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Planejamento Estratégico: Abrapp supera nas entregas para as associadas no 1º ano do mandato

Planejamento Estratégico: Abrapp supera nas entregas para as associadas no 1º ano do mandato

Superação define o que 2020 representou para muitas entidades fechadas e o próprio sistema Abrapp. Essa palavra está materializada nos resultados apresentados pela Associação no encerramento do primeiro ano do Planejamento Estratégico 2020-2022.

Impactadas pelas múltiplas crises desencadeadas pela pandemia de COVID-19, a partir de março, as entidades fechadas demonstraram seu forte poder de recuperação nos meses seguintes.

“As associadas praticamente não tiveram que mexer em suas políticas de investimentos. Os processos de comunicação e relacionamento com os participantes passaram por uma rápida adaptação, permitindo que os serviços e o pagamento de benefícios não fossem interrompidos. O sistema demonstrou agilidade e resiliência diante da crise”, destaca o Diretor-Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins.

Avanços em 2020 – A Abrapp também se reinventou e com o engajamento das associadas foi possível obter inúmeras conquistas ao longo de 2020, traçadas no planejamento estratégico da Associação, juntamente com Sindapp, ICSS e UniAbrapp.

“Atuamos para consolidar o fomento do sistema e avançamos, por exemplo, com a multiplicação dos planos voltados aos familiares de participantes”, ressalta o Diretor-Presidente da Abrapp.

Foram ainda realizados importantes avanços na orientação para a criação dos novos planos para os entes federativos. A Abrapp participou da construção de vários projetos de lei no âmbito da Iniciativa do Mercado de Capitais (IMK), como as propostas voltadas para a harmonização das regras entre as entidades abertas e as fechadas, acrescenta o dirigente.

Perspectivas para 2021 – Para o segundo ano do mandato, a expectativa é de ampla mobilização junto ao Parlamento. “Teremos um trabalho fundamental junto ao Congresso Nacional para avançar com o aperfeiçoamento da legislação e a busca por novas conquistas para o sistema, como por exemplo, a inscrição automática”, acrescenta Luís Ricardo.

“Por tudo isso, podemos dizer que nosso sistema continua mais do que nunca na agenda prioritária do governo brasileiro. Teremos muito trabalho pela frente, como por exemplo, a operacionalização do CNPJ, a discussão da Lei de Proteção ao Poupador Previdenciário, a harmonização de regras e as propostas tributárias para incentivar a poupança de longo prazo. São temas prioritários em nossa agenda para o próximo ano, para que possamos continuar cumprindo as metas do planejamento estratégico”, completa o Diretor-Presidente da Abrapp.

Entenda o Planejamento Estratégico 2020-2022

Para que serve – Augusto Reis, Diretor da Abrapp responsável pelo acompanhamento das ações previstas no Planejamento Estratégico, contextualiza a importância dessa ferramenta para as associadas.

Esse “mapa”, com uma visão de três anos à frente, direciona as metas para os mandatos de Abrapp, Sindapp, ICSS e UniAbrapp, de forma integrada e com a colaboração da empresa Conecta. “O Planejamento Estratégico é uma forma de criar as estradas. Delineamos as direções para onde queremos chegar e os meios necessários, que seriam os projetos e as ações para atingirmos esses objetivos”, ressalta o Diretor.

Como é feito – O Planejamento é realizado a cada início de mandato. Ele é fruto de um amplo debate que envolve os Corpos Diretivos de Abrapp, Sindapp, ICSS e UniAbrapp e também da Conecta, além dos superintendentes, gerentes e outros colaboradores dessas instituições.

“Há um contingente muito grande de pessoas envolvidas nesse trabalho de início de triênio de mandato. Nesse momento discutimos quais são os principais pontos que afetam as associadas. Então, é um modelo voltado para buscarmos o melhor possível para as entidades, considerando os pontos que incomodam, aprimoramentos necessários e novas ideias de fortalecimento”, destaca Reis.

Desenho e acompanhamento – Três grandes metas aspiracionais regem o Planejamento Estratégico 2020-2022 do sistema Abrapp: 1- Transformar o sistema em prioridade de Estado; 2 – Estabelecer a Lei de Proteção ao Poupador Previdenciário; e 3 – Consolidar os Planos Família adicionando 600 mil novos participantes.

Foram traçados 10 grandes projetos, que contam com a colaboração das instituições ligadas à Abrapp para fazer cumprir os objetivos estratégicos, visando o atingimento das metas aspiracionais. “Para cada um desses 10 projetos temos um conjunto de ações que precisam ser executadas. Então, o nosso acompanhamento se dá em cima dessas ações propostas”, completa o Diretor.

Principais realizações

Participação em organismos – Em complemento às conquistas já citadas pelo Diretor-Presidente, Luís Ricardo Martins, o Diretor Augusto Reis cita a participação da Abrapp junto aos diversos organismos que compõem o sistema de previdência complementar. Há um conjunto de ações do Planejamento baseadas na atuação da Abrapp junto ao Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), à Previc, à Iniciativa de Mercado de Capitais (IMK) e até mesmo ao Congresso Nacional.

“Essas ações visam ajudar a compor os normativos, a legislação que será referência para o sistema. Então, todas as ações que a Abrapp realiza no sentido de participar da construção desses normativos que recairão sobre o sistema e, consequentemente, sobre todas as associadas, é uma forma de agirmos para a proteção e o bom andamento das atividades das entidades fechadas”, observa Reis.

Lei de Proteção ao Poupador Previdenciário – A Abrapp estruturou um projeto de lei que visa dar proteção ao poupador previdenciário, oferecendo as condições necessárias para a defesa e incentivo da poupança de longo prazo. “A poupança de longo prazo tem um papel fundamental na economia, pois é um recurso investido em amplo horizonte de tempo. E os projetos de maior envergadura para uma sociedade normalmente são de longo prazo. Então, criar uma lei que visa dar essa proteção e, consequentemente, incentivar o poupador previdenciário, é fundamental”, afirma Reis.

Planos família – A Abrapp elaborou um Guia Rápido de Implantação de Planos Família. O Diretor lembra que essa vertente é uma das principais alternativas para o crescimento do sistema, possibilitando a entrada de novos participantes nos planos de previdência complementar. É possível agregar essa nova população por meio da criação de planos instituídos, inclusive através do Fundo Setorial Abrapp, que está à disposição das entidades associadas.

Capacitação em alta – O Diretor também destaca a atuação da UniAbrapp com a oferta de treinamentos e capacitação cada vez mais próximos das necessidades do sistema: formação de líderes, programas para conselheiros, programa para desenvolvimento de consultores previdenciários, entre outros. “Isso é fantástico porque a cultura comercial precisa estar inserida em nossas entidades. E a UniAbrapp tem estruturado cursos para a formação dessa cultura junto aos profissionais que compõem as fundações. Isso, sem dúvida, tem um peso muito grande no atingimento de nossas metas”.

Reinvenção dos eventos – O Diretor chama a atenção para os grandes eventos realizados, reinventados neste ano com o formato online, como os Encontros Regionais, o 9º Seminário de Investimentos, o 2º Encontro de Estratégia e Criação de Valor e o 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada. “São eventos que destacaram temas de grande importância para essa questão da cultura comercial e também da cultura ASG e  investimentos que respeitem os critérios de sustentabilidade e governança”.

Fortalecimento da Conecta – A Conecta está preenchendo espaço de suma importância para as associadas, na medida em que cria condições para a implantação de serviços compartilhados para as EFPC, observa Augusto Reis. Ele destaca o lançamento da Central de Serviços, produto que conta com técnicas e ferramentas de automação para que as entidades desenvolvam vendas, marketing, atendimento e relacionamento. “A Conecta provê soluções e intermedia os serviços mais adequados para as EFPC, buscando ganhos de escala com preços satisfatórios para as entidades”.

EFPC são ouvidas na construção de normativos – A Abrapp tem participado da revisitação de normativos importantes para o sistema, a exemplo da Resolução CMN 4.661/2018, a IN Previc 18 e projetos de lei que tratam de incentivos tributários para os participantes. A lista inclui ainda o PLP 164 do Ministério da Economia sobre segregação patrimonial e o projeto de lei que trata da harmonização entre entidades abertas e fechadas, já citado por Luís Ricardo Martins. “Ao participar das alterações dos normativos ou do arcabouço legal que tem impacto direto sobre as associadas, a Abrapp está exercendo o papel de proteger as entidades e, consequentemente, participantes e assistidos”, acrescenta o Diretor.

Respostas tempestivas para as associadas – Ao concluir sua avaliação, Augusto Reis afirma que o sistema Abrapp tem dado respostas adequadas e tempestivas para as necessidades das entidades fechadas de previdência complementar.

“Para toda problemática em torno de nós, associadas, a Abrapp tem se sensibilizado e buscado, muitas vezes, até se antecipar nas soluções. Por isso é uma atuação tempestiva, adequada. A Associação sabe o que aflige, angustia ou prejudica as associadas e sai em defesa para resolver essas principais questões”, ressalta o Diretor.

“E o que nos deixa bastante satisfeitos com o sistema Abrapp, falo particularmente da liderança do Presidente Luís Ricardo, um incansável batalhador em prol do sistema, e da sapiência e maestria de Devanir Silva como Superintendente da Abrapp. Também não posso deixar de destacar a qualificação de toda a equipe de colaboradores de Abrapp, Sindapp, ICSS e UniAbrapp. Os profissionais que estão dentro dessas instituições são grandes responsáveis pelo nível de excelência dessas entregas”, completa Reis.

Funpresp-Jud altera plano de retorno ao trabalho presencial

Funpresp-Jud altera plano de retorno ao trabalho presencial

A Diretoria Executiva da Funpresp-Jud decidiu alterou o plano de retorno ao trabalho presencial, que está em andamento desde o mês de outubro e se baseia na Metodologia 10-4, com grupos alternados de trabalho na sede. A partir do dia 7 de dezembro, foi suspenso o trabalho presencial, sendo permitido apenas para os empregados que se manifestarem de forma expressa e formal e que apresentarem o resultado negativo do exame RT-PCR. A decisão da entidade acompanha o aumento do número de casos e mortes pela COVID-19 no Distrito Federal, bem como o registro de empregados infectados.

A Diretoria Executiva realizou videoconferência com a equipe para explicar o plano de retorno ao trabalho presencial, e o Diretor-Presidente da Funpresp-Jud, Amarildo Vieira de Oliveira, destacou a constante preocupação dos Diretores com a saúde e a vida de todos os empregados, inclusive com a realização de estudos e monitoramento diário da pandemia pelo Diretor de Investimentos, Ronnie Tavares.

Ronnie apresentou também dados recentes referentes ao Distrito Federal, como número de casos e mortes desde julho, além das respectivas curvas e do nível da ocupação de leitos. “A Diretoria está atenta. Fazemos observação diária de informações, não só de notícias, mas de coleta de dados de várias fontes, para tomar as melhores decisões”, explicou.

Vídeo: Os Impactos da Reforma da Previdência e da Covid-19 sobre a Previdência Complementar Fechada

Vídeo: Os Impactos da Reforma da Previdência e da Covid-19 sobre a Previdência Complementar Fechada

O webinar “Os Impactos da Reforma da Previdência e da Covid-19 sobre a Previdência Complementar Fechada”, promovido pela Abrapp no dia 2 dezembro, está disponível na íntegra por meio do YouTube. Na ocasião, ocorreu o lançamento de publicação da Comissão Técnica de Assuntos Jurídicos da Abrapp composta por nove artigos que trazem importantes reflexões sob o ponto de vista jurídico dos impactos da Reforma da Previdência e da COVID-19 à previdência complementar fechada. Durante o evento, os autores dos capítulos fizeram exposições sobre seus trabalhos (leia mais).

Clique aqui para acessar o e-book.

Abrapp lança e-Book “Os Impactos da Reforma da Previdência e da Covid-19 sobre a Previdência Complementar Fechada”

Abrapp lança e-Book “Os Impactos da Reforma da Previdência e da Covid-19 sobre a Previdência Complementar Fechada”

A Abrapp promoveu o lançamento de publicação da Comissão Técnica de Assuntos Jurídicos nesta quarta-feira, 2 dezembro, através da realização de webinar com participação de mais de 300 pessoas. Durante o evento, os autores dos capítulos do e-Book “Os Impactos da Reforma da Previdência e da Covid-19 sobre a Previdência Complementar Fechada” fizeram exposições sobre seus trabalhos.

A abertura ficou por conta do Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, que destacou a resiliência e a solidez do sistema no enfrentamento da crise decorrente da pandemia de Covid-19. Ele disse que a pandemia encontrou o sistema de entidades fechadas em seu melhor momento em termos de resultados e solvência, o que ajudou a minimizar os impactos sobre os planos.

Luís Ricardo destacou o profissionalismo e a experiência dos dirigentes e profissionais das entidades fechadas para manter o funcionamento dos planos e em não realizar perdas decorrentes de desvalorizações conjunturais dos ativos. Ele disse que a Bolsa registrou forte recuperação e que, apesar da crise, os planos de benefícios trabalham com a perspectiva de bater suas metas atuariais em 2020. Ele parabenizou o trabalho de produção do e-Book realizado pela CT de Assuntos Jurídicos e de seus coordenadores.

O Diretor da Abrapp, Jarbas Antonio de Biagi, também elogiou a elaboração do e-Book como uma contribuição histórica que servirá de consulta ao longo dos próximos anos. Responsável pela área de assuntos jurídicos da Abrapp, ele disse que o ano de 2020 reforçou a importância do profissional da área jurídica que foi solicitado para enfrentar e solucionar situações inesperadas.

Jarbas destacou o sentimento de doação dos profissionais em relação ao regime de previdência complementar para entregar o que há de melhor nesses artigos. “Esse sistema é para o bem de indivíduo. Esse trabalho dá essa segurança”, comentou. 

O Secretário Executivo da CT de Assuntos Jurídicos, Luiz Fernando Brum, e coordenador do e-Book, lembrou que no início do ano, a ideia original era produzir uma publicação sobre os impactos da Reforma da Previdência. Com o advento da pandemia, foi agregada a proposta de incluir os impactos da Covid-19 sobre o sistema de EFPC. Ele agradeceu todo o apoio da Abrapp, na figura de seu presidente e do Superintendente Geral, Devanir Silva e toda a equipe da associação. 

Luiz Brum ressaltou também o trabalho das comissões técnicas regionais, que atuaram com maior protagonismo. E explicou também que o e-Book serviu como oportunidade de expressão para novos talentos que se mesclaram na produção dos artigos junto com profissionais mais experientes. 

A publicação está dividida em dois grupos de artigos. O primeiro deles leva o nome de Reforma da Previdência e contém cinco artigos. O segundo é a Covid-19, com quatro artigos. 

Reforma da Previdência – O webinar contou com exposições relacionadas aos artigos do e-Book, começando pelos capítulos relacionados à Reforma da Previdência. A primeira apresentação foi realizada por Patrícia Linhares Gaudenzi, Coordenadora da CT de Assuntos Jurídicos Nordeste, que falou sobre o artigo “Impactos da EC Nº 103/2019 sobre as EFPC: Comparativo das Propostas de Previdência Complementar para Servidores Públicos em Entidades Abertas e Fechadas” (1) – veja lista completa de autores ao final. 

O artigo abordou os aspectos relacionados à estrutura societária e financeira das entidades abertas e fechadas, os tipos de modelagens de planos, a governança corporativa e seu funcionamento e a legislação consumerista. “O objetivo foi realizar uma comparação imparcial sobre as diferenças entre as entidades abertas e fechadas”, comentou Patrícia. 

Daniela Valverde apresentou o tema de seu artigo “Natureza Jurídica das EFPC com Patrocínio Público” (2). Autora abordou a mudança trazida pela Emenda Constitucional 103/2019, da Reforma da Previdência, que retirou a expressão “natureza pública” das entidades fechadas dos servidores públicos. a especialista discutiu ainda a incompetência dos Tribunais de Contas na fiscalização diretas de tais entidades. 

Em seguida, Anália Ferreira Brum apresentou o artigo “O Aumento da Responsabilidade dos Indivíduos na Formação da Poupança Previdenciária e complementar” (3). A advogada ressaltou o aumento da responsabilidade da participação dos indivíduos que devem desempenhar um papel mais ativos e protagonista como agente poupador. Por outro lado, o Estado deve desempenhar um papel de incentivador da formação de poupança previdenciária. 

Para isso, o Estado deve promover programas eficazes de educação financeira e previdenciária, deve permitir os incentivos tributários e a ampliação dos mecanismos de adesão automática, segundo a autora. 

Moacir Reis de Oliveira Jr. apresentou o conteúdo do artigo “Reflexões sobre a Redação do § 15 do Artigo 40 da Constituição Federal trazida pela EC Nº 103/2019 sob a Ótica do Fomento e Viés Tributário da Previdência Complementar Fechada” (4). O advogado comparou os três tipos de entidades que estarão aptas para realizar a gestão dos planos de previdência complementar dos servidores públicos. As entidades são as fechadas de natureza pública, as fechadas de natureza privada e as abertas. 

O especialista citou a necessidade de criação de regulamentação específica para que as abertas possam atuar no segmento. E disse esperar que a concorrência entre fechadas e abertas promova uma redução dos custos administrativos e harmonização das regras, com isonomia de regras tributárias. 

Um outro artigo denominado “Impactos da Emenda Constitucional Nº 103/2019 no Regime de Previdência Complementar dos Servidores Públicos e a Edição do Guia da Previdência Complementar para os Entes Federativos” (5), não contou com apresentação por motivos de saúde de seu autor, Helder Rosa Florêncio.

Covid-19 – Eduardo Tavares Pereira apresentou o artigo “Os Impactos da Covid-19 nos Contratos de Natureza Civil” (6). Ele citou quatro institutos que podem orientar a resolução de conflitos envolvendo os contratos. “Entre estes institutos, os que encontram maior aplicação no direito civil brasileiro são os seguintes: caso fortuito, força maior, teoria da imprevisão e onerosidade excessiva”, diz a introdução do artigo. 

O advogado indicou ainda os caminhos para a resolução de conflitos, o mais comum é a judicialização, que ele disse que talvez não seja as melhor solução devido à morosidade da Justiça. Eduardo pereira indicou então a utilização de métodos alternativos de resolução de conflitos como a mediação e a arbitragem. 

Eduardo Lamers apresentou o artigo “EFPC na Era Digital X Covid-19” (7) que tratou, entre outros temas, dos desafios da continuidade das operações das entidades durante a pandemia. Para que isso fosse possível, as entidades promoveram um processo de avanço tecnológico nunca antes visto. “Houve um avanço equivalente a 5 anos em apenas 5 meses”, disse Lamers. 

O especialista tratou de temas como a adaptação ao meio digital, a celebração de negócios jurídicos através dos meios digitais e a adaptação à LGPD. 

Janete Sanches Morales falou sobre o artigo “A importância da qualificação dos dirigentes da EFPC para tomadas de decisão em momentos de crise” (8), no qual destaca que o arcabouço legal normativo passa pelas seguintes leis complementares: Instrução CGPC nº 13; Instrução Previc nº 15, CNPC nº 19, Instrução Previc nº 13, Resolução CMN nº 4.661, entre outras. “Todo esse arcabouço normativo já era um parâmetro sobre como se deveria atuar de forma segura dentro das EFPC. A pesquisa busca uma reflexão do leitor no sentido de como a capacitação dos dirigentes pode refletir no processo decisório das entidades”, diz.

Outra reflexão também levantada no artigo é sobre como as entidades estão investindo na capacitação de seus dirigentes e como isso representa uma ferramenta importante para assegurar que as decisões tomadas foram de forma consciente e técnica, mais eficiente, com boas práticas de governança, gerando resultados positivos através de dirigentes capacitados. Janete reiterou que mais importante que o arcabouço normativo vigente antes da crise, os dirigentes devem perceber que quando a crise se instaura, os administradores devem responder rapidamente, e somente a capacidade técnica de cada dirigente dentro de suas áreas dará condições de fazê-lo, se estiverem preparados previamente.

Marlene de Fátima Ribeiro Silva abordou o tema do “Plano de Equacionamento de Déficit como matéria relevante dentro das EFPC” (9). “A regra é imperiosa. Houve uma cautela do legislador de que fosse preservada a saúde e higidez do plano previdenciário”, disse. Ela destacou que no cenário de pandemia, o plano de equacionamento também passou ser questionado sob viés da teoria da imprevisão e da onerosidade excessiva. 

“Temos que verificar que todos os coadjuvantes dessa relação previdenciária foram atingidos. De um lado, os participantes, pois trouxe a obrigação de assumir responsabilidade com integralidade do grupo familiar. E do lado do patrocinador, as metas atuariais não são possíveis de bater e é preciso ousar e ir além do conservadorismo na tentativa de reversão desse cenário de impacto”. 

Clique aqui para acessar o e-Book.

Autores:

(1) CT Nordeste: Patricia Bressan Linhares Gaudenzi (ABRAPP), Francisco Ponciano de Oliveira Junior (CAPEF) MEMBROS Antonio Eric Freire Apoliano (FAELCE) Euclides Gomes da Silva Neto (CELPOS) Maria Cecília Souto Maior da Fônseca (COMPESAPREV) 

(2) CT Nordeste: Daniela Gouveia Valverde (PREVNORDESTE) Fabiana Pereira de Belli (FACHESF)

(3) CT Sudoeste: Anália Cristina Ferreira Brum (CONVIDADA) Cássio Gama Amaral (FUNDAÇÃO IBM) 

(4) CT Sul: Igor Dainton Travassos da Rosa (ELOS), Fabrício Zir Bothomé (FUNCORSAN / CASANPREV / ISBRE), Marcus Vinicius Techemayer (FUNDAÇÃO BANRISUL), Moacir Reis de Oliveira Júnior (FUNDAÇÃO FAMÍLIA PREVIDÊNCIA)

(5) CT Centro-Norte: Helder Rosa Florêncio (SEBRAEPREV)

(6) CT Sudeste: Anna Letícia Tibau (REFER) Eduardo Tavares Pereira (FAPES)

(7) CT Sul: Eduardo Henrique Lamers (FUNDO PARANÁ), Alexandre João Barbur Neto (OABPREV-PR), Augusto Wolf Neto (PREVISC), Cintia Fabiane Kirst Damazio (CELOS), Fernanda Christina Knopf Lamers (FUSAN), Filipe Gressler Chaves (QUANTA PREVIDÊNCIA), José Ricardo Cavalcanti de Albuquerque (OABPREV-PR), Marion Elisabete da Silva (OABPREV-SC), e Maurício Maciel dos Santos (FUSESC).

(8) CT sudoeste: Janete Sanches Morales (ABRAPP)

(9) CT Centro-Norte: Marlene de Fátima Ribeiro Silva (FUNCEF)

 

Entrevista: “Assumi a presidência da entidade em meio ao cenário mundial de Covid-19”

Entrevista: “Assumi a presidência da entidade em meio ao cenário mundial de Covid-19”

Desde que assumiu como Diretor Presidente da Prece no final de março deste ano, Eduardo Vargas não conhece o que é um estado de funcionamento “normal” da gestão da entidade. É um presidente que assumiu o posto para logo entrar em home office e mesmo agora, com o retorno ao escritório, a frequência dos diretores e colaboradores continua em sistema de rodízio.

Engenheiro com mestrado em administração pública pela FGV, o dirigente conta, em entrevista exclusiva ao Blog Abrapp em Foco, como foi o processo de adaptação à pandemia e os avanços alcançados mesmo em um cenário tão adverso. “Entendemos que para que Prece pudesse sobreviver a esse processo de adequação tecnológica, já praticado no mercado, precisaríamos adotar um modelo de gestão mais intensivo em tecnologia e sistemas, buscando a otimização dos processos e a constante redução de custos”, disse em trecho da entrevista. Confira a seguir na íntegra:

Blog Abrapp em Foco – Poderia contar quando assumiu a presidência da Prece e como eram as circunstâncias daquele momento relacionados à pandemia? 

Eduardo Vargas – Assumi a presidência da Prece no final de março de 2020, em meio ao cenário da pandemia mundial de Covid–19. Naquele momento a organização mundial de saúde já vinha recomendando a utilização dos protocolos de segurança e principalmente o distanciamento social, que era uma medida de segurança recém chegada à rotina dos brasileiros e, consequentemente ao time de colaboradores da entidade. Conseguimos em poucos dias colocar a Prece toda em home-office e assim importantes atos de gestão foram efetivados logo nos primeiros dias. 

Blog Abrapp – Quais os principais desafios dos primeiros atos de gestão?

Eduardo Vargas – Naquele momento, além de todos os desafios inerentes a um processo de transição de gestão, eu me deparava com uma impactante mudança na rotina laboral daqueles colaboradores que, em sua maioria jamais haviam praticado esse modelo trabalho e, tenho muito orgulho em dizer, que, alí, nós ainda nem sabíamos, mas estávamos construindo uma nova realidade juntos, mesmo a distância. 

Blog Abrapp – Poderia avaliar como foi a adaptação ao home office e o funcionamento da entidade para atender as necessidades dos participantes? 

Eduardo Vargas – A principal dificuldade era superar o processo de adaptação da forma mais ágil possível para que as atividades não fossem impactadas e, consequentemente, os nossos participantes e assistidos não fossem penalizados. Com um olhar mais amplo e sem perder tempo, traçamos junto à Diretoria de Investimentos, uma nova estratégia para garantir a liquidez dos planos e dos produtos que a Prece oferece. E fomos além: desenvolvemos um novo formato especial de empréstimos com taxas menores e prazos maiores, numa demonstração clara que poderíamos fazer mais e que neste momento era essencial a entidade estar junto dos seus participantes. Este formato durou três meses e posteriormente, mantivemos a taxa, prazo e valores num patamar intermediário aos dois modelos. Continuamos desta forma até os dias de hoje e os resultados são excelentes.

Blog Abrapp – Houve mudanças no plano de benefícios?

Eduardo Vargas – No segmento da seguridade, encontrei já em andamento um processo de migração para um novo plano de benefícios e a alteração regulamentar nos demais. Nada fácil, mas o time Prece se superou, não só completou o trabalho, como semana passada a Previc publicou portaria aprovando todas as alterações. 

Blog Abrapp – Como fizeram para manter o funcionamento dos conselhos e instâncias de governança da entidade?

Eduardo Vargas – Dentre as muitas mudanças operacionais que implementamos, uma delas foi a utilização de uma ferramenta para reuniões online, que passou a ser utilizada pelo time técnico-operacional e também por todas as instâncias de governança da entidade como conselhos, comitês, diretoria executiva e até mesmo com os prestadores de serviço e agentes externos a Prece, como representantes do órgão regulador e patrocinadores. Juntamente com meu time de tecnologia, fomos ágeis e precisos nas ações de treinamento e difusão de cultura para utilização de novas ferramentas, que não foi necessário perder nenhum dos agendamentos já previstos para as reuniões de nossos órgãos internos. 

Blog Abrapp – Como mantiveram os serviços e a gestão no período de pandemia em relação ao uso de novas tecnologias? 

Eduardo Vargas – Temos mantido os serviços a partir da aceitação de que a pandemia, não é só no mundo afora, mas no segmento que estamos inseridos e que vai passar por um processo de mudança no que tange ao uso das tecnologias. Entendemos que para que Prece pudesse sobreviver a esse processo de adequação tecnológica, já praticado no mercado, precisaríamos adotar um modelo de gestão mais intensivo em tecnologia e sistemas, buscando a otimização dos processos e a constante redução de custos. Dessa forma, além de disponibilizar acesso remoto a todos os colaboradores no período de pandemia, implementamos um sistema voip de atendimento, que permite a nossos colaboradores a utilização de seus ramais no próprio telefone celular; criamos uma nova intranet com conteúdo para difusão da comunicação interna, proporcionando maior sinergia nos trabalhos. 

Blog Abrapp – Poderia citar avanços na comunicação com os participantes e assistidos?

Eduardo Vargas – Profissionalizamos algumas ferramentas de comunicação utilizadas junto aos participantes e assistidos, como um canal de whatsapp, e-mails marketing e SMS; e expandimos nossa estratégia de comunicação através de um novo website totalmente repaginado, convidativo, acessível e transparente, que conta com uma área do participante cheia de novos conteúdos, possibilidades e informações individualizadas. É importante mencionar que todo esse conjunto de melhorias vem ocorrendo sem qualquer oneração aos recursos sob gestão, pertencentes aos participantes e assistidos, as medidas se deram através da devida revisão orçamentária prevista para o ano de 2020, onde foram reavaliados e redimensionados todos dos contratos existentes.   

Blog Abrapp – Poderia comentar a situação atual? Continuam em home office? Quais as perspectivas?

A partir de julho, após três meses trabalhando a distância, adotamos os mais conservadores protocolos de segurança estabelecidos pela organização mundial de saúde e o ministério da saúde e fomos retomando, gradativamente, as atividades presenciais, com sistemas de rodízio, de modo a evitar as aglomerações. Desde então temos monitorado permanentemente a saúde dos nossos colaboradores. Diante de qualquer sinalização no aumento de casos, retornamos ao trabalho 100% remoto, com total flexibilidade.  

Blog Abrapp – Poderia comentar os avanços da governança corporativa e dos investimentos mesmo no contexto de pandemia? 

Eduardo Vargas – Acerca da governança corporativa, a realização de reuniões online, por si só, já agrega muita celeridade ao processo de tomada de decisão. Além disso, medidas como a digitalização de documentos internos, criação de ambientes de rede para disponibilização de conteúdo, uma nova intranet para divulgação das normativas internas, um canal de denúncia para apurar inconformidades éticas e as ações de adequação as normativas vigentes como LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados -, Resoluções CNPC 32 e 37 e Instruções Normativas Previc 33 e 35, estão em fase final de implantação. Também iniciamos diversos projetos na entidade como, a seleção e aprovação de um sistema ERP, automação de tarefas rotineiras através de uma RPA – Automação de Processo Robótico -, adesões a ISO 37001 e aos selos de autorregulação em governança corporativa e investimentos, entre outras, que compõem as inúmeras ações que estamos aderindo para trazer mais segurança, modernidade, transparência, controle e simplicidade a nossa entidade.

Blog Abrapp – Poderia comentar os resultados dos investimentos da entidade no período?

Eduardo Vargas – Em relação ao contexto da gestão dos investimentos, apesar de um cenário econômico adverso pelo impacto da pandemia nas principais economias mundiais, a nova gestão da Prece triplicou seus esforços para bater a meta atuarial, buscando melhorias associadas a alteração do administrador e custodiante dos fundos, adaptando sua PI – Política de Investimentos – ao novo contexto, com estudo de viabilidade de diversificação da carteira com investimento no exterior. Assim, com esse empenho diligente, a Prece vem buscando melhores soluções para sua gestão que hoje se apresenta contemporânea, mas bem longe de onde idealizamos atingir, referência no segmento.

 

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