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Palestras técnicas: Oportunidades na renda fixa e as mudanças com o PIX

Realizada no final da manhã do primeiro dia do 41º CBPP, a Palestra Técnica 3 “Renda fixa: como agregar valor em um mundo de juros baixos” promoveu um importante debate para a gestão dos recursos das entidades fechadas de Previdência Complementar (EFPC). Guilherme Nascimento, Head de Fundos de Pensão da XP Investimentos introduziu o tema ao alertar que a renda fixa continuará sendo importante na política de investimentos, até porque os juros estão em ascensão nos mercados futuros. 

Marco Aurélio Freire, Sócio e Gestor de Fundos Líquidos da Kinea, coincidiu que os juros futuros sinalizam taxas de 6% em 2021 e até 8% em 2022. “Mesmo que as taxas não subam tanto quanto os mercados futuros sinalizam, pode-se contar como certo que os juros vão subir nos próximos dois anos”, disse. Ele apontou, porém, que não acredita que os juros vão subir tanto quanto o mercado está projetando. Mas a inflação e a incerteza fiscal vão fazer os juros subirem.

O gestor da Kinea indicou que a renda fixa pode ter gestão ativa, mesmo porque gestores podem trabalhar com vários tipos de alfa, como opções, crédito e hedge com câmbio. “Tem bastante espaço para um mandato dinâmico”, comentou Marco Aurélio.

Fausto Silva Filho, CIO e Gestor de Renda Fixa da XP Asset Management esclareceu que é possível gerar alfa de diversas maneiras na renda fixa, apontando oportunidades no mercado de crédito privado. “Com as empresas se mostrando fortes e com isso fortalecendo o mercado de crédito,  os spreads observados no mercado de dívida se mostram bastante interessantes, já tendo quase que voltado ao nível pré pandemia”, comentou Fausto. 

O CIO da XP Asset disse que um veículo que se mostrou bastante resiliente na crise provocada pela pandemia é o FIDC – Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios. “Percebemos que é um veículo com estrutura bastante robusta que navegou muito bem em ambiente de pandemia”, contou. O gestor disse que as cotas seniores a que as EFPC têm acesso passaram incólumes na crise. E mesmo as cotas subordinadas recuperaram as perdas no período. 

Ele disse ainda que o cenário inflacionário deve pressionar por um novo ciclo de aumento dos juros, assim como também a incerteza quanto ao equilíbrio fiscal.

Pagamento instantâneo – A Palestra Técnica 4 “O que o PIX traz de mudança no mercado de Previdência” foi realizada por Edson Fonseca, Diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios da Sinqia. Ele lembrou que justamente hoje, 16 de novembro, o PIX começou a funcionar no país inteiro com autorização do Banco Central. 

O especialista realizou uma explicação sobre o novo meio de pagamento e suas principais características e vantagens. “A principal novidade é a instantaneidade disponível 24 por 7, ou seja, todos os dias da semana e todos os horários”, disse. Com simplicidade de segurança, o PIX deve impactar em todos os outros meios de pagamento como cartão de débito, crédito, DOC e TED, sem porém substituí-los totalmente. 

Edson Fonseca explicou ainda que o PIX impactará no funcionamento das EFPC. De uma lado, os participantes poderão utilizar o novo sistema para a realização de contribuições e recebimentos das contas bancárias para a entidade. 

Mais que isso, as entidades poderão atuar na modalidade usuário, com a capacidade de cadastrar chaves PIX. Neste caso, as EFPC poderão oferecer contas digitais aos participantes. Após homologação no Banco Central, a entidade poderá se transformar em uma instituição financeira para oferecer contas e outros serviços e produtos financeiros aos participantes.

O 41º CBPP contará com plenárias, insight sessions, palestras técnicas e diversas atividades da Abrapp, UniAbrapp, Sindapp, ICSS, Conecta e espaço Expo (feira virtual). Confira a programação completa.

Entrevista: Os impactos do Open Finance no sistema financeiro brasileiro

Entrevista: Os impactos do Open Finance no sistema financeiro brasileiro

Em entrevista exclusiva ao Blog Abrapp em Foco, Thiago Saldanha, CTO (Chief Technology Officer) da Sinqia, explica os impactos e profundas mudanças que o Open Finance está produzindo no sistema financeiro no Brasil. Iniciativas do Banco Central como o PIX e o Open Banking devem incentivar maior competitividade e agilidade para os serviços bancários. Na área de Previdência Privada, as novidades afetam imediatamente as entidades abertas e seguradoras.  

Apesar de não impactar diretamente as entidades fechadas (EFPC), as mudanças do Open Finance e novidades tecnológicas do sistema financeiro devem começar a afetar a gestão de investimentos. Confira a seguir a entrevista na íntegra:

Poderia explicar o conceito de Open Finance?

O Open Finance é uma das iniciativas de inovação do Banco Central que busca melhorar a competitividade no sistema financeiro brasileiro. Também conhecido como Open Banking ou Sistema Financeiro Aberto, dará aos brasileiros o direito de poder decidir sobre seus dados dentro das instituições financeiras, com isso o cliente de uma instituição passa a ser dono de todos seus dados, podendo decidir quem terá acesso e, assim, compartilhar as informações com várias instituições. Diferente de outros países, o Open Banking no Brasil não está restrito somente a instituições bancárias, aqui no Brasil o movimento irá expandir para outros setores, como previdência, investimento e seguros, por isso o nome utilizado no Brasil será Open Finance. 

Poderia explicar os impactos do Open Finance no Brasil? 

Com as movimentações que estão acontecendo no sistema financeiro, várias empresas começam a ver possibilidade de concorrer diretamente com grandes bancos nos principais produtos que os sustentam. Várias regulamentações e iniciativas estão aquecendo o mercado financeiro, possibilitando a criação de novas instituições que poderão oferecer crédito, contas digitais, vendas de produtos financeiro, etc. É de se imaginar que essa movimentação irá atrair muitas pessoas que ainda não estão bancarizadas e começar a girar dinheiro eletrônico através de aplicativos de mensagens, delivery, e-commerce ou até mesmo nas operadoras de telefonia. Quem ganha com toda essa abertura e inovação que está acontecendo e também as que estão por vir são os brasileiros que deixarão de ser reféns de instituições que prestam um serviço ruim e poderão escolher por melhores experiências com melhores retornos.

Quais são as iniciativas do Banco Central nesta área? 

Aqui no Brasil temos o PIX e o Open Banking. O PIX trará agilidade para pagamentos e transferência, além de eliminar intermediários da cadeia de transação que complicam e encarecem o sistema financeiro. Além disso o Open Banking/Finance dará ao cliente o poder de conseguir melhores taxas e serviços utilizando seu próprio histórico de uso e que com apenas alguns cliques poderá mudar de instituição.              

Quem são os beneficiados e quais as principais vantagens?

A maior vantagem de todas é a abertura para novos modelos de negócios e maior competitividade, que irá alavancar o sistema financeiro brasileiro e quem ganha são os brasileiros. Com mais competitividade e menos intermediários, os custos irão reduzir muito, e com uma legislação atualizada, moderna e tecnológica trará mais segurança, mais agilidade e mais opções. Outras vantagens que devem ser citadas são: modernização da legislação, maior eficiência, crédito mais barato, maior competitividade, maior bancarização, inovação tecnológica, redução de custos, maior segurança, etc. Isso tudo irá facilitar e dar mais opções para os brasileiros que poderão decidir trocar de instituições muito facilmente, e ainda atrair pessoas que que possam digitalizar seu dia a dia financeiro.             

Em quais países esse conceito é mais desenvolvido? Poderia comentar os benefícios nesses lugares?

A iniciativa já ocorre em diversos países como Canadá, EUA, México, Índia, Japão, Austrália, Rússia, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Cingapura e na UE, onde foi criado o padrão PSD2 que já está em funcionamento há 2 anos. Pode-se notar que várias inovações surgiram a partir do PSD2, muitas num âmbito tecnológico que usufruem das famosas APIs que são as viabilizadoras para que os sistemas se comuniquem e deem aos clientes acesso às suas informações. Aplicativos auxílio financeiro com acesso a taxas e produtos do sistema financeiro agora não só mostram a posição de cada conta para seus clientes como também atuam como indicação utilizando-se da Inteligência Artificial e do Big Data para que cada cliente tenha melhores rentabilidades e menos custos.

Poderia dar alguns exemplos de como esses serviços impactam o dia a dia das pessoas?

Por exemplo, clientes que possuem vários bancos agora podem acessar tudo em um único aplicativo. As pessoas podem cancelar contas apenas deletando seus aplicativos, reduzindo muito a burocracia. A contratação de produtos financeiros passam a ser totalmente digitalizado, com troca de informações e validações de segurança cada vez mais avançadas, com uso de reconhecimento facial, biometria, GPS, Machine Learning, blockchain, etc.             

Tem algum impacto sobre o sistema de EFPC? Quais? Poderia explicar citando o impacto positivo sobre entidades, participantes e patrocinadores?                      

Em relação a EFPC, a regulamentação existente até o momento não cita obrigatoriedade da participação, porém é possível entender os benefícios que a abertura de dados irá trazer. Em um mundo financeiro onde a competitividade por taxas, melhores retornos e principalmente, num mundo onde a experiência de consumo de um serviço virou o principal diferença na concorrência digital, não podemos deixar de lado a inovação e ignorar o movimento do mercado, é preciso preparar-se e entrar de cabeça para não morrer. A inovação trará muitos benefícios caso a tecnologia seja usada a favor do negócio. 

Haverá mudanças na gestão dos investimentos das EFPC?

Podemos imaginar uma evolução tecnológica que irá acelerar muito o setor com a automatização de gestão de fundos, inteligência artificial nas tomadas de decisões de aplicações, simuladores de previdência com comparadores em tempo real que poderão dar maior assertividade para os clientes e tomadores de decisão, consolidação de investimentos numa única visão, a união de carteiras de investimentos, gestão facilitada da vida financeira dos clientes, tudo isso e muito mais, na palma de sua mão. 

Por favor, comente o impacto do Open Finance sobre as entidades abertas e seguradoras?

Aqui no Brasil, sabe-se até o momento que o Open Finance irá impactar as Entidade Abertas, que irão precisar abrir algumas informações, ainda pendente de definição qual será o formato. Muitas vezes essas informações, principalmente de histórico dos cliente, são muito extensas, devido ao longo período que de existência de uma previdência, isso será um grande desafio tecnológico para as entidades, porém nada impossível visto toda a evolução que estamos vivenciando.

Diversificação em renda variável e vantagens do Pix pautam discussões do primeiro dia de Seminário

Diversificação em renda variável e vantagens do Pix pautam discussões do primeiro dia de Seminário

A parte da tarde do primeiro dia do 9º Seminário Gestão de Investimentos nas EFPC trouxe uma discussão de extrema relevância diante do momento atual de busca por maior diversificação dos portfólios das fundações. Com 700 participantes, o evento online e ao vivo iniciou nesta quinta-feira 15 de outubro. Confira a palestra de abertura e os primeiros painéis do dia.

Diversificação em Renda Variável

Lucas Ferraz Nóbrega, Diretor Presidente da Fundação Libertas, moderou o painel que tratou Estratégias para Diversificação em Renda Variável, composto por gestores especializados que destacaram diferentes estratégias de alocação de investimentos no segmento. No painel, Alexandre Sabanai, Gestor dos Fundos de Ações da Perfin Asset Management, abordou as as perspectivas para o índice Bovespa, destacando o período de crise devido à pandemia de COVID-19 e já as perspectivas de recuperação. “Passamos meses atípicos este ano, entre março e abril, mas tivemos um retorno surpreendente nessa retomada devido a um processo de injeção de liquidez global e de expansão monetária ao longo da principais economias desenvolvidas”.

No Brasil, Sabanai citou o processo de endividamento para que se pudesse dispor de liquidez e propiciar, tanto às pessoas físicas quanto jurídicas uma espécie de expansão monetária vinda de um lado de maior endividamento do governo. “De certa forma, temos o lado negativo, que é o fiscal, mas tem o lado positivo, que trouxe um colchão de liquidez para que muitas das pequenas e médias empresas não quebrassem. Essa liquidez é um pilar importante”.

A expectativa de normalização da atividade, conforme se tenha a disponibilidade de uma vacina, levou ao mercado um ponto relevante que precifica os ativos, destacou Sabanai. “Além disso, temos as eleições americanas e, passando as eleições, o grande pilar de importância se dará em relação à guerra comercial entre Estados Unidos e China, que deixou de ficar no radar devido à pandemia, mas deve voltar a ser discutido”. Ele destacou que houve uma perspectiva de um cenário mais conservador para a bolsa brasileira nesse período, e esse cenário permanece em torno dos 120 mil pontos, e não mais do que isso. “Vemos dois setores com peso grande no índice Bovespa, com riscos razoáveis: o setor de bancos, que representa praticamente 30% do índice; e o de commodities, que tem um peso de 25% no índice. Os demais setores compõem um bloco mais otimista”, destacou.

Segundo Sabanai, há ainda dois novos fatores de análise de risco na bolsa, incorporados no final de 2018, ligados aos aspectos sociais e ambientais, compondo o índice ASG e se tornando mais explicitados junto à governança. “Passamos a dar notas relacionadas a esses itens”, disse. “Temos um bom processo de screening desses critérios incorporados”. Ele salientou que os aspetos ASG devem ser olhados de forma mais ampla, incluindo iniciativas nas gestoras, destacando as ações que a Perfin realiza dentro desses aspectos. “O ASG deve fugir um pouco do óbvio, olhando as iniciativas que as próprias gestoras estão tomando”.

Fatores – Em seguida, Rodrigo Pereira Maranhão, Sócio e Gestor da Kadima Asset Management, abordou o investimento em fatores, ou factor investing. “Fatores são características que, no longo prazo, explicam, pelo menos parcialmente, a diferença de retornos entre ativos, no caso, ações, de longo prazo. Assim, você pode gerar retornos acima do benchmark no longo prazo. São comuns as evidências que os fatores funcionam no mundo inteiro”, destacou.

Segundo ele, há uma série de fatores tendendo a remunerar o investidor no longo prazo, e no factor investing o papel do gestor é gerar essa exposição de forma sistemática. “É possível dividir as ações em grupos sob a métrica de fatores e medir o resultado no longo prazo. Os quatro grandes tipos de fatores são momento, valor, risco e qualidade”, disse Rodrigo, ressaltando que é importante tomar cuidado com a sobreposição de fatores. “Temos muitas possibilidade de combinar fatores, avaliando qual momento do ciclo econômico se deve entrar, tentando mapear qual fator vai performar melhor no futuro e tentando encontrar uma asset allocation efetiva entre os fatores”.

Em alguns momentos, Rodrigo explicou que um fator que tem o melhor retorno pode ter um risco muito grande. “Quando temos uma exposição alvo, tentamos minimizar os riscos colocando pesos entre fatores. Tendo calculada a exposição de cada fator, podemos otimizar a carteira de forma a minimizar os riscos que no longo prazo não vão gerar retorno extra, mas ao mesmo tempo, ter uma exposição-alvo a riscos que me remuneram no longo prazo”, destacou.

Nova economia – Iniciando uma abordagem sobe nova economia, Pablo Riveroll, Head de Gestão de Renda Variável Brasil e Latam da Schroders, falou sobre a velha e a nova bolsa brasileira dentro de um viés ASG e quantitativo. “Falarei de três pontos são parte dos nossos processos de investimentos e essenciais. O primeiro deles é a nova economia”. Segundo ele, a nova economia gera crescimento, impacto, lucratividade e sustentabilidade, empresas inovadoras estão mudando a forma de consumo no Brasil.

“Dentro desse grupo de nova economia, temos ainda saúde a custos mais acessíveis, acesso a internet a saneamento, e muitas empresas estão retirando barreiras de entrada de novos negócios para diminuir preços. Muitos modelos de negócios no Brasil tem um dinamismo forte, mas é importante saber selecioná-los e investir”, destacou Riveroll. Ele ressaltou que na bolsa brasileira há uma exposição pequena a essa nova economia.

Segundo ele, com o uso big data, ou análise de dados, há maior convicção em relação às teses de investimento. “O acesso a dados é fundamental competitivamente entre os gestores”. No modelo quantitativo de alocação e controle de risco, Riveroll demonstrou como são selecionados países, por exemplo, na composição do portfólio de um fundo de investimento. “Em vez de otimização, é usada uma abordagem de alocação simples, do pior para o melhor”.

Na abordagem ASG em escala global, a visão de Riveroll sobre sustentabilidade está direcionada a retornos. “Buscamos boa gestão e bons fundamentos do negócio usando duas ferramentas principais: a primeira incorpora todos os dados em termos de relatórios e mede controvérsias; e a outra faz uma análise de portfólios que incorpora custos e benefícios gerados para a economia”, complementou.

Pix e Revolução nos Meios de Pagamento

O último painel do dia contou com uma apresentação sobre um tema que está em pauta no momento, diante da avalanche de inovações nos meios de pagamento do Brasil: o Pix. “O processo de pagamentos faz parte do dia a dia das entidades e dos participantes, e isso impacta diretamente nosso sistema”, disse Luiz Paulo Brasizza, Diretor de Investimentos da Volkswagen Previdência Privada e Diretor Vice-Presidente da Abrapp, moderador o painel. “Temos que tratar isso inclusive pensando na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), pois trataremos de dados extremamente importantes”, destacou. “Certamente teremos que adequar nosso sistemas à essa nova realidade”, ressaltou Brasizza.

Angelo J. Mont’alverne Duarte, Chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, destacou todo o processo de mudança do sistema financeiro até se chegar no Pix, que é um projeto do BC junto ao setor privado. “O Banco Central iniciou, recentemente uma série de projetos que estão ficando maduros nesses últimos anos para se ter um sistema financeiro mais eficiente. O Pix é um dos principais, mas há outros, como open banking, que está em andamento”, disse. “O objetivo é trazer mais eficiência e mais competição também, viabilizando que instituições financeiras consigam competir em escala menor”.

Ele explicou qual é o contexto do novo ecossistema de meios de pagamento. “Apesar da digitalização ser forte, com transferências bancárias e cartões, havia lacunas, e uma delas era o tempo em que as transações se dão. Em vários desses meios de pagamento, com cartões, boletos e transferências, há uma demora para que recursos sejam transferidos do pagador ao recebedor”, citou, falando ainda sobre o desenho mais enxuto do Pix em que instituições se conectam a essa plataforma sem intermediários. “Por fim, o papel moeda, ainda muito utilizado no Brasil, é um meio de pagamento ineficiente e muito caro. Qualquer redução do papel moeda trará um retorno à sociedade muito grande”.

Angelo citou as sete características que tornam o Pix único: velocidade, disponibilidade, segurança, conveniência, multiplicidade de casos de uso, informações agregadas, e ambiente aberto. “No Pix, os recursos transitam de uma conta para outra em poucos segundos”, disse. “Além disso, o Pix é um sistema construído do zero, sem legado, e traz uma série de características de segurança modernas”. Os casos de uso abrangem tanto pagamentos de governo quanto outros tipos de pagamento. O ambiente aberto permite ainda que um leque maior de instituições possam operar nesse novo meio de pagamento. “Já temos 980 instituições em processos de adesão ao Pix”.

O Banco Central vê a questão tecnológica como indutor de inovação, bancarização e competição, sem perder de vista a estabilidade do sistema, gestão prudencial e sigilo bancário, ressaltou Angelo. “A LGPD é mais uma camada que se põe à respeito dos dados pessoais”, complementou. O Pix estará em funcionamento pleno a partir do dia 16 de novembro.

Inovação – Em seguida, dois representantes do Hupp, hub da previdência privada organizado pela Abrapp e Conecta em parceria com a LM Ventures, fizeram apresentações sobre suas soluções em meios de pagamento: Piero Contezini, CEO e Fundador da Asaas, e Lucca Freire, Sócio da Trampolin.

A Asaas atua como instituição financeira com um atendimento que permite o pequeno cliente consiga acessar serviços financeiros que antes não teria acesso. O principal objetivo da Asaas é simplificar a cobrança de empresas por meio de automatização e disponibilização links, além de personalizar faturas de cobrança e oferecer meios de pagamento, que será facilitado com Pix, dando maior acesso a população que não é bancarizada. “O Asaas tem uma visão de tornar o recebimento de dinheiro algo muito fácil, de forma automática”, explicou Piero Contezini.

Já a Trampolin, plataforma de banking que fornece infraestrutura tecnológica para empresas que querem oferecer serviços financeiros aos seus usuários finais, oferece suporte técnico para quem quer construir e escalar experiências financeiras aos seus clientes, de APIs ao regulatório, oferecendo estruturas white label. “O banking é um complemento para a previdência. É uma grande oportunidade de abrir portfólio de produtos e serviços para os clientes da previdência privada”, disse Lucca Freire.

Rodada de Negócios – Com apresentações de cases e produtos, durante uma hora, os participantes do evento tiveram oportunidade de ver pitches de gestores e empresas especializadas em 20 estandes virtuais da área de exposições do centro de eventos online. Os pitches comerciais ocorreram simultaneamente, com duração de 15 minutos cada. Veja o tema de cada pitch:

 

  • XP INVESTIMENTOS » Como proteger capital em um ambiente que exige maior alocação em risco?
  • CAPTALYS ASSET MANAGEMENT » Fundos de Investimento da CAPTALYS em PRIVATE DEBT
  • CA INDOSUEZ WEALTH MANAGEMENT » Crédito Privado e suas oportunidades
  • KADIMA ASSET MANAGEMENT » Conhecendo os pioneiros da gestão quantitativa no Brasil
  • SULAMÉRICA INVESTIMENTOS » ESG e oportunidades que transformam: Fundo Total Impacto
  • VINCI PARTNERS » A Construção de Fofs Utilizando um FIA como Consolidador
  • AVIVA INVESTORS » AVIVA – ESG na Gestão Ativa de Crédito
  • SCHRODERS » ESG na gestão de Investimentos em Ações
  • PERFIN INVESTIMENTOS » A euforia dos IPOs
  • SPARTA INVESTIMENTOS » Renda Fixa pós fixada ou atrelada à Inflação? Na Sparta temos ambas soluções, venha conhecer.
  • CLEARBRIDGE » Como escolher a estratégia de Renda Variável Global mais adequada a entidade de Previdência Complementar
  • J.P. MORGAN ASSET MANAGEMENT » Diversificação global: essencial para seus resultados
  • TAG INVESTIMENTOS » O que você tem feito com a gestão estratégica da sua carteira?
  • BNP PARIBAS ASSET MANAGEMENT » Importando soluções de investimentos ao redor do mundo
  • MAG INVESTIMENTOS » Estratégias Globais Sustentáveis em Ações da Aegon Asset – O Portfólio Sustentável de Alta Convicção!
  • INDIE CAPITAL » Filosofia Indie de Investimentos
  • I9 ADVISORY » Outsourced Chief Investment Officer: gestão de recursos alinhada ao passivo atuarial e objetivos de retorno
  • FRANKLIN TEMPLETON » Investindo em inovação no exterior e em crédito no Brasil
  • MAUA CAPITAL » Geração de Alpha em Mandatos Enquadrados
  • STEP STONE GROUP » Por quê Private Equity?

Ainda dá tempo de participar da Rodada de Negócios que acontecerá nesta sexta-feira, dia 16 de outubro, programada para iniciar a partir das 10h20. Cada pitch tem lotação máxima; se programe com antecedência.

Acompanhe a cobertura do evento no Blog Abrapp em Foco.

O 9º Seminário Gestão de Investimentos nas EFPC é uma realização da Abrapp com apoio institucional da UniAbrapp, Sindapp, ICSS e Conecta. O evento conta com patrocínio Black da XP Investimentos; Ouro da Aditus, Aviva Investors, BNP Paribas Asset Management, Indosuez Wealth Management, Captalys, ClearBridge Investments, Hancock Asset Management Brasil, Indie Capital, J.P. Morgan Asset Management, Kadima Asset Management, MAG Investimentos, Perfin Asset Management, Schroders, Sparta Fundos de Investimento, Sulamérica Investimentos, TAG Investimentos, Vinci Partners; Bronze da Franklin Templeton, i9Advisory Consultoria Financeira, Mauá Capital, StepStone; e apoio da ARX.

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