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Abrapp participou do 24º Encontro das Associações, Conselhos e Comitês da Fundação Itaú-Unibanco

Abrapp participou do 24º Encontro das Associações, Conselhos e Comitês da Fundação Itaú-Unibanco

A Fundação Itaú-Unibanco realizou nesta terça-feira, 29 de setembro, a 24º edição de seu tradicional Encontro das Associações, Conselhos e Comitês, por videoconferência. O evento contou com a participação de 110 pontos de conexão e teve apresentação do Superintendente Geral da Abrapp, Devanir Silva.

Na abertura do evento, Reginaldo José Camilo, Diretor Presidente da Fundação Itaú-Unibanco e do Funbep agradeceu a participação da Abrapp e introduziu o tema do encontro deste ano que tratou dos desafios do cenário de crise e pandemia para o setor de Previdência Complementar Fechada.

Devanir começou sua apresentação destacando a realização do 41º Congresso Brasileiro da Previdência Privada, que pela primeira vez na história, será realizado em formato online, com uma plataforma exclusiva desenvolvida pelo Grupo Abrapp. Esclareceu que o evento foi estruturado para valorizar a participação de conselheiros, diretores e demais profissionais das entidades e que não se trata de um webinar ou live (leia mais).

Em sua palestra, o Superintendente Geral discorreu sobre três momentos: o pré-pandemia, o cenário atual e as perspectivas a futuro. Lembrou que o sistema de EFPC estava em franca recuperação com retornos acima das metas entre os anos de 2016 e 2019, com reversão de déficits anteriores. A sequência foi rompida pelo impacto da crise de março de 2020, mas rapidamente o sistema se reestruturou e passou a apresentar forte recuperação.

“A crise no pegou em um de nossos melhores momentos. Por isso, conseguimos uma forte recuperação nos meses seguintes, com a reversão da maior parte dos déficits”, disse Devanir. Ele ressaltou a vantagem de se contar com um horizonte de longo prazo nos investimentos, como um importante fator de resiliência. “Ninguém precisou vender ativos a preços depreciados. O alto nível de liquidez sempre manteve uma posição confortável para honrar os compromissos”, comentou.

Além de não perder com a venda depreciada de ativos, muitas entidades aproveitaram as oportunidades de mercado para novas alocações com boas perspectivas de retorno. O fato é que os resultados no mês de julho de 2020 praticamente indicam a recuperação total dos ativos aos patamares semelhantes ao dezembro do ano passado.

Perspectivas otimistas – Devanir apresentou um quadro de perspectivas positivas para o desenvolvimento e crescimento da Previdência Complementar Fechada nos próximos anos em função de dois motivos principais. Um deles é a oferta e estruturação de bons produtos como o plano família, o PrevSonho e uma série de novos planos mais flexíveis. A Abrapp tem projetado que os planos família devem chegar a 500 mil novos participantes e patrimônio de R$ 2 bilhões nos próximos dois anos. Além disso, existe um potencial enorme de crescimento dos novos planos para os entes federativos.

O segundo ponto positivo é a realização de maior nível de poupança por parte da população em geral devido às consequências da pandemia. A tendência já vinha de antes com o cenário e as discussões em torno à Reforma da Previdência. A questão é que a maior parte desse movimento pode ser classificado como “a poupança do medo”, que é um termo utilizado pelo Pesquisador do IDP, José Roberto Afonso. Citado por Devanir, o especialista aponta que o desafio agora é transformar essa “poupança do medo” em “poupança da esperança”.

Inovação – O Superintendente da Abrapp apresentou ainda uma análise baseada em modelo canvas para apontar a necessidade de inovação na cultura e organização das EFPC. Neste ponto, existe a necessidade de implantação de uma nova cultura de vendas e distribuição de planos baseado na utilização de tecnologia e canais digitais.

Neste aspecto, Devanir apresentou que a Abrapp junto com a Conecta tem realizado uma série de parcerias e eventos para prover soluções de inovação para as associadas. Entre as iniciativas, ele ressaltou a novidade de se realizar o primeiro Hackaton da Previdência Complementar e o Hub de Tecnologia “Hupp” que está em andamento (ler mais). A Conecta tem atuado em diversas frentes, como por exemplo, no provimento de soluções de canais de vendas e comunicação.

Ele ainda abordou temas de mudanças no setor, como a valorização das práticas ESG (Ambientais, Sociais e de Governança), a equalização de regras dos planos abertos e fechados, a necessidade de se atuar com as entidades como planejadores financeiros. Outro ponto citado por Devanir, é a necessidade de utilização cada vez maior de novas tecnologias e ferramentas de inteligência artificial.

Tudo isso é impulsionado pelo movimento de lançamento de novos planos família pelas entidades e, neste ponto, Devanir lembrou do Fundo Setorial Abrapp, como um facilitador. E anunciou a disponibilização de um modelo padrão de estudo de viabilidade econômica que será disponibilizado para as associadas.

Reginaldo Camilo enfatizou o papel de protagonismo e incentivo ao fomento que a Abrapp tem assumido ao longo dos anos, lembrando inclusive de sua atuação como membro do Conselho Deliberativo, Diretoria e representante no Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC). Ressaltou avanços importantes alcançados pela atuação da abrapp, como por exemplo, o CNPJ por Plano que garantirá maior segurança jurídica para o sistema.

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