A Abrapp participou do Congresso de Gestão de Pessoas da ABRH-ES (Conexah) nesta quarta-feira, 10 de maio, no Centro de Convenções de Vitória, no Espírito Santo. O evento contou com a presença de mais de 800 participantes das áreas de RH de empresas, representantes de sindicatos e conselhos profissionais de todo o estado. A Abrapp patrocinou uma cota ouro que deu direito à realização de uma palestra. O tema escolhido foi “Previdência Complementar e o Papel Estratégico do RH”, com o especialista da UniAbrapp e Presidente da Fundação Libertas, Lucas Nóbrega.
O Diretor Vice-Presidente da Regional Leste-Sudeste, Luiz Carlos Cotta, representou a Abrapp no evento. Sua entidade, a Capital Prev, também aproveitou o congresso para divulgar suas alternativas de planos previdenciários. Outras entidades da Regional Sudeste da Abrapp – a Baneses, Preves, Agros e Fundação Refer – enviaram representantes para participar do Congresso. “A participação da Abrapp e das associadas da regional, bem como a palestra do Lucas [Nóbrega] no congresso da ABRH do Espírito Santo foram um sucesso”, disse Cotta.
O Diretor Vice-Presidente da Abrapp vem defendendo que as entidades fechadas com projetos de fomento devem se aproximar dos profissionais de RH. “Nas conversas que tivemos durante o evento e na Palestra do [Lucas] Nóbrega procuramos destacar a responsabilidade social das empresas. O ‘S’ de social deve prevalecer no papel dos RHs no pós-emprego”, disse Cotta. Ele defendeu que é necessário conscientizar os profissionais de recursos humanos para oferecer melhores condições aos colaboradores na aposentadoria com a implementação de planos de Previdência Complementar para os funcionários.
A Abrapp já tinha participado anteriormente de eventos da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), mas tinha feito isso em nível nacional com o objetivo de alcançar maior aproximação com as áreas de RHs das empresas. Agora foi realizado este projeto-piloto de regionalização, no Congresso dos 35 anos da ABRH do Espírito Santo. “Acredito que foi uma estratégia acertada de patrocinar o congresso regional da ABRH para um público menor que o nacional, mas com a possibilidade de um contato mais direto”, disse Cotta.
Ele recomenda que os dirigentes do sistema devem se aproximar das ABRHs regionais, para conversar mais diretamente com as associações de recursos humanos para disseminar o conhecimento da Previdência Complementar entre os profissionais da área. “Temos de convencer os profissionais de RH para defender junto aos empregadores a implementação de planos de Previdência Complementar para os empregados e colaboradores”, comentou Cotta. Com isso, as áreas de RH serão reconhecidas no papel de retenção de talentos e no oferecimento de benefícios pós-emprego não apenas para os empregados, mas também para seus familiares.
Outra questão importante defendida pelo Diretor Vice-Presidente, é que se busque a adesão das próprias ABRHs regionais aos planos de benefícios administrados pelas entidades fechadas. “Nada melhor que os profissionais das ABRHs regionais realizarem sua adesão como participantes de planos instituídos para conhecerem por dentro os benefícios de nosso sistema. Temos uma excelente janela de oportunidades de crescimento através dos planos instituídos e também dos planos patrocinados”, comentou Cotta.
Durante o evento, outro aspecto positivo, foram os contatos realizados com pessoas ligadas aos conselhos de classe como serviço social, psicologia, direito, administração, com quem pudemos incentivar a adesão aos planos instituídos. “Foi um congresso muito bonito, com grande participação. Foi um momento para a Abrapp mostrar a força e os produtos oferecidos pelo sistema”, disse Cotta.
Palestra – Em sua apresentação, Lucas Nóbrega ressaltou que a longevidade está aumentando cada vez mais. Mostrou a projeção que em 2060, cerca de 30% da população brasileira terá mais de 65 anos de idade. Contudo, a previdência social está oferecendo uma cobertura cada vez menor de aposentadoria e, dada a característica do sistema mutualista, ainda surgirão mais reformas do INSS nos próximos anos. Neste contexto, disse que será preciso mais recursos para satisfazer os desejos e necessidades a longo prazo e, por isso, a previdência complementar ganha mais importância.
Na sequência, o dirigente comentou sobre as vantagens que a previdência complementar traz para as empresas, por exemplo, o fato de que suas contribuições podem ser deduzidas da base de cálculo do IR e as contribuições previdenciárias não integram o contrato de trabalho. Outros pontos favoráveis apontados foram a possibilidade de definir o valor e frequência das contribuições, além do fortalecimento da imagem corporativa, e o reforço do vínculo trabalhista, entre outros pontos positivos.
Lucas também abordou as vantagens que a previdência complementar oferece para os colaboradores das empresas e entes públicos, como o fato de o dinheiro acumulado ser gerido por profissionais e que poupar a longo prazo traz vantagens tributárias. Além disso, o especialista mostrou como o efeito dos juros sobre juros ajuda a formar uma reserva de poupança previdenciária no longo prazo que seja capaz de se transformar em uma renda futura.