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Previ supera meta atuarial e amplia superávit do Plano 1 em 2020

Previ supera meta atuarial e amplia superávit do Plano 1 em 2020

Mesmo em um ano marcado pela pandemia e aumento da volatilidade dos mercados globais e domésticos, a Previ conseguiu fechar 2020 com rentabilidade acima da meta atuarial em seu maior plano de benefícios, ampliando o superávit em relação ao ano anterior. Ainda sem os resultados finais de dezembro de 2020, o retorno apurado até novembro do ano passado era de 11,06% no Plano 1 ante uma meta de 8,42%. O superávit havia saltado de R$2,3 bilhões registrados em janeiro para R$7,5 bilhões em novembro. O Plano 1 contava com patrimônio de R$ 199,3 bilhões em novembro.

No auge da crise, em 31 de março do ano passado, o Plano 1 chegou a registrar déficit de R$23,6 bilhões. Já no primeiro semestre a recuperação começou a acontecer de maneira acelerada e continuou até o final do ano, ainda que tenha registrado altos e baixos no período. “Sabíamos que haveria uma recuperação, mas tínhamos a expectativa que fosse mais demorada do que acabou acontecendo. Tivemos uma surpresa muito positiva com a grande velocidade na retomada”, comenta Marcelo Otávio Wagner, Diretor de Investimentos da Previ.

O dirigente explica que os resultados de novembro já apontavam para a superação da meta atuarial do Plano 1 e o movimento continuou em alta até o fechamento do ano. “Já tínhamos batido a meta em novembro, mas em dezembro o resultado positivo foi ampliado, apesar de não contarmos com os números fechados. Alguns dos fatores que contribuíram para a retomada dos mercados foram os pacotes de estímulos fiscais e monetários lá fora e que impactaram positivamente os países emergentes e o ciclo de commodities do mercado asiático que teve forte recuperação”, diz o Diretor da Previ.

Marcelo Wagner destaca a resiliência do portfólio da Previ e a posição de caixa confortável que permitiram a adoção de alocações mais adequadas durante o ano. A carteira de renda variável teve forte valorização desde maio do ano passado, com um rallye de alta nos dois últimos meses do ano. Nem todas as ações tiveram comportamento semelhante, algumas delas ainda devem marcar maior recuperação em 2021, como é o caso de empresas de utilities – energia, bancos e varejo.

A carteira de títulos públicos também registrou resultado positivo no final do ano, com forte fechamento da curva longa dos juros no quatro trimestre. A equipe de investimentos da Previ aproveitou o movimento para capturar os ganhos com os papeis mais longos indexados à inflação. Durante alguns momentos do ano passado, a Previ ampliou a posição com esses ativos. Além da captura dos prêmios, o próprio repique da inflação também colaborou para ampliar os ganhos.

“Diferente das previsões da média do mercado, por volta do mês de agosto, percebemos que poderia ocorrer um repique da inflação até o final do ano, o que foi confirmado realmente”, conta o Diretor da Previ.

Os investimentos no exterior, apesar de representarem menos de 0,5% do patrimônio da Previ, também tiveram desempenho muito positivo, devido ao movimento do câmbio e da própria recuperação dos ativos.

Mais uma vez o controle de riscos e a governança foram fatores que garantiram bons resultados para a entidade. “Os mecanismos de governança e segregação de responsabilidades são fundamentais para manter a calma e o olhar no longo prazo. É na hora da crise e nos momentos de alta volatilidade que esses mecanismos são testados de verdade. E a Previ tem se saído muito bem em períodos difíceis como foi 2020”, diz Marcelo Wagner.

Com desempenho menor que o Plano 1, o plano Previ Futuro conseguiu reverter as perdas durante o ano e registrava retorno positivo de 2,29% em novembro. O resultado de dezembro não foi fechado ainda, mas deve apontar melhora na rentabilidade. O Previ Futuro registrava patrimônio de R$20,6 bilhões em novembro de 2020.

Retomada da diversificação – A partir da análise dos cenários, a política de investimentos da Previ para 2021 prevê a retomada do processo de diversificação das carteiras dos planos. Nesse sentido, a política prevê novos limites de alocação em ativos no exterior, multimercados e fundos imobiliários. A alocação nessas classes de ativos permaneceram suspensas no ano passado e agora, de acordo com o comportamento dos mercados, devem voltar ao radar da entidade.

A política deste ano prevê um limite de até R$7 bilhões para alocações nessas três classes de ativos. O Diretor de Investimentos reforça também que um ponto cada vez mais presente na política são os critérios ASGI – ambiental, social, governança e integridade. Ele lembra que a Previ criou um comitê interno de sustentabilidade para avaliar os investimentos ASG a partir de setembro de 2020. Nessa área, ele também ressalta a adesão da fundação ao Código Stewardship da Amec, que visa fortalecer a governança e o engajamento nas empresas investidas.

Plano Família – Uma novidade importante do ano passado foi o lançamento do novo plano Previ Família, voltado aos parentes dos participantes. O plano foi lançado no mês de março do ano passado, um pouco antes da chegada da pandemia. Mesmo assim, a equipe da entidade decidiu manter o plano de divulgação e abertura para adesões, que resultou na entrada de 1123 novos participantes até o momento. O patrimônio do plano já atinge R$26,1 milhões.

“Enfrentamos e superamos todos os desafios operacionais para lançar o novo plano. Hoje estamos muito felizes de contar com um público cada vez maior”, comenta Marcelo Wagner. Ele ressalta a ideia de fortalecer os conceitos ASGI em 2021 e nos próximos anos e destaca que o plano de previdência é o que existe de mais aderente no mercado financeiro à ideia de sustentabilidade. “É o que existe de mais humanizado no mercado atualmente”, diz.

Previ supera meta atuarial e amplia superávit do Plano 1 em 2020

Comissão Técnica de Investimentos define três eixos principais de atuação

O Colégio de Coordenadores da Comissão Técnica (CT) de Investimentos da Abrapp definiu três eixos para direcionar sua atuação no próximo ano. Os eixos receberam a denominação de “processos”, “produtos” e “solvência/regulação” e serão desenvolvidos por duplas de coordenadores das comissões regionais (ver lista ao final). “A proposta é desenvolver uma agenda propositiva para 2021. Vamos continuar com as pautas reativas, para dar resposta às demandas mais imediatas, mas também queremos atuar com o olhar no longo prazo”, explica Marcelo Otávio Wagner, Secretário Executivo da CT de Investimentos.

O primeiro eixo tem o objetivo de discutir e promover o intercâmbio de experiências sobre as melhores práticas de investimentos. “Vamos discutir e compartilhar experiências no colegiado de coordenadores e também nas comissões regionais sobre as experiências das associadas relacionadas ao processo de investimentos”, aponta o Secretário Executivo. Será incentivada a participação das associadas nas comissões regionais para compartilhar casos de montagem de carteiras, métricas utilizadas, estrutura de diversificação, entre outras experiências.

O segundo eixo tem a ver com as soluções de estratégias e produtos e deverá enfocar em questões, como por exemplo, o conceito de data alvo (ciclo de vida). Neste tipo de modelo ocorre a mudança automática nas alocações. “O ciclo de vida é um exemplo de produto que podemos discutir. É um caso que temos na Previ”, comenta Marcelo Wagner, que também é Diretor de Investimentos da Previ. Outro exemplo que pode ser enfocado neste eixo é o de estratégias e soluções de acumulação e desacumulação.

O terceiro e último eixo visa discutir a questão da regulação do setor com o enfoque da solvência. Serão debatidos aspectos da solvência, questões atuariais, ALM (Asset Liability Management), entre outros. A comissão pretende atuar no sentido de gerar propostas para aperfeiçoar a regulação que rege a gestão dos ativos das entidades fechadas sem desviar o olhar sobre a manutenção das solvência dos planos.

Além das experiências das associadas, os coordenadores da CT de Investimentos pretendem convidar consultorias externas para realizar apresentações e debates junto ao colegiado. “Pretendemos trazer consultores de fora, que muitas vezes prestam serviços de maior valor. Acreditamos que temos uma importante organização na Abrapp que permite a geração de valor para as associadas”, comenta Marcelo Wagner. Confira abaixo a estrutura da CT de Investimentos e os responsáveis para cada um dos eixos.

Comissão Técnica de Investimentos da Abrapp

Diretor Responsável: Sérgio Wilson Fontes (Real Grandeza)

Secretário Executivo: Marcelo Otávio Wagner (Previ)

Eixos:

• Produtos: Gustavo Campos Otoni (Centrus) e Édner Bitencourt Castilho (Vivest)

• Processos: Nayara Ferreira de Queiroz (Desban), Édner Bitencourt Castilho (Vivest) e Cleiton Oliveira Pires (Neos)

• Solvência, regulação: Carlos Renato Salami (Isbre) e Alexandre Mathias (Petros)

Abrapp abre canal com Tesouro Nacional para discutir a gestão da dívida pública

Abrapp abre canal com Tesouro Nacional para discutir a gestão da dívida pública

Representantes da Abrapp realizaram uma importante reunião com o Subsecretário da Dívida Pública do Tesouro Nacional, José Franco de Morais e sua equipe técnica na última segunda-feira, 26 de outubro. O objetivo do encontro foi inaugurar um canal de diálogo direto com o objetivo de trocar informações e coordenar ações conjuntas para aperfeiçoar a gestão da dívida pública com as demandas das fundações. Pela Abrapp participaram o Diretor Vice Presidente Luiz Paulo Brasizza, o Secretário Executivo da Comissão Técnica de Investimentos, Marcelo Otávio Wagner, que também é Diretor de Investimentos da Previ, e o Superintendente Geral, Devanir Silva.

“Foi uma reunião muito proveitosa que serviu para abrir um canal de comunicação direta do Tesouro Nacional com nosso sistema. Os representantes do Tesouro mostraram uma postura bastante aberta ao diálogo com o mercado”, diz Brasizza. Pela Secretaria do Tesouro Nacional participaram ainda Helano Borges Dias, Gerente de Estratégia da Dívida Pública; e Luís Felipe Vital Nunes, Coordenador de Operações da Dívida Pública.

Responsáveis pela gestão da dívida federal, os técnicos divulgaram que há R$ 643 bilhões em vencimentos entre janeiro e abril de 2021, o que representa cerca de 15% do total. “O mercado demonstra uma preocupação com o elevado volume de vencimento dos títulos públicos nos primeiros meses do próximo ano”, comenta Devanir Silva.

A iniciativa da reunião partiu da Abrapp que verificou uma demanda da associadas em entender melhor o recente lançamento de LFTs no mês de setembro passado. “As entidades fechadas e todo o mercado levaram um susto com a abertura das taxas das LFTs. A marcação a mercado dessas carteiras acabou registrando cotas negativas, o que é um evento raríssimo em se tratando desses títulos”, explica Brasizza.

Marcelo Wagner (foto ao lado) comenta que houve uma oferta de LFTs maior que a média e isso gerou um efeito que derrubou o preço dos ativos marcados a mercado. “É um evento muito raro que gera retornos negativos para as cotas DI. Isso teve efeito nos perfis mais conservadores dos planos de benefícios”, conta. Para o gestor mais profissional, o fenômeno é compreensível, mas para o participante ou investidor pessoa física, causou estranheza.
Aproximação positiva – Para o Diretor de Investimentos da Previ, a reunião com o Tesouro foi muito positiva no sentido de promover a aproximação de todo o sistema de entidades fechadas (EFPC) ao órgão estatal. “Era uma iniciativa que estávamos planejando na Comissão Técnica de Investimentos da Abrapp e que acabou referendada com a reunião desta semana com representantes do Tesouro Nacional”, afirma Marcelo Wagner.

Ele explica que enquanto Previ, a comunicação com o Tesouro já era frequente, mas o fato novo é que o canal direto da Abrapp com o órgão abre um relacionamento muito mais amplo. “A comunicação via Abrapp inclui todas as entidades, de todos os tamanhos, nesta importante agenda de diálogo”, comenta.

Luiz Brasizza reforça a importância da ampliação do diálogo. “Antes o Tesouro vinha mantendo comunicação mais frequente apenas com as maiores fundações. Agora teremos condições de que todas as associadas, inclusive de pequeno e médio portes, consigam se coordenar com ações e informações sobre a dívida pública”, diz o Diretor Vice Presidente da Abrapp.

Esse canal permitirá uma série de iniciativas que terão efeito positivo para os dois lados, tanto para as EFPC quanto para o Tesouro. “Sem dúvida é uma agenda de ganha-ganha para todos os lados”, diz Marcelo Wagner.

Durante a reunião, o Tesouro demonstrou maior interesse em conhecer com mais detalhes a dinâmica dos planos de benefícios e suas necessidades de superação das metas atuariais. Desta forma, terá melhores condições para oferecer opções mais adequadas de títulos para atender a demanda de troca de ativos de todas as EFPC. “Será possível promover um ajuste fino nos leilões de títulos para atender as trocas de ativos de todo o conjunto de fundações, não apenas das maiores. Ou seja, será possível ao Tesouro avançar com esse objetivo para seu planejamento em 2021”, reforça Brasizza.

O Vice Presidente da Abrapp elogiou a postura mais assertiva do Tesouro para promover melhor atendimento e casamento de prazos e taxas dos ativos. Serão realizadas reuniões mais frequentes para compartilhar informações.

Preocupação com o fiscal – Um fator que fortalece a importância do diálogo da Abrapp com o Tesouro Nacional é a preocupação com o equilíbrio fiscal das contas e a capacidade de rolagem da dívida pública. “É uma questão que já preocupa o mercado há muito tempo que é o refinanciamento da dívida pública”, diz Marcelo Wagner. Ele explica que o calendário avançou e agora chega um momento de maior volume de vencimentos.

A trajetória da dívida preocupa pelo menos desde 2015, tanto é que pautou a agenda de reformas estruturais nos últimos anos. Daí veio toda a discussão e aprovação do teto de gastos e a Reforma da Previdência. “O fato novo é uma situação anômala da pandemia de Covid-19. É uma situação não prevista que demandou uma resposta fiscal muito forte”, diz o Diretor de Investimentos da Previ.

Por isso, está ocorrendo uma sobreposição de dificuldades, que juntou o ajuste fiscal que o país não havia terminado com a elevação grande e rápida da dívida pública para dar resposta à pandemia. Para agravar a situação, houve queda do PIB com a consequente redução de receitas. Ele diz que a situação não é exclusiva do Brasil, que afeta todos os países, mas que a condição anterior da economia e das contas públicas brasileiras eram mais debilitadas.

Curvas mais longas – Em meio ao aumento da preocupação, surgem também oportunidades para as EFPC. É o caso da abertura das curvas longas dos títulos públicos. Antes da pandemia, as NTN-Bs mais longas pagavam uma média de inflação mais 3,5% ao ano.
No auge da crise em março, os prêmios desses títulos abriram para algo próximo de 5%, mas logo recuaram para o patamar de 3,70% ao ano. Com a situação atual, as taxas abriram novamente para 4,30% ao ano mais inflação, o que já começa a ficar atrativo para as fundações.

“Com a maior comunicação e diálogo das fundações com o Tesouro será possível avançar nessa coordenação de troca de ativos. É uma ação muito importante. Ninguém quer que a questão fiscal saia do controle”, comenta Marcelo Wagner.

“O Tesouro disse que tem condições de rolar a dívida. Mas a questão chave aí é o equilíbrio fiscal e a manutenção do teto de gastos. Temos de acompanhar mais de perto pois podem ocorrer novos momentos de maior volatilidade”, diz Brasizza. Em um cenário mais positivo, o teto de gastos é mantido e a política fiscal retoma seu endereçamento adequado, com a consequente redução da volatilidade e dos riscos do mercado.

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