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Tendências para investimentos em 2021 foram destacadas no 41º CBPP

As palestras técnicas do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Complementar deixaram claro que, em cenário de juros baixos no Brasil e ativos conservadores apresentado menores retornos, as EFPC se veem diante da tarefa de aumentar a exposição ao risco para bater suas metas atuariais.

A busca por diversificação com maior alocação em investimentos no exterior e em renda variável e investimentos sustentáveis mostraram-se grandes tendências apontadas para os próximos anos.

Estratégias de investimentos – A pesquisa “Tendências de Investimentos em 2021”, apresentada na palestra técnica da Mercer, trouxe diagnóstico sobre a disposição das EFPC para a diversificação de investimentos no exterior. Cerca de 64% das entidades pesquisadas informaram que já possuem aplicações fora do País. Dentre essas, os ativos no exterior representam 4% do montante total.

Com relação às estratégias utilizadas ou que as EFPC têm a intenção de utilizar para fazer sua alocação internacional, em primeiro lugar está a renda variável (ações), correspondendo a 43% das respostas. Em segundo lugar, a renda fixa (32%), seguida por hedge funds (multimercados) (20%), e em menor parcela, private equity (4%) e imóveis (1%).

Alocação para 2021 e desafios – A pesquisa também revelou que as EFPC esperam um incremento de 73% de suas alocações internacionais para 2021. “É crescimento significativo, ainda que sobre uma base baixa, mas que mostra aumento relevante para o ano que vem e que leva a crer que deverá continuar nos próximos anos”, destacou João Morais, Líder de Wealth Brasil da Mercer.

Os grandes desafios identificados pelas entidades para fazer alocação internacional variam de acordo com o porte da entidade. No grupo de EFPC com mais de R$ 2 bilhões sob gestão, a resposta mais frequente foi a complexidade para bem implementar e executar a estratégia internacional, diante da enorme quantidade de possibilidades de ativos, subclasses de ativos e instrumentos, estratégias e gestores disponíveis.

Com relação às entidades de porte abaixo de R$ 2 bilhões, o maior desafio identificado para aumentar essa alocação foi o risco. “Mas aqui podemos considerar como um bom risco; o risco advindo da diversificação. Esse é um dos elementos importantes da alocação no exterior: ela traz risco sim, mas é risco diversificado, de baixa correlação entre ativos domésticos e ativos internacionais. Então, o desafio apontado é como bem entender esse risco, capturar e fazê-lo trabalhar a favor do portfólio das nossas fundações”, ressaltou Morais.

Impulsionadores para a alocação internacional – A pesquisa também identificou os principais fatores que levariam as EFPC pesquisadas a incrementar o montante investido no exterior – tanto as que possuíam alocação como as que ainda não tinham. Em primeiro lugar, com 74% das respostas, está a expectativa de menores retornos e maiores riscos no mercado doméstico. Em segundo, a permanência da Selic em patamares baixos (62%). O terceiro elemento apontado, com maior distância dos dois primeiros, é a oferta de melhores produtos e fundos de investimentos globais disponíveis.

Também foram destacados em percentuais menores das respostas: mudanças e melhorias na legislação atual, maior conhecimento das equipes acerca do tema de diversificação internacional, menores custos de administração, redução da volatilidade no mercado global e maior conhecimento dos consultores que assessoram as fundações.

Verdades inescapáveis no cenário mundial

A palestra técnica da Schroders trouxe a perspectiva do panorama global com “verdades inescapáveis” que impactam o cenário de investimentos em médio prazo, a partir dos resultados de pesquisa conduzida pela gestora britânica.

Juros baixos vieram para ficar – Uma das principais conclusões do estudo é a expectativa de crescimento econômico mais baixo em todo o mundo daqui para a frente. Há redução na produtividade e a consequência disso é um ambiente de baixos juros nas grandes economias fora do Brasil, ressaltou Charles Prideaux, Global Head of Investment da Schroders.

“Acreditamos que as taxas de juros vão permanecer baixas, ou seja, as taxas de retornos livres de riscos permanecerão baixas”, observou Prideaux, ressaltando a crescente importância da diversificação internacional para buscar novas fontes de retorno onde elas estiverem.

Pressão inflacionária – Outro fato apontado é que as finanças dos governos permanecerão sob pressão. E a pandemia de COVID-19 só veio a exacerbar isso, notou o executivo, o que já foi observado em vários planos de estímulo fiscal. Ele citou o exemplo do Reino Unido, onde o governo pagou os salários de milhões de trabalhadores para mantê-los no emprego, à medida que aumentou a repercussão econômica do surto do coronavírus.

As opções que os governos terão, quando sairmos desta crise, serão limitadas: cortar gastos, o que não é muito palatável para muitos; e aumentar impostos, o que acontecerá inevitavelmente. O executivo lembrou também que a história mostra que períodos de pós-guerra, quando os governos estão endividados, tendem ao aumento inflacionário.

“Os historiadores podem descrever 2020 como o ‘grande problema econômico’. O problema foi ter que ficar em casa, isso comprometeu o crescimento econômico. E o impacto de curto prazo é uma deflação. Mas, em médio prazo, veremos aumento na demanda quando os mercados reabrirem e as pressões inflacionárias podem ressurgir”, destacou Prideaux.

Outras forças subjacentes, como o aumento dos gastos com saúde e o envelhecimento populacional, contribuirão para aumentar ainda mais a pressão sobre os gastos dos governos e, por consequência, a demanda por financiamento junto a investidores, impactando o mercado de dívida. Há possibilidade de mudança de paradigma no mercado de renda fixa.

“Os governos terão como prioridade garantir que as economias domésticas sejam restauradas a uma saúde plena, e isso pode levá-los a terem instintos mais protecionistas”, acrescentou.

Aumento do populismo – Há ainda outras forças disruptivas e persistentes que precisam estar no radar dos investidores para o médio prazo. Uma delas é o aumento do populismo, em linha com o crescimento da desigualdade. Dois grandes exemplos desse movimento, em 2016, foram o slogan da campanha de Donald Trump para a presidência dos EUA, “Make America Great Again”, e a campanha do Brexit “Take back Control”.

A mudança de comando na Casa Branca, a partir de 2020, não deve frear esse movimento global. “Joe Biden foi eleito e talvez a América volte mais para o palco internacional. Só que Biden terá que reconhecer que 70 milhões de pessoas votaram no Trump, em 2016, e continuam presentes. São pessoas que sentem que a sua riqueza foi corroída por forças fora do seu controle, como a globalização. Isso continuará moldando a política, vai influenciar as políticas tributárias e pode, inclusive, ter papel nos atritos comerciais”, observou Prideaux.

Uso persistente da Tecnologia – O líder global de investimentos da Schroders acrescentou que a pandemia de COVID-19 foi uma força disruptiva, mas que não mudou rumos, apenas acelerou algumas das verdades inescapáveis discutidas nos últimos anos.

Uma delas é a Quarta Revolução Industrial, a economia digital. “É necessária uma crise para impulsionar a inovação. E para abrir os nossos olhos sobre novas maneiras de se trabalhar. Portanto, o trabalho flexível foi redesenhado por causa da maneira como tivemos a experiência das coisas até agora”, observou Prideaux. “Nós vemos ganhos de produtividade e a aceleração tecnológica por causa da pandemia, com todas as eficiências que isso está possibilitando”, ressaltou o executivo.

Crescimento de ESG – As discussões sobre investimentos sustentáveis sob critérios ESG – acrônimo em inglês para Ambiental, Social e Governança – serão predominantes, trazendo riscos e oportunidades. “Todos os drivers estão em andamento: quer sejam expectativas da sociedade, aumento nas preocupações ambientais, a pressão sobre os políticos, que precisam responder. No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou a intenção de patrocinar uma revolução industrial “verde”, visando a redução das emissões de CO2. O Presidente dos EUA eleito, Joe Biden, deve adotar a mesma postura”, disse Prideaux.

Do ponto de vista de qualidade no investimento, isso significa que haverá custo regulatório. “Se você não adaptar o seu modelo de negócios, provavelmente será penalizado, o que é um risco. Portanto, vemos a evolução do comportamento corporativo, sobretudo das políticas implementadas”.

Algumas pessoas acreditam que os investimentos ASG estão separados da entrega do desempenho, mas as duas coisas caminham de mãos dadas, ressaltou Prideaux. “Porque ESG é um risco adicional que nós, como investidores, temos que computar na maneira como alocamos nosso capital. Portanto, temos que entender esses riscos, prestando atenção nas mudanças na preferência do consumidor, olhando as agendas políticas e os custos regulatórios”, completou o executivo.

Renda variável é primeira alternativa, mas proteções exigem atenção

Em um cenário de “evaporação do juro real”, a alocação dos investimentos das EFPC em Bolsa cresceu em 2020 e a expectativa é que seja ainda maior para o próximo ano, destacou Marcelo Rabbat, Sócio responsável pela área de Distribuição Institucional da Vinci Partners.

A plataforma de investimentos alternativos explicou em palestra técnica a estratégia para renda variável via fundo de fundos (FoF) – FIA – Fundo de Investimento em Ações, que permite ao gestor comprar proteções para reduzir a volatilidade da carteira em períodos de estresse.

Renda variável será comum para planos BD e CD – Rabbat elencou diversos motivos por que a renda variável é o primeiro passo para a diversificação das EFPC em classes de mais risco: maior conhecimento do participante, liquidez e possibilidade de proteção. Isso será comum para planos de Contribuição Definida e planos de Benefício Definido, observou o Sócio da Vinci Partners.

No caso dos planos BD, ele citou dois fatores importantes para esse movimento: os ALMs rodados para os planos BD tinham hipóteses de investimento que atualmente não se verificam mais, em cenário de juro real próximo de 0% e nominal perto de 2%. Outra questão importante é que os planos BD estão ficando cada vez mais curtos, com menos opções de instrumentos de investimento para as EFPC.

Com relação aos planos CD, além da busca por maior rentabilidade – e consequentemente mais risco – existe ainda questão delicada referente aos perfis de investimento, a chamada “migração espúria”. “Por exemplo, um investidor que começou 2020 como moderado, pegou um revés de Bolsa pelo ano, virou no final do ano e migrou para o perfil conservador. O participante que fizer isso vai decretar a perda permanente de reserva”.

Maior exposição requer proteções – O aumento da exposição ao risco em renda variável requer que a EFPC também busque proteções, ou seja, instrumentos de mercado para proteger suas posições em Bolsa. Rabbat observou que pelo atual nível de exigência e de governança da alta gestão das fundações e do próprio regulador, uma fundação carregar proteção em carteira é algo muito complicado. Seja pela falta de agilidade para entrar e sair da proteção, em função dos trâmites de governança interna, seja pelo risco de sofrer questionamentos do órgão de fiscalização sobre opções encerradas anos antes.

Com relações às alternativas disponíveis no mercado, o executivo da Vinci Partners destacou os benefícios de se ter como veículo consolidador de Bolsa um FoF de FIA carregando outros FIAs, em vez de FIC carregando FIAs. A atribuição de performance nesse tipo de veículo vem da possibilidade de fazer até 33% de caixa – proteção trivial e mais barata; possibilidade de comprar e carregar a proteção, com a precificação feita por um gestor e um administrador (dupla ou tripla checagem do preço e do spread do derivativo); e a seleção de bons gestores.

Rabbat também destacou três fatores aos quais as EFPC devem estar atentas ao comprar uma boa proteção: 1 – A efetividade do instrumento em proteger; 2 – Não consumir capital da estratégia e de preferência dar lucro, o que é potencializado com a gestão ativa; e 3- Ser barata para desmontar – feita com instrumentos líquidos.

Safra de IPOs, investimento em techs e novas soluções da B3 são destaques em palestras técnicas

A palestra técnica “Safra atual de IPOs & Investimentos em Tech e Abordagem ESG” tratou das oportunidades em renda variável para as EFPC, nesta quinta-feira (19), no 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada.

Com exceção de 2010, o ano de 2020 já se consagra como a maior safra de ofertas de IPOs e follow-ons no mercado brasieliro, destacou André Carvalhaes Ribeiro, Sócio da Brasil Capital. Em sua apresentação, ele comparou a nova safra de ofertas iniciais de ações das empresas brasileiras versus o boom de ofertas que aconteceram de 2004 a 2012.

A gestora de recursos tem como estratégia o foco, no médio e longo prazo, em empresas brasileiras listadas em bolsa dentro e fora do País.

Ao destacar o vigor do mercado brasileiro de ações, André Carvalhaes observou que, desde 2004, foram levantados R$ 217 bilhões em 181 IPOs e R$ 456 bilhões em 188 follow-ons. Ele destacou que do retorno histórico do fundo da Brasil Capital, 85% veio de investimentos em empresas que abriram o capital a partir de 2004.

Entre 2004 e 2012, houve volume relevante de ofertas no setor de energia, bancos e telecom. A partir de 2018, os destaques foram serviços financeiros, tecnologia, consumo e saúde, notando a mudança no perfil das empresas que abriram capital ao longo do tempo. O período entre 2012 e 2018 foi excluído da apresentação por não ter sido um momento rico em IPOs.

Nova safra de IPOs – Em 2020 foram realizadas 52 ofertas, sendo metade IPOs (R$ 63 bilhões) e metade follow-ons (R$ 52 bilhões), totalizando volume bastante relevante de R$ 115 bilhões.

“Com exceção de 2010, esse já é o maior ano, a maior safra de IPOs e follow-ons que acontece no mercado brasileiro, comparado com o momento de 2007. Portanto, o mercado de capitais brasileiro tem atuado com pujança bastante grande, adquirindo posição relevante no financiamento das companhias”, ressaltou o executivo da Brasil Capital.

O volume negociado também reflete esse crescimento. Entre 2008 e 2017, o volume médio de transações na Bolsa era de R$ 12 bilhões por dia, ao passo que entre 2019 e 2020, o volume médio diário saltou para R$ 30 bilhões. Até o mês de dezembro deste ano espera-se algo em torno de R$ 40 bi. “Isso é extremamente relevante para o dinamismo, liquidez do mercado e atração de novos investidores”.

Ribeiro destacou que com a taxa de juros em mínima histórica, investidores institucionais e pessoas físicas devem migrar cada vez mais de produtos tradicionais de renda fixa para produtos mais sofisticados ou investimento em ações no curto prazo.

Dentre os benefícios desse movimento, está que setores novos ganharam maior espaço na bolsa, como tecnologia, infraestrutura, saúde e serviços financeiros. Contribuindo assim para maior diversificação setorial, opções de empresas para investir e geração de alpha para os fundos.

ASG e Tecnologia: retornos superiores – Ribeiro demonstrou, de forma quantitativa, que as empresas voltada às melhores práticas ASG (Ambiental, Social e Governança) e ligadas à tecnologia tem gerado melhores retornos, conquistando espaço no portfólio dos invetidores.

O índice BC ASG Brasil, composto por 30 empresas selecionadas de acordo com a classificação Sustainalytics e o ISE – Indicador de Sustentabilidade Empresarial da B3, em 1 ano entregou performance de 39,3%, versus -9,7% do Ibovespa. No longo prazo isso é ainda mais evidente: em 10 anos o desempenho do índice voltado à sustentabilidade foi de 361,9% frente a 34,7% do índice da bolsa.

Já o índice BC Tech Brasil, composto por empresas ligadas exclusivamente a tecnologia listadas na B3 e nos Estados Unidos, teve nos últimos 12 meses performance de 60,9% versus -9,7% do Ibovespa. Ribeiro destacou que a pandemia de COVID-19 provocou um aumento exponencial da utilização da tecnologia, mas essa tendência já vem sendo percebida em períodos anteriores.

“As empresas que se dedicaram ao longo dos últimos anos à tecnologia, digitalização de canais, investimento em pessoas e equipe de desenvolvedores e conectividade acabaram tendo um desempenho muito superior às empresas que deixaram esse assunto de lado. Elas tiveram seu crescimento exponencializado. Vemos isso claramente nas empresas com capital aberto”, afirmou o Sócio da Brasil Capital.

Ribeiro acrescentou que o setor de tecnologia tem ganhado espaço e vai crescer ainda mais em importância na economia brasileira, recebendo investimentos por negócios de diversos setores, seja saúde, educação e serviços financeiros, para citar alguns exemplos. “Essa dinâmica faz com que as empresas inovadoras com adaptabilidade, flexibilidade, mente aberta, energia e iniciativas focadas em tecnologia e experiência do consumidor, ganhem relevância nos portfólios dos investidores institucionais”, completou.

Novas soluções da B3 para investidores

A palestra técnica “B3 facilitando a gestão dos investimentos para as EFPC” apresentou as principais características de três produtos lançados pela bolsa brasileira que trazem vantagens para investidores institucionais. A apresentação contou com a participação de Guilherme de Souza Pimentel, Superintendente da B3, Felipe Gonçalves, Gerente de Produtos e Juros, e Paulo Wilson Sangali Silva, Analista de Produtos da B3.

Bond Call – O Superintendente da B3, Guilherme Pimentel, ressaltou que o produto de leilão eletrônico de NTN-B via plataforma Trader é uma contribuição da B3 para a eletronificação do mercado de renda fixa.

Nessa modalidade compradores e vendedores se encontram em alguns momentos do dia pela plataforma, em horários pré-determinados, e negociam esses ativos exclusivamente via leilão. Ele explicou que para cada ativo ou grupo de ativos, os investidores terão dois ou três minutos para negociar aquele papel e as operações são sempre fechadas num preço melhor ou igual ao preço inserido.

“Temos um algoritmo por trás do Bond Call similar aos algoritmos dos leilões de mercados listados, no qual o melhor preço é encontrado para maximizar o volume negociado”, ressaltou o Superintendente da B3. “O grande atrativo do leilão eletrônico é que todos os participantes que fizerem alocações saem sempre com um preço único. Essa formação de preço único de mercado no encontro de compradores e vendedores em um momento do tempo tende a promover liquidez a esses ativos”.

Futuro de Cupom de IPCA (DAP) – Esse produto veio para trazer mais eficiência para o mercado juros real e de inflação, destacou Felipe Gonçalves, Gerente de Produtos e Juros da B3. Ele explicou que o DAP é equivalente ao produto de futuro de DI, mas para juro real.

“Apesar de ser um contrato futuro, ele tem uma dinâmica muito parecida com a de um swap. Então, por exemplo, se eu compro um DAP, no final das contas, eu estou ativo no DI acumulado entre a data da compra e o vencimento do contrato, e estou passivo em IPCA + cupom fixo, equivalente a uma exposição de NTN-B”, observou Gonçalves, notando que através desse produto é muito simples fazer a troca entre ativo e passivo de DI ou IPCA + cupom fixo.

Dentre os benefícios estão a exposição equivalente à de NTN-B, por isso os vencimentos são casados com os vencimentos desses títulos. Ele também trouxe uma dinâmica nova para a operação de inflação curta, com vencimentos nos três primeiros meses, e a dinâmica de operação de inflação de ano fechado – com o DAP para os dois primeiros janeiros em aberto. Além de trazer mais transparência e liquidez para esse mercado.

Felipe acrescentou que o produto foi apresentado à Previc, no qual houve receptividade e entendimento sobre os benefícios para as EFPC. Ao longo do ano também foram realizadas conversas com as entidades, e a pedido destas, a B3 abriu DAPs com prazos mais longos, incluindo DAP 2040, 2045, 2050 e 2055.

Nova Plataforma Eletrônica de Empréstimo de Ativos – O produto teve lançamento recente, no último dia 26 de outubro, destacou Paulo Wilson Sangali, Analista de Produtos da B3.

O novo modelo tem como principais características as negociações ocorrendo em uma plataforma, e não mais no balcão. As corretoras podem colocar ordens – ofertas doadoras, ofertas tomadoras – a pedido de seus clientes, e gestores também podem acessar diretamente a plataforma para incluir suas ofertas e agredir as ofertas lá disponíveis.

O acesso do buy-side é sempre via um intermediário – com acesso concedido pela B3. A negociação é feita através de dois books diferentes, possibilitando a liquidação de contratos em D+0 e D+1. Essa liquidação acontece sempre pelo saldo multilateral. Outra vantagem é que os contratos são padronizados, facilitando a negociação, e também contam com renovação automática.

Gonçalves acrescentou que desde o lançamento da plataforma, houve crescimento expressivo no volume negociado. A média em 2020, antes do lançamento da plataforma, era de R$ 2,3 bi de volume e 14 mil contratos negociados por dia. “Dobramos esse volume e o número de contratos também cresceu significativamente”, destacou o analista da B3.

Palestras técnicas: Oportunidades na renda fixa e as mudanças com o PIX

Realizada no final da manhã do primeiro dia do 41º CBPP, a Palestra Técnica 3 “Renda fixa: como agregar valor em um mundo de juros baixos” promoveu um importante debate para a gestão dos recursos das entidades fechadas de Previdência Complementar (EFPC). Guilherme Nascimento, Head de Fundos de Pensão da XP Investimentos introduziu o tema ao alertar que a renda fixa continuará sendo importante na política de investimentos, até porque os juros estão em ascensão nos mercados futuros. 

Marco Aurélio Freire, Sócio e Gestor de Fundos Líquidos da Kinea, coincidiu que os juros futuros sinalizam taxas de 6% em 2021 e até 8% em 2022. “Mesmo que as taxas não subam tanto quanto os mercados futuros sinalizam, pode-se contar como certo que os juros vão subir nos próximos dois anos”, disse. Ele apontou, porém, que não acredita que os juros vão subir tanto quanto o mercado está projetando. Mas a inflação e a incerteza fiscal vão fazer os juros subirem.

O gestor da Kinea indicou que a renda fixa pode ter gestão ativa, mesmo porque gestores podem trabalhar com vários tipos de alfa, como opções, crédito e hedge com câmbio. “Tem bastante espaço para um mandato dinâmico”, comentou Marco Aurélio.

Fausto Silva Filho, CIO e Gestor de Renda Fixa da XP Asset Management esclareceu que é possível gerar alfa de diversas maneiras na renda fixa, apontando oportunidades no mercado de crédito privado. “Com as empresas se mostrando fortes e com isso fortalecendo o mercado de crédito,  os spreads observados no mercado de dívida se mostram bastante interessantes, já tendo quase que voltado ao nível pré pandemia”, comentou Fausto. 

O CIO da XP Asset disse que um veículo que se mostrou bastante resiliente na crise provocada pela pandemia é o FIDC – Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios. “Percebemos que é um veículo com estrutura bastante robusta que navegou muito bem em ambiente de pandemia”, contou. O gestor disse que as cotas seniores a que as EFPC têm acesso passaram incólumes na crise. E mesmo as cotas subordinadas recuperaram as perdas no período. 

Ele disse ainda que o cenário inflacionário deve pressionar por um novo ciclo de aumento dos juros, assim como também a incerteza quanto ao equilíbrio fiscal.

Pagamento instantâneo – A Palestra Técnica 4 “O que o PIX traz de mudança no mercado de Previdência” foi realizada por Edson Fonseca, Diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios da Sinqia. Ele lembrou que justamente hoje, 16 de novembro, o PIX começou a funcionar no país inteiro com autorização do Banco Central. 

O especialista realizou uma explicação sobre o novo meio de pagamento e suas principais características e vantagens. “A principal novidade é a instantaneidade disponível 24 por 7, ou seja, todos os dias da semana e todos os horários”, disse. Com simplicidade de segurança, o PIX deve impactar em todos os outros meios de pagamento como cartão de débito, crédito, DOC e TED, sem porém substituí-los totalmente. 

Edson Fonseca explicou ainda que o PIX impactará no funcionamento das EFPC. De uma lado, os participantes poderão utilizar o novo sistema para a realização de contribuições e recebimentos das contas bancárias para a entidade. 

Mais que isso, as entidades poderão atuar na modalidade usuário, com a capacidade de cadastrar chaves PIX. Neste caso, as EFPC poderão oferecer contas digitais aos participantes. Após homologação no Banco Central, a entidade poderá se transformar em uma instituição financeira para oferecer contas e outros serviços e produtos financeiros aos participantes.

O 41º CBPP contará com plenárias, insight sessions, palestras técnicas e diversas atividades da Abrapp, UniAbrapp, Sindapp, ICSS, Conecta e espaço Expo (feira virtual). Confira a programação completa.

41º CBPP: Diversificação no exterior e gestão sistemática são destaques nas palestras técnicas 

O maior evento de previdência privada do mundo já começou! Na manhã desta segunda-feira (16), os participantes do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, pela primeira vez em formato 100% online e ao vivo, puderam conferir o conteúdo das palestras técnicas.

As 20 palestras técnicas da programação acontecerão pela manhã e à noite no auditório AZ Quest 2, ao longo dos quatro dias do evento, no centro de eventos digital da Abrapp. Há possibilidade de interação em tempo real com os palestrantes por meio de envio de perguntas no chat.

Inaugurando o conteúdo desta manhã, a apresentação “A importância para uma entidade de previdência complementar de se diversificar no exterior” foi conduzida pelo Head of Sales da LeggMason, grupo que faz a gestão de US$ 1,4 trilhão, Roberto Teperman.

A palestra abordou a importância para as EFPC de se diversificar no exterior como uma alternativa para queda das taxas de juros no mercado brasileiro. Teperman explicou o que é uma carteira bem diversificada, utilizando ativos no exterior, através de exemplos práticos, e também comparativos entre benchmarks e classe de ativos locais e internacionais.

Muito para avançar – O executivo destacou que o Brasil tem muito a avançar na regulação desse tem. A Resolução CMN 4.661/2018 permite investimento de até 10% no exterior, enquanto grande parte dos países já não têm limites para esse tipo de investimento.  “É decisão tomada pelo Comitê de Investimentos quanto comprar e o que comprar, sejam ativos locais ou de fora daquele país”.

Na Colômbia é possível ter exposição de até 70% em ativos internacionais, dependendo do fundo. No México, essa exposição está em torno de 25%, assim como na África do Sul. Na Coréia do Sul esse limite varia de 30% a 70%.

Performance e proteção da carteira – O instrumento de diversificação internacional torna-se fundamental no Brasil, considerando o contexto de alta volatilidade e de taxa Selic na mínima histórica, com CDI com rendimento de juro real negativo e NTN-B oferecendo rendimento de 3 a 4% a.a. A estratégia de investimento com foco no longo prazo,  buscando maior descorrelação com o cenário doméstico traz benefícios em duas frentes para as EFPC: performance e proteção.

Teperman observou que as EFPC que tomaram a decisão referente à sua política de investimentos em 2019, e introduziram investimentos no exterior, lograram ter uma grande proteção durante a crise deste ano de 2020.

Essa decisão também vem em linha com o crescente desafio de bater as metas atuariais. “Todo mundo, não só os brasileiros, estão buscando hoje o yield (rendimento). E para você ter yeld é preciso diversificar, achar alternativas, olhar para o longo prazo. Com os juros no atual patamar, e em nossa opinião esse cenário deve se perpetuar ainda por um bom tempo, a EFPC terá que achar opções para fazer essa alocação nos próximos anos”, destacou o executivo da Legg Mason.

Ele apresentou como exemplo uma carteira de estratégia em fundos de fundos multimercados globais, envolvendo ações no mercado dos EUA, países da Ásia e Europa que conseguiu entregar consistentemente, nos últimos 10 anos, INPC + 5,5%.

Por onde começar – A melhor maneira para começar a investir no exterior, segundo Teperman, é partir de onde o gestor da EFPC se sente confortável. Ou seja, pelo básico. Isso envolve a alocação por fatores como: região geográfica, setores econômicos, classe de ativos, renda variável ou renda fixa, títulos de alta qualidade ou alto rendimento, alternativos (multimercados) etc.

Ele destaca que a primeira pergunta a ser feita não é relativa a investir em real ou dólar, mas como será feita a diversificação. “ É necessário ter ativos que se comportem de maneira diferente dos ativos locais (decorrelação). Outro ponto importante é ter uma carteira em mercados que possam oferecer proteção, caso aconteça algum solavanco no Brasil. E a terceira pergunta é que deveria ser referente ao câmbio”.

Benefícios da Gestão Sistemática – A diversificação de investimentos também se dá pela escolha do tipo de gestão. Esse tópico foi destaque na palestra “A diferença entre Pesquisa e Estratégia na gestão de Fundos de Investimento”, conduzida por Rodrigo Terni, Sócio-fundador da Giant Steps Capital, maior gestora sistemática da América Latina.

Durante a apresentação, Terni ressaltou o impacto que a tecnologia pode ter na tomada de decisão, especialmente nas etapas de pesquisa e desenvolvimento de estratégias de gestores, no contexto da chamada gestão tradicional e gestão sistemática.

Para o executivo, não existe uma diferença existencial entre gestão tradicional e a sistemática, pois estas seguem basicamente as mesmas etapas. “A gestão sistemática, em minha opinião, é uma evolução da gestão tradicional. Ela agrega muitas ferramentas poderosas que farão diferença no futuro entre o gestor que terá sucesso e o gestor que não terá sucesso”, ressaltou Terni, notando que a sistematização de investimentos é uma tendência mundial que vem desde a década de 1990.

“Eu não acredito que isso vai parar; crescerá cada vez mais. Todos os gestores terão que investir em sistematizar o seu processo para que ele continue tendo resultado”, completou Terni.

Escala e agilidade –  Enfocando as etapas da tomada de decisão de investimentos, o Sócio-fundador da Giant Steps mostrou o impacto da tecnologia na pesquisa das informações, que vai muito além da capacidade humana. As ferramentas tecnológicas  possibilitam o processamento de centenas ou milhares de variáveis em um curto espaço de tempo, encontrando relações complexas entre elas. Além disso, é possível  agregar na pesquisa, além dos dados econômicos, dados alternativos advindos de imagens, notícias, vídeos e outras fontes.

O uso da tecnologia permite ainda a tomada de decisão a partir da simulação de multi cenários (indo muito além do trinômio – base, otimista ou pessimista), e ajustá-los de forma dinâmica, ou seja agregando novos fatos conforme estes acontecem nos mercados. O ajuste de um cenário, que poderia levar semanas em uma abordagem tradicional, é feito em minutos.

Ele lembrou que a tecnologia também permite simular o efeito de cenários improváveis, mas de grande impacto, os chamados “cisnes negros”, a exemplo da pandemia de COVID-19.

Outra vantagem da gestão sistemática é que os gestores conseguem trabalhar em pequenas teses, em vez de uma única grande tese de investimentos, de forma a explorar oportunidades de ganhos em mercados internacionais e que estão disponíveis em curtas janelas de tempo.

Mais do que estratégia, o valor está na pesquisa – Ao trazer as conclusões, Terni ressaltou que todo gestor multimercados tem basicamente o mesmo objetivo: gerar bons retornos, descorrelacionados, diferente do que as EFPC conseguiriam comprando ativos diretamente no mercado. Contudo, há um grande diferencial em fazer isso utilizando ferramentas tecnológicas avançadas, em relação a continuar seguindo um modelo de análise tradicional utilizado há 20 ou 30 anos.

Ele enfatizou que muito mais do que a estratégia, o maior valor da gestão está na boa pesquisa. “A estratégia de todo mundo acaba sendo muito parecida, seguindo uma tendência ou outra. Mas a boa pesquisa, achar bons dados, escalar isso com informações a partir de fontes diferentes do mundo inteiro, isso é difícil de fazer. Construir uma boa carteira e ter um bom controle de risco é difícil de fazer. Esse é o papel de um bom gestor”.

Terni ressaltou ainda que qualquer gestor, inevitavelmente, precisará caminhar para trabalhar com dados em grande escala e extrair insights a partir das leituras de suas complexas relações. E, por fim, é preciso ter criatividade: “ela é valiosa para identificarmos formas diferentes de utilizar a informação”, completou.

41º CBPP: Conheça o conteúdo das Palestras Técnicas

41º CBPP: Conheça o conteúdo das Palestras Técnicas

O 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada acontecerá nos dias 16 a 19 de novembro, pela primeira vez em formato 100% online e ao vivo, com programação de manhã, à tarde e à noite. Neste link você pode acessar matéria explicativa sobre como será a dinâmica geral do evento. Pela manhã, entre 9h e 12h45, e no início da noite, das 19h às 19h45, acontecerão as Palestras Técnicas. Clique aqui para acessar a agenda no hotsite do 41º CBPP e planeje com antecedência a sua participação, pois não haverá gravação das palestras.

Dia 16/11 – No primeiro dia de Congresso, logo pela manhã, a partir das 9h, acontecerá a primeira Palestra Técnica, com o título “A importância para uma entidade de Previdência Complementar de se diversificar no exterior”. A palestra com Roberto Teperman, Head of Sales da LeggMason, irá abordar a importância para as EFPCs de se diversificar no exterior como uma alternativa para queda das taxas de juros no mercado brasileiro, com exemplos do que seria uma carteira bem diversificada, utilizando-se ativos no exterior através de exemplos práticos e também comparativos entre benchmarks e classe de ativos locais e internacionais.

Ainda pela manhã, a Palestra Técnica 2 abordará “A diferença entre pesquisa e estratégia na gestão de fundos de investimento”, com Rodrigo Terni, Sócio-fundador e Co-CEO da Giant Steps Capital, que discutirá o impacto que a tecnologia pode ter nas etapas de pesquisa e desenvolvimento de estratégias de gestores. A ideia é trazer o tema de forma simples para que todos os participantes entendam as transformações que a indústria está passando e como isso afeta as estratégias como um todo.

Já a Palestra Técnica 3 terá o tema “Renda Fixa | Como agregar valor em um mundo de juros baixos”, abordando o cenário de taxas de juros nas mínimas históricas e o questionamento sobre como gestores devem navegar seus portfólios nessa nova realidade. Será discutido neste painel quais estratégias na renda fixa têm grande potencial de agregar valor para a carteira das EFPCs. Os palestrantes são Fausto Silva Filho, CIO e Gestor de Renda Fixa da XP Asset Management; Guilherme Nascimento, Head Fundos de Pensão da XP Investimentos; Marco Aurélio Freire, Sócio e Gestor dos Fundos Líquidos da Kinea.

A Palestra Técnica 4 abordará um tema relevante para a atualidade: “O que o PIX traz de mudança no mercado de Previdência”, com Edson Fonseca, Diretor de Desenvolvimento de Negócios Digitais da Sinqia, como palestrante, encerrando a programação de apresentações na parte da manhã do Congresso. O Pix proporciona novas oportunidades para as entidades, como as transações de operações por meio de contas digitais e pagamentos oferecidos aos seus clientes participantes. A palestra da Sinqia tem como objetivo mostrar as oportunidades, benefícios e impactos que os pagamentos instantâneos trarão ao sistema.

Já a partir das 19h, a Palestra Técnica 5 falará sobre “Investimentos ESG na Prática”. A SulAmérica Investimentos promoverá o bate-papo sobre as iniciativas na gestão de recursos relacionados à cultura ambiental, social e de governança e como as empresas podem contribuir para o desenvolvimento da sociedade junto às organizações não governamentais. Participarão do painel Juan Morales, Superintendente de Renda Variável da SulAmérica Investimentos; Marcelo Mello, Vice-presidente de Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica; e Sylvia Guimarães, Co-fundadora e Presidente da Vaga Lume.

Dia 17/11 – O segundo dia de Congresso continua com programação a todo vapor a partir das 9h, com a Palestra Técnica 6 abordando “Por que diversificar recursos globalmente?”, debatendo as oportunidades de investimento fora do Brasil, que representam 99% do total de ativos globais, e os benefícios e a experiência de se investir internacionalmente, quebrando alguns paradigmas como a variação cambial, aumento de risco na carteira e potenciais retornos. O painel terá participação de Alexandre Mathias, Diretor de Investimentos da Petros; Carlos Massaru Takahashi, Presidente da BlackRock Brasil; José Carlos S. Chedeak, Diretor de Orientação Técnica e Normas da Previc; e Walter Mendes, Presidente da Vivest.

A Palestra Técnica 7 falará sobre “A construção de Fundo de Fundos utilizando um FIA como consolidador”, sendo os fundos de fundos uma das alternativas para o aumento da exposição à renda variável através, oferecendo diversificação para o investidor. Fernando Lovisotto, CIO da Vinci Partners, e Marcelo Rabbat, Sócio responsável pela área de Distribuição Institucional da Vinci Partners, serão os palestrantes.

Abordando o tema “Descobrindo o potencial dos investimentos no exterior”, Laura Seabra, Analista do BTG Pactual, e Phylipe Corsini, Associate Partner do BTG Pactual, serão os palestrantes da Palestra Técnica 8, que irá explorar o potencial dos investimentos no exterior e as estratégias globais que destacam a importância da diversificação como alternativa para capturar retornos sustentáveis de longo prazo.

“As oportunidades capturadas no setor de Infraestrutura a partir da análise minuciosa em renda variável” é o tema da Palestra Técnica 9, que abordará o processo de investimentos da Perfin Asset na economia real. A Perfin Asset possui gestão de fundos de ações e fundos de infraestrutura direcionados para o setor de energia, especialmente para transmissão, geração eólica e geração solar distribuída. Alexandre Sabanai, Gestor dos Fundos de Ações da Perfin Asset, e Ralph Rosenberg, Sócio-fundador da Perfin Asset, serão os palestrantes.

No final do dia, às 19h, ocorre a Palestra Técnica 10 com o tema “Desigualdade Corporativa e Oportunidades de Investimentos”, comandada por Alexandre Paixão Silvério, CIO da AZ Quest, abordando o cenário macroeconômico no Brasil e no mundo e a perspectiva do mercado de ações brasileiro, identificando os principais temas de investimento nesse mercado. Nesse contexto, a palestra buscará analisar os impactos nos diferentes setores e como as empresas estão se adaptando para se beneficiar desse ambiente de negócios desafiador.

Dia 18/11 – Diversificação de investimentos segue sendo um tema central de debate no terceiro dia de Congresso, com a Palestra Técnica 11 abordado “Um caso real de diversificação de investimentos: qual a melhor escolha? Você decide!”. Nesta palestra, Guilherme Gazzoni; João Morais; Martyn James; e Maurício Martinelli, líderes da Mercer, falarão sobre um caso real de diversificação, no qual uma entidade terá três escolhas de caminhos a seguir para seus investimentos.

A Palestra Técnica 12 tratará de “Investimentos globais: um olhar além do curto prazo e as verdades inescapáveis para os investidores”, falando sobre as principais forças disruptivas que afetarão o mundo de investimentos e a realidade dos investidores globalmente. Charles Prideaux, Global Head of Investment da Schroders, e Daniel Celano, Country Head Schroders Brasil, discutirão como navegar esse ambiente no longo prazo, com foco em diversificação, soluções e gestão ativa para os investidores institucionais.

“ESG: Um gerador de alfa para portfólios de alta convicção” será o tema da Palestra Técnica 13, abordando os diferentes métodos empregados na implementação das estratégias com ações ESG. Na ocasião, Andrei Kiselev, Investment Manager da Aegon Asset Management, Iain Snedden, Investment Specialist da Aegon Asset Management, e Luiz Fernando Cruz, Especialista da Área de Distribuição da MAG Investimentos, apresentarão pesquisa acadêmica demonstrando o valor de incorporar ESG; falarão sobre a importância de realizar suas próprias pesquisas, ao invés de seguir as avaliações de terceiros; e levarão um case de uma estrutura sugerida para incorporar a análise ESG na seleção de ações.

A Palestra Técnica 14 falará sobre “W-ESG, uma abordagem alternativa”, apresentando um novo conceito de estratégia de investimento ESG. Desenvolvida pelo time de Investment Solutions da Franklin Templeton, essa nova abordagem foca no papel das mulheres na empresas e o seu impacto nos resultados. A palestra será conduzida por Berkeley Revenaugh, Senior Client Portfolio Manager da Franklin Templeton Investment Solutions.

No fim do dia, às 18h15, a Palestra Técnica 15 abordará “Investimentos no exterior – oportunidades de diversificação”, tratando do atual cenário econômico no Brasil, que requer cada vez mais que os investidores diversifiquem seus investimentos, sendo uma das alternativas o investimento no exterior, onde é possível acessar fundos e veículos de investimento de diferentes gestores do mercado e investir em diferentes regiões, setores e empresas que não estão disponíveis no mercado brasileiro. Daniel Castro, Portfolio Manager da Santander Asset Management, será o palestrante.

Já às 19h, ocorrerá a Palestra Técnica 16 com o IRB Brasil RE com Antonio Cássio dos Santos, Presidente e Chairman IRB Brasil RE.

Dia 19/11 – O último ainda de Congresso ainda contará com três apresentações técnicas na parte da manhã. A Palestra Técnica 17 tratará do tema “Safra atual IPOs & Investimentos em Tech e abordagem ESG”, com destaque para a nova safra de Ofertas de Ações (IPOs) das empresas brasileiras versus o boom de ofertas do passado (2004 a 2012), além do surgimento e consolidação do setor de tecnologia no Brasil como opção de investimento entre as empresas listadas e a abordagem ESG feita pelas empresas e investidores. O palestrante será André Carvalhaes Ribeiro, Sócio da Brasil Capital.

A Palestra Técnica 18 será sobre “B3 facilitando a gestão dos investimentos para as EFPC”, com Felipe Gonçalves Gerente de Produtos de Juros da B3; Guilherme de Souza Pimentel; Superintendente da B3; e Paulo Wilson Sangali Silva, Analista de Produtos da B3.

Já a Palestra Técnica 19 falará sobre “Diversificação global: essencial para seus resultados”, enfatizando o quanto o mercado internacional potencializa as oportunidades de diversificação e diminui o risco das carteiras. Gabriela Santos, Isabella Nunes e Maria Rossi, do J.P. Morgan Asset Management, comandarão a apresentação

A última Palestra Técnica do 41º CBPP ocorre a partir das 12h, com o tema “Perspectivas e oportunidades dos fundos multimercado para as fundações” e participação de Aroldo Medeiros, Diretor Comercial e de Produtos da BB DTVM; Marcelo Arnosti, Head de Gestão de Fundos Multimercados, Ações e Offshore da BB DTVM; Marcelo Pacheco, Diretor de Gestão de Ativos da BB DTVM; e Renata Cypreste, Head Comercial da BB DTVM.

Pontuação dobrada e instruções de acesso – Fique por dentro de tudo que acontecerá no Congresso e garanta sua vaga. A participação do congressista no 41º CBPP renderá 18 pontos ou pontuação dobrada para quem participar de pelo menos 70% da programação do evento no Programa de Educação Continuada do ICSS. O certificado será emitido em nome da pessoa física que fez a inscrição no Congresso. 

Oportunidade única – As apresentações e palestras do Congresso acontecerão em formato ao vivo, portanto não haverá gravação disponibilizada posteriormente. Programe-se com antecedência para aproveitar o melhor do conteúdo!

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