Escolha uma Página
+Conecta inicia com apresentação de soluções e compartilhamento de ideias com entidades da Regional Centro-Norte

+Conecta inicia com apresentação de soluções e compartilhamento de ideias com entidades da Regional Centro-Norte

A série +Conecta iniciou nesta terça-feira, dia 2 de março, em encontro com as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) da Regional Centro-Norte, e ocorrerá na primeira quinzena do mês em agendas específicas com cada regional, sempre das 10h às 12h. O propósito desses encontros é abordar as frentes de atuação da Conecta, compartilhar a atualização do status do Hupp, levar o que a Conecta tem na prateleira de soluções de parcerias, e conversar sobre a Central de Serviços.

“O objetivo do nosso bate-papo é compartilhar e atualizar como a Conecta está, como estão as frentes de atuação da Conecta e suas operações, além de abrir um canal para ouvir as entidades”, disse a Superintendente Executiva da Conecta, Claudia Janesko. “A Conecta existe por vocês e para vocês, então ouvir as necessidades e demandas em relação ao que a Conecta pode contribuir é sempre importante”.

Ela lembrou que o papel da Conecta é conectar empresas, negócios, pessoas e entidades, sendo um espaço para trabalhar conexão, colaboração e compartilhamento. “É uma empresa criada pelo grupo, para o grupo, com o firme propósito de trazer inovação e soluções por meio do compartilhamento”.

Hupp – Projeto viabilizado pela Abrapp, o propósito do Hupp é ser o primeiro hub setorial da previdência complementar, com o grande objetivo de levar soluções inovadoras para o ambiente e que venham a agregar ao dia a dia, promovendo a eficiência e otimizando resultado dentro das entidades. “Estamos com 11 entidades parceiras trabalhando conosco nesse primeiro ciclo, e elas estão se relacionando com 17 startups para validar soluções para dentro do nossos ambiente, sendo soluções que já têm operações em outros nichos, mas após uma avaliação e alinhamento, serão ajustadas e modeladas ao ambiente, testadas e validadas”, explicou Claudia.

Após uma etapa inicial de definição das necessidades das EFPC, considerando o que foi estabelecido na reunião de Planejamento Estratégico da Abrapp em 2020, foi feita uma pesquisa de soluções; a chamada de startups e de entidades; e após apresentações de cada uma e da seleção das 17 startups, foi feito o match, que é a distribuição das 17 startups para as 11 entidades acompanharem.

Está em andamento também um trabalho de mentoria e consultoria estratégica para as Provas de Conceito (POC) das startups, e atualmente situações individuais entre as startups distribuídas entre as Entidades Parceiras, com base no match realizado, estão sendo trabalhadas. “Aqui começamos uma etapa mais individualizada para, no final, ter uma validação. Cada POC tem seu tempo de execução”, disse Claudia. Depois de validadas, as soluções são lançadas para compartilhamento com demais entidades do sistema.

Segundo Claudia, as soluções do Hupp estão sendo trabalhadas para várias frentes, desde analytics, passando por meios de pagamentos, inteligência artificial, facilitação do processo de tomada de decisão, entre outras. “A expectativa é que ao final deste semestre a gente tenha soluções para apresentar ao nosso ambiente, fruto dessas POCs”, reiterou.

Parceiros – Foram apresentados ainda os parceiros da Conecta que oferecem soluções que ainda não são usuais no segmento, mas que sejam adequadas à realidade das EFPC. “Quem dita a regra de uma parceria é o nosso sistema”, disse Claudia. “Tem muita empresa se propondo a prestar serviço ao nosso ambiente, mas não são eles que ditam o que é prioritário. Para nós, a regra do jogo é ditada pelo nosso mercado. O que as entidades têm trazido como prioridade e maiores necessidades é o que define o que a Conecta vai trazer para nossa grade de parceiros”.

Ela reiterou que a seleção de parceiros da Conecta é criteriosa. “A gente testa os parceiros compreendendo a empresa, o modelo de negócios e a aderência da solução”. Atualmente, a Conecta trabalha com os seguintes parceiros: PFM; Perinity; Inovativadora; Contraktor; Agência Eureka; Comdinheiro; e Atlas.

Central de Serviços – A Central de Serviços é um braço de prestação de serviços da Conecta, tendo nascido de um pleito que surgiu em reuniões da Abrapp e referendado no Planejamento Estratégico. “Assim, a Conecta fez um ajuste em seu modelo de negócios para vir com essa frente de prestação de serviços direto”, explicou Claudia.

Após um período de escuta, a Conecta capturou as maiores necessidades e dores em relação a expansão e fomento das EFPC. Assim, o foco da Central é oferecer serviços voltados para as áreas de vendas e atendimento, que são as grandes demandas que o sistema possui no momento. “Isso foi importante para trazermos um novo conceito comercial onde trabalhamos toda a jornada de atração do cliente, até o processo de fidelização. A Central é mais que uma tecnologia, é uma prestação de serviços com uma metodologia inovadora, suportada por uma tecnologia também inovadora”, disse Claudia.

Ela explicou que a Central trabalhará desde campanhas via e-mail marketing para conhecimento do plano de benefícios das entidades, passando pela plataforma Member Get Member, na qual o próprio participante faz uma conexão para trazer mais pessoas para dentro do plano, especialmente nos planos família. Posteriormente, é preciso evoluir e maturar o processos para aproximar ainda mais o cliente com campanhas, apoios, conteúdos e ferramentas de engajamento.

A Central de Serviços também oferece a Clara, um chatbot com inteligência artificial com planejamento de script especializado. “Ela é um grande diferencial, pois trabalha na prospecção”, explicou Claudia. A Central passa ainda pela etapa de conversão, onde os prospects são convertidos para o processo de adesão às entidades. “Essa etapa de conversão permite ainda que a gente apoie melhorias, identificando se o processo de adesão adotado pela entidade tem muito atrito, se os prospects abandonam o processo e por que abandonam”.

A etapa final é o encantamento, com o desafio de manter o relacionamento entre a EFPC e o cliente no longo prazo, tornando-o constante e permanente para que o participante continue atribuindo valor ao produto. “Além de ferramenta para ajudar em uma atendimento mais ágil, monitorado, com histórico, temos a questão de campanhas e apoios para fazer com que esses participantes percebam o valor dessa relação”, ressaltou Claudia.

ERP – Edjair de Siqueira Alves, Diretor Presidente do Sebrae Previdência, destacou que a Conecta foi uma das maiores iniciativas da Abrapp, pois mostra que a Associação está preocupada em buscar competitividade, e isso se consegue com preço baixo e muita tecnologia. Ele reiterou a importância da digitalização para o sistema de previdência complementar. “A gente se preocupa com automatização. E a maior dificuldade das entidades são os sistemas corporativos”, pontuou.

Ele reiterou que a Conecta traz às EFPC o ganho de escala. “Temos ganho em eficiência e, consequentemente, podemos prestar um bom serviço à sociedade com segurança demonstrando nossa competitividade”.

Claudia explicou que a questão dos sistemas integrados de gestão empresarial (ERP) está sendo trabalhada pela Conecta em conjunto com a Abrapp. O Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva, reiterou que há uma busca por alternativas para esse tipo de sistema às EFPC, mas adiantou que a Central de Serviços pode auxiliar as entidades nessa demanda. “Venda, para nós, é aumentar fluxo, e nossa prioridade foi oferecer esse instrumento com uma solução integrada que possa compartilhar serviços preservando a autonomia das entidades. Aí já temos um bom caminho”.

Confira o calendário dos próximos encontros +Conecta:

03/03 – Regional Sudoeste – 10h às 12h

09/03 – Regional Sudeste – 10h às 12h

10/03 – Regional Leste – 10h às 12h

11/03 – Regional Sul – 10h às 12h

12/03 – Regional Nordeste – 10h às 12h

UniAbrapp oferece curso sobre Técnicas de Marketing para Venda de Plano Família

UniAbrapp oferece curso sobre Técnicas de Marketing para Venda de Plano Família

A UniAbrapp realizará no dia 18 de março, das 9h às 13h, o curso ‘Técnicas de Marketing para Venda de Plano Família’. Com as mudanças no segmento da previdência complementar, várias posturas das EFPC precisam ser alteradas, e uma delas é a busca mais ativa por aumento da base de participantes. Nesse sentido, o Plano Família emerge como uma alternativa adicional bastante atraente.

Contudo, as entidades precisam estimular a adesão a esses planos, já que a tendência é que não haja uma maciça e espontânea conversão a tal oferta. O curso tem como objetivo auxiliar as EFPC na elaboração de um bom planejamento inicial, usando técnicas modernas e novas ferramentas digitais de apoio a marketing e vendas.

Na modalidade 100% online, ao vivo e interativo, o curso será ministrado por Valéria Jureidini e a participação confere 4 créditos no Programa de Educação Continuada – PEC do ICSS. Inscreva-se!

Plenária 5: Entidades dizem o que fazem para ficar mais competitivas

Plenária 5: Entidades dizem o que fazem para ficar mais competitivas

Mercados impactados por mudanças profundas pedem respostas igualmente poderosas, à altura das transformações e capazes até de recolocar os agentes de volta na competição ainda mais fortes. Isso ficou bastante evidente há pouco na Plenária 5 do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada (41º CBPP), dedicada ao tema “Novo Posicionamento: Provedores de Soluções Previdenciárias”, quando quatro dirigentes de associadas mostraram o que as suas entidades estão fazendo para sair na frente no mundo novo que se vai materializando.

A plenária foi moderada pela jornalista Myrian Clark e do time de expositores participaram Cristiano Verardo (Diretor de Comunicação, Relacionamento e Seguridade da Vexty) Gueitiro Matsuo Genso (Conselheiro do PicPay e Ex-Presidente da Previ), Nizam Ghazale (Diretor de Clientes e Inovação da Viva Previdência) e Walter Mendes (Presidente da Vivest). “Estão aqui conosco dirigentes de entidades que chacoalharam o nosso sistema com as suas mudanças e vieram para compartilhar”, resumiu Myrian.

As apresentações foram densas e, tentando extrair delas uma ideia que resumisse o maior de todos os seus significados, é que a nossa vertente da previdência privada está nesse momento diante de sua maior oportunidade para crescer. Nunca houve nada parecido. O que faz isso ser verdade é não apenas que os brasileiros aprenderam com a pandemia que é preciso poupar, mas também e até principalmente que as pessoas estão abertas e até esperam a inovação, fazem quase tudo usando os seus smartphones e com a digitalização quase ninguém mais liga para o tamanho da instituição ou depende de uma rede disseminada de agências para contratar. Enfim, após tanto tempo sofrendo por não dispormos de força de venda no varejo, ela simplesmente não nos parece mais fazer tanta falta.

“As barreiras que tínhamos diante de nós estão desaparecendo e o momento é agora, nessa hora em que as pessoas tentam fazer tudo pelo smartphone”, resume Genso. Só precisa ter especialmente cuidado porque fidelidade não é das maiores características desse novo cliente, que troca de fornecedor com facilidade se não tiver uma experiência agradável em suas andanças digitais. “As pessoas não querem sentir dor, se não funcionar, tchau”

“Por isso temos muito a avançar”, acrescentou Ghazale. E Mendes acrescentou um outro importante motivo para tanta confiança no futuro: “temos um ótimo produto, custos mais baixos, os melhores resultados e entregamos o que prometemos”. O que significa dizer que não nos falta nada para crescer. E muito.

Prova de dinamismo – A própria realização do 41º Congresso na forma 100% digital, no entender de Genso, é prova do dinamismo do sistema, uma vez que o sucesso do evento em si mesmo já uma demonstração de sua capacidade de aprender rápido, fazendo o melhor e ajustando o que pode ser melhorado enquanto as coisas acontecem

Antes, a realidade era bem outra para as empresas e organizações em geral, onde a regra era planejar e testar muito antes de avançar, algo agora quase impossível porque quem proceder assim arrisca-se a perder o timing, vendo o concorrente passar na frente.

Agora, as organizações são praticamente obrigadas a não apenas ouvir com muita atenção os seus clientes, como “praticamente terminar o produto junto com eles. Não dá mais tempo para esperar que esteja tudo concluído”, destaca Genso. Para ele, nunca tivemos que lidar com um consumidor tão empoderado. É realmente necessário cortejá-lo.

E o melhor momento para cortejá-lo se aproxima. Nota Genso que dentro de pouco tempo estaremos vivendo, sob a batuta do Banco Central, a experiência do open banking. “A partir dela teremos uma excelente chance de oferecer muitas novas opções e isso nos obriga a estarmos especialmente atentos”, arremata.

De olho no mercado – Ghazale expôs um pouco da experiência de sua entidade na direção do mercado e que culminou, a exemplo de outras EFPCs, na criação de uma gerência comercial e na escolha de um nome não mais associado a um patrocinador, o que ajuda a abrir portas no mercado.

“Oferecemos soluções para você, para instituições e empresas que buscam fomentar investimentos e negócios”. A frase, tirada de um vídeo da Viva Previdência, é reveladora dos propósitos de uma entidade – multipatrocinada e multi-instituída – que olha para fora de si mesma, para o mercado. Tem mais: “Sempre evoluindo, modernizando, oferecemos planos inovadores e flexíveis, além de assessoramento completo e um histórico de resultados”. E sem esquecer da “taxa de satisfação acima de 93%”.

Revelador também da disposição de crescer no mercado é que pelo segundo ano consecutivo a Viva foi uma das patrocinadoras do CBPP, ocupando um dos estandes virtuais para nele apresentar os serviços e produtos que oferece.

É um ano de consolidação de uma estratégia de expansão dos negócios, baseada em quatro pilares: transferência de gerenciamento, novos produtos, parcerias estratégicas e gestão do patrimônio. No primeiro caso, a Fundação está conduzindo a transferência de um plano que reúne reservas da ordem de meio bilhão de reais e que passará a compor o seu portfólio, após a conclusão do processo de transferência de gerenciamento. A Viva Previdência também lançou novos produtos. O destaque está para o Viva Futuro, plano família, que em um ano já conta com cerca de mil participantes.

Tudo isso fruto de um planejamento estratégico que começou a ser desenhado há 3 anos, quando causava desconforto um cenário onde o contingente de participantes assistidos ou se preparando para a aposentadoria era regularmente superior às novas adesões aos planos. “Víamos a fonte secando, mas por outro lado termos um bom produto nos dava a força para reagir”, observou Ghazale.

“Mergulhamos no mundo digital, aprendemos a vender o muito que temos de bom e foi assim que chegamos hoje a termos gerências comerciais formadas por especialistas”, explicou, fornecendo muitos e detalhados exemplos do tamanho dessa transformação.

Por não saber, é claro, fazer tudo da melhor maneira, a Viva já fechou algumas parcerias e se preparar para outras, algumas delas reveladoras da ambição por crescer: a entidade já tem um banco como parceiro e dentro em breve deverá ter uma grande corretora, em cuja plataforma muito provavelmente irá oferecer os seus planos.

Outra mudança radical – Outra que também mudou de nome – no meio deste ano – para dissociar a sua imagem de uma única patrocinadora foi a Vivest, antiga Funcesp, com a clara intenção de abrir-se para o mercado. Da mesma forma, explicou Mendes, ganhou uma gerência comercial.

Ir além do lançamento de produtos, ao passar a praticar um marketing de conteúdo, a Vivest se preparou para segmentar o seu público, inclusive criando times com expertise para atuar conforme essa segmentação. Agir assim tornou-se quase imperioso, considerando a variedade de alvos, desde pessoas de mais idade e conservadoras como herança das primeiras décadas de vida da entidade, até os jovens sem grandes vínculos permanentes e mais interessados em preservar a sua liberdade. “Este último público só pode ser alcançado através de produtos simples”.

São crias dessa nova postura, por exemplo, o “Família Invest”, em parceria com a Abrapp e cuja iniciativa Mendes elogia e agradece, e o fundo recém instituído com o Conselho Regional de Economistas de São Paulo.

Para chegar a isso só tendo startups por perto, atendimento que se fato funcione e aplicativos servindo produtos específicos. Resultado, os robôs estão chegando, novos sistemas estão perto – um deles de cadastro – e duas novas empresas patrocinando o plano de autogestão em saúde, onde se verificou um crescimento de 80%.

“Antes, seguramente, é necessário mudar o mindset, pois se não for alterada a forma de pensão não se avança”, sublinhou Mendes.

Ir muito fundo – Enfrentar tantas transformações, acrescentou Verardo, “pede que se vá muito fundo em nossas entidades”. Não basta uma maquiagem, fazer algo superficial, ser coerente com o posicionamento que se deseja assumir”.

Ele acrescentou: “O posicionamento para fora precisa combinar com o mostrado para dentro, se não derrete”.

Conecta prepara lançamento de Central de Serviços durante 41º CBPP

Conecta prepara lançamento de Central de Serviços durante 41º CBPP

O lançamento da Central de Serviços Conecta ocorrerá na próxima segunda-feira, 16 de novembro, às 19h15, durante o 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, que acontecerá de 16 a 19 de novembro. A Central tem como objetivo trazer um novo conceito de prestação de serviços em relação a engajamento, vendas e relacionamento com os participantes das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), contribuindo para os projetos expansão e resultados das entidades e os congressistas poderão acompanhar seu lançamento no Estande da Conecta.

A cerimônia do dia 16 de novembro será uma comemoração da chegada da Central de Serviços Conecta, com apresentação rápida sobre a proposta da Central em uma solenidade. Os dias 17, 18 e 19 de novembro terão três horários de apresentações por dia sobre a Central, dando mais detalhes sobre sua operação. Essas sessões ocorrerão das 10h45 às 11h30; das 12h15 às 13h; e das 16h45 às 17h30.

A ideia da Central é levar às EFPC um ferramental para atrair novos participantes e se relacionar com eles a partir da tecnologia e de estratégias efetivas. “A Central nasce de uma demanda forte das entidades na área de vendas e engajamento com participantes. Isso já foi colocado para nós no passado, e em um Grupo de Trabalho da Abrapp foi sugerido que a Conecta passasse a prestar serviços, o que foi referendado no planejamento estratégico da Abrapp no início deste ano”, explica a Superintendente Geral da Conecta, Claudia Janesko. “Assim, saímos apenas da intermediação para entrar mais diretamente na prestação de serviços nessas duas frentes mais fortes de demanda”, conta. 

No momento da cerimônia de lançamento da Central de Serviços Conecta, haverá ainda a divulgação de campanha especial para as EFPC. Fique de olho e não perca a cerimônia! Confira a programação do Congresso e reserve sua agenda.

Encontro de Estratégias e Criação de Valor inicia abordando um novo modelo de negócios

Encontro de Estratégias e Criação de Valor inicia abordando um novo modelo de negócios

Um debate sobre novos tempos e um nova proposta de valor para o sistema de previdência complementar abriu o 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor nesta quinta-feira, 1º de outubro, com realização da Abrapp e apoio institucional do Sindapp, ICSS, UniAbrapp, e Conecta. Com um público on-line de 500 pessoas, o evento foi organizado com apoio do Colégio de Coordenadores de Estratégias e Criação de Valor da Abrapp. 

Comunicação, marketing, vendas e um novo modelo de negócios foram os temas abordados por Luís Ricardo Martins, Diretor Presidente da Abrapp, na abertura do encontro. “A gente precisa aprender a vender. São novos tempos. Temos um novo perfil de trabalhador, um nativo digital, e existe um esgotamento da relação tradicional empregado-empregador. O desafio é reinventar”, destacou. Para isso, ele reiterou a necessidade de se mudar o mindset das grandes lideranças. “Estamos fazendo isso. O sistema vem revolucionando o processo de reinvenção, chegando a um maior número de pessoas e em uma nova realidade, que pede um novo modelo de previdência complementar”. 

Dentro do que se almeja alcançar, o segmento precisa, agora, chegar ao potencial participante com simplicidade, disrupção e comunicação direta, conforme abordou Luís Ricardo. “Estamos com condições de proteger o maior número de pessoas, e estratégia e criação de valor nunca foram tão fundamentais. O sistema precisa muito da criatividade”, pontuou. Assim, a Abrapp, na antecipação desse processo de inovação, está dentro do mundo digital, levando o recado para o jovem. “Previdência é coisa de jovem, e a comunicação, além de ser simples, deve ser acompanhada desse movimento tecnológico”, complementou Luís Ricardo. 

Segundo o Diretor Presidente da Abrapp, a comunicação e o trabalho engajado estão chegando aos interlocutores dos governos, colocando a previdência complementar em pauta. “Somos protagonistas, o setor privado retoma o crescimento, e dentro dessa linha, vamos buscar o aperfeiçoamento, aprovação de medidas, debates, pois temos excelente produto, pagando benefícios em dia e cumprindo com suas obrigações”, disse, ressaltando que em 2017 o sistema estava estagnado, e dentro da missão de gerir um estoque de quase R$ 1 trilhão e o fluxo que está por vir, inúmeros desafios foram superados.

Ameaças e conquistas – Luís Ricardo apresentou as ameaças que o sistema sofreu nos últimos anos, como a extinção do Ministério da Previdência Social; a tributação das contribuições extraordinárias; falta de protagonismo do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC); pandemia; entre outros. “Diante disso, tivemos nossas conquistas pouco comemoradas, como a efetividade que o CNCP ganhou; a aprovação do CNPJ por plano; comitês de auditoria; profissionalização do sistema; fundo setorial para familiares; autorregulação; OFN com trânsito em julgado; Resolução CMN nº 4.661; PGA parcial por entidade; manutenção do convênio com INSS; Reforma da Previdência, com sistema participando ativamente das propostas; representatividade Congresso Nacional; discussão sobre reputação ilibada; flexibilização de normas de certificação; reestruturação dos canais de comunicação; ação Previdência é Coisa de Jovem; Hack’A’Prev e Hupp, projetos realizados em parceria com a Conecta; e o desenho do PrevSonho”, destacou Luís Ricardo.

Ele ressaltou que foram inúmeras conquistas que inauguram um novo momento do sistema, impulsionando sua retomada. “Estamos vivendo um momento histórico, um novo ciclo virtuoso que vem passando por etapas. E nessa linha, tenho certeza que estamos fazendo o segmento chegar a um maior número de pessoas”, pontuou. Para ele, a missão ainda é de impulsionar a poupança previdenciária do país, ressaltando a previdência do servidor público como um dos vieses de fomento do segmento, além dos fundos instituídos e dos plano família. “O Estado está se retirando como grande provedor da previdência pública, e dentro desse cenário que transfere para o indivíduo a obrigação de poupar mais e melhor, precisamos de medidas de incentivo”.

Segundo Luís Ricardo, entre as medidas de incentivo estão a inscrição automática, incentivo tributário para quem contribuir por mais de 20 anos, corrigir a bitributação criando mecanismos e justiça fiscal, entre outros. “Dentro desse temas estratégicos, estamos vindo com um Projeto de Lei de Proteção ao Poupador Previdenciário (LPPP). Precisamos proteger esse indivíduo, e precisamos que ele tenha, com toda transparência, segurança para poupar no longo prazo. O sistema está preparado para ajudar o Estado brasileiro a ampliar sua proteção social, alavancar sua macroeconomia, e proteger o maior número de pessoas, implementando a necessária poupança previdenciária no país”.

Novos tempos – ​Apoiando a organização do evento ao lado de Marisa Santoro Bravi, Secretária Executiva da CT Estratégias e Criação de Valor, Rodrigo Sisnandes Pereira, Diretor Executivo e responsável pelo Colégio de Coordenadores de Estratégias e Criação de Valor da Abrapp, destacou que o tema do encontro é oportuno por conta dos novos tempos que exigem inovar. “A inovação está na agenda do nosso segmento há algum tempo, pois esse ano fomos forçados a nos reinventar na forma de convívio, produção, conhecimento, trabalho e lazer. O coronavírus acelerou mudanças que estavam em curso em todo nosso sistema e também no mundo corporativo. As sedes das empresas mudaram, e o home office se tornou uma realidade. Muitas das nossas atividades puderam ser realizadas sem necessidade de deslocamento. Descobrimos a facilidade da assinatura digital, imprimir não é mais necessário”, pontuou.

Rodrigo questionou, contudo, o que impede o ser humano de tomar uma atitude diferente ou demorar a isso, e o que move ele a mudanças. “O desafio, nesse momento, é diferente: reinventar o jeito de viver coletivo, fazer show sem plateia, fazer um evento virtualmente, e sentimos falta do contato com amigos, família, colegas. Mas podemos aproveitar para criar um jeito novo de fazer previdência complementar fechada”. Ele reiterou que as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) estão reinventando processos, fazendo atendimento on-line, criando aplicativos, simplificando negócios e produtos para que sejam cada vez mais atrativas a diferentes segmentos da sociedade. “A Reforma da Previdência e as reformas que virão colocam nossos planos cada vez mais como essenciais para oportunidades que virão. Estamos ocupando um palco mais destacado na agenda dos nossos país”, complementou.

ReflexãoEncontroEstratégiasUma nova proposta de valor – Para falar sobre uma nova proposta de valor, ​Devanir Silva, Superintendente Geral da Abrapp, abordou inicialmente o impacto da crise do novo coronavírus, que pegou todos de surpresa, revisando o status do sistema antes da crise. “Nos últimos tempos tivemos várias crises e percebemos que os sitema sempre saiu bem de todas elas”. Ele comparou a rentabilidade com o mínimo atuarial do sistema ao longo dos últimos anos, sendo que o sistema superou as metas após as crises, ainda que tenha passado por dificuldades durante elas. “Ao longo da história, a entrega está ocorrendo, e em solvência, o sistema nunca esteve tão bem”.

Em relação ao equilíbrio atuarial, Devanir pontuou que houve uma queda brutal em março deste ano, já com recuperação em julho, e a tendência é chegar até dezembro em uma posição equilibrada. “Os fatores de resiliência foram a liquidez de 12 meses no ano, além da comunicação e engajamento com participante, fundamental nesse trabalho. Tivemos gestões qualificadas e um histórico de entrega, e um foco no longo prazo fundamental. Somos talvez um dos sistemas mais resilientes para enfrentar uma crise dessa magnitude”, destacou.

Devanir ressaltou, contudo, que o que trouxe o sistema até o momento atual não o levará adiante. “Temos novos modelos de trabalho. Teremos mais serviço e menos emprego. É o mundo da pejotização. Além disso, haverá maior envelhecimento da população; organizações exponenciais; tecnologia; mais individualismo; e espaço para serviços compartilhados. Queremos ajudar, e aí vem a engenhosidade da previdência da iniciativa privada. A transferência de encargos entre gerações vai diminuir e nós precisamos formar nosso patrimônio previdenciário. O indivíduo está com papel central de escolha, com empoderamento. Esse é um novo indivíduo para uma nova previdência”, disse.

Novos negócios – Em uma base comparativa, Devanir Silva demonstrou o panorama do modelo tradicional de previdência complementar, baseando em patrocínio de empresas, e de um novo modelo, inovador, que está chegando com advento de planos instituídos e família. “Até o momento, o grande cliente da previdência complementar era o empregado CLT. Hoje, o cliente são os familiares. Temos a pessoa física e a pessoa jurídica, setores e associações”. Segundo Devanir, dentro dessa proposta de valor, é preciso oferecer renda qualificada, maior rentabilidade líquida, atendimento personalizado e parceria com o participante, que passa a ser sócio.

Além disso, o canal de distribuição no modelo tradicional era baseado nos RHs das empresas patrocinadoras. “No modelo moderno, temos canais digitais, vendas físicas, influenciadores, e novas figuras como instituidores, além do participante atual. O relacionamento com o cliente tradicional tinha uma central de atendimento e um site, sendo que 30% das EFPCs não tem site e serão obrigadas a constituir pela Resolução CNPC nº 32. Numa versão de inovação, temos central de atendimento presencial e à distância; plataforma digital e apps; instituidor e patrocinador como parceiros; e programa de educação financeira mais forte”, reforçou Devanir.

Além disso, as fontes de receitas no modelo tradicional se baseavam apenas em taxas de administração e custeio. “O mundo será outro, falaremos de pro-labore de seguro, convênios variados, alavancado receita. Precisamos investir no negócio. Essa é uma visão que estamos defendendo em mudança na nossa legislação. Ninguém cresce se não investir”, pontuou Devanir, destacando que agora, além da gestão da operação, de investimentos e concessão de renda, as atividades do sistema passam a incluir captação, relacionamento, assessoria, fidelização e adesão. 

Já os principais recursos das entidades, na visão tradicional, eram a equipe, muitas vezes cedidas ou divididas com patrocinador, com alta sinergia com a empresa. “Hoje estamos falando em pessoal qualificado, base de relacionamento, conhecimento sobre os participantes, capacidade de investimentos e recursos, e tecnologia, com sistema de inteligência artificial. Isso tudo estará ao nosso favor para o fomento”, destacou Devanir, abordando ainda que as parcerias tradicionais, antes focadas nas patrocinadoras e instituições representativas de classe, passam a incluir seguradoras, instituidores, fornecedores de sistemas, associações de classe, sistemas de cobrança, consultoria atuarial e de previdência, assets management, e a Abrapp e a Conecta. “Através dessa parceria que encontramos soluções associativas e compartilhadas”. 

Devanir fez ainda reflexões estratégicas sobre o futuro da previdência. “Hoje ninguém pensa em aposentadoria. Precisamos oferecer para o jovem alternativas. Esse conceito de aposentadoria muda completamente, e é preciso ter uma visão moderna com um produto revitalizado. Para isso, é fundamental conhecer o nosso cliente, que é mais do que um participante, é um parceiro, é nosso sócio. Precisamos trazer a família brasileira para a previdência. Teremos o member get member, os participantes atuais nos ajudarão a vender os planos”, destacou. 

O uso de tecnologia se torna essencial nesse novo modelo, além da estruturação de uma área comercial com equipe qualificada. “Teremos um novo proposta de valor, que é exatamente a da renda qualificada no longo prazo, com propriedade compartilhada com esse novo dono, e teremos o papel de aconselhadores financeiros com foco no ciclo de vida. O papel dos dirigentes é de ter visão de negócios, empreendedorismo, visão inovadora. Essas são palavras de ordem do nosso meio”, reforçou Devanir Silva, ressaltando a importância da comunicação, da autorregulação para defender o legado, da expansão da competitividade, da cultura e da construção do patrimônio, além da da governança, qualificação profissional e compartilhamento de serviços valorizando o ambiente associativo. “Devemos ser protagonistas. Tenho plena convicção que teremos um futuro brilhante pela frente e que teremos vida longa”, complementou.

Mudança de paradigma – Fazendo uma reflexão sobre o modelo antigo da previdência complementar e o atual, que está sendo construído, Nilton Molina, Presidente do Conselho de Administração da MAG, elogiou o posicionamento de Luís Ricardo e Devanir Silva ao tratarem de um novo negócio para o segmento. “Tudo que há anos tenho dito está sobre a mesa. Estamos tratando de negócio, sem perder de vista nossa causa, que é e previdência. Isso é moderno”. 

Ele traçou um mapa social do sistema, abordando a queda da fertilidade, o que significa poucos trabalhadores para o futuro; um brutal aumento de longevidade; e um aumento do custos de saúde. “Mas ao ter menos trabalhadores amanhã e muitas pessoas sem capacidade laborativa, a grande população futura não poderá mais contar com o dinheiro da sociedade. O pacto entre gerações foi banido dessa nova sociedade. O Estado cumprirá papéis mínimos de segurança, com benefícios para todos, mas muito pequenos”, pontuou. 

Segundo ele, poupar para segurança presente e para a longevidade e o futuro será um problema de cada um de nós, e a consequência será a mudança sobre o conceito de aposentadoria. “Teremos que trabalhar durante um tempo muito maior. Esse é o propósito principal desse Encontro de Estratégias e Criação de Valor. Temos uma estrutura legal envelhecida, que não trata do que ocorre hoje no mundo. Quero continuar colaborando para criar um novo arcabouço legal, e por força da Emenda Constitucional 103, o sistema vai ter que mexer em coisas para permitir, por exemplo, que entidades abertas possam oferecer planos de previdência para servidores públicos. Para isso, precisamos de uma Lei Complementar. Essa é a oportunidade que está na mesa, a nosso dispor”, destacou Molina. 

Ele ressaltou que uma nova legislação de A a Z preveniria e manteria a causa da previdência. “O fundo de pensão tem um objetivo de estimular pessoas a pouparem para o futuro. Está neste momento, em estudo, um novo arcabouço legal para suportar a longevidade. E não escapamos de revistar praticamente 100% toda questão dos benefícios fiscais e tributários. Temos um novo mapa social e precisamos entender o que isso significa, reformando nossa legislação com a coragem que nossa sociedade merece, e respeito pela nossa causa”, complementou Molina. 

Continue acompanhando a cobertura do evento no Blog Abrapp em Foco. O 2º Encontro Nacional de Estratégias e Criação de Valor tem o Patrocínio Ouro de Base Viral, MAG, mLabs e Startse; e Patrocínio Prata da Maturi.

Newsletter Abrapp em Foco

Cadastre-se e fique por dentro de tudo que acontece no Grupo Abrapp e em sintonia com os fatos mais relevantes do setor.