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Dados e tecnologia auxiliam EFPC no processo de identificação e repressão a fraudes

Dados e tecnologia auxiliam EFPC no processo de identificação e repressão a fraudes

Como aprimorar a segurança nos processos internos nas entidades identificando e reprimindo fraudes na concessão de benefícios previdenciários foi o tema da live ‘Identificação e repressão a fraudes na concessão de benefícios previdenciários’ realizada nesta quinta-feira, 8 de abril, pela JCM Consultores e a Dataprev, com apoio da Abrapp. O evento foi transmitido pelo canal da Abrapp no YouTube.

Para o Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, esse tema envolve controle, blindagem e aperfeiçoamento no fluxo de processos na busca da prevenção, em especial, da fraude na concessão do benefício, além de ressaltar a importância da profissionalização, algo que o sistema tem investido ativamente por meio de processo de capacitação e certificação.

Como exemplo da atuação da Abrapp no auxílio às Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) para o aperfeiçoamento dos processos de prevenção a fraudes, Luís Ricardo destacou o convênio com o Sisobi, que viabiliza o acesso a dados sobre óbitos, e que havia sido suspenso, sendo restaurado após tratativas da Abrapp com representantes do governo. O restabelecimento do convênio é considerado uma conquista histórica para o sistema. “Hoje o Sisobi é estabelecido num ambiente legal e ninguém tira mais isso da gente”, ressaltou Luís Ricardo.

O Diretor Presidente da Abrapp falou ainda sobre a recuperação do sistema em meio à pandemia no ano passado, demonstrando sua solidez e o cumprimento de suas obrigações de pagar benefícios. “Quando falamos sobre fraudes, é fundamental, na avaliação de toda a estrutura atuarial dos planos, termos mecanismos para operacionalizar essa gestão”, reiterou.

O Diretor Executivo da Abrapp, Jarbas Antonio de Biagi, ressaltou também a relevância desse tema, já que ao longo do tempo o sistema conta com estruturas de segurança para a entrega de benefícios de maneira correta. “Na gestão de planos, estamos sempre nos protegendo e protegendo os participantes também. Mas é verdade que temos tentativas de fraudes em relação a esse contrato previdenciário, seja antes, durante a fase de acumulação e após o benefício concedido”, disse.

Para evitar essas tentativas de fraudes, os dados são considerados o principal pilar para apoio a tomadas de decisões, e é a partir deles que as entidades podem se prevenir, conforme explicou o Executivo de Negócios da Dataprev, Thiago Correia Rocha. Ele apresentou com detalhes o CNIS – Cadastro Nacional de Informações Sociais, ecossistema que congrega dezenas de bases de dados, centenas de sistemas transacionais e analíticos e dezenas de processos.

No CNIS é operacionalizada toda a política trabalhista, desde o amparo ao trabalhador, como seguro-desemprego, benefícios, CAGED, e-Social, etc., além da gestão de produtividade do trabalhador. Ele abrange também a perspectiva de assistência social e a parte de benefício e beneficiários do INSS, além de benefícios especiais da previdência, compensação previdenciária e a parte cadastral, com destaque para óbitos. “O Sisobi é um dos sistemas que compõem o CNIS dentro dessa plataforma previdenciária”, explicou Thiago Rocha, ressaltando que essas são informações de grande valia para operacionalização e melhor qualificação das informações sobre os assistidos no contexto da previdência complementar. Ele destacou o trabalho de combate à fraude que é feito, reforçando que esse robusto ecossistema de informação social é a principal ferramenta de apoio decisório e na condução de políticas públicas sociais.

Prevenção a possíveis fraudes – O processo de concessão de um benefício envolve fases e atores, e para a fraude ocorrer, significa que há participação, por má fé, de um ou mais atores para ludibriar a parte prejudicada, conforme explicou o Consultor Sócio da JCM Consultores, Fernando Pereira.

Ele detalhou que a concessão de benefícios passa pelo cálculo do benefício, homologação deste cálculo, o pagamento e o recebimento do benefício. Nesse processo, há algumas fraudes operacionais possíveis, destacou Pereira. “Pode-se conceder um benefício a maior propositalmente; conceder benefício para falecidos; conceder benefício para outra pessoa; conceder benefício indevido; e alterar o arquivo bancário”.

A espinha dorsal para prevenção dessas possíveis fraudes é garantir que o processo esteja devidamente homologado, especialmente dentro de um sistema digital, segundo Pereira. Ele reiterou que é preciso também ter um controle de alçadas dentro do próprio sistema que ajude na validação do benefício concedido, além de ter auditorias frequentes.

O consultor destacou a prova de vida como parte importante do processo de prevenção, com o Sisobi sendo um grande aliado das EFPC nesse sentido, evitando possíveis fraudes por omissão de óbitos. O convênio com o sistema de pagamento bancário é também essencial dentro desse processo, reiterou.

A tecnologia se torna, assim, parte fundamental nos processos de prevenção dentro das entidades, sendo a forma mais eficiente de prevenir e combater as tentativas de fraudes, disse Pereira. “O sistema precisa ter um gerenciamento contínuo, um acompanhamento em tempo real, rastreabilidade e gestão baseada em riscos”, destacou.

A integração de sistemas é um passo que deve ocorrer futuramente para facilitar ainda mais as entidades na prevenção de fraudes, do ponto de vista do consultor. “Eu vislumbro, a passos largos, junto ao trabalho da Abrapp de classificar os fundos de pensão como um ente que faz parte das políticas públicas, que a porta está aberta para isso ocorrer. O acesso à informação já é possível se a entidade já possuir um sistema mais moderno, digital. Com o tempo, diminuindo a distância entre as entidades e a Dataprev, enxergo a gente chegar a ter acesso a informações online”, reiterou.

O que fazer em caso de fraude – Mesmo com as medidas preventivas postas, as entidades ainda assim podem se deparar com um evento de fraude. Nesse sentido, o Advogado Sócio da JCM Consultores, Cauã Resende, auxiliou como o problema deve ser analisado caso isso ocorra.

“Na esfera administrativa, é importante destacar que os gestores das entidades, de modo geral, têm um dever de diligência, fiduciário, muito especial tendo em vista que elas administram patrimônios de terceiros”, disse, destacando que os atos de gestão desses dirigentes devem ser pautados nas melhores práticas, em prol da coletividade, visando a proteção desse patrimônio.

Ele sinalizou que há previsão de multa com possibilidade de suspensão caso os gestores não cumpram com esse dever na adoção das melhores práticas e apuração de responsabilidades na hipótese de ocorrência de uma fraude.

A segunda análise levantada por Resende foi na esfera criminal, explicando que a forma como essa fraude é praticada pode variar muito, dependendo do caso, podendo ter ocorrência interna na entidade, prestadora de serviço, ou envolvendo várias pessoas. A fraude pode eventualmente pode configurar diversos tipos de crime. “Tendo potencialmente um crime, a entidade teria que apurar essas responsabilidades criminais acionando as autoridades policiais”, disse o advogado, ressaltando o papel da EFPC em oferecer às autoridades informações relevantes para a apuração do crime.

Resende reiterou que a restauração do valor que foi objeto de fraude está na esfera civil, sendo que a entidade pode cancelar a concessão do benefício ou adequá-lo ao valor correto assim que a fraude for identificada. O advogado explicou ainda que o recebimento, em caso de fraude, não se dá de boa fé, podendo a EFPC buscar a restauração desses valores pagos indevidamente.

“Após a finalização de todo o processo criminal de apuração do autor do delito e da comprovação da materialidade do delito, a entidade pode pedir também uma liquidação e a execução de um título judicial junto ao autor do delito para que a haja a correta e integral reparação dos danos causados à entidades, podendo ainda mover uma ação de indenização pelos danos materiais causados”, disse o advogado, que abordou também alguns temas principais que são vistos na prática pelo escritório acerca deste tema.

+Conecta inicia com apresentação de soluções e compartilhamento de ideias com entidades da Regional Centro-Norte

+Conecta inicia com apresentação de soluções e compartilhamento de ideias com entidades da Regional Centro-Norte

A série +Conecta iniciou nesta terça-feira, dia 2 de março, em encontro com as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) da Regional Centro-Norte, e ocorrerá na primeira quinzena do mês em agendas específicas com cada regional, sempre das 10h às 12h. O propósito desses encontros é abordar as frentes de atuação da Conecta, compartilhar a atualização do status do Hupp, levar o que a Conecta tem na prateleira de soluções de parcerias, e conversar sobre a Central de Serviços.

“O objetivo do nosso bate-papo é compartilhar e atualizar como a Conecta está, como estão as frentes de atuação da Conecta e suas operações, além de abrir um canal para ouvir as entidades”, disse a Superintendente Executiva da Conecta, Claudia Janesko. “A Conecta existe por vocês e para vocês, então ouvir as necessidades e demandas em relação ao que a Conecta pode contribuir é sempre importante”.

Ela lembrou que o papel da Conecta é conectar empresas, negócios, pessoas e entidades, sendo um espaço para trabalhar conexão, colaboração e compartilhamento. “É uma empresa criada pelo grupo, para o grupo, com o firme propósito de trazer inovação e soluções por meio do compartilhamento”.

Hupp – Projeto viabilizado pela Abrapp, o propósito do Hupp é ser o primeiro hub setorial da previdência complementar, com o grande objetivo de levar soluções inovadoras para o ambiente e que venham a agregar ao dia a dia, promovendo a eficiência e otimizando resultado dentro das entidades. “Estamos com 11 entidades parceiras trabalhando conosco nesse primeiro ciclo, e elas estão se relacionando com 17 startups para validar soluções para dentro do nossos ambiente, sendo soluções que já têm operações em outros nichos, mas após uma avaliação e alinhamento, serão ajustadas e modeladas ao ambiente, testadas e validadas”, explicou Claudia.

Após uma etapa inicial de definição das necessidades das EFPC, considerando o que foi estabelecido na reunião de Planejamento Estratégico da Abrapp em 2020, foi feita uma pesquisa de soluções; a chamada de startups e de entidades; e após apresentações de cada uma e da seleção das 17 startups, foi feito o match, que é a distribuição das 17 startups para as 11 entidades acompanharem.

Está em andamento também um trabalho de mentoria e consultoria estratégica para as Provas de Conceito (POC) das startups, e atualmente situações individuais entre as startups distribuídas entre as Entidades Parceiras, com base no match realizado, estão sendo trabalhadas. “Aqui começamos uma etapa mais individualizada para, no final, ter uma validação. Cada POC tem seu tempo de execução”, disse Claudia. Depois de validadas, as soluções são lançadas para compartilhamento com demais entidades do sistema.

Segundo Claudia, as soluções do Hupp estão sendo trabalhadas para várias frentes, desde analytics, passando por meios de pagamentos, inteligência artificial, facilitação do processo de tomada de decisão, entre outras. “A expectativa é que ao final deste semestre a gente tenha soluções para apresentar ao nosso ambiente, fruto dessas POCs”, reiterou.

Parceiros – Foram apresentados ainda os parceiros da Conecta que oferecem soluções que ainda não são usuais no segmento, mas que sejam adequadas à realidade das EFPC. “Quem dita a regra de uma parceria é o nosso sistema”, disse Claudia. “Tem muita empresa se propondo a prestar serviço ao nosso ambiente, mas não são eles que ditam o que é prioritário. Para nós, a regra do jogo é ditada pelo nosso mercado. O que as entidades têm trazido como prioridade e maiores necessidades é o que define o que a Conecta vai trazer para nossa grade de parceiros”.

Ela reiterou que a seleção de parceiros da Conecta é criteriosa. “A gente testa os parceiros compreendendo a empresa, o modelo de negócios e a aderência da solução”. Atualmente, a Conecta trabalha com os seguintes parceiros: PFM; Perinity; Inovativadora; Contraktor; Agência Eureka; Comdinheiro; e Atlas.

Central de Serviços – A Central de Serviços é um braço de prestação de serviços da Conecta, tendo nascido de um pleito que surgiu em reuniões da Abrapp e referendado no Planejamento Estratégico. “Assim, a Conecta fez um ajuste em seu modelo de negócios para vir com essa frente de prestação de serviços direto”, explicou Claudia.

Após um período de escuta, a Conecta capturou as maiores necessidades e dores em relação a expansão e fomento das EFPC. Assim, o foco da Central é oferecer serviços voltados para as áreas de vendas e atendimento, que são as grandes demandas que o sistema possui no momento. “Isso foi importante para trazermos um novo conceito comercial onde trabalhamos toda a jornada de atração do cliente, até o processo de fidelização. A Central é mais que uma tecnologia, é uma prestação de serviços com uma metodologia inovadora, suportada por uma tecnologia também inovadora”, disse Claudia.

Ela explicou que a Central trabalhará desde campanhas via e-mail marketing para conhecimento do plano de benefícios das entidades, passando pela plataforma Member Get Member, na qual o próprio participante faz uma conexão para trazer mais pessoas para dentro do plano, especialmente nos planos família. Posteriormente, é preciso evoluir e maturar o processos para aproximar ainda mais o cliente com campanhas, apoios, conteúdos e ferramentas de engajamento.

A Central de Serviços também oferece a Clara, um chatbot com inteligência artificial com planejamento de script especializado. “Ela é um grande diferencial, pois trabalha na prospecção”, explicou Claudia. A Central passa ainda pela etapa de conversão, onde os prospects são convertidos para o processo de adesão às entidades. “Essa etapa de conversão permite ainda que a gente apoie melhorias, identificando se o processo de adesão adotado pela entidade tem muito atrito, se os prospects abandonam o processo e por que abandonam”.

A etapa final é o encantamento, com o desafio de manter o relacionamento entre a EFPC e o cliente no longo prazo, tornando-o constante e permanente para que o participante continue atribuindo valor ao produto. “Além de ferramenta para ajudar em uma atendimento mais ágil, monitorado, com histórico, temos a questão de campanhas e apoios para fazer com que esses participantes percebam o valor dessa relação”, ressaltou Claudia.

ERP – Edjair de Siqueira Alves, Diretor Presidente do Sebrae Previdência, destacou que a Conecta foi uma das maiores iniciativas da Abrapp, pois mostra que a Associação está preocupada em buscar competitividade, e isso se consegue com preço baixo e muita tecnologia. Ele reiterou a importância da digitalização para o sistema de previdência complementar. “A gente se preocupa com automatização. E a maior dificuldade das entidades são os sistemas corporativos”, pontuou.

Ele reiterou que a Conecta traz às EFPC o ganho de escala. “Temos ganho em eficiência e, consequentemente, podemos prestar um bom serviço à sociedade com segurança demonstrando nossa competitividade”.

Claudia explicou que a questão dos sistemas integrados de gestão empresarial (ERP) está sendo trabalhada pela Conecta em conjunto com a Abrapp. O Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva, reiterou que há uma busca por alternativas para esse tipo de sistema às EFPC, mas adiantou que a Central de Serviços pode auxiliar as entidades nessa demanda. “Venda, para nós, é aumentar fluxo, e nossa prioridade foi oferecer esse instrumento com uma solução integrada que possa compartilhar serviços preservando a autonomia das entidades. Aí já temos um bom caminho”.

Confira o calendário dos próximos encontros +Conecta:

03/03 – Regional Sudoeste – 10h às 12h

09/03 – Regional Sudeste – 10h às 12h

10/03 – Regional Leste – 10h às 12h

11/03 – Regional Sul – 10h às 12h

12/03 – Regional Nordeste – 10h às 12h

Conecta inicia rodada de encontros regionais em março

Conecta inicia rodada de encontros regionais em março

A Conecta está abrindo uma nova rodada de encontros com as regionais da Abrapp para contar um pouco mais sobre suas soluções para o mercado da previdência em uma troca de relacionamento, engajamento e tecnologia.

A série de encontros, batizada de +Conecta, iniciará no dia 2 de março e ocorrerá ao longo do mês em agendas específicas com cada regional. “Esse processo é uma continuidade à dinâmica de aproximação das regionais que fizemos no ano passado”, explica Claudia Janesko, Superintendente Executiva da Conecta. “Assim como no ano passado, será uma atualização do que estamos fazendo, abrindo canal para entidades levarem suas demandas e se posicionarem”.

Os encontros, que ocorrerão sempre das 10h às 12h, terão como objetivo abordar as frentes de atuação da Conecta, compartilhar a atualização do status do Hupp, levar o que a Conecta tem na prateleira de soluções de parcerias, e conversar sobre a Central de Serviços Conecta. “Queremos atualizar as EFPC sobre operações da Conecta, abrindo um canal para ouvir as demandas e necessidades das entidades. É uma oportunidade e espaço para a gente ouvir”, reforça Claudia. O evento é aberto para todo o público das EFPC, entre eles dirigentes, profissionais e conselheiros.

Confira o calendário de apresentações:

02/03 – Regional Centro-Norte – 10h às 12h

03/03 – Regional Sudoeste – 10h às 12h

09/03 – Regional Sudeste – 10h às 12h

10/03 – Regional Leste – 10h às 12h

11/03 – Regional Sul – 10h às 12h

12/03 – Regional Nordeste – 10h às 12h

Em breve, a Conecta fará a remessa dos convites por e-mail com os links de acesso para cada apresentação.

Palestra Especial: Mudanças exponenciais serão necessárias para quem quiser manter seu negócio vivo

Palestra Especial: Mudanças exponenciais serão necessárias para quem quiser manter seu negócio vivo

A agilidade com que as mudanças do mundo ocorrem exige das pessoas um novo formato de pensar, não mais linear, mas sim de maneira exponencial. Esse foi o tom da Palestra Especial “Admirável Mundo Novo”, do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada (41º CBPP), com Peter Diamandis, Cofundador e Presidente Executivo da Singularity University. O encerramento do evento na última quinta-feira, 19 de novembro, contou com cerca de 5 mil participantes online.

Diamandis destacou a agilidade com que o mundo está mudando, ressaltando seu amor e respeito com o Brasil, onde a sua empresa atua com diversas iniciativas. A Singularity University é uma empresa americana que oferece programas educacionais executivos, atuando também como incubadora de empresas e prestando serviço de consultoria em inovação.

Segundo Diamandis, é difícil para os seres humanos pensarem no tempo e no mundo de maneira que não seja linear. “Uma coisa que afeta o outro lado do mundo nos afeta, as coisas não mudam de uma década para outra, e sim de um mês para outro, e isso está sendo liderado por tecnologias exponenciais como sensores, redes, inteligência artificial, robótica, etc.”. Diamandis afirmou que a combinação de três ou quatro dessas tecnologias vai reinventar os modelos de negócios, reinventando nossas vidas. “As tecnologias exponenciais estão mudando o mundo, com impacto enorme”.

Adaptação – “As empresas que forem lentas para se adaptar a esses novos cenário serão extintas”, alertou Diamandis, reforçando que as tecnologias exponenciais têm o mesmo impacto de asteroides no sentido de mudarem o mundo em uma rapidez tamanha. Ele citou ainda a pandemia de COVID-19, que já está mudando o mundo no varejo, saúde, educação, e em tantas outras indústrias. “Isso está mais uma vez exigindo uma mudança muito rápida de empresas e indústrias, e se elas não conseguirem se adaptar, vão sofrer, e as que forem ágeis, vão prosperar”, disse.

Segundo Diamandis, a pandemia está ensinando sobre o poder do pensamento exponencial. “Todos nós pensamos de maneira linear. Nosso cérebro foi projetado, conectado, para ver de maneira linear, mas o mundo está mudando exponencialmente”. Ele deu alguns exemplos de empresas que persistiram em negócios lineares versus as que tiveram crescimentos exponenciais, demonstrando que empresas que não se adaptaram foram à falência, enquanto outras que surgiram com inovação tiveram sucesso e aumentaram seu valor em escalas milionárias.

Ele citou ainda que em conversas com grupos de investimento e conselheiros de grandes empresas, ele destaca sempre que toda empresa deve digitalizar produtos e serviços até criar uma disrupção. Além disso, as empresas devem desmaterializar, desmonetizar e democratizar.

Segundo Diamandis, a desmaterialização consiste em digitalizar para dematerializar, fazendo as coisas passarem de átomos para bits, e o custo de transmitir e replicar é zero, conseguido desmonetizar. “O valor, em última análise, vai ser a democratização. O seu marketplace já não é mais São Paulo, Brasil ou América Latina, o seu mercado vai ser o mundo, e sua capacidade será de oferecer produtos e serviços para o mundo inteiro”.

Ele deu ainda outros exemplos do impacto da tecnologia no mundo e afirmou mais uma vez: “a menos que todas as empresas embarquem nessas tecnologias, não vão sobreviver às próximas décadas”.

Escassez x abundância – A tecnologia também converte escassez em abundância, segundo Peter Diamandis, que destacou que se um modelo de negócios é baseado em uma mentalidade de escassez, com recursos limitados, investindo um por vez, essa empresa não vai sobreviver. Ele citou recursos como energia, água, entre outros, podem ser cada vez mais abundantes devido à tecnologia.

Diamandis falou ainda sobre a tendência de conexão com pessoas no planeta por meio do 5G, e que o mundo está sendo cada vez mais conectado. “Além de conectar pessoas, também estamos prestes a conectar tudo. Teremos 77 bilhões de dispositivos conectados até 2022”, disse. 

Ele citou outras megatendências no setor de saúde, impulsionadas pelo sequenciamento de genoma; o aumento de longevidade; e a inteligência artificial. “Haverá dois tipos de empresa futuramente. Uma empresa que está usando totalmente inteligência artificial, e uma empresa que está prestes a fechar as portas”, afirmou.

Automatização e fator humano – “A nossa missão é automatizar rotinas e humanizar a exceção. O que é rotineiro e repetitivo, tem que ser feito pela tecnologia, pela inteligência artificial. Nosso trabalho, como ser humano, é tornar a experiência do nosso cliente e funcionário, tornar aquilo humanizado, excepcional”, disse Diamandis.

Segundo ele, isso ocorre a partir de ideias inovadoras. “Onde na empresa em que você investe e trabalha há pessoas tentando ideias loucas? Se você não está tentando ideias loucas, ainda está incrementando melhorias lineares”, disse. Ao final, Peter Diamandis afirmou: “nós estamos passando pelo momento mais extraordinário da vida humana”.

Crescimento, recuperação e ações para o 41º CBPP foram foco de coletiva de imprensa da Abrapp

Crescimento, recuperação e ações para o 41º CBPP foram foco de coletiva de imprensa da Abrapp

O crescimento dos planos instituídos, a recuperação sistema de Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) após o primeiro impacto da pandemia, e as ações para o 41º Congresso Brasilero da Previdência Privada (CBPP) foram temas abordados em coletiva de imprensa concedida pela Abrapp nesta quinta-feira, 12 de novembro, reunindo cerca de 14 jornalistas de diversos veículos de comunicação. Estiveram presentes o Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins; o Diretor Vice-Presidente da Abrapp e Diretor Presidente da UniAbrapp, Luiz Paulo Brasizza; o Superintendente Geral, Devanir Silva; e o Superintendente Adjunto, Ivan Corrêa Filho.

Na ocasião, foram apresentados números sobre crescimento dos fundos instituídos, que hoje contam com 572,8 mil participantes e R$ 12,9 bilhões em patrimônio, segundo levantamento da Abrapp. “Isso mostra uma evolução, que deve ser ainda maior com planos família. Temos uma prospecção para esses planos voltados aos familiares de que até 2022 tenhamos mais de 500 mil pessoas protegidas e mais de R$ 2 bilhões de reservas acumuladas. Isso mostra o quão acertada foi a nossa ideia de fazer crescer e ampliar esses planos família”, disse Luís Ricardo. Diante disso, esse novo produto levará ao sistema uma mudança de mindset, conforme explicou o Presidente. “As entidades devem pensar fora da caixa para não ficar restritas aos seus atuais participantes, pois isso pode colocar sua sustentabilidade em risco. É uma nova visão de negócio”, disse. “Agora o sistema parte para a venda”.

Os dados mostram ainda a recuperação de todo o sistema após o primeiro impacto da crise decorrente da pandemia de COVID-19. Em março, as entidades acumulavam deficit de R$ 74 bilhões. Em setembro, o resultado negativo foi reduzido para 38,5 bilhões, segundo balanço da Abrapp. No mesmo período, o superávit das entidades evoluiu de 15,5 bilhões para 18,2 bilhões. “Com a força, resiliência e recuperação do sistema, nós superaremos a casa de R$ 1 trilhão em patrimônio ainda este ano”, disse. Em setembro, os ativos das EFPC somaram R$ 974 bilhões, o que representa 13,6% do PIB.

Oportunidades – “O sistema vem há muito falando de disrupção, comunicação, que amenizam os efeitos da pandemia. Diante dos dados de recuperação do sistema, isso mostra resiliência e o quanto o longo prazo é fundamental”, disse Luís Ricardo. Segundo ele, há ainda mais força para que o segmento trabalhe com grandes janelas de oportunidades, como a da Reforma da Previdência. “Poderia ter sido mais avançada se fosse estrutural, mas ela foi paramétrica, profunda e necessária. A pandemia também é uma janela de oportunidades, as pessoas querem proteção para seus familiares, e a gente tem isso no nosso DNA. O sistema fechado nasce do coletivo e temos uma grande solução, podendo ser parceiros do governo brasileiro, e protegendo o maior número de pessoas”.

Outra grande janela de oportunidades citada pelo Presidente é a dos planos de entes federados. “A Emenda Constitucional nº 103 trouxe a obrigatoriedade dos entes federativos implementarem o regime de previdência complementar em 2 anos. Isso já deu certo, o segmento de previdência complementar fechada sabe fazer”, disse, citando as entidades de servidores públicos que já estão consolidadas, sendo que, até setembro, 10 EFPC associadas à Abrapp já fazem a gestão de 20 planos de previdência dessa categoria. “Isso trará um fomento muito grande e apostamos muito nesse segmento nos próximos anos”. Luís Ricardo destacou que haverá uma Lei Complementar para harmonização entre entidades abertas e fechadas para que o segmento aberto de previdência possa fazer também a administração desses planos, conforme prevê a Emenda Constitucional. “Esse arcabouço regulatório e legal trará uma blindagem completa ao sistema”.

Outro tópico abordado por Luís Ricardo ainda com o viés de fomento do sistema foi a proposta de Lei de Proteção ao Poupador Previdenciário (LPPP), elaborada pelo pesquisador e professor do IDP José Roberto Afonso em parceria com a Abrapp. “Hoje existe uma mensagem do governo brasileiro de que o Estado deixará de ser o grande provedor da previdência pública, e o regime de repartição simples não se sustenta. O indivíduo cada vez mais terá que se preocupar em formar sua poupança previdenciária. Queremos trazer essa garantia, ampliar a previdência complementar para toda sociedade brasileira e trazer uma rede de proteção”, disse Luís Ricardo. O projeto de lei foi apresentado em reunião das diretorias e equipes executivas da Abrapp e da Fenaprevi nesta quarta-feira, 11 de novembro (saiba mais).

Para mostrar ainda mais a força do sistema, o Superintendente Geral Devanir Silva destacou que as EFPC possuem os melhores produtos, com pagamento de benefícios, com uma folha de pagamentos de benefícios de R$ 30 bilhões no primeiro semestre deste ano, podendo chegar a R$ 60 bilhões ao final do ano. “Isso é significativo. O sistema é dos trabalhadores, dos participantes”, disse. “Temos produto, temos entrega e qualidade, temos todos os ingredientes para o crescimento”, ressaltou.

Diversificação dos investimentos – Luís Ricardo destacou que a recuperação das EFPC em meio à crise se deu principalmente pelo fato que de que em suas políticas de investimentos as entidades já contemplavam maior risco e diversificação. “A diversificação está no seio do debate do Conselho Monetário Nacional sobre a Resolução nº 4.661. Temos falado em aumento de limites dos investimentos no exterior, sobre a questão imobiliária, temos uma proposta da Previc para investimentos em empresas de capital fechado. A diversificação é o segredo de sucesso, e a profissionalização e os debates que estamos fazendo neste momento pedem investimento com responsabilidade social”.

Devanir ressaltou que para uma visão de longo prazo é preciso investir na economia real, e o sistema está preparado para isso. “Vejo um caminho muito promissor. Hoje temos uma poupança forçada pela adversidade, mas somos fomentadores e nosso trabalho será a realização de sonho das pessoas. Temos oportunidade de fomentar uma massa de jovens trabalhadores. Estamos preparados para isso”.

Luiz Paulo Brasizza destacou ainda a questão da sustentabilidade como um grande ponto de diversificação dos investimentos, sendo um tema relevante no mercado financeiro. “A  Abrapp tem participado de grupo multidisciplinares sobre o assunto. Os investimentos nessa área deverão ser feitos pelos investidores institucionais”, disse, citando que a Abrapp possui um comitê de sustentabilidade e já lançou um guia de melhores práticas em sustentabilidade para todas as entidades; um guia de elaboração do relatório anual de sustentabilidade; uma política de sustentabilidade; um guia prático de integração ASG de gestores, entre outros. “Criaremos ainda o relatório de sustentabilidade das EFPC. Essa nova geração vem buscando um ‘selo verde’ nos investimento como uma aprovação para aplicarem seus recursos. Estamos correndo nessa linha para abrir boas perspectivas para investimentos sustentáveis”.

Destacando que a questão de sustentabilidade deixou de ser um “modismo”, Luís Ricardo reforçou que o participante deve enxergar que seus investimentos estão sendo direcionados para um objetivo maior. “Estamos apostando nisso, esse é um tema que veio para ficar e deixou de ser moda, com exigência muito forte do nosso atual e futuro público”.

Rentabilidade – O levantamento da Abrapp mostrou também que a rentabilidade dos fundos de previdência alcançou 867% nos últimos 17 anos, acima da meta atuarial de 648% para o período. Luís Ricardo destacou que a conjuntura econômica atual já demonstra recuperação do sistema. “As oscilações não são novidade. Nossa relação com o participante é de 50 anos. Esse lado do longo prazo, onde se pode traçar estratégias e ter profissionais do mais alto nível de excelência, permitirá alcançar e bater as metas atuariais”, disse.

41º CBPP – Luís Ricardo ressaltou a programação do 41º Congresso Brasileiro da Previdência Privada, que ocorre de 16 a 19 de novembro. “Esse Congresso vai tratar de temas fundamentais para nós, mas mais do que isso, o que pensam as grandes referências na inovação”, disse. Além da programação das plenárias, o evento contará com palestras técnicas, programação no Espaço UniAbrapp e na Alameda Conecta, além de apresentações na Área de Exposições e no Espaço Institucional. Confira aqui a programação completa.

Buscando atrair ainda mais o público jovem para o tema da previdência privada, Luís Ricardo citou uma das ações que ocorrerão no 41º Congresso, o Previdência é Coisa de Jovem. A iniciativa da UniAbrapp contará com uma live realizada durante o Congresso no dia 17, às 15h30, em parceria com o CIEE, reunindo cerca de mil jovens. “Estamos trazendo a previdência para um novo mindset, para pessoas pensarem que quanto antes elas começarem a poupar, melhor”.

Além dessa iniciativa, a UniAbrapp, que tem um foco na educação financeira e previdenciária, fará o lançamento da primeira turma do MBA em Gestão de Previdência Complementar em formato 100% online durante o 41º CBPP. “Precisamos levar meios para educar esses jovens. Todo esse trabalho de estrutura da UniAbrapp ajuda nesse processos de entendimento e transferência de informações para essa juventude”, disse Brasizza. “O jovem deve entender que precisa começar cedo a sua previdência”.

Dentro desse movimento de inclusão de um público mais jovem, a Abrapp tem investido em tecnologia com projetos como o Hack’A’Prev e o Hupp. Devanir citou o mundo das startups, da tecnologia e da Conecta, empresa controlada pela Abrapp e UniAbrapp para oferecer soluções tecnológicas ao sistema de previdência complementar. “Temos 17 startups trabalhando no nosso hub de soluções previdenciárias e que deverão gerar soluções para o sistema nos próximos meses”. A Conecta também apresentará seus parceiros e os serviços desenvolvidos por eles em uma programação exclusiva em seu estande no 41º CBPP. Saiba mais.

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