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Artigo: Educação financeira e previdenciária, sempre é hora de aprender! – Por *Danielle Cristine da Silva

Artigo: Educação financeira e previdenciária, sempre é hora de aprender! – Por *Danielle Cristine da Silva

Com muita frequência escuto frases do tipo: “o meu salário não sobra pra nada”, “vou ter que renegociar a fatura do meu cartão de crédito”, “tô farto de tanto boleto para pagar”, “não sei mais para quem pedir empréstimo”, e por aí vai. São tantas as lamúrias e dificuldades de algumas pessoas, que me obrigo a parar para escrever sobre o assunto.

A primeira reflexão que faço é a seguinte: crianças que vêm de famílias onde educação financeira é um assunto que se conversa em casa, são criadas com um diferencial que vai impactar favoravelmente em suas trajetórias. Comigo foi assim. Desde os meus primeiros anos de vida fui ensinada a olhar para o dinheiro como algo verdadeiramente “importante”. E hoje, agradeço a minha mãe por tão valoroso ensinamento. Ainda na infância, desejosa por uma Barbie, ganhava apenas as bonecas Susi, pois eram de preço inferior à famosa Barbie e, com isso, ia sendo ensinada que com a economia na compra, mais poderia sobrar para quando precisássemos para algo muito mais importante na família. Um pouco mais crescidinha, era orientada a ir ao mercado e procurar sempre o menor preço, pois assim minha mãe ia colocando no meu imaginário que, se eu poupasse, mais perto estaria das minhas tão sonhadas férias na praia, que era o que eu mais almejava naquele momento. A chegada da fada dos dentes, aquela que deixava dinheiro embaixo do travesseiro, era repetidamente usada com o viés de guardarmos aquele montão de cédulas para engordar o cofrinho e, no futuro, quebrá-lo para comprar um brinquedo bacana, ao invés do consumo imediato com picolés e balas. E assim, desde cedo fui aprendendo que o futuro confortável depende sempre de uma renúncia atual.

Outra reflexão: finanças não é matemática, é comportamento! Se você não aprendeu isto de casa, sempre é hora de aprender. Até a chegada da pandemia trazida pelo coronavírus, estávamos todos mergulhados num modelo de sociedade centrada no consumo. Um consumo que, gradativamente, se automatizou em nosso cotidiano e em nossa forma de vivermos juntos, uns com os outros. Por quantas vezes fomos conduzidos para uma compra que nem mesmo precisávamos verdadeiramente fazer? Ou que facilmente poderia ser substituída por algo que já tivéssemos ou que poderia ser reaproveitado? Você já refletiu sobre isto? Já fez as contas para ver financeiramente o quanto já gastou sem a menor necessidade? E o quanto aqueles gastos, desnecessários e dispensáveis, acabaram impedindo você de investir em qualidade de vida, como por exemplo ter um plano de saúde? Sem contar o imprevisto de uma demissão e você não ter nenhuma reserva financeira para fazer frente às necessidades de sua família. Por isso que digo que finanças é comportamento: o comportamento diário de pensar e refletir que aquilo que fazemos hoje é o resultado do amanhã.

E a terceira e última reflexão: Quanto mais cedo você começar a poupar, maior será a sua reserva financeira no futuro! Agora aquela perguntinha básica pra tirar você da sua zona de conforto: Já mudou ou vai mudar os seus hábitos de consumo? A pandemia está forçando você a entender isso? Escolha os legados positivos da crise que estamos vivendo e passe a aplicá-los em sua “nova vida”. É hora de qualificar os seus gastos. Investir em um plano de previdência complementar é uma boa forma de fazer isto. Poupar se tornou uma imposição, faça isso agora. Você muda hoje. E a sua aposentadoria agradece.

*Danielle Cristine da Silva é servidora pública do Estado do RS e Diretora-Presidente da Fundação RS-Prev

(As opiniões e conceitos emitidos no texto acima não refletem, necessariamente, o posicionamento do 
Grupo Abrapp a respeito do tema, sendo seu conteúdo de
 responsabilidade do autor)

Live com Sergio Moro terá Luís Ricardo Martins como um dos debatedores

Live com Sergio Moro terá Luís Ricardo Martins como um dos debatedores

O ex-ministro Sergio Moro participa de uma Live denominada “Combate à Corrupção”, nesta quinta-feira às 17h00, 24 de setembro, a convite do Movimento Pró Paraná. Ele vai falar sobre sua trajetória como juiz federal e Ministro da Justiça e Segurança Pública e sobre o atual cenário brasileiro.

O Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, participará dos debates do evento. A participação de Moro marca o lançamento do “Pró-Paraná em Movimento”, iniciativa que pretende ampliar a atuação do movimento civil, que nos últimos 20 anos vem atuando para ajudar a encontrar soluções para os diversos desafios político-administrativos do estado.

As vagas são limitadas por ordem de acesso

Clique para acessar: https://bit.ly/EncontrosProParanaSergioMoro

Startups apresentam soluções em Day One do Hupp

Startups apresentam soluções em Day One do Hupp

Na segunda etapa do Day One do Hupp, hub da previdência privada organizado pela Abrapp e Conecta em parceria com a LM Ventures, as 17 startups selecionadas fizeram seus pitches. A reunião on-line uniu as entidades parceiras e as startups para apresentação sobre as demandas e soluções para o sistemas e teve a presença de mais de 60 participantes entre representantes das Entidades Parceiras, das startups, e da Conecta, Abrapp e LM Ventures. Na primeira parte da reunião, as 11 Entidades Parceiras apresentaram suas estruturas e expectativas com o projeto. Leia mais.

Durante os pitches, as startups apresentaram seu histórico, os produtos e serviços oferecidos e como as soluções podem atender às demandas mapeadas pelas EFPCs com sendo as maiores dores do sistema hoje. Entre as soluções apresentadas estão meios de pagamento e soluções financeiras, jornada do cliente, retenção e engajamento, educação financeira, atendimento e segmento jurídico.

Luis Macedo, CEO da Allê Invest, iniciou as apresentações e destacou que no Hupp, as soluções exploradas pela empresa estão relacionadas a Robô Advisor e gestão de carteiras, consolidador de investimento, user experience, simuladores de previdência e inteligência artificial. Ele explicou que o Robô Advisor é um sistema de gerenciamento de riqueza on-line autoguiado que fornece consultoria de investimentos automatizada 24 horas por dia, 7 dias por semana. “A gente fornece também APIs e plataforma de gestão de investimento. A ideia do Robô Advisor é acompanhar a vida do usuário através do life planning”. Ele explicou com detalhes o funcionamento da solução.

A Asaas é uma empresa qualificada como uma instituição de pagamentos. Para apresentar suas soluções, Marcelo Vital, Head de Vendas e Desenvolvimento de Negócios, falou que a empresa abrange todos os métodos de pagamento, além de produtos complementares e do sistema de mensageria e cobrança de pagamentos em atraso. “Temos todas as soluções de pagamento e cobrança em um único lugar, e podemos oferecer de acordo com a necessidade do cliente. A gente faz ainda o processo de prospecção, vendas, receitas, contas a pagar, até a parte de compliance e nota fiscal”. Além disso, a Asaas também faz emissão de cartões com card design personalizado, e se prepara para trabalhar com o PIX.

Andre Almeida, Presidente e fundador Dom Rock, contou que o principal objetivo da empresa é ser uma plataforma de inteligência operacional. “Temos o atributo da automação e da otimização na análise de dados, transformando essas informações em algoritmos de inteligência e, posteriormente, distribuindo a parte analítica para quem vai consumir”. Ele demonstrou alguns cases de como a plataforma atua em determinados segmentos.

Para falar sobre a Futuritos, o CEO Joubert Mesquita fez uma apresentação sobre o histórico da empresa, que já tem atuação em poupança e no mercado segurador. “Idealizei o Futuritos no sentido das famílias terem o olhar para o futuro com suas crianças, introduzindo conceitos de educação e liberdade financeira”, contou. Ao analisara realidade do mercado, Mesquita se deparou com produtos que têm baixa atratividade e retenção. “Pensando nisso, criamos uma plataforma através da qual, com um processo simplificado, conseguimos envolver toda a família na educação financeira e previdenciária, com foco nas crianças”, disse. A proposta de valor da Futuritos está em criar uma experiência melhor na contratação e acompanhamento desse tipo de produto, gerando maior atratividade e retenção. “Podemos ajudar na expansão de planos familiares e fidelizar essas carteiras”.

Daniel Radicchi, CTO e sócio da Getmore, apresentou as soluções da empresa voltada para o mercado B2B. “Somos uma empresa de software e temos quatro unidades de negócios: produto de cash-in para contas e cartões; projetos especiais de incentivos; cashback no comércio local; e coalizão Plug & Play”.

Trabalhando na facilitação de captação de clientes e validação do cadastro, a Idwall teve sua solução de onboardingapresentada por Igor Moraes Gonçalves, desenvolvedor de negócios da empresa. “Vemos que hoje 40% das pessoas desistem antes de terminar um processo de cadastro em uma plataforma digital. Por outro lado, o onboarding é uma vantagem competitiva”. Ele destacou o processo simples de cadastramento do usuário na plataforma, validando a legitimidade do cliente e, assim, garantindo um processo rápido e com menos fraude no cadastramento, além de fazer prova de vida e background check por meio de uma integração com outras bases para validar o usuário. As tecnologias são usadas via API, SDK ou Dashboard.

Jung Park, fundador e CEO da InovaMind, apresentou uma plataforma na mesma linha, com especialização em inteligência artificial, big data, analytics, computer vision e soluções de machine learning, oferecendo também um processo de onboarding abrangendo todos os serviços de cadastro do cliente. “A gente faz verificação da imagem e dados contidos no documento do cliente na hora do cadastro”.

A Investtools, focada em soluções para o mercado financeiro, destaca que oferece soluções para gestão de investimentos. O CEO David Gibbin explicou que a empresa já atua com grandes gestoras no Brasil, e no Hupp há um alto grau de aderência para o produto, possibilitando que ele seja adaptado para entender o sistema. “O momento do mercado é importante, com mudanças estruturais para o mercado, e estamos em momento de difusão e alinhamento”.

A Nogord.io é uma ferramenta com automação de regras de decisão sem código e sem operação. Vitor Discacciati, COO da empresa, deu exemplo de como é feita a automação de regras de decisão dentro da plataforma, desde a concepção da ideia até o código que será implantado no core da companhia. “A gente propõe uma interface intuitiva onde o próprio usuário consegue desenhar um fluxograma e a plataforma traduz regras de negócios e código, gerando um serviço a ser consumido por outros sistemas”.

Iandé Bailey Coutinho, CEO da Oncase, apresentou a empresa de big data e analytics que tem como foco extrair o valor dos dados, reduzindo tempo de análise, atendimento e aumentando engajamento. “Ajudamos as organizações a construírem uma estratégia de dados e também produtos mais verticais. O objetivo é atender toda a jornada do cliente e captação até recomendar ofertas e entender a demanda do mercado para saber quais produtos se deve ofertar e para quais clientes”.

Em relação à Onze, Henrique Carvalho, Diretor Comercial da empresa, destacou a atuação direta na previdência aberta e agora voltada a desenhar soluções para a previdência fechada. “Criando a Onze a gente percebeu necessidades da previdência e estruturamos nossa oferta em três pilares. Uma delas é a tecnologia dividida em aplicativo para o colaborador para que ele tenha autonomia e engajamento, e em plataforma de RH, que traz indicadores de adesão, contribuição e investimento”. A Onze oferece ainda uma plataforma de marketing e distribuição, que pode ajudar na expansão de produtos. “A terceira frente é o módulo de saúde financeira”, complementou.

Cadu Senna, fundador e CEO da OQ Digital, destacou que a plataforma tem como objetivo explorar o conceito de indicação como a melhor forma de captar clientes. “Quando estimulados, seus participantes são os melhores canais de comunicação”. Assim, a plataforma visa estimular participantes a serem influenciadores nos produtos através de relacionamento, recomendação e reconhecimento, conteúdo de educação financeira, e conteúdos relevantes e recorrentes para a formação de uma comunidade on-line.

Adiel Rodrigues, representante da Projuris, apresentou como a plataforma voltada para o setor jurídico consegue reduzir custos e riscos e promover melhorias de gestão. “Fazemos gestão de documentos, visando o papel zero. Também conseguimos, através da automação, monitorar tribunais, agências reguladoras, entre outros. Além disso, vemos em andamento intimações e autuações digitais. Outra dor comum da previdência é o provisionamento e contingência, e oferecemos esse serviço”. Ele contou ainda que a Projuris trabalha com controles de garantia e conciliação e integrações com sistema internos. “A gente interage com especialistas de diversas maneiras, de forma embarcada”, complementou. “Nossa mensagem é eliminar ineficiência do mundo jurídico”.

Isabella Jardanovski Strozberg, Operations Manager na Saffe, explicou que a empresa que é provedora de reconhecimento facial voltado para soluções financeiras. “Nosso principal caso de uso está no reconhecimento facial para realização de pagamentos seguros”, explicou.

O CEO da Sentimonitor, Hugo Pinto, apresentou a empresa de pesquisa e mapeamento de personalidade baseado em inteligência artificial. “Através de indicadores, gráficos e visualizações, é possível ter uma tomada de decisão”, disse. “Para cada indústria criamos uma camada de inteligência entregando os insights”. No contexto do Hupp, Hugo explica que o mapeamento de personalidade pode ajudar as entidades a identificarem as melhores maneiras de se comunicar com os clientes, o que ajuda também no jeito de vender.

Para apresentar a Trampolin, esteve presente na reunião Lucca Freire, responsável pela operação comercial da empresa, que trabalha com banking as a service. “Funcionamos de duas maneiras: entregamos as APIs de core banking, então cada produto é uma API diferente, ou entregamos com full service, construindo uma aplicação mobile customizada financeira para que nosso parceiro possa oferecer para seu usuário final. Somos uma fintech e ajudamos parceiros a lançarem produtos financeiros diferentes e rápidos para o mercado”. A empresa também oferecerá PIX e customiza produtos de cashback.

Rafael de Paula Souza, Co-Founder e CEO da Ubots, destacou que o objetivo da plataforma é fazer com que grandes empresas atendam e conversem com seus clientes de forma satisfatória e eficiente. “A gente oferece um chatbot, que pode ser criado, configurado e treinado pelas empresas, além de ter um módulo no qual o atendente humano pode conversar com o cliente, um módulo analítico sobre a performance do chatbot e dos atendentes, e um módulo de insights dos atendimentos”. Além disso, é oferecida uma consultoria por meio de um time de especialista que ajuda a criar o chatbot, canais e jornadas de conversas para os clientes.

A próxima etapa do projeto será fazer o match entre startups e fundações para iniciar o trabalho de evolução das soluções e, posteriormente, trabalhar as Provas de Conceito (POCs). Siga acompanhando o projeto do Hupp no Blog Abrapp em Foco!

Entidades compartilham expectativas com o Hupp em Day One

Entidades compartilham expectativas com o Hupp em Day One

O Day One deu início, nesta quinta-feira, 10 de setembro, aos trabalhos do Hupp, hub da previdência privada organizado pela Abrapp e Conecta em parceria com a LM Ventures. A reunião contou com a presença de mais de 60 participantes entre representantes das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) parceiras do projeto, das startups selecionadas, da Conecta e da LM Ventures. A Superintendente Executiva da Conecta, Claudia Janesko, destacou que essa foi uma grande reunião de apresentação para as EFPCs e as startups para se conhecerem e compartilharem suas ideias e soluções. “Estamos olhando, entre nossas entidades, para um futuro do que está sendo criado em termos de produtos, mas também para um legado que precisamos evoluir”, disse ao explicar sobre o mapeamento de soluções a serem desenvolvidas pelas startups ao sistema

Apesar de contar com 11 entidades parceiras, o projeto do Hupp é um grande laboratório de soluções que visa desenvolver, testar e, posteriormente, disseminar produtos e serviços dentro do sistema de previdência complementar. Claudia Janesko ressaltou que o ambiente de previdência privada tem dois grandes desafios do ponto de vista de tecnologia. “O primeiro é trabalhar a expansão de novos planos, que são os planos famílias, que têm uma dinâmica nova, cuja venda é individual. Já no legado, tudo que torne nossas soluções mais eficientes, otimizando recursos, é muito importante. Qualquer coisa que traga eficiência operacional é fundamental”, complementou.

O Diretor Administrativo da Conecta, Devanir Silva, destacou os 43 anos de previdência complementar, dando o contexto de como surgiu e foi constituído o sistema. “Hoje, as reservas da previdência complementar atingem 13% do PIB do Brasil. Ele explicou a diferença entre as entidades abertas e fechadas e reforçou a função de entregar benefícios, mas também de trazer novos participantes. “Devemos buscar pessoas para convencê-las a fazer uma poupança de natureza previdenciária, mas para isso acontecer, temos que pensar em uma série de atributos, e por isso criamos a Conecta”, disse.

Segundo ele, a Conecta foi criada para buscar soluções criativas. “Um dos primeiros desafios que temos é o uso intensivo de tecnologia. É isso que nos fará diferente e que nos levará adiante. Temos uma história de entrega de R$ 68 bilhões em benefícios todos os anos, com mais de 2 bilhões de pessoas contribuindo ativamente, mas isso ainda é pouco, e a venda deste produto hoje é diferente, pessoal. E isso só vai acontecer por meio da tecnologia”, ressaltou Devanir, enfatizando que dentro desses desafios, surgiu o Hupp. “Precisamos estar próximos das startups para que nos tragam soluções. Estamos contando com a parceria de grandes entidades colaboradoras. Esse é o início de um primeiro ciclo, e acredito que teremos outros”, complementou, deixando um recado às startups: “vocês atuarão em um sistema vitorioso e que tem um futuro virtuoso”.

Magnus Arantes, sócio da LM Ventures, empresa que faz a gestão do projeto, comentou sobre o processo de seleção de startups e falou que agora o momento é de ajudá-las a se desenvolverem. “Como já conversamos, a maior parte dos produtos de vocês suprem as necessidades que as entidades apontaram. Trabalhamos identificando uma série de demandas e encontramos vocês”. Ele explicou que o objetivo é manter as startups próximas das entidades através de programas de mentorias ao longo do ciclo, ajudando, assim, a aculturar as empresas no segmento e deixar mais fácil de entender o nicho.

Inovação como ponto central – Na primeira etapa da reunião, as 11 Entidades Parceiras se apresentaram em termos de estrutura, localização, números e estratégia através de pitches curtos. A primeira a se apresentar foi a BRF Previdência, representada por Vivian Fonseca, Analista de Controladoria na entidade. Segundo ela, o planejamento estratégico da entidade culminou na participação da BRF Previdência no Hupp. “Nossa estratégia está baseada em cultura previdenciária, pois nosso desafio não é só trazer adesão de participantes, mas também temos uma oportunidade com a patrocinadora e com planos familia, e mais do que fazer a adesão do participante, queremos engajá-lo e fazê-lo entender o benefício que ele tem em mãos”. Ela destacou a estratégia de inovação da entidade. “O Hupp está muito alinhado com essa busca. Estamos passando por um processo de transformação digital, da nossa interação com os participantes e dos nossos processos internos”, destacou Vivian. “Estamos muito dispostos a rodar nossas Provas de Conceito (POCs) e fazer negócios com foco no participante e daspatrocinadoras”.

Em seguida, Francisco José Araújo Bezerra, Diretor de Previdência da Capef, fez uma apresentação sobre a entidade e seus planos de previdência. “Nossa grande preocupação de estar aqui fazendo parte do Hupp é porque em nosso planejamento colocamos a inovação como ponto central de tudo que faremos daqui pra frente. Estamos automatizando nossos processos com uso de robotização e fazendo uma série de melhorias no processo de atendimento, trabalho, e na gestão dos investimentos e previdenciária. A nossa expectativa é ampliar a inovação na Capef”. Assim, a entidade montou um time de inovação há 2 anos e tem investindo na área com capacitação e treinamentos, amparada ainda pelos trabalhos do patrocinador, o Banco do Nordeste.

Cícero Rafael Dias, Diretor de Seguridade da Funpresp-Exe, explicou a estrutura da entidade, que apesar de ser nova, nasceu grande por atender servidores públicos da União e ter adesão automática. Ele destacou que hoje não existe papel na entidade, apenas em raro casos. “Recentemente criamos uma gerência de desenvolvimento de produtos e um laboratório de inovação. Oficializamos a busca pela inovação na fundação em 2020”, disse, ressaltando ainda que a entidade está desenvolvendo plataformas em parceria com Universidades e aprimorando sua central de inovações, criando estrutura de prevcash, entre outras plataformas que estão em desenvolvimento na entidade. “Estamos fundamentados no foco no participante. Dentro dos valores de confiança, transparência e empatia, queremos trazer nossos clientes para perto e nossa prioridade é aprimorar nosso programa de fidelidade. Temos interesse em desenvolver meios de pagamento e aprimorar big data e analytics em prol de oferecer os melhores serviços aos participantes”, disse.

Gestão e negócios – Roberto Jorge Pereira da Silva, Gerente de Tecnologia da Informação da Previnorte, falou sobre a entidade que, mesmo enxuta, possui dentro de seu mapa estratégico uma busca por melhoria e excelência na gestão. “No pilar de processos e tecnologia temos dois objetivos estratégicos para os próximos anos que é implantar soluções tecnológicas e promover inovações. Foi criado um comitê de inovação na entidade que tem o objetivo de formatar essa questão. O Hupp sempre foi pauta da Previnorte e tivermos a felicidade de poder participar desse projeto grande. Somos um bom laboratório, pois precisamos fomentar a cultura de inovação no atendimento de participantes, comunicação com clientes, na área financeira, área de cobrança, abrindo frentes pequenas, simples, mas de valor agregado não só à Previnorte, mas a todo o sistema de previdência”, disse.

Em seguida, Ricardo Drigo, gerente de novos negócios do Mais Futuro, contou sobre o histórico da entidade, que foi criada em 2004 como Fundo Paraná e começou a trabalhar com plano setorial em 2006, além de implantar um plano familiar em 2012. Já em 2016, a entidade adotou a marca Mais Futuro, incluindo uma série de produtos novos, como a criação do Mais Futuro Empresas. “No ano passado decidimos acabar com o papel, modernizar nossos conselhos, e começamos a investir fortemente em tecnologia e inovação. Desde então, estamos com a previdência digital, que é uma plataforma integradora de tecnologia para o relacionamento comercial voltado aos públicos que trabalhamos”, disse. Segundo ele, ao criar essas plataformas digitais, se desenvolveu um relacionamento diferenciado com os participantes. “Essas tecnologias facilitam nossa gestão e devem escalonar nossa previdência”. O objetivo da entidade ao participar do Hupp é trabalhar com plataformas que ajudem a fomentar o negócio da entidade dentro desse novo planejamento digital.

Atendimento – Kelly Soares Martins Sampaio representou a Fundação Itaú Unibanco na reunião e destacou que a dor da fundação é o atendimento. “Somos uma entidade com planos fechados, não temos novas adesões, mas precisamos melhorar nosso atendimento, deixando-o mais digital e voltado ao mundo atual”. Segundo ela, a busca da entidade no Hupp é dar um atendimento melhor e mais rápido ao participante. “Vemos necessidade de melhoria e por isso procuramos suprir essa questão”.

Educação financeira e incentivos – A Fundação Real Grandeza, representada por Rodrigo Bittencourt, Gerente da área de Benefícios da entidade, passou, no último ano, por uma renovação com inovação em um processo de transformação que consiste em modelar a comunicação com o participante, dando mais transparência e informações sobre seus planos, disponibilizando ainda informativos, avisos e recadastramentos totalmente digitais. “Agora, estamos trabalhando mais para dentro da entidade, avaliando a atualização do nosso sistema de gestão, preparando lançamento de novos produtos, gestão baseada em risco, estudando um programa de cashback, finalizando um novo simulador, e trabalhando para criar um selo interno de papel zero e incentivar as gerências a digitalizarem seus processos”. Segundo ele, a expectativa é que o Hupp ajude a Fundação Real Grandeza a implementar uma conta digital, a desenvolver a educação financeira e previdenciária, ferramentas de captação e a fidelizar novos clientes, usando ainda a gamificação.

Ao identificar que seus clientes estão buscando independência financeira, a PrevBosh decidiu focar em atender a essas necessidades com inovação, educação financeira e incentivos aos participantes. Guilherme Ticelli, responsável pela área de projetos de inovação da entidade, destacou que a PrevBosh está engajada na questão do Hupp. “O projeto tem muito a contribuir com nossos planos e parceiros”. Ele reiterou que a Bosch tem uma área específica de inovação e está investindo muito nesse tema no mundo inteiro, além de ter incentivado a entidade participar do hub.

Novos planos e clientes – Na sequência, Sabrina Bueno, Analista na Valia, destacou que o propósito da entidade está em ajudar as pessoas na construção de um futuro mais digno e sustentável. “Nao tem nada mais sustentável do que encontrar uma solução para uma questão dentro do segmento e dividir com nossos pares”, destacou, reforçando que a inovação está sempre permeando o planejamento estratégico da entidade. “O Hupp vai ajudar muito na nossa missão e visão”. Ela explicou ainda que hoje há uma comunidade de inovação dentro da Valia dividida em algumas squads. “Nosso grande sonho é transformar todos os nossos 209 empregados na comunidade de inovação. Então, o Hupp tem um significado especial de compartilhar problemas e juntos construir uma solução, mas também de trazer o conceito de inovação aberta”. Ela disse que no Hupp, o plano família, Prevaler, é o principal foco da entidade. “Temos o desafio de atingir um novo público de forma rápida, eficiente e de acordo com o perfil de cada pessoa”.

Para falar sobre a Fundação Viva de Previdência, o Gerente de Gestão Estratégica, Mauricio Damasceno, destacou que a entidade, apesar de existir há muitos anos, é nova em termos da marca Viva, que nasceu em 2017, mas já tem um histórico de longos anos como ex-Geap. “A gente mudou o nome da antiga Geap e, junto, todo o mindset referente à nova evolução”, explicou. Segundo ele, a partir da nova marca, toda a estrutura de tecnologia foi modificada, bem com a equipe da entidade. “Temos muitos desafios na área de crescimento por meio de inscrição de novas pessoas nos planos. Nossa missão está envolvida em despertar a consciência financeira e oferecer soluções de previdência e na área de investimentos”, destacou, reforçado que o principal foco da entidade é trabalhar a questão de analytics, cadastro e comunicação.

Finalizando a rodada de pitches com as EFPCs, Luis Omena, Gerente de Planejamento Estratégico e Sustentabilidade da Previ, apresentou a estrutura da entidade, que tem como foco a inovação para solucionar problemas e gerar valor para a entidade e seus associados. “A inovação não é um fim por si só, e sim um meio para ser cada vez melhor. Temos um histórico de trabalhar para participantes que têm proximidade com a instituição financeira, que é o Banco do Brasil, mas agora precisamos criar outras alternativas para pessoas que não têm esse relacionamento com banco”. Ele disse ainda que a Previ passa por um processo grande transformação tecnológica com plataformas de seguridade e gestão empresarial, programa de inovação, soluções via app, entre outros. “Acreditamos que a inovação é tratada como algo transversal, permeando o trabalho de todos os nossos colaboradores, e no Hupp podemos construir soluções para que o sistema, de maneira geral, possa evoluir junto”.

Na segunda etapa da reunião foram feitos os pitches com as startups, que apresentaram sua soluções. Acompanhe aqui a cobertura!

Artigo – Proteção de dados pessoais: breves considerações e desafios

Por Fabrício Zir Bothomé* – Recentemente, em Barcelona, o Teatreneu, uma casa de espetáculos voltada para a apresentação de comediantes, passou por uma brusca queda no número de frequentadores após o governo do país, em uma tentativa de obter rendas adicionais que proporcionassem o reequilíbrio orçamentário, ter aumentado os impostos sobre a venda de ingressos do patamar de 8% para 21%.

A expedita solução encontrada pela administração do Teatreneu, então, foi a instalação, no espaldar de cada uma das poltronas, de sofisticados tablets capazes de analisar as expressões faciais de cada integrante da plateia.

Pela nova formatação do empreendimento, os frequentadores ingressam de maneira franca no teatro, devendo efetuar o pagamento da quantia de 30 centavos por cada riso identificado pelo dispositivo, até um limite de 24 euros, cujo pagamento é realizado por meio de um aplicativo para celular, que também possibilita o compartilhamento de “selfies” com amigos (1).

Nos Estados Unidos, a iRobot, produtora de robôs domésticos e fabricante do popular aspirador de pó inteligente Roomba, que conta com dois modelos que se conectam com Alexa, assistente de voz da Amazon, anunciou, com o aval de seus investidores, que pretende vender os dados coletados pelas máquinas sobre as plantas e a distribuição interna das residências (2).

Nos centros comerciais de compras, a disponibilização de rede wi-fi, por meio de acesso e cadastro em aplicativo específico, com a inserção de dados simples, como nome, idade e gênero sexual permite a realização de mapeamento de calor para aferir as áreas mais visitadas, o tempo de permanência no estabelecimento e o perfil comportamental dos frequentadores.

Os exemplos acima são uma amostra de que não é de todo desarrazoado o já conhecido refrão “data is the new oil”, atribuída a Clive Humby e corroborada por reconhecidos noticiosos como o The Economist, que em 06 maio de 2017 veiculou reportagem sobre a necessidade de regulação da internet intitulada “The world’s most valuable resource is no longer oil, but data”.

É justamente nesse contexto de hiperconectividade, de big data, de proliferação de sensores inteligentes e onipresença de acesso à rede mundial de computadores, a darem “origem a novos modelos de negócios e fluxos de rendimentos” (3) que vem à lume a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que positiva regras para o tratamento de dados pessoais sem levar em consideração, prima facie, os efeitos subjetivos do tratamento para o seu titular.

A realçar, a nova legislação possui como fundamentos o respeito à privacidade, a autodeterminação informativa, a liberdade de expressão, a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem, o desenvolvimento econômico, tecnológico e a inovação, a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor, os direitos humanos, o desenvolvimento da personalidade, a dignidade e o exercício da cidadania (artigo 2º).

Estabelece critérios para sua aplicação (artigo 3º), ao passo que o artigo 4º estabelece uma série de exceções à proteção dos dados pessoais.

O artigo 5º, adotando “técnica legislativa cujo objetivo é diminuir a incerteza acerca do real significado atribuído a cada um dos termos definidos” (4), traz uma série de conceitos que permeiam a aplicação da lei, tais como dados, dados pessoais sensíveis, dados anonimizados, controlador, operador, atos praticados com os dados e autoridade nacional.

Disciplina a principiologia que deverá ser observada no tratamento dos dados pessoais (artigo 6º), requisitos para o tratamento (artigo 7º) e a necessidade de fornecimento expresso de consentimento pelo titular dos dados (artigo 8º).

Destaca, ainda, seções que disciplinam os requisitos para o tratamento de dados pessoais, o tratamento de dados pessoais sensíveis e de crianças e adolescentes, além de capítulo destinado aos direitos do titular dos dados pessoais.

A LGPD cria novos papéis, como a Autoridade Nacional e passando a prever a figura do encarregado de dados (Data Protection Officer, DPO, do europeu General Data Protection Regulation), a quem caberá, em linhas gerais, receber reclamações e prestar esclarecimentos, receber comunicações da autoridade nacional e adotar providências.

Como os dados “estão armazenados com precisão cristalina, podem ser analisados na plenitude do tempo e também com um escopo e flexibilidade inimagináveis há apenas uma década” (5), é escopo da novel regulamentação tutelar as pessoas pelo peso do uso da informação na dinâmica social que hoje se apresenta.

A demandar especial atenção, desafiando os players do mercado, o elevado índice de preocupação brasileiro com fraudes bancárias, no percentual de 80%, conforme informações do Unisys Security Index de 2020 (6) e a pouca crença de que as organizações estão protegendo bem os dados de clientes na nuvem, no percentual de 71%.

Agregue-se, ainda, a falta de perspectiva de início das atividades da autoridade regulamentadora estabelecendo diretrizes para a atuação e a necessidade de detalhamento, registro e comprovação de todo o tratamento realizado com os dados, demandando que as organizações saibam onde estão os dados, quais são eles e como são utilizados.

Como bem anota Caio Cesar Carvalho Lima, “a criação de uma Lei Geral pode servir para determinada nação como ‘’porto seguro” de investimento, na medida em que se conseguirá ter clara dimensão sobre os limites do que é permitido” (7), pelo que a Lei Geral de Proteção de Dados tem o condão de, observada, aumentar a confiança no desempenho das atividades das corporações e fomentar o intercâmbio com países com semelhante nível de regulamentação.

*Advogado graduado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul–PUC/RS, em 1997; Sócio- titular da Bothomé Advogados Associados; Participante da Comissão Técnica de Assuntos Jurídicos da Abrapp.

Notas

  1. MOROZOV, Evgeny. Big Tech: a ascensão dos dados e a morte da política. São Paulo : Ubu Editora, 2018. P. 45.
  2. CANO, Rosa Jimenez. “Roomba, o aspirador de pó espião” in Jornal El país, 27 de julho de 2017.
  3. MOROZOV, Evgeny. Op. Cit. p. 46
  4. BRANCO, Sergio. As hipóteses de aplicação da LGPD e as definições legais. In: A LGPD e o novo marco normativo no Brasil. MULHOLLAND, Caitlin (org.). Porto Alegre : Arquipélago, 2020.
  5. RADDER, Christian. Dataclisma. Rio de Janeiro : BestSeller, 2015. P. 23
  6. https://www.unisys.com/unisys-security-index/brazil. Acesso em 03/09/2020
  7. LIMA, Caio Cesar Carvalho. Objeto, aplicação material e aplicação territorial. In: Comentários ao GDPR. São Paulo : Thomson Reuters Brasil, 2019. p. 21.
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