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Aumento da longevidade abre oportunidades para a indústria financeira

Aumento da longevidade abre oportunidades para a indústria financeira

“A Revolução da Longevidade” foi o tema da apresentação realizada por Dmitry Kaminsky, Cofundador e Sócio do Deep Knowledge Group na Insight Session desta quarta-feira, 18 de novembro, no 41º Congresso Brasileiro da Previdência Privada. O especialista em longevidade apresentou a questão do aumento da expectativa de vida da população mundial como uma oportunidade de novos negócios para a indústria financeira formada pelas Fintechs, seguradoras, fundos de pensão e demais instituições.  

Dmitry apontou duas mega tendências que estão afetando a composição da população mundial. Uma delas é a biomedicina, com o avanço da medicina preventiva e práticas de alta precisão. A outra grande tendência é o aumento da longevidade que, segundo o especialista, não significa apenas crescimento dos problemas. Ao contrário, muitas instituições financeiras já reconheceram o aumento da longevidade como oportunidades de negócios. 

Ele citou o livro “Longevity Industry 1.0” que aponta os componentes dessa nova e promissora indústria. Dmitry citou que essa indústria é composta por quatro elementos: a medicina gerontológica, empresas de agetech, medicina preventiva e a indústria financeira. Formada pelas fintechs, a área de agetech registra crescimento de 20% ao ano em média e já movimento US$ 3 trilhões anuais. 

Clube dos centenários – Dmitry citou como exemplo de iniciativa da indústria financeira a criação do The Century Club, pela asset global UBS. A instituição perguntou a mais de 5 mil investidores de alta renda até quantos anos pretendia viver. Mais da metade respondeu que pretende viver mais de 100 anos de idade. 

Independentemente de quanto tempo os investidores esperam viver, nove em cada dez acreditam que a saúde é de extrema importância. Na verdade, eles consideram sua saúde mais importante do que sua riqueza. No entanto, os investidores reconhecem uma conexão fundamental entre os dois. Quase todos dizem que sua riqueza permite que vivam uma vida mais saudável. A partir daí, a asset tem oferecido opções de produtos e serviços para esse público.

Previdência – O Especialista destacou que o aumento da longevidade é a maior ameaça atual aos fundos de pensão. Os EUA e Canadá já estão enfrentando as consequências dessa tendência e muitas das organizações terão que receber recursos. O Reino Unido resgatou alguns fundos de pensão que tiveram esse problema. Em sua visão, a abordagem mais simples para capitalizar esse risco de longevidade é fazer um hedge através de investimentos em fintechs.

Ele sugeriu ainda a criação de uma Bolsa de valores da longevidade regulamentada e até a criação de um consórcio com instituições financeiras, com estratégias conservadoras. Seria necessário estabelecer um marco regulatório que se aplicaria aos grande investidores institucionais, inclusive aos fundos de pensão. A forma que eles fazem hedge dos investimentos exploraria essa questão de uma maior longevidade.

Instituto lança indicador de longevidade 2020 com análise de 876 municípios

O Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), iniciativa do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon que conta com metodologia da Fundação Getúlio Vargas, chega à sua segunda edição com 876 municípios analisados, nos quais vivem 160 milhões de brasileiros. A primeira edição do índice, lançado em 2017, analisou 498 cidades.

O objetivo do estudo é apontar, de forma clara os pontos positivos e negativos dessas cidades para que gestores, governantes e representantes da sociedade civil possam pensar em ações efetivas que promovam o aumento da longevidade com qualidade de vida nestas localidades.

O indicador considera dimensões como cuidados de saúde, bem-estar, finanças, habitação, educação e cultura, além de indicadores gerais de desemprego,  expectativa de vida e violência. Para isso, o IDL 2020 se baseou em 50 indicadores divididos em sete variáveis: Cuidados de Saúde; Bem-Estar; Finanças; Habitação; Cultura e Engajamento; Educação e Trabalho; e Indicadores Gerais. 

Os resultados mostraram que mais da metade dos municípios analisados não estão adequados para a longevidade de suas populações. “O papel do IDL é muito além de ser um ranking”, explica Henrique Noya, Diretor Executivo do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon. “Ele é uma ferramenta prática que contribui diretamente para que os gestores públicos desenvolvam políticas que melhorem a qualidade de vida nas cidades, e para que os empresários identifiquem oportunidades de ofertas de produtos e serviços que atendam a essa mesma demanda.

Os resultados foram divididos em duas categorias: cidades grandes – aquelas com mais de 100 mil habitantes – e cidades pequenas – com menos de 100 mil habitantes. Entre os grandes municípios, a edição de 2020 do IDL apontou o estreante São Caetano do Sul (SP) como a mais bem preparada para que sua população viva mais e melhor.

Leia mais e acesse o estudo na íntegra.

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