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Curso da UniAbrapp aborda aplicabilidade da Resolução CNPC nº 32/2019

Curso da UniAbrapp aborda aplicabilidade da Resolução CNPC nº 32/2019

No dia 7 de abril, das 9h às 13h, será realizado o curso ‘Comunicação: a Resolução CNPC 32/2019 e sua aplicabilidade no mundo BANI‘ pela UniAbrapp em formato online e ao vivo. O objetivo será analisar as exigências da Resolução e sua aplicabilidade em mundo frágil, ansioso, não-linear e incompreensível (BANI, na sigla em inglês).

A especialista Patricia Motta Fagundes ministrará o curso ajudando os participantes a compreenderem a revolução gerada pela pandemia e as novas maneiras de viver, como adaptar os velhos conceitos ao novo momento, preparando o segmento para esse contexto. Além disso, serão identificadas as características dos públicos que são atendidos pelas entidades para propor novas formas de comunicação com esses públicos.

A participação no curso conta 2 créditos no Programa de Educação Continuada – PEC do ICSS. Inscreva-se.

CTs de Planos Previdenciários e de Tecnologia e Inovação buscam atendimento das necessidades das EFPC

CTs de Planos Previdenciários e de Tecnologia e Inovação buscam atendimento das necessidades das EFPC

Em um trabalho de mapear e buscar soluções para as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), as Comissões Técnicas de Planos Previdenciários e de Inovação e Tecnologia encontraram uma sinergia. Coordenadas por Elayne Cachen, Assessora Executiva de Previdência e Inovação da Fundação Ceres, o objetivo das comissões está em atender as necessidades das entidades no que diz respeito a ferramentas para promover melhorias no atendimento aos participantes. “A integração entre as Comissões ocorre pelas demandas semelhantes. Inovação e Tecnologia é alimentada pelas necessidades da área de Seguridade das entidades. É um meio de atendermos a nossa missão de forma eficiente”, diz Elayne em entrevista ao Blog Abrapp em Foco.

A CT de Planos Previdenciários tem como Diretor responsável Alexandre Araújo de Moraes e atuou no ano passado discutindo temas relativos à terceirização de risco, adequação à Resolução nº 32 do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), e à Instrução Normativa Previc nº 34, além de abordar também o processo de portabilidade de planos.

Elayne Cachen explica que em 2020 foi realizada uma pesquisa sobre as demandas das EFPC acerca da terceirização de risco, e foram mapeados os produtos que o mercado disponibiliza para as entidades nesse sentido. A partir desse trabalho, a CT deve realizar um estudo de viabilidade técnica para verificar a possibilidade de ser criada uma câmara de compensação de seguros para todo o segmento. “Isso seria uma forma de diluir o risco e reduzir o custo desses benefícios. Por isso, foi considerada a ideia de criar uma câmara que contemple as massas das entidades”, explica Elayne. Em reunião realizada já em janeiro de 2021, o assunto foi abordado novamente e esse trabalho terá continuidade ao longo do ano.

Regulação – Duas resoluções estiveram na pauta da Comissão em 2020. Foram elas a Resolução nº 32, que trata da comunicação com os participantes dos planos de benefícios; e a IN Previc nº 34, sobre prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. “Por envolver informações, avaliação de risco, cadastro e acompanhamento, a Instrução envolve a área de seguridade das entidades. Por isso, no final do ano passado fizemos um mapeamento e trocamos informações de como as EFPC deveriam proceder para aplicar a norma na prática” destaca Elayne.

Com o lançamento do ‘Guia de Implantação da Instrução Normativa Previc Nº 34/2020’, elaborado pelos membros da Comissão Técnica Sul de Governança e Riscos da Abrapp com o objetivo de colaborar com o trabalho dos responsáveis pela adequação das entidades à norma, Elayne acredita que ficará mais fácil de compreender como deve ser feita a implementação das regras. “O Guia traz um Checklist que deve ajudar muito a colocar a norma em prática”, diz.

A gestão de risco é mais um tema abordado pela comissão, que quer avaliar regras de solvência e proporção contributiva para auxiliar as entidades no diagnóstico de como a legislação está tratando esses tópicos e quais os empecilhos e dificuldades das EFPC, visando ainda propor mudanças que levem mais aderência das regras à realidade das EFPC.

Portabilidade – A agilidade nos processo de portabilidade de planos é outro foco de trabalho da CT, que visa facilitar a transferência de um saldo de contas do participante de uma entidade para outra. “Discutimos sobre esse processo e como poderíamos, pelo menos dentro das EFPC, torná-lo mais ágil”, explica Elayne. Assim, no ano passado a Comissão convidou Vanessa Dall Inha, da Quanta Previdência, para falar sobre as mudanças realizadas na entidade, incluindo uma ferramenta que facilitou a assinatura dos termos de portabilidade. “Esse é outro assunto que deve se desdobrar em 2021, tornando o processo de portabilidade mais rápido através de uma plataforma digital”.

Para este ano, os temas discutidos pela Comissão abordarão também o apoio para a cultura comercial das entidades para vendas de planos; ações junto a potenciais patrocinadores de planos; e parcerias visando o desenvolvimento de planos setoriais. “Isso deixa a Comissão conectada ao objetivo de cultura comercial traçado no planejamento estratégico da Abrapp” destaca Elayne.

Soluções digitais – Também será feito pela CT de Planos Previdenciários um mapeamento de soluções digitais para atender as necessidades relativas à prova de vida. “Com a interrupção do acesso ao Sistema de Controle de Óbitos – Sisobi, várias entidades ficaram sem alternativa para a identificação da prova de vida dos assistidos. Devido a essa demanda, queremos mapear possíveis soluções”, diz Elayne Cachen.

Buscando também suprir as EFPC com soluções digitais, a Comissão Técnica de Inovação e Tecnologia da Abrapp, cujo Diretor responsável é José Roberto Rodrigues Peres, vem fazendo desde o ano passado um mapeamento a respeito das demandas das fundações sobre o tema. “Identificamos necessidades a respeito de LGPD; gestão de assinaturas eletrônicas e digitais; sistemas de ERP das entidades; e uso da tecnologia para eficiência operacional e melhoria do ambiente produtivo. Em 2020, tivemos a presença de Claudia Janesko, Superintendente Executiva da Conecta, para tratar desse mapeamento, fazendo um diagnóstico do sistema nesses assuntos”, destaca Elayne.

A partir disso, a CT iniciou a elaboração de um Guia sobre transformação digital para as EFPC, com o objetivo de fornecer informações e subsídios sobre como as entidades poderiam ter mais eficiência operacional através da tecnologia. “Começamos a desenhar os assuntos que serão abordados no Guia, pois falamos muito sobre transformação digital, e existem vários cursos sobre o tema, mas como fazer isso nas entidades? Temos características próximas e precisamos fazer uma transformação nesse ambiente”, diz Elayne.

Para ela, a transformação digital abre também caminho para cultura comercial e eficiência do legado a partir de soluções como a transformação da documentação em papel para digital; identificação de plataformas digitais; aplicativos e demais soluções. O Guia será lançado este ano, ainda sem data prevista. A partir do tema de transformação digital, a Comissão realizará webinars e eventos para esclarecer pontos e termos utilizados dentro desse universo.

Resolução CNPC nº 32 reforça papel de entidades como consultoras de seus participantes

Resolução CNPC nº 32 reforça papel de entidades como consultoras de seus participantes

Aprovada em dezembro do ano passado, a Resolução CNPC nº 32/2019 traz avanços e modernização na prática da comunicação entre as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) e seus participantes ativos e assistidos. A norma já está em vigência, e as entidades têm até o dia 31 de dezembro para se adaptarem às exigências. “Com a pandemia, houve uma aceleração no processo de comunicação das entidades, e nesse sentido, trouxe maior acesso aos próprios assistidos”, diz Daniel Pereira, Sócio-Diretor da Consultoria Wedan, em entrevista ao Blog Abrapp em Foco.

Segundo Daniel, um dos principais avanços trazidos pela Resolução nº 32 é o fato das entidade estarem ganhando o conceito de consultor previdenciário, ou seja, de assessorar o participante não somente na adesão ao plano, mas durante o período contributivo e pós-laborativo, na formação de poupança e de constituição de reserva. “As entidades estão se mobilizando para melhorar seus simuladores. “O grande objetivo é mitigar o risco de frustração de benefício futuro que pode acontecer nos planos de Contribuição Definida e Contribuição Variável”, explica.

De acordo com as normas, os simuladores devem avançar um pouco mais de forma a fornecer ao participante alternativas. “Se eu adiar minha aposentadoria por mais 5 anos, ou melhorar meu nível de renda, ou se eu aumentar minhas contribuições, o que acontece com meu benefício futuro? São simuladores com um conceito inteligente, que oferecem alternativa aos participantes de forma a ter uma melhor maximização do benefício previdenciário”, explica Daniel.

“Temos percebido entidades fazendo movimentos, se mobilizando e contratando pessoas, desenvolvendo simuladores, mas mais do que isso, temos percebido que as entidades também devem exercer seu papel e gerenciar o risco de frustração inerente à sua população, seus participantes do plano de benefício. E elas, de forma proativa, devem auxiliar os participantes a melhorarem sua curva previdenciária, sobretudo em planos instituídos, que não têm a figura do patrocinador e exige maior esforço contributivo”, destaca Daniel.

Comunicação – Na parte de comunicação, a tendência é que as entidades fortaleçam o lado mais digital, promovendo modernização e uso das plataformas digitais que permitem que os participantes tenham informações de maneira mais célere. “Além de sites, é preciso disponibilizar notas técnicas atuariais. O RAI, que antes era muito robusto, agora deve ser dinâmico, com infográficos, mais objetivo e de fácil leitura, intuitivo, mudando a forma de comunicação”, diz Daniel.

Com a pandemia, houve uma aceleração no uso dessas ferramentas por parte das entidades, segundo o consultor. “As EFPC também aproveitaram essa oportunidade para ter maior participação em redes sociais, o que exige uma linguagem mais dinâmica. As entidades têm feito o dever de casa nesse sentido”, reitera.

Para o Diretor Presidente da Fundação Libertas, Lucas Nóbrega, a pandemia trouxe um grande desafio para a comunicação com os participantes, beneficiários, patrocinadores e instituidores. “O trabalho presencial que vinha sendo muito explorado por meio de palestras e atendimentos deu lugar a novas formas de comunicação, como atendimento com hora marcada, webinars, vídeos e interação via redes sociais. Nosso Instagram e LinkedIn foram as redes que mais cresceram desde março, em termos de seguidores e engajamento. Para 2021, nosso objetivo é termos novas frentes de comunicação, com base nas preferências dos participantes, para alcançarmos um engajamento ainda maior”.

Carla Tassini, Coordenadora de Comunicação e Relacionamento da Visão Prev, também destaca o compromisso da entidade com a transparência e a disponibilização das informações aos participantes. “Oferecemos a eles todos os dados e ferramentas para o melhor entendimento e gestão de seu plano”, diz.

Processo de adequação – A Gerente de Compliance da Libertas, Poliana Lemos da Silva, conta que quando a fundação iniciou o levantamento das ações que deveriam ser implementadas para adequação à Resolução nº 32, constatou que algumas já estavam sendo praticadas. “No levantamento inicial, a Libertas atendia a aproximadamente 40% das diretrizes”.

No primeiro momento, a legislação foi divulgada internamente na entidade para conhecimento das áreas e análise dos impactos em seus processos. “A reunião kickoff do projeto envolveu grande parte das áreas que apresentaram a análise inicial do conteúdo da norma. No segundo momento, a Gerência de Compliance conduziu com as áreas a formalização do plano de ação e a validação das ações já implementadas”.

Para melhor acompanhamento da adequação à legislação, a Libertas adotou a metodologia Kanban e vem acompanhando periodicamente a evolução do projeto. “Atualmente, a Libertas conta com 61% das ações já implementadas, e as demais ações encontram-se em andamento e estão sendo monitoradas para cumprimento dentro do prazo legal”, diz Poliana.

Os principais desafios identificados pela Libertas estão associados à adequação do site em relação às alterações no extrato do participante. “Algumas exigências acarretaram necessidade de adaptação operacional, como é o caso da obrigatoriedade da disponibilização de simuladores de benefícios nos moldes da legislação, e outra de adaptação dos processos internos, como a publicação do extrato das atas”, conta a Gerente.

Carla Tassini, da Visão Prev, também destaca que a entidade já pratica a maioria das demandas listadas na chamada Resolução da Transparência. “Isso atesta seu compromisso em transmitir informações de modo contínuo e confiável”, diz. Na Visão Prev, foi criado um grupo de trabalho multidisciplinar para ler, entender e discutir a Resolução nº 32 e, posteriormente, criar planos de ação. “Entre as poucas necessidades de adequação, foram feitas mudanças na elaboração do relatório detalhado de investimentos. Já trabalhávamos com todas as informações, mas readequamos formato e prazos. Além disso, fizemos alguns ajustes em nosso site para destacar ao participante informações necessárias e dar visibilidade a outras, como as atas das reuniões de Conselhos”, explica.

Em agosto, o Blog Abrapp em Foco publicou matéria sobre o processo de adaptação de outras fundações: ETQPrev, Regius e Família Previdência. “A Resolução nº 32 representa uma verdadeira revolução para nosso setor. É uma norma que aperfeiçoa a comunicação e a transparência e reconhece o uso da internet e dos meios digitais. É muito moderna e útil e reforça o caminho sem volta que a maioria das entidades já está trilhando”, disse Rodrigo Sisnandes, Diretor Executivo da Abrapp e Diretor Presidente do Família Previdência.

O Diretor Presidente da ETQPrev, Mauro Chaves, ressaltou que o advento da pandemia também promoveu a aceleração do processo do uso intensivo dos meios e plataformas digitais. Já o Diretor de Benefícios e Administração da Regius, Sandro Soares de Souza, considera a Resolução nº 32 como um marco no aperfeiçoamento da governança e transparência do sistema. Leia mais.

Vídeo de webinar TalkPrev sobre Resolução nº 32 está disponível na íntegra

Vídeo de webinar TalkPrev sobre Resolução nº 32 está disponível na íntegra

Foi disponibilizado no canal da Abrapp no YouTube o vídeo completo do webinar TalkPrev, evento organizado pela Comissão Técnica Leste de Estratégias e Criação de Valor da Abrapp no dia 29 de outubro. O webinar reuniu mais de 300 participantes on-line para discutir a Resolução CNPC nº 32, aprovada em dezembro do ano passado e vista por representantes e especialistas do setor como um avanço para a modernização na prática da comunicação entre as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) e seus participantes ativos e assistidos. A norma já está em vigência desde sua publicação no Diário Oficial da União em janeiro deste ano, porém, as entidades contam com o prazo até o próximo dia 31 de dezembro para se adaptarem às exigências.

Na ocasião, estiveram presentes para debater o tema Luís Ricardo Martins, Diretor Presidente da Abrapp; Rodrigo Sisnandes, Diretor Executivo e responsável pelo Colégio de Coordenadores de Estratégias e Criação de Valor da Abrapp; Devanir Silva, Superintendente Geral da Abrapp; Nádia de Moura Chagas Souza, Ouvidora-Chefe da Previc; e Willian Zanchetta, Coordenador de Relacionamento da Fundação Libertas. O evento contou com a moderação de Marcia Maria Dias Constanti, Coordenadora da Comissão Técnica Leste de Estratégias e Criação de Valor da Abrapp. Acesse aqui o vídeo na íntegra.

Criação de Valor: Pílulas de conhecimento do combate a fake news à educação financeira

Criação de Valor: Pílulas de conhecimento do combate a fake news à educação financeira

O “Momento Insights – Talks de Valor” abriu o segundo dia do 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor nesta sexta-feira (02). O evento, iniciado em 1º de outubro, reuniu mais de 450 pessoas no centro de eventos digital da Abrapp.

Diversos especialistas compartilharam pílulas de conhecimento sobre temas como fake news, trabalho na maturidade, experiência do cliente, Resolução CNPC 32/2019, perfil do investidor e educação financeira. Os insights foram mediados por Ana Paula Peralta, Superintendente de Relacionamento e Educação da Abrapp.

O fenômeno das fake news – A estrategista de marketing e professora da ESPM e PUC-GO, Alline Jajah Franco, explicou como a disseminação de informações falsas, principalmente nas redes sociais, é potencializada pela coleta de dados sobre os usuários e o modelo pré-pago de publicidade online. O indivíduo tem papel importante para combater esse fenômeno, buscando ter discernimento sobre a origem da informação que recebe e verificar diferentes fontes, antes de compartilhar.

A solução para esse problema, apontou Alline, passa por pilares como a regulação governamental, a responsabilização das empresas e inundar as redes com a verdade, conscientizando o público sobre esse fenômeno. O conselho da especialista para as EFPCs é abordar o tema com frequência em seus canais e explicar como funciona o atendimento feito aos participantes. “Quanto mais se fala sobre isso, mais credibilidade e segurança essa comunicação gera para o cliente”.

Desmistificando a maturidade – Mórris Litvak, fundador e CEO da MaturiJobs, destacou que vivemos a revolução da longevidade. A população acima de 50 anos vai dobrar no mundo e quase triplicar no Brasil. Até 2025, o país será o sexto maior em número de idosos. Até 2040, a força de trabalho será formada em 50% por pessoas acima de 50 anos. Contudo, apesar de sua crescente importância econômica e social, essa faixa etária ainda está praticamente invisível para o mercado de trabalho, em função do preconceito etário.

Ciente desse potencial, a Maturi começou há cinco anos com a proposta de fazer a ponte entre esses profissionais e as empresas, tendo contribuído para mais de 2 mil recolocações no mercado de trabalho. A organização conta também com uma plataforma de educação, para auxiliar esse público não só a conseguir uma vaga, mas também empreender. “A forma de trabalho está mudando. O emprego tradicional existirá cada vez menos. Mas não ter emprego não significa não ter trabalho; muito pelo contrário, existem novos formatos: empreendedorismo, autônomo, consultoria, economia compartilhada”, destacou Mórris, ressaltando que as EFPCs podem abraçar essa causa, sensibilizando suas equipes e lideranças para o combate ao preconceito etário.

Success Experience – Roberto Madruga, CEO e Fundador do ConQuist Labs, apresentou essa estratégia, que é baseada nas metodologias de customer success e customer experience. Esse trabalho engloba a revisão de processos, tecnologia, produtos e modelagem da cultura, para que todos os colaboradores da entidade estejam engajados em gerar emoções positivas para os clientes. E, assim, torná-los mais que pessoas satisfeitas, mas verdadeiros promotores da marca. Estudos da Universidade de Harvard comprovam que clientes felizes e conectados são consumidores muito mais fiéis e frequentes.

“Na previdência privada, você tem um relacionamento constante com o cliente na medida em que ele faz o pagamento da fatura. Mas se ele apenas paga a fatura, e terá o benefício daqui a 30 anos, há algo errado nessa relação. A boa experiência não pode ser gerada só quando ele for obter o benefício”, destacou Madruga, aconselhando as EFPCs a pensarem em agregar produtos e serviços que gerem bons motivos para a comunicação mais frequente com seus participantes.

Raio X do Investidor Brasileiro – Ana Leoni, Superintendente de Educação Financeira e Market Data da Anbima, apresentou o resultado da pesquisa realizada em 2019. Foram ouvidas quase 3.500 pessoas, em 149 municípios brasileiros, envolvendo as classes A, B e C. O levantamento mostrou que apenas 38% da população conseguiu fazer algum investimento em 2019, e desse total apenas 10% investiram em produtos financeiros.

Leoni chamou atenção para o fato de que 28% da população acredita que os investimentos trarão alguma tranquilidade financeira no futuro, mas apenas 9% investiram pensando na velhice ou aposentadoria. Ela destacou que, apesar dos debates gerados pela Reforma da Previdência em 2019, 51% ainda creem que a renda de sua aposentadoria virá pelo INSS. Frente a esse desafio, a Superintendente reforçou a importância das estratégias de educação financeira feitas pelas EFPC: “É preciso investir em relacionamento. Entender as necessidades de cada pessoa de forma individualizada, prestando a informação relevante para sua tomada de decisão, de forma clara, acessível e ética”.

​Resolução CNPC 32/2019 – O Diretor de Fiscalização e Monitoramento da Previc, Carlos Marne Dias Alves, destacou que a norma visa maior engajamento e transparência das informações prestadas aos participantes. Com maior parte de sua vigência a partir de 31 de dezembro deste ano, a Resolução atualizou a CGPC 23/2006, e teve como balizadores outros dois importantes normativos: a Lei de Acesso à Informação e a Lei Geral de Proteção de Dados.

Carlos Marne ressaltou dois principais pontos da norma: o estímulo à divulgação da informação pela EFPC de forma ativa e passiva. Ele destacou a importância da divulgação de informações de forma ativa, ou espontânea, com incentivo ao uso de meios eletrônicos, como site próprio, sem descartar redes sociais e outros canais. Ele acrescentou que a grande maioria das entidades já está adiantada em relação à própria Resolução CNPC 32, prestando o máximo de informações possíveis. “Os participantes estão ávidos por informações. Nosso negócio depende de educação previdenciária e transparência. Quando mais dados abertos colocamos no site, de forma acessível, mais valor agregamos”.

​Cidadania financeira – Fechando as talks do evento, Katharinny Bione, Presidente da ONG Meu Propósito, destacou o inspirador trabalho da organização, empenhada em levar educação financeira de forma gratuita e acessível para a população mais vulnerável. Segundo levantamento da OCDE, realizado em 2017, o Brasil é um dos países cujos povos possuem menor nível de conhecimento e aplicação da educação financeira no mundo.

A ONG, sediada em Recife (PE), trabalha para que a população da classe D não só tenha acesso a esse tipo de formação básica, como também a evolua para o conceito de “cidadania financeira”. “O objetivo da cidadania financeira é promover o grau de consciência de direitos e deveres e autonomia na tomada de decisão. A partir daí, subimos um novo patamar e criamos a cultura financeira, quando a cidadania financeira é replicável”.

Para financiar os projetos sociais, a ONG presta serviços de educação financeira para entidades e empresas, ajudando a estruturar estratégias e ações. Entidades como Capef e Celpos são parceiras da organização. Apenas em 2019, a Meu Propósito realizou 47 ações, beneficiando 788 pessoas, com 3.984 horas de serviço voluntário e 129 horas de mentoria financeira para negócios de impacto.

Continue acompanhando a cobertura do evento no Blog Abrapp em Foco. O 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor tem o Patrocínio Ouro de Base Viral, MAG, mLabs e Startse; e Patrocínio Prata da Maturi.

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