Inovação e Criação de Valor: Guia de Transformação Digital e o Metaverso foram alguns dos temas apresentados nos Talks 1 e 2 do encontro

Os primeiros Talks realizados no 2° Encontro de Inovação & Criação de Valor nesta terça-feira, 28 de junho, debateram temas relacionados à tecnologia digital, necessidade de transformação para as EFPC, o metaverso e as mudanças na comunicação e no relacionamento. O Talk 1 trouxe como tema o Metamarketing, a Comunicação e o Relacionamento na Era Digital, com a palestra do professor Gil Giardelli e a moderação de Marisa Bravi, Secretária Executiva da Comissão Técnica de Estratégia e Criação de Valor da Abrapp.

Já o Talk 2 apresentou o Guia de Transformação Digital nas EFPC – Uma Jornada Possível, com a palestra de Felipe Luciano, Membro da Comissão Técnica Centro-Norte de Inovação e Tecnologia da Abrapp e Gerente de TI da Ceres. A moderação desta palestra ficou por conta de Roberto Pereira da Silva, Coordenador da mesma CT regional, que disse que antes da pandemia existia um grupo de organizações que ainda resistia aos processos de adaptação e utilização da tecnologia digital. Mas o advento da pandemia praticamente obrigou a totalidade das entidades fechadas a se inserirem no contexto da transformação digital. “Não tem mais como fugir desse novo mundo”, disse Roberto.

Felipe Luciano disse que o processo de transformação digital é um grande desafio, não apenas na parte de tecnologia, mas no aspecto de cultura organizacional. Comentou que as mudanças digitais não se tratam de uma simples moda passageira, e que todos devem sair da zona de conforto para enfrentar as transformações. “Todo problema deve ser visto como uma oportunidade”, recomendou.

Ele comparou aspectos da velha com a nova sociedade da era digital, cujas informações devem ser armazenadas na nuvem, e que o trabalho pressupõe a multidisciplinaridade. É preciso contar com o trabalho em equipe de todo o conjunto de colaboradores, que precisam ter uma noção das novas tecnologias. Comentou que antes o foco estava no cliente e agora, em toda a jornada do cliente. Antes o foco era a propaganda, agora é a presença digital.

O momento atual traz um mar de incertezas e para quem pretende buscar estabilidade, será necessário aprender a lidar com a instabilidade. O Gerente da Ceres recomendou a busca de adaptabilidade não só para as empresas, mas principalmente para as pessoas com o objetivo de compreender a nova realidade com uma nova mentalidade.

Felipe Luciano apresentou as linhas gerais do “Guia de transformação digital nas EFPC”, que foi um trabalho realizado por uma equipe de membros da CT de Inovação e Tecnologia da Abrapp. O trabalho foi acompanhado pelo Diretor da Abrapp, José Roberto Rodrigues Peres e pela Secretária Executiva Elayne Cachen. A equipe executora teve caráter multidisciplinar e foi formada, além do próprio Felipe, por Glauco Milhomem (Quanta), Tatiane Rodrigues Baia (Libertas), Marcelo Côrtes da Cruz (Atlântico), Juleika Ferreira de Carvalho (Aceprev) e Luiza Miyoko Noda (Copel).

Ele explicou que o material está dividido nos seguintes capítulos: risco, valor, pessoas, clientes e tecnologia. Na parte de pessoas, por exemplo, Felipe apontou que é necessário quebrar o paradigma da hierarquia. “Não é deixar de seguir o gerente ou diretor, mas sim trabalhar de forma horizontal com processos integrados e times multidisciplinares”, recomendou. Ele disse que todos os colaboradores devem ter conhecimento básico das ferramentas tecnológicas independente das respectivas áreas.

Em relação aos clientes, Felipe disse que o Guia explica que o modelo de vendas tradicionais deve dar lugar para uma atitude de ajudar a comprar. “É preciso analisar o que a entidade está oferecendo ao participante, como está utilizando o meio digital e entender a jornada do cliente como um todo”, comentou.

O Guia visou também a praticidade na orientação das mudanças. Para isso, considerou uma entidade modelo para dar exemplos práticos de como implantar e desenvolver um processo de transformação digital. O documento traz ainda uma proposta de metodologia para a transformação e aponta a tarefa de definir os 5 serviços mais demandados a partir de uma análise de dados – leia mais.

Metaverso – Mais cedo, o Talk 1 abordou as transformações exponenciais que devem ocorrer com o desenvolvimento do chamado metaverso – que é o novo mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais. Na abertura do Talk, Marisa Bravi expressou seus agradecimentos aos membros das Comissões Técnicas de Estratégia e Criação de Valor e de Tecnologia e Inovação, além da equipe da Abrapp pela realização do encontro. “É uma alegria participar deste evento que foi carinhosamente preparado para trazer para nosso público a necessidade de mudança de mindset e de ressignificação das atividades de comunicação e relacionamento”, disse.

Em sua palestra, Gil Giardelli, Professor e Especialista em Inovação e Economia Digital, apontou a necessidade de repensar a comunicação, de como inovamos e criamos valor nessa nova era. E que há  muitas inovações que não concordamos, mas que temos de nos adaptar. Indicou a necessidade de se combater o que chamou de ‘progressofobia’ e disse que a inovação nasce de ideias opostas, e que nenhuma delas deve ser jogada fora.

O especialista abordou o metaverso e a nova comunicação, com exemplos do que já está sendo utilizado nos mercados asiáticos. Falou que a China e a Coréia do Sul são países que estão se adiantando no uso da nova tecnologia. Em seguida deu diversos exemplos de como o metaverso e a nova economia deverão promover a disruptura dos padrões tradicionais de consumo e relações sociais. Ele deu alguns exemplos de empresas que já estão incursionando pelo metaverso.

O J.P. Morgan definiu um cargo de Vice Presidente no metaverso e já tem iniciativas de como utilizar os conhecimentos e experiência no setor bancário no novo universo. A Syngenta é outra empresa que criou uma réplica de sua área de sementes no metaverso. E já há casas vendidas nesse novo mundo e empresas que oferecem serviços de mobília e decoração.

Apesar de todos os avanços vertiginosos, Gil Giardelli lembrou que os componentes humanos não deixam de ter importância para acompanhar as mudanças. E apontou que o futuro exigirá cada vez mais o que ele denominou de três ‘S’, que indicam as palavras em inglês Ciência, Sociedade e Espiritualidade. Em seus comentários finais, Marisa Bravi disse que a valorização destas três áreas da atividade humana trazia mais tranquilidade para enfrentar os desafios de acompanhar as mudanças tecnológicas.

O 2° Encontro de Inovação & Criação de Valor continua nos dias 29 e 30 de junho. É uma realização da Abrapp, com o apoio institucional de UniAbrapp, Sindapp, ICSS e Conecta. O evento conta com o patrocínio ouro da Infobase e da NTConsult; patrocínio prata da uFund; patrocínio bronze por Darede; e apoio da Way Educação.

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