Diretoria da Abrapp discute resultado do Planejamento Estratégico e criação de GT de planos para trabalhadores de plataformas

A Diretoria Executiva da Abrapp se reuniu na última terça-feira, 11 de março, para apreciar pautas relevantes ao sistema. Entre os tópicos abordados esteve o resultado do Workshop de Planejamento Estratégico 2025-2027, realizado nos dias 4 e 5 de fevereiro, em São Paulo.

O Diretor-Presidente, Devanir Silva, apresentou os eixos temáticos e estratégias derivadas dos dois dias de trabalho, que reuniram mais de 50 dirigentes na sede da Abrapp e teve facilitação da Nodal Consultoria. Devanir destacou o contexto e objetivos do planejamento, que visa construir uma visão compartilhada para o futuro da previdência complementar, com foco em expandir a cobertura, modernizar o sistema e fortalecer ainda mais sua imagem.

Foram apresentados avanços recentes do setor e os desafios, como a necessidade de ampliar a cobertura. “O futuro desejado é alcançar 100% do PIB em ativos previdenciários; cobrir 50% da população brasileira com planos de previdência complementar; posicionar o Brasil entre os cinco maiores poupadores do mundo; e implementar uma previdência complementar fechada desde a primeira infância”, relatou Devanir.

A partir de uma visão de cenários futuros positivos e negativos, foi feita uma análise sobre as forças e fraquezas do setor, além das oportunidades e ameaças para que, então, se chegasse aos eixos estratégicos que devem ser trabalhados pela Abrapp nos próximos anos.

GT – Ainda durante a reunião, foi proposta a criação de um Grupo de Trabalho (GT) Ad-hoc para discutir a viabilidade e os detalhes de um novo produto previdenciário, alinhado às experiências internacionais das “Micro Pensões”. O objetivo é formatar um plano previdenciário voltado para trabalhadores formais e informais, que atuem de modo autônomo, como os de plataformas digitais, a exemplo de iFood e Uber.

A criação do GT considera aspectos como nomenclatura, tratamento tributário, custos de intermediação e possibilidade de modelos obrigatórios para determinadas plataformas. O grupo deve ser formado por membros técnicos e com conhecimento profundo do tema, e o foco principal será a formatação de um produto previdenciário viável e atrativo para esse perfil de trabalhadores.

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