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Encontro de Estratégias e Criação de Valor aborda marketing na era digital aliado à jornada do cliente

Encontro de Estratégias e Criação de Valor aborda marketing na era digital aliado à jornada do cliente

O marketing direcionado ao atual cenário digital pode gerar um forte poder de atração de clientes e agregar valor aos produtos e serviços oferecidos por uma Entidade Fechadas de Previdência Complementar (EFPC). Para isso, as entidades precisam se reinventar, e esse processo já iniciou, se acelerando durante a pandemia de COVID-19. Em pesquisa realizada nesta quinta-feira, dia 1º de outubro, com os cerca de 500 participantes do 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor, 58% responderam que a estratégia digital de comunicação e relacionamento de sua entidade foi muito acelerada com a crise. Diante desse panorama, Rafael Kiso, Fundador e CMO da Mlabs, encerrou a série de palestras do primeiro dia de evento com o tema Marketing na Era Digital: Como Estar Próximo dos Clientes.

Segundo Rafael, não existe marketing digital: o marketing é marketing e é adaptado de acordo com os canais e com o ambiente. “Qualquer um dos P’s do marketing – Produto, Praça, Preço e Promoção – podem ser digitais”, disse. De acordo com ele, a maioria das empresas olham apenas para o último P, que é o de promoção. “No entanto, quando falamos em marketing digital, precisamos fazer marketing em ambiente digital, com Produto, Praça e Preço podendo ser digitais também. A ideia é conhecer bem o consumidor e o cliente, sabendo onde ele está, integrando o digital e físico”.

Rafael citou a variedade de produtos digitais que existem atualmente, entre e-book, música, software como serviço, cursos, etc., destacando que o preço também pode ser digital por meio de moedas como bitcoin; e a praça, onde o produto é distribuído, podendo ser e-commerce, redes sociais, sites, portais, marketplaces, e apps de mensagem; além das promoções, ou seja, onde é feita comunicação, com Google ads, Social Ads, influenciadores, etc. “O marketing não é só comunicação. Antes de entrar para fazer comunicação, é preciso passar pela adaptação, resiliência e reinvenção do modelo de negócio”, disse, destacando a importância do modelo digital.

Ele explicou ainda a confusão entre plataformas, tecnologias e estratégias. “A estratégia é sempre a combinação de plataformas e tecnologias com o objetivo que você quer”. Segundo Rafael, entre as plataformas utilizadas no marketing estão páginas digitais, e-mail, tecnologia mobile, redes sociais, plataformas de busca, games, tecnologias inteligentes de voz, e vídeo. “Mas isso não define uma estratégia, ou seja, é preciso pensar em estratégias específicas para cada tipo de plataforma. Quando combinamos plataformas e tecnologias, começamos a ter uma base de desenvolvimento de estratégias digitais de marketing”.

Estratégias digitais – Estar presente nos resultados de busca do Google, ou de outra plataforma, faz parte de uma estratégia digital, e para isso, a marca ou produto precisa ser encontrado, conforme explicou Rafael. “Se você não tiver presença, você não tem endereço do negócio. As pessoa não vistam simplesmente um site, e sim descobrem você através de outros canais”, destacou.

O conteúdo em si é o sangue que pulsa em todas a pessoas, disse, e não basta ter uma boa presença digital sem conteúdo sendo atualizado e distribuído constantemente. “Sem isso, não tem um sangue fluindo em suas estratégias. Por isso, é preciso ter a combinação de várias estratégias, utilizando diferentes plataformas e tecnologia”. Rafael citou ainda estratégias digitais como marketing de influência, omnichannel, e-mail e mobile marketing, inbound marketing e social ads. “A combinação de estratégias pode acontecer na presença digital, e é sempre importante conhecer um cliente ou consumidor, fazer um mapa de empatia entendendo o perfil do cliente e depois extrair o que há em comum entre eles para criar o público alvo”.

Jornada do cliente – Ao entender que o consumidor é o mesmo, tanto offline quanto online, Rafael alerta que é preciso trabalhar de forma integrada com as estratégias. “O marketing integrado é o on-life. Pensando nisso, ao traçar alguma ação, você precisa pensar em levar o seu cliente do off para on. É preciso pensar na jornada completa do cliente, fazendo ele avançar. Ao entender o perfil do seu cliente ideal, é inclusive importante saber para quem não vender, pois essa pessoa pode não enxergar o valor do serviço ou produto e dar um feedback negativo”, destacou.

Segundo Rafael, a jornada do cliente tem, invariavelmente, cinco passos. “Diferente de um funil de vendas e marketing, a jornada é linear: primeiro se descobre que um produto serviço ou marca existe, depois se interessa por aquilo. O terceiro passo é a conversão com a  compra, e o próximo passo é a experiência. Depois, vem o compartilhamento. A estratégia é o que determina as ações a serem combinada para se alcançar o objetivo desejado com marketing”, complementou.

Ele salientou ainda a importância de entender o contexto atual antes de criar as campanhas, acompanhando as tendências, entrando e desenvolvendo diálogos nesse contexto. “Além disso, é preciso ter um propósito, contribuindo com uma causa, uma bandeira. Pode ser um propósito para uma comunidade, por exemplo. Assim, é muito mais fácil criar uma comunidade em torno de uma marca”, disse Rafael.

Ele alertou para o novo perfil de consumidor, que consome informações e descobre muita coisa através das redes sociais, sendo um crítico quanto a promoções não solicitadas, preferindo, assim, uma relação de conversação com a marca, usando clientes como parte do processo de criação de valor. Rafael disse ainda que o cliente também é multicanal. “Portanto, não fique apenas em um canal. Além disso, diversifique entre canais que são tendências e canais que são apostas. Invista a maior parte do tempo no que é seguro e reserve uma parte para as apostas”, complementou.

Social CRM – Segundo Rafael, a ideia principal das ferramentas de Customer Relationship Management (CRM), ou Gestão de Relacionamento com o Cliente, é coletar informações básicas para vender mais. “Mas é preciso entender o social CRM, engajando o cliente através da coleta de informações, pois através delas você nutre o marketing para pensar, fazendo uma venda mais ativa e agregando valor”, destacou. Rafael disse ainda que o engajamento traz participações e construtivas, fidelidade, proximidade e melhor conversão para que o cliente compartilhe a marca. “O Social CRM engloba um espectro muito maior de interações dos clientes. O objetivo é levar o consumidor do ponto de descoberta até o efeito que faz com que a experiência própria seja compartilhada e continue para potenciais consumidores”, explicou.

Assim, ele indicou a adoção de presença em mídias digitais por meio de campanhas contínuas, que tenham objetivo e propósito claros. “Em vez de adotar um calendário padrão, com um post diário que será impulsionado mas nem sempre se consegue atingir uma frequência de público, adote o modelo transmídia. Com ele, é preciso construir uma campanha, pensar em uma mensagem central e manter o diálogo constante. Assim, se desenvolve relacionamento com pessoas específicas terão uma frequência, fazendo com que a mensagem entre na cabeça delas, e a intenção de compra também”. Para que isso funcione, Rafael destaca que é preciso ter um Produto bom. “Por isso é importante conhecer o consumidor, monitorar, entender, e depois trabalhar no Preço, Praça e, por último, Promoção”.

Encerramento do 1º dia – Marisa Santoro Bravi, Secretária Executiva da CT Estratégias e Criação de Valor finalizou o primeiro dia de Encontro cumprimentando os colegas de comissão e ressaltando a satisfação de poder conduzir a entrega do evento. Ela reforçou o desafio que as entidades têm de se adequar a uma nova realidade para poder se comunicar e definir melhores estratégias de valor. “Queria destacar que quando nós elegemos o tema geral do evento ‘Novos Tempos: Caminhos para Inovar #juntosnamesmadirecao’, traçamos o diferencial que queríamos ver nesse Encontro, um trabalho alinhado em acordo com as tendências e as novas técnicas vigentes no mercado, que também pudessem promover a valorização dos profissionais”.

Ela fez um resumo do primeiro dia de evento, ressaltando a abertura de Luís Ricardo Marcondes Martins e Rodrigo Sisnandes Pereira, seguida pelo momento de reflexão de Devanir Silva e Nilton Molina (leia mais). “Em seguida, fomos instigados a mudar nossos modos de pensar e agir; convidados a conhecer um mundo que para muitos novo, quando falamos de comunicação como alavanca de vendas; e aprendemos a colocar o cliente no foco do negócio”, disse, citando as palestras que seguiram ao longo do dia (veja aqui).

Marisa ressaltou trabalho das Regionais Centro-Norte, Nordeste e Sul da Comissão, apresentados durante o Encontro. “Esses projetos estão à disposição das nossas associadas e podem ser utilizados como inspiração e referência. Esse compartilhamento faz com que todos possamos crescer e aprender uns com os outros”. Saiba mais sobre os trabalhos. Marisa destacou ainda a última palestra sobre marketing com foco no digital e deixou uma mensagem: “Peço que recebam este evento como um toque suave que nossa comissão oferecer a vocês para que possamos seguir confiantes para o amanhã que virá”.

Continue acompanhando a cobertura do evento no Blog Abrapp em Foco. O 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor tem o Patrocínio Ouro de Base Viral, MAG, mLabs e Startse; e Patrocínio Prata da Maturi.

Encontro de Estratégias e Criação de Valor inicia abordando um novo modelo de negócios

Encontro de Estratégias e Criação de Valor inicia abordando um novo modelo de negócios

Um debate sobre novos tempos e um nova proposta de valor para o sistema de previdência complementar abriu o 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor nesta quinta-feira, 1º de outubro, com realização da Abrapp e apoio institucional do Sindapp, ICSS, UniAbrapp, e Conecta. Com um público on-line de 500 pessoas, o evento foi organizado com apoio do Colégio de Coordenadores de Estratégias e Criação de Valor da Abrapp. 

Comunicação, marketing, vendas e um novo modelo de negócios foram os temas abordados por Luís Ricardo Martins, Diretor Presidente da Abrapp, na abertura do encontro. “A gente precisa aprender a vender. São novos tempos. Temos um novo perfil de trabalhador, um nativo digital, e existe um esgotamento da relação tradicional empregado-empregador. O desafio é reinventar”, destacou. Para isso, ele reiterou a necessidade de se mudar o mindset das grandes lideranças. “Estamos fazendo isso. O sistema vem revolucionando o processo de reinvenção, chegando a um maior número de pessoas e em uma nova realidade, que pede um novo modelo de previdência complementar”. 

Dentro do que se almeja alcançar, o segmento precisa, agora, chegar ao potencial participante com simplicidade, disrupção e comunicação direta, conforme abordou Luís Ricardo. “Estamos com condições de proteger o maior número de pessoas, e estratégia e criação de valor nunca foram tão fundamentais. O sistema precisa muito da criatividade”, pontuou. Assim, a Abrapp, na antecipação desse processo de inovação, está dentro do mundo digital, levando o recado para o jovem. “Previdência é coisa de jovem, e a comunicação, além de ser simples, deve ser acompanhada desse movimento tecnológico”, complementou Luís Ricardo. 

Segundo o Diretor Presidente da Abrapp, a comunicação e o trabalho engajado estão chegando aos interlocutores dos governos, colocando a previdência complementar em pauta. “Somos protagonistas, o setor privado retoma o crescimento, e dentro dessa linha, vamos buscar o aperfeiçoamento, aprovação de medidas, debates, pois temos excelente produto, pagando benefícios em dia e cumprindo com suas obrigações”, disse, ressaltando que em 2017 o sistema estava estagnado, e dentro da missão de gerir um estoque de quase R$ 1 trilhão e o fluxo que está por vir, inúmeros desafios foram superados.

Ameaças e conquistas – Luís Ricardo apresentou as ameaças que o sistema sofreu nos últimos anos, como a extinção do Ministério da Previdência Social; a tributação das contribuições extraordinárias; falta de protagonismo do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC); pandemia; entre outros. “Diante disso, tivemos nossas conquistas pouco comemoradas, como a efetividade que o CNCP ganhou; a aprovação do CNPJ por plano; comitês de auditoria; profissionalização do sistema; fundo setorial para familiares; autorregulação; OFN com trânsito em julgado; Resolução CMN nº 4.661; PGA parcial por entidade; manutenção do convênio com INSS; Reforma da Previdência, com sistema participando ativamente das propostas; representatividade Congresso Nacional; discussão sobre reputação ilibada; flexibilização de normas de certificação; reestruturação dos canais de comunicação; ação Previdência é Coisa de Jovem; Hack’A’Prev e Hupp, projetos realizados em parceria com a Conecta; e o desenho do PrevSonho”, destacou Luís Ricardo.

Ele ressaltou que foram inúmeras conquistas que inauguram um novo momento do sistema, impulsionando sua retomada. “Estamos vivendo um momento histórico, um novo ciclo virtuoso que vem passando por etapas. E nessa linha, tenho certeza que estamos fazendo o segmento chegar a um maior número de pessoas”, pontuou. Para ele, a missão ainda é de impulsionar a poupança previdenciária do país, ressaltando a previdência do servidor público como um dos vieses de fomento do segmento, além dos fundos instituídos e dos plano família. “O Estado está se retirando como grande provedor da previdência pública, e dentro desse cenário que transfere para o indivíduo a obrigação de poupar mais e melhor, precisamos de medidas de incentivo”.

Segundo Luís Ricardo, entre as medidas de incentivo estão a inscrição automática, incentivo tributário para quem contribuir por mais de 20 anos, corrigir a bitributação criando mecanismos e justiça fiscal, entre outros. “Dentro desse temas estratégicos, estamos vindo com um Projeto de Lei de Proteção ao Poupador Previdenciário (LPPP). Precisamos proteger esse indivíduo, e precisamos que ele tenha, com toda transparência, segurança para poupar no longo prazo. O sistema está preparado para ajudar o Estado brasileiro a ampliar sua proteção social, alavancar sua macroeconomia, e proteger o maior número de pessoas, implementando a necessária poupança previdenciária no país”.

Novos tempos – ​Apoiando a organização do evento ao lado de Marisa Santoro Bravi, Secretária Executiva da CT Estratégias e Criação de Valor, Rodrigo Sisnandes Pereira, Diretor Executivo e responsável pelo Colégio de Coordenadores de Estratégias e Criação de Valor da Abrapp, destacou que o tema do encontro é oportuno por conta dos novos tempos que exigem inovar. “A inovação está na agenda do nosso segmento há algum tempo, pois esse ano fomos forçados a nos reinventar na forma de convívio, produção, conhecimento, trabalho e lazer. O coronavírus acelerou mudanças que estavam em curso em todo nosso sistema e também no mundo corporativo. As sedes das empresas mudaram, e o home office se tornou uma realidade. Muitas das nossas atividades puderam ser realizadas sem necessidade de deslocamento. Descobrimos a facilidade da assinatura digital, imprimir não é mais necessário”, pontuou.

Rodrigo questionou, contudo, o que impede o ser humano de tomar uma atitude diferente ou demorar a isso, e o que move ele a mudanças. “O desafio, nesse momento, é diferente: reinventar o jeito de viver coletivo, fazer show sem plateia, fazer um evento virtualmente, e sentimos falta do contato com amigos, família, colegas. Mas podemos aproveitar para criar um jeito novo de fazer previdência complementar fechada”. Ele reiterou que as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) estão reinventando processos, fazendo atendimento on-line, criando aplicativos, simplificando negócios e produtos para que sejam cada vez mais atrativas a diferentes segmentos da sociedade. “A Reforma da Previdência e as reformas que virão colocam nossos planos cada vez mais como essenciais para oportunidades que virão. Estamos ocupando um palco mais destacado na agenda dos nossos país”, complementou.

ReflexãoEncontroEstratégiasUma nova proposta de valor – Para falar sobre uma nova proposta de valor, ​Devanir Silva, Superintendente Geral da Abrapp, abordou inicialmente o impacto da crise do novo coronavírus, que pegou todos de surpresa, revisando o status do sistema antes da crise. “Nos últimos tempos tivemos várias crises e percebemos que os sitema sempre saiu bem de todas elas”. Ele comparou a rentabilidade com o mínimo atuarial do sistema ao longo dos últimos anos, sendo que o sistema superou as metas após as crises, ainda que tenha passado por dificuldades durante elas. “Ao longo da história, a entrega está ocorrendo, e em solvência, o sistema nunca esteve tão bem”.

Em relação ao equilíbrio atuarial, Devanir pontuou que houve uma queda brutal em março deste ano, já com recuperação em julho, e a tendência é chegar até dezembro em uma posição equilibrada. “Os fatores de resiliência foram a liquidez de 12 meses no ano, além da comunicação e engajamento com participante, fundamental nesse trabalho. Tivemos gestões qualificadas e um histórico de entrega, e um foco no longo prazo fundamental. Somos talvez um dos sistemas mais resilientes para enfrentar uma crise dessa magnitude”, destacou.

Devanir ressaltou, contudo, que o que trouxe o sistema até o momento atual não o levará adiante. “Temos novos modelos de trabalho. Teremos mais serviço e menos emprego. É o mundo da pejotização. Além disso, haverá maior envelhecimento da população; organizações exponenciais; tecnologia; mais individualismo; e espaço para serviços compartilhados. Queremos ajudar, e aí vem a engenhosidade da previdência da iniciativa privada. A transferência de encargos entre gerações vai diminuir e nós precisamos formar nosso patrimônio previdenciário. O indivíduo está com papel central de escolha, com empoderamento. Esse é um novo indivíduo para uma nova previdência”, disse.

Novos negócios – Em uma base comparativa, Devanir Silva demonstrou o panorama do modelo tradicional de previdência complementar, baseando em patrocínio de empresas, e de um novo modelo, inovador, que está chegando com advento de planos instituídos e família. “Até o momento, o grande cliente da previdência complementar era o empregado CLT. Hoje, o cliente são os familiares. Temos a pessoa física e a pessoa jurídica, setores e associações”. Segundo Devanir, dentro dessa proposta de valor, é preciso oferecer renda qualificada, maior rentabilidade líquida, atendimento personalizado e parceria com o participante, que passa a ser sócio.

Além disso, o canal de distribuição no modelo tradicional era baseado nos RHs das empresas patrocinadoras. “No modelo moderno, temos canais digitais, vendas físicas, influenciadores, e novas figuras como instituidores, além do participante atual. O relacionamento com o cliente tradicional tinha uma central de atendimento e um site, sendo que 30% das EFPCs não tem site e serão obrigadas a constituir pela Resolução CNPC nº 32. Numa versão de inovação, temos central de atendimento presencial e à distância; plataforma digital e apps; instituidor e patrocinador como parceiros; e programa de educação financeira mais forte”, reforçou Devanir.

Além disso, as fontes de receitas no modelo tradicional se baseavam apenas em taxas de administração e custeio. “O mundo será outro, falaremos de pro-labore de seguro, convênios variados, alavancado receita. Precisamos investir no negócio. Essa é uma visão que estamos defendendo em mudança na nossa legislação. Ninguém cresce se não investir”, pontuou Devanir, destacando que agora, além da gestão da operação, de investimentos e concessão de renda, as atividades do sistema passam a incluir captação, relacionamento, assessoria, fidelização e adesão. 

Já os principais recursos das entidades, na visão tradicional, eram a equipe, muitas vezes cedidas ou divididas com patrocinador, com alta sinergia com a empresa. “Hoje estamos falando em pessoal qualificado, base de relacionamento, conhecimento sobre os participantes, capacidade de investimentos e recursos, e tecnologia, com sistema de inteligência artificial. Isso tudo estará ao nosso favor para o fomento”, destacou Devanir, abordando ainda que as parcerias tradicionais, antes focadas nas patrocinadoras e instituições representativas de classe, passam a incluir seguradoras, instituidores, fornecedores de sistemas, associações de classe, sistemas de cobrança, consultoria atuarial e de previdência, assets management, e a Abrapp e a Conecta. “Através dessa parceria que encontramos soluções associativas e compartilhadas”. 

Devanir fez ainda reflexões estratégicas sobre o futuro da previdência. “Hoje ninguém pensa em aposentadoria. Precisamos oferecer para o jovem alternativas. Esse conceito de aposentadoria muda completamente, e é preciso ter uma visão moderna com um produto revitalizado. Para isso, é fundamental conhecer o nosso cliente, que é mais do que um participante, é um parceiro, é nosso sócio. Precisamos trazer a família brasileira para a previdência. Teremos o member get member, os participantes atuais nos ajudarão a vender os planos”, destacou. 

O uso de tecnologia se torna essencial nesse novo modelo, além da estruturação de uma área comercial com equipe qualificada. “Teremos um novo proposta de valor, que é exatamente a da renda qualificada no longo prazo, com propriedade compartilhada com esse novo dono, e teremos o papel de aconselhadores financeiros com foco no ciclo de vida. O papel dos dirigentes é de ter visão de negócios, empreendedorismo, visão inovadora. Essas são palavras de ordem do nosso meio”, reforçou Devanir Silva, ressaltando a importância da comunicação, da autorregulação para defender o legado, da expansão da competitividade, da cultura e da construção do patrimônio, além da da governança, qualificação profissional e compartilhamento de serviços valorizando o ambiente associativo. “Devemos ser protagonistas. Tenho plena convicção que teremos um futuro brilhante pela frente e que teremos vida longa”, complementou.

Mudança de paradigma – Fazendo uma reflexão sobre o modelo antigo da previdência complementar e o atual, que está sendo construído, Nilton Molina, Presidente do Conselho de Administração da MAG, elogiou o posicionamento de Luís Ricardo e Devanir Silva ao tratarem de um novo negócio para o segmento. “Tudo que há anos tenho dito está sobre a mesa. Estamos tratando de negócio, sem perder de vista nossa causa, que é e previdência. Isso é moderno”. 

Ele traçou um mapa social do sistema, abordando a queda da fertilidade, o que significa poucos trabalhadores para o futuro; um brutal aumento de longevidade; e um aumento do custos de saúde. “Mas ao ter menos trabalhadores amanhã e muitas pessoas sem capacidade laborativa, a grande população futura não poderá mais contar com o dinheiro da sociedade. O pacto entre gerações foi banido dessa nova sociedade. O Estado cumprirá papéis mínimos de segurança, com benefícios para todos, mas muito pequenos”, pontuou. 

Segundo ele, poupar para segurança presente e para a longevidade e o futuro será um problema de cada um de nós, e a consequência será a mudança sobre o conceito de aposentadoria. “Teremos que trabalhar durante um tempo muito maior. Esse é o propósito principal desse Encontro de Estratégias e Criação de Valor. Temos uma estrutura legal envelhecida, que não trata do que ocorre hoje no mundo. Quero continuar colaborando para criar um novo arcabouço legal, e por força da Emenda Constitucional 103, o sistema vai ter que mexer em coisas para permitir, por exemplo, que entidades abertas possam oferecer planos de previdência para servidores públicos. Para isso, precisamos de uma Lei Complementar. Essa é a oportunidade que está na mesa, a nosso dispor”, destacou Molina. 

Ele ressaltou que uma nova legislação de A a Z preveniria e manteria a causa da previdência. “O fundo de pensão tem um objetivo de estimular pessoas a pouparem para o futuro. Está neste momento, em estudo, um novo arcabouço legal para suportar a longevidade. E não escapamos de revistar praticamente 100% toda questão dos benefícios fiscais e tributários. Temos um novo mapa social e precisamos entender o que isso significa, reformando nossa legislação com a coragem que nossa sociedade merece, e respeito pela nossa causa”, complementou Molina. 

Continue acompanhando a cobertura do evento no Blog Abrapp em Foco. O 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor tem o Patrocínio Ouro de Base Viral, MAG, mLabs e Startse; e Patrocínio Prata da Maturi.

2º Encontro de Estratégias e Criação de Valor: Últimos dias para se inscrever

2º Encontro de Estratégias e Criação de Valor: Últimos dias para se inscrever

Garanta sua vaga no 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor, que ocorre nos dias 1 e 2 de outubro, das 9h30 às 17h30. Com o tema “Novos Tempos: Caminhos Para Inovar #juntosnamesmadirecao”, o evento abordará um novo modelo de negócios das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) e seus reflexos na forma de vender, comunicar e se relacionar com os clientes e stakeholders. O Encontro abordará a inovação na construção de um novo posicionamento das entidades onde, além de provedoras de soluções previdenciárias, atuam no aconselhamento financeiro com foco no ciclo de vida e onde a cultura comercial é instalada por toda a organização, quebrando tabus de vendas e marketing digital.

Na abertura do evento, Luís Ricardo Martins, Diretor Presidente da Abrapp, e Rodrigo Sisnandes Pereira, Diretor Executivo e responsável pelo Colégio de Coordenadores de Estratégias e Criação de Valor da Abrap, falarão sobre esses novos tempos, e em seguida haverá um momento de reflexão sobre uma nova proposta de valor com ​Devanir Silva, Superintendente Geral da Abrapp, e ​Nilton Molina, Presidente do Conselho de Administração da MAG.

O Encontro terá ainda a presença de ​Andre Diamand, Ex-Presidente da ABStartups e Fundador da Sexy Canvas Academy; ​Rodrigo Noll, Especialista referência em marketing de indicação e Fundador da Base Viral; ​Alfredo Soares, Sócio da Vtex e Autor do Best Seller ‘Bora Vender’; ​Rafael Kiso, Fundador e CMO da mLabs; ​​Claudia Janesko, Superintendente Executiva da Conecta; Rafael de Paula Souza, Co-Founder & CEO do Ubots; Marcelo Vital, Head of Sales da Asaas; André Coelho, Founder & CEO da Saffe; Carla Pedroso Tassini, Coordenadora de Relacionamento e Comunicação da Visão Prev; Lúcio De Carli, Consultor, Professor MBA e Diretor do Instituto do Consumo; Nilton Cesar da Silva, Diretor de Seguridade do Sebrae Previdência; e ​Maurício Benvenutti, Sócio da StartSe.

Além disso, o evento terá momento insights/talks de valor, uma sequência de Pitchs de 20 minutos sobre os temas: O Fenômeno das Fake News, com Alline Jajah Franco, Estrategista de Marketing e Professora da ESPM e PUC-GO; ​desmistificando a Maturidade, com Mórris Litvak, Fundador e CEO da MaturiJobs; ​success Experience, com Roberto Madruga, CEO e Fundador do ConQuist Labs; ​Raio-X do Investidor Brasileiro, com Ana Leoni, Superintendente de Educação Financeira e Market Data da Anbima; ​resolução CNPC 32, com Carlos Marne Dias Alves, Diretor de Licenciamento da Previc; e ​ONG Meu Propósito, com Katharinny Bione, Presidente da ONG.

Veja aqui a programação completa do 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor e faça sua inscrição. O evento será realizado 100% on-line e ao vivo e a participação conta 13 créditos para o PEC. O 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor tem o patrocínio da Base Viral, MAG, mLabs, Maturi, e Startse.

Encontro de Estratégias e Criação de Valor tem programação inovadora sobre marketing, comunicação e relacionamento

Encontro de Estratégias e Criação de Valor tem programação inovadora sobre marketing, comunicação e relacionamento

O 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor, que ocorre nos dias 1 e 2 de outubro, das 9h30 às 17h30, abordará um novo modelo de negócios das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) e seus reflexos na forma de vender, comunicar e se relacionar com os clientes e stakeholders. Com o tema “Novos Tempos: Caminhos Para Inovar #juntosnamesmadirecao”, o evento falará sobre o movimento de inovar e construir um novo posicionamento onde a entidade, além de provedora de soluções previdenciárias, atua no aconselhamento financeiro com foco no ciclo de vida e onde a cultura comercial é instalada por toda a organização, quebrando tabus de vendas e marketing digital.

Aliada à tecnologia, a cultura comercial deixou de ser só uma boa ideia e ganhou status de um caminho a ser construído e trilhado. Além disso, um novo comportamento pré, durante e pós-COVID precisa ser traçado. Assim, o evento se torna essencial para dirigentes, conselheiros, gestores e toda equipe de profissionais das áreas de comunicação, relacionamento, marketing, vendas, tecnologia, inovação, seguridade, RH e educação previdenciária, além de todas as demais áreas envolvidas direta ou indiretamente com os temas.

Veja aqui a programação completa do 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor e garanta sua vaga. O evento será realizado 100% on-line e ao vivo e a participação conta 13 pontos para o PEC. O 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor tem o patrocínio da Base Viral, MAG, mLabs, Maturi, e Startse.

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