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PGA é imprescindível para o fomento de novos planos de benefícios

PGA é imprescindível para o fomento de novos planos de benefícios

O Plano de Gestão Administrativa – PGA, responsável por registrar contabilmente as atividades referentes à gestão administrativa das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), pode se tornar um grande aliado das entidades para o fomento de novos planos de benefícios. Mas para isso, é preciso ter regras mais flexíveis no que diz respeito à administração de recursos, principalmente no lançamento de novos planos.

É essa flexibilização que as EFPC pleiteiam atualmente, em especial para impulsionar o crescimento de planos instituídos, setoriais e família. “A utilização de recursos do PGA é imprescindível para o fomento de novos planos de benefícios no segmento das EFPC. Para alavancar esses planos, são necessários investimentos consistentes em tecnologia e estratégias comerciais e de marketing”, diz a Diretora de Investimentos e Controles Atuariais da Mais Previdência, Letícia Ataíde (foto acima), em entrevista ao Blog Abrapp em Foco.

Em sua visão, a Resolução CNPC nº 29 restringe a utilização dos recursos em algumas rubricas, limitando estratégias que possibilitariam um avanço mais rápido no fomento aos novos planos. Além disso, o prazo de 60 meses para utilização dos recursos para fomento a um novo plano de benefícios não é suficiente, avalia Letícia. “A flexibilização do PGA facilitaria muito o fomento, trazendo um novo ‘gás’ aos planos instituídos que começaram, mas ainda não decolaram, e também incentivaria outras EFPC a constituírem novos planos”, destaca.

Para o Diretor Administrativo da Vivest, Washington Salles (foto ao lado), o PGA deve ser gerido como todos os demais planos de benefícios da entidade, visando garantir que receitas, despesas, resultados de investimentos e demais fontes e usos dos recursos administrativos estejam alinhados com a sustentabilidade da EFPC. “A regulamentação estabelece as regras gerais de gestão do PGA e do fundo administrativo, mas compete aos órgãos de governança das entidades, por meio do regulamento próprio do PGA, detalhar os principais aspectos relativos à forma de destinação ou utilização do fundo administrativo registrado no PGA”, diz.

“Isso inclui o detalhamento, dentre outros, das formas de utilização/destinação tanto para os projetos de melhoria nos processos de gestão, quanto para a cobertura de gastos com fomento, prospecção e demais ações para a implantação de novos planos de benefícios e para a preparação da infraestrutura da EFPC”, avalia Salles. “Com isso, torna-se fundamental que as EFPC passem a administrar o PGA utilizando os mesmos conceitos utilizados na administração dos planos de benefícios”, destaca o Diretor da Vivest.

Ele diz ainda que uma possível flexibilização do PGA poderia dar mais celeridade ao fomento do sistema por meio do detalhamento das formas de utilização no seu regulamento próprio, mas também através da transparência na gestão administrativa, da formalização de obrigações da administração da EFPC quanto ao alcance de metas relativas ao PGA, do acompanhamento dos indicadores e da conexão das metas do PGA com os limites de utilização no fomento de novos planos, que devem ser definidos pelos órgãos de governança das entidades.

Histórico da utilização do fundo administrativo – Até 2009, o fundo administrativo dos planos da EFPC era coletivo e consolidado, sem ter parcelas vinculadas a cada plano que a entidade administrativa. A partir de 2010, contudo, com a Resolução CGPC nº 28 e a Instrução SPC nº 34, passou-se a ter essa obrigatoriedade das entidades contabilizarem a participação do fundo administrativo dentro do plano previdencial e controlarem as despesas específicas de cada plano. Assim, as EFPC foram obrigadas a controlar os saldos dos fundos individualizados por planos, engessando a administração de recursos principalmente no lançamento de novos planos.

Geraldo de Assis Souza JrO Secretário Executivo da Comissão Técnica de Contabilidade da Abrapp, Geraldo de Assis Souza Jr. (foto ao lado), explica que o sistema se posiciona a respeito desse engessamento desde então, abrindo diálogo com a Previc para maior flexibilização das regras. “Em 2018, a autarquia deu uma pequena abertura para que entidades que tivessem com receitas maiores que as despesas e sobras administrativas as utilizassem para fins de fomento naquele exercício”, explica, dizendo que ainda assim, essa foi uma abertura tímida frente ao que se vê hoje como necessidade para alavancar o crescimento de novos planos dentro das EFPC.

Geraldo avalia que com o CNPJ por plano em vias de ser aprovado, há uma janela de oportunidade para se rediscutir a questão, principalmente sobre o reforço comercial que as entidades precisam. “O nosso segmento está crescendo a partir de planos de Contribuição Definida (CD) que não têm recurso para investimento no marketing de vendas. Esses planos constituídos agora vão gerar receita no futuro para suportar as despesas administrativas dos planos de Benefício Definido (BD) mais envelhecidos”, destaca.

Ele ressalta que a utilização desses recursos deve ser controlada pelos gestores a partir de definições de regras da própria Previc. “A CT de Contabilidade da Abrapp está trabalhando nesse tema internamente. Estamos em um momento em que planos BD têm patrimônio, mas estão sendo extintos, e o segmento vai crescer suportado pelos planos CD. Se não houver essa flexibilização, vamos inibir a criação de novos planos, e os planos BD sem fundo administrativo constituído em seu nome vão onerar o custeio dos participantes”, diz.

A expectativa é que o PGA passe a ter também um CNPJ, ficando claro que ele é o administrador dos recursos da entidade, dando maior abertura para fomento. “Enxergamos uma janela de oportunidade para que o fundo administrativo volte a ser coletivo, e não mais carimbado com a parcela de participação de cada plano de benefícios”, pontua Geraldo de Assis.

Revista: Planos família têm forte evolução baseada na relação construída entre EFPC e participantes

Revista: Planos família têm forte evolução baseada na relação construída entre EFPC e participantes

A matéria de capa da edição nº 433, de março/abril de 2021, da Revista da Previdência Complementar, produzida pela Abrapp, Sindapp, ICSS e UniAbrapp, aborda o crescimento dos planos família, mesmo diante da crise, devido à robusta relação construída entre as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) e seus participantes ao longo dos anos. 

Criados há pouco mais de dois anos para aumentar a atratividade do sistema, os planos família são hoje um dos principais pilares de fomento da previdência complementar. Segundo dados da Previc, há 30 planos família em funcionamento, além de seis autorizados aguardando o início da operação e cinco em processo de análise. Com 27 mil participantes e patrimônio na casa de R$ 206 milhões, a expectativa é que esses planos acumulem R$ 2 bilhões em recursos nos próximos dois anos.

Somente em 2020, foram 10 planos famílias aprovados, e até março de 2021, já foram mais dois. A Previc ressalta na reportagem que as entidades estão buscando ampliar seu nicho de atuação, e por isso a expansão dos planos família têm sido significativa. A expectativa é manter essa mesma média, com pelo menos um novo plano aprovado por mês.

A própria autarquia facilita o processo de aprovação desses planos por meio de um um modelo de regulamento em seu portal de Internet, que a entidade pode adotar e já ingressar com pedido de aprovação automática. “Em 2020, nós renovamos um normativo que já existia, mas não era muito utilizado, para modelos certificados. É um modelo genérico, com variáveis que podem ser preenchidas pela entidade e, ainda assim, entrarem no modelo pré-autorizado”, diz Ana Carolina Baasch, Diretora de Licenciamento da Previc, reiterando que a maioria das entidades opta pelo modelo pré-aprovado, tendo a Abrapp como instituidora. 

EFPC contam suas experiências – A reportagem traz ainda a experiências de entidades que criaram seus planos família, relatando o potencial de crescimento que esses planos ainda têm, além dos desafios de conseguir alcançar o público-alvo de maneira abrangente. A Valia, que há pouco mais de um ano lançou o Prevaler, já conta com 3,8 mil participantes e patrimônio superior a R$ 15 milhões. Deste total, 71% são filhos de participantes da entidade e 12% são cônjuges. “Se considerarmos que o plano permite ingresso até a quarta geração, temos um grupo enorme de novos participantes em potencial”, reforça Edecio Brasil, Diretor Superintendente da fundação, ele próprio com três filhos já incluídos no plano família.

A Viva Previdência também compartilhou sua experiência com o plano Viva Futuro, que conta hoje com 2 mil participantes e quase R$ 3 milhões de ativos. “Para quem tem essa possibilidade, é uma grande vantagem. Um produto melhor do que ele conseguiria no mercado. Nosso grande desafio é a capacidade de distribuição, comparativamente com as abertas”, pondera Silas Devai Junior, Diretor Presidente da entidade. “Acho que nosso grande desafio é encontrar novas maneiras de alcançar esse participante, conversar, explicar como funciona o plano. É um trabalho consultivo que tem sua complexidade”, complementa.

No caso da BRF Previdência, o plano família implementado há pouco mais de um mês já conta com 78 adesões concluídas e outras 74 em vias de iniciarem as contribuições. O trabalho de divulgação tem sido intenso, com webinar de lançamento e eventos organizados pela patrocinadora. 

Além do depoimento das entidades, a reportagem traz a perspectiva dos participantes desses planos família e aborda a questão da formação de parcerias na área de marketing para as entidades alavancarem ainda mais as vendas de planos família. 

A nova edição traz também uma série de reportagens e entrevistas sobre cenários e perspectivas para o setor. Clique aqui para acessar a edição na íntegra.

Vídeo: Luís Ricardo Martins destaca convênio com Sisobi como a mais recente conquista do sistema

Vídeo: Luís Ricardo Martins destaca convênio com Sisobi como a mais recente conquista do sistema

Em entrevista realizada ao programa Tamer 360, o Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, destaca a recomposição do convênio que permite às Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) a consulta às informações do Sistema de Controle de Óbitos (Sisobi) do INSS como uma grande conquista para o sistema.

“Já começamos 2021 com boas notícias”, disse, destacando que a Abrapp ficou 10 anos buscando viabilizar acesso a esse cadastro para as entidades. “Por que é tão importante para as entidades? Primeiro porque você tendo atualização do cadastro você evita fraudes”, disse.

Ele explicou que esse convênio durou cerca de 1 ano, e por uma questão onde se enxergou uma restrição no compartilhamento dessas informações, ele foi encerrado. “Houve uma união de esforços para viabilizar isso, uma sensibilidade e unanimidade da importância de se restabelecer esse convênio”, disse Luís Ricardo, ressaltando o agradecimento ao apoio do Presidente do INSS, Leonardo Rolim, nessas discussões.

O convênio do Sisobi foi inserido na MP 1006/20, aprovada em 10 de março no Senado. “Tivemos reuniões com o Deputado Capitão Alberto Neto, que com muita sensibilidade concordou com a inserção do Sisobi na MP”, explicou Luís Ricardo. “É com motivo de muita satisfação, pois a gente sabe quanto esse tema é importante, foi à aprovação do Senado, e agora vai à sanção do Presidente da República”, destacou.

Crescimento do sistema – Luís Ricardo destacou na entrevista o momento de crescimento que o sistema está passando com a criação de Planos Família, sendo mais uma importante conquista. “Estamos fazendo a previdência complementar chegar ao maior número de pessoas, que é a nossa grande missão”, disse.

Outro tema em pauta é o plano instituído corporativo, que segundo o Diretor Presidente da Abrapp, ajudará ainda mais no incremento da poupança de longo prazo. “O sistema já diagnosticou que os planos patrocinados estão estagnados”, disse Luís Ricardo, explicando que nesse sentido é preciso trazer para a previdência complementar fechada alternativas de um processo de aperfeiçoamento e flexibilização.

Ele explicou que há um consenso que as EFPC são também instituidoras de plano. “No arcabouço regulatório há esse entendimento”. Assim, a ideia é que as entidades possam oferecer para o grupo empresarial na qual elas estão estruturadas um plano instituído.

Projetos – Luís Ricardo citou projetos que estão em pauta no segmento, como a discussão da harmonização entre entidades abertas e fechadas para fazerem a administração de planos para entes federativos. O debate está sendo feito por meio de um Projeto de Lei com interlocutores do governo. “Estamos aproveitando para inserir também temas caros para nosso segmento: inscrição automática, natureza privada das entidades, segregação patrimonial”, disse.

Ele citou a questão tributária como uma das grandes diferenças entre as entidades abertas e fechadas e que precisa ser tratada. “Hoje nós precisamos do incentivo tributário para baixa e média renda”, disse.

Alta do IGP-M e impacto nos planos – A entrevista abordou ainda temas como a alta do IGP-M e o risco que isso traz às entidades que têm suas metas atuariais atreladas a esse índice. “Os números do IGP-M mostram algo fora da realidade”, destacou Luís Ricardo, dizendo que a Abrapp está participando desse debate dentro do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), e a ideia é que o tema seja revisitado para que as entidades façam adequações em relação a esse índice, evitando déficits.

Luís Ricardo reiterou que o sistema está vivendo um círculo virtuoso, sendo visto como protagonista. “Ser visto como um grande protagonista é algo fundamental, e exercer esse protagonismo fecha essa cadeia de colocar o sistema onde ele está e tem que ficar, que é como grande parceiro do governo brasileiro”.

Confira a entrevista na íntegra:

Planos Família seguem em crescimento e podem chegar a 50 até o final de 2021

Planos Família seguem em crescimento e podem chegar a 50 até o final de 2021

Sendo um dos principais pilares de crescimento do segmento de previdência complementar, os Planos Família seguem em forte crescimento, com Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) cada vez mais lançando essa modalidade de plano. Atualmente, há 36 Planos Família aprovados pela Previc, sendo 32 em funcionamento e 4 em fase de implantação. Além disso, 5 estão em análise pela autarquia. Desse total, a grande maioria foi formada em parceria com o Fundo Setorial Abrapp.

Somente em 2020, 10 Planos Família foram aprovados. “A média que temos observado é de mais ou menos um Plano Família por mês, com uma perspectiva de termos entre 10 a 12 planos aprovados até o final do ano. Podemos chegar perto dos 50 planos até o final de 2021”, disse a Diretora de Licenciamento da Previc, Ana Carolina Baasch, em entrevista ao Blog Abrapp em Foco. Em termos de população, no ano passado os Planos Família somavam 27 mil participantes. “O potencial de crescimento é enorme”, reforça Ana Carolina.

Segundo ela, os pedidos de aprovação deste plano pelas EFPC têm sido recorrentes. “Estamos sempre com Planos Família em análise, não nos deparamos com momentos sem pedidos nessa linha”, conta, destacando que esse crescimento começou a ocorrer a partir de 2018.

Ana Carolina ressalta que a grande importância desses planos é que eles trazem potencial de crescimento para o setor. “Grandes empresas já têm, de certa forma, um benefício previdenciário, e dada a crise que estamos passando, não há muitas perspectivas de empresas abrindo planos aos seus empregados. O potencial de crescimento do setor está no Plano Família, trazendo possibilidade de expandir a previdência complementar para parentes dos participantes, que são pessoas que já têm intimidade com o segmento e podem compartilhar essa experiência com seus familiares. É dessa forma que o sistema vai crescendo”.

Flexibilidade – “Algo muito relevante nos Planos Família é a flexibilidade, dando possibilidade de um benefício temporário, sem travar o recurso na entidade, trazendo opções a mais do que em planos patrocinados e instituídos, além do custo ser menor”, diz a Diretora da Previc, reforçando que muitas vezes as entidades ofertam esses planos com taxas de administração e carregamento zeradas ou muito baixas. “Por ser na modalidade de Contribuição Definida (CD) puro, que normalmente ou não envolve risco, ou o risco é terceirizado, a sua administração é mais barata. Além disso, as entidades que oferecem Planos Família já têm uma estrutura consolidada”, reitera.

Os Planos Família despertam ainda o olhar dos jovens para a previdência. “Como é um plano que não exige que a pessoa esteja já no mercado de trabalho, os pais ou alguém da família pode induzir a uma formação de poupança previdenciária desde cedo”, diz Ana Carolina, salientando que a Reforma da Previdência trouxe ainda mais esse tópico à tona, reforçando a importância de se criar uma cultura de poupança de longo prazo para o futuro e a aposentadoria. “O Plano Família aborda essa questão da educação previdenciária desde cedo”.

Celeridade – Além das vantagens para os participantes, os Planos Família oferecem também benefícios às EFPC que desejarem constituí-lo por ser um modelo mais fácil de ser estruturado e com mais celeridade na aprovação. Isso porque a Previc disponibiliza modelos padronizados de estruturação de planos, o que torna mais ágil a análise e a aprovação, bem como os convênios de adesão.

“O nosso modelo de Plano Família foi constituído em parceria com a Abrapp. Esses modelos foram estruturados em cima de um plano que a Abrapp apresentou e fizemos as adaptações necessárias. Por isso, quando uma entidade nos envia para aprovação um plano com parceria da Abrapp, facilita a análise”, destaca Ana Carolina.

Fomento – Além dos Planos Família, a perspectiva de fomento do setor está pautada também pela criação de planos de previdência dos entes federados. Segundo os dados da Previc, há atualmente 28 planos aprovados, sendo que 5 estão aguardando início de funcionamento. Ana Carolina explicou, contudo, que há um movimento grande de adesão de estados ou municípios a planos que já existem. “Isso, de certa forma, é mais saudável, pois já temos planos consolidados, e com essa adesão há compartilhamento de despesas. Caso o ente crie uma grande massa, pode até ter seu próprio plano futuramente”, destacou.

Encontro +Conecta com Regional Nordeste reforça os benefícios da redução de custos e do relacionamento para melhor entrega

Encontro +Conecta com Regional Nordeste reforça os benefícios da redução de custos e do relacionamento para melhor entrega

O encontro +Conecta com a Regional Nordeste foi realizado nesta quinta-feira, 12 de março, encerrando a série de eventos promovida pela Conecta Soluções Associativas com todas as regionais da Abrapp. Os benefícios que a empresa gera ao sistema em termos de redução de custos, relacionamento e melhor entrega de soluções foram ressaltados pelos dirigentes da regional durante o encontro.

O Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, explicou que a Conecta foi criada à luz da discussão que se faz sobre compartilhamento de custos, e sua representatividade é gigante. “A Conecta é nossa e vem para criar potenciais soluções, com custo compartilhado, e que beneficiem esse ambiente coletivo”, disse. 

Ele reiterou que a estrutura de compartilhamento é o que possibilita o fortalecimento do sistema como um todo. “Compartilhar faz com que as coisas fiquem menos onerosas, e nosso propósito é ajudar nesse sentido”, disse. Luís Ricardo citou ainda a aproximação com startups para buscar alternativas de tecnologia para o sistema, e destacou a Central de Serviços como uma ferramenta facilitadora para auxiliar as entidades na venda de Planos Família. “A Conecta é nossa empresa, que vai trazer soluções para nosso dia a dia”.

O Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva, pontuou que a Conecta é uma empresa do sistema, criada com o objetivo de ser facilitadora e buscar soluções associativas. “Essa é nossa missão. Estamos trabalhando intensamente nisso, principalmente focados em tecnologia. É o grande ganho que podemos oferecer aos nossos Associados em termos de custo e compartilhamento de soluções”, disse.

Nesse sentido, a série de encontros +Conecta veio para atualizar os dirigentes sobre as soluções disponíveis e fazer um trabalho de escuta para saber quais são as atuais demandas das entidades, conforme explicou a Superintendente Executiva da Conecta, Claudia Janesko. “O ano de 2020 foi desafiador, e tivemos que ajustar nossa operação e rever muita coisa para estarmos mais alinhados às demandas que vocês trazem”, destacou, iniciando a apresentação dos projetos nos quais a Conecta já atua.

Hub de previdência – Com o objetivo de conectar empresas, negócios, pessoas e EFPCs, a Conecta trabalha em projetos especiais que atuam para buscar as melhores soluções para todo o sistema de maneira escalável, com menor custo. Assim surgiu o Hupp, hub da previdência privada que conta, em seu primeiro ciclo, com 11 entidades parceiras que se disponibilizaram para testar soluções desenvolvidas por 17 startups também selecionadas por meio de um edital no ano passado.

As soluções serão aplicadas a partir de um diagnóstico inicial realizado no Planejamento Estratégico da Abrapp em 2020. “Isso facilitou a pesquisa de soluções na chamada de inscrições de startups”, explicou Claudia, reforçando que o Hupp está na fase de alinhamento entre entidades e startups para o desenvolvimento de soluções e das Provas de Conceito (POCs).

Plug and Play – Na vertente de parcerias, o objetivo da Conecta é levar às entidades soluções para as demandas já apontadas. “No caso do Hupp, são soluções mais complexas que entendemos que precisam de uma etapa de validação. Quando trazemos um parceiro direto, as soluções que eles possuem é o que chamamos de ‘plug and play’: soluções que já podem chegar e serem usadas de maneira mais imediata”, disse Claudia. “Quem dita a regra do jogo aqui são as entidades”, reiterou. “Não é a vontade do provedor de soluções que faz com que ele seja parceiro, e sim ter solução e condição alinhadas com o que o sistema pleiteia”.

Além de condições comerciais mais vantajosas, os parceiros devem manter um relacionamento de qualidade não somente no fechamento do contrato, mas durante toda a parceria com a EFPC. Atualmente, a Conecta trabalha com os seguintes parceiros: PFM; Perinity; Inovativadora; Contraktor; Agência Eureka; Comdinheiro; e Atlas. “Continuamos olhando soluções, e os apontamentos das entidades em relação às suas necessidades são importantes para construirmos novas parcerias”, reiterou Claudia. 

Vendas e atendimento – Novo braço da Conecta, a Central de Serviços trabalha com a prestação direta com foco em vendas e atendimento ao participante, atendendo a um pleito do próprio sistema, contando com uma estrutura de serviços compartilhados entre o ambiente. “A gente trouxe uma atuação completa em toda a jornada de aquisição do cliente”, explicou Claudia.

O processo da Central de Serviços abrange todas as etapas do funil de vendas, iniciando pela Atração do cliente, trabalhando com ações e campanhas de atração do grupo de participantes; passando pela Argumentação/Esquentamento, que conta com a Clara, um chatbot com inteligência artificial que vai atuar na fase de prospecção de clientes; Conversão, que é o fundo do funil e trata da parte ativa de vendas; até o Encantamento, última etapa que visa o atendimento ao cliente, fortalecendo essa relação e estimulando que ele faça indicações do plano para seus familiares. “Tão importante quanto trazer um novo participante para dentro é retê-lo em um relacionamento de longo prazo”, reforçou Claudia.

Ela disse ainda que em conversas com entidades, foi identificada uma grande dificuldade na venda de Planos Família, que é a de alcançar esse familiar. “Não temos informação nenhuma sobre os familiares. O grande desafio é saber quem é esse público e chegar a ele”. A Central se utiliza da automação para desonerar as entidades e manter a escalabilidade e volumetria do projeto.

Redução de custos e oferta de soluções – As entidades da Regional Nordeste questionaram sobre orientações acerca da Instrução Previc nº 34/2020, que trata da prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. A discussão abordou os custos de se estruturar internamente comitês e equipes que sejam mobilizadas para atender às exigências da norma, principalmente para entidades menores.

Nesse sentido, Claudia Janesko explicou que a Conecta está em tratativas para oferecer uma solução que possa auxiliar na construção documental e na formação de políticas, observando as especificidades e complexidades de cada entidade. “A Instrução traz em seu escopo que as normas dependem do nível de risco e complexidade de suas operações, produtos e clientes”, disse, reiterando que os planos instituídos e família também serão olhados para que se tenha uma solução adequada em uma segunda etapa, diante do nível de complexidade maior que esses planos trazem. 

Ressaltando o trabalho realizado pela empresa, Jurandir Mesquita, Diretor Presidente da Capef, destacou que é preciso que as entidades busquem menores custos, e a Conecta oferece grande oportunidade na oferta de serviços e opções de empresas com soluções interessantes a um custo menor. “Esse caminho das startups e de outras empresas e serviços  que vocês estão oferecendo é uma grande oportunidade das entidades serem atendidas em seus anseios e dores”, reiterou.

Liane Chacon, Diretora de Seguridade e Benefícios da Néos, pontuou ainda a necessidade das entidades se unirem para gerarem melhores ganhos tanto à patrocinadora quanto aos participantes e assistidos. “Vocês estão trazendo ferramentas para o nosso dia a dia e o que esperamos é a melhor entrega”, disse, elogiando o trabalho da Conecta nesse sentido. 

Claudia reforçou que resultado e relacionamento é o que faz com que as entidades tenham relações mais duradouras. “Nosso olhar é de longo prazo. Prezar por isso é importante e continua alimentando um ciclo virtuoso de entregas diferenciadas”. 

Leia aqui sobre encontro +Conecta Regional Centro-Norte realizado em 2 de março.

Leia aqui sobre encontro +Conecta Regional Sudoeste realizado em 3 de março.

Leia aqui sobre encontro +Conecta Regional Sudeste realizado em 9 de março.

Leia aqui sobre encontro +Conecta Regional Leste realizado em 10 de março.

Leia aqui sobre encontro +Conecta Regional Sul realizado em 11 de março.

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