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Giro das Associadas: Prevcom, Cibrius e Sebrae Previdência

Rentabilidade de planos da Prevcom sofre leve retração – A rentabilidade da carteira administrada pela Fundação de Previdência Complementar do Estado de São Paulo (Prevcom) registrou, em setembro, leve retração de – 0,39% provocada, entre outros fatores de curto prazo, pela instabilidade do mercados devido aos ajustes fiscais nas economias norte-americana e brasileira. O Índice Bovespa também fechou em baixa refletindo a instabilidade das bolsas globais gerada pela sinalização de uma segunda onda de contágio do coronavírus em países europeus.

Apesar da oscilação, os investimentos no exterior foram protegidos pela alta do dólar, gerando resultados praticamente neutros sobre o capital investido. O recuo mensal ocorre após cinco meses consecutivos de retornos positivos iniciados em abril, de 1,80%, seguidos por 1,09% em maio, 1,75% em junho, 1,62% em julho, até o percentual de 0,87% de agosto. A sequência de alta permitiu aos planos da Prevcom acumularem 3,88% de rendimento no ano. Em 12 meses, os investimentos totalizaram ganho de 8,69%.

 

Cibrius estuda oferta de novos produtos – Com o propósito de fortalecimento da entidade e a promoção das transformações estruturais necessárias, o Cibrius tem estudado a viabilidade de oferecer novos produtos a diferentes públicos, além dos empregados da Conab. A estratégia visa consolidar o fundo de previdência complementar.

A primeira iniciativa implementada nesse sentido foi a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de elaborar um plano de ação visando traçar ações estratégicas que abrangem a prospecção de outros produtos e aumento da massa de novos participantes para o ConabPrev por meio de planos instituídos.

 

Sebrae Previdência lança Painel de Investimentos – O Sebrae Previdência lançou o Painel de Investimentos, uma ferramenta de divulgação de resultados que compartilha informações geradas por meio de business intelligence. O painel disponibiliza a evolução patrimonial dos planos, a distribuição de recursos por gestor, os limites da Política de Investimento aprovada para cada perfil, a rentabilidade líquida dos perfis no mês, ano e nos últimos 12 meses, com o comparativo de indicadores de mercado, entre outra coisas. De acordo com o Diretor de Administração e Investimentos, Victor Hohl, o resultado do trabalho torna as informações mais acessíveis, aumentando a transparência, e facilita a comparação de desempenho de cada perfil, auxiliando o participante no processo de escolha do perfil mais adequado às suas expectativas.

Nas próximas etapas de desenvolvimento da ferramenta, a ideia é inserir também dados que facilitarão a análise e entendimento de risco de cada perfil. Serão consideradas informações como volatilidade, sharpe e retornos máximo e mínimo em um período pré-determinado. Segundo Vico Diretor, o Painel de Investimentos será atualizado mensalmente, após a divulgação de todos os indicadores de mercado. Alguns desses indicadores possuem datas específicas de divulgação. O participante poderá ainda comparar os resultados com outros meses.

A proposta é que a ferramenta de BI seja utilizada, também, nos próximos meses, para disponibilizar outras informações, tais como crescimento do número de participantes, dados sobre os benefícios pagos mensalmente, volume de contribuições e portabilidade, além de informações sobre a carteira de empréstimo.

Gestão de riscos é essencial diante de busca por maior rentabilidade

Gestão de riscos é essencial diante de busca por maior rentabilidade

Reunindo dirigentes de grandes fundações em um debate junto ao regulador do sistema, a Previc, o 9º Seminário Gestão de Investimentos nas EFPC encerrou na última sexta-feira, 16 de outubro, com o painel “Discussões Atuais na Gestão de Riscos e Governança de Investimentos”. Renato Augusto Zagallo Villela dos Santos, Diretor Presidente da Funcef e Membro do Conselho Deliberativo da Abrapp, moderou o painel e destacou que a questão de governança de risco é particularmente importante diante do momento em que as variáveis econômicas estimulam a procura por mais rentabilidade. “Isso ocorre no mundo inteiro, e o Brasil era um ponto fora da curva e está, agora, entrando na curva com desafios de gestão de investimento e risco que devem ser alinhados às melhores práticas”, destacou.

A gestão de risco deve ser o pilar principal detentor dos investimentos das entidades, segundo Alexandre da Cunha Mathias, Diretor de Investimentos da Petros. Para ele, gestão é sempre de riscos e deve ficar à frente das análises sobre retorno. “Essa conversa cai em uma narrativa do que se espera que vai acontecer em termos de retorno, bolsa, ajuste fiscal, NTN-B, etc. Isso acaba ocultando o fato de que nossa capacidade de prever tudo isso é muito pequena. A gente se esmera, mas fatalmente vamos errar. Criar cenários que admitem riscos é algo que precisa ser feito”, reforçou.

Ele destacou que riscos significam que mais coisas vão acontecer além do previsto. “Isso requer uma abordagem diferente, às vezes, do que uma narrativa focada no resultado dos produtos”. Para Mathias, um bom resultado está ligado a um bom processo. “Normalmente se faz um ranking dos gestores que ganharam mais dinheiro, ou seja, os que tiveram maior retorno, sem ajustes para a gestão de risco. Essas são algumas lembranças que precisamos ter, pois precisamos separar o resultado que se colhe do processo que se faz. Errar faz parte do jogo. A arte da boa gestão está justamente em escolher os riscos”.

Diversificação – Diante desse panorama, Mathias destacou a importância da diversificação. “Por que é importante eu ter investimentos no exterior, e eventualmente, não protegido pela moeda? Faz sentido eu ter um percentual alocado nisso, e é contraintuitivo”, destacou. “A ideia de montar um portfólio que diversifique o risco está associada ao fato que nossa capacidade de prever não é tão boa. Esse portfólio, no desfecho dos cenários, se o retorno não for o esperado ou o cenário-base não se concretizar, garante que se tenha perdas minimizadas. E isso, no geral, acontece se houver estratégias que não estejam necessariamente no cenário-base”, disse.

Ele falou ainda sobre valuation, incluindo um viés contábil na avaliação de investimento, sendo essa uma etapa fundamental de qualquer processo de investimento, na sua visão. “Particularmente vejo o valuation como um processo de aprendizado do ativo ou empresa investida do que em chegar num preço justo”, destacou. Ele falou ainda que a gestão baseada no valuation não parece ser uma estratégia vencedora, e isso é particularmente grave no caso dos FIPs, que é um tipo de investimento sujeito a uma certa dose de controvérsia, ao mesmo tempo que é uma classe de investimento muito importante no mundo inteiro.

Análise de risco – Mathias fez uma análise sobre a mensuração do risco e dimensão no tempo, destacando que normalmente essa mensuração está muito voltada para a volatilidade. “Tenho dúvida se essa é a melhor medida para qualquer investidor, mas no caso dos fundos de pensão, com certeza não, pois o passivo é mais estável, com horizonte mais longo”.

Ele ressaltou que o nível de conhecimento específico na maior parte dos conselhos a respeito desse tipo de análise ainda é abaixo do necessário, o que indica uma necessidade de se investir em qualificação desse profissional para que as decisões não sejam sempre conservadoras. “Quando se tem pessoas que não dominam o assunto e estão acauteladas, a tendência é um nível de conservadorismo muito alto, o que pode não levar às melhores decisões. Temos feito progressos em termos de qualificação, mas ainda está no meio do caminho”.

Diante da conjuntura particularmente desafiadora em termos de gestão devido às altas metas atuariais frente a uma perspectiva de um CDI baixo, Mathias avalia que há uma pressão de risco que não é usual aos fundos de pensão. “As fundações vão ter que render, tanto em 2020 quanto em 2021, mais que os melhores multimercados”. De acordo com projeções feitas pelo dirigente, a condição do CDI estar muito abaixo da meta atuarial faz com que não se tenha, no sistema, um porto seguro que não gere perdas, e para cumprir metas, não dá pra não correr risco. “Mas a política monetária expansionista cria um dilema complexo para as EFPC, que devem correr risco, mas sem poder perder,”, destacou.

Desafio – Jorge Simino, Diretor de Investimentos da Vivest disse em sua apresentação que os tempos atuais são tremendamente desafiadores para a superação das metas atuariais dos planos. Considerada uma taxa atuarial de 4,5% e uma inflação de 3,5%, a meta atuarial para 2021 deve girar ao redor de 8%. Isso representa quatro vezes a Selic atual, de 2% ao ano. “É preciso verificar o nível de risco que é aceitável”.

Ele citou que, em setembro do ano passado, a direção da Vivest conversou com os membros do Conselho Deliberativo sobre o tema. “Para tentar buscar uma meta em 2020, seria necessário alocar 40% do patrimônio em bolsa, considerando que a renda variável doméstica teve retorno médio de IPCA mais 10% ao ano nos últimos 26 anos. E nos perguntamos se o nível de risco era aceitável”, comentou Simino. Em caso de um cenário desfavorável, as perdas poderiam ser grandes. “É importante manter uma comunicação aberta com os órgãos de governança. Decidimos que não estávamos dispostos a correr um risco tão alto de alocação em renda variável. Acabamos abdicando de perseguir a meta atuarial, pois o nível de risco seria muito elevado”, explicou o Diretor de Investimentos da Vivest.

Tomar risco no Brasil não é tão simples, pontuou Simino, e não existe uma ampla diversidade de ativos para montar uma carteira com boa diversificação, em sua visão. “São poucas as classes de ativos que possuem baixa correlação entre si. Poucos papéis e ativos de empresas que as EFPC podem acessar no mercado doméstico. Então, a saída para o investimento no exterior é inevitável”, afirmou.

Investimento no exterior – Há duas propostas urgentes para que o limite de investimentos estrangeiros sejam alterados para os investidores no Brasil, segundo Simino. Uma delas é ampliar de imediato o limite de 10% para 20% do patrimônio permitido pela Resolução CMN nº 4.661/2018. “A média do setor de EFPC ainda não utiliza todo o limite de 10%, mas já existem muitos planos que estão próximos disso. É o caso de dois planos de Contribuição Definida (CD) da Vivest, que estão com 9% do patrimônio alocado no exterior. O segundo ponto é que em um prazo de 2 a 3 anos, o limite deveria ser ampliado novamente para cerca de 30%”.

Os investimentos no exterior oferecem possibilidade de ampla diversificação setorial e geográfica, avaliou Simino, sendo possível acessar ações de empresas de tecnologia, saúde, biotecnologia, entre outras, que não estão listadas na bolsa doméstica. “É possível diversificar as regiões, por exemplo, investindo em bolsas de países asiáticos, além de ativos em outras moedas. Tudo isso, abre possibilidade para alocações com baixa correlação com as classes de ativos tradicionais domésticos”, explicou o Diretor da Vivest.

Melhores práticas – Abordando as melhores práticas de gestão de riscos, Marcelo Otávio Wagner, Secretário do Colégio de Coordenadores de Investimentos da Abrapp e Diretor de Investimentos da Previ, dividiu essas práticas em quatro pilares. O primeiro deles é o de cultura e responsabilidade da alta gerência. “Deve haver nas entidades a definição de responsabilidades e segregação de funções; uma estrutura de gestão de riscos; e a disseminação da cultura de controles. Se a alta administração não compra a ideia, ninguém vai comprar”, explicou.

O segundo pilar apresentado por Marcelo Wagner é o da estratégia de gestão de riscos e de investimentos. “É muito importante que se tenha identificação, mensuração, controle e reporte de todos os riscos. Precisa haver uma discussão, na entidade, sobre a definição do apetite e tolerância a riscos. Aí começa a conexão da gestão de riscos com governança de investimentos. A partir disso, se inicia o processo de montagem e monitoramento dos portfólios”. Ele ressaltou que a estratégia de riscos deve ser a base da estratégia de investimentos das entidades. “Primeiro se faz a definição da análise de estrutura e apetite ao risco para, daí, começar a montar portfólios. É de suma importância que a entidade, seja do tamanho que for, tenha isso em mente”.

Já o terceiro pilar diz respeito ao ecossistema de controle. Marcelo Wagner destacou a importância, nesse pilar, de que seja definido o gestor de primeiro nível, ou seja, o dono do risco. “Os controles internos e compliance atuam considerando que o gestor de primeiro nível está atuando com riscos, e a auditoria interna e externa funciona na terceira camada”, explicou. No quarto pilar, Wagner incluiu informação, reporte e comunicação. “É preciso que o reporte dos riscos seja feito aos órgãos de governança, que seja contínuo aos órgãos de supervisão, além de comunicação com associados e outros stakeholders, e transparência. Eu reforço que deve haver uma comunicação franca”, disse.

Ele citou ainda exemplos de como a Previ aprecia essas melhores práticas dentro de suas atividades. “Nossos processos já estão alinhados às melhores práticas preconizados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), contemplando os quatro pilares”, destacou, ressaltando que na entidade, a gestão de riscos possui uma estrutura normativa de regras, com processo mapeados, políticas, metodologias aprovadas, limites e diretrizes de risco.

Wagner discorreu ainda sobre como funcionam os processos de gestão, com comitês de risco e ALM, segregação de funções, simulações prévias, e definição de apetite a risco por planos e perfis. “Na questão da cultura, a Previ possui um incentivo à produção intelectual dos funcionários da entidade, com desenvolvimento ainda de cursos internos. Temos análises, súmulas e relatórios padronizados e dashboards sobre esses processos”.

A entidade também conta com uma Política de Gestão de Riscos Corporativos, que categoriza os riscos, segregar funções, prevê quais riscos pode ser assumidos de acordo com apetite e tolerância, além de contar com ferramentas de monitoramento. “Disso deriva as nossas Políticas de Investimento, com declarações de apetite e tolerância a riscos formalizadas, sendo que os riscos assumidos devem estar de acordo com apetite e tolerância a riscos definidos para os planos”. Além disso, há a Política de Governança de Investimentos da Previ possui diretrizes que devem ser observadas no processo de análise e assessoramento, entre outros; e a Política de Controles Internos e Conformidade. Wagner destaca que essas atribuições englobam todos os funcionários da entidade, em diferentes níveis hierárquicos.

Regulador – Para tratar do tema relevante e complexo, além do papel das áreas de investimentos das fundações, Carlos Marne Alves, Diretor de Fiscalização e Monitoramento da Previc, disse que as entidades deverão rever os compromissos e premissas atuariais presentes nos regulamentos dos planos de benefícios nos próximos anos. “As revisões são necessárias por causa da mudança do nível mais reduzido dos juros dos ativos da economia”, disse.

O Diretor da Previc enfatizou a importância de uma gestão dos recursos com base no controle e monitoramento dos riscos e citou diversas regulações, como a Resolução CGPC nº 13/2004 e a Resolução CMN nº 4.661/2018, que apontam a exigência do controle de riscos na gestão dos investimentos. “Os riscos devem ser controlados e monitorados de acordo com a complexidade da entidade e dos planos administrados”, ressaltou Marne.

Ele citou também o papel do administrador de risco ou de um comitê que exerça essa função, que por sua vez, deve estar segregada do AETQ, e indicou que as entidades devem adotar linhas de defesa compatíveis com o tipo e complexidade da gestão dos ativos e dos planos. Como principais linhas de defesa, Marne ressaltou a Política de Investimentos, o Comitê de Investimentos, o Comitê de Riscos e a função de comunicação com os participantes e assistidos, já alinhada com a nova Resolução CNPC nº 32/2019, cujas exigências deverão ser cumpridas a partir de 31 de dezembro deste ano.

Carlos Marne falou ainda sobre o novo sistema de fiscalização e monitoramento que será adotado pela Previc a partir de 2021. “Será um novo sistema de controle e monitoramento de riscos aplicado sobre todas as mais de 300 EFPC do sistema. O novo sistema será baseado com avaliação e classificação das entidades com um score”, complementou.

O 9º Seminário Gestão de Investimentos nas EFPC ocorreu nos dias 15 e 16 de outubro. Confira a cobertura completa dos temas abordados nos dois dias de evento:

 

O 9º Seminário Gestão de Investimentos nas EFPC é uma realização da Abrapp com apoio institucional de Sindapp, ICSS, UniAbrapp e Conecta. O evento conta com patrocínio Black da XP Investimentos; Ouro da Aditus, Aviva Investors, BNP Paribas Asset Management, Indosuez Wealth Management, Captalys, ClearBridge Investments, Hancock Asset Management Brasil, Indie Capital, J.P. Morgan Asset Management, Kadima Asset Management, MAG Investimentos, Perfin Asset Management, Schroders, Sparta Fundos de Investimento, Sulamérica Investimentos, TAG Investimentos, Vinci Partners; Bronze da Franklin Templeton, i9Advisory Consultoria Financeira, Mauá Capital, StepStone; e apoio da ARX.

Entrevista: Volatilidade volta a aumentar no mês de setembro

Entrevista: Volatilidade volta a aumentar no mês de setembro

O Diretor de Administração e Investimentos do Sebrae Previdência, Victor Hohl, explica os reflexos da alta volatilidade das classes de ativos em setembro que provocaram variação negativa nas contas dos perfis dos planos administrados pela entidade. Apesar da variação negativa na maioria dos perfis – a exceção ficou com o perfil conservador – o desempenho ainda ficou acima dos principais indicadores do mercado (IBOVESPA, IMA-B, IHFA). Acompanhe a entrevista que fala em detalhes sobre o tema:

Por que o mês de setembro apresentou queda no valor da cota dos perfis?

O mês de setembro foi atípico, se considerarmos um longo histórico de resultados, e gerou performance negativa para praticamente todos os ativos no mercado financeiro, e dessa vez não estamos falando apenas dos ativos de risco, dos quais já são esperados momentos de perdas de valores pontuais (volatilidade). Até mesmo o ouro, que é considerado um ativo útil nos momentos de maior aversão a risco, bem com o Tesouro Selic (LFT), o investimento mais conservador da economia brasileira, perderam valor no mês de setembro. Dessa maneira, como os recursos dos participantes são alocadas de forma eficiente nesses ativos, é natural que em momentos onde todos os ativos apresentem quedas de preços pontuais, esse resultado seja refletido no valor monetário da carteira de investimento do Sebrae Previdência. Por sua vez, como o valor da cota de cada Participante é resultado da divisão do saldo monetário da carteira de investimento pela quantidade de cotas (que não se altera), a queda do valor da cota é mero reflexo algébrico dessa relação.

Por que está ocorrendo esse alto nível de volatilidade nos mercados em 2020?

Este ano já pode ser considerado como o ano de maior volatilidade nos mercados considerando um histórico superior a 15 anos. Essa elevada volatilidade possui como pano de fundo o impacto econômico da queda de atividade em escala global, devido aos efeitos das medidas necessárias e adotadas no combate ao novo coronavírus. A insegurança quanto à velocidade e intensidade da retomada da atividade econômica gera incertezas aos agentes econômicos e esse cenário reflete nos preços dos ativos financeiros listados no mercado. No Brasil, esse componente de risco atua com maior intensidade, pois o país atravessa, há alguns anos, déficits fiscais e crescimento econômico muito baixo, sendo em alguns períodos negativo. Nossa economia encontrava-se mais enfraquecida para enfrentar um cenário tão desafiador, por consequência, o preço dos ativos financeiros no Brasil oscilam ainda mais.

Como a gestão de recursos da entidade está agindo para enfrentar essa alta volatilidade?

Os planos administrados pelo Sebrae Previdência são excelentes maneiras para enfrentar esse cenário, pois a gestão de recursos é realizada sem qualquer conflito de interesses, pois não possuímos dependência a qualquer grupo financeiro. Assim, os recursos são geridos com foco exclusivo na maximização da relação risco x retorno dos investimentos, ou seja, selecionamos por meio de fundos de investimentos exclusivos os melhores gestores de investimentos no Brasil e no exterior para o desempenho da melhor estratégia de investimento para cada cenário. Essa carteira de investimento é diversificada de maneira eficiente, com foco na mitigação de riscos por meio do mercado de renda fixa, renda variável, fundos imobiliários, multimercado estruturado e cambial. Ademais, os recursos são geridos por profissionais capacitados, com experiência e credenciados pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários.

Como controlar o nível de risco em relação aos gestores terceirizados?

A Política de Investimentos define os limites de risco para cada classe de ativos e de perfis, sendo esses limites repassados aos gestores exclusivos selecionados no mercado para administração dos recursos financeiros do Instituto. Os gestores, dentro dos limites estabelecidos, assumem posições dinâmicas nos mercados de renda fixa, renda variável, fundos imobiliários, multimercado estruturado e cambial, com foco na maximização da relação risco x retorno. Dessa maneira, nos cenários de maiores incertezas, as posições de maior risco (volatilidade) são reduzidas, e nos momentos de maior clareza, essas posições, que tendem a trazer maior retorno, são incrementadas. Essas alterações são realizadas com base na leitura do ambiente macroeconômico. Todo esse processo é monitorado diariamente pela Diretoria de Investimentos, junto aos Gestores, verificando as alocações e estratégias, propondo novas e apresentando outras alternativas.

Criação de Valor: Oportunidades do futuro devem guiar atuação comercial e de marketing

Criação de Valor: Oportunidades do futuro devem guiar atuação comercial e de marketing

A penúltima apresentação do 2º Encontro de Estratégias e Criação de Valor, que aconteceu na sexta-feira, 3 de outubro, trouxe um olhar mais amplo sobre o atendimento e as áreas comerciais das entidades fechadas (EFCP) para seus públicos, com o foco na prestação de serviço de consultoria previdenciária. Com o título de Muito Além do atendimento: consultoria previdenciária e o novo olhar sobre reserva de emergência”, o tema 6 do encontro apresentou os cases da Fundação Família Previdência, com o Diretor Presidente Rodrigo Sisnandes (que também é Diretor Executivo da Abrapp), do Sebrae Previdência, com o Diretor de Seguridade Nílton César da Silva, e do Consultor e Diretor do Instituto do Consumo, Lúcio de Carli.

Com um público on-line de 450 pessoas, o evento “Novos Tempos: Caminhos para Inovar” foi organizado pela Abrapp através de sua Comissão Técnica de Estratégias e Criação de Valor e conta com apoio institucional do Sindapp, ICSS, UniAbrapp, e Conecta.

A experiência da Família Previdência com a ampliação de sua atuação comercial tem sido considerada como um dos principais cases positivos de crescimento e fomento do sistema para a atração de novos instituidores, patrocinadores e participantes. Rodrigo Sisnandes lembrou dos programas “Somos todos embaixadores” e “Conquistadores do futuro” para motivar a engajar tanto os colaboradores da entidade quanto os próprios participantes ativos e assistidos. 

Ele retomou a trajetória bem sucedida da gerência comercial e de marketing, que impulsionou o crescimento comercial e a adoção de uma nova cultura de vendas na entidade. Sisnandes explicou que atualmente os colaboradores são especialistas em planos de Previdência Complementar, que acompanham as tendência de mercado. “Eles são capazes hoje de promover uma venda mais personalizada, com a prestação de uma verdadeira consultoria previdenciária e de investimentos”, comentou.

O dirigente mostrou a evolução e a renovação do público de participantes e lembrou que nos últimos anos da fundação tinha um maior número de assistidos se comparado aos ativos. Através desse processo de mudança cultural e de atuação, a entidade conseguiu reverter esse quadro. Foi em agosto deste ano que o número de ativos superou o de assistidos pela primeira vez em muitos anos. 

E além do aumento do número de ativos, ele ressaltou também o crescimento da entrada de volumes de aportes. “Viramos a chave da renovação não apenas com novos participantes, mas também com um bom volume de contribuições mensais e também de portabilidade”, contou Sisnandes. Ele ressaltou que o mais importante foi mudar a chave na cabeça dos colaboradores, conselheiros e dos dirigentes da entidade, deixando de lado uma cultura “estatal” para implantar uma nova cultura comercial e expansiva. 

Visão de futuro – Lúcio de Carli disse que a entidade e as equipes de vendas e atendimento devem ter contato com um profundo conhecimento do público-alvo como forma de criar um posicionamento no mercado. No caso do mercado de previdência, uma das dificuldades é lidar com uma necessidade latente como é a aposentadoria. “Temos de romper as barreiras, ensinando as pessoas a pouparem. Temos de criar referência para o produto, passando a ideia de facilidade e de simplicidade através da atuação comercial”, disse de Carli, que também presta consultoria para a Família Previdência.

O especialista ressaltou a importância da visão de futuro promissor para a atuação da equipe de vendas. “Não temos de condenar o passado. Temos de transmitir que as oportunidades de futuro são muito maiores com o objetivo de gerar engajamento”, disse. Daí o nome da campanha “Conquistadores do futuro”, que tem o foco na preocupação com o cliente com o propósito claro que gestão como alavancador de crescimento no futuro. E ampliou que a intenção e atuação de vendas deve ser parte integrante de todas as áreas da entidade. 

Sebrae Previdência – O segundo “case” desta mesa trouxe a experiência com capacitação de colaboradores do Sebrae Previdência. Nílton Cesar da Silva disse que o primeiro diagnóstico sobre a situação da equipe era que a área de atendimento não estava preparada para empreender a missão de auxiliar no crescimento da entidade em direção de novos participantes. Ao planejar o programa de educação financeira e previdenciária, então, a direção do fundo decidiu começar pelos próprios colaboradores. 

Um dos direcionamentos importantes nesta ação foi entender que educação financeira era algo bem diferente de “informação financeira”. “Não adianta apenas passar um monte de informações e achar que isso é suficiente. Informação é algo que se esquece. Educação é algo que se leva para a vida toda”, comentou o Diretor de Seguridade. 

Neste sentido, o Sebrae Previdência está realizando um curso de 3 módulos com seus colaboradores. Os módulos são os seguintes: investimentos, previdenciário e “solução de dívidas”. Ele disse que o terceiro módulo é o mais desafiador por envolver 90% de questões do comportamento humano e apenas 10% de informações financeiras. Além dos colaboradores, o curso é aberto para pessoa de gestão de pessoas dos patrocinadores e membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal. 

O segundo dia de evento contou com as Talks de Valor que abordaram fake news; desmistificação da maturidade; costumer e success experience; raio-x do investidor brasileiro; e Resolução CNPC nº 32; e ONG Meu Propósito (leia mais). Além disso, o evento recebeu ​Claudia Janesko, Superintendente Executiva da Conecta; Rafael de Paula Souza, Co-Founder & CEO do Ubots; ​Marcelo Vital, Head of Sales da Asaas; André Coelho, Founder & CEO da Saffe; e ​Carla Pedroso Tassini, Coordenadora de Relacionamento e Comunicação da Visão Prev no painel ​”Da Live à Adesão Online: Gestão Digital da Comunicação e do Relacionamento”. Veja aqui o que foi debatido.

O 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor tem o Patrocínio Ouro de Base Viral, MAG, mLabs e Startse; e Patrocínio Prata da Maturi.

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