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Petros consegue reverter cenário de déficits em planos PPSP-R e PPSP-NR

Petros consegue reverter cenário de déficits em planos PPSP-R e PPSP-NR

A Petros encerrou o ano de 2020 com rentabilidade consolidada de 8,45%, totalizando um retorno líquido de R$ 7,6 bilhões nos investimentos. Para a entidade, o ano trouxe ainda um marco na história dos dois maiores planos de Benefício Definido (BD) que administra – o Planos Petros do Sistema Petrobras-Repactuados e o Plano Petros do Sistema Petrobras-Repactuados-Não Repactuados (PPSP-R e PPSP-NR). Depois de 9 anos, os planos registraram superávit, revertendo o cenário de sucessivos déficits.

Segundo a Petros, o PPSP-R registrou equilíbrio técnico positivo de R$ 967,8 milhões e o PPSP-NR, de R$ 535,5 milhões. “O retorno desses planos BD para o campo positivo é fruto da rentabilidade obtida nos investimentos, acima da meta atuarial em ambos os planos, aliada a um consistente trabalho de reestruturação conduzido no ano passado”, diz a entidade em comunicado.

“O resultado chancela a reestruturação que promovemos nos PPSPs e o processo de turnaround da empresa, com mudanças implementadas em diferentes frentes: governança, investimentos, previdência e administrativa”, diz o Presidente da Petros, Bruno Dias (foto acima). “A consistência das nossas estratégias de investimentos e a profissionalização das equipes também foram imprescindíveis para termos um desempenho tão diferenciado, mesmo em um ano atípico e num cenário de juros baixos. Entramos, de fato, numa nova fase da Petros, de busca por sucessivos superávits, que permitam, no futuro, uma redução das contribuições extras para os nossos participantes”, destaca.

O bom desempenho da entidade elevou ainda o seu patrimônio total para R$ 116 bilhões, o que representa um incremento de cerca de 9% em relação a 2019, quando contabilizava R$ 108 bilhões em recursos. Os números, que constam nas demonstrações contábeis da Petros referentes a 2020, foram aprovados pelo Conselho Deliberativo da fundação.

Reestruturação e rentabilidade – Os resultados acima da meta atuarial para os planos PPSP-R e PPSP-NR contribuíram para a reversão do cenário de déficits que esses planos vinham registrando. O PPSP-R valorizou 9,49% ante objetivo de 9,15%, obtendo resultado líquido de R$ 4,195 bilhões nos investimentos. Já o PPSP-NR avançou 9,42% frente à meta de 9,08%, com retorno líquido de R$ 1,122 bilhão nos investimentos.

Em relação ao passivo, atualizado anualmente pela meta atuarial, o que gera um crescimento natural do montante necessário para cobrir todas as obrigações futuras, foi mantida a mesma taxa de juros aplicada no ano anterior, sendo de 4,43% no PPSP-R e 4,37% no PPSP-NR. O percentual de desconto é utilizado para dimensionar o montante necessário para cobrir todos os compromissos de um plano de benefícios.

“A decisão de reduzir a taxa de juros em 2019, como forma de adequá-las ao cenário econômico de juros baixos, foi acertada, contribuindo para o resultado superavitário em 2020 e conferindo mais sustentabilidade aos planos”, diz a Petros. “Com isso, a gestão poderá seguir com segurança as estratégias de investimentos desenhadas e que têm proporcionado boa rentabilidade, sem necessidade de aumentar alocações em ativos com maior risco”, complementa o comunicado da entidade.

A Petros destaca ainda que o resultado positivo dos planos consolida o trabalho de reestruturação conduzido pela atual gestão, evidenciando a robustez das estratégias de investimentos da entidade e iniciando uma nova fase na trajetória desses planos.

 Renda fixa e renda variável superam benchmarks – Nos planos PPSP-R e PPSP-NR, o destaque de rentabilidade ficou para a renda fixa, com alta de 9,48% no PPSP-R, e de 9,78% no PPSP-NR. A renda variável também contribuiu para o resultado, com retorno de 6,69% no PPSP-R, e de 6,89% no PPSP-NR.

Além disso, o segmento de investimentos estruturados – Fundos de Investimentos em Participações (FIPs) – teve resultado bastante positivo, com valorização de 242,34%, principalmente em função do acordo envolvendo o FIP Sondas e de desinvestimentos em alguns FIPs para reciclagem da carteira, que geraram retorno positivo aos dois planos.

Já os investimentos imobiliários registraram leve retração, de 0,19% no PPSP-R, e de 0,23% no PPSP-NR, devido a reavaliações de ativos previstas para o ano. O resultado de imóveis foi contrabalanceado pela forte redução da vacância, em torno de nove pontos percentuais em 2020, a partir de um trabalho de aprimoramento da estrutura da área de investimentos.

No PP-2, plano CV da entidade, o resultado também foi impulsionado pela renda fixa, que valorizou 10,82%. Os investimentos estruturados também subiram 9,44%, em razão de recebíveis por desinvestimentos. Já a renda variável apresentou queda de 2,17% e os investimentos imobiliários tiveram retração de 4,99%, devido à reavaliação de ativos imobiliários alocados na carteira em função dos reflexos da pandemia.

O plano alcançou a marca de R$ 30,528 bilhões em patrimônio, um crescimento de 12% em relação ao ano anterior, e superávit acumulado de R$ 168 milhões, apesar de ter registrado rentabilidade de 5,87% frente a uma meta de 10,05%. “O resultado abaixo da meta no ano passado está associado ao comportamento de alguns ativos que compõem a carteira do PP-2 e que, diante da crise, não tiveram rápida recuperação, além do fato de o plano ter cerca de 40% dos ativos com precificação marcada na curva, que não registra contabilmente os ganhos e perdas acumulados”, diz a Petros, reforçando que a rentabilidade contábil reflete o desempenho de cerca de 60% dos ativos que estão marcados a mercado. “Caso os 40% restantes tivessem a mesma precificação, a rentabilidade real do PP-2 em 2020 teria sido 18,8%”.

Em relação ao passivo deste plano, houve redução da taxa de juros usada na avaliação atuarial, cálculo feito para dimensionar os compromissos futuros do plano, saindo de 5,29% para 4,92%. “O corte foi fundamental para um melhor alinhamento entre a gestão de riscos e a estratégia de investimentos para este ano, conferindo mais segurança e menos volatilidade à carteira”, diz comunicado da entidade.

 Diversificação – A Petros ressalta que a estratégia baseada na diversificação do portfólio e na gestão ativa dos investimentos, com maior agilidade para a tomada de decisão, conseguiu reverter o resultado negativo nos investimentos em função dos impactos da pandemia no ano passado.

“Se adotarmos o modelo dos fundos de investimentos, que marcam todo seu patrimônio a mercado, e é a forma mais fidedigna de retratar o desempenho, a Petros atinge a marca de 34,93% no biênio 2019-2020”, destaca o Diretor de Investimentos da Petros, Alexandre Mathias. As estratégias da Petros baseadas em fundos ativos foram um diferencial diante do cenário adverso da economia, diz a entidade.

Recondução da Diretoria – O Conselho Deliberativo da Petros reconduziu ainda a Diretoria Executiva, com Bruno Dias na Presidência; Alexandre Mathias como Diretor de Investimentos; Leonardo Moraes como Diretor de Riscos, Administração e Finanças; e Akira Miki na Diretoria de Seguridade.

Consolidado Abrapp: EFPCs superam R$ 1 trilhão em ativos com superávit de R$ 26,6 bilhões

Consolidado Abrapp: EFPCs superam R$ 1 trilhão em ativos com superávit de R$ 26,6 bilhões

Os ativos das entidades fechadas de Previdência Complementar (EFPCs) conseguiram ultrapassar a marca R$ 1 trilhão, apesar das incertezas causadas pela pandemia. De acordo com levantamento divulgado nesta sexta-feira, 19 de março, pela Abrapp, o volume somou R$ 1,018 trilhão em novembro passado. O total representa 13,7% do PIB brasileiro.

Além do patrimônio trilionário, as entidades tiveram mais duas marcas a comemorar. A primeira delas foi que a carteira das entidades teve o melhor retorno anual, alcançando rentabilidade de 4,51% no mês. Mais ainda, as EFPCs tiveram o maior superávit desde 2015, com R$ 26,6 bilhões, segundo dados referentes a novembro de 2020.

Segundo Luís Ricardo Martins, Diretor Presidente da Abrapp, esses resultados positivos confirmaram a solidez do sistema, mesmo diante das dificuldades trazidas pelo covid-19. Ele lembrou que esses dados ajudam o setor a manter o pagamento de seus participantes sempre em dia, num total de R$ 70 bilhões por ano.

A carteira consolidada das EFPCs teve resultado de 4,51% no mês, o melhor retorno registrado no ano. A Renda Fixa, que representa 72,7% dos ativos, rentabilizou 1,69% no mês e a Renda Variável, com aumento na participação para 20,1% dos recursos da carteira consolidada, teve retorno de 17,02% em novembro. Verificamos que o valor do superávit é o maior registrado desde 2015 e o déficit, o menor desde 2019.

Clique aqui para acessar o Consolidado Estatístico da Abrapp

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