previdência é algo que vamos aprender bastante, mas apesar de sermos uma plataforma de pagamentos, temos muitas categorias de negócios que atendemos. Estamos animados, porque vemos a aderência com as necessidades das entidades”.

Startups apresentam soluções em Day One do Hupp

Startups apresentam soluções em Day One do Hupp

Na segunda etapa do Day One do Hupp, hub da previdência privada organizado pela Abrapp e Conecta em parceria com a LM Ventures, as 17 startups selecionadas fizeram seus pitches. A reunião on-line uniu as entidades parceiras e as startups para apresentação sobre as demandas e soluções para o sistemas e teve a presença de mais de 60 participantes entre representantes das Entidades Parceiras, das startups, e da Conecta, Abrapp e LM Ventures. Na primeira parte da reunião, as 11 Entidades Parceiras apresentaram suas estruturas e expectativas com o projeto. Leia mais.

Durante os pitches, as startups apresentaram seu histórico, os produtos e serviços oferecidos e como as soluções podem atender às demandas mapeadas pelas EFPCs com sendo as maiores dores do sistema hoje. Entre as soluções apresentadas estão meios de pagamento e soluções financeiras, jornada do cliente, retenção e engajamento, educação financeira, atendimento e segmento jurídico.

Luis Macedo, CEO da Allê Invest, iniciou as apresentações e destacou que no Hupp, as soluções exploradas pela empresa estão relacionadas a Robô Advisor e gestão de carteiras, consolidador de investimento, user experience, simuladores de previdência e inteligência artificial. Ele explicou que o Robô Advisor é um sistema de gerenciamento de riqueza on-line autoguiado que fornece consultoria de investimentos automatizada 24 horas por dia, 7 dias por semana. “A gente fornece também APIs e plataforma de gestão de investimento. A ideia do Robô Advisor é acompanhar a vida do usuário através do life planning”. Ele explicou com detalhes o funcionamento da solução.

A Asaas é uma empresa qualificada como uma instituição de pagamentos. Para apresentar suas soluções, Marcelo Vital, Head de Vendas e Desenvolvimento de Negócios, falou que a empresa abrange todos os métodos de pagamento, além de produtos complementares e do sistema de mensageria e cobrança de pagamentos em atraso. “Temos todas as soluções de pagamento e cobrança em um único lugar, e podemos oferecer de acordo com a necessidade do cliente. A gente faz ainda o processo de prospecção, vendas, receitas, contas a pagar, até a parte de compliance e nota fiscal”. Além disso, a Asaas também faz emissão de cartões com card design personalizado, e se prepara para trabalhar com o PIX.

Andre Almeida, Presidente e fundador Dom Rock, contou que o principal objetivo da empresa é ser uma plataforma de inteligência operacional. “Temos o atributo da automação e da otimização na análise de dados, transformando essas informações em algoritmos de inteligência e, posteriormente, distribuindo a parte analítica para quem vai consumir”. Ele demonstrou alguns cases de como a plataforma atua em determinados segmentos.

Para falar sobre a Futuritos, o CEO Joubert Mesquita fez uma apresentação sobre o histórico da empresa, que já tem atuação em poupança e no mercado segurador. “Idealizei o Futuritos no sentido das famílias terem o olhar para o futuro com suas crianças, introduzindo conceitos de educação e liberdade financeira”, contou. Ao analisara realidade do mercado, Mesquita se deparou com produtos que têm baixa atratividade e retenção. “Pensando nisso, criamos uma plataforma através da qual, com um processo simplificado, conseguimos envolver toda a família na educação financeira e previdenciária, com foco nas crianças”, disse. A proposta de valor da Futuritos está em criar uma experiência melhor na contratação e acompanhamento desse tipo de produto, gerando maior atratividade e retenção. “Podemos ajudar na expansão de planos familiares e fidelizar essas carteiras”.

Daniel Radicchi, CTO e sócio da Getmore, apresentou as soluções da empresa voltada para o mercado B2B. “Somos uma empresa de software e temos quatro unidades de negócios: produto de cash-in para contas e cartões; projetos especiais de incentivos; cashback no comércio local; e coalizão Plug & Play”.

Trabalhando na facilitação de captação de clientes e validação do cadastro, a Idwall teve sua solução de onboardingapresentada por Igor Moraes Gonçalves, desenvolvedor de negócios da empresa. “Vemos que hoje 40% das pessoas desistem antes de terminar um processo de cadastro em uma plataforma digital. Por outro lado, o onboarding é uma vantagem competitiva”. Ele destacou o processo simples de cadastramento do usuário na plataforma, validando a legitimidade do cliente e, assim, garantindo um processo rápido e com menos fraude no cadastramento, além de fazer prova de vida e background check por meio de uma integração com outras bases para validar o usuário. As tecnologias são usadas via API, SDK ou Dashboard.

Jung Park, fundador e CEO da InovaMind, apresentou uma plataforma na mesma linha, com especialização em inteligência artificial, big data, analytics, computer vision e soluções de machine learning, oferecendo também um processo de onboarding abrangendo todos os serviços de cadastro do cliente. “A gente faz verificação da imagem e dados contidos no documento do cliente na hora do cadastro”.

A Investtools, focada em soluções para o mercado financeiro, destaca que oferece soluções para gestão de investimentos. O CEO David Gibbin explicou que a empresa já atua com grandes gestoras no Brasil, e no Hupp há um alto grau de aderência para o produto, possibilitando que ele seja adaptado para entender o sistema. “O momento do mercado é importante, com mudanças estruturais para o mercado, e estamos em momento de difusão e alinhamento”.

A Nogord.io é uma ferramenta com automação de regras de decisão sem código e sem operação. Vitor Discacciati, COO da empresa, deu exemplo de como é feita a automação de regras de decisão dentro da plataforma, desde a concepção da ideia até o código que será implantado no core da companhia. “A gente propõe uma interface intuitiva onde o próprio usuário consegue desenhar um fluxograma e a plataforma traduz regras de negócios e código, gerando um serviço a ser consumido por outros sistemas”.

Iandé Bailey Coutinho, CEO da Oncase, apresentou a empresa de big data e analytics que tem como foco extrair o valor dos dados, reduzindo tempo de análise, atendimento e aumentando engajamento. “Ajudamos as organizações a construírem uma estratégia de dados e também produtos mais verticais. O objetivo é atender toda a jornada do cliente e captação até recomendar ofertas e entender a demanda do mercado para saber quais produtos se deve ofertar e para quais clientes”.

Em relação à Onze, Henrique Carvalho, Diretor Comercial da empresa, destacou a atuação direta na previdência aberta e agora voltada a desenhar soluções para a previdência fechada. “Criando a Onze a gente percebeu necessidades da previdência e estruturamos nossa oferta em três pilares. Uma delas é a tecnologia dividida em aplicativo para o colaborador para que ele tenha autonomia e engajamento, e em plataforma de RH, que traz indicadores de adesão, contribuição e investimento”. A Onze oferece ainda uma plataforma de marketing e distribuição, que pode ajudar na expansão de produtos. “A terceira frente é o módulo de saúde financeira”, complementou.

Cadu Senna, fundador e CEO da OQ Digital, destacou que a plataforma tem como objetivo explorar o conceito de indicação como a melhor forma de captar clientes. “Quando estimulados, seus participantes são os melhores canais de comunicação”. Assim, a plataforma visa estimular participantes a serem influenciadores nos produtos através de relacionamento, recomendação e reconhecimento, conteúdo de educação financeira, e conteúdos relevantes e recorrentes para a formação de uma comunidade on-line.

Adiel Rodrigues, representante da Projuris, apresentou como a plataforma voltada para o setor jurídico consegue reduzir custos e riscos e promover melhorias de gestão. “Fazemos gestão de documentos, visando o papel zero. Também conseguimos, através da automação, monitorar tribunais, agências reguladoras, entre outros. Além disso, vemos em andamento intimações e autuações digitais. Outra dor comum da previdência é o provisionamento e contingência, e oferecemos esse serviço”. Ele contou ainda que a Projuris trabalha com controles de garantia e conciliação e integrações com sistema internos. “A gente interage com especialistas de diversas maneiras, de forma embarcada”, complementou. “Nossa mensagem é eliminar ineficiência do mundo jurídico”.

Isabella Jardanovski Strozberg, Operations Manager na Saffe, explicou que a empresa que é provedora de reconhecimento facial voltado para soluções financeiras. “Nosso principal caso de uso está no reconhecimento facial para realização de pagamentos seguros”, explicou.

O CEO da Sentimonitor, Hugo Pinto, apresentou a empresa de pesquisa e mapeamento de personalidade baseado em inteligência artificial. “Através de indicadores, gráficos e visualizações, é possível ter uma tomada de decisão”, disse. “Para cada indústria criamos uma camada de inteligência entregando os insights”. No contexto do Hupp, Hugo explica que o mapeamento de personalidade pode ajudar as entidades a identificarem as melhores maneiras de se comunicar com os clientes, o que ajuda também no jeito de vender.

Para apresentar a Trampolin, esteve presente na reunião Lucca Freire, responsável pela operação comercial da empresa, que trabalha com banking as a service. “Funcionamos de duas maneiras: entregamos as APIs de core banking, então cada produto é uma API diferente, ou entregamos com full service, construindo uma aplicação mobile customizada financeira para que nosso parceiro possa oferecer para seu usuário final. Somos uma fintech e ajudamos parceiros a lançarem produtos financeiros diferentes e rápidos para o mercado”. A empresa também oferecerá PIX e customiza produtos de cashback.

Rafael de Paula Souza, Co-Founder e CEO da Ubots, destacou que o objetivo da plataforma é fazer com que grandes empresas atendam e conversem com seus clientes de forma satisfatória e eficiente. “A gente oferece um chatbot, que pode ser criado, configurado e treinado pelas empresas, além de ter um módulo no qual o atendente humano pode conversar com o cliente, um módulo analítico sobre a performance do chatbot e dos atendentes, e um módulo de insights dos atendimentos”. Além disso, é oferecida uma consultoria por meio de um time de especialista que ajuda a criar o chatbot, canais e jornadas de conversas para os clientes.

A próxima etapa do projeto será fazer o match entre startups e fundações para iniciar o trabalho de evolução das soluções e, posteriormente, trabalhar as Provas de Conceito (POCs). Siga acompanhando o projeto do Hupp no Blog Abrapp em Foco!

Entidades compartilham expectativas com o Hupp em Day One

Entidades compartilham expectativas com o Hupp em Day One

O Day One deu início, nesta quinta-feira, 10 de setembro, aos trabalhos do Hupp, hub da previdência privada organizado pela Abrapp e Conecta em parceria com a LM Ventures. A reunião contou com a presença de mais de 60 participantes entre representantes das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) parceiras do projeto, das startups selecionadas, da Conecta e da LM Ventures. A Superintendente Executiva da Conecta, Claudia Janesko, destacou que essa foi uma grande reunião de apresentação para as EFPCs e as startups para se conhecerem e compartilharem suas ideias e soluções. “Estamos olhando, entre nossas entidades, para um futuro do que está sendo criado em termos de produtos, mas também para um legado que precisamos evoluir”, disse ao explicar sobre o mapeamento de soluções a serem desenvolvidas pelas startups ao sistema

Apesar de contar com 11 entidades parceiras, o projeto do Hupp é um grande laboratório de soluções que visa desenvolver, testar e, posteriormente, disseminar produtos e serviços dentro do sistema de previdência complementar. Claudia Janesko ressaltou que o ambiente de previdência privada tem dois grandes desafios do ponto de vista de tecnologia. “O primeiro é trabalhar a expansão de novos planos, que são os planos famílias, que têm uma dinâmica nova, cuja venda é individual. Já no legado, tudo que torne nossas soluções mais eficientes, otimizando recursos, é muito importante. Qualquer coisa que traga eficiência operacional é fundamental”, complementou.

O Diretor Administrativo da Conecta, Devanir Silva, destacou os 43 anos de previdência complementar, dando o contexto de como surgiu e foi constituído o sistema. “Hoje, as reservas da previdência complementar atingem 13% do PIB do Brasil. Ele explicou a diferença entre as entidades abertas e fechadas e reforçou a função de entregar benefícios, mas também de trazer novos participantes. “Devemos buscar pessoas para convencê-las a fazer uma poupança de natureza previdenciária, mas para isso acontecer, temos que pensar em uma série de atributos, e por isso criamos a Conecta”, disse.

Segundo ele, a Conecta foi criada para buscar soluções criativas. “Um dos primeiros desafios que temos é o uso intensivo de tecnologia. É isso que nos fará diferente e que nos levará adiante. Temos uma história de entrega de R$ 68 bilhões em benefícios todos os anos, com mais de 2 bilhões de pessoas contribuindo ativamente, mas isso ainda é pouco, e a venda deste produto hoje é diferente, pessoal. E isso só vai acontecer por meio da tecnologia”, ressaltou Devanir, enfatizando que dentro desses desafios, surgiu o Hupp. “Precisamos estar próximos das startups para que nos tragam soluções. Estamos contando com a parceria de grandes entidades colaboradoras. Esse é o início de um primeiro ciclo, e acredito que teremos outros”, complementou, deixando um recado às startups: “vocês atuarão em um sistema vitorioso e que tem um futuro virtuoso”.

Magnus Arantes, sócio da LM Ventures, empresa que faz a gestão do projeto, comentou sobre o processo de seleção de startups e falou que agora o momento é de ajudá-las a se desenvolverem. “Como já conversamos, a maior parte dos produtos de vocês suprem as necessidades que as entidades apontaram. Trabalhamos identificando uma série de demandas e encontramos vocês”. Ele explicou que o objetivo é manter as startups próximas das entidades através de programas de mentorias ao longo do ciclo, ajudando, assim, a aculturar as empresas no segmento e deixar mais fácil de entender o nicho.

Inovação como ponto central – Na primeira etapa da reunião, as 11 Entidades Parceiras se apresentaram em termos de estrutura, localização, números e estratégia através de pitches curtos. A primeira a se apresentar foi a BRF Previdência, representada por Vivian Fonseca, Analista de Controladoria na entidade. Segundo ela, o planejamento estratégico da entidade culminou na participação da BRF Previdência no Hupp. “Nossa estratégia está baseada em cultura previdenciária, pois nosso desafio não é só trazer adesão de participantes, mas também temos uma oportunidade com a patrocinadora e com planos familia, e mais do que fazer a adesão do participante, queremos engajá-lo e fazê-lo entender o benefício que ele tem em mãos”. Ela destacou a estratégia de inovação da entidade. “O Hupp está muito alinhado com essa busca. Estamos passando por um processo de transformação digital, da nossa interação com os participantes e dos nossos processos internos”, destacou Vivian. “Estamos muito dispostos a rodar nossas Provas de Conceito (POCs) e fazer negócios com foco no participante e daspatrocinadoras”.

Em seguida, Francisco José Araújo Bezerra, Diretor de Previdência da Capef, fez uma apresentação sobre a entidade e seus planos de previdência. “Nossa grande preocupação de estar aqui fazendo parte do Hupp é porque em nosso planejamento colocamos a inovação como ponto central de tudo que faremos daqui pra frente. Estamos automatizando nossos processos com uso de robotização e fazendo uma série de melhorias no processo de atendimento, trabalho, e na gestão dos investimentos e previdenciária. A nossa expectativa é ampliar a inovação na Capef”. Assim, a entidade montou um time de inovação há 2 anos e tem investindo na área com capacitação e treinamentos, amparada ainda pelos trabalhos do patrocinador, o Banco do Nordeste.

Cícero Rafael Dias, Diretor de Seguridade da Funpresp-Exe, explicou a estrutura da entidade, que apesar de ser nova, nasceu grande por atender servidores públicos da União e ter adesão automática. Ele destacou que hoje não existe papel na entidade, apenas em raro casos. “Recentemente criamos uma gerência de desenvolvimento de produtos e um laboratório de inovação. Oficializamos a busca pela inovação na fundação em 2020”, disse, ressaltando ainda que a entidade está desenvolvendo plataformas em parceria com Universidades e aprimorando sua central de inovações, criando estrutura de prevcash, entre outras plataformas que estão em desenvolvimento na entidade. “Estamos fundamentados no foco no participante. Dentro dos valores de confiança, transparência e empatia, queremos trazer nossos clientes para perto e nossa prioridade é aprimorar nosso programa de fidelidade. Temos interesse em desenvolver meios de pagamento e aprimorar big data e analytics em prol de oferecer os melhores serviços aos participantes”, disse.

Gestão e negócios – Roberto Jorge Pereira da Silva, Gerente de Tecnologia da Informação da Previnorte, falou sobre a entidade que, mesmo enxuta, possui dentro de seu mapa estratégico uma busca por melhoria e excelência na gestão. “No pilar de processos e tecnologia temos dois objetivos estratégicos para os próximos anos que é implantar soluções tecnológicas e promover inovações. Foi criado um comitê de inovação na entidade que tem o objetivo de formatar essa questão. O Hupp sempre foi pauta da Previnorte e tivermos a felicidade de poder participar desse projeto grande. Somos um bom laboratório, pois precisamos fomentar a cultura de inovação no atendimento de participantes, comunicação com clientes, na área financeira, área de cobrança, abrindo frentes pequenas, simples, mas de valor agregado não só à Previnorte, mas a todo o sistema de previdência”, disse.

Em seguida, Ricardo Drigo, gerente de novos negócios do Mais Futuro, contou sobre o histórico da entidade, que foi criada em 2004 como Fundo Paraná e começou a trabalhar com plano setorial em 2006, além de implantar um plano familiar em 2012. Já em 2016, a entidade adotou a marca Mais Futuro, incluindo uma série de produtos novos, como a criação do Mais Futuro Empresas. “No ano passado decidimos acabar com o papel, modernizar nossos conselhos, e começamos a investir fortemente em tecnologia e inovação. Desde então, estamos com a previdência digital, que é uma plataforma integradora de tecnologia para o relacionamento comercial voltado aos públicos que trabalhamos”, disse. Segundo ele, ao criar essas plataformas digitais, se desenvolveu um relacionamento diferenciado com os participantes. “Essas tecnologias facilitam nossa gestão e devem escalonar nossa previdência”. O objetivo da entidade ao participar do Hupp é trabalhar com plataformas que ajudem a fomentar o negócio da entidade dentro desse novo planejamento digital.

Atendimento – Kelly Soares Martins Sampaio representou a Fundação Itaú Unibanco na reunião e destacou que a dor da fundação é o atendimento. “Somos uma entidade com planos fechados, não temos novas adesões, mas precisamos melhorar nosso atendimento, deixando-o mais digital e voltado ao mundo atual”. Segundo ela, a busca da entidade no Hupp é dar um atendimento melhor e mais rápido ao participante. “Vemos necessidade de melhoria e por isso procuramos suprir essa questão”.

Educação financeira e incentivos – A Fundação Real Grandeza, representada por Rodrigo Bittencourt, Gerente da área de Benefícios da entidade, passou, no último ano, por uma renovação com inovação em um processo de transformação que consiste em modelar a comunicação com o participante, dando mais transparência e informações sobre seus planos, disponibilizando ainda informativos, avisos e recadastramentos totalmente digitais. “Agora, estamos trabalhando mais para dentro da entidade, avaliando a atualização do nosso sistema de gestão, preparando lançamento de novos produtos, gestão baseada em risco, estudando um programa de cashback, finalizando um novo simulador, e trabalhando para criar um selo interno de papel zero e incentivar as gerências a digitalizarem seus processos”. Segundo ele, a expectativa é que o Hupp ajude a Fundação Real Grandeza a implementar uma conta digital, a desenvolver a educação financeira e previdenciária, ferramentas de captação e a fidelizar novos clientes, usando ainda a gamificação.

Ao identificar que seus clientes estão buscando independência financeira, a PrevBosh decidiu focar em atender a essas necessidades com inovação, educação financeira e incentivos aos participantes. Guilherme Ticelli, responsável pela área de projetos de inovação da entidade, destacou que a PrevBosh está engajada na questão do Hupp. “O projeto tem muito a contribuir com nossos planos e parceiros”. Ele reiterou que a Bosch tem uma área específica de inovação e está investindo muito nesse tema no mundo inteiro, além de ter incentivado a entidade participar do hub.

Novos planos e clientes – Na sequência, Sabrina Bueno, Analista na Valia, destacou que o propósito da entidade está em ajudar as pessoas na construção de um futuro mais digno e sustentável. “Nao tem nada mais sustentável do que encontrar uma solução para uma questão dentro do segmento e dividir com nossos pares”, destacou, reforçando que a inovação está sempre permeando o planejamento estratégico da entidade. “O Hupp vai ajudar muito na nossa missão e visão”. Ela explicou ainda que hoje há uma comunidade de inovação dentro da Valia dividida em algumas squads. “Nosso grande sonho é transformar todos os nossos 209 empregados na comunidade de inovação. Então, o Hupp tem um significado especial de compartilhar problemas e juntos construir uma solução, mas também de trazer o conceito de inovação aberta”. Ela disse que no Hupp, o plano família, Prevaler, é o principal foco da entidade. “Temos o desafio de atingir um novo público de forma rápida, eficiente e de acordo com o perfil de cada pessoa”.

Para falar sobre a Fundação Viva de Previdência, o Gerente de Gestão Estratégica, Mauricio Damasceno, destacou que a entidade, apesar de existir há muitos anos, é nova em termos da marca Viva, que nasceu em 2017, mas já tem um histórico de longos anos como ex-Geap. “A gente mudou o nome da antiga Geap e, junto, todo o mindset referente à nova evolução”, explicou. Segundo ele, a partir da nova marca, toda a estrutura de tecnologia foi modificada, bem com a equipe da entidade. “Temos muitos desafios na área de crescimento por meio de inscrição de novas pessoas nos planos. Nossa missão está envolvida em despertar a consciência financeira e oferecer soluções de previdência e na área de investimentos”, destacou, reforçado que o principal foco da entidade é trabalhar a questão de analytics, cadastro e comunicação.

Finalizando a rodada de pitches com as EFPCs, Luis Omena, Gerente de Planejamento Estratégico e Sustentabilidade da Previ, apresentou a estrutura da entidade, que tem como foco a inovação para solucionar problemas e gerar valor para a entidade e seus associados. “A inovação não é um fim por si só, e sim um meio para ser cada vez melhor. Temos um histórico de trabalhar para participantes que têm proximidade com a instituição financeira, que é o Banco do Brasil, mas agora precisamos criar outras alternativas para pessoas que não têm esse relacionamento com banco”. Ele disse ainda que a Previ passa por um processo grande transformação tecnológica com plataformas de seguridade e gestão empresarial, programa de inovação, soluções via app, entre outros. “Acreditamos que a inovação é tratada como algo transversal, permeando o trabalho de todos os nossos colaboradores, e no Hupp podemos construir soluções para que o sistema, de maneira geral, possa evoluir junto”.

Na segunda etapa da reunião foram feitos os pitches com as startups, que apresentaram sua soluções. Acompanhe aqui a cobertura!

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