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Giro das Associadas: Funpresp-Jud, Funpresp-Exe e Viva Previdência

Funpresp-Jud publica Política de Relacionamento – A Funpresp-Jud publicou sua Política de Relacionamento, que pode ser consultada no site da Fundação. Proposta pela Diretoria Executiva e aprovada pelo Conselho Deliberativo, a Política estabelece princípios e diretrizes que norteiam o atendimento ao público de interesse da entidade, permitindo a consolidação da imagem institucional de credibilidade e de longevidade da fundação.

Dentre os princípios que devem ser seguidos pela Funpresp-Jud estão a construção de relacionamento com base na transparência das informações e nas condutas responsáveis; o oferecimento de atendimento de qualidade, que construa vínculos duradouros e em conformidade à legislação aplicável; a avaliação detalhada de críticas, elogios e sugestões para oferecer novos produtos ou serviços, adequar processos e aprimorar os serviços oferecidos; as informações sobre o Plano de Benefícios devem ser claras e objetivas; o atendimento de demandas deve ser tempestivo e conclusivo; e os colaboradores da área de relacionamento devem ter perfil adequado para o desenvolvimento de suas atividades e receber capacitação e orientação para oferecer atendimento de qualidade.

A Funpresp-Jud dispõe também de outras seis políticas que regem o seu funcionamento, dentre outros instrumentos normativos. São elas: Política de Investimentos, Política de Alçada Decisória, Política de Comunicação, Política de Gerenciamento de Riscos, Política de Segurança da Informação e Política de Gerenciamento de Riscos de Investimentos. Todas as normas internas estão disponíveis no site da fundação.

 

Funpresp-Exe registra aumento em aportes extras – Os participantes da Funpresp-Exe realizaram um total de R$ 14.893.181,16 em contribuições facultativas ao longo de 2020. O valor é maior que o registrado em 2019, quando foi atingida a soma de R$ 12.734.541,17.

Do total de aportes facultativos realizados em 2020, R$ 10.935.023,96 foram feitos por meio de boleto, por meio da chamada contribuição esporádica. Nessa modalidade, o participante faz contribuições na hora em que quiser, sem periodicidade definida. Já pelo aporte mensal, o servidor faz contribuições extras todos os meses, por meio do contracheque. No ano passado, foi feito um total de R$ 3.958.157,20 em aportes mensais.

Com a contribuição facultativa, o participante amplia a poupança previdenciária e ainda pode reduzir os valores pagos na declaração do imposto de renda. Ele pode alcançar até 20,5% de dedução fiscal (sendo 8,5% referentes às contribuições básicas mensais e 12% relacionados a contribuições facultativas) dos rendimentos tributáveis no ajuste anual. O percentual da dedução depende da remuneração bruta do participante e do tipo de vínculo com a fundação: Ativo Normal, Ativo Alternativo ou Autopatrocinado.

 

Viva Previdência obtém resultados positivos em 2020 – A Viva Previdência obteve resultados positivos em seus planos no ano passado, apesar do cenário difícil da economia e do mercado financeiro, em função da pandemia da Covid-19. O Viva Futuro, o plano mais novo da fundação, teve rentabilidade em dezembro de 0,92%, acima da meta referencial de 110% do CDI, que foi de 0,18%. No ano, a carteira consolidada registrou resultado positivo de 4,58%, atingindo 158% acima da meta, que foi de 2,90%.

A estratégia de investimentos do Viva Empresarial foi construída de forma a suportar as flutuações de mercado e foi voltada ao horizonte de retorno de longo prazo. Assim, apenas em dezembro, a carteira do plano obteve retorno positivo de 2,93%, diante de uma meta de 1,81%. No segmento de renda fixa, por exemplo, a valorização do Viva Empresarial em dezembro foi de 1,59%, superior ao CDI, que alcançou 0,16%. No ano, a rentabilidade foi de 3,32%, contra o CDI de 2,76%. Na renda variável, a carteira do Viva Empresarial valorizou 8,26% no mês, enquanto o Ibovespa subiu 9,30%. No ano, a carteira de renda variável registrou valorização de 2,18%, pouco abaixo do Ibovespa, que subiu 2,92%.

O Viva Pecúlio, plano mais antigo da entidade, valorizou 2,40% em dezembro, acima da meta atuarial de 1,80% no mês. No ano, a rentabilidade foi de 4,85%, abaixo da meta atuarial, que foi de 9,73%. Com mais de 50 mil assistidos em todo o país, a fundação tem hoje um patrimônio de cerca de R$ 3,5 bilhões.

Giro das Associadas: Petros, Viva Previdência e Sebrae Previdência

Petros reverte impacto da crise nos investimentos – A Petros conseguiu reverter, em novembro, o impacto causado nos investimentos pela crise econômica diante da pandemia a partir de uma atuação focada na gestão ativa dos investimentos e estratégias de diversificação para aproveitamento das oportunidades. De acordo com a prévia do último mês, os investimentos apresentaram alta de 6,79%, considerando todos os planos administrados pela Petros, elevando a rentabilidade acumulada do ano para 3,26%, ficando em 5,72% nos últimos 12 meses.

A rentabilidade obtida de abril a novembro contribuiu para um crescimento de cerca de R$ 15 bilhões da carteira de investimentos consolidada, considerando todos os planos administrados. “Este resultado significa que, em apenas oito meses, a Petros conseguiu uma rentabilidade de 18%, uma recuperação surpreendente ao levarmos em conta o impacto no resultado acumulado em março (-14,20%), quando teve início a pandemia de Covid-19”, destacou o Diretor de Investimentos da Petros, Alexandre Mathias.

Os três maiores planos administrados pela Petros voltaram ao campo positivo em novembro. Os investimentos dos planos Petros do Sistema Petrobras – Repactuados e Não Repactuados (PPSP-R e PPSP-NR) apresentaram valorização de 7,5% e 7,8%, respectivamente, frente a uma meta de 1,25% no PPSP-R e de 1,26% no PPSP-NR, de acordo com a prévia do último mês. O retorno acumulado no ano foi de 3,7% no PPSP-R e de 3,9% no PPPS-NR, ante objetivo de, respectivamente, 7,3% e 7,25% para o período. Já o Plano Petros-2 (PP-2) apresentou alta de 5,3% frente a uma meta de 1,2%, acumulando ganho de 1,5% no ano, ante objetivo de 8,1%.

Nos planos de Benefício Definido, o destaque foi a renda variável, com alta de 16,5% no PPSP-R, e de 17,9% no PPSP-NR, fazendo com que o segmento voltasse a registrar rentabilidade positiva no acumulado do ano. A renda fixa também contribuiu para essa retomada, registrando valorização de 3,9% no PPSP-R e de 4% no PPSP-NR acumulando, respectivamente, retorno de 3,3% e 3,8% em 11 meses.

No PP-2, a renda variável também impulsionou a alta, avançando 13,3% no mês e reduzindo o resultado negativo para – 8,5% no ano. Com valorização de 1,7% na renda fixa em novembro, foi registrado retorno acumulado de 8% neste segmento em 2020.

“As estratégias baseadas em fundos ativos, com mandatos específicos e diversificados, além de alta liquidez, foram fundamentais no processo de recuperação da rentabilidade este ano, configurando-se em um diferencial diante do cenário adverso da economia”, diz a entidade. Entre os destaques da carteira estão dois fundos internos geridos pela equipe de investimentos da Petros e que, juntos, somam cerca de R$ 6,2 bilhões de patrimônio, representando mais de 5% dos ativos totais da fundação.

 

Viva Previdência elege novos membros para o Conselho Fiscal – O Conselho Fiscal da Fundação Viva Previdência tem dois novos conselheiros eleitos pelos participantes dos planos administrados pela fundação. O titular é Antonio da Paz Carneiro e sua suplente é Keila Martins Barbosa. Ambos são participantes do plano Viva Empresarial e graduados em contabilidade.

A posse dos novos conselheiros ocorreu nesta terça-feira, 15 de dezembro, e o mandato vai até 2023. “Nosso modelo de governança é singular e todos os membros dos Conselhos da Viva são indicados por meio de eleições, prevalecendo sempre a vontade do voto do participante”, diz Silas Devai Júnior, Diretor Presidente da entidade.

 

Pesquisa de Satisfação do Sebrae Previdência destaca segurança dos participantes – Cerca de 1/3 dos participantes do Sebrae Previdência citaram a palavra “segurança” como principal sinônimo para a entidade na 5ª edição da Pesquisa de Satisfação, realizada entre outubro e novembro de 2020. Em segundo lugar aparece a palavra “futuro”. Os termos também foram os principais sinônimos citados pelos dirigentes de patrocinadoras e instituidoras.

A amostra da pesquisa foi composta por sorteios sequenciais para o preenchimento de cotas proporcionais à composição do universo. Os participantes sorteados para responder ao estudo receberam um e-mail com convite e link para o questionário online, cuja primeira seção nesta edição também teve a necessidade de leitura inicial e concordância explícita, pelo participante, com um Termo de Consentimento para Tratamento de Dados – uma nova exigência em função da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Os resultados indicam que participantes, assistidos, gestores e dirigentes aprovaram o esforço realizado pela entidade ao longo dos últimos anos (incluindo o difícil período de pandemia) para continuar comunicando, atendendo aos participantes, administrando e gerindo os recursos dos participantes de maneira eficiente.

A pesquisa aponta que 97,3% dos participantes do Plano SebraePrev e 99,2% do Plano Valor Previdência deram a sua aprovação geral ao Sebrae Previdência, com notas de 7 a 10. Na questão que avalia o grau de recomendação, em que se utilizou a metodologia NPS (Net Promoter Score), esse índice alcançou classificações “muito bom” no Plano SebraePrev e “excelente” no Plano Valor Previdência. Na avaliação geral sobre cada plano de benefícios, o grau de aprovação foi de 94,2% dos participantes do Plano SebraePrev e 93,5% dos participantes do Plano Valor Previdência.

Acesse aqui os demais resultados da Pesquisa de Satisfação do Sebrae Previdência.

Viva Previdência recebe Selo de Autorregulação pela gestão de investimentos

Viva Previdência recebe Selo de Autorregulação pela gestão de investimentos

A Fundação Viva de Previdência acaba de receber o Selo de Autorregulação em Governança de Investimentos, chancela que reconhece a qualidade nos processos de governança de investimentos. O selo é concedido pelo programa de Autorregulação da Abrapp, Sindapp e ICSS. Até o momento, 17 entidades foram certificadas pelo programa. 

A iniciativa reconhece as melhores práticas na governança de investimentos, de forma a consolidar ações voltadas para geração de segurança, transparência, economicidade e racionalidade na execução dos procedimentos da Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), em especial, aquelas vinculadas aos processos de investimentos, envolvendo desde o momento da análise do cenário macroeconômico até o registro dos ativos.

“O selo é um certificado da qualidade do nosso método de administração dos recursos dos nossos participantes e assistidos, que, não por acaso, vêm performando muito acima do mercado nos últimos anos”, avalia Silas Devai Júnior, Diretor Presidente da Viva. Ele afirma que o selo é também um instrumento relevante para casos de a transferência de gestão, um dos quatro pontos estratégicos da Viva neste ano. Os outros são qualidade de gestão, fortalecimento da marca e parcerias inovadoras.

Um exemplo disso é a transferência de gerenciamento do plano AnaparPrev para a Viva Previdência, que foi recentemente aprovada pela Previc. A negociação iniciada no início deste ano prevê a gestão pela fundação de um patrimônio adicional de aproximadamente R$ 550 milhões, distribuídos entre 3 mil participantes, sendo 79% contribuintes ativos e 21% assistidos em recebimento de benefício. 

Com a transferência, o plano passa a compor o portfólio de planos administrados pela Viva, com total responsabilidade sobre todos os processos de tratamento e manutenção de cadastro, arrecadação e pagamento de benefícios e pela gestão de investimentos. Assim, com o Anaparprev, a Viva passará a administrar um patrimônio superior a R$ 3 bilhões, com cerca de 50 mil participantes. 

Além da Viva, também a Capef, Elos, Eletros, Infraprev e Serpros receberam o Selo no último dia 20 de novembro. “As EFPC abraçaram a causa e estão buscando o Selo de Autorregulação. O diagnóstico realizado no processo decisório da entidade é um dos grandes motes da concessão do Selo: as EFPC vão superando obstáculos identificados e realizam aprimoramentos. O envolvimento crescente das associadas mostra isso: o sistema está abraçando a causa”, destaca o Presidente do Conselho de Autorregulação e Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins.

 

Transferência do plano AnaparPrev para Viva Previdência é aprovada pela Previc

A Previc aprovou a transferência de gerenciamento do plano AnaparPrev para a Viva Previdência. A negociação iniciada no início deste ano prevê a gestão pela entidade de um patrimônio adicional de aproximadamente R$ 550 milhões, distribuídos entre 3 mil participantes, sendo 79% contribuintes ativos e 21% assistidos em recebimento de benefício. Com o Anaparprev, a Viva passará a administrar um patrimônio superior a R$ 3 bilhões.

“Com a transferência, o plano passa a compor o portfólio de planos administrados pela Viva, com total responsabilidade sobre todos os processos de tratamento e manutenção de cadastro, arrecadação e pagamento de benefícios e pela gestão de investimentos”, diz comunicado da Viva.

“A transferência de gerenciamento do plano AnaparPrev fortalece a natureza de entidade multi-instituída e multipatrocinada, ratificando a capacidade técnica e a excelência da entidade, na gestão de produtos de previdência complementar. Esse processo abre novas oportunidades para recepcionar outros planos. A Viva possui estrutura eficiente e as tratativas para transferência de gerenciamento serão intensificadas”, afirma Silas Devai Jr, Diretor Presidente da Viva.

O processo foi formalizado na Previc no mês de outubro e após 30 dias, prazo para análise, foi integralmente aprovado. Essa é a primeira transferência de gestão realizada na Viva.

“A opção pela Fundação Viva para administrar o plano Anaparprev se deu por vários aspectos, porém dois pontos foram fundamentais para a tomada de decisão da diretoria da Anapar, além do aspecto técnico, naturalmente. Primeiro, pela cultura do relacionamento com o participante, que é uma marca registrada da entidade e, segundo, pela governança, onde todos os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal são eleitos. A Diretoria Executiva é contratada pelo CD. Com isso, os participantes estarão no comando estratégico para decidir os rumos do plano”, diz Antônio Bráulio de Carvalho, Presidente da Anapar.

Plenária 5: Entidades dizem o que fazem para ficar mais competitivas

Plenária 5: Entidades dizem o que fazem para ficar mais competitivas

Mercados impactados por mudanças profundas pedem respostas igualmente poderosas, à altura das transformações e capazes até de recolocar os agentes de volta na competição ainda mais fortes. Isso ficou bastante evidente há pouco na Plenária 5 do 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada (41º CBPP), dedicada ao tema “Novo Posicionamento: Provedores de Soluções Previdenciárias”, quando quatro dirigentes de associadas mostraram o que as suas entidades estão fazendo para sair na frente no mundo novo que se vai materializando.

A plenária foi moderada pela jornalista Myrian Clark e do time de expositores participaram Cristiano Verardo (Diretor de Comunicação, Relacionamento e Seguridade da Vexty) Gueitiro Matsuo Genso (Conselheiro do PicPay e Ex-Presidente da Previ), Nizam Ghazale (Diretor de Clientes e Inovação da Viva Previdência) e Walter Mendes (Presidente da Vivest). “Estão aqui conosco dirigentes de entidades que chacoalharam o nosso sistema com as suas mudanças e vieram para compartilhar”, resumiu Myrian.

As apresentações foram densas e, tentando extrair delas uma ideia que resumisse o maior de todos os seus significados, é que a nossa vertente da previdência privada está nesse momento diante de sua maior oportunidade para crescer. Nunca houve nada parecido. O que faz isso ser verdade é não apenas que os brasileiros aprenderam com a pandemia que é preciso poupar, mas também e até principalmente que as pessoas estão abertas e até esperam a inovação, fazem quase tudo usando os seus smartphones e com a digitalização quase ninguém mais liga para o tamanho da instituição ou depende de uma rede disseminada de agências para contratar. Enfim, após tanto tempo sofrendo por não dispormos de força de venda no varejo, ela simplesmente não nos parece mais fazer tanta falta.

“As barreiras que tínhamos diante de nós estão desaparecendo e o momento é agora, nessa hora em que as pessoas tentam fazer tudo pelo smartphone”, resume Genso. Só precisa ter especialmente cuidado porque fidelidade não é das maiores características desse novo cliente, que troca de fornecedor com facilidade se não tiver uma experiência agradável em suas andanças digitais. “As pessoas não querem sentir dor, se não funcionar, tchau”

“Por isso temos muito a avançar”, acrescentou Ghazale. E Mendes acrescentou um outro importante motivo para tanta confiança no futuro: “temos um ótimo produto, custos mais baixos, os melhores resultados e entregamos o que prometemos”. O que significa dizer que não nos falta nada para crescer. E muito.

Prova de dinamismo – A própria realização do 41º Congresso na forma 100% digital, no entender de Genso, é prova do dinamismo do sistema, uma vez que o sucesso do evento em si mesmo já uma demonstração de sua capacidade de aprender rápido, fazendo o melhor e ajustando o que pode ser melhorado enquanto as coisas acontecem

Antes, a realidade era bem outra para as empresas e organizações em geral, onde a regra era planejar e testar muito antes de avançar, algo agora quase impossível porque quem proceder assim arrisca-se a perder o timing, vendo o concorrente passar na frente.

Agora, as organizações são praticamente obrigadas a não apenas ouvir com muita atenção os seus clientes, como “praticamente terminar o produto junto com eles. Não dá mais tempo para esperar que esteja tudo concluído”, destaca Genso. Para ele, nunca tivemos que lidar com um consumidor tão empoderado. É realmente necessário cortejá-lo.

E o melhor momento para cortejá-lo se aproxima. Nota Genso que dentro de pouco tempo estaremos vivendo, sob a batuta do Banco Central, a experiência do open banking. “A partir dela teremos uma excelente chance de oferecer muitas novas opções e isso nos obriga a estarmos especialmente atentos”, arremata.

De olho no mercado – Ghazale expôs um pouco da experiência de sua entidade na direção do mercado e que culminou, a exemplo de outras EFPCs, na criação de uma gerência comercial e na escolha de um nome não mais associado a um patrocinador, o que ajuda a abrir portas no mercado.

“Oferecemos soluções para você, para instituições e empresas que buscam fomentar investimentos e negócios”. A frase, tirada de um vídeo da Viva Previdência, é reveladora dos propósitos de uma entidade – multipatrocinada e multi-instituída – que olha para fora de si mesma, para o mercado. Tem mais: “Sempre evoluindo, modernizando, oferecemos planos inovadores e flexíveis, além de assessoramento completo e um histórico de resultados”. E sem esquecer da “taxa de satisfação acima de 93%”.

Revelador também da disposição de crescer no mercado é que pelo segundo ano consecutivo a Viva foi uma das patrocinadoras do CBPP, ocupando um dos estandes virtuais para nele apresentar os serviços e produtos que oferece.

É um ano de consolidação de uma estratégia de expansão dos negócios, baseada em quatro pilares: transferência de gerenciamento, novos produtos, parcerias estratégicas e gestão do patrimônio. No primeiro caso, a Fundação está conduzindo a transferência de um plano que reúne reservas da ordem de meio bilhão de reais e que passará a compor o seu portfólio, após a conclusão do processo de transferência de gerenciamento. A Viva Previdência também lançou novos produtos. O destaque está para o Viva Futuro, plano família, que em um ano já conta com cerca de mil participantes.

Tudo isso fruto de um planejamento estratégico que começou a ser desenhado há 3 anos, quando causava desconforto um cenário onde o contingente de participantes assistidos ou se preparando para a aposentadoria era regularmente superior às novas adesões aos planos. “Víamos a fonte secando, mas por outro lado termos um bom produto nos dava a força para reagir”, observou Ghazale.

“Mergulhamos no mundo digital, aprendemos a vender o muito que temos de bom e foi assim que chegamos hoje a termos gerências comerciais formadas por especialistas”, explicou, fornecendo muitos e detalhados exemplos do tamanho dessa transformação.

Por não saber, é claro, fazer tudo da melhor maneira, a Viva já fechou algumas parcerias e se preparar para outras, algumas delas reveladoras da ambição por crescer: a entidade já tem um banco como parceiro e dentro em breve deverá ter uma grande corretora, em cuja plataforma muito provavelmente irá oferecer os seus planos.

Outra mudança radical – Outra que também mudou de nome – no meio deste ano – para dissociar a sua imagem de uma única patrocinadora foi a Vivest, antiga Funcesp, com a clara intenção de abrir-se para o mercado. Da mesma forma, explicou Mendes, ganhou uma gerência comercial.

Ir além do lançamento de produtos, ao passar a praticar um marketing de conteúdo, a Vivest se preparou para segmentar o seu público, inclusive criando times com expertise para atuar conforme essa segmentação. Agir assim tornou-se quase imperioso, considerando a variedade de alvos, desde pessoas de mais idade e conservadoras como herança das primeiras décadas de vida da entidade, até os jovens sem grandes vínculos permanentes e mais interessados em preservar a sua liberdade. “Este último público só pode ser alcançado através de produtos simples”.

São crias dessa nova postura, por exemplo, o “Família Invest”, em parceria com a Abrapp e cuja iniciativa Mendes elogia e agradece, e o fundo recém instituído com o Conselho Regional de Economistas de São Paulo.

Para chegar a isso só tendo startups por perto, atendimento que se fato funcione e aplicativos servindo produtos específicos. Resultado, os robôs estão chegando, novos sistemas estão perto – um deles de cadastro – e duas novas empresas patrocinando o plano de autogestão em saúde, onde se verificou um crescimento de 80%.

“Antes, seguramente, é necessário mudar o mindset, pois se não for alterada a forma de pensão não se avança”, sublinhou Mendes.

Ir muito fundo – Enfrentar tantas transformações, acrescentou Verardo, “pede que se vá muito fundo em nossas entidades”. Não basta uma maquiagem, fazer algo superficial, ser coerente com o posicionamento que se deseja assumir”.

Ele acrescentou: “O posicionamento para fora precisa combinar com o mostrado para dentro, se não derrete”.

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