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Semana do Aposentado apresenta casos de empreendedorismo digital e inclusão no mercado para público senior

Semana do Aposentado apresenta casos de empreendedorismo digital e inclusão no mercado para público senior

Com uma programação diversificada e de alto nível, a Semana do Aposentado promoveu mais uma importante palestra com o tema ‘Seniores Digitais: profissionais 50+ para novas carreiras’, com Sérgio Serapião nesta quinta-feira, 28 de janeiro. Fundador do Lab 60+ e CEO da startup Labora, o especialista apresentou diversas iniciativas e experiências de empreendedorismo e de incentivo à criação de ambientes intergeracionais com a participação ativa de pessoas da terceira idade.

Em formato inédito, o evento teve início na terça-feira (26), com lives abertas e gratuitas transmitidas pelo Facebook e YouTube, realizadas pela Abrapp, em parceria com o Sindapp. Os três primeiros dias do evento já contam com público de mais de 1000 pessoas online.

Na palestra, Serapião apresentou inicialmente a experiência com o Lab 60+, que atualmente funciona como uma ONG (Organização Não-Governamental) que foi criada para repensar como o processo de envelhecimento veio se transformando aceleradamente ao longo das últimas décadas. Ele questionou a visão “jovem cêntrica” predominante e apresentou novos conceitos e perspectivas para reduzir a exclusão da população com idade superior a 50 anos do mercado de trabalho.

O especialista apresentou dados que mostram que essa população já representa 54,8 milhões de pessoas no Brasil, sendo cerca de 80% com plena capacidade física, mental e laboral. “Quando fundamos o Lab 60+ em 2014, a maioria das buscas relacionadas aos idosos remetia a doenças e tratamento médico”, comentou. Foi então que ele percebeu uma forte distopia entre a imagem dessa população e o que realmente essa parcela representava para a sociedade.

Diante do aumento da expectativa e da qualidade de vida dessa população, Serapião reforçou a necessidade de oferecer novas perspectivas de trabalho e de atividades para esse público. “O que fazer com o tempo que ganhamos com a expectativa de vida maior? Será que essa fase da vida será dedicada apenas ao descanso, às viagens e ao cuidado à saúde?”, questionou. Ele apontou então que é importante considerar as novas possibilidades, novas microfases da vida das pessoas, que podem ser direcionadas, por exemplo, a uma segunda carreira, profissão ou experiência de empreendedorismo.

“Acreditamos que os seniores 60 mais têm um papel fundamental de protagonismo na resolução de problemas locais e globais”, disse Serapião em relação à proposta do Lab 60+. A ONG atualmente conta com participação de 800 organizações e cerca de 10 mil participantes, que realizam diversos eventos e que deram origem a dezenas de startups. O Lab 60+ conta com participantes em diversos estados e até em alguns países estrangeiros.

Inclusão – O segundo caso prático apresentado pelo especialista foi o da Labora, uma startup também fundada por ele com o objetivo de promover maior inclusão da população maior de 60 anos de idade no mercado de trabalho e nas organizações. Serapião fez referência, por exemplo, a uma pesquisa da Universidade de Standford que mostrou que o público senior tem maiores capacidade para resolução de problemas complexos se comparados aos mais jovens.

Diferente de países mais ricos, o Brasil possui uma baixíssima participação da população com mais de 50 anos de idade no mercado. Ele falou que atualmente tem se discutido muito a exclusão de diversos grupos da sociedade, dos negros, de gênero, entre outros. Mas para ele a exclusão dos idosos é uma das mais graves do país.

Serapião mostrou ainda casos de sucesso como de uma startup na Coreia do Sul que contrata apenas pessoas com mais de 60 anos para trabalhar com tecnologia. Inspirado nessa experiência e em outras ao redor do mundo, ele criou a startup Labora, que começou com uma proposta de trabalho do público com mais de 60 anos como mentores educacionais em organizações de ensino.

Um segundo projeto de maior envergadura foi desenvolvido em parceria com um grande banco com o objetivo de melhorar a experiência digital dos clientes. Os profissionais seniores foram alocados no contato com o público para aperfeiçoar a fluidez e segurança das ferramentas digitais do banco. A experiência bem sucedida deu lugar à criação de uma função de consultor de experiência que foi multiplicado para parcerias com outras empresas.

Atualmente a Labora aposta em uma parceria com a gigante Oracle para promover o que ele chamou de uma segunda carreira em tecnologia para esse público. Serapião ressalta que as atividades do público senior não tem a ver apenas com a melhoria da eficiência das empresas, mas sim, está mais relacionado com o Propósito e missão das organizações.

“Os últimos anos de vida das pessoas, geralmente, estão mais relacionados ao Propósito, elas querem deixar um legado”, disse. Neste sentido, o especialista tem desenvolvido ações para incentivar e promover projetos com a maior conexão desse público com outros profissionais de diversas gerações e origens. Em sua palestra disse que o mais importante é promover a criação de âmbitos com maior diversidade intergeracional através da formação de redes colaborativas.

Programação – O evento começou na última terça-feira, com live de abertura que contou com as participações do Diretor-Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, e do Diretor-Presidente do Sindapp, José de Souza Mendonça, que destacaram a importância dos aposentados, a razão de existir das entidades fechadas de previdência complementar. No mesmo dia, a palestra “Saúde: o maior valor da vida!”, o médico geriatra Marcos Cabrera apresentou os resultados de pesquisas científicas que apontam como ter melhor qualidade de vida na vida pós-laboral. A live atingiu 500 pessoas ao vivo e soma mais de 2,8 mil visualizações até o momento. O segundo dia contou com a palestra da gerontóloga Eva Bettine, que tratou do tema “Bem estar no ‘novo’ estar”.

A programação da Semana do Aposentado termina nesta sexta-feira, dia 29 de janeiro, com a palestra de Marisa Bravi, às 15h, com o tema “Viver é um exercício diário de superação”. O evento conta com o apoio institucional da Rede de Credenciados. Ao longo do evento estão sendo homenageados (as) 68 participantes assistidos indicados (as) pelas Associadas da Abrapp, sendo exibidos depoimentos em vídeo nas redes sociais da Associação.

Aumento da longevidade abre oportunidades para a indústria financeira

Aumento da longevidade abre oportunidades para a indústria financeira

“A Revolução da Longevidade” foi o tema da apresentação realizada por Dmitry Kaminsky, Cofundador e Sócio do Deep Knowledge Group na Insight Session desta quarta-feira, 18 de novembro, no 41º Congresso Brasileiro da Previdência Privada. O especialista em longevidade apresentou a questão do aumento da expectativa de vida da população mundial como uma oportunidade de novos negócios para a indústria financeira formada pelas Fintechs, seguradoras, fundos de pensão e demais instituições.  

Dmitry apontou duas mega tendências que estão afetando a composição da população mundial. Uma delas é a biomedicina, com o avanço da medicina preventiva e práticas de alta precisão. A outra grande tendência é o aumento da longevidade que, segundo o especialista, não significa apenas crescimento dos problemas. Ao contrário, muitas instituições financeiras já reconheceram o aumento da longevidade como oportunidades de negócios. 

Ele citou o livro “Longevity Industry 1.0” que aponta os componentes dessa nova e promissora indústria. Dmitry citou que essa indústria é composta por quatro elementos: a medicina gerontológica, empresas de agetech, medicina preventiva e a indústria financeira. Formada pelas fintechs, a área de agetech registra crescimento de 20% ao ano em média e já movimento US$ 3 trilhões anuais. 

Clube dos centenários – Dmitry citou como exemplo de iniciativa da indústria financeira a criação do The Century Club, pela asset global UBS. A instituição perguntou a mais de 5 mil investidores de alta renda até quantos anos pretendia viver. Mais da metade respondeu que pretende viver mais de 100 anos de idade. 

Independentemente de quanto tempo os investidores esperam viver, nove em cada dez acreditam que a saúde é de extrema importância. Na verdade, eles consideram sua saúde mais importante do que sua riqueza. No entanto, os investidores reconhecem uma conexão fundamental entre os dois. Quase todos dizem que sua riqueza permite que vivam uma vida mais saudável. A partir daí, a asset tem oferecido opções de produtos e serviços para esse público.

Previdência – O Especialista destacou que o aumento da longevidade é a maior ameaça atual aos fundos de pensão. Os EUA e Canadá já estão enfrentando as consequências dessa tendência e muitas das organizações terão que receber recursos. O Reino Unido resgatou alguns fundos de pensão que tiveram esse problema. Em sua visão, a abordagem mais simples para capitalizar esse risco de longevidade é fazer um hedge através de investimentos em fintechs.

Ele sugeriu ainda a criação de uma Bolsa de valores da longevidade regulamentada e até a criação de um consórcio com instituições financeiras, com estratégias conservadoras. Seria necessário estabelecer um marco regulatório que se aplicaria aos grande investidores institucionais, inclusive aos fundos de pensão. A forma que eles fazem hedge dos investimentos exploraria essa questão de uma maior longevidade.

Instituto lança indicador de longevidade 2020 com análise de 876 municípios

O Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), iniciativa do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon que conta com metodologia da Fundação Getúlio Vargas, chega à sua segunda edição com 876 municípios analisados, nos quais vivem 160 milhões de brasileiros. A primeira edição do índice, lançado em 2017, analisou 498 cidades.

O objetivo do estudo é apontar, de forma clara os pontos positivos e negativos dessas cidades para que gestores, governantes e representantes da sociedade civil possam pensar em ações efetivas que promovam o aumento da longevidade com qualidade de vida nestas localidades.

O indicador considera dimensões como cuidados de saúde, bem-estar, finanças, habitação, educação e cultura, além de indicadores gerais de desemprego,  expectativa de vida e violência. Para isso, o IDL 2020 se baseou em 50 indicadores divididos em sete variáveis: Cuidados de Saúde; Bem-Estar; Finanças; Habitação; Cultura e Engajamento; Educação e Trabalho; e Indicadores Gerais. 

Os resultados mostraram que mais da metade dos municípios analisados não estão adequados para a longevidade de suas populações. “O papel do IDL é muito além de ser um ranking”, explica Henrique Noya, Diretor Executivo do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon. “Ele é uma ferramenta prática que contribui diretamente para que os gestores públicos desenvolvam políticas que melhorem a qualidade de vida nas cidades, e para que os empresários identifiquem oportunidades de ofertas de produtos e serviços que atendam a essa mesma demanda.

Os resultados foram divididos em duas categorias: cidades grandes – aquelas com mais de 100 mil habitantes – e cidades pequenas – com menos de 100 mil habitantes. Entre os grandes municípios, a edição de 2020 do IDL apontou o estreante São Caetano do Sul (SP) como a mais bem preparada para que sua população viva mais e melhor.

Leia mais e acesse o estudo na íntegra.

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