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Retrospectiva 41º CBPP: Superando desafios para atrair a maior participação de todos os tempos

Retrospectiva 41º CBPP: Superando desafios para atrair a maior participação de todos os tempos

Se antes de 2020 as mudanças tecnológicas e em todos os campos da sociedade já eram desafiadoras, com a chegada da pandemia, tudo se acelerou. E mais uma vez, o maior evento mundial de Previdência não poderia deixar de acompanhar as transformações. Desta vez, o maior aprendizado foi realizar uma edição 100% em plataforma online para o maior público de todos os tempos. Confira abaixo a lista de matérias publicadas durante os 4 dias do encontro, que foi realizado de 16 a 19 de novembro. 

“Neste 41º Congresso totalmente online, enfrentamos o grande desafio de uso intensivo de tecnologia. No entanto oferecemos muito conteúdo e apresentações de elevado nível”, disse Luís Ricardo Martins Diretor Presidente da Abrapp, no encerramento do evento na última quinta-feira, 19 de novembro. Ele considerou a recente edição com um verdadeiro MBA de previdência privada.

Com o tema central “Oportunidades para Avançar #vamosagir”, o objetivo do 41º CBPP foi mobilizar o setor na reinvenção do seu modelo de negócio e expansão através das inúmeras oportunidades, disse Luís Ricardo, destacando os 5 mil participantes e quase 100% das EFPC presentes durante os 4 dias de evento, que contou com aproximadamente 100 apresentações de conteúdos relevantes e atuais. “A audiência média nessas apresentações foi de 3 mil participantes na programação oficial. No encerramento, mais de 4 mil pessoas presentes”, disse. 

Ele citou ainda a presença de grandes especialistas nacionais e internacionais, estudiosos, além de ações como “Previdência É Coisa de Jovem”, uma parceria da UniAbrapp com o CIEE que viabilizou uma live com a presença de mais 2,5 mil jovens e mais de 7,5 mil visualizações. “Através da Conecta, estamos com 17 startups que participam o 1º hub de inovação da previdência privada, o Hupp, e lançamos uma Central de Serviços exclusiva para o setor, reunindo tecnologia e marketing digital”, disse.

“Nesse processo de reinvenção, passamos uma visão do presente e do cumprimento irrestrito da nossa missão de dar proteção social, pagando R$ 70 bilhões por ano a quase 900 mil pessoas”, enfatizou o Diretor Presidente da Abrapp, ressaltando a visão de futuro e de fomento com os Planos Família, PrevSonho e a previdência dos entes federativos.

Citando a cultura previdenciária como tão necessária, Luís Ricardo lembrou que nesta próxima semana começou a Semana ENEF – Semana Nacional de Educação Financeira, ressaltando que a previdência deve ser empregada nos bancos escolares, no ensino fundamental. 

“Em sintonia com esse novo mundo, a Abrapp aceitou os desafios colocados para levar aos senhores muito conteúdo e debate e as inúmeras janelas de oportunidades. Realizamos o maior Congresso de Previdência Privada do mundo, agora digital. Agimos e realizamos esse Congresso com um conteúdo que nunca antes se viu”, disse, parabenizando a equipe da Abrapp pela entrega. “Que venha 2021 e nosso 42º Congresso”.

Além das plenárias e palestras técnicas, a Área de Exposições e o Espaço Institucional tiveram apresentações exclusivas durante os dias do evento. A organização do Congresso agradece a participação de cerca de 40 patrocinadores (confira aqui a lista). 

Para coroar o evento, o Ministro da Economia Paulo Guedes realizou uma importante apresentação no último dia do Congresso. “A Previdência Complementar está na agenda prioritária do Estado e é parceira do governo”, disse Luís Ricardo, em referência à participação do Ministro. Confira abaixo as matérias publicadas durante o evento: 

Abertura, Palestra Magna e Encerramento:

Toffoli e Luís Ricardo abrem o 41º Congresso mostrando a força do sistema

Assista ao vídeo da abertura do 41º CBPP com pronunciamento de Diretor Presidente da Abrapp

Líderes devem manter “modo aprendizado” e “modo crise” ligados, afirma Bernardinho do Vôlei

Presença de Paulo Guedes no encerramento do 41º CBPP destaca Previdência Complementar na prioridade da agenda do governo

Palestra Especial: Mudanças exponenciais serão necessárias para quem quiser manter seu negócio vivo

 

Plenárias e Insight Sessions

Ricardo Amorim ressalta desafios da baixa taxa de juros e importância da educação financeira

Plenária 1: Formar poupança é imprescindível

Recuperação do sistema e agenda de fomento são destaques de Plenária 2 com representantes do governo

Plenária 3: A hora da poupança previdenciária é agora

Desenvolvimento sustentável e geo economia definirão mercados financeiros no mundo, afirma Diretor do WPC

Aumento da longevidade abre oportunidades para a indústria financeira

Glória Maria inspira público durante 41º CBPP com palavras de incentivo diante de desafios e mudanças: “a gente não pode parar”

Plenária 4: Se for mais rápido, “David pode ganhar de Golias” e outras lições da pandemia

Plenária 5: Entidades dizem o que fazem para ficar mais competitivas

Insight session: Marca deve transmitir inspiração para se tornar objeto de desejo

 

Palestras técnicas:

Diversificação no exterior e gestão sistemática são destaques nas palestras técnicas 

Oportunidades na renda fixa e as mudanças com o PIX

Fundo utiliza critérios ESG e reverte taxa para projeto social na Amazônia

De olho em ativos no Exterior e investimentos em infraestrutura no Brasil

Diversificação: Previc dialoga com Ministério da Economia sobre aumento de limite para EFPC investir no exterior

Oportunidades no mercado de ações brasileiro foram exploradas em Palestra

Palestras destacam ESG como gerador de alfa e abordagem com foco em diversidade de gênero

Safra de IPOs, investimento em techs e novas soluções da B3 são destaques em palestras técnicas

Tendências para investimentos em 2021 foram destacadas no 41º CBPP

 

Conecta, Sindapp, ICSS e UniAbrapp

Conecta lança Central de Serviços durante 41º Congresso

Sindapp lançará e-book Ética no Século 21 – Reflexões, hoje a partir das 16h45 no estande

Live da UniAbrapp promove participação de mais de 2500 jovens de todo Brasil no 41º CBPP

Últimos dias da Certificação por Experiência: ICSS responde dúvidas no estande

Área de Exposições e Espaço Institucional tiveram apresentações exclusivas

Tendências para investimentos em 2021 foram destacadas no 41º CBPP

As palestras técnicas do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Complementar deixaram claro que, em cenário de juros baixos no Brasil e ativos conservadores apresentado menores retornos, as EFPC se veem diante da tarefa de aumentar a exposição ao risco para bater suas metas atuariais.

A busca por diversificação com maior alocação em investimentos no exterior e em renda variável e investimentos sustentáveis mostraram-se grandes tendências apontadas para os próximos anos.

Estratégias de investimentos – A pesquisa “Tendências de Investimentos em 2021”, apresentada na palestra técnica da Mercer, trouxe diagnóstico sobre a disposição das EFPC para a diversificação de investimentos no exterior. Cerca de 64% das entidades pesquisadas informaram que já possuem aplicações fora do País. Dentre essas, os ativos no exterior representam 4% do montante total.

Com relação às estratégias utilizadas ou que as EFPC têm a intenção de utilizar para fazer sua alocação internacional, em primeiro lugar está a renda variável (ações), correspondendo a 43% das respostas. Em segundo lugar, a renda fixa (32%), seguida por hedge funds (multimercados) (20%), e em menor parcela, private equity (4%) e imóveis (1%).

Alocação para 2021 e desafios – A pesquisa também revelou que as EFPC esperam um incremento de 73% de suas alocações internacionais para 2021. “É crescimento significativo, ainda que sobre uma base baixa, mas que mostra aumento relevante para o ano que vem e que leva a crer que deverá continuar nos próximos anos”, destacou João Morais, Líder de Wealth Brasil da Mercer.

Os grandes desafios identificados pelas entidades para fazer alocação internacional variam de acordo com o porte da entidade. No grupo de EFPC com mais de R$ 2 bilhões sob gestão, a resposta mais frequente foi a complexidade para bem implementar e executar a estratégia internacional, diante da enorme quantidade de possibilidades de ativos, subclasses de ativos e instrumentos, estratégias e gestores disponíveis.

Com relação às entidades de porte abaixo de R$ 2 bilhões, o maior desafio identificado para aumentar essa alocação foi o risco. “Mas aqui podemos considerar como um bom risco; o risco advindo da diversificação. Esse é um dos elementos importantes da alocação no exterior: ela traz risco sim, mas é risco diversificado, de baixa correlação entre ativos domésticos e ativos internacionais. Então, o desafio apontado é como bem entender esse risco, capturar e fazê-lo trabalhar a favor do portfólio das nossas fundações”, ressaltou Morais.

Impulsionadores para a alocação internacional – A pesquisa também identificou os principais fatores que levariam as EFPC pesquisadas a incrementar o montante investido no exterior – tanto as que possuíam alocação como as que ainda não tinham. Em primeiro lugar, com 74% das respostas, está a expectativa de menores retornos e maiores riscos no mercado doméstico. Em segundo, a permanência da Selic em patamares baixos (62%). O terceiro elemento apontado, com maior distância dos dois primeiros, é a oferta de melhores produtos e fundos de investimentos globais disponíveis.

Também foram destacados em percentuais menores das respostas: mudanças e melhorias na legislação atual, maior conhecimento das equipes acerca do tema de diversificação internacional, menores custos de administração, redução da volatilidade no mercado global e maior conhecimento dos consultores que assessoram as fundações.

Verdades inescapáveis no cenário mundial

A palestra técnica da Schroders trouxe a perspectiva do panorama global com “verdades inescapáveis” que impactam o cenário de investimentos em médio prazo, a partir dos resultados de pesquisa conduzida pela gestora britânica.

Juros baixos vieram para ficar – Uma das principais conclusões do estudo é a expectativa de crescimento econômico mais baixo em todo o mundo daqui para a frente. Há redução na produtividade e a consequência disso é um ambiente de baixos juros nas grandes economias fora do Brasil, ressaltou Charles Prideaux, Global Head of Investment da Schroders.

“Acreditamos que as taxas de juros vão permanecer baixas, ou seja, as taxas de retornos livres de riscos permanecerão baixas”, observou Prideaux, ressaltando a crescente importância da diversificação internacional para buscar novas fontes de retorno onde elas estiverem.

Pressão inflacionária – Outro fato apontado é que as finanças dos governos permanecerão sob pressão. E a pandemia de COVID-19 só veio a exacerbar isso, notou o executivo, o que já foi observado em vários planos de estímulo fiscal. Ele citou o exemplo do Reino Unido, onde o governo pagou os salários de milhões de trabalhadores para mantê-los no emprego, à medida que aumentou a repercussão econômica do surto do coronavírus.

As opções que os governos terão, quando sairmos desta crise, serão limitadas: cortar gastos, o que não é muito palatável para muitos; e aumentar impostos, o que acontecerá inevitavelmente. O executivo lembrou também que a história mostra que períodos de pós-guerra, quando os governos estão endividados, tendem ao aumento inflacionário.

“Os historiadores podem descrever 2020 como o ‘grande problema econômico’. O problema foi ter que ficar em casa, isso comprometeu o crescimento econômico. E o impacto de curto prazo é uma deflação. Mas, em médio prazo, veremos aumento na demanda quando os mercados reabrirem e as pressões inflacionárias podem ressurgir”, destacou Prideaux.

Outras forças subjacentes, como o aumento dos gastos com saúde e o envelhecimento populacional, contribuirão para aumentar ainda mais a pressão sobre os gastos dos governos e, por consequência, a demanda por financiamento junto a investidores, impactando o mercado de dívida. Há possibilidade de mudança de paradigma no mercado de renda fixa.

“Os governos terão como prioridade garantir que as economias domésticas sejam restauradas a uma saúde plena, e isso pode levá-los a terem instintos mais protecionistas”, acrescentou.

Aumento do populismo – Há ainda outras forças disruptivas e persistentes que precisam estar no radar dos investidores para o médio prazo. Uma delas é o aumento do populismo, em linha com o crescimento da desigualdade. Dois grandes exemplos desse movimento, em 2016, foram o slogan da campanha de Donald Trump para a presidência dos EUA, “Make America Great Again”, e a campanha do Brexit “Take back Control”.

A mudança de comando na Casa Branca, a partir de 2020, não deve frear esse movimento global. “Joe Biden foi eleito e talvez a América volte mais para o palco internacional. Só que Biden terá que reconhecer que 70 milhões de pessoas votaram no Trump, em 2016, e continuam presentes. São pessoas que sentem que a sua riqueza foi corroída por forças fora do seu controle, como a globalização. Isso continuará moldando a política, vai influenciar as políticas tributárias e pode, inclusive, ter papel nos atritos comerciais”, observou Prideaux.

Uso persistente da Tecnologia – O líder global de investimentos da Schroders acrescentou que a pandemia de COVID-19 foi uma força disruptiva, mas que não mudou rumos, apenas acelerou algumas das verdades inescapáveis discutidas nos últimos anos.

Uma delas é a Quarta Revolução Industrial, a economia digital. “É necessária uma crise para impulsionar a inovação. E para abrir os nossos olhos sobre novas maneiras de se trabalhar. Portanto, o trabalho flexível foi redesenhado por causa da maneira como tivemos a experiência das coisas até agora”, observou Prideaux. “Nós vemos ganhos de produtividade e a aceleração tecnológica por causa da pandemia, com todas as eficiências que isso está possibilitando”, ressaltou o executivo.

Crescimento de ESG – As discussões sobre investimentos sustentáveis sob critérios ESG – acrônimo em inglês para Ambiental, Social e Governança – serão predominantes, trazendo riscos e oportunidades. “Todos os drivers estão em andamento: quer sejam expectativas da sociedade, aumento nas preocupações ambientais, a pressão sobre os políticos, que precisam responder. No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou a intenção de patrocinar uma revolução industrial “verde”, visando a redução das emissões de CO2. O Presidente dos EUA eleito, Joe Biden, deve adotar a mesma postura”, disse Prideaux.

Do ponto de vista de qualidade no investimento, isso significa que haverá custo regulatório. “Se você não adaptar o seu modelo de negócios, provavelmente será penalizado, o que é um risco. Portanto, vemos a evolução do comportamento corporativo, sobretudo das políticas implementadas”.

Algumas pessoas acreditam que os investimentos ASG estão separados da entrega do desempenho, mas as duas coisas caminham de mãos dadas, ressaltou Prideaux. “Porque ESG é um risco adicional que nós, como investidores, temos que computar na maneira como alocamos nosso capital. Portanto, temos que entender esses riscos, prestando atenção nas mudanças na preferência do consumidor, olhando as agendas políticas e os custos regulatórios”, completou o executivo.

Renda variável é primeira alternativa, mas proteções exigem atenção

Em um cenário de “evaporação do juro real”, a alocação dos investimentos das EFPC em Bolsa cresceu em 2020 e a expectativa é que seja ainda maior para o próximo ano, destacou Marcelo Rabbat, Sócio responsável pela área de Distribuição Institucional da Vinci Partners.

A plataforma de investimentos alternativos explicou em palestra técnica a estratégia para renda variável via fundo de fundos (FoF) – FIA – Fundo de Investimento em Ações, que permite ao gestor comprar proteções para reduzir a volatilidade da carteira em períodos de estresse.

Renda variável será comum para planos BD e CD – Rabbat elencou diversos motivos por que a renda variável é o primeiro passo para a diversificação das EFPC em classes de mais risco: maior conhecimento do participante, liquidez e possibilidade de proteção. Isso será comum para planos de Contribuição Definida e planos de Benefício Definido, observou o Sócio da Vinci Partners.

No caso dos planos BD, ele citou dois fatores importantes para esse movimento: os ALMs rodados para os planos BD tinham hipóteses de investimento que atualmente não se verificam mais, em cenário de juro real próximo de 0% e nominal perto de 2%. Outra questão importante é que os planos BD estão ficando cada vez mais curtos, com menos opções de instrumentos de investimento para as EFPC.

Com relação aos planos CD, além da busca por maior rentabilidade – e consequentemente mais risco – existe ainda questão delicada referente aos perfis de investimento, a chamada “migração espúria”. “Por exemplo, um investidor que começou 2020 como moderado, pegou um revés de Bolsa pelo ano, virou no final do ano e migrou para o perfil conservador. O participante que fizer isso vai decretar a perda permanente de reserva”.

Maior exposição requer proteções – O aumento da exposição ao risco em renda variável requer que a EFPC também busque proteções, ou seja, instrumentos de mercado para proteger suas posições em Bolsa. Rabbat observou que pelo atual nível de exigência e de governança da alta gestão das fundações e do próprio regulador, uma fundação carregar proteção em carteira é algo muito complicado. Seja pela falta de agilidade para entrar e sair da proteção, em função dos trâmites de governança interna, seja pelo risco de sofrer questionamentos do órgão de fiscalização sobre opções encerradas anos antes.

Com relações às alternativas disponíveis no mercado, o executivo da Vinci Partners destacou os benefícios de se ter como veículo consolidador de Bolsa um FoF de FIA carregando outros FIAs, em vez de FIC carregando FIAs. A atribuição de performance nesse tipo de veículo vem da possibilidade de fazer até 33% de caixa – proteção trivial e mais barata; possibilidade de comprar e carregar a proteção, com a precificação feita por um gestor e um administrador (dupla ou tripla checagem do preço e do spread do derivativo); e a seleção de bons gestores.

Rabbat também destacou três fatores aos quais as EFPC devem estar atentas ao comprar uma boa proteção: 1 – A efetividade do instrumento em proteger; 2 – Não consumir capital da estratégia e de preferência dar lucro, o que é potencializado com a gestão ativa; e 3- Ser barata para desmontar – feita com instrumentos líquidos.

Palestra Especial: Mudanças exponenciais serão necessárias para quem quiser manter seu negócio vivo

Palestra Especial: Mudanças exponenciais serão necessárias para quem quiser manter seu negócio vivo

A agilidade com que as mudanças do mundo ocorrem exige das pessoas um novo formato de pensar, não mais linear, mas sim de maneira exponencial. Esse foi o tom da Palestra Especial “Admirável Mundo Novo”, do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada (41º CBPP), com Peter Diamandis, Cofundador e Presidente Executivo da Singularity University. O encerramento do evento na última quinta-feira, 19 de novembro, contou com cerca de 5 mil participantes online.

Diamandis destacou a agilidade com que o mundo está mudando, ressaltando seu amor e respeito com o Brasil, onde a sua empresa atua com diversas iniciativas. A Singularity University é uma empresa americana que oferece programas educacionais executivos, atuando também como incubadora de empresas e prestando serviço de consultoria em inovação.

Segundo Diamandis, é difícil para os seres humanos pensarem no tempo e no mundo de maneira que não seja linear. “Uma coisa que afeta o outro lado do mundo nos afeta, as coisas não mudam de uma década para outra, e sim de um mês para outro, e isso está sendo liderado por tecnologias exponenciais como sensores, redes, inteligência artificial, robótica, etc.”. Diamandis afirmou que a combinação de três ou quatro dessas tecnologias vai reinventar os modelos de negócios, reinventando nossas vidas. “As tecnologias exponenciais estão mudando o mundo, com impacto enorme”.

Adaptação – “As empresas que forem lentas para se adaptar a esses novos cenário serão extintas”, alertou Diamandis, reforçando que as tecnologias exponenciais têm o mesmo impacto de asteroides no sentido de mudarem o mundo em uma rapidez tamanha. Ele citou ainda a pandemia de COVID-19, que já está mudando o mundo no varejo, saúde, educação, e em tantas outras indústrias. “Isso está mais uma vez exigindo uma mudança muito rápida de empresas e indústrias, e se elas não conseguirem se adaptar, vão sofrer, e as que forem ágeis, vão prosperar”, disse.

Segundo Diamandis, a pandemia está ensinando sobre o poder do pensamento exponencial. “Todos nós pensamos de maneira linear. Nosso cérebro foi projetado, conectado, para ver de maneira linear, mas o mundo está mudando exponencialmente”. Ele deu alguns exemplos de empresas que persistiram em negócios lineares versus as que tiveram crescimentos exponenciais, demonstrando que empresas que não se adaptaram foram à falência, enquanto outras que surgiram com inovação tiveram sucesso e aumentaram seu valor em escalas milionárias.

Ele citou ainda que em conversas com grupos de investimento e conselheiros de grandes empresas, ele destaca sempre que toda empresa deve digitalizar produtos e serviços até criar uma disrupção. Além disso, as empresas devem desmaterializar, desmonetizar e democratizar.

Segundo Diamandis, a desmaterialização consiste em digitalizar para dematerializar, fazendo as coisas passarem de átomos para bits, e o custo de transmitir e replicar é zero, conseguido desmonetizar. “O valor, em última análise, vai ser a democratização. O seu marketplace já não é mais São Paulo, Brasil ou América Latina, o seu mercado vai ser o mundo, e sua capacidade será de oferecer produtos e serviços para o mundo inteiro”.

Ele deu ainda outros exemplos do impacto da tecnologia no mundo e afirmou mais uma vez: “a menos que todas as empresas embarquem nessas tecnologias, não vão sobreviver às próximas décadas”.

Escassez x abundância – A tecnologia também converte escassez em abundância, segundo Peter Diamandis, que destacou que se um modelo de negócios é baseado em uma mentalidade de escassez, com recursos limitados, investindo um por vez, essa empresa não vai sobreviver. Ele citou recursos como energia, água, entre outros, podem ser cada vez mais abundantes devido à tecnologia.

Diamandis falou ainda sobre a tendência de conexão com pessoas no planeta por meio do 5G, e que o mundo está sendo cada vez mais conectado. “Além de conectar pessoas, também estamos prestes a conectar tudo. Teremos 77 bilhões de dispositivos conectados até 2022”, disse. 

Ele citou outras megatendências no setor de saúde, impulsionadas pelo sequenciamento de genoma; o aumento de longevidade; e a inteligência artificial. “Haverá dois tipos de empresa futuramente. Uma empresa que está usando totalmente inteligência artificial, e uma empresa que está prestes a fechar as portas”, afirmou.

Automatização e fator humano – “A nossa missão é automatizar rotinas e humanizar a exceção. O que é rotineiro e repetitivo, tem que ser feito pela tecnologia, pela inteligência artificial. Nosso trabalho, como ser humano, é tornar a experiência do nosso cliente e funcionário, tornar aquilo humanizado, excepcional”, disse Diamandis.

Segundo ele, isso ocorre a partir de ideias inovadoras. “Onde na empresa em que você investe e trabalha há pessoas tentando ideias loucas? Se você não está tentando ideias loucas, ainda está incrementando melhorias lineares”, disse. Ao final, Peter Diamandis afirmou: “nós estamos passando pelo momento mais extraordinário da vida humana”.

Presença de Paulo Guedes no encerramento do 41º CBPP destaca Previdência Complementar na prioridade da agenda do governo

Presença de Paulo Guedes no encerramento do 41º CBPP destaca Previdência Complementar na prioridade da agenda do governo

“A Previdência Complementar está na agenda prioritária do Estado e é parceira do governo”, disse o Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, no final da tarde desta quinta-feira, 19 de novembro, ao receber o Ministro da Economia Paulo Guedes para a Palestra de Encerramento do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Complementar (CBPP). 

Luís Ricardo destacou a honra de receber a maior autoridade da economia do país no maior Congresso de Previdência Privada do mundo, destacando ainda a presença de demais representantes do governo durante o evento, que enfatizaram, durante quatro dias de conteúdo, o processo de recuperação da economia. 

O Ministro Paulo Guedes ressaltou que o governo brasileiro trabalhou em altíssima velocidade em relação à crise, lembrando que o senso de compromisso com as reformas continua. “Há muita reforma pela frente. Vamos transformar essa recuperação cíclica numa retomada de crescimento sustentável”. 

O Ministro falou com otimismo sobre a potência do mercado brasilero, de capitais e financeiro, como a grande alavanca para a recuperação do país. “Estamos indo em direção à uma economia de mercado. São milhões de brasileiros espalhados pelo Brasil investindo”, disse, citando o público de Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC). “São investidores de longo prazo, vão comprar esses investimentos e fazer o choque da infraestrutura brasileira”. 

Para exemplificar as medidas do governo diante da crise e o que ainda está por vir, Paulo Guedes traçou uma linha do tempo abordando, inicialmente, a reflexão do diagnóstico que o governo atual fez no início do mandato, de que o Brasil está em uma transição incompleta, “O país fez sua Glasnost, seu processo de abertura política, saindo de um sistema fechado para uma democracia resiliente”, disse. “Mas o Brasil é uma grande sociedade aberta em construção, está aperfeiçoando seu sistema democrático, e se avançou politicamente em um ritmo mais rápido. Eu diria que a transição do ponto de vista econômica, a nossa Perestroika, andou muito devagar. É uma transição incompleta”, continuou, ressaltando, entre outros pontos, a dificuldade de privatizações que ocorre no país.

Guedes ressaltou que há hoje uma aliança de conservadores nos costumes e de liberais na economia. Em sua visão, o movimento atual da democracia é normal e o “som” que vinha de fora de que a democracia brasileira estava ameaçada e entraria em um risco, que os investimentos iam parar de vir ao Brasil, não se concretizou. “Não foi isso que aconteceu”, disse o Ministro.

Em sua fala, a China foi destacada como uma economia que está penetrando globalmente, aderindo ao mercado capitalista, e assim “tiraram seu povo da miséria”, destacou. “O novo eixo de crescimento está do outro lado do mundo”, disse Guedes, ressaltando que do lado de cá há crises. “Reafirmo minha convicção de que o Brasil é uma grande sociedade aberta, em construção, com economia de mercado”.

Dívida pública – Entre os primeiros grande problemas detectados pelo atual governo, que buscou endereçá-los, Guedes apontou o aumento dos gastos públicos, que ocorrem desde o governo militar, saindo de 18% do PIB, chegando a 45% no auge do governo passado. “Esse descontrole e expansão ininterrupta dos gastos públicos ao longo de 40 anos foi responsável pelas disfunções da economia brasileira”, disse Guedes.

O Ministro destacou ainda o constante aumento da dívida pública e aumento de impostos, mas em paralelo, houve tentativas de se fazer aperfeiçoamentos institucionais, como a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal, ressaltando que é preciso ainda manter a cultura desta Lei, pois estados e municípios “estão todos apertados”. 

Guedes pontuou também a necessidade de se desvincular os fundos e saber onde haverá corte de gastos. “A discussão do orçamento é a essência da atividade política. No Brasil, 96% do orçamento está carimbado, e há uma briga pelos outros 4%”. Segundo o Ministro, o diagnóstico de altos gastos levou o governo atual a atacar as trajetórias futuras, criticando mais uma vez o endividamento e ressaltando a necessidade de se reduzir a relação dívida-PIB.

Reforma da Previdência – A Reforma da Previdência, aprovada no ano passado, foi apontada por Paulo Guedes em seu discurso como a primeira grande quebra dos gastos. Ele destacou que não foi possível aprovar o modelo de uma previdência baseada em regime de capitalização. “Com o regime capitalizado, a previdência fechada teria um papel decisivo na alocação de capital, maior do que nesse sistema que temos hoje, de repartição. Não conseguimos fazer, mas pelo menos removemos os privilégios, e podemos mais pra frente buscar um regime mais eficiente, mas não é mais prioridade desse governo”, disse.

Outra despesa apontada por Guedes é o juros da dívida, que foi trocado pelo controle de gastos do governo, travando despesas e desalavancado os bancos públicos. A terceira grande fonte de despesa pública, segundo Guedes, também endereçada pelo governo, mesmo em meio a pandemia, foram os gastos com funcionalismo público, em cima dos quais foi adotado o congelamento do salário dos servidores.

Pandemia – O Ministro citou ainda programas emergenciais implantados pelo governo em meio à crise decorrente da pandemia do novo coronavírus, o que ajudou a segurar o desemprego em patamares menores do que os observados nos Estados Unidos, por exemplo, ou no Brasil em períodos de recessão anteriores. “Em ano de pandemia, perdemos 550 mil empregos”, disse. “O Brasil está reagindo de uma forma que eu considero bastante razoável, basta comparar com os demais países”, complementou. Ele citou ainda as projeções para o PIB, que no início da crise eram de queda de 10%, sendo revisadas para -4%. Para 2021, a projeção é de alta entre 3,5% e 4%.

Ele ressaltou ações do governo como mudança de preços-chave na economia e a combinação de juros bem mais baixos e câmbio mais alto, o que, segundo Guedes, ajuda no processo de estimular exportações e na proteção de mercados internos. “Essa mudança é importante. Ao mesmo tempo, nós desalavancamos os bancos públicos, expandimos o crédito privado, e o crédito público está sendo democratizado. Milhões de brasileiros estão tendo acesso ao crédito”.

O Ministro disse ainda que há uma dimensão tecnológica nesse crédito, com a agenda digital do Banco Central contemplando Pix, fintechs, open banking, e indo em direção à moeda digital. “Essa é a real competição”, disse. “Mais importante que a competição de milhares de empresas semelhantes é a competição entre alguns poucos que trazem a inovação”, complementou.

41 edições de uma grande história – Luís Ricardo Martins destacou que o 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada (CBPP) chega ao final ressaltando 41 anos de muita história. “Este 41º totalmente online, enfrentamos o grande desafio de uso intensivo de tecnologia. No entanto oferecemos muito conteúdo e apresentações de elevado nível”, disse, colocando o evento com um verdadeiro MBA de previdência privada.

Com o tema central “Oportunidades para Avançar #vamosagir”, o objetivo do 41º CBPP foi mobilizar o setor na reinvenção do seu modelo de negócio e expansão através das inúmeras oportunidades, disse Luís Ricardo, destacando os 5 mil participantes e quase 100% das EFPC presentes durante os 4 dias de evento, que contou com aproximadamente 100 apresentações de conteúdos relevantes e atuais. “A audiência média nessas apresentações foi de 3 mil participantes na programação oficial. No encerramento, mais de 4 mil pessoas presentes”, disse. 

Ele citou ainda a presença de grandes especialistas nacionais e internacionais, estudiosos, além de ações como Previdência É Coisa de Jovem, em parceria UniAbrapp e CIEE que realizou uma live com a presença de mais 2,5 mil jovens e mais de 7,5 mil visualizações. “Através da Conecta, estamos com 17 startups que participam o 1º hub de inovação da previdência privada, o Hupp, e lançamos uma Central de Serviços exclusiva para o setor, reunindo tecnologia e marketing digital”, disse.

“Nesse processo de reinvenção, passamos uma visão do presente e do cumprimento irrestrito da nossa missão de dar proteção social, pagando R$ 70 bilhões por ano a quase 900 mil pessoas”, enfatizou o Diretor Presidente da Abrapp, ressaltando a visão de futuro e de fomento com os Planos Família, PrevSonho e a previdência dos entes federativos.

Citando a cultura previdenciária como tão necessária, Luís Ricardo lembrou que na próxima semana ocorrerá a Semana ENEF – Semana Nacional de Educação Financeira, ressaltando que a previdência deve ser empregada nos bancos escolares, no ensino fundamental. “Em sintonia com esse novo mundo, a Abrapp aceitou os desafios colocados para levar aos senhores muito conteúdo e debate e as inúmeras janelas de oportunidades. Realizamos o maior Congresso de Previdência Privada do mundo, agora digital. Agimos e realizamos esse Congresso com um conteúdo que nunca antes se viu”, disse, parabenizando a equipe da Abrapp pela entrega. “Que venha 2021 e nosso 42º Congresso”.

Insight session: Marca deve transmitir inspiração para se tornar objeto de desejo

Insight session: Marca deve transmitir inspiração para se tornar objeto de desejo

“Tudo mudou e seu cliente também” foi o título da apresentação realizada por Pedro Superti, Referência em Marketing de Diferenciação e Criador do Fator X na Insight Session desta quinta-feira, 19 de novembro, no último dia do 41º Congresso Brasileiro da Previdência Privada. O especialista em marketing e perfil de consumidores abriu sua apresentação a partir da constatação que as pessoas preferem abrir mão do consumo tradicional em troca da praticidade. Ele analisou os casos práticos de empresas como Uber, Ifood e Tinder.

O especialista afirmou que as tendências de mudanças nas relações de consumo já eram bastante evidentes nos últimos anos, mas que o advento da pandemia acelerou as transformações. Pedro Superti defendeu o papel de líderes nas organizações que tenham coragem de capitanear as mudanças necessárias. “Precisamos de líderes que coloquem o pé em novas trilhas, para desbravar novos caminhos”, disse. E contou um pouca da história de Bruce Lee como um exemplo de liderança que levou uma arte marcial chinesa tradicional, o Kung Fu para os EUA e todo o mundo.

Em seguida, ele abordou o problema que hoje se vive uma crise de cópias nas empresas. “Quando não temos clareza da obra que estamos construindo, copiamos como os outros empilham tijolos”, apontou. Superti disse que quando uma fórmula dá certo em determinado segmento, outros tendem a copiar e isso acaba gerando um problema. A principal dificuldade é que ao copiar é necessário competir com preços mais baixos. “Se você copia, perde sua essência. E o genérico sempre tem de cobrar mais barato”, comentou.

Importância da marca – O especialista em marketing analisou a importância de se construir uma marca forte e desejada como diferencial das organizações. Uma boa marca deve ter três características básicas: fácil de escrever, fácil de lembrar e causa sentimento bom. Deu como exemplos o chocolate Ouro Branco e o absorvente Sempre Livre. Ele recomendou que se deve evitar nomes técnicos e estranhos.

Ele recomendou também que a comunicação da marca não pode ser apenas baseada na qualidade técnica. A qualidade é uma obrigação de qualquer empresa ou produto, mas isso não faz com que a marca se torne objeto de desejo. Disse também que as marcas não devem abarcar todos os públicos, ou seja, deve ser direcionada para determinados segmentos de clientes. E dependendo da imagem construída, acaba se atraindo um público específico.

Pedro Superti disse que há 3 níveis de marcas, a primeira que atrai pelo preço. Esse primeiro nível é composto por cerca de 70% das organizações. O segundo nível é o de performance. E o terceiro e mais alto nível, segundo ele, é aquela marca que provoca inspiração. “Mais que qualidade, é preciso transmitir valores”, comentou. Ele defendeu a construção de uma marca inspiradora. 

 

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