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Reportagem do UOL mostra recuperação e crescimento da Previdência Complementar Fechada

Matéria publicada na seção de Economia do Portal UOL nesta sexta-feira, 9 de abril, com o título “Previdência Privada cresce, cliente topa risco, mas tem de evitar taxas”, aborda o crescimento da Previdência Privada no país nos últimos 12 meses, em pleno cenário de pandemia da Covid-19. O Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, participa da reportagem mostrando a recuperação e o crescimento da Previdência Complementar Fechada ao longo do ano passado. 

A matéria informa que após cair 60% no primeiro trimestre, o Ibovespa iniciou uma reação para encerrar o ano nos níveis pré-crise, subindo nesse percurso mais de 70%. “Essa recuperação da Bolsa ao longo de 2020 foi importante para que os fundos de previdência fechados também continuassem captando recursos e elevando patrimônio”, diz o texto.

Luís Ricardo destaca que o patrimônio do setor alcançou R$ 1,01 trilhão ao final de 2020. O crescimento foi de 6,4% em relação a 2019. Ele reforçou também a melhoria dos resultados dos planos, que voltaram a registrar superávit agregado, com o melhor desempenho desde 2013.

A reportagem mostra ainda os resultados da Previdência Aberta e dos fundos de investimentos destinados para a gestão de recursos do setor das abertas. Desde o fim de março de 2020, os fundos de investimento dessa categoria captaram um total de R$ 40 bilhões líquidos – ou seja, já descontados os resgates. Isso elevou o patrimônio do setor para mais de R$ 1 trilhão pela primeira vez, segundo dados da Anbima.

Previdência complementar é essencial para garantir melhores condições de aposentadoria às servidoras públicas

Previdência complementar é essencial para garantir melhores condições de aposentadoria às servidoras públicas

Os desafios das servidoras públicas no planejamento financeiro e aposentadoria foram debatidos na live “Previdência Privada para servidoras públicas: o que preciso saber?” promovida nesta quarta-feira, dia 10 de março, pela Secretaria de Previdência (SPrev) com apoio da Abrapp. O vídeo está disponível no canal da Abrapp no YouTube.

O evento é uma continuidade da série de lives realizadas pela SPrev em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, trazendo para discussão temas importantes como a relação do empoderamento feminino com o planejamento e o cuidado com as finanças na aposentadoria. No dia 8 de março, a live “Desafios das mulheres na aposentadoria: como a previdência privada pode ajudar?” marcou o lançamento do Guia “Previdência Complementar para Mulheres”. (Saiba mais sobre o evento neste link).

Na live desta quarta-feira, a Diretora da Abrapp, Cláudia Trindade, destacou que o mês de março é de celebração, e para celebrar foi escolhido um tema importantíssimo para discussão, que é a previdência complementar. “Somos uma parcela privilegiada da população, pois temos acesso à previdência complementar”, disse, ressaltando que somente um terço dos participantes da previdência complementar fechada do Brasil são mulheres. “Nós já sofremos uma série de discriminações no mercado de trabalho, uma delas na remuneração, e outra na ascensão da carreira, e temos um papel muito importante na sociedade, fazemos dupla jornada no trabalho e em casa”, reiterou.

Cláudia ressaltou que com a pandemia houve um aumento da poupança no Brasil, mas que ainda está relacionado ao medo. “Precisamos transformar essa poupança na poupança da esperança. E com certeza a previdência complementar faz parte dessa solução”, pontuou, parabenizando a SPrev pela iniciativa do evento e lançamento do Guia.

Guia – Elaine Cavalcanti, Chefe da Divisão de Estudos Técnicos e Educação Financeira da SPrev, mediou o evento e destacou que as mulheres passam por desafios únicos. “O Guia de Previdência Complementar para Mulheres descreve esses desafios, além de falar sobre como a mulher se aposenta na previdência pública e as características fundamentais da previdência privada”, disse.

Arlete Nese, doutora pela FEA-USP e empreendedora de um hub de educação e assessoria sobre previdência privada, ressaltou a vantagem da previdência complementar para as servidoras públicas, ressaltando que o Guia explica trata a questão da longevidade da mulher, destacando que dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que observam que a expectativa de vida da mulher é maior que a dos homens. “Isso significa maior tempo de necessidade de uma renda”, disse. Para superar esse desafio, Arlete ressaltou, entre alguns fatores, a importância de se fazer simulações para começar a poupar o quanto antes.

Previdência das servidoras públicas – O preparo financeiro foi ressaltado também por Márcia Romera, Coordenadora-Geral na área de Previdência Complementar da Secretaria de Previdência, em apresentação sobre a previdência da servidora pública. Na linha da preparação, Márcia explicou as regras do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), já que dos pouco mais de 5,5 mil municípios brasileiros, cerca de 3,5 mil não têm Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). “Ou seja, temos 3,5 mil municípios com servidoras vinculadas às regras do Regime Geral, que são as mesmas regras das trabalhadoras do setor privado”, disse.

Nesse sentido, Márcia explicou o que a Nova Previdência muda para essas trabalhadoras, que passam a ter a idade mínima para aposentadoria de 62 anos. Ela ressaltou ainda que a aposentadoria pode ser menor que o último salário dependendo do tempo de contribuição e lembrou da diferenciação para idade de aposentadoria entre homens e mulheres.

Para quem está vinculado ao RPPS, a Nova Previdência também fixa uma idade mínima no caso de servidoras públicas federais, que tiveram a alíquota de contribuição ampliada com as novas regras, que são seguidas também pela maior parte dos estados. “A maior mudança se encontra no cálculo de benefício”, disse Márcia, reiterando que para servidoras públicas federais que ingressaram na carreira a partir de 2004, o cálculo será semelhante ao do Regime Geral, significando que o valor da aposentadoria também tende a ser menor que os últimos salários. “Precisamos nos preparar para compensar essa redução via previdência complementar”.

Previdência complementar – Diante dos desafios impostos pela Nova Previdência, o regime de previdência complementar, que é facultativo, se torna extremamente importante para o planejamento da aposentadoria das servidoras públicas. Eveline Susin, Diretora de Operações e de Relacionamento com Clientes da BB Previdência, disse que a previdência complementar tem o objetivo de proporcionar uma renda adicional que pode fazer grande diferença na etapa pós-laboral.

Ela explicou, assim, quais são as principais características da previdência complementar, especificamente para servidores públicos, cujos planos são patrocinados pelos entes federativos e conta com paridade contributiva, o que oferece uma vantagem no esforço de acumulação de recursos para a renda futura. “Essa é uma decisão de investimentos, e no caso da previdência privada gostaria de destacar a rentabilidade desta aplicação”, disse explicando que a paridade contributiva acelera o crescimento da reserva que formará uma poupança previdenciária ao longo do tempo.

Importância da adesão – A implantação do regime de previdência complementar é uma exigência para todos os entes federativos que contam com RPPS a partir da Emenda Constitucional 103/2019, com prazo de 2 anos para que seja cumprida. “Estamos a 8 meses do fim desse prazo, e a não instituição desse regime vai acarretar, para o ente, a perda do certificado de regularidade previdenciária. Temos pouco tempo para muitas providências”, disse Daniela Benayon, Diretora-Presidente da Manaus Previdência, RPPS do município de Manaus.

Ela ressaltou que diante dessa exigências, as servidoras públicas precisam de maiores orientações e informações, pois ainda há questionamentos sobre o que é a previdência complementar, com receio de que o RPPS seja extinto. “É uma previdência complementar à que a gente já tem. Daí a importância que vejo da informação, das pessoas buscarem esse conhecimento, e a partir do momento que cada ente oferecer e instituir esse regime, a melhor providência é a adesão”, disse.

Daniela ressaltou que aderir a esse regime não será obrigatório para quem já está no funcionalismo público, e sim para os novos servidores. “Essa adesão passa pela decisão que cada uma de nós temos que tomar diante do que foi dito hoje. Sabemos que a mulher vive mais; muitas vezes, ganha menos; tem que ficar afastada por alguns períodos da vida laboral para cuidar da sua família, e tudo isso influencia no seu futuro previdenciário”, alertou. “Minha recomendação é que todas nós, mulheres servidoras públicas, lancemos mão desses instrumentos que nos são oferecidos para programar e planejar nosso futuro, ressaltando também que quanto mais cedo a gente começar, menor será o nosso sacrifício”, finalizou.

Semana ENEF: Poupar com foco em renda qualificada foi tema de live da Abrapp 

Semana ENEF: Poupar com foco em renda qualificada foi tema de live da Abrapp 

O Diretor Presidente da Abrapp, Luis Ricardo Martins, participou da live “A Importância da Previdência Privada oferecida pelo empregador para o trabalhador” da Semana ENEF, promovida pela Secretaria de Previdência nesta terça-feira, 24 de novembro. Mauricio Dias Leister, Coordenador-geral de Estudos Técnicos e Análise Conjuntural da Secretaria de Previdência, conduziu o bate-papo, que foi transmitido pelo canal da Abrapp no YouTube.

O tema da Semana ENEF, resiliência financeira, esteve em pauta na conversa, com uma discussão sobre a ligação entre essa temática e a previdência. Luis Ricardo destacou a resiliência financeira como capacidade de administrar e resistir aos imprevistos que possam estar afetando as nossas finanças. “Para encontrar esse equilíbrio e superar obstáculos, é fundamental planejamento financeiro. O cidadão deve equilibrar suas vontades de consumo com as necessidades de longo prazo, o que implica em um aumento no hábito de poupar em busca de uma renda qualificada”.

Ele ressaltou que a educação previdenciária é um pilar da educação financeira, e o planejamento financeiro envolve estabelecer metas em relação à estabilidade e liquidez, e o longo prazo, com proteção previdenciária. “Para ter recursos destinados a esse longo prazo, esse planejamento tem que estar focado em aposentadoria, inatividade, sendo preservados para o futuro”, disse.

Em casos em que o trabalhador que está em uma empresa que oferece esse plano, há um privilégio. “O plano de previdência oferecido para ele é o melhor investimento que se pode ter. Se ele tem a contribuição da empresa, a vantagem é imediata”, disse Luis Ricardo, explicando a estrutura de diferentes planos oferecidos tanto por empresas quanto por associações ou entidades de classe. “No caso de planos patrocinados por empresas, o plano passa a ser um benefício de RH, para ter uma satisfação do corpo de funcionários”.

Ele disse ainda que mesmo em um plano de previdência instituído, que não tem a contrapartida de um patrocinador, é possível oferecer um estrutura de capitalização de recursos. “Eu penso que é sempre um ganha-ganha para todo mundo”, diz, ressaltando que os planos instituídos fortalecem o vínculo associativo.

Luis Ricardo explicou também a diferença entre entidades abertas e fechadas, ressaltando que o segmento fechado está ampliando sua atuação, oferecendo planos para familiares de participantes. “Somos um sistema muito pagador, que dá protecção social. E o que é acumulado, capitalizado, é investido na macroeconomia, pois se tem uma estratégia de longo prazo para trazer o retorno da rentabilidade”, disse.

Pandemia – Na conversa, foi discutido ainda o senso de urgência que a pandemia trouxe para que se poupe mais, tendo uma reserva de emergência para situações de crise como a atual. “A pandemia foi muito aguda, muito grave, estamos no meio dela, mais o fato é que a pandemia, para o nosso segmento, com ressalva da gravidade, é uma janela de oportunidade para a previdência privada, para disseminação da cultura previdenciária, para sensibilizar as pessoas, como ocorreu com a Reforma da Previdência”, disse Luis Ricardo.

Segundo ele, a pandemia trouxe mais sensibilização e conscientização sobre o tema. “As pessoas estão com medo, pedindo proteção, pedindo solidariedade”, avaliou, ressaltando que isso está no DNA do sistema fechado de previdência. “O que notamos é que as pessoas estão poupando como nunca. Aportes líquidos feitos nas cadernetas de poupança bateram recordes entre abril e maio”.

Assim, dentro da janela de oportunidades, é preciso trabalhar nesse medo disseminando uma cultura previdenciária, e transformar a “poupança do medo” na “poupança da esperança”, de longo prazo e previdente. “A poupança passa a ser ainda mais importante, principalmente com a Reforma da Previdência, já que as pessoas se conscientizaram que vão trabalhar mais tempo, viver mais, e para isso, vão querer viver bem”, ressaltou o Presidente da Abrapp.

Investimentos – Em um ambiente de baixa taxa de juros, é preciso ainda mais disseminar a cultura previdenciária para que as pessoas entendam que o investimento com viés de previdência é de longo prazo. “Os investimentos, à luz da estrutura das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), da profissionalização, é com gestores de primeira linha”, disse Luis Ricardo. “As estratégias de investimento de longo prazo permitem um retorno maior”.

Ele ressaltou que os juros em patamares baixos implicam em busca por maior risco nos investimentos. “O investidor de longo prazo vai precisar conhecer, ter transparência total e acesso às informações para poder monitorar, e focar que o gestor profissional que cuida de suas reservas tem estratégia de longo prazo”, reiterou. “A queda da taxa de juros no longo prazo influencia no atingimento das metas atuariais, mas também pode beneficiar estratégias de longo prazo”, destacou Luis Ricardo.

O acompanhamento, portanto, se torna essencial para os investidores que buscam esse projeto de longo prazo. “É preciso de planejamento. Qual é o propósito? Uma renda qualificada lá na frente. E aí precisa de transparência, informação e comunicação nesse acompanhamento”.

Atratividade e fomento – É preciso promover ainda maior atratividade desses produtos para ampliar seu alcance. Para isso, Luis Ricardo destacou que na Abrapp está sendo trabalhada uma forma melhor de comunicar sobre os planos com foco em um público novo, jovem, nativo digital. “As vantagens têm que ser evidentes para o jovem. Temos uma grande tarefa de alcançar esse novo perfil de trabalhador”, disse.

Ele ressaltou que ainda em uma condição de um profissional PJ, o trabalhador deve ter acesso a esses benefícios. “O segmento fechado, que até então era oferecido somente por empresas, agora é para outro perfil de trabalhador. Hoje, o jovem pensa diferente, e nós temos que sair desse mindset e criar produtos diferentes, com a missão de disseminar a cultura previdenciária e proteger o maior números e pessoas”, disse.

Previdência é coisa de jovem – Luis Ricardo destacou que o momento de começar a poupar é o quanto antes, mas também nunca é tarde para começar. Mas normalmente a previdência é vista como algo a ser realizado em uma idade mais avançada. “O jovem tem que pensar nisso, porque ele também vai chegar na terceira idade”. Assim, o Previdência é Coisa de Jovem, iniciativa da Abrapp em conjunto com a UniAbrapp, foi criada para que as entidades passassem a aconselhar o melhor caminho ao jovem para que ele tenha uma renda qualificada. “Precisamos levar esse conhecimento e chamar atenção do jovem. Quanto antes começar a poupar, melhor para você na sua inactividade. E precisamos ter produto para eles”, disse.

Luis Ricardo ressaltou que cada vez mais o Estado deixa de ser o grande provedor da previdência. “INSS é fundamental, mas esse regime não se sustenta. O indivíduo passa a ser o grande responsável por acumular a sua previdência”.

Benefícios – Além do pagamento de uma renda no futuro, os planos previdência também oferecem, no geral, a cobertura por outros riscos como de morte e invalidez. “Os desenhos dos nosso planos são flexíveis no sentido de proteção”, disse Luis Ricardo. Além desses benefícios, a previdência complementar ajuda os jovens a realizarem sonhos. “O sistema é muito heterogêneo, cada plano é de um jeito, mas de maneira linear, os planos hoje oferecidos ao jovem, como o Plano Família da Abrapp, tem o desenho do PrevSonho, por meio do qual o jovem pode acumular recursos e antecipar a renda para realizar um sonho no médio prazo. Mas o propósito de acumular recursos para a inatividade continua”, disse.

Assim, o jovem é alcançado através da flexibilização de alternativas de poupança previdenciária. “Tem para qualquer um, tem que começar o quanto antes, e esse jovem conta com várias alternativas para realizar os seus sonhos”.

Vantagens – Além de transparência e credibilidade, permitindo que os participantes sejam representados nos Conselhos das EFPC, o sistema oferece taxas de administração e de carregamento menores, e as entidades devem ainda ter informações, simulador, transparência total. “É isso que o participante tem que buscar: transparência, eficiência e menor custo”, disse Luis Ricardo.

Ele enfatizou que há um debate constante para disseminação da cultura previdenciária e crescimento do setor, e nesse debate, a sociedade civil tem um papel importante como protagonista. “Se a gente juntar as iniciativas da sociedade civil com políticas públicas efetivas incentivando a formação de poupança previdenciária, vamos conseguir, sim, proteger o maior número de pessoas, e vamos deixar chegar a informação que a previdência complementar tem um papel de complementar a atuação do Estado, trazendo uma renda qualificada”, complementou Luis Ricardo.

A Semana ENEF se estende até o dia 29 de novembro, e o canal da Abrapp no YouTube ainda transmitirá mais duas lives da Secretaria de Previdência nos próximos dias: “A Importância dos Planos Privados de Caráter Previdenciário para o Brasileiro” no dia 25 de novembro, às 17h, com Jorge Pohlmann Nasser e Carlos Alberto de Paula, respectivamente Presidente e Diretor da Federação das Empresas de Previdência Aberta (FenaPrevi); e “Previdência privada para servidores públicos, entenda porque ela pode ser importante para você”, no dia 26 de novembro, às 17h, com a participação de Delubio Gomes Silva, Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, e Marcia Paim Romera, Coordenadora-Geral de Diretrizes e Normas de Previdência Complementar.

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