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Artigo do Financial Times defende modelo de fundos de previdência corporativos

Em artigo do Financial Times (FT) publicado no Valor Econômico desta quinta-feira, 7 de janeiro, o editor Robin Harding defende um novo modelo para os fundos de previdência no mundo. O novo modelo seria baseado no licenciamento de planos de previdência que estariam abertos à adesão de trabalhadores de quaisquer empresas.

O modelo apresentado pelo editor é bastante próximo ao que é defendido pela Abrapp. “Defendemos a ideia do Plano Instituído Corporativo. Através dele, os setores empresariais teriam planos, no modelo CD, que viabilizariam as adesões individualmente . As empresas não seriam patrocinadoras, mas poderiam fazer aportes esporádicos. Vislumbro um grande potencial para o fomento da previdência complementar fechada”, diz Devanir Silva, Superintendente Geral da Abrapp.

O artigo do FT aponta que os planos atuais de aposentadoria baseados no empregador estão desatualizados. Cada vez que as pessoas mudam de emprego, entram em novos planos de previdência; planos pequenos têm custos fixos elevados. Existem economias de escala: quanto menores e mais numerosos os esquemas, mais se desperdiça e mais difícil é fazer investimentos sofisticados”, diz trecho do artigo.

O autor defende a seguinte estrutura: o governo autorizaria o funcionamento de um número pequeno de planos de previdência sem fins lucrativos, nos quais, os empregadores podem decidir o valor de suas contribuições. “O plano decidiria como investir o dinheiro, sujeito às regulamentações, e os funcionários não poderiam sacar os recursos até se aposentar”, aponta o texto.

No modelo de contribuição definida (CD), os planos se tornariam grandes rapidamente e, com isso, ganhariam economia de escala, custos mais baixos e recursos para lidar com investimentos sofisticados. Trata-se de uma estrutura de investimento de baixo custo e longo prazo.

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