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Encontro de Estratégias e Criação de Valor inicia abordando um novo modelo de negócios

Encontro de Estratégias e Criação de Valor inicia abordando um novo modelo de negócios

Um debate sobre novos tempos e um nova proposta de valor para o sistema de previdência complementar abriu o 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor nesta quinta-feira, 1º de outubro, com realização da Abrapp e apoio institucional do Sindapp, ICSS, UniAbrapp, e Conecta. Com um público on-line de 500 pessoas, o evento foi organizado com apoio do Colégio de Coordenadores de Estratégias e Criação de Valor da Abrapp. 

Comunicação, marketing, vendas e um novo modelo de negócios foram os temas abordados por Luís Ricardo Martins, Diretor Presidente da Abrapp, na abertura do encontro. “A gente precisa aprender a vender. São novos tempos. Temos um novo perfil de trabalhador, um nativo digital, e existe um esgotamento da relação tradicional empregado-empregador. O desafio é reinventar”, destacou. Para isso, ele reiterou a necessidade de se mudar o mindset das grandes lideranças. “Estamos fazendo isso. O sistema vem revolucionando o processo de reinvenção, chegando a um maior número de pessoas e em uma nova realidade, que pede um novo modelo de previdência complementar”. 

Dentro do que se almeja alcançar, o segmento precisa, agora, chegar ao potencial participante com simplicidade, disrupção e comunicação direta, conforme abordou Luís Ricardo. “Estamos com condições de proteger o maior número de pessoas, e estratégia e criação de valor nunca foram tão fundamentais. O sistema precisa muito da criatividade”, pontuou. Assim, a Abrapp, na antecipação desse processo de inovação, está dentro do mundo digital, levando o recado para o jovem. “Previdência é coisa de jovem, e a comunicação, além de ser simples, deve ser acompanhada desse movimento tecnológico”, complementou Luís Ricardo. 

Segundo o Diretor Presidente da Abrapp, a comunicação e o trabalho engajado estão chegando aos interlocutores dos governos, colocando a previdência complementar em pauta. “Somos protagonistas, o setor privado retoma o crescimento, e dentro dessa linha, vamos buscar o aperfeiçoamento, aprovação de medidas, debates, pois temos excelente produto, pagando benefícios em dia e cumprindo com suas obrigações”, disse, ressaltando que em 2017 o sistema estava estagnado, e dentro da missão de gerir um estoque de quase R$ 1 trilhão e o fluxo que está por vir, inúmeros desafios foram superados.

Ameaças e conquistas – Luís Ricardo apresentou as ameaças que o sistema sofreu nos últimos anos, como a extinção do Ministério da Previdência Social; a tributação das contribuições extraordinárias; falta de protagonismo do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC); pandemia; entre outros. “Diante disso, tivemos nossas conquistas pouco comemoradas, como a efetividade que o CNCP ganhou; a aprovação do CNPJ por plano; comitês de auditoria; profissionalização do sistema; fundo setorial para familiares; autorregulação; OFN com trânsito em julgado; Resolução CMN nº 4.661; PGA parcial por entidade; manutenção do convênio com INSS; Reforma da Previdência, com sistema participando ativamente das propostas; representatividade Congresso Nacional; discussão sobre reputação ilibada; flexibilização de normas de certificação; reestruturação dos canais de comunicação; ação Previdência é Coisa de Jovem; Hack’A’Prev e Hupp, projetos realizados em parceria com a Conecta; e o desenho do PrevSonho”, destacou Luís Ricardo.

Ele ressaltou que foram inúmeras conquistas que inauguram um novo momento do sistema, impulsionando sua retomada. “Estamos vivendo um momento histórico, um novo ciclo virtuoso que vem passando por etapas. E nessa linha, tenho certeza que estamos fazendo o segmento chegar a um maior número de pessoas”, pontuou. Para ele, a missão ainda é de impulsionar a poupança previdenciária do país, ressaltando a previdência do servidor público como um dos vieses de fomento do segmento, além dos fundos instituídos e dos plano família. “O Estado está se retirando como grande provedor da previdência pública, e dentro desse cenário que transfere para o indivíduo a obrigação de poupar mais e melhor, precisamos de medidas de incentivo”.

Segundo Luís Ricardo, entre as medidas de incentivo estão a inscrição automática, incentivo tributário para quem contribuir por mais de 20 anos, corrigir a bitributação criando mecanismos e justiça fiscal, entre outros. “Dentro desse temas estratégicos, estamos vindo com um Projeto de Lei de Proteção ao Poupador Previdenciário (LPPP). Precisamos proteger esse indivíduo, e precisamos que ele tenha, com toda transparência, segurança para poupar no longo prazo. O sistema está preparado para ajudar o Estado brasileiro a ampliar sua proteção social, alavancar sua macroeconomia, e proteger o maior número de pessoas, implementando a necessária poupança previdenciária no país”.

Novos tempos – ​Apoiando a organização do evento ao lado de Marisa Santoro Bravi, Secretária Executiva da CT Estratégias e Criação de Valor, Rodrigo Sisnandes Pereira, Diretor Executivo e responsável pelo Colégio de Coordenadores de Estratégias e Criação de Valor da Abrapp, destacou que o tema do encontro é oportuno por conta dos novos tempos que exigem inovar. “A inovação está na agenda do nosso segmento há algum tempo, pois esse ano fomos forçados a nos reinventar na forma de convívio, produção, conhecimento, trabalho e lazer. O coronavírus acelerou mudanças que estavam em curso em todo nosso sistema e também no mundo corporativo. As sedes das empresas mudaram, e o home office se tornou uma realidade. Muitas das nossas atividades puderam ser realizadas sem necessidade de deslocamento. Descobrimos a facilidade da assinatura digital, imprimir não é mais necessário”, pontuou.

Rodrigo questionou, contudo, o que impede o ser humano de tomar uma atitude diferente ou demorar a isso, e o que move ele a mudanças. “O desafio, nesse momento, é diferente: reinventar o jeito de viver coletivo, fazer show sem plateia, fazer um evento virtualmente, e sentimos falta do contato com amigos, família, colegas. Mas podemos aproveitar para criar um jeito novo de fazer previdência complementar fechada”. Ele reiterou que as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) estão reinventando processos, fazendo atendimento on-line, criando aplicativos, simplificando negócios e produtos para que sejam cada vez mais atrativas a diferentes segmentos da sociedade. “A Reforma da Previdência e as reformas que virão colocam nossos planos cada vez mais como essenciais para oportunidades que virão. Estamos ocupando um palco mais destacado na agenda dos nossos país”, complementou.

ReflexãoEncontroEstratégiasUma nova proposta de valor – Para falar sobre uma nova proposta de valor, ​Devanir Silva, Superintendente Geral da Abrapp, abordou inicialmente o impacto da crise do novo coronavírus, que pegou todos de surpresa, revisando o status do sistema antes da crise. “Nos últimos tempos tivemos várias crises e percebemos que os sitema sempre saiu bem de todas elas”. Ele comparou a rentabilidade com o mínimo atuarial do sistema ao longo dos últimos anos, sendo que o sistema superou as metas após as crises, ainda que tenha passado por dificuldades durante elas. “Ao longo da história, a entrega está ocorrendo, e em solvência, o sistema nunca esteve tão bem”.

Em relação ao equilíbrio atuarial, Devanir pontuou que houve uma queda brutal em março deste ano, já com recuperação em julho, e a tendência é chegar até dezembro em uma posição equilibrada. “Os fatores de resiliência foram a liquidez de 12 meses no ano, além da comunicação e engajamento com participante, fundamental nesse trabalho. Tivemos gestões qualificadas e um histórico de entrega, e um foco no longo prazo fundamental. Somos talvez um dos sistemas mais resilientes para enfrentar uma crise dessa magnitude”, destacou.

Devanir ressaltou, contudo, que o que trouxe o sistema até o momento atual não o levará adiante. “Temos novos modelos de trabalho. Teremos mais serviço e menos emprego. É o mundo da pejotização. Além disso, haverá maior envelhecimento da população; organizações exponenciais; tecnologia; mais individualismo; e espaço para serviços compartilhados. Queremos ajudar, e aí vem a engenhosidade da previdência da iniciativa privada. A transferência de encargos entre gerações vai diminuir e nós precisamos formar nosso patrimônio previdenciário. O indivíduo está com papel central de escolha, com empoderamento. Esse é um novo indivíduo para uma nova previdência”, disse.

Novos negócios – Em uma base comparativa, Devanir Silva demonstrou o panorama do modelo tradicional de previdência complementar, baseando em patrocínio de empresas, e de um novo modelo, inovador, que está chegando com advento de planos instituídos e família. “Até o momento, o grande cliente da previdência complementar era o empregado CLT. Hoje, o cliente são os familiares. Temos a pessoa física e a pessoa jurídica, setores e associações”. Segundo Devanir, dentro dessa proposta de valor, é preciso oferecer renda qualificada, maior rentabilidade líquida, atendimento personalizado e parceria com o participante, que passa a ser sócio.

Além disso, o canal de distribuição no modelo tradicional era baseado nos RHs das empresas patrocinadoras. “No modelo moderno, temos canais digitais, vendas físicas, influenciadores, e novas figuras como instituidores, além do participante atual. O relacionamento com o cliente tradicional tinha uma central de atendimento e um site, sendo que 30% das EFPCs não tem site e serão obrigadas a constituir pela Resolução CNPC nº 32. Numa versão de inovação, temos central de atendimento presencial e à distância; plataforma digital e apps; instituidor e patrocinador como parceiros; e programa de educação financeira mais forte”, reforçou Devanir.

Além disso, as fontes de receitas no modelo tradicional se baseavam apenas em taxas de administração e custeio. “O mundo será outro, falaremos de pro-labore de seguro, convênios variados, alavancado receita. Precisamos investir no negócio. Essa é uma visão que estamos defendendo em mudança na nossa legislação. Ninguém cresce se não investir”, pontuou Devanir, destacando que agora, além da gestão da operação, de investimentos e concessão de renda, as atividades do sistema passam a incluir captação, relacionamento, assessoria, fidelização e adesão. 

Já os principais recursos das entidades, na visão tradicional, eram a equipe, muitas vezes cedidas ou divididas com patrocinador, com alta sinergia com a empresa. “Hoje estamos falando em pessoal qualificado, base de relacionamento, conhecimento sobre os participantes, capacidade de investimentos e recursos, e tecnologia, com sistema de inteligência artificial. Isso tudo estará ao nosso favor para o fomento”, destacou Devanir, abordando ainda que as parcerias tradicionais, antes focadas nas patrocinadoras e instituições representativas de classe, passam a incluir seguradoras, instituidores, fornecedores de sistemas, associações de classe, sistemas de cobrança, consultoria atuarial e de previdência, assets management, e a Abrapp e a Conecta. “Através dessa parceria que encontramos soluções associativas e compartilhadas”. 

Devanir fez ainda reflexões estratégicas sobre o futuro da previdência. “Hoje ninguém pensa em aposentadoria. Precisamos oferecer para o jovem alternativas. Esse conceito de aposentadoria muda completamente, e é preciso ter uma visão moderna com um produto revitalizado. Para isso, é fundamental conhecer o nosso cliente, que é mais do que um participante, é um parceiro, é nosso sócio. Precisamos trazer a família brasileira para a previdência. Teremos o member get member, os participantes atuais nos ajudarão a vender os planos”, destacou. 

O uso de tecnologia se torna essencial nesse novo modelo, além da estruturação de uma área comercial com equipe qualificada. “Teremos um novo proposta de valor, que é exatamente a da renda qualificada no longo prazo, com propriedade compartilhada com esse novo dono, e teremos o papel de aconselhadores financeiros com foco no ciclo de vida. O papel dos dirigentes é de ter visão de negócios, empreendedorismo, visão inovadora. Essas são palavras de ordem do nosso meio”, reforçou Devanir Silva, ressaltando a importância da comunicação, da autorregulação para defender o legado, da expansão da competitividade, da cultura e da construção do patrimônio, além da da governança, qualificação profissional e compartilhamento de serviços valorizando o ambiente associativo. “Devemos ser protagonistas. Tenho plena convicção que teremos um futuro brilhante pela frente e que teremos vida longa”, complementou.

Mudança de paradigma – Fazendo uma reflexão sobre o modelo antigo da previdência complementar e o atual, que está sendo construído, Nilton Molina, Presidente do Conselho de Administração da MAG, elogiou o posicionamento de Luís Ricardo e Devanir Silva ao tratarem de um novo negócio para o segmento. “Tudo que há anos tenho dito está sobre a mesa. Estamos tratando de negócio, sem perder de vista nossa causa, que é e previdência. Isso é moderno”. 

Ele traçou um mapa social do sistema, abordando a queda da fertilidade, o que significa poucos trabalhadores para o futuro; um brutal aumento de longevidade; e um aumento do custos de saúde. “Mas ao ter menos trabalhadores amanhã e muitas pessoas sem capacidade laborativa, a grande população futura não poderá mais contar com o dinheiro da sociedade. O pacto entre gerações foi banido dessa nova sociedade. O Estado cumprirá papéis mínimos de segurança, com benefícios para todos, mas muito pequenos”, pontuou. 

Segundo ele, poupar para segurança presente e para a longevidade e o futuro será um problema de cada um de nós, e a consequência será a mudança sobre o conceito de aposentadoria. “Teremos que trabalhar durante um tempo muito maior. Esse é o propósito principal desse Encontro de Estratégias e Criação de Valor. Temos uma estrutura legal envelhecida, que não trata do que ocorre hoje no mundo. Quero continuar colaborando para criar um novo arcabouço legal, e por força da Emenda Constitucional 103, o sistema vai ter que mexer em coisas para permitir, por exemplo, que entidades abertas possam oferecer planos de previdência para servidores públicos. Para isso, precisamos de uma Lei Complementar. Essa é a oportunidade que está na mesa, a nosso dispor”, destacou Molina. 

Ele ressaltou que uma nova legislação de A a Z preveniria e manteria a causa da previdência. “O fundo de pensão tem um objetivo de estimular pessoas a pouparem para o futuro. Está neste momento, em estudo, um novo arcabouço legal para suportar a longevidade. E não escapamos de revistar praticamente 100% toda questão dos benefícios fiscais e tributários. Temos um novo mapa social e precisamos entender o que isso significa, reformando nossa legislação com a coragem que nossa sociedade merece, e respeito pela nossa causa”, complementou Molina. 

Continue acompanhando a cobertura do evento no Blog Abrapp em Foco. O 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor tem o Patrocínio Ouro de Base Viral, MAG, mLabs e Startse; e Patrocínio Prata da Maturi.

2º Encontro de Estratégias e Criação de Valor: Últimos dias para se inscrever

2º Encontro de Estratégias e Criação de Valor: Últimos dias para se inscrever

Garanta sua vaga no 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor, que ocorre nos dias 1 e 2 de outubro, das 9h30 às 17h30. Com o tema “Novos Tempos: Caminhos Para Inovar #juntosnamesmadirecao”, o evento abordará um novo modelo de negócios das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) e seus reflexos na forma de vender, comunicar e se relacionar com os clientes e stakeholders. O Encontro abordará a inovação na construção de um novo posicionamento das entidades onde, além de provedoras de soluções previdenciárias, atuam no aconselhamento financeiro com foco no ciclo de vida e onde a cultura comercial é instalada por toda a organização, quebrando tabus de vendas e marketing digital.

Na abertura do evento, Luís Ricardo Martins, Diretor Presidente da Abrapp, e Rodrigo Sisnandes Pereira, Diretor Executivo e responsável pelo Colégio de Coordenadores de Estratégias e Criação de Valor da Abrap, falarão sobre esses novos tempos, e em seguida haverá um momento de reflexão sobre uma nova proposta de valor com ​Devanir Silva, Superintendente Geral da Abrapp, e ​Nilton Molina, Presidente do Conselho de Administração da MAG.

O Encontro terá ainda a presença de ​Andre Diamand, Ex-Presidente da ABStartups e Fundador da Sexy Canvas Academy; ​Rodrigo Noll, Especialista referência em marketing de indicação e Fundador da Base Viral; ​Alfredo Soares, Sócio da Vtex e Autor do Best Seller ‘Bora Vender’; ​Rafael Kiso, Fundador e CMO da mLabs; ​​Claudia Janesko, Superintendente Executiva da Conecta; Rafael de Paula Souza, Co-Founder & CEO do Ubots; Marcelo Vital, Head of Sales da Asaas; André Coelho, Founder & CEO da Saffe; Carla Pedroso Tassini, Coordenadora de Relacionamento e Comunicação da Visão Prev; Lúcio De Carli, Consultor, Professor MBA e Diretor do Instituto do Consumo; Nilton Cesar da Silva, Diretor de Seguridade do Sebrae Previdência; e ​Maurício Benvenutti, Sócio da StartSe.

Além disso, o evento terá momento insights/talks de valor, uma sequência de Pitchs de 20 minutos sobre os temas: O Fenômeno das Fake News, com Alline Jajah Franco, Estrategista de Marketing e Professora da ESPM e PUC-GO; ​desmistificando a Maturidade, com Mórris Litvak, Fundador e CEO da MaturiJobs; ​success Experience, com Roberto Madruga, CEO e Fundador do ConQuist Labs; ​Raio-X do Investidor Brasileiro, com Ana Leoni, Superintendente de Educação Financeira e Market Data da Anbima; ​resolução CNPC 32, com Carlos Marne Dias Alves, Diretor de Licenciamento da Previc; e ​ONG Meu Propósito, com Katharinny Bione, Presidente da ONG.

Veja aqui a programação completa do 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor e faça sua inscrição. O evento será realizado 100% on-line e ao vivo e a participação conta 13 créditos para o PEC. O 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor tem o patrocínio da Base Viral, MAG, mLabs, Maturi, e Startse.

Encontro de Estratégias e Criação de Valor tem programação inovadora sobre marketing, comunicação e relacionamento

Encontro de Estratégias e Criação de Valor tem programação inovadora sobre marketing, comunicação e relacionamento

O 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor, que ocorre nos dias 1 e 2 de outubro, das 9h30 às 17h30, abordará um novo modelo de negócios das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) e seus reflexos na forma de vender, comunicar e se relacionar com os clientes e stakeholders. Com o tema “Novos Tempos: Caminhos Para Inovar #juntosnamesmadirecao”, o evento falará sobre o movimento de inovar e construir um novo posicionamento onde a entidade, além de provedora de soluções previdenciárias, atua no aconselhamento financeiro com foco no ciclo de vida e onde a cultura comercial é instalada por toda a organização, quebrando tabus de vendas e marketing digital.

Aliada à tecnologia, a cultura comercial deixou de ser só uma boa ideia e ganhou status de um caminho a ser construído e trilhado. Além disso, um novo comportamento pré, durante e pós-COVID precisa ser traçado. Assim, o evento se torna essencial para dirigentes, conselheiros, gestores e toda equipe de profissionais das áreas de comunicação, relacionamento, marketing, vendas, tecnologia, inovação, seguridade, RH e educação previdenciária, além de todas as demais áreas envolvidas direta ou indiretamente com os temas.

Veja aqui a programação completa do 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor e garanta sua vaga. O evento será realizado 100% on-line e ao vivo e a participação conta 13 pontos para o PEC. O 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor tem o patrocínio da Base Viral, MAG, mLabs, Maturi, e Startse.

LGPD e tecnologia como otimizadora do setor jurídico foram temas abordados no 15º ENAPC

LGPD e tecnologia como otimizadora do setor jurídico foram temas abordados no 15º ENAPC

A proteção de dados é parte integrante da configuração padrão para novos sistemas, se tornando um assunto de extrema importância. Além disso, tecnologia e inovação fazem parte fundamental do processo de mitigar riscos e reduzir custos jurídicos dentro das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC). Para tratar do assunto, a Plenária 3 do 15º Encontro Nacional de Advogados das EFPC (ENAPC) ocorreu nesta terça-feira, 15 de setembro, com o tema “A Transformação Digital no Direito e LGPD”.

​Edécio Ribeiro Brasil, Vice-Presidente do Conselho Deliberativo da Abrapp e representante das EFPC no Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), fez a abertura da Plenária e destacou que com o advento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que ainda gera muitas dúvidas, houve um olhar maior para como as entidades tratam das informações sensíveis sobre seus participantes e colaboradores. “Para a execução da sua atividade fim, que oferta benefícios de previdência, as EFPC precisam coletar, tratar e processar dados pessoais com segurança em nome da privacidade dos nossos participantes. Por isso é tão importante que identificar eventuais processos de risco e elaborar medidas que possam mitigá-los de forma a garantir a privacidade do participante”, destacou.

Em relação à transformação digital do Direito, Edécio ressaltou que a tecnologia já era algo vivido no campo jurídico. “Temos audiências e sessões de julgamentos virtuais que aconteciam anteriormente à pandemia de COVID-19 e tomam agora uma proporção enorme, dominando o judiciário em todas as instâncias, permitindo que, mesmo com distanciamento social, possa operar e continue atendendo à população”, disse.

Ele citou ainda o uso de robôs que auxiliam advogados em processos, ajudam na precisão da preparação das peças; além de assinaturas eletrônicas e documentos digitais já utilizados no setor. “A tecnologia está chegando rápido, agregando qualidade e velocidade ao setor. O que é especialmente importante em relação a esse tema é que sua evolução está ocorrendo de forma muito acelerada, e há uma falta de educação digital em todos os setores. As universidades não preparam os profissionais para isso”, destacou. Edécio ressaltou que é preciso o entendimento que essas são ferramentas imprescindíveis para garantir a qualidade do trabalho no Direito.

LGPD – ​Alan Campos Elias Thomaz, Advogado com atuação nas áreas de Tecnologia, Proteção de Dados e Cybersecurity, destacou a importância da observância da LGPD dentro das entidades apresentando alguns temas relevantes sobre a Lei que, segundo ele, é complexa e abrangente. “Todo uso da informação relacionada a um indivíduo por qualquer tipo de organização, inclusive o poder público, deve observar os requisitos da Lei Geral de Proteção de Dados. A Lei tem uma abrangência muito grande, e tratando de dados pessoais, toda a relação, seja com um participante quanto com um funcionário, está inclusa. Ela tem uma abrangência relativamente grande”, disse.

Entre os principais temas regulados pela LGPD está a transparência, a qual determina que é preciso colocar de forma clara como todos os dados sobre determinada pessoa são tratados dentro de uma organização. Alan explicou ainda que as bases legais. Precisam ser observadas. “Para cada dado que coleto e compartilho com um parceiro, eu preciso justificar uma hipótese legal”.  Outro direito assegurado é o dos titulares, no qual a LGPD consolida uma série de direitos que já existiam em relação ao uso de informação e colocam dentro da Lei.

Também é regulada pela LGPD a segurança da informação, sendo medida técnicas e administrativas, ou seja, tudo relacionado à tecnologia da informação ou treinamento de funcionários em relação a documentos confidenciais. Alan ressaltou que a legislação tem colocado sanções bastante severas pelo descumprimento da Lei, e dentro desse tema está a criação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). “Teremos mais um órgão regulador que vai investigar se as organizações estão cumprindo com o que pede a LGPD para, eventualmente, aplicar penalidades. É mais uma entidade que vai atuar fazendo um enforcementdessa legislação junto a outras entidades relevantes”, destacou.

Histórico – Alan explicou no detalhe como foi o histórico da LGPD, que em agosto de 2018 foi aprovada depois de quase 4 anos de trâmite no Congresso Nacional. Inicialmente o vacatio legis, período em que a lei foi aprovada até entrar em vigor, era de 18 meses, ou seja, fevereiro de 2020. Em julho de 2019, foi proposta uma emenda criando a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, alterando também a vigência da LGPD para agosto de 2020. “No começo da pandemia, houve dois movimentos relevantes: uma Lei da COVID-19 que endereçava outras questões em relação ao novo coronavírus e determinava também que as sanções sobre a LGPD ocorressem somente em agosto de 2021, o que configura um tempo de vacatio legisde 3 anos”, disse Alan.

Ele explicou ainda que em seguida, a MP 959/20 propôs a alteração do prazo de vigência da LGPD para maio de 2021, mas no dia da votação essa data foi alterada para 31 de dezembro. “Contudo, a Medida Provisória perdeu a vigência, e voltamos para a vigência da LGPD para agosto de 2020, originalmente proposta”, destacou Alan, explicando que a vigência passou a ser retroativa em relação à aprovação da Lei, e foi dado o prazo de 15 dias para que ela entre em vigor. “Assim, a LGPD deve entrar em vigor 17 de setembro de 2020”.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados também foi aprovada e regulada, mas Alan destacou que os cargos ainda  precisam ser empossados, enfatizando que a autoridade não é operacional até o momento. “Um dos papéis mais relevantes dessa autoridade é editar normas e procedimentos sobre a proteção de dados pessoais”, disse Alan. Além disso, a ANPD pode conduzir investigações sobre o tratamento de dados pessoais, fazendo requisições sobre operações, além de interpretar, fiscalizar e aplicar sanções e zelar pela proteção de dados pessoais. “É importante que a ANPD converse com outras autoridades reguladoras de cada setor para não aplicar sanções sem entender como cada mercado funciona”, destacou.

Bases legais – Alan explicou ainda o dilema entre as bases legais e o consentimento sobre o uso de dados pessoais. “O consentimento, até então, tinha um papel central no tema de uso de dados. A LGPD muda esse paradigma e estabelece não só o consentimento como base legal, mas acrescenta outras nove hipóteses de tratamento”. Ele explicou que entre as bases está a execução de um contrato sem necessariamente ter o consentimento; cumprimento de obrigação legal; tutela da saúde; legítimo interesse, entre outras hipóteses. “O que se passa a fazer é saber se o comportamento se enquadra nas bases legais sem precisar pedir consentimento a todo tempo”, disse, ressaltando que, assim, o consentimento não é a única hipótese para tratamento de dados.

Ainda assim, ele observou a importância da transparência para que os titulares dos dados possam identificar como eles são tratados dentro das organizações, destacando a hipótese de legítimo interesse, que deve ser ponderada. “O risco de utilizar o interesse legítimo sempre vai existir. Se aquele tratamento é uma prática comum daquele negócio específico, é possível ter bons argumentos para o legítimo interesse do uso desses dados”, explicou Alan, destacando que o objetivo da LGPD é evitar excessos.

Inovação – ​O uso de ferramentas de automatização de processos por meio da tecnologia facilitam cada vez mais o trabalho dentro do setor jurídico, e para falar sobre o assunto, Adiel Rodrigues, Executivo de Customer Success da Projuris Sistemas apresentou o tema “Inovação, desafios e oportunidade no uso de tecnologias para a atividade jurídica”, explicando sobre o sistema do Projuris, que tem parceria com diversas universidade e atua como uma das startups selecionadas para buscar soluções ao sistema dentro do Hupp, hub da previdência privada organizado pela Abrapp e Conecta em parceria com a LM Ventures.

Adiel explicou que para empresas em fase inicial de aplicação da inovação, os principais desafios estão em, alguns casos, na implantação de tecnologia e sistemas, criação da cultura digital, enquanto outras empresas que para quem já tem algum sistema, o desafio é consolidar o que já conseguiu para que não se perca. “A tecnologia é para as pessoas”, ressaltou. Já para as empresas em estágio avançado, com sistemas de tecnologia implantados e operando, o desafio é dialogar com empresas e pessoas que têm dificuldades tecnológicas. Adiel ressaltou que há oportunidade para as EFPC no uso das tecnologias disponíveis para melhorar processos de atendimento, gestão, investimentos, operações administrativas e financeiras; enquanto para escritórios é possível usar tecnologias para melhorar processos internos e de atendimento às entidades.

Case – Levando um caso concreto de saneamento da base processual jurídica com uso de tecnologia,​Gabriela Paciello de Oliveira Bock, Gerente Jurídica da Petros, contou o histórico desse processo dentro da entidade, que iniciou com uma ressalva, em 2018, por limitação de escopo, focada em depósitos judiciais e recursais e exigível contingencial. “Isso foi muito sério e precisávamos atacar essa questão e recuperar um histórico dos últimos 20 anos da fundação”. Ela contou que, com a ressalva posta no balanço, foram mapeados os motivos principais andando 20 anos para trás.

Assim, Gabriela contou detalhes do mapeando dessa ressalva, que estava focada principalmente sobre a não atualização da base processual, sistemas subutilizados, ausência de padronização da classificação de risco, e falta de atualização da fase processual, entre outros motivos. “Esses foram os mais latentes que conseguimos identificar poucos dias após a ressalva, e com isso fomos a mercado buscar uma empresa de renome que utilizasse muita tecnologia para iniciar o processo de saneamento da base”, disse, enfatizando que o projeto foi multidisciplinar em parceria com o jurídico e outras áreas da Petros.

Na época, após uma seleção no mercado, a EY foi selecionada para fazer o gerenciamento do projeto. “Ela deveria sanear a base de 50 mil processos no período de 6 meses”, disse. O projeto da EY foi dividido em seis fases: planejamento e mapeamento; captura de processos jurídicos; saneamento, normalização e enriquecimento dos dados; interferência processual; revisão do modelo; e conciliação, com uma metodologia baseada em um tripé entre o contábil, jurídico e extratos. “O cronograma foi executado em 6 meses e um dos segredos de sucesso foi o envolvimento de toda a Petros, com 20 reuniões semanais durante o período, 9 reuniões executivas, 10 reuniões de Diretoria e 10 reuniões de conselhos e auditoria, 3 reuniões com a patrocinadora Petrobras e 4 alinhamentos com a auditoria”.

As frentes de trabalho que envolvem a tecnologia possibilitaram a análise de 161 tabelas de bancos de dados, 109 racionais de conciliação criados, seis lotes de conciliação contábil de 49.904 processos que foram escopo do projeto, e para cada deles foi levado um workpaper que foram imputados dentro do sistema jurídico, contou Gabriela. “Para fazer isso com grandes números, não seria possível sem ciência e engenharia de dados, estatística, desenvolvimento de software e machine learning aliados ao conhecimento jurídico”.

Gabriela contou ainda sobre a iniciativas implementadas após a execução do projeto, entre elas a integração entre os sistemas jurídicos e contábeis, sendo que a conciliação contábil passou a ser automatizada. Houve ainda a inclusão automática de andamentos e publicações no sistema jurídico e automatização, captura e cadastros de novos processos, além de redução da contingência de 2019 na ordem de mais de R$ 1 bilhão em relação a 2018. “Implementamos também a jurimetria; o business intelligence e a inteligência artificial com machine learning; além de redesenhar processos e fluxos internos e revisar procedimentos e normativos do Jurídico”, destacou.

Papel do gestor – Para Gabriela, falar de tecnologia é falar de gestão, e não necessariamente os gestores entendem da tecnologia na prática. “Eu não estudei tecnologia na faculdade de Direito. É um nicho muito específico. O diferencial é que, mesmo não tendo conhecimento aprofundado, é importante que nós, gestores, possamos abrir um leque e ver que é uma ferramenta que não substitui o advogado. Ela é complementar, otimiza e erra menos do que nós, mas é o humano que treina o computador para fazer as coisas”.

Ela destacou que é preciso uma mudança radical de cultura, mas a tecnologia visa redução de custos operacionais. “O gestor precisa se aproximar do negócio e o jurídico precisa se reaproximar da área estratégica da empresa, e para isso ele precisa de tempo. A tecnologia auxilia nesse sentido”. Gabriela ressaltou ainda os ganhos da previsibilidade, que possibilitam a arquitetura de melhores saídas. “Esse é outro benefício que a tecnologia traz para nós”, complementou.

Marlene de Fátima Ribeiro Silva, Representante dos Patrocinadores e Instituidores de Planos de Benefícios das EFPC na CRPC, destacou que os dados ganharam importante valor e evolução transversalmente. “Tudo que nós tratamos em termos de tecnologia demonstra que ser um gestor tem mais que um fator de investimento, mas inclui áreas jurídicas que tem que ser cuidadas com a mesma parcimônia”. Ela destacou o uso de ferramentas que são utilizadas para otimização não somente de uma tese, mas pelos custos e necessidade de dar uma resposta aos participantes sobre competência e austeridade para gerir o patrimônio das EFPC.

Marlene destacou que o business intelligence está transformando as empresas e é um fator fundamental dentro das organizações. “Essas ferramentas têm o propósito de nos tornar melhores. A inteligência artificial não é um inimigo ou temor da perda do nosso emprego. Temos que ver esse cenário de forma diferente, sem amadorismo”, destacou. “Devemos ter cautela, diligência e adotar os mecanismos que se fizerem necessários para deixar nosso setor em um patamar de equilíbrio, com segurança que a nova legislação traz e para que a reforma da previdência tenha um campo de aplicação, na qual temos que estar inseridos com todo esse ferramental tecnológico”.

Ministros STF, STJ e TST – Com público de mais de 400 pessoas e formato inédito 100% on-line e ao vivo, o 15º ENAPC teve início na segunda-feira, 14 de setembro, com a sessão de abertura que contou com participação do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, e do Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Marcondes Martins (leia a matéria completa). Ainda ontem, o evento contou com a Plenária 1 com participação dos Ministros do STJ, Ricardo Villas Bôas Cueva, e do TST, Alexandre Luiz Ramos (veja matéria).

Já na tarde desta terça-feira, o 15º ENAPC iniciou com a participação do Diretor Superintendente da Previc, Lúcio Capelletto; do Consultor Associado da Mercer Brasil e Consultor da Abrapp, Sílvio Renato Rangel; do Advogado e Professor da UFPR, Rodrigo Xavier Leonardo; do Sócio Sênior do Bocater, Camargo, Costa e Silva e Rodrigues Advogados, Flávio Martins Rodrigues; e foi comandada pelo Diretor Vice Presidente da Abrapp e membro da Câmara de Recursos da Previdência Complementar, Luiz Paulo Brasizza. Na Plenária, foram analisados impactos jurídicos e econômicos da COVID-19 sobre contratos e planos. Leia mais.

Com programação até o dia 16 de setembro, o evento é uma realização da Abrapp, com o apoio institucional de Sindapp, ICSS, UniAbrapp e Conecta. O ENAPC conta com patrocínio de Bocater; JCM; Linhares; ProJuris; Tôrres, Florêncio, Corrêa e Oliveira na cota ouro. Atlântida Perícias e MMLC na cota prata. E BTH e Santos Beviláqua na cota bronze.

Live da Conecta e Comdinheiro discute como tecnologia dá maior transparência aos investimentos

Live da Conecta e Comdinheiro discute como tecnologia dá maior transparência aos investimentos

A tecnologia oferece um leque grande de trabalho e opções, e o tema se torna cada vez mais relevante dentro do sistema de previdência complementar, principalmente com o advento dos planos família. O tema foi discutido em live da Conecta realizada na última sexta-feira, 11 de setembro, em parceria com a Comdinheiro com o tema “Rentabilidade, Praticidade e Segurança: Como os Sistemas de Informação Contribuem com as EFPCs”, tratando do uso da tecnologia nos investimentos.

Segundo Luiz Paulo Brasizza, Diretor Financeiro da Conecta, ainda a menor parte dos fundos de investimentos são quantitativos no Brasil, mas há muita tecnologia envolvida na busca por melhores gestores e transparência. “O trabalho da Conecta tem sido feito com primazia, crescendo e se desenvolvendo na busca por soluções para as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs)”, disse. Brasizza, que também é Presidente da UniAbrapp, ressaltou que em breve será lançado o primeiro MBA em Previdência Complementar on-line do Brasil, que facilitará o acesso para diversas regiões do país e possibilitará uma capilaridade gigantesca, de norte a sul do Brasil, sendo uma grande oportunidade de profissionalização dentro do segmento.

Em seguida, Claudia Regina Janesko, Superintendente Executiva da Conecta, destacou que a empresa busca parceiros para trazer tecnologia e inserir cada vez mais o tema inovação dentro das entidades, em todas as áreas de atuação, inclusive na área de investimentos. Ela facilitou a discussão sobre o tema com os convidados Rafael Paschoarelli Veiga, Sócio-Diretor da Comdinheiro; Rogério Tatulli, Diretor Superintendente da E-Invest by PreviEricsson; e Dermeval Nonato Lima Filho, Diretor Administrativo e Financeiro da Fabasa.

 Investimentos das EFPCs – Falando sobre o uso de tecnologia no processo decisório das EFPCs, Rogério Tatulli destacou que a governança de investimentos não se dá apenas na leitura da regulamentação. De forma mais abrangente, ele pontuou que o dirigente precisa saber qual o momento certo de tomar uma posição mesmo em momentos de incertezas. “A política de investimento é feita com um horizonte de 5 anos, e as ferramentas tecnológicas ajudam a desmistificar certos assuntos”, complementou.

Ele apresentou o contexto atual global e nacional com componentes a serem avaliados pelos gestores de investimento das EFPCs, que precisam de ferramentas e tecnologia para decidir da melhor maneira possível seus investimentos, sempre de forma prospectiva. Segundo Tatulli, há um caminho facilitador e com maior chance de êxito, seguindo a regra dos 5 As: Avaliar o investimento; Analisar o investimento; Aprovar o investimento; Alocar o investimento; e Acompanhar o investimento. “O risco de cometer uma falha ainda assim existe, mas é bem mitigado”. Tatulli ressaltou que a tecnologia ajuda a melhorar o questionamento dos dirigentes aos gestores sobre a consistências dos fundos. “É dever de ofício de todos os dirigentes estarem preparados para fazer as perguntas mais desafiadoras aos gestores, mostrando que há conhecimento e capacidade”.

Dermeval Nonato destacou que a pandemia de COVID-19 tornou o uso da tecnologia mais acessível para todos, e não foi diferente na gestão dos investimentos das entidades. “Nossa vida é trazer rentabilidade aos ativos dos participantes com base nos mandatos de risco”. Ele observou que o setor é um grande selecionador de fundos de investimento. “Esse é um assunto muito importante, tanto que é monitorado de perto pela Previc. Então, para ter resultados, precisamos fazer um trabalho bem feito, e no contexto de seleção, precisamos de informação”, disse.

Em linhas gerais, o trabalho de seleção de investimentos das EFPCs nada mais é do que reduzir a assimetria da informação. “Os sistemas de informação disponíveis ajudam, de forma relevante, a reduzir essa assimetria, pois com eles se tem uma gama de dados que pode ser utilizada para se obter informações importantes na hora da seleção e do monitoramento”, explicou Demerval, destacando que na Fabasa é usada uma metodologia matricial atribuindo pesos diferentes aos indicadores de risco e retorno, correlacionando isso a determinados períodos.

Além disso, ele destaca a importância de se abrir as carteiras dos fundos, especialmente de renda variável, e entender sua composição. “O mercado de bolsa no Brasil é muito restrito, e os fundos podem acabar investindo nos mesmos ativos. É preciso entrar para verificar se está ocorrendo diversificação mesmo”, pontuou. Outro fator abordado por Demerval foi traçar um paralelo entre fundos para saber como eles se comportaram em determinado período de risco. “A informação ajuda a refinar a diligência. Uma coisa é a análise quantitativa, mas na diligência você ataca os pontos nevrálgicos dos gestores e, assim, extrai respostas e ganha confiança”, complementou.

Tecnologia – A tecnologia tem se tornando uma grande ferramenta para eliminar erros e falhas em um momento de incertezas e riscos dos investimentos, destacou Claudia. Assim, Rafael Paschoarelli Veiga, Sócio-Diretor da Comdinheiro, destacou que existe uma série de informações no mercado que eventualmente as EFPCs não estão acessando, mas que estão disponíveis através de sistemas. “Além do fornecimento das informações, temos ainda o cruzamento de dados”. Segundo ele, qualquer fundo enquadrado na Instrução CVM 555 possui informações sobre quantas EFPCs estão alocando, qual o percentual da participação de cada cotista, qual a disposiç!ao da base de dados, entre outras.

A tecnologia ajuda ainda a acelerar a chegada da informação ao investidor. Segundo Rafael, as carteiras de investimento podem sofrer atraso de 3 meses entre a entrega do administrador e disponibilização no site da CVM, mas há outros documentos que contam com informações importantes sobre a exposição do fundo. “É possível ainda solicitar ao gestor do fundo o XML da informação, a partir da onde se calcula risco de liquidez, por exemplo. Assim, não é necessário depender de uma empresa de gestão de risco, tendo mais autonomia no acesso a essa informação”, destacou. “Uma das grandes vantagens da tecnologia é dar autonomia aos investidores”, ressaltou.

Via esse ferramental, o investidor fica mais munido de informações para fazer uma pré-filtragem com perguntas corretas aos gestores. “A mesma ferramenta tecnológica consegue acompanhar os investimentos e consolidar os diferentes tipos de planos dentro das EFPCs diariamente. A tecnologia democratiza o investimento, e a informação para a EFPCs precisa ser à jato e confiável”, complementou Rafael.

 Fiscalização – Brasizza chamou atenção para a necessidade de se dar transparência nesses processos de seleção de investimentos dentro das EFPCs, já que as autuações de órgãos reguladores estão focadas na área de investimentos. “Se não conseguimos colocar, em uma fiscalização, de forma transparente, o que nós fizemos, seremos penalizados”, disse. Dermeval ressaltou a importância da transparência em todo o processo de decisão sobre investimentos para evitar esse tipo de autuação. “O dirigente deve pegar o mínimo que a Previc está pedindo e escrever esse processo, o que requer disciplina, utilizando a tecnologia a seu favor”, disse, enfatizando a importância do registro de todas as decisões em atas e compartilhamento nos Conselhos das EFPCs.

Tatulli destacou que, de acordo com o Relatório Anual da Previc de 2019, houve 23 casos de fiscalização direta referentes à alocação de ativos em desconformidade com a legislação vigente. “Às vezes, sem querer, a pessoa entra em uma operação ruim por desconhecimento ou porque não usou as ferramentas adequadas”, disse, pontuando que o papel das EFPCs é questionar os gestores sobre qual é a consistência de seus resultados e o comportamento dos fundos diante dos choques de mercado, ajudando, assim, na hora de tomar a decisão e evitar esse tipo de alocação com falta de informação.

Rafael pontuou que para ajudar nesse processo, a tecnologia pode fazer a abertura de todas as carteiras das entidades, trazendo mais transparência e mais poder fiscalizatório ao sistema. “Quanto dessas autuações poderiam ter sido evitadas se essas informações tivessem mais publicidade e transparência?”, refletiu, destacando que isso é necessário para que todo mundo entenda o que está acontecendo com o dinheiro direcionado à previdência. “Esse dinheiro tem que ser aplicado com diligência, e se o gestor souber que todo mundo está vendo o que ele está fazendo, tem um efeito pedagógico. Para isso, a tecnologia está à disposição”.

Eles discutiram ainda a importância das EFPCs manterem suas informações abertas ao público em geral, e não restrita à área dos participantes, bem como a urgência de entidades que não têm um site de desenvolverem essa ferramenta. “A transparência é importante, dá credibilidade e ajuda quem vê a informação a fazer perguntas que antecipem questionamentos de outros órgãos”, destacou Rafael.

Claudia Janesko ressaltou que o sistema está em busca de novos clientes e participantes que possuem um novo perfil, mais jovem. “Ter a informação disponível para esse público é uma mão na roda. Essa é uma reflexão válida nesse momento de expansão e captação das nossas carteiras”, disse. Tatulli reforçou que credibilidade e confiança fazem parte do dever das EFPCs. “Esse dinamismo tem que entrar nesse processo de aprendizado”, complementou.

O conteúdo da live está disponível no canal da Conecta no YouTube. Acesse aqui.

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