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Investimento no exterior precisa ser visto como instrumento e não apenas classe de ativos

Investimento no exterior precisa ser visto como instrumento e não apenas classe de ativos

As oportunidades de diversificação de investimentos no exterior para as entidades fechadas de previdência complementar (EFPC) foram tratadas no Painel 6 do 9º Seminário Gestão de Investimentos. O evento, iniciado ontem, continua nesta sexta-feira (16).

O Seminário reúne mais de 700 participantes no centro digital de eventos do Grupo Abrapp. Leia sobre a abertura e Painel 1 (Análise do Cenário Econômico), Painéis 2 e 3 (Desafios para as EFPCs) e Painéis 4 e 5 (Diversificação em Renda Variável e Pix).

O painel sobre investimentos no exterior foi moderado por Carlos Henrique Flory, Diretor-Presidente da Prevcom e Diretor Executivo da Abrapp. Participaram como debatedores Giuliano De Marchi, Responsável pela J.P. Morgan Asset Management na América Latina, Roberto Teperman, Head of sales da LeggMason, e Tiago Bellodi Cesar, Head de Fundo de Fundos da BNP Paribas Asset Management.

Vantagens da diversificação global – Iniciando o debate, Carlos Henrique Flory ponderou que no primeiro dia do Seminário muito se viu sobre aplicações no mercado brasileiro, mas as oportunidades estão ficando escassas. “Está difícil achar nichos de investimentos que atendam às necessidades das EFPCs”. Nesse sentido, Flory lançou aos debatedores a pergunta sobre as vantagens da diversificação global para os fundos de pensão.

Três principais benefícios da diversificação no exterior foram destacados por Giuliano De Marchi, Responsável pela operação da J.P. Morgan Asset Management na América Latina. São eles: adição de retorno para a carteira aproveitando oportunidades em mercados desenvolvidos e emergentes; acesso a produtos com custos mais interessantes; e a diversificação que traz descorrelação com ativos locais.

Além das possibilidades em renda variável, De Marchi chamou atenção para o “mar de oportunidades” em renda fixa no mercado internacional. Apesar de dominar as alocações das EFPCs no Brasil, o mercado doméstico é aprox. 2% da renda fixa global. Ou seja, 98% das oportunidades dessa indústria estão no exterior. Além disso, há os investimentos alternativos, como setor imobiliário, private equity e mercado de moedas além do dólar, como euro, renminbi (chinesa) e outras asiáticas, que precisam estar no radar.

“A nossa recomendação não é comprar somente renda variável. É comprar um portfólio diversificado, ter todos esses ativos num único portfólio em que você consiga equilibrar e combinar com seus ativos locais. Justamente pelos três motivos que citei: performance, preço e diversificação”, completou De Marchi. Ele acrescentou que a diversificação global também possibilita acessar diferentes setores econômicos.

Limites para investimentos internacionais – A necessidade de ampliar os limites de investimentos das EFPC no exterior foi enfatizada no debate. Carlos Flory trouxe uma questão do público que traduz esse sentimento: o investimento no exterior não deveria ser visto como classe de ativos, mas instrumento para a diversificação e proteção das carteiras.

Dados da OCDE mostram o quanto a regulação do País está atrasada nesse quesito. Segundo Roberto Teperman, Head of sales da LeggMason, o Brasil é de longe, dentre os 37 países da organização internacional (dados de 2018), o com menor limite de alocação no exterior. Ele acrescentou que durante a crise gerada pela pandemia de COVID-19 esse limite se provou baixo para as EFPCs, principalmente quando esse instrumento (investimento no exterior) é utilizado para diversificação, proteção e rentabilidade da carteira.

Teperman citou o caso da EFPC que possui o maior fundo da indústria no exterior, com cerca de R$ 1,5 bilhão, e estava perto do limite máximo de 10%. Com a pandemia, o câmbio disparou e o ativos locais desvalorizaram, o que a fez estourar esse limite passivamente. “Eles tiveram a proteção que queriam, gostariam que fosse maior, mas infelizmente, devido à regulação, tiveram que resgatar um pedaço da carteira para ficar abaixo do limite de 10%. E essa proteção funcionou muito bem. Tanto é que os planos dessa entidade estão positivos no ano, com boa performance”.

O único país com limite próximo ao do Brasil para investimentos no exterior, para fundos de pensão, é o México com limitação de 20%. Vizinhos latinos estão acima dessa métrica: Colômbia (40%), Peru (46%) e Chile (80%). O executivo da LeggMason acrescentou que a maioria dos países sequer tem essa limitação – Austrália, Bélgica, França, Irlanda, Itália, Japão, entre outros -, pois essa decisão cabe ao Comitê de Investimentos. Teperman defendeu que tal deliberação, além de caber aos colegiados das EFPCs, não deveria ser por limite de exposição e sim por ativos (ex: limite para alocação em títulos públicos de determinado país).

Impacto do câmbio nos resultados – Outra questão destacada é se a volatilidade do câmbio não poderia destruir os resultados dos investimentos internacionais. Os especialistas lembraram que investir no exterior requer estratégia de longo prazo, e sob essa visão, o histórico de resultados comprova que tendem a ser mais positivos.

Tiago Bellodi Cesar, Head de Fundo de Fundos da BNP Paribas Asset Management, ressaltou que ao montar um portfólio internacional é preciso separar a discussão cambial em dois momentos: a decisão sobre a exposição cambial desejada pela EFPC, dentro da política de investimentos; e a diversificação da carteira com os ativos escolhidos, que podem contar ou não com hedge e outras estratégias para suavizar esses riscos.

Tiago ressaltou a importância do câmbio como um grande amortecedor das carteiras em momentos de stress do mercado brasileiro. Muitos deles curiosamente ocorreram no mês de maio, como lembrou Teperman, maio de 2015 (abertura de impeachment Dilma Roussef), maio de 2017 (Joesley Day), maio de 2018 (greve dos caminhoneiros) e maio deste ano (ápice da COVID-19). Tiago ressaltou que o investidor brasileiro não é machucado apenas pelos grandes choques, mas também por eventos discretos que geram volatilidade no mercado doméstico, como ruídos e desentendimentos no campo político, que não são previsíveis e captáveis nos modelos econométricos.

Ele disse ter a convicção cada vez maior de que o investimento no exterior, visto não como classe, mas como instrumento – assim como a tecnologia é um meio e não um fim em si – será cada vez mais predominante nas carteiras de fundos de pensão. “Tem muita coisa boa acontecendo no mundo, muita gente fazendo bom trabalho. E isso tem que estar disponível para o investidor brasileiro, porque equilibra o nosso portfólio do ponto de vista de discussões políticas, econômicas (no país e região latina)… O mundo tem outras agendas e elas têm papel fundamental para a otimização dos portfólios”.

Rodada de Negócios – Com apresentações de cases e produtos, os participantes do evento também tiveram oportunidade, nesta sexta-feira, de ver pitches de gestores e empresas especializadas em 20 estandes virtuais da área de exposições do centro de eventos online.

Acompanhe mais notícias do evento no blog Abrapp em Foco.

O 9º Seminário Gestão de Investimentos nas EFPC é uma realização da Abrapp com apoio institucional de Sindapp, ICSS, UniAbrapp e Conecta. O evento conta com patrocínio Black da XP Investimentos; Ouro da Aditus, Aviva Investors, BNP Paribas Asset Management, Indosuez Wealth Management, Captalys, ClearBridge Investments, Hancock Asset Management Brasil, Indie Capital, J.P. Morgan Asset Management, Kadima Asset Management, MAG Investimentos, Perfin Asset Management, Schroders, Sparta Fundos de Investimento, Sulamérica Investimentos, TAG Investimentos, Vinci Partners; Bronze da Franklin Templeton, i9Advisory Consultoria Financeira, Mauá Capital, StepStone; e apoio da ARX.

Entrevista: Investimento no exterior deveria representar de 20% a 30% em média das carteiras das EFPC

Entrevista: Investimento no exterior deveria representar de 20% a 30% em média das carteiras das EFPC

Em entrevista exclusiva ao Blog Abrapp em Foco, Roberto Teperman, Head of Sales da Legg Mason, aborda o tema das vantagens e orientações para se investimentos no exterior. Ele defende que as entidades fechadas (EFPC) deveriam investir em média de 20% a 30% de seus ativos nos mercados internacionais como forma de garantir maior segurança e liquidez para as carteiras.

“A Resolução 4.661 permite que seja investido até 10% do patrimônio da EFPC. Achamos pouco. Esse número deveria ser algo entre 20 a 30% na média e para alguns casos até mais do que isso”, diz em trecho da entrevista. Confira a seguir na íntegra:

Blog Abrapp em Foco –  Por que investir no exterior?

Roberto Teperman – Existem vários motivos de se investir no exterior, começando pelo tamanho de mercado. O mercado americano de Renda Variável é 34 vezes maior que o brasileiro e o de Renda Fixa é 18 vezes maior. Por isso, é possível realizar uma maior diversificação de ativos, de setores e do risco Brasil. É possível promover a diversificação em outras moedas, com maior segurança e liquidez. A maior parte dos fundos no exterior tem liquidez diária e resgate em no máximo em até 7 dias. Há oportunidades de se investir numa gama muito grande de empresas da nova geração, com baixa correlação dos ativos.

Blog – Poderia explicar um pouco melhor a questão da diversificação do risco país?

Teperman – Talvez a maior vantagem seja a de diversificação aliada a uma proteção ao risco Brasil. O país hoje passa por um momento complicado, com contas fiscais desajustadas, alta taxa de desemprego e crescimento baixo. Ao se investir no exterior, o investidor fica protegido dessa oscilação, protegendo parte do portfólio.

Blog – Qual o tíquete de investimentos ideal?

Teperman – A Resolução 4.661 [do Conselho Monetário Nacional de 2018] permite que seja investido até 10% do patrimônio da EFPC. Achamos pouco. Esse número deveria ser algo entre 20 a 30% na média e para alguns casos até mais do que isso. Com os juros baixos e o aumento do risco das carteiras, o investimento no exterior pode funcionar como hedge do aumento de risco local das carteiras.

Blog – Quais ativos no exterior estão disponíveis para as EFPC?

Teperman – Existem milhares de alternativas, inclusive com algumas companhias brasileiras da nova economia como XP, Stone e Pag Seguro. Tudo é securitizável nos Estados Unidos. Um bom exemplo é uma cidade que foi destruída por um tornado ou um terremoto. O município emite um bond comumente chamado de “Catastrophe Bond”, em que o dinheiro arrecadado é utilizado para se reconstruir a infraestrutura da cidade.

Blog – Qual o tamanho da Bolsa dos EUA em comparação com o mercado doméstico? 

Teperman – O mercado americano tem cerca de 3000 ações negociáveis. A Bovespa tem menos de 400 sendo que apenas cerca de 100 delas têm alguma liquidez.

Blog – Quais veículos utilizar para se investir no exterior?

Teperman – O veículo mais fácil e acessível é um fundo de investimento. O fundo que investe no exterior faz com que toda a ginástica de se abrir uma conta, além da burocracia, pareça fácil. Ou seja, o cliente não precisa abrir conta fora, não precisa enviar os recursos via câmbio. Não precisa falar com ninguém no exterior, não precisa se preocupar com o imposto de renda. Aliás esse tópico é importante para as EFPCs, pois dependendo do que for investido até a entidade paga imposto de renda. A isenção é válida somente no Brasil ou para países onde exista acordo de não bitributação.

Blog – Qual o melhor momento para se investir considerando a taxa de câmbio?

Teperman – A pergunta é difícil. Já vi várias vezes o cliente não querendo aplicar em dólar, pois achava que o câmbio estava caro. Isso aconteceu inclusive em janeiro quando o câmbio estava a R$ 4 e um cliente não quis fazê-lo. A recíproca também é verdadeira. Não existe market timing no câmbio. O investidor tem que olhar para o longo prazo e saber que sua carteira está bem diversificada em países e moedas que não somente sejam o Brasil.

Entrevista: Alocação internacional favorece a diversificação ampla das carteiras

Entrevista: Alocação internacional favorece a diversificação ampla das carteiras

Com o atual patamar das taxas de juros nas mínimas históricas no Brasil, as entidades fechadas (EFPC) necessitam buscar alternativas com maior exposição ao risco se quiserem continuar superando as metas de seus planos de benefícios. Entre as opções mais acessadas no momento, aparecem os investimentos no exterior como opção para a diversificação das carteiras.

Em entrevista ao Blog Abrapp em Foco, Isabella Nunes (foto acima) e Maria Rossi (foto abaixo), executivas de relacionamento com investidores institucionais da J.P. Morgan Asset Management, analisam as vantagens e as opções para as alocações internacionais. “Cada vez mais a classe de investimentos no exterior ganha importância para a diversificação do portfólio, uma vez que aumenta o potencial de retorno e diminui o risco da carteira por conta da descorrelação entre os ativos globais e locais”, dizem em trecho da entrevista. Confira a seguir: 

Maria Rossi, JP MorganBlog Abrapp em Foco – Poderiam comentar o atual cenário de juros reduzidos da economia e o desafio da superação das metas atuariais das entidades fechadas de Previdência Complementar (EFPC)?

Com taxas de juros no Brasil em mínimas históricas, está cada vez mais desafiador para as EFPC superarem suas metas atuariais. Diante desse cenário, é possível ver um movimento em direção a um aumento na alocação de maior risco, como renda variável local. Além disso, os investidores estão buscando cada vez mais a diversificação através de investimentos no exterior.

Na busca por maior retorno nos investimentos e diminuição do risco das carteiras, é importante as fundações terem em mente as infinitas oportunidades existentes em mercados globais. O Brasil representa aproximadamente 3% do PIB global, portanto, a alocação internacional favorece a diversificação ampla das carteiras. 

O ano de 2020 tem ilustrado, ainda, outros benefícios do investimento global: proteção e crescimento. No tema de proteção, a exposição ao dólar tem servido como um contra peso importante às quedas nos ativos locais. Adicionalmente, vemos os grandes temas de crescimento de longo prazo muito mais acessíveis fora do Brasil: com tecnologia e saúde representando 42% das bolsas americanas e 26% das bolsas asiáticas versus somente 3% da bolsa brasileira. 

Blog: Poderiam explicar a correlação ou descorrelação dos investimentos no exterior e dos investimentos domésticos?

Historicamente, vemos que o investimento no exterior é descorrelacionado com o mercado doméstico, ou seja, o mercado internacional se move de maneira independente aos fatores econômicos locais. No geral, a descorrelação dos mercados globais com o mercado local tende a ser neutra ou negativa. Quando se considera um investimento com exposição ao dólar, essa correlação é menor ainda. 

Em momentos de crise local é possível observar essa descorrelação de maneira mais clara, pois o mercado global se comporta de maneira totalmente independente. Na turbulência causada pela delação da JBS em maio de 2017, enquanto a bolsa local caia 4% no mês, o índice MSCI World, que representa as bolsas globais, subia aproximadamente 2%. Outro evento importante que impactou fortemente o mercado local foi a greve dos caminhoneiros em maio de 2018. Neste mês, a bolsa local fechou em queda de 11%, enquanto o dólar apresentava retorno positivo de 7% e a bolsa americana, medida pelo S&P 500, subia 2,8%.

É importante mencionar que no curto prazo e, principalmente em momentos de alta volatilidade, como o qual estamos passando, a correlação entre os ativos tende a ser mais alta. Porém, no longo prazo existe uma descorrelação entre os ativos globais e locais. 

Blog – Como os investimentos no exterior podem compor a política de investimentos das fundações no sentido de se alcançar maior diversificação das alocações com menor risco?

JP Morgan Gráfico 1Atualmente, as fundações no Brasil enfrentam um grande desafio para atingir suas metas atuariais. É sabido que as entidades terão que ajustar suas políticas de investimento, buscando novas fontes para geração de resultados.  

Cada vez mais a classe de investimentos no exterior ganha importância para a diversificação do portfólio, uma vez que aumenta o potencial de retorno e diminui o risco da carteira por conta da descorrelação entre os ativos globais e locais.

A seguir, comparamos o comportamento dos principais índices dos mercados locais e globais frente ao cenário trazido pelo COVID-19. É possível observar que os mercados se comportaram de maneira distinta: os índices globais (em azul) apresentam retorno positivo, enquanto aos índices locais (em verde), tendem a demonstrar retornos menos expressivos, ou até mesmo negativos. Ou seja, os índices locais tendem a ser mais fortemente impactados – seja na entrega de resultados ou aumento da volatilidade – em cenários de grande turbulência. 

Blog – Quais as principais opções de investimentos no exterior acessíveis às fundações? 

Existem diversas opções de investimento no exterior acessíveis às EFPC de maneira simples, rápida e com liquidez. As opções de fundos de investimento vão desde renda fixa global, passando por fundos multimercados balanceados, de renda e de retorno absoluto, até os fundos de renda variável global ou regional, como estratégias focadas nos mercados emergentes. Além disso, as entidades contam com a possibilidade de avaliar aspectos ESG (Environmental, Social and Governance) ao investir em ativos internacionais, uma grande tendência para investidores institucionais ao redor do mundo. 

Na seleção do produto adequado, a fundação pode optar, ainda, pela exposição cambial, de acordo com o seus objetivos no longo prazo. É válido ressaltar que a exposição ao dólar tende a trazer proteção e uma descorrelação maior ao portfólio local.

Ao investir no exterior, independentemente do produto selecionado, é importante que a fundação selecione um parceiro experiente, com grande conhecimento e presença em diferentes mercados, capaz de buscar oportunidades em diversas classes de ativos, regiões ou países. Solidez e expertise nunca foram tão essenciais. 

Blog – O que acha da proposta de aumentar o limite de alocação da Resolução 4.661 dos investimentos no exterior para até 20% do total do patrimônio das EFPC?

Por muitos anos, os juros altos no Brasil levaram investidores a argumentar que oportunidades globais não valiam a pena, uma vez que era possível obter retornos atrativos e com baixo risco no mercado dométisco. Entretanto, frente ao cenário atual no Brasil, em que as taxas de juros se encontram na mínima histórica, as fundações enfrentam um grande desafio para buscar novas fontes de retorno e, ainda, terão que adicionar risco às carteiras. Se lembrarmos que o Brasil representa uma parcela muito pequena da economia global, o investimento no exterior tende a se tornar cada vez mais atrativo. 

Acompanhando este movimento, a alteração do limite de investimento no exterior será cada vez mais necessária para auxiliar as entidades a atingir seus objetivos de retorno no longo prazo. Independente do percentual, é fundamental que as fundações iniciem, ou incrementem, a alocação internacional ao longo dos anos.

Blog – Qual a melhor opção, o investimentos no exterior com hedge ou sem hedge cambial? Por que?

A melhor opção de investimento é uma decisão individual, com base na realidade atual e objetivos para o longo prazo. Ao investir globalmente sem hedge cambial, por exemplo, os fundos de pensão precisam avaliar dois pontos: o desempenho dos ativos internacionais, e a direção da moeda. É bastante difícil prever as movimentações das moedas, mas elas tendem a se recuperar rapidamente dos extremos. 

O gráfico a seguir mostra que se você decidir assumir o risco da flutuação na moeda (investindo sem hedge cambial) ou se preferir isolar o impacto da moeda, o retorno médio anual de 10 anos é praticamente o mesmo. A diferença está na experiência: investimentos sem hedge são mais turbulentos, com uma volatilidade muito maior no mesmo período.

Ainda, se o investidor decidir ter exposição sem hedge cambial é muito importante estar ciente de que market timing para moedas pode ser um hábito perigoso. Como vimos este ano, os movimentos de depreciação e de apreciação podem ocorrer rapidamente e mudar de direção muito rápido também. O melhor é decidir se quer ter exposição em dólar, e adicionar essa exposição gradualmente.

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