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Investimentos no exterior são destaque de rentabilidade na carteira da Vivest em 2020

Investimentos no exterior são destaque de rentabilidade na carteira da Vivest em 2020

Em um ano conturbado como o de 2020, em que as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) tiveram que ser cautelosas em relação às estratégias de investimentos, a Vivest alcançou bons resultados puxados pelos investimentos no exterior, que tiveram rentabilidade e de 32,3% no acumulado do ano. A entidade encerrou o período com rentabilidade nominal acumulada de 14,34%, resultado que supera a rentabilidade anual média de 5,51% atingida pelos fundos multimercados medidos pelo índice IHFA (índice de Hedge Funds da Anbima).

O resultado ocorreu, contudo, depois de vários períodos de incertezas decorrentes dos efeitos da pandemia de Covid-19 no mercado financeiro e no mundo todo. “O epicentro da crise foi no mês de março, quando todos ativos financeiros sofreram queda. No início daquele mês, vendemos R$ 1,2 bilhão em renda variável e resgatamos R$ 800 milhões aproximadamente de aplicações em fundos multimercados. Essa foi a movimentação mais significativa que fizemos”, diz o Diretor de Investimentos da Vivest, Jorge Simino, em entrevista ao Blog Abrapp em Foco.

Segundo Simino, esse foi um movimento de defesa feito pela equipe de investimentos da entidade no início da crise. “Ninguém sabia o que ia acontecer, as dúvidas eram gigantes do ponto de vista da pandemia e economia. No começo de abril, todos os governos fizeram movimentos de prover liquidez para o mercado como um todo, seja via política monetária ou fiscal”, lembra. “Com isso, retomamos o risco a partir da segunda quinzena de abril”.

Na primeira retomada de investimento em ativos de risco, a Vivest aplicou R$ 400 milhões em renda variável doméstica. “Esperamos mais um pouco para ter mais clareza, e entre junho e julho, investimos R$ 850 milhões em renda variável no exterior, quando tivemos uma convicção maior de um momento de recuperação em função da liquidez dada pelas políticas adotadas pelo governo”, explica Simino.

Investimento no exterior – A performance de abril para frente, segundo Simino, foi decorrente de uma recuperação do mercado, sendo que a entidade saiu de um resultado consolidado negativo de 4,7% no primeiro trimestre para uma rentabilidade de 20,6% no o plano BSPS; de 18,9% no BD, e de 16,45% no CV entre abril e dezembro. “Tivemos uma boa recuperação dado o tamanho do risco tomado”.

Já no início de 2021, Simino explica que as estratégias adotadas serão mantidas, sem nenhum movimento muito significativo. A expectativa, contudo, é que haja um incremento do limite para investimentos no exterior via regulamentação. A Resolução CMN nº 4.661/2018 estabelece um limite máximo de 10% de alocações do total de investimentos das EFPC em ativos no exterior. “Do ponto de vista de análise e fundamento, eu gostaria de ter mais dinheiro em renda variável no exterior. Hoje temos pouco menos de um R$ 1 bilhão e gostaria de ter até R$ 2,5 bilhões”, diz.

A fundação se aproxima do limite de 10% investidos no exterior em seus planos de Contribuição Variável. “Lembrando que as EFPC têm gestão profissional, seja uma parte terceirizada ou uma parte interna, e o pessoal está devidamente capacitado a fazer esse tipo de decisão”, reitera o Diretor de Investimentos da Vivest.

Meta atuarial – Apesar de ter alcançado o resultado de 14,34% em 2020, o desempenho ficou abaixo do necessário para atingir a meta atuarial do ano, que chegou ao patamar histórico de 30,81%. Isso ocorreu por conta da disparada do IGP-DI, indexador dos planos de benefício da Vivest, tornando a meta atuarial de 2020 um desafio sem precedentes, na visão de Simino. “É uma meta de impossível alcance”, destaca.

Simino ressalta que há uma discussão para troca do índice da meta atuarial na fundação há 12 anos. “Apresentamos, em 2009, para a governança da entidade essa necessidade. Na época, o Tesouro Nacional disse que não emitiria mais as notas série C, atreladas ao IGPM. Alertamos à governança que teríamos um problema de descasamento, pois não haveria mais ativos atrelados ao IGPM”, explica.

Após várias discussões, a Vivest retomou a conversa entre 2018 e 2019, apresentando novamente à governança da entidade o projeto de troca do indexador, e no começo de 2020 dois planos o aprovaram. “A governança individual dos planos aceitou a decisão, que foi ratificada pelo Conselho Deliberativo, enviando à Previc para aprovação”. Simino explica que a Vivest ainda está no aguardo da validação da proposta pela autarquia.

MyNews: Jorge Simino Jr. explica o papel do gestor de investimento no plano de previdência privada

MyNews: Jorge Simino Jr. explica o papel do gestor de investimento no plano de previdência privada

Referência em investimentos no mercado brasileiro, Jorge Simino Jr, Diretor de Investimentos e Patrimônio da Vivest, foi o entrevistado desta quarta-feira (28) no quadro “Previdência para Todos” no canal MyNews do Youtube.

O quadro é fruto da parceria entre a Abrapp e o canal de jornalismo. Ele integra o programa Almoço de Quarentena, comandado pelas jornalistas Mara Luquet e Myrian Clark. Clique neste link para assistir.

Simino Jr. explicou o papel do Diretor de Investimentos em um plano de previdência privada. Esse profissional é responsável pela gestão dos ativos relacionada a um passivo de longo prazo, como é o caso previdenciário.

“Ainda que você fique atento às variações de rentabilidade de curto prazo, você toma decisão pensando em horizontes mais longos”, destacou Simino Jr, ao apontar a diferença em relação a gestores comuns.

Trabalho em equipe – A gestão de investimentos é sempre resultado de trabalho em equipe, dado o enorme conjunto de informações que precisam ser compiladas e analisadas diariamente, acrescentou o Diretor de Investimentos da Vivest.

“Costumo dizer que qualquer gestor de investimentos – no Brasil ou exterior – é um biodigestor de informações. Todo dia você compila uma quantidade enorme de dados e tem que separar o que é relevante do que não é. E do que é relevante, aquilo que você pode considerar na tomada de decisão”, observou Simino Jr.

Assertividade e consistência – O Diretor chamou atenção para o fato de que é impossível para um gestor acertar 100% das decisões. É preciso considerar a sua consistência ao longo do tempo.

“Os gestores excelentes, que por definição são raros, acertam 80% de cada 100 decisões que tomam. Os muito bons acertam 75%, os bons acertam 70%. Abaixo de 70% o cara não sobrevive na profissão”, afirmou Simino Jr, observando que a diferença é apertada. “Acertar essas cinco decisões marginais para você deixar de ser muito bom e ser excelente é um esforço monumental”.

Cuidado com exageros – A jornalista Mara Luquet ressaltou que é comum ver movimentos da “moda” no mercado. Um gestor ou setor específico entra em ascensão com grande destaque midiático e, após algum tempo, há um choque de realidade e a derrocada, levando muitos investidores a perder dinheiro.

O Diretor da Vivest lembrou como exemplos a bolha da internet nos anos 2000 e a bolha especulativa japonesa em 1990. Ele destacou que em muitos desses casos a relação entre o preço da ação e o lucro das empresas estava acima de 100 vezes, muito superior a patamares ponderados.

“É preciso prestar atenção nos exageros. Tome muito cuidado com os exageros. E tome muito cuidado com o tipo de argumentação (para justificá-los). Quando a argumentação começa a ficar exótica, esotérica e excêntrica – um triplo E – fique esperto”, disse Simino Jr. com bom humor.

Rentabilidade no longo prazo – Durante o programa também foram apresentados gráficos comparativos da rentabilidade anual e acumulada ao longo dos últimos 20 anos entre os fundos de contribuição variável da Vivest, CDI, poupança no modelo antigo e PGBL 15.

Em todos os cenários, os ganhos do investimento nos planos da previdência complementar fechada ficaram consistentemente acima dos planos PGBL.

“A poupança previdenciária tem um atributo que é o fator tempo – o que ajuda tremendamente na acumulação”, observou Simino Jr.

O gestor recomendou que ao estudar um veículo de investimento, seja ele previdenciário ou outro, o poupador observe esse tipo de gráfico para ter uma opinião sobre a consistência dos resultados no longo prazo.

Ele destacou que as oscilações são normais ao longo do tempo e, em anos ruins, é preciso buscar entender o que aconteceu – se houve alguma decisão equivocada ou surpresa ruim decorrente do momento econômico.

Acertar 100% do tempo é impossível para um gestor de investimentos, reforçou Simino Jr.. Mas os erros também trazem reflexões valiosas, notou, citando uma frase do campeão mundial de xadrez, da década de 1930, José Raúl Capablanca. “Em uma derrota eu consigo aprender mais do que em 10 vitórias”.

Clique aqui para assistir ao quadro Previdência para Todos (a partir do minuto 31:41).

Investimento na previdência privada é tema do quadro “Previdência para Todos” do canal MyNews

Investimento na previdência privada é tema do quadro “Previdência para Todos” do canal MyNews

O Diretor de Investimentos e Patrimônio da Vivest, Jorge Simino Jr., será o entrevistado do quadro “Previdência para Todos” nesta quarta-feira (28), no programa Almoço de Quarentena, comandado pelas jornalistas Mara Luquet e Myrian Clark.

O programa será transmitido a partir do meio-dia, no canal MyNews do YouTube.

Simino falará sobre a aplicação dos recursos investidos na previdência privada e os resultados para os poupadores.

O quadro “Previdência para Todos” é fruto da parceria entre Abrapp e MyNews, com transmissão semanal, sempre às quartas-feiras, no Programa Almoço de Quarentena. A iniciativa tem por objetivo difundir o conhecimento sobre a previdência complementar fechada para o grande público.

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