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Valia: Forte crescimento do plano família e recuperação dos investimentos marcam fechamento de 2020

Valia: Forte crescimento do plano família e recuperação dos investimentos marcam fechamento de 2020

Com o advento da pandemia e a alta volatilidade dos mercados, o ano de 2020 tinha tudo para acabar com resultados negativos. A crise que impactou a Bolsa em março e seguiu com oscilações no segundo semestre gerava preocupações. Além disso, a Valia tinha acabado de lançar o Prevaler, o novo plano voltado aos familiares de participantes, no final de 2019. No encerramento do ano passado, porém, os resultados e cumprimento dos objetivos se mostraram bastante satisfatórios, com o atingimento das metas atuariais e com as adesões ao novo plano.

“Ainda não temos os resultados fechados e auditados, mas tudo indica que vamos bater as metas atuariais de nossos planos. É bastante provável que nossa rentabilidade irá ficar um pouco acima das metas, o que representa uma grande vitória para um ano difícil como foi 2020”, diz Edécio Brasil, Diretor Superintendente da Valia. Ele explica que até o mês de outubro havia uma forte incerteza e os indicadores apontavam para a possibilidade de não se alcançar as metas. Os resultados favoráveis em praticamente todas as classes de ativos em novembro e dezembro, contudo, mostraram uma forte recuperação para garantir o fechamento do ano no azul.

“Registramos uma arrancada muito positiva no final de 2020 tanto na renda fixa quanto variável. A carteira de imóveis que também preocupava, com o ambiente muito desafiador, conseguimos repactuar contratos com praticamente todos os inquilinos e pudemos reverter os resultados negativos”, comenta o dirigente da Valia. Ele destaca que nenhum plano da entidade apresenta déficit e continuam equilibrados mesmo após passar pelo período de pandemia e crise nos mercados de 2020.

Na carteira de títulos públicos, a Valia vendeu títulos mais longos para dar maior liquidez, em operações que foram positivas. A carteira de ações da entidade se beneficiou da alta da Bolsa doméstica do final do ano. Na classe de estruturados, o resultado também foi positivo puxado por um IPO (oferta pública inicial de ações) da Rede D’Or, que pertencia a um dos fundos de participações (FIP) da Valia.

Plano família – Além dos resultados favoráveis nos investimentos e planos, a Valia comemora também o desempenho do Prevaler em termos de adesões e formação de patrimônio. A meta de alcançar 3500 participantes no primeiro ano de funcionamento foi cumprida rigorosamente. As adesões chegaram a exatos 3506 participantes no final do ano passado, a maioria formada por filhos e netos de participantes da fundação. Mas o resultado mais surpreendente foi o patrimônio que alcançou R$ 12 milhões, mais que o dobro da meta para o período que era de R$ 5 milhões.

O bom resultado é atribuído ao movimento de formação de poupança previdenciária por parte das famílias dos participantes. O tíquete médio e o alto número de aportes extraordinários impulsionaram a formação de reservas para o novo plano em 2020. “Tivemos algumas portabilidades para o Prevaler, mas o que foi mais positivo foi uma grande quantidade de contribuições extraordinárias. Isso demonstra um forte desejo de ampliar a formação da poupança”, conta Edécio.

Em 2021, a equipe da Valia pretende ampliar o crescimento do novo plano, com o incentivo à adesão, além dos filhos e netos, também com outros familiares como irmãos, sobrinhos, além dos cônjuges dos participantes. “Temos uma grande avenida de crescimento para nosso plano família”, afirma o dirigente.

Aprendizado – Edécio Brasil resume 2020 como um ano de “grande aprendizado” em relação ao funcionamento da entidade e da utilização de fato de novas tecnologias. Se antes da pandemia, a Valia já vinha realizando ações no sentido de avançar no uso dos meios digitais, durante o ano passado, a entidade e sua equipe tiveram de acelerar todo o processo de modernização do atendimento e funcionamento.

“Foi um ano transformador em que utilizamos a tecnologia no limite das possibilidades. Antes já vínhamos com esse movimento, mas não utilizávamos os recursos plenamente. É um período que marcará a entidade para sempre e que nos impulsionou para uma condição muito melhor agora”, diz Edécio. Ele destaca os ganhos de produtividade e eficiência em comparação com o momento anterior à pandemia.

A equipe da Valia continua trabalhando no sistema 100% home office. Atualmente está discutindo como será o retorno ao escritório, mas sem previsão para que isso ocorra. O retorno depende do avanço da vacinação e prevê a implantação de um regime misto de trabalho presencial e home office. O modelo será misto e definirá as áreas que irão retornar e com qual frequência.

Em relação aos investimentos da entidade, Edécio se mostra otimista com o desempenho dos mercados em 2021. “Acreditamos que será um ano de retomada para a economia e estamos atentos às oportunidades na gestão dos investimentos. Acredito que será ainda melhor que o ano anterior”, comenta.

CNPC inicia discussões sobre regras de resgate e Abrapp apresenta trabalho sobre solvência

Em reunião realizada nesta quarta-feira, 23 de setembro, o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) iniciou as discussões sobre atualização e mudanças das regras para os  institutos do resgate, portabilidade e benefício proporcional diferido. O ponto de maior atenção desta questão se volta para as regras de flexibilização dos resgates para planos de contribuição definida (CD) e contribuição variável (CV). Outro destaque da reunião foi a apresentação realizada pela Abrapp sobre os avanços no Grupo de Trabalho que propõe a revisitação da Resolução CNPC nº 30/2018.

Em sua primeira reunião como representante titular das entidades fechadas (EFPC), Edécio Brasil, em substituição a Luís Ricardo Martins, que cumpriu dois mandatos consecutivos, disse ter ficado impressionado positivamente com a disponibilidade das autoridades do governo em ouvir abertamente as sugestões e preocupações dos membros da sociedade civil. Ele considera que foi uma reunião muito proveitosa, mesmo sem contar com novas deliberações, mas que permitiu o início das discussões de temas importantes para o sistema.

O Consultor da Abrapp, Sílvio Renato Rangel realizou apresentação sobre o início das projeções de Grupo de Trabalho constituído pela associação para estudar os impactos do novo cenário macroeconômico sobre os passivos dos planos. O GT da Abrapp tem o objetivo de elaborar estudo baseado em grupo de EFPC, formado por uma maioria de Entidades Sistemicamente Importantes (ESIs), para elaborar propostas de aperfeiçoamento das regras de solvência e cálculo atuarial da Resolução CNPC nº 30.

“É um estudo realizado com muita seriedade e profundidade pelo nosso Grupo de Trabalho”, comentou Edécio, que também é Vice Presidente do Conselho Deliberativo da Abrapp e Diretor Superintendente da Valia.

Jarbas Antonio de Biagi, representante suplente das EFPC no CNPC e Diretor da Abrapp, disse que o GT da Abrapp pretende aprofundar os estudos para apresentar propostas de mudanças nas regras de solvência. “Tivemos um momento de preocupação com os ativos no início da pandemia, mas depois o foco se transferiu para a preocupação com os passivos, por causa do corte dos juros”, explicou Jarbas.

Resgate – A Previc iniciou a discussão de uma proposta que visa a atualização das regras para a possível flexibilização do resgate dos planos CD e CV, que é um tema que deve concentrar as atenções do sistema nos próximos meses. “A proposta tem um lado preocupante porque pode promover um encurtamento da duration dos planos. As novas regras precisam ser muito bem dimensionadas e avaliadas, porque temos a experiência de planos da previdência aberta que têm um caráter eminentemente financeiro. Nossos planos têm características previdenciárias mais evidentes”, comentou Edécio Brasil.

Ao mesmo tempo, o representante das EFPC disse que é importante discutir mudanças de modo a reduzir a assimetria entre as regras dos planos abertos e fechados. “Temos também de pensar, por outro lado, que nossos planos precisam ter maior atratividade para buscar a adesão de novos públicos. Então, é importante discutir as novas regras, mas sempre com muito cuidado”, comentou Edécio.

O CNPC decidiu pela constituição de um Grupo Técnico para aprofundar os debates e propostas sobre as novas regras (que visam mudar a Resolução CGPC nº 06/2003). A Previc pretende avançar depois com a elaboração de uma minuta que tem previsão de ser colocada em audiência pública ainda antes do fim do ano.

Educação – A Subsecretaria do Regime de Previdência Complementar (SURPC) apresentou as ações realizadas para fomentar a educação financeira e previdenciária. Mostrou que está elaborando uma série de materiais de orientação, como por exemplo, um Guia de Previdência Complementar para Mulheres. Também está elaborando um curso de ensino à distância (EaD) para servidores públicos. “A Subsecretaria apresentou sua estratégia nacional para disseminar a educação financeira e previdenciária. É uma iniciativa muito importante para nosso sistema e para toda a população”, comentou Edécio Brasil.

Sem deliberação – As mudanças para a Resolução CGPC nº 08/2004 acabaram sem deliberação na reunião de hoje. O CNPC pretende promover o aperfeiçoamento e modernização dos procedimentos para formalização de estatutos e regulamentos de planos. “Os membros do CNPC perceberam que é melhor elaborar uma nova Resolução ao invés de promover as mudanças pontuais na norma já existente”, comentou Jarbas de Biagi. Será realizada uma avaliação mais aprofundada das mudanças necessárias para trazer o tema novamente na próxima reunião do colegiado.

Outro tema discutido na reunião foi a necessidade de adequação do regimento interno do próprio CNPC e da Câmara de Recursos da Previdência Complementar (CRPC) às legislações recentes, especialmente à Lei de Liberdade Econômica e o Decreto nº 10.411/2020 que dispõe sobre as exigências de realização de análise de impacto regulatório pelos órgãos estatais de regulação.

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