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Regional Nordeste: Perspectivas positivas para o crescimento da Previdência Complementar Fechada

Regional Nordeste: Perspectivas positivas para o crescimento da Previdência Complementar Fechada

O último painel do Encontro Regional Nordeste da Abrapp, Sindapp, ICSS, UniAbrapp e Conecta realizado nesta quarta-feira, 9 de setembro, contou com apresentações e debates com as autoridades da Previc e do Ministério da Economia e reuniu cerca de 350 participantes no centro de eventos digital da Abrapp. Os Encontros Regionais deste ano são realizados, pela primeira vez, em formato 100% online e ao vivo.

Com o título de “Sustentabilidade de planos frente à crise e o futuro da Previdência Complementar”, o painel contou com participação do Diretor de Fiscalização da Previc, Carlos Marne, do Subsecretário do Regime de Previdência Complementar, Paulo Valle, e do Coordenador do Escritório ERPE da Previc, Otávio Lima Reis.

O Diretor Presidente da Abrapp Luís Ricardo Martins ressaltou, na abertura do painel, o desafio da harmonização das regras entre os planos administrados pelas entidades abertas e fechadas que é enfrentado pelo Ministério da Economia. Ele chamou a atenção para as diferenças, por exemplo, no tratamento tributário que dificultam a concorrência em igualdade de oportunidades, com desvantagem para as entidades fechadas (EFPC).

Luís Ricardo também agradeceu presença de Carlos Marne na Diretoria da Previc que tem atuado na construção de regras e procedimentos para o fomento do sistema. Ele enfatizou em especial atuação técnica para o incentivo aos planos família.

O Diretor Presidente reforçou também o convite do 15º Encontro Nacional de Advogados das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ENAPC) que será realizado nos próximos dias 14, 15 e 16 de setembro com a presença de quatro Ministros e renomados especialistas. Estão confirmados os ministros Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal; Carlos Augusto Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal; Ricardo Villas Bôas Cueva, do Superior Tribunal de Justiça; e Alexandre Luiz Ramos, do Tribunal Superior do Trabalho.

Em seguida, Luís Ricardo destacou a solidez e boa governança do sistema que permitiram o enfrentamento da crise mantendo níveis adequados de liquidez e forte recuperação da solvência nos últimos meses.

Carlos Marne resgatou o trabalho a quatro mãos da Previc com a Abrapp para a flexibilização de regras que permitiram o desenvolvimento dos novos Planos Família e os novos formatos, como por exemplo, o PrevSonho. O Diretor da Previc reforçou a perspectiva de crescimento do sistema, contando já com a perspectiva de aprovação de 40 novos planos família. Além disso, há mais de 2,1 mil municípios que devem instituir a Previdência Complementar até o mês de novembro de 2021.

Ele destacou também os modelos padronizados de planos que permitem maior facilidade de aprovação. E disse ainda que o maior desafio para as entidades e patrocinadores é convencer os atuais participantes a inscrever seus familiares.

Marne destacou também a grande capacidade das EFPC de se reinventarem no cenário de pandemia, com uma ação muito rápida para avançar para uma situação muito bem coordenada que permitiu a manutenção do funcionamento e do pagamento de benefícios.

Ele retomou os dados de dezembro de 2019, quando o patrimônio estava em R$ 995 bilhões e o resultado líquido (superávit menos déficit) era positivo em R$ 400 milhões. O impacto da crise em março foi bastante forte, provocando um déficit de R$ 71 bilhões, com superávit de R$ 15 bilhões – resultado líquido de R$ 59 bilhões negativos. Assim como o impacto negativo foi forte, a recuperação também veio rápida.

Com dados do mês julho, o sistema apresentou um resultado líquido de R$ 8,1 bilhões negativos – com déficit de R$ 29 bilhões e superávit de 20,9 bilhões. Com esses resultados, a solvência volta a se situar acima de 99%. Marne mostrou que houve forte recuperação entre os meses de abril a julho. A preocupação inicial com a liquidez não se confirmou. As EFPC em geral mantiveram excelentes índices de liquidez que permitiu honrar todos os compromissos, além de não vender os ativos em condições desfavoráveis.

“As EFPC mostraram liquidez adequada para aguentar os solavancos. Isso é fundamental porque o sistema é mais pagador que acumulador, sobretudo com os planos BDs”, comentou Marne.

Preocupação com passivos – O Diretor da Previc mostrou que os planos de benefício definido adotam taxas atuariais médias de 4,7% ao ano (referência de dezembro de 2019) e que nos próximos anos, esse nível será muito desafiador de se atingir devido ao nível reduzido das taxas de juros. Ele disse que há um grande número de planos fora dos limites do corredor da meta atuarial já em 2021. Marne revelou que algumas consultorias procuraram a Previc para consultar sobre os planos que estão abaixo do corredor da meta.

O Diretor da Previc disse que a autarquia está trabalhando na elaboração de proposta para novas regras de resgates para planos CDs. Também está auxiliando nas discussões e trabalhos para a nova regulamentação que permitirá a gestão de planos dos servidores públicos pelas entidades abertas. Uma das preocupações, segundo Marne, é não deixar regras muito diferenciadas entre os planos das abertas e das fechadas.

O Diretor reforçou também a necessidade do uso intensivo de tecnologia e disse que as EFPC em geral têm cumprido as obrigações mesmo com o cenário de pandemia. Ele destacou o cenário desafiador em função da queda dos juros em que as entidades terão de rever o apetite ao risco das políticas de investimentos e as regras para a concessão de benefícios.

Novos modelos – O Coordenador do Escritório Regional ERPE, Otávio Limas Reis falou sobre a reformulação dos modelos de monitoramento (supervisão indireta) e a avaliação de riscos e controle da autarquia. Ele explicou que a Previc tem trabalhado na formulação de novos indicadores e na revisão de antigos para avaliar os riscos das entidades e planos. O objetivo é aprimorar a identificação dos riscos para que a área de monitoramento possa orientar uma atuação mais tempestiva do órgão de supervisão.

Ele informou que os escritórios regionais tiveram um incremento de pessoa, o que permitiu – maior capacidade operacional. Muitas funções de recebimento e processamento de informações, que antes eram centralizadas em Brasília, agora já são realizadas regionalmente. Além das informações recebidas das EFPC, a Previc também atua para receber dados dos custodiantes, de maneira a permitir o cruzamento e checagem das posições.

O Coordenador do Escritório se mostrou favorável ao programa de Autorregulação e lembrou que a Previc participa ativamente desse trabalho junto ao Grupo Abrapp e outras associações e organizações. Disse que dentro do novo modelo de avaliação de risco e controle, o Selo será considerado como elemento para traçar o perfil da EFPC. Por isso, o Selo será muito importante, pois funciona como uma importante linha de defesa dentro da entidade com capacidade de aprimorar os controles internos.

Desafios – O Subsecretário Paulo Valle abordou os desafios que são enfrentados tanto na Previdência Social quanto na Complementar em função do aumento da longevidade e da queda das taxas de juros. Com o crescimento dos planos de contribuição definida, isso requer maior esforço e investimentos em educação financeira com o objetivo de se alcançar maior esclarecimento para a população em geral.

Com o aumento da longevidade e a queda da natalidade, foi necessário aprovar a Reforma da Previdência que, segundo Paulo, trará tranquilidade para os próximos 10 anos. As regras porém deverão ser rediscutidas mais adiante. Enfatizou também a chegada dos juros baixos no mercado doméstico.

O Subsecretário lembrou das ações de monitoramento e das diversas reuniões do Conselho Nacional de Previdência Complementar nos primeiros meses de pandemia. Apesar do forte impacto do início da crise, ele explicou que não foi necessária a adoção de medidas emergenciais para o sistema.

Planejamento – O Subsecretário voltou a abordar a importância do planejamento estratégico do CNPC, que foi desenhado e aprovado em março pelo órgão. “Aprovamos uma estratégia para o CNPC bastante alinhada com o planejamento que a Abrapp tinha elaborado no início do ano”, disse. Um dos pontos destacados do planejamento foi o eixo do fomento, no qual ele ressaltou a iniciativa para o incentivo à criação dos novos planos voltados aos familiares de participantes e a implementação do Regime de Previdência Complementar pelos entes federativos.

Neste ponto, o representante do Ministério lembrou que foi criado um Guia de Orientação para os Entes Federativos com o objetivo de facilitar o processo de implantação dos novos planos, com prazo até novembro de 2021. “É uma meta bastante desafiadora. Precisaremos de muita coordenação. A agenda ficou um pouco mais lenta por causa da pandemia, mas vamos fazer um esforço para cumprir os prazos”, contou. Atualmente existem 20 entes com planos em funcionamento e outros 11 entes com pedidos de aprovação. Atualmente, existem 1390 municípios que contam com servidores que ganham acima do teto do RGPS.

Ele destacou a priorização da regulamentação da participação das entidades abertas na gestão de tais planos, o que não é possível até que seja aprovada uma legislação específica. Nesta questão também ganha importância a harmonização das regras entre os planos das abertas e das fechadas. O tema foi escolhido para compor a lista de prioridades da Iniciativa do Mercado de Capitais (IMK) em 2020.

“Temos defendido a necessidade de maior harmonização de regras. Se queremos maior concorrência, sabemos que as regras devem ser iguais”, disse Paulo Valle. Ele reconheceu que as EFPC têm uma série de desvantagens regulatórias na concorrência com as abertas. “Acreditamos que a concorrência trará benefícios para a população. Estamos detectando as diferenças com o objetivo de harmonizar as regras”, revelou.

O Subsecretário lembrou que a Previc e o Ministério da Economia participam do Fórum Brasileiro de Educação Financeira, que passou por remodelamento em junho passado. O fórum voltou a funcionar com a perspectiva de realização da Semana Nacional de Educação Financeira (ENEF) que deverá acontecer no próximo mês de novembro.

Paulo Valle ressaltou a necessidade de se buscar maior conscientização da população em torno aos temas da Previdência Complementar. “A discussão da Reforma da Previdência nos últimos favoreceu essa discussão para a população. Esperamos que as entidades fechadas se tornem uma indústria diferenciada com atuação como agente de orientação ao cidadão”, apontou. Ele enfatizou o papel das EFPC, de acordo à nova Resolução CNPC n. 32 de orientação para a correção de rotas aos participantes. E nesse trabalho, o uso da tecnologia tem papel cada vez mais relevante.

Confira a cobertura completa do Encontro Regional Nordeste:

Os Encontros Regionais contam com o patrocínio de: Giant Steps Capital, Bradesco Asset Management, Pandhora, Rio Bravo, Santander Asset Management e Captalys. O evento tem o apoio da Mapfre Investimentos e da Franklin Templeton.

Painéis do Encontro Regional colocam sistema como protagonista em inovação e sustentabilidade

Painéis do Encontro Regional colocam sistema como protagonista em inovação e sustentabilidade

Falar de inovação é falar de futuro no presente. Foi assim que iniciou o segundo painel do Encontro Regional Nordeste, realizado nesta quarta-feira, 9 de setembro, pela Abrapp, Sindapp, ICSS, UniAbrapp e Conecta, e transmitido por meio do centro de eventos digital do Grupo. Com o tema ​”O Sistema Focado em Inovação e Economia Compartilhada”, o painel destacou que o sistema escolheu o caminho de avançar na área dos planos famílias e setoriais, e isso implica em mudanças na sua forma de atuar, se comunicar e gerir recursos. “Assim, os fundos sistemáticos e intensivos em tecnologia e big data ajudam na escolha de ativos e se adequam a essa nova realidade”, destacou Guilherme Velloso Leão, Presidente do ICSS e moderador do painel.

Nesse sentido, Rodrigo Terni, Co-fundador e Co-CEO da Giant Steps Capital, apresentou a importância do uso da tecnologia no processo de tomada de decisão dos investimentos por parte das gestoras. “O gestor melhor informado vai tomar as melhores decisões, mas ele deve filtrar entre o que é melhor”, disse. Na execução da tomada de decisão, os riscos devem ser gerenciados, e o mais importante para o gestor é a etapa de pesquisa. “A forma de receber informação mudou completamente, e se o gestor não se adequar, não estará bem informado”, alertou Terni.

Assim, a velocidade em que a informação chega ao gestor influencia nesse processo, e isso pode ser aprimorado por meio da tecnologia. “Todos os gestores vão utilizar a tecnologia para transformar dados brutos em dados fabricados, ou únicos”, ressaltou. Terni deu ainda exemplos de como a tecnologia ajuda a antecipar alguns fatores para que os gestores tomem também decisões antecipadas. “A tendência é que seres humanos se juntem e, em equipe, sistematizem a informação. Isso traz mais segurança e, quando falamos em investimento, estamos falando em segurança. Consistência é tudo”.

Ele ressaltou que atualmente as operações das gestoras ainda são muito manuais, concentrando 40% da equipe na parte operacional, enquanto 10% estão focados em risco e 30% em gestão. “Em 10 anos, a tendência é que a gestão seja dividida em duas partes, com 40% de concentração em pesquisa e 40% e tecnologia. Já a parte de risco será reduzida para 4%, pois estará inerente no processo de gestão e será auto-executada. Se você não usa tecnologia para entrar e sair do mercado, a sua chance de tomar as melhores decisões é muito baixa, praticamente nula”, reforçou Terni, explicando ainda como a Giant Steps Capital utiliza tecnologia em todo seu processo de tomada de decisão e gestão, impactando diretamente na performance de seus fundos. “É possível criar estratégias totalmente diferentes utilizando tecnologia”, complementou.

Inovação nas EFPCs – Do ponto de vista de inovação na gestão das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), Claudia Regina Janesko, Superintendente Executiva da Conecta, fez uma apresentação sobre a jornada em direção à economia compartilhada. “O primeiro pilar fundamental para essa jornada é a disrupção, quando se rompe um modelo ou padrão. E a mudança de mindset do ponto de vista organizacional precisa ter o patrocínio da alta gestão das entidades”, reforçou Claudia.

Já o segundo pilar dessa jornada apresentado por Claudia é a tecnologia. “Dentro desse escopo amplo, chamo atenção para a tecnologia digital, que é fundamental em nossos processos de inovação e nos ajuda a fazer as transições necessárias”. Ela destacou que a busca pela tecnologia não é pelo uso dela em si, mas sim como um meio de sanar os problemas do sistema, ressaltando que além da tecnologia, é preciso de habilidades comportamentais para lidar com essas mudanças. “Assim, se chega num novo modelo de negócios”.

Mas essas mudanças são impulsionadas pelo binômio solução x inovação, e segundo Claudia, não adianta falar e não fazer, planejar e não executar. Ela contou ainda como o sistema está agindo dentro desse contexto através do Hupp, primeiro hub setorial da previdência privada, que promove conexão, colaboração e compartilhamento de ideias e soluções. “O Hupp é um projeto patrocinado pela Abrapp, com execução e gestão administrativa da Conecta e apoio técnico da LM Ventures, e é um grande laboratório de desenvolvimento de soluções tecnológicas para o nosso ambiente”, diz. Saiba mais sobre o Hupp.

Hub setorial – O objetivo do Hupp é colocar as entidades mais próximas do ambiente de inovação. Assim, Magnus Arantes, Diretor da LM Ventures, explicou como o conceito de economia compartilhada e hub setorial se encontram. Ele cintou exemplos sobre a evolução da sociedade para o comércio e, posteriormente, para a economia compartilhada, onde a troca de ideias proporciona uma capacidade de criação muito grande no mundo digital. “Assim, juntando várias empresas do mesmo setor, conseguimos compartilhar ideias para esse setor e, assim, criar soluções”, disse.

Magnus destacou que o Hupp conta com a expertise da Abrapp, que já tem mapeadas as necessidades do setor, o que facilitou o processo de busca pelas soluções direcionadas ao sistema. “Estamos começando o projeto e juntamos 11 entidades pioneiras para trabalhar com 17 startups“, explicou, reforçando que além de mapear as dores das EFPCs, durante o processo, novos modelos e abordagens devem se desenvolvidas e, posteriormente, disseminadas através da Conecta.

Assim, o modelo do Hupp visa diminuir o risco do sistema, explicou Magnus. “A partir do momento em que uma entidade testa uma solução, temos uma Prova de Conceito (POC) para ver se ela funciona para que, depois, mais entidades possam adquiri-la dentro da sua realidade. Isso não dá 100% de certeza, mas é uma maneira de minimizar os riscos para poder escalar a solução”, contou.

EncontroRegionalNordestePainel3Sustentabilidade – Sustentabilidade e ética também estão no cerne das discussões das EFPCs e foram debatidas no terceiro painel do dia, com o tema “Muito Além de Tendência: Gestão de Investimentos com Foco em ASG, Integridade e Ética”, moderado por José de Souza Mendonça, Diretor-Presidente do Sindapp. “O Índice ASG dá uma transparência aos investidores sobre as empresas nas quais estão investindo, e hoje cada vez mais a sustentabilidade do mundo é importante”, destacou na abertura do painel.

Em seguida, ​Marcelo Coelho de Souza, Chefe de Gabinete da Previ, ressaltou que a letra I de Integridade faz parte do eixo ASG e afirma que as EFPCs devem estar no centro dessa agenda. “Sustentabilidade é um negócio de longo prazo, intertemporal, com decisões tomadas com impactos durante longo tempo, e visa a longevidade, envolvendo às vezes o sacrifício de um determinado consumo ou facilidade, visando chegar mais adiante”. Diante dessas características semelhantes às das EFPCs, os negócios são praticamente intrínsecos, reforçou Marcelo Coelho. “Temos um dever com a sustentabilidade, cumprindo também um dever fiduciário para com o participante, que busca retorno no longo prazo” destacou.

Ele disse ainda que, apesar da busca por rentabilidade muitas vezes se sobressair à sustentabilidade, não existe mais essa dicotomia, pois a rentabilidade já é pautada por investimentos sustentáveis, e os risco ASGI já são medidos dentro da economia. “As empresas devem estar preparadas para isso, pois já está impactando o seu negócio”, disse. “Se você está atrás de rentabilidade, deve buscar os eixo ASGI”, enfatizou.

Contudo, ele avaliou que há necessidade de se ampliar o debate sobre esses temas, questionando se o sistema de previdência complementar não poderia desenvolver suas próprias métricas para medir o impacto dos aspectos ASGI em seus negócios. “Juntos, podemos aferir melhor esses impactos e assumir um protagonismo, passando essa mensagem para o mercado”, destacou Coelho, ressaltando que a adoção dessas práticas levam para um dilema ético. “Como vou cobrar de uma empresa investida esses aspectos se eu não adoto?”.

Marcelo Coelho compartilhou como a Previ fez a adoção dessas práticas não somente nos investimentos, mas também com a criação de um comitê de sustentabilidade, que é composto por todas as áreas da entidade. “A questão da sustentabilidade não é exclusiva dos investimento. ASGI é transversal e atinge todas as áreas. É importante praticar antes de explanar”. Marcelo Coelho citou ainda que há situações em que as entidades devem adiar um pouco sua rentabilidade no curto prazo para estar na agenda ASGI, cumprindo com o dever fiduciário e pensando na sustentabilidade dos investimentos.

Segundo ele, apesar de não haver uma vasta variedade de fundos sustentáveis disponíveis no mercado, as entidades devem entender os impactos que essas questões geram nos investimentos para preparar a rentabilidade para esse mundo que chega.​ “Os gestores devem, em um negócio de longo prazo, enxergar como isso vai influenciar hoje para gerar valor no futuro. Essa agenda não é imediatista, mas nossa responsabilidade é de olhar para os efeitos lá na frente”, complementou.

Ética – A sustentabilidade deve fazer parte do modelo de negócios estratégico das empresas, e na visão de Liane Câmara Matoso Chacon, Diretora responsável pela Promoção da Ética do Sindapp, a responsabilidade dos dirigentes e conselheiros das EFPC é cada vez maior nesse contexto. “O futuro depende do trabalho sustentável do que fizermos hoje”. Ela conduziu um debate sobre ética com Aparecida Ribeiro Garcia Pagliarini, Coordenadora da Comissão de Ética do Sindapp.

Durante o debate, Aparecida destacou que valores e princípios têm se mantido ao longo dos anos, mas a ética sempre influenciou o agir do ser humano, não isoladamente, mas coletivamente. “A ética extrapola gerações, e a sustentabilidade é a verdadeira responsabilidade entre gerações. Quando nos responsabilizamos por investimentos sustentáveis, estamos também agindo de forma a preservar futuras gerações”.

Ainda no debate, Liane disse que somente uma mudança nos valores coletivos pode impulsionar e promover a sustentabilidade. “Se as empresas que geram impactos positivos criam um ciclo virtuoso, qual é a participação das EFPCs nos conselhos de empresas?”, questionou Liane. Na visão de Aparecida, o papel dos investidores institucionais é importante dentro de vários segmentos e resultados. “Eles têm peso no direcionamento da economia e na sustentação de segmentos dentro do país, e não devem abdicar da sua participação nas empresas investidas. Se a empresa não está seguindo critérios adequados para o investimento sustentável, o investidor deve permanecer para influenciar nas decisões de longo prazo desta empresa”.

Liane destacou que através de atos responsáveis é possível garantir a preservação do planeta. “Sustentabilidade e ética é uma aproximação necessária, e muito além de tendência, esse tema é uma necessidade”, finalizou Liane. José Mendonça complementou dizendo que é preciso harmonizar esse assunto. “Se hoje eu preciso buscar sustentabilidade junto com rentabilidade, preciso harmonizá-las para que uma coisa não prejudique a outra e ambas possam se sustentar, e isso pode ocorrer através da educação financeira e previdenciária”.

Confira a cobertura completa do Encontro Regional Nordeste:


Os Encontros Regionais contam com o patrocínio de: Giant Steps Capital, Bradesco Asset Management, Pandhora, Rio Bravo, Santander Asset Management e Captalys. O evento tem o apoio da Mapfre Investimentos e da Franklin Templeton.

Engajamento das associadas para retomada do sistema é destacado no Encontro Regional Nordeste

Engajamento das associadas para retomada do sistema é destacado no Encontro Regional Nordeste

O Encontro Regional Nordeste, realizado nesta quarta-feira (09), conclui com sucesso a série de eventos promovidos por Abrapp, Sindapp, ICSS, UniAbrapp e Conecta, reunindo 350 participantes no centro de eventos digital do Grupo Abrapp. Em formato inédito 100% online e ao vivo, a série de Encontros Regionais deste ano registrou público recorde em relação às edições presenciais.

“Fechamos este ciclo com mais de 2.500 inscritos ao longo desse trabalho de descentralização que fazemos para chegar em cada Regional e prestar contas, compartilhar informações, ouvir sugestões e buscar soluções”, destacou o Diretor-Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, na abertura do Encontro.

Ele acrescentou que o centro de eventos digital do Grupo Abrapp, experimentado em primeira mão nos Encontros Regionais, é apenas um aperitivo para as inovações reservadas para o 41º Congresso Brasileiro da Previdência Privada, que será realizado em 16 a 19 de novembro de 2020 e já está com inscrições abertas.

Engajamento associativo – Reforçando a importância da força associativa, Luís Ricardo Martins destacou o papel de cada uma das entidades que compõem o Grupo Abrapp, com o Sindapp na defesa intransigente do ato regular de gestão e promoção da ética, a UniAbrapp na educação previdenciária e capacitação de mais de 12 mil pessoas, o ICSS na certificação de mais de 8 mil profissionais, e a Conecta no desenvolvimento de soluções coletivas.

Ele saudou as lideranças regionais no Nordeste, citando os Diretores Augusto Reis, Alexandre Moraes (Abrapp), Liane Câmara Matoso Chacon (Sindapp e UniAbrapp) e a ex-Diretora Jussara Salustino.

“Queria registrar e agradecer o envolvimento de todo o segmento, a união. O sistema foi sensibilizado, conseguimos tocar as pessoas. Olhamos para aquele segmento que estava estagnado há cinco anos e houve o engajamento de todos em busca do fomento, retomada e crescimento”, afirmou Luís Ricardo Martins. Por meio dessa atuação coletiva, hoje o sistema apresenta novas vertentes de crescimento com os planos família, instituídos, previdência complementar do servidor público, e está na agenda de prioridades do governo e conta com um Conselho Nacional de Previdência Complementar ativo e de atuação estratégica. Foram muitas conquistas que ainda não se teve tempo de comemorar, notou.

Desafios para a previdência complementar – Luís Ricardo Martins destacou a grande história de sucesso da previdência complementar fechada, com seus 43 anos de existência, R$ 68 bilhões de benefícios pagos em dia a mais de 900 mil aposentados e pensionistas, representando 14% do PIB em reservas, com importante papel de proteção social e desenvolvimento do mercado de capitais. Contudo, alguns desafios permanecem, como gerir o estoque dessa história de sucesso e solidez. E novos desafios surgem: a gestão do fluxo da nova previdência complementar, com a entrada de novos participantes, atração dos nativos digitais e mudanças nas relações trabalhistas. “Um segmento fechado que busca maior flexibilidade e abertura para proteger o maior número de pessoas”.

Há também grandes janelas de oportunidade abertas com a Reforma da Previdência, que reforçou a importância de o indivíduo fazer seu esforço adicional de poupança para o futuro, e a própria pandemia de COVID-19, que trouxe à tona a necessidade de as pessoas buscarem proteção social para si e seus familiares. Também são exemplos de janelas de oportunidade a nova previdência do servidor público, que teve seu potencial de crescimento também impulsionado pela Reforma, e os fundos instituídos nascidos com a força do cooperativismo. ¨Nossa sensibilidade é que o sistema pode dobrar, triplicar, com a atuação da sociedade civil e do Estado¨, completou, ressaltando a importância de políticas de incentivo para o segmento.

A agenda estratégica defendida pela Abrapp para aproveitamento dessas janelas de oportunidade incluem: a ampliação da inscrição automática com o apoio do governo; o projeto de Lei de Proteção à Poupança Previdenciária (LPPP) que será encaminhado via Legislativo;  ajustes na Resolução CMN nº 4.661,  incluindo a flexibilização para o estoque de imóveis, limites para investimentos no exterior e investimentos em empresas de capital fechado; as propostas tributárias para ampliar o fomento e reduzir injustiças; mudanças na Planificação Contábil e os ajustes na Resolução CNPC nº 30, que contam com GTs de estudo formados pela Abrapp.

A harmonização de diferenças entre entidades abertas e fechadas, via projeto de Lei Complementar discutido no âmbito da Iniciativa de Mercado de Capitais (IMK), dentro da previdência complementar do servidor público, também é parte dessa agenda estratégica. Somam-se aos temas prioritários a operacionalização do CNPJ por Plano, que pode vir para 2021; a retomada do convênio com o SISOBI que deve vir por Decreto Presidencial proximamente; o incremento dos planos família; a importância dos canais de venda e comunicação e o desenvolvimento de novas soluções para as entidades por meio da Conecta e do Hupp! o primeiro hub de previdência complementar do Brasil, e a mudança positiva de imagem lograda pelo sistema na mídia.

“Estamos mostrando o protagonismo do nosso segmento, em especial neste momento desafiador. O sistema está preparado para ajudar o Estado brasileiro a ampliar a proteção social. Está preparado para alavancar a economia e incrementar, cada vez mais, a poupança previdenciária de longo prazo nesse País, e a nova previdência complementar que está chegando para um número maior de pessoas. Vida longa à previdência complementar!”, concluiu o Diretor-Presidente da Abrapp.

Representação regional – O Diretor Alexandre Araújo de Moraes, destacou o papel da Abrapp, associação que possui 42 anos de existência e mais de 250 entidades filiadas e é reconhecida nacional e internacionalmente como centro de excelência técnica de previdência complementar por meio do desenvolvimento e oferta de produtos e serviços que contribuem para a gestão e crescimento das EFPCs. Ele ressaltou ainda o compromisso da Abrapp em ser um celeiro de ideias e compartilhamento de experiências, oferecer soluções de qualificação para os dirigentes e técnicos das entidades, como também representar o setor junto aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como a sociedade civil em geral. ¨É por esses motivos que é muito importante a participação maior das entidades da Regional Nordeste nos eventos e serviços promovidos pela Abrapp¨, convidou Moraes.

O Diretor Augusto da Silva Reis, também responsável pela Regional Nordeste, acrescentou a importância dos Encontros Regionais como oportunidade para que dirigentes, conselheiros e todos os demais profissionais que compõem as EFPCs possam se aproximar mais do Grupo Abrapp. Ele destacou a capacidade de adaptação do Grupo em sua forma de atuar, sempre inovando, e seu indiscutível papel associativo. “O Grupo Abrapp tem um portfólio com quantidade enorme de serviços que estão à disposição das entidades”, afirmou Augusto, conclamando os dirigentes a conhecerem essas soluções.

Cenário Econômico e Desafios na Alocação

Mitigação de riscos – Margot Greenman, CEO da Capitalys, gestora independente com mais de R$ 50 bilhões investidos em ativos de crédito, agradeceu o apoio da Abrapp em mensagem institucional. Ela notou o apoio dos Diretores da Associação para ampliar o conhecimento sobre a estratégia de private debt, que compreende uma carteira pulverizada e diversificada de crédito em pequenas e médias empresas. Margot destacou que essa estratégia possibilitou aos clientes da Capitalys retornos positivos mesmo nos piores momentos da pandemia de COVID-19. Ela também fez o alerta de que mais volatilidade no mercado brasileiro é esperada, resultante dos ajustes econômicos e sociais decorrentes desse momento de crise. “Por isso, estamos convictos do valor que essa estratégia traz para a carteira das entidades”.

Desafios trazem oportunidades na alocação de investimentos

O primeiro painel do Encontro Regional Centro-Norte foi dedicado à discussão sobre “Cenário Econômico e Desafios na Alocação”. Os convidados abordaram temas como o aprendizado com endowments; diversificação e modelo de gestão de fundos imobiliários; investimentos no exterior; e tecnologia para trazer consistência ao portfólio. A mediação ficou a cargo do Vice-Presidente da Abrapp e Presidente da UniAbrapp, Luiz Paulo Brasizza.

Primeiro MBA em Previdência Complementar online – Brasizza iniciou sua participação com uma novidade em primeira mão para as associadas, muito demandada na Regional Nordeste: a UniAbrapp lançará nas próximas semanas o primeiro MBA em Previdência Complementar online do Brasil. ¨Isso possibilitará uma capilaridade gigantesca, de norte a sul do Brasil, e grande oportunidade de profissionalização¨, ressaltou o Presidente da UniAbrapp, acrescentando que já se antevê para o próximo ano o desenvolvimento do mestrado em previdência complementar.

Desafios para as entidades – Brasizza ressaltou que a queda da taxa de juros no Brasil era esperada, a exemplo do que ocorre em outras partes do mundo. Ele enfatizou o desafio dessa mudança em especial para os planos de Contribuição Definida (CD), cujos participantes assistidos e ativos têm demandado maior rentabilidade, e nos planos de Benefício Definido (BD), que respondem por cerca de 60% do R$ 1 trilhão de recursos geridos pelas entidades fechadas, para o cumprimento das metas atuariais.

Aprendizados com endowments – Ao trazer os aprendizados dos fundos de endowment de Harvard e Yale com a experiência da queda estrutural da taxa de juros nos Estados Unidos, Adilson Donisete Ferrarezi, Superintendente de Soluções de Investimento da Bradesco Asset Management, destacou que inovar nem sempre é construir algo do zero, mas adaptar algo que já funciona para a realidade local.

Com horizonte de investimento de longo prazo e perpétuo, a exemplo dos fundos de pensão, os fundos de endowments somam R$ 60 bilhões sob gestão e iniciaram a mudança de seus portfólios com a queda estrutural da taxa de juros nos EUA desde 1985. “Os endowments provaram que o incremento de alternativas de investimentos, amadurecidas ao longo do tempo com uma alocação estratégica muito mais robusta, sejam elas internacionais e também em produtos menos líquidos, como fundos imobiliários, são necessárias. E tê-los no portfólio de forma estratégica e não apenas tática”, acrescentou. Adilson observou que com uma alocação diversificada em classes de ativos, geografias e instrumentos, esses fundos têm apresentado performance resiliente a crises e com retorno superior ao índice S&P 500 no longo prazo.

Fundos imobiliários – Bárbara Lombardi, Gestora de Fundo de Fundos da Rio Bravo Investimentos, destacou a oportunidade alocação em fundos imobiliários e como fazer a seleção desses ativos. Desde 2018, os fundos imobiliários cresceram cerca de 500% em número de investidores, impulsionados pela entrada de pessoas físicas. A liquidez também cresceu, saindo de R$ 45 milhões diários negociados em 2018 para cerca de R$ 220 milhões em 2020. Hoje são 269 fundos listados em Bolsa, número que cresceu 52% só no ano passado. “Esse momento de juros mais baixos foi muito capturado pela classe, nós sabemos o quanto o setor de Real State em geral foi beneficiado por esse momento. A classe aproveitou também todo esse momento de democratização de investimentos no País e isso foi sentido também na liquidez”.

Bárbara destacou que essa classe de ativos se mostrou muito resiliente em momentos de stress do mercado e deve tomar mais atenção daqui para a frente. Ela elencou os critérios que devem ser considerados na seleção desses fundos, especialidade da gestora Rio Bravo: o perfil do gestor (tolerância ao risco), seleção de ativos e gestores, construção do portfólio (balanceamento da carteira conforme cada momento macroeconômico), revisão e monitoramento de riscos e liquidez. A companhia também utiliza um scorecard que contempla cinco fatores principais de avaliação: gestora e suporte oferecido ao fundo (15%), equipe e rotatividade (15%), riscos dos ativos imobiliários e do fundo em si (20%), avaliação do portfólio (inquilinos, localização e características técnicas) (25%) e potencial de retorno (25%).

Investimentos internacionais – ​Renato Santaniello, Head de Investiment Solutions da Santander Asset Management, ressaltou a importância da diversificação frente ao desafio para as entidades atingirem suas metas atuariais, em cenário de juros baixos, e necessidade de se acessarem ativos com potencial maior de retorno e, portanto, maior risco maior. Sobre a importância da diversificação no exterior, ele trouxe alguns dados que reforçam as limitações de se concentrar os investimentos no mercado doméstico: o Brasil representa apenas 3% do PIB mundial, 2% do mercado de renda fixa e 1% de renda variável.

Para tangibilizar a importância dessa diversificação, ele apresentou gráficos comparativos sobre o comportamento do índice nacional Ibovespa e do índice internacional MSCI sem hedge cambial ao longo do tempo, mostrando que a diversificação internacional não só possibilita melhor rentabilidade, como também menor volatilidade e descorrelação para a carteira. “Quando falamos em diversificação, além de acessar outros mercados, outras empresas, para ter representatividade maior no portfólio do que é produzido no mundo, é importante destacar que se diversifica também os efeitos dos diferentes ciclos econômicos por região, pois haverá períodos que o mercado local estará melhor que o global e vice-versa”, acrescentou, notando a importância dessa alocação estrutural para mitigação dos impactos conjunturais negativos no longo prazo.

Fundos sistemáticos – Isaías Rodrigues Lopes, sócio-fundador da Pandhora Investimentos, gestora sistemática e quantitativa que utiliza tecnologia na tomada de decisão e alocação de risco, reforçou que o cenário de juros baixos impelirá as entidades a tomar cada vez mais risco para atingir suas metas atuariais. A tecnologia pode ser grande aliada para fazer isso de forma inteligente com melhor retorno no longo prazo. “Na visão da Pandhora, o único almoço grátis que teremos no mercado financeiro é olhar para a diversificação, e através dela, gerar portfólios que sejam consistentes ao longo do tempo”.

Ele observou que 7 dos 15 dos maiores hedge funds americanos já utilizam a tecnologia de forma intensiva, sejam 100% quantitativos ou com gestão mista (fundos tradicionais e quantitativos). “Nos últimos anos essas gestoras vêm crescendo, inclusive por uso de tecnologia, porque isso permite que invistam em muitos mercados diferentes e com isso a capacidade dos fundos vai crescendo e conseguem gerar mais retorno”, ressaltou. Ele acrescentou que 30% do mercado de fundos americanos tem participação de fundos que utilizam tecnologia para gestão dos investimentos, enquanto no Brasil isso está em torno de 1%.

Ele acrescentou que atualmente os maiores clientes desses hedge funds são fundos de endowment e fundos de pensão, que já entenderam o benefício da descorrelação (ativos que se comportam de maneiras diferentes) para seu portfólio no longo prazo, proporcionando menor volatilidade e maior captura de oportunidades. “No Brasil, os fundos de pensão ainda têm o desafio de entender como esses fundos funcionam. O mercado de fundos quantitativos tem crescido no país”, ressaltou Tomás, acrescentando que a tecnologia também possibilita maior transparência das informações junto aos investidores institucionais.

O segundo e terceiro painéis do dia colocaram sistema como protagonista em inovação e sustentabilidade. Com o tema ​”O Sistema Focado em Inovação e Economia Compartilhada”, o segundo painel destacou que o sistema escolheu o caminho de avançar na área dos planos famílias e setoriais, e isso implica em mudanças na sua forma de atuar, se comunicar e gerir recursos. Já ​sustentabilidade e ética, que também estão no cerne das discussões das EFPCs, foram debatidas no terceiro painel do dia, com o tema “Muito Além de Tendência: Gestão de Investimentos com Foco em ASG, Integridade e Ética”. Confira a matéria completa.

O último painel do Encontro Regional Nordeste contou com apresentações e debates com as autoridades da Previc e do Ministério da Economia. Com o título de “Sustentabilidade de planos frente à crise e o futuro da Previdência Complementar”, o painel contou com participação do Diretor de Fiscalização da Previc, Carlos Marne, do Subsecretário do Regime de Previdência Complementar, Paulo Valle, e do Coordenador do Escritório ERPE da Previc, Otávio Lima Reis. Leia mais.

Os Encontros Regionais contam com o patrocínio de: Giant Steps Capital, Bradesco Asset Management, Pandhora, Rio Bravo, Santander Asset Management e Captalys. O evento tem o apoio da Mapfre Investimentos e da Franklin Templeton.

Regional Nordeste encerra série de encontros

Regional Nordeste encerra série de encontros

Nesta quarta-feira, 9 de setembro, ocorre o Encontro Regional Nordeste, encerrando esta série de encontros do Grupo Abrapp que ocorreu desde o 21 de agosto, passando também pelas Regionais Sudoeste+Sul, Sudeste, Leste e Centro-Norte. Em inovador formato on-line e ao vivo, a programação da série de Encontros Regionais ocorre das 09h15 às 16h30.

A plataforma digital utilizada para o evento proporciona a experiência, aos participantes, de navegar por ambientes 3D dentro de um centro de convenções virtual. São oferecidas diversas opções de interação para assistir às palestras, enviar perguntas, conversar com patrocinadores e responder enquetes. Parte das apresentações será transmitida diretamente de estúdio com produção com qualidade de TV.

O evento conta ainda com dinâmica de gamificação com um ranking em que o usuário receberá pontos por engajamento e frequência no evento. Os primeiros colocados participarão de um sorteio, ao final da programação, de cinco ingressos para o 41º Congresso Brasileiro da Previdência Privada. O Encontro pontua 6 créditos no PEC do ICSS.

Confira a cobertura dos últimos Encontros Regionais:

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