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Acesso ao Sisobi evita fraudes e aumenta segurança das EFPC, diz Narlon Gutierre

Acesso ao Sisobi evita fraudes e aumenta segurança das EFPC, diz Narlon Gutierre

Em conquista histórica para o sistema de Previdência Complementar Fechada, a Lei nº 14.131, que trata do crédito consignado, foi sancionada pelo Presidente da República no dia 30 de março e inclui a permissão para a realização do convênio de consulta das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) aos dados do Sisobi – Sistema de Controle de Óbitos do INSS. A restauração do convênio repercutiu positivamente entre os principais órgãos do sistema. Para o Secretário de Previdência, Narlon Gutierre Nogueira, o acesso das EFPC às informações mantidas pelo INSS sobre o óbito dos beneficiários dos planos de previdência ajudará a coibir fraudes na concessão de benefícios, evitando pagamentos indevidos.

Em entrevista ao Blog Abrapp em Foco, Narlon destacou que as entidades de previdência pagam cerca de R$ 70 bilhões ao ano em benefícios, o que mostra a sua grande relevância para o sistema previdenciário brasileiro. “O convênio com o Sisboi aumentará a segurança nos cálculos e avaliações do passivo das entidades, mantendo a solidez do sistema”, reiterou.

Ele destacou ainda a atuação ativa da Abrapp no acompanhamento dos projetos de lei de interesse das suas associadas em discussão no Congresso Nacional. “No âmbito do Governo Federal, a Abrapp tem tido um papel relevante nas discussões do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) e nos grupos de trabalho com o Ministério da Economia, tais como no IMK – Iniciativas do Mercado de Capitais e naqueles coordenados pela Previc”, disse Narlon. “A Abrapp sempre se pauta pelo fortalecimento e crescimento do sistema de previdência complementar, e tem sido uma das principais interlocutoras para o desenvolvimento das políticas de previdência do governo”, complementou.

Repercussão – O restabelecimento do convênio entre as EFPC e o Sisobi também foi destaque de entrevista entrevista exclusiva realizada pelo Blog Abrapp em Foco com o Subsecretário do Regime de Previdência Complementar, Paulo Fontoura Valle. Na ocasião, Valle destacou o papel da Subsecretaria na articulação de medidas e projetos de lei para garantir o fomento e a sustentabilidade da Previdência Complementar. “A aprovação da Lei nº 14.131 com a inclusão do acesso às informações de óbitos resultou de um trabalho muito importante da Abrapp em conjunto com o Presidente do INSS, Leonardo Rolim, que nós também apoiamos”, disse. Leia na íntegra.

Para o Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, o convênio com o Sisobi é fundamental para as associadas, reforçando ainda a sua importância em uma época de pandemia. “Quando estava em funcionamento até o início do ano passado, as entidades já tinham realizado centenas de milhares de consultas, evitando pagamentos indevidos. O acesso às informações permite a redução de pagamentos indevidos nos benefícios e gastos com ações judiciais que prejudicam o equilíbrio dos planos”, disse. Leia mais.

Previdência complementar é essencial para garantir melhores condições de aposentadoria às servidoras públicas

Previdência complementar é essencial para garantir melhores condições de aposentadoria às servidoras públicas

Os desafios das servidoras públicas no planejamento financeiro e aposentadoria foram debatidos na live “Previdência Privada para servidoras públicas: o que preciso saber?” promovida nesta quarta-feira, dia 10 de março, pela Secretaria de Previdência (SPrev) com apoio da Abrapp. O vídeo está disponível no canal da Abrapp no YouTube.

O evento é uma continuidade da série de lives realizadas pela SPrev em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, trazendo para discussão temas importantes como a relação do empoderamento feminino com o planejamento e o cuidado com as finanças na aposentadoria. No dia 8 de março, a live “Desafios das mulheres na aposentadoria: como a previdência privada pode ajudar?” marcou o lançamento do Guia “Previdência Complementar para Mulheres”. (Saiba mais sobre o evento neste link).

Na live desta quarta-feira, a Diretora da Abrapp, Cláudia Trindade, destacou que o mês de março é de celebração, e para celebrar foi escolhido um tema importantíssimo para discussão, que é a previdência complementar. “Somos uma parcela privilegiada da população, pois temos acesso à previdência complementar”, disse, ressaltando que somente um terço dos participantes da previdência complementar fechada do Brasil são mulheres. “Nós já sofremos uma série de discriminações no mercado de trabalho, uma delas na remuneração, e outra na ascensão da carreira, e temos um papel muito importante na sociedade, fazemos dupla jornada no trabalho e em casa”, reiterou.

Cláudia ressaltou que com a pandemia houve um aumento da poupança no Brasil, mas que ainda está relacionado ao medo. “Precisamos transformar essa poupança na poupança da esperança. E com certeza a previdência complementar faz parte dessa solução”, pontuou, parabenizando a SPrev pela iniciativa do evento e lançamento do Guia.

Guia – Elaine Cavalcanti, Chefe da Divisão de Estudos Técnicos e Educação Financeira da SPrev, mediou o evento e destacou que as mulheres passam por desafios únicos. “O Guia de Previdência Complementar para Mulheres descreve esses desafios, além de falar sobre como a mulher se aposenta na previdência pública e as características fundamentais da previdência privada”, disse.

Arlete Nese, doutora pela FEA-USP e empreendedora de um hub de educação e assessoria sobre previdência privada, ressaltou a vantagem da previdência complementar para as servidoras públicas, ressaltando que o Guia explica trata a questão da longevidade da mulher, destacando que dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que observam que a expectativa de vida da mulher é maior que a dos homens. “Isso significa maior tempo de necessidade de uma renda”, disse. Para superar esse desafio, Arlete ressaltou, entre alguns fatores, a importância de se fazer simulações para começar a poupar o quanto antes.

Previdência das servidoras públicas – O preparo financeiro foi ressaltado também por Márcia Romera, Coordenadora-Geral na área de Previdência Complementar da Secretaria de Previdência, em apresentação sobre a previdência da servidora pública. Na linha da preparação, Márcia explicou as regras do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), já que dos pouco mais de 5,5 mil municípios brasileiros, cerca de 3,5 mil não têm Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). “Ou seja, temos 3,5 mil municípios com servidoras vinculadas às regras do Regime Geral, que são as mesmas regras das trabalhadoras do setor privado”, disse.

Nesse sentido, Márcia explicou o que a Nova Previdência muda para essas trabalhadoras, que passam a ter a idade mínima para aposentadoria de 62 anos. Ela ressaltou ainda que a aposentadoria pode ser menor que o último salário dependendo do tempo de contribuição e lembrou da diferenciação para idade de aposentadoria entre homens e mulheres.

Para quem está vinculado ao RPPS, a Nova Previdência também fixa uma idade mínima no caso de servidoras públicas federais, que tiveram a alíquota de contribuição ampliada com as novas regras, que são seguidas também pela maior parte dos estados. “A maior mudança se encontra no cálculo de benefício”, disse Márcia, reiterando que para servidoras públicas federais que ingressaram na carreira a partir de 2004, o cálculo será semelhante ao do Regime Geral, significando que o valor da aposentadoria também tende a ser menor que os últimos salários. “Precisamos nos preparar para compensar essa redução via previdência complementar”.

Previdência complementar – Diante dos desafios impostos pela Nova Previdência, o regime de previdência complementar, que é facultativo, se torna extremamente importante para o planejamento da aposentadoria das servidoras públicas. Eveline Susin, Diretora de Operações e de Relacionamento com Clientes da BB Previdência, disse que a previdência complementar tem o objetivo de proporcionar uma renda adicional que pode fazer grande diferença na etapa pós-laboral.

Ela explicou, assim, quais são as principais características da previdência complementar, especificamente para servidores públicos, cujos planos são patrocinados pelos entes federativos e conta com paridade contributiva, o que oferece uma vantagem no esforço de acumulação de recursos para a renda futura. “Essa é uma decisão de investimentos, e no caso da previdência privada gostaria de destacar a rentabilidade desta aplicação”, disse explicando que a paridade contributiva acelera o crescimento da reserva que formará uma poupança previdenciária ao longo do tempo.

Importância da adesão – A implantação do regime de previdência complementar é uma exigência para todos os entes federativos que contam com RPPS a partir da Emenda Constitucional 103/2019, com prazo de 2 anos para que seja cumprida. “Estamos a 8 meses do fim desse prazo, e a não instituição desse regime vai acarretar, para o ente, a perda do certificado de regularidade previdenciária. Temos pouco tempo para muitas providências”, disse Daniela Benayon, Diretora-Presidente da Manaus Previdência, RPPS do município de Manaus.

Ela ressaltou que diante dessa exigências, as servidoras públicas precisam de maiores orientações e informações, pois ainda há questionamentos sobre o que é a previdência complementar, com receio de que o RPPS seja extinto. “É uma previdência complementar à que a gente já tem. Daí a importância que vejo da informação, das pessoas buscarem esse conhecimento, e a partir do momento que cada ente oferecer e instituir esse regime, a melhor providência é a adesão”, disse.

Daniela ressaltou que aderir a esse regime não será obrigatório para quem já está no funcionalismo público, e sim para os novos servidores. “Essa adesão passa pela decisão que cada uma de nós temos que tomar diante do que foi dito hoje. Sabemos que a mulher vive mais; muitas vezes, ganha menos; tem que ficar afastada por alguns períodos da vida laboral para cuidar da sua família, e tudo isso influencia no seu futuro previdenciário”, alertou. “Minha recomendação é que todas nós, mulheres servidoras públicas, lancemos mão desses instrumentos que nos são oferecidos para programar e planejar nosso futuro, ressaltando também que quanto mais cedo a gente começar, menor será o nosso sacrifício”, finalizou.

Canal Abrapp: Secretaria de Previdência promove live e lançamento de guia no Dia Internacional da Mulher

Canal Abrapp: Secretaria de Previdência promove live e lançamento de guia no Dia Internacional da Mulher

A Secretaria de Previdência (SPrev) realizou uma Live que marcou a celebração do Dia Internacional da Mulher nesta segunda-feira, 8 de março. O evento foi transmitido ao vivo através do Canal do YouTube da Abrapp e marcou o lançamento do Guia “Previdência Complementar para Mulheres” (assista na íntegra).

Na abertura do evento, a Diretora da Abrapp, Cláudia Trindade, parabenizou a Secretaria pela iniciativa de elaboração e lançamento do novo guia voltado para a educação financeira das mulheres. Ela apresentou dados que mostram que as mulheres já representam 44% da força de trabalho no país e quase 50% dos lares são mantidos por elas. Apesar disso, na Previdência Complementar Fechada, apenas um terço dos participantes ativos de planos são mulheres.

Cláudia explicou que a questão do empoderamento feminino está relacionado também com o planejamento e o cuidado com as finanças na aposentadoria. A busca do empoderamento das mulheres, para a Diretora da Abrapp, tem a ver com o melhor planejamento futuro e a independência financeira.

A Coordenadora-Geral do Regime de Previdência Complementar da SPrev, Márcia Romera, agradeceu à Abrapp pela transmissão da Live no canal da associação no YouTube e o apoio concedido para sua divulgação. Ela explicou que o novo guia é um instrumento importante para aprimorar o planejamento financeiro do público feminino.

Ela explicou que em virtude da maior longevidade das mulheres em comparação aos homens e a menor remuneração média impõem desafios maiores para alcançar uma aposentadoria com renda adequada. “O problema é que muitas mulheres ainda acreditam que a aposentadoria do INSS é o único caminho”, disse Márcia. Ela reforçou a importância da Previdência Complementar para a educação financeira voltada para esse público.

A Sócia do escritório Linhares Advogados Associados e Consultora da Abrapp, Patrícia Linhares, disse que era louvável a iniciativa de elaboração do guia pela Sprev e desejou que a publicação seja muito acessada pelas mulheres. Defendeu que a cobertura da Previdência Complementar é importante para toda a população, e mostrou dados e análises que apontam para maiores dificuldades para o público feminino.

Ela mostrou, por exemplo, que as mulheres chegam a ter 20% mais de sobrevida que os homens, demandando por isso, gastos mais prolongados com cuidados à saúde e qualidade de vida. Apontou que as mulheres trabalham em média 6 horas a mais que os homens, contando a dupla jornada, e que recebem cerca de 30% menos, segundo dados do IBGE (Pesquisa Pnad 2018).

Patrícia disse ainda que uma das dificuldades para as mulheres é o menor tempo de atividade remunerada ao longo da vida, em virtude do cuidado com os filhos ou familiares, o que impõe uma dificuldade adicional para a formação de poupança previdenciária. A especialista apontou ainda que a Previdência Complementar deve ser vista como aliada na preparação para a aposentadoria, e que se deve aproveitar suas vantagens em termos de benefícios fiscais e de acumulação de reservas.

Maratona – “Temos desafios enormes como mulheres. Se fôssemos correr uma maratona, diria que nós mulheres já largamos bem atrás dos homens”, disse Ana Leoni, Superintendente de Educação Financeira da Anbima, em referência aos 27% de desvantagem na remuneração da força de trabalho feminina no país.

Em sua apresentação no evento, ela citou um estudo da estudiosa Anamaria Lusardi que apontou a necessidade de avançar em três aspectos no conhecimento em educação financeira: sobre os riscos, juros compostos e inflação. Ana Leoni explicou que as mulheres privilegiam muito mais a segurança dos investimentos do que o retorno, e isso pode ser um problema no longo prazo em um ambiente de juros muito baixos.

A Superintendente da Anbima apontou outro problema, segundo pesquisa da Anbima, que 56% das mulheres acreditam que sua renda de aposentadoria deve depender do INSS. Apenas 6,6% disseram que esperam que a renda seja complementada pela Previdência Privada.

Guia para Mulheres – A última apresentação do evento ficou por conta de Elaine Cavalcanti, Chefe da Divisão de Estudos Técnicos e Educação Financeira da SPrev, que reforçou a importância da publicação do guia como ferramenta de educação financeira e previdenciária. Chamou a atenção para a Previdência Privada como instrumento de complementação da renda da aposentadoria do INSS e explicou os principais tipos de planos das entidades fechadas, abertas e seguradoras.

Elaine explicou que o novo guia tem como principal objetivo contribuir para a educação financeira e previdenciária de todas as mulheres. O material educativo, elaborado aborda a importância do planejamento para realização de sonhos e para a conquista da aposentadoria, traz informações da aposentadoria pública para as mulheres, define os tipos de planos de previdência privada e suas principais características. Ao final, apresenta as vantagens desse tipo de previdência e como ela pode ser fundamental para o incremento da aposentadoria feminina.

Ela falou sobre as diversas iniciativas da Sprev no campo da educação financeira, que lançou no ano passado o guia “Previdência Complementar para Todos” e está programando custos EaD abertos para público em geral, entre outras iniciativas.

Próxima Live – No dia 10 de março a Secretaria de Previdência vai promover outra live no canal da Abrapp (clique aqui), voltada para as servidoras públicas. A live “Previdência Privada para servidoras públicas: o que preciso saber?” será às 17h00 e serão palestrantes: Arlete Nese, doutora pela FEA-USP e empreendedora de um hub de educação e assessoria sobre previdência privada; Daniela Benayon, Diretora-Presidente da Manaus Previdência; Eveline Susin, Diretora de Operações e de Relacionamento com Clientes da BB Previdência; e Márcia Romera.

Mais informações sobre o Guia “Previdência Complementar para Mulheres” pelo e-mail: surpc.eduprev@economia.gov.br

Semana ENEF: Poupar com foco em renda qualificada foi tema de live da Abrapp 

Semana ENEF: Poupar com foco em renda qualificada foi tema de live da Abrapp 

O Diretor Presidente da Abrapp, Luis Ricardo Martins, participou da live “A Importância da Previdência Privada oferecida pelo empregador para o trabalhador” da Semana ENEF, promovida pela Secretaria de Previdência nesta terça-feira, 24 de novembro. Mauricio Dias Leister, Coordenador-geral de Estudos Técnicos e Análise Conjuntural da Secretaria de Previdência, conduziu o bate-papo, que foi transmitido pelo canal da Abrapp no YouTube.

O tema da Semana ENEF, resiliência financeira, esteve em pauta na conversa, com uma discussão sobre a ligação entre essa temática e a previdência. Luis Ricardo destacou a resiliência financeira como capacidade de administrar e resistir aos imprevistos que possam estar afetando as nossas finanças. “Para encontrar esse equilíbrio e superar obstáculos, é fundamental planejamento financeiro. O cidadão deve equilibrar suas vontades de consumo com as necessidades de longo prazo, o que implica em um aumento no hábito de poupar em busca de uma renda qualificada”.

Ele ressaltou que a educação previdenciária é um pilar da educação financeira, e o planejamento financeiro envolve estabelecer metas em relação à estabilidade e liquidez, e o longo prazo, com proteção previdenciária. “Para ter recursos destinados a esse longo prazo, esse planejamento tem que estar focado em aposentadoria, inatividade, sendo preservados para o futuro”, disse.

Em casos em que o trabalhador que está em uma empresa que oferece esse plano, há um privilégio. “O plano de previdência oferecido para ele é o melhor investimento que se pode ter. Se ele tem a contribuição da empresa, a vantagem é imediata”, disse Luis Ricardo, explicando a estrutura de diferentes planos oferecidos tanto por empresas quanto por associações ou entidades de classe. “No caso de planos patrocinados por empresas, o plano passa a ser um benefício de RH, para ter uma satisfação do corpo de funcionários”.

Ele disse ainda que mesmo em um plano de previdência instituído, que não tem a contrapartida de um patrocinador, é possível oferecer um estrutura de capitalização de recursos. “Eu penso que é sempre um ganha-ganha para todo mundo”, diz, ressaltando que os planos instituídos fortalecem o vínculo associativo.

Luis Ricardo explicou também a diferença entre entidades abertas e fechadas, ressaltando que o segmento fechado está ampliando sua atuação, oferecendo planos para familiares de participantes. “Somos um sistema muito pagador, que dá protecção social. E o que é acumulado, capitalizado, é investido na macroeconomia, pois se tem uma estratégia de longo prazo para trazer o retorno da rentabilidade”, disse.

Pandemia – Na conversa, foi discutido ainda o senso de urgência que a pandemia trouxe para que se poupe mais, tendo uma reserva de emergência para situações de crise como a atual. “A pandemia foi muito aguda, muito grave, estamos no meio dela, mais o fato é que a pandemia, para o nosso segmento, com ressalva da gravidade, é uma janela de oportunidade para a previdência privada, para disseminação da cultura previdenciária, para sensibilizar as pessoas, como ocorreu com a Reforma da Previdência”, disse Luis Ricardo.

Segundo ele, a pandemia trouxe mais sensibilização e conscientização sobre o tema. “As pessoas estão com medo, pedindo proteção, pedindo solidariedade”, avaliou, ressaltando que isso está no DNA do sistema fechado de previdência. “O que notamos é que as pessoas estão poupando como nunca. Aportes líquidos feitos nas cadernetas de poupança bateram recordes entre abril e maio”.

Assim, dentro da janela de oportunidades, é preciso trabalhar nesse medo disseminando uma cultura previdenciária, e transformar a “poupança do medo” na “poupança da esperança”, de longo prazo e previdente. “A poupança passa a ser ainda mais importante, principalmente com a Reforma da Previdência, já que as pessoas se conscientizaram que vão trabalhar mais tempo, viver mais, e para isso, vão querer viver bem”, ressaltou o Presidente da Abrapp.

Investimentos – Em um ambiente de baixa taxa de juros, é preciso ainda mais disseminar a cultura previdenciária para que as pessoas entendam que o investimento com viés de previdência é de longo prazo. “Os investimentos, à luz da estrutura das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), da profissionalização, é com gestores de primeira linha”, disse Luis Ricardo. “As estratégias de investimento de longo prazo permitem um retorno maior”.

Ele ressaltou que os juros em patamares baixos implicam em busca por maior risco nos investimentos. “O investidor de longo prazo vai precisar conhecer, ter transparência total e acesso às informações para poder monitorar, e focar que o gestor profissional que cuida de suas reservas tem estratégia de longo prazo”, reiterou. “A queda da taxa de juros no longo prazo influencia no atingimento das metas atuariais, mas também pode beneficiar estratégias de longo prazo”, destacou Luis Ricardo.

O acompanhamento, portanto, se torna essencial para os investidores que buscam esse projeto de longo prazo. “É preciso de planejamento. Qual é o propósito? Uma renda qualificada lá na frente. E aí precisa de transparência, informação e comunicação nesse acompanhamento”.

Atratividade e fomento – É preciso promover ainda maior atratividade desses produtos para ampliar seu alcance. Para isso, Luis Ricardo destacou que na Abrapp está sendo trabalhada uma forma melhor de comunicar sobre os planos com foco em um público novo, jovem, nativo digital. “As vantagens têm que ser evidentes para o jovem. Temos uma grande tarefa de alcançar esse novo perfil de trabalhador”, disse.

Ele ressaltou que ainda em uma condição de um profissional PJ, o trabalhador deve ter acesso a esses benefícios. “O segmento fechado, que até então era oferecido somente por empresas, agora é para outro perfil de trabalhador. Hoje, o jovem pensa diferente, e nós temos que sair desse mindset e criar produtos diferentes, com a missão de disseminar a cultura previdenciária e proteger o maior números e pessoas”, disse.

Previdência é coisa de jovem – Luis Ricardo destacou que o momento de começar a poupar é o quanto antes, mas também nunca é tarde para começar. Mas normalmente a previdência é vista como algo a ser realizado em uma idade mais avançada. “O jovem tem que pensar nisso, porque ele também vai chegar na terceira idade”. Assim, o Previdência é Coisa de Jovem, iniciativa da Abrapp em conjunto com a UniAbrapp, foi criada para que as entidades passassem a aconselhar o melhor caminho ao jovem para que ele tenha uma renda qualificada. “Precisamos levar esse conhecimento e chamar atenção do jovem. Quanto antes começar a poupar, melhor para você na sua inactividade. E precisamos ter produto para eles”, disse.

Luis Ricardo ressaltou que cada vez mais o Estado deixa de ser o grande provedor da previdência. “INSS é fundamental, mas esse regime não se sustenta. O indivíduo passa a ser o grande responsável por acumular a sua previdência”.

Benefícios – Além do pagamento de uma renda no futuro, os planos previdência também oferecem, no geral, a cobertura por outros riscos como de morte e invalidez. “Os desenhos dos nosso planos são flexíveis no sentido de proteção”, disse Luis Ricardo. Além desses benefícios, a previdência complementar ajuda os jovens a realizarem sonhos. “O sistema é muito heterogêneo, cada plano é de um jeito, mas de maneira linear, os planos hoje oferecidos ao jovem, como o Plano Família da Abrapp, tem o desenho do PrevSonho, por meio do qual o jovem pode acumular recursos e antecipar a renda para realizar um sonho no médio prazo. Mas o propósito de acumular recursos para a inatividade continua”, disse.

Assim, o jovem é alcançado através da flexibilização de alternativas de poupança previdenciária. “Tem para qualquer um, tem que começar o quanto antes, e esse jovem conta com várias alternativas para realizar os seus sonhos”.

Vantagens – Além de transparência e credibilidade, permitindo que os participantes sejam representados nos Conselhos das EFPC, o sistema oferece taxas de administração e de carregamento menores, e as entidades devem ainda ter informações, simulador, transparência total. “É isso que o participante tem que buscar: transparência, eficiência e menor custo”, disse Luis Ricardo.

Ele enfatizou que há um debate constante para disseminação da cultura previdenciária e crescimento do setor, e nesse debate, a sociedade civil tem um papel importante como protagonista. “Se a gente juntar as iniciativas da sociedade civil com políticas públicas efetivas incentivando a formação de poupança previdenciária, vamos conseguir, sim, proteger o maior número de pessoas, e vamos deixar chegar a informação que a previdência complementar tem um papel de complementar a atuação do Estado, trazendo uma renda qualificada”, complementou Luis Ricardo.

A Semana ENEF se estende até o dia 29 de novembro, e o canal da Abrapp no YouTube ainda transmitirá mais duas lives da Secretaria de Previdência nos próximos dias: “A Importância dos Planos Privados de Caráter Previdenciário para o Brasileiro” no dia 25 de novembro, às 17h, com Jorge Pohlmann Nasser e Carlos Alberto de Paula, respectivamente Presidente e Diretor da Federação das Empresas de Previdência Aberta (FenaPrevi); e “Previdência privada para servidores públicos, entenda porque ela pode ser importante para você”, no dia 26 de novembro, às 17h, com a participação de Delubio Gomes Silva, Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, e Marcia Paim Romera, Coordenadora-Geral de Diretrizes e Normas de Previdência Complementar.

Secretaria de Previdência lança guia para auxiliar na preparação para a aposentadoria

Secretaria de Previdência lança guia para auxiliar na preparação para a aposentadoria

O “Previdência Complementar para Todos – Guia para a população brasileira se preparar melhor para a aposentadoria” foi lançado na segunda-feira, dia 23 de novembro, em live da Secretaria de Previdência na Semana Nacional de Educação Financeira – Semana ENEF. O material foi apresentado pelo pelo Secretário de Previdência, Narlon Gutierre Nogueira.

O material foi elaborado pela Subsecretaria do Regime de Previdência Complementar com participação da Subsecretaria do Regime Geral de Previdência Social, da Previc, da Susep e da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). O objetivo é fortalecer e disseminar o conhecimento sobre o regime de previdência complementar e, sobretudo promover a educação previdenciária no Brasil.

O guia aborda a importância de se planejar para a aposentadoria; explica quais são os regimes existentes, incluindo o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS); traz as principais mudanças ocorridas com a Reforma da Previdência; além de apresentar as características dos segmentos aberto e fechado de previdência complementar; e quais são os planos disponíveis no mercado brasileiro e suas características. O material é dividido em 18 tópicos.

“Este guia de previdência complementar foi criado com o objetivo de universalizar o tema e levar informação simples e clara ao maior número de cidadãos brasileiros. Lendo este material você entenderá a importância de planejar a aposentadoria e o seu futuro e conhecerá mudanças importantes que aconteceram com a Nova Previdência a partir de outubro de 2019”, diz a apresentação do guia. Acesse aqui o material na íntegra.

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