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Entrevista: Fapes acumula experiência em private equity e continua olhando para o setor

Entrevista: Fapes acumula experiência em private equity e continua olhando para o setor

Há cinco anos atuando como gerente das carteiras de ativos ilíquidos da Fapes, César Avidos (foto acima), acumula experiência com a análise e monitoramento dos fundos de investimentos em participações (FIPs) e investimentos em private equity em geral. O gestor comenta, em entrevista exclusiva ao Blog Abrapp em Foco, a experiência e os avanços obtidos pela fundação na gestão dessa classe de ativos que incluem também os investimentos florestais e infraestrutura.

“O mais importante na seleção de um gestor é escolher um que tenha um track record consolidado. Temos de buscar referências, ver quem já está investindo no fundo. Tudo isso ajuda a minimizar os riscos”, comenta César Avidos. 

A Fapes tem participado do Comitê de Investimentos da Abvcap – Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity – onde tem aproveitado para promover uma intensa troca de experiências com outras fundações e participantes do mercado (leia mais). Nesta entrevista, participou também Luiz Barbosa Medeiros, Responsável pelos Investimentos em Private Equity da Fapes. Leia a seguir na íntegra:

Blog Abrapp em Foco – Poderia comentar como a Fapes vem trabalhando com a carteira de private equity?

César Avidos – Considerando os ativos de private equity, venture capital e florestais, podemos dizer que consolidamos na Fapes uma metodologia de análise e monitoramento dessa classe. Hoje podemos dizer que construímos uma equipe com um processo de análise bem estruturados.

Blog Abrapp – O que considera mais importante neste trabalho de análise?

César Avidos – Não tem sido fácil. A classe de private equity tem recebido muitas críticas nos últimos anos. Por isso mesmo, vemos a necessidade de avançar com a capacitação de equipe e definição de uma metodologia. Temos participado de comitês da Abvcap. Também temos conversado com gestores, para quando chegarem as propostas, tomarmos as decisões corretas.

Blog Abrapp – Qual o tamanho da carteira de private equity da Fapes?

César Avidos – Atualmente temos cerca de 3,5% do patrimônio da Fapes alocados em private equity. Isso representa uma carteira de R$ 450 milhões. Nos últimos três anos, realizamos cinco novos investimentos nesta classe. Foram 2 fundos de empresas médias em crescimento, também chamados de middle market, um fundo de de fundos, um florestal e um de infraestrutura. Com os fundos atuais temos compromissos de alocar mais R$ 200 milhões até 2025.

Blog Abrapp – A Fapes continua olhando para novos investimentos nesta classe?

César Avidos – Com a queda dos juros, todos os investidores institucionais precisam buscar alocações de maior risco e maior diversificação. Nós como investidores de longo prazo, temos condições de manter um radar mais abrangente para buscar retornos mais atrativos. Por isso, estamos olhando para ativos de private equity primários, investimentos florestais e fundos de fundos.

Blog Abrapp – Poderia comentar a participação no Comitê de Investidores da Abvcap?

Luiz Medeiros, FapesLuiz Medeiros (foto ao lado) – Tem sido muito importante nossa participação no Comitê de Investidores da Abvcap. Neste âmbito discutimos os principais temas da indústria. Cada participante traz a sua experiência e percepção do mercado. A participação no comitê agora está crescendo. Ficou muito tempo com a participação apenas de grandes fundações e do BNDES. Agora os participantes estão se diversificando. Vemos a entrada de pequenas e médias fundações. Todo mês aparecem instituições diferentes para participar do comitê. 

Blog Abrapp – Quais os benefícios mais importantes da participação nesse comitê?

Luiz Medeiros – É fundamental buscar um melhor maior entendimento do arcabouço regulatório do setor. Para isso, é importante promover a troca de informações para avançar no processo de seleção e monitoramento de gestores.

Blog Abrapp – Como avalia a situação atual do mercado de private equity no Brasil?

Luiz Medeiros – Quando ingressei neste mercado, a quantidade de gestores era muito menor. Havia poucas opções ainda não provadas. Hoje temos maior quantidade de gestores mais experimentados. Temos um cardápio maior. O mercado está em melhores condições. Hoje temos maior diversidade de opções para escolher produtos de melhor qualidade.

Blog Abrapp – O que é mais importante na seleção de um gestor e de um fundo de investimentos em participações?

César Avidos – É uma classe em que as características qualitativas são mais importantes que as quantitativas. São investimentos que duram em média 8 anos. É diferente de um fundo de ações. Os private equity não possuem liquidez. Se errarem nos primeiros passos, depois é difícil corrigir. O mais importante na seleção de um gestor é escolher um que tenha um track record consolidado. Temos de buscar referências, ver quem já está investindo no fundo. Tudo isso ajuda a minimizar os riscos. Algumas fundações, como a Fapes e algumas outras, já acumulam bastante experiência e podem compartilhar com outras. 

Blog Abrapp – Quais recomendações poderia transmitir para outras fundações? 

César Avidos – As fundações estão entendendo cada vez melhor essa classe de ativos. Temos pessoal mais capacitado. É muito importante continuar com a capacitação. O mais importante é encontrar as pessoas certas para a análise correta e tomada de decisões. 

Aumenta o interesse das fundações em investimentos de Private Equity

Aumenta o interesse das fundações em investimentos de Private Equity

Com a queda das taxas de juros e a necessidade de buscar maior diversificação nas carteiras, o interesse das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) em analisar e investir em ativos de Private Equity (PE) está se ampliando. Um dos indicadores desse interesse crescente é a participação no Comitê de Investidores da Abvcap (Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity) que conta com a presença de uma dúzia de fundações. São elas: Petros, Fapes, Previ. Celos, Funcef, Elos, Promon, Fundação Copel, Previ Ericsson, Fundação Itaipu, Economus e Fachesf.

Até há 3 anos, apenas as grandes fundações e o BNDES participavam regularmente desse âmbito. Desde o ano passado e principalmente em 2020, a participação de entidades de menores portes tem sido algo cada vez mais frequente. “Discutimos as boas práticas no processo de investimento em Private Equity, alinhamos as expectativas, falamos sobre as motivações de cada fundação relacionadas ao cenário atual, entre outros assuntos”, diz Arlete Nese (foto acima), Sócia da ON Valor consultoria e representante da Abrapp no Comitê de Investidores da Abvcap.

Ela reforça a percepção que a quedas das taxas de juros tem incentivado o aumento do interesse em conhecer e buscar maior qualificação das equipes de entidades fechadas de todos os tamanhos. Arlete comenta que as fundações acumularam muita experiência e aprendizado nos últimos anos e estão preparadas para ampliar a participação no segmento. Mas para isso, é importante buscar qualificação adequada e troca de experiências. Neste sentido, o âmbito da Abvcap cumpre um papel importante.

Luiz Barbosa Medeiros, Responsável pelos Investimentos em Private Equity da Fapes e membro do Comitê da Abvcap lembra que no início participavam apenas as grandes fundações desse âmbito. “Agora, todos os meses aparecem novas instituições, sejam fundações menores, fundos de fundos ou gestores internacionais”, comenta. O profissional diz que o Comitê tem grande importância para promover a troca de experiências quanto aos principais temas da indústria relacionados aos investimentos, gestores e arcabouço jurídico.

Ele afirma que a indústria de PE tem vivenciado forte desenvolvimento recente e que atualmente há maior quantidade de gestores, com teses mais experimentadas e cardápio maior. “Hoje temos melhores condições na indústria. Antes eram poucos gestores com opções não provadas”, diz Medeiros.

César Avidos, Gerente Executivo de Ativos Ilíquidos da Fapes diz que a entidade promoveu a consolidação de experiência com Private Equity nos últimos 3 anos, com grande avanço no aprendizado e qualificação da equipe. “Hoje contamos com um processo de análise bem estruturado e uma equipe altamente qualificada”, comenta o gerente. (leia mais em matéria sobre a Fapes que será publicada nos próximos dias).

Abrapp e Abvcap – José Carlos Lakoski, Diretor Financeiro da Fundação Copel, também considera que o Comitê de Investidores da Abvcap é um âmbito muito propício para permitir o intercâmbio de informações e experiências entre investidores, fundações e gestores. Neste momento de maior interesse das EFPC por investimentos estruturados, associações como a Abvcap e também a Abrapp cumprem um papel fundamental para o nivelamento de experiências e busca de maior capacitação dos profissionais. Ele inclui também o envolvimento da Previc e de suas áreas de fiscalização como outro ponto importante para incentivar uma postura adequada para o avanço dos investimentos em Private Equity pelas entidades.

“É muito importante promover a aproximação entre Previc, Abrapp e Abvcap nesta questão dos estruturados. Temos de realizar um trabalho forte junto aos órgãos de fiscalização e regulação para que todos possam compreender melhor as características dessa classe de ativos”, comenta Lakoski.

O Diretor da Fundação Copel lembra que desde o primeiro movimento de queda dos juros em 2012 e 2013, a entidade começou a trabalhar com uma perspectiva de juros decrescentes no médio e longo prazo. Foi então que se definiu um programa para investimentos estruturados em 2013. “O programa é uma importante ferramenta para entender como os estruturados podem agregar valor e diversificação à gestão de portfólio. Tivemos de estudar e qualificar profissionais”, diz.

Desde então, a entidade tem procurado montar uma carteira de fundos de participações (FIPs) com a diversificação de safras, gestores, ciclos econômicos e ativos estratégicos. “Não adotamos uma visão oportunística em relação aos ativos ilíquidos. Com essa classe, é necessário adotar uma visão de longo prazo”, conta Lakoski. Todo ano, a Fundação Copel trabalha com um target de aproximadamente R$ 110 milhões em novos investimentos em private Equity, tanto em fundos primários quanto secundários (fundo de fundos).

Hoje a entidade conta com 14 FIPs de 9 gestores diferentes. Tem atualmente R$ 300 milhões em ativos integralizados e R$ 473 milhões em compromissos, o que representa 4% do patrimônio. “Queremos chegar a 6% daqui a dois anos. Ainda temos espaço para crescer”, comenta. A carteira de FIPs da entidade registrou retorno de 23,20% no período de 12 meses encerrado em junho de 2020.

Alocação e monitoramento – Para quem deseja investir no segmento, Arlete Nese ressalta a importância de realização de um estudo de alocação estratégica em investimentos estruturados, com a utilização de métricas e fundamentos para balizar a política de investimentos. A consultora alerta para a necessidade de avaliar não apenas o processo de seleção, mas também o monitoramento de gestores.

Segundo seus estudos, a alocação em um nível abaixo de 5% do patrimônio de uma entidade não é vantajosa, pois gera muito trabalho e o custo acaba não compensando. Já um limite acima de 10%, pode gerar um problema de risco acima do nível adequado.

Seminário – Organizado pela Abrapp, o 9º Seminário Gestão de Investimentos traz uma programação abrangente com a participação de consultores, especialistas de assets, dirigentes de fundações e representantes da Previc. O evento ocorre entre os dias 15 e 16 de outubro. Um dos painéis será dedicado ao tema do Crédito Privado e Investimento Estruturado. Veja programação completa e inscrições.

Entrevista: As vantagens e recomendações para o investimento em Private Equity

Entrevista: As vantagens e recomendações para o investimento em Private Equity

Em entrevista exclusiva para o Blog Abrapp em Foco, Bruna Riotto, Diretora Executiva da StepStone em São Paulo, explica as vantagens e as recomendações para se investir nos Private Equity. Responsável pela atividade de investimentos no Brasil, ela integra a equipe de Private Equity com foco em investimentos na América Latina e atua na indústria de Private Equity no Brasil desde 2010.

“É comum que investidores de private equity consigam capturar a criação de valor na sua posição através de crescimento de receita, expansão de margem e reestruturação financeira, além de muitas vezes conseguirem capturar expansão de múltiplo quando do desinvestimento do ativo”, diz Bruna em trecho da entrevista. Confira na íntegra a seguir:

Blog Abrapp em Foco – Quais são os tipos de investidores que realizam alocações em Private Equity? 

Bruna Riotto – Investidores de diferentes perfis, de family offices a fundos soberanos, vêm aumentando cada vez mais suas exposições a private equity. Como podemos notar no gráfico abaixo, as alocações nessa classe de ativo como parte do patrimônio total variam entre 2% e 20%, sendo que a maioria dos investidores esperam aumentá-la nos próximos anos.

ALOCAÇÕES MÉDIAS EM PRIVATE EQUITY

Grafico 1

Fonte: Preqin Pro, Março de 2020

No Brasil, private equity vem ganhando atenção e deve aumentar como percentual dos portfólios administrados nos próximos anos. É um movimento parecido com o que ocorreu nos países desenvolvidos nos últimos 20-30 anos. Esses países apresentam taxas de juros reais próximas de zero ou até mesmo negativas há muitos anos, o que faz com que os investidores procurem diminuir a exposição em renda fixa e aumentar a composição da carteira em ativos que geram alfa. Nesse cenário, investimentos alternativos tornam-se uma opção interessante como diversificação e melhor relação risco/retorno. Esse movimento não deve ser diferente no Brasil após a redução da taxa de juros ao seu menor nível histórico (atualmente em 2% a.a.) e a perspectiva de que permaneça em patamares baixos por um longo período. Pela primeira vez os investidores locais vivem a realidade de juros baixos que já vem sendo experimenta pelo investidor estrangeiro há décadas.

Blog – Por que investir em Private Equity vs. Mercados Públicos?

Bruna Riotto – Private Equity historicamente tem apresentado retornos superiores em relação aos mercados públicos. Quando fazemos uma comparação entre os dois mercados percebemos que o índice de private equity performou acima do S&P 500 aproximadamente 330 basis points nos últimos 25 anos, conforme aponta o gráfico abaixo:

RETORNOS DE MERCADOS PÚBLICOS E PRIVADOS NOS ÚLTIMOS 15 E 25 ANOS

Grafico 2

Fonte: Cambridge Associates, Dezembro 2019 (1) e (2) 

Vários fatores explicam essa diferença de retornos como: (i) diligência – o investidor tem acesso à informação privilegiada e à equipe de gestão sênior da empresa quando da análise de uma empresa de capital fechado vs. acesso apenas à informação pública em empresas listadas em bolsa; (ii) governança – maior ingerência e capacidade de agregar valor por parte de acionistas com controle ou influência sgnificativa em empresas de capital fechado  vs. acompanhamento passivo pela base de acionistas pulverizada em empresas de capital aberto; (iii) horizonte temporal – as empresas de capital fechado não sofrem a pressão de curto prazo para atingir metas trimestrais, que podem comprometer objetivos de longo prazo, uma vez que buscam a criar valor em um horizonte de tempo maior;  (iv) estrutura de capital –  empresas fechadas otimizam a estrutura de capital para a sua situação atual e objetivo de longo prazo, ao passo que as empresas abertas estão sujeitas a normas impostas pelo mercado; (v) desinvestimento – há várias opções de desinvestimento para as empresas de capital fechado, como venda para um investidor estratégico, IPO, M&A e recapitalização de dividendos, enquanto que nas empresas listadas em bolsa a saída se dá ao preço e sentimento do mercado na ocasião.

Considerando todos esses fatores, é comum que investidores de private equity consigam capturar a criação de valor na sua posição através de crescimento de receita, expansão de margem e reestruturação financeira, além de muitas vezes conseguirem capturar expansão de múltiplo quando do desinvestimento do ativo. A capacidade do gestor de private equity em agregar valor por meio de sua experiência e conhecimentos sobre mercados de capitais, contatos na indústria, facilitação para o recrutamento de bons profissionais, implementação  de políticas de ASG (Ambiental, Social e de Governança) e acesso a capital para expansão certamente contribuem para a criação de valor também.

Blog – Quais as maiores diferenças entre investir em capital fechado ou capital aberto? 

Bruna Riotto – Além da performance superior, o private equity oferece exposição a diversos setores da economia através de teses de investimento variadas que incluem crescimento, recuperação de situações de stress, restruturação de capital, entre outras. São investimentos que absorvem significativamente oportunidades de crescimento descorrelacionadas à macroeconomia. As possibilidades de investimento em Bolsa são restritas a alguns segmentos da economia que são predominantes dentre as empresas listadas e tendem a apresentar mais volatilidade aos indicadores macroeconômicos.

Além disso, outras diferenças importantes são o veículo de investimento, liquidez e estrutura de custos. Fundos de Private Equity são normalmente Fundos Fechados, de longo prazo e sem liquidez. No Brasil utilizam-se as estruturas de  FIPs (Fundos de Investimentos em Particicipações). Fundos de Ações de empresas de capital aberto normalmente são Fundos Abertos com liquidez.

Em relação à estrutura de custos, existem diferenças na metodologia de cobrança das taxas de administração e performance. Os Fundos de Private Equity costumam cobrar taxas de administração sobre o capital comprometido no período de investimento e depois sobre o capital integralizado no período de desinvestimento. Fundos de Ações, por sua vez, cobram taxa de administação sobre o Patrimônio Líquido do fundo. Quanto à taxa de performance, Fundos de Private Equity cobram uma taxa total  após a venda de ativos do portfólio e pagamento de todas as despesas apenas se as realizações superarem o Benchmark, normalmente inflação + um percentual pré-definido. Por outro lado, Fundos de Ações, em sua maioria abertos, cobram a taxa de performance semestralmente e com a metodologia de linha d’água.

Blog – Qual a importância da seleção de gestores em Private Equity? 

Bruna Riotto – A seleção de gestores tem sido um fator de sucesso mais importante para Fundos de Private Equity do que para Fundos de Ações, o que pode ser observado no comparativo abaixo:

RETORNOS ANUALIZADOS DOS ÚLTIMOS 15 ANOS (%)

Grafico 3

Fonte: Private iQ e Morningstar, até 30 de junho de 2019 (3) e (4)

Essa tabela mostra que os spreads do quartil superior de private equity são mais de 2.0x maiores do que os spreads comparáveis de fundos de ações listadas em bolsa. Esses spreads são resultantes das ineficiências do mercado e da maior habilidade de gestores de private equity em agregar valor aos seus investimentos em contraste à estratégia mais passiva de investimentos dos fundos de ações listadas em bolsa. Selecionar os melhores gestores em Private Equity certamente contribui para os retornos superiores e a minimização de perdas nessa classe de ativos. Criar exposição através dos piores gestores pode até mesmo custar o principal investido.

Blog – Qual a importância da diversificação de safras em Private Equity? 

Bruna Riotto – A diversificação de safra de uma carteira de private equity suaviza a volatilidade de retornos e evita o risco de indevidamente concentrar-se em uma safra que seja problemática. Tentar fazer o timing do mercado ou prever as condições de mercado nos próximos 5-10 anos, quando os investimentos do fundo de private equity estarão sendo vendidos, é extremamente difícil. Além disso, os padrões de retorno podem ser cíclicos e a melhor maneira de evitar estar exposto apenas às safras desafiadoras é justamente construir a carteira de maneira consistente ao longo dos anos.

TIR DE QUARTIL SUPERIOR E QUARTIL MEDIANO DE PE GLOBAL POR SAFRAS

Fonte: Cambridge Associates Private Equity Legacy Benchmark – Global Buyout. Observação: Os retornos refletem o período desde Início do fundo até o quarto trimestre 2019.

Notas:

1. A TIR é um método de avaliar o desempenho de fundos de private equity, determinado pelo montante e momento das entradas e saídas de caixa e pelo valor residual dos investimentos ao final do período; a TIR agrupada é a TIR total considerando o agrupamento de fluxos de caixa individuais em 31/12/2019 e inclui 2.256 fundos de Private Equity (buyout e growth equity).

2. O Índice S&P 500 é um índice de ações não administrado composto principalmente por empresas de capitalização elevada; o investimento no Índice S&P 500 está sujeito aos riscos gerais do investimento em ações que incluem, entre outros, o risco de mercado e a volatilidade dos retornos.

3. Os retornos de private equity dos quartis superior e inferior representam o resultado agregado, líquido de taxas, de todos os fundos no respectivo quartil; os dados de desempenho mediano de private equity representam retornos médios combinados, líquidos de taxas.

4. “Fundos de ações EUA” abrangem todos os fundos mútuos de ações dos EUA seguidos pelo Morningstar Principia no período de 1/7/2004 a 30/6/2019. “Fundos de ações Europa” abrangem todos os fundos mútuos de ações da Europa seguidos pelo Morningstar Principia no período de 1/7/2004 a 30/6/2019.

FGV abre versão online de MBA em Private Equity, Venture Capital e Investimentos em Startups 

FGV abre versão online de MBA em Private Equity, Venture Capital e Investimentos em Startups 

A FGV abriu a versão 100% online e ao vivo do MBA em Private Equity, Venture Capital e Investimentos em Startups, com início no dia 28 de outubro. As aulas serão transmitidas por webconferência por meio do FGV Live, novo formato dos cursos ministrados pelos professores da FGV. Os cursos privilegiam a troca de experiência e o debate entre professor e alunos, e para aqueles que não puderem assistir às aulas ao vivo, elas serão gravadas e disponibilizadas na plataforma eClass FGV.

O MBA em Private Equity, Venture Capital e Investimentos em Startups é coordenado por Caio Ramalho e Pedro Cavalcanti Ferreira e está sendo oferecido para todo o Brasil, com mais de 80 municípios de locais de provas em 22 estados. O curso é direcionado a quem deseja ter uma sólida formação para atuar na indústria, com disciplinas ministradas por profissionais reconhecidos e com vasta experiência prática nos mercados de private equity, venture capital, startups, inovação e investimentos. Veja quem são os professores.

O MBA tem como objetivo proporcionar aos alunos o conhecimento e a habilidade necessários para liderarem processos de investimento, monitoramento e desinvestimento em startups e demais empresas de capital fechado investidas por private equity e venture capital. Assim, os alunos serão capazes de participar ativamente como investidores, gestores, formuladores de políticas públicas ou demais profissionais neste mercado, bem como propor soluções práticas e inovadoras aos desafios relacionados aos investimentos nessa classe de ativos.

O curso percorre ainda todo o ciclo de private equity e venture capital, desde a estruturação de veículos e captação de recursos até o processo de monitoramento e saída dos investimentos realizados, incluindo disciplinas específicas em Direito, Investimento Anjo, Inovação, Valuation de Startups, Corporate Venture e Simulações de Investimentos de Private Equity e de Venture Capital na prática.

Com carga horária de 432 horas-aula, as aulas ocorrerão às quartas e quintas-feiras, das 19h às 22h20, e as matrículas estão abertas até 21 de outubro. Os alunos são elegíveis a participarem do VCIC – Venture Capital Investment Competition nos Estados Unidos, que conta com a participação de mais de 80 universidades em 15 países. Veja mais informaçõessobre o curso e faça sua inscrição.

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