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Giro das Associadas: Fapes, Funpresp-Jud e Prevcom

Fapes inicia processo eleitoral para Conselhos Deliberativo e Fiscal – O Processo Eleitoral 2021 da Fapes ocorrerá por meio de votação eletrônica para o preenchimento de uma vaga no Conselho Deliberativo, reservada a um representante de participantes, e uma vaga no Conselho Fiscal, reservada aos candidatos que são assistidos.

Serão eleitas duas chapas para cumprir mandato de quatro anos, entre abril de 2021 e abril de 2025. Todos os participantes poderão votar para o preenchimento das vagas existentes nos dois conselhos, independentemente da vaga ser destinada a candidato participante ou a candidato assistido.

O resultado será divulgado no dia 12 de março de 2021. Acesse aqui o calendário completo do sistema eleitoral.

 

Funpresp-Jud recebe Lucas Nóbrega para falar sobre perfis de investimentos – Lucas Nóbrega, Diretor-Presidente da Fundação Libertas, participou de live realizada no dia 9 de dezembro para toda a equipe da Funpresp-Jud abordando o tema de “Perfis de Investimentos”. O evento encerrou a programação do “Ciclo de Palestras” da fundação neste ano.

A abertura do evento foi realizada pelo Diretor de Administração, Marco Antônio Martins Garcia, e a mediação ficou por conta da Gerente de Comunicação e Marketing, Paolla Dantas. O tema foi escolhido em razão da Funpresp-Jud estar se preparando para oferecer aos seus participantes, provavelmente a partir do segundo semestre de 2021, perfis de investimento baseados no modelo Ciclo de Vida e Fundo Data Alvo, que considera a data de aposentadoria provável do participante e não a idade dele.

Lucas esteve à frente do processo de alteração dos perfis oferecidos pela PreviBayer, na ocasião em que foi Diretor-Superintendente daquela entidade e atualmente trabalha para implantar os perfis de investimento na Fundação Libertas. Para Lucas, a implantação dos perfis de investimento passa por uma comunicação assertiva, que garanta o entendimento do risco por todos os stakeholders, em especial os participantes, e pela opção default. “A previdência precisa ser confiável, clara, simples, flexível, rentável, sólida e atraente para o participante”, destacou.

 

Prevcom realiza evento com especialista em educação financeira – Um workshop virtual foi realizado para participantes da Fundação de Previdência Complementar do Estado de São Paulo (Prevcom) abordando a preparação do orçamento para 2021 com a economista Juliana Barbosa. O workshop online da Prevcom integra o programa Conta Comigo de educação financeira e foi desenvolvido pela entidade em parceria da DSOP.

Segundo Juliana, uma das dicas para esse planejamento é começar pela análise do passado. Ela apontou que o levantamento da movimentação de receitas e gastos do período anterior fornece elementos para que se faça uma “faxina” nas finanças e avalie se quer repetir 2020 ou fazer tudo diferente em 2021.

Para a economista, o mapeamento é um instrumento de análise que deve ser feito periodicamente para que as pessoas possam visualizar sua situação financeira, tomar decisões e construir seu projeto de vida. Com base neste rastreamento é possível refletir sobre os gastos, enumerar o que foi feito, o que falta realizar e descobrir se sua renda está equilibrada ou corroída pelas prestações.

Entrevista: Superintendente da Fapes assume no meio da pandemia e avança com aperfeiçoamento da governança

Entrevista: Superintendente da Fapes assume no meio da pandemia e avança com aperfeiçoamento da governança

“Daria para escrever um livro”, diz Ruy Gomes, Diretor Superintendente da Fapes, sobre o intenso período de oito meses que está à frente da entidade. Ele assumiu o cargo no mês de abril, cerca de um mês após a chegada da pandemia de Covid-19. Todos os colaboradores da entidade já estavam em home office e, mesmo assim, foram implantadas as mudanças e ferramentas necessárias para manter o funcionamento dos serviços de previdência e saúde.

Em entrevista exclusiva ao Blog Abrapp em Foco, o dirigente comenta os desafios e avanços desse período. Profissional com 13 anos de BNDES, Ruy Gomes já havia sido Diretor de Seguridade da Fapes entre setembro de 2016 e dezembro de 2017. De lá para cá, ele comenta que a entidade promoveu um amplo processo de corte de despesas administrativas e que mudou a maior parte do quadro de colaboradores. E no meio da pandemia, o processo de aperfeiçoamento da governança contou com importante avanço com o uso das tecnologias digitais.

Confira a seguir a entrevista na íntegra:

Daria para escrever um livro

“Assumi a presidência da Fapes em abril, logo após a chegada da pandemia. Com a experiência vivida nos últimos meses, daria para escrever um livro ou fazer um filme. O home office para mim tinha começado um pouco antes de assumir a Fapes. Começou quando ainda estava no BNDES. Aliás, o próprio processo de seleção foi realizado em home office”.

Não conhecia as pessoas

“Assumi com o desafio de gerir uma empresa com 150 pessoas que já estavam em home office. Eu não conhecia a maioria das pessoas. Fui diretor de seguridade da Fapes em 2016. Mas muita gente saiu da entidade desde então com o processo de corte de despesas administrativas. Havia muitas pessoas novas”.

Uso da tecnologia

“Se fosse há 10 anos, seria muito mais difícil. Acredito que não haveria capacidade tecnológica para manter o funcionamento do fundo. Claro, que a pandemia está sendo uma desgraça. Mas temos de ver o lado positivo também. A Fapes estruturou ferramentas tecnológicas de maneira surpreendente. Fizemos entregas. Não atrasamos o pagamento de benefícios”.

Redução do papel

“Quando comecei na Fapes já estavam todos em home office. Utilizamos ferramentas como o Teams para as reuniões. Usamos a solução Adobe para a assinatura eletrônica. Com isso, reduzimos drasticamente o uso de papel. E todo o processo se agilizou. É um caminho sem volta. Reduzimos ainda mais as despesas. Mas o mais importante foi cuidar da saúde de nossos colaboradores”.

Única vez no escritório

“Em oito meses como dirigente da Fapes, fui uma única vez ao escritório. Fui quando não havia ninguém lá. É que vamos iniciar uma obra. É um projeto de reforma e redução do tamanho do escritório que temos no Centro Empresarial Presidente Castelo Branco. Temos dois andares e vamos reduzir para um”.

Redução do tamanho

“Chegamos a ter três andares na Fapes. O tamanho já havia sido reduzido para dois andares e agora vamos reduzir novamente. Será um modelo diferente, chamado de flex office. Cada equipe terá sua frequência no escritório de acordo à necessidade. Algumas podem ir duas vezes por semana, outras apenas um vez. Cada colaborador terá um notebook e terá de agendar a ida ao escritório. E os funcionários não terão baia fixa. Haverá flexibilidade de espaço e de horários”.

Importância da presença

“Ao mesmo tempo que há mais flexibilidade, mas não haverá perda do contato. As equipes se encontrarão em dias específicos. É importante contar com a presença em alguns momentos, para dar novas ideias, implementar projetos. Não precisa ser 100% do tempo, mas será ainda necessário”.

Corte de despesas

“Já realizamos um processo importante de corte de despesas nos últimos anos. Houve uma queda radical das despesas. Os gráficos mostram uma curva bem acentuada para baixo. De 2016 a 2019 reduzimos as despesas em 39%. Se considerar apenas a área previdenciária, a redução foi de 50%. Acreditamos que já chegamos em um ponto adequado. Inclusive já conversamos sobre isso com o órgão de supervisão. Para funcionar como uma entidade de previdência e saúde eficiente, já não temos como reduzir o quadro de colaboradores. Como já disse, estamos reduzindo agora nossa estrutura física. Temos de investir de agora em diante em nossos colaboradores”.

Planejamento estratégico

“Contratamos uma consultoria para planejamento estratégico para traçar os próximos cinco anos. É um trabalho que será concluído em dezembro. E neste ponto, o planejamento estratégico da Abrapp foi muito importante. Ele está contribuindo para definir os rumos da Fapes. Vamos apresentar o resultado de nosso planejamento em uma live no início do ano que vem para nossos participantes”.

Realização de Lives

“Temos realizado lives mensais voltadas aos participantes. É uma nova forma de aproximação com nosso público. É um exemplo de como o cenário de pandemia foi aproveitado para ampliar o uso da tecnologia e fortalecer o relacionamento com os participantes. Eles podem assistir a live de suas casas e interagir com perguntas e comentários. Isso é muito importante, principalmente para o público de aposentados, cuja participação é muito maior se comparado com os eventos presenciais que a Fapes realiza antes da pandemia”.

Plano família

“Nosso modelo de plano família já foi aprovado pela Previc. Nossa previsão é abrir para adesões na metade de 2021. Antes disso, estamos concluindo a implantação do sistema SAP. É uma ferramenta robusta para rodar os planos de previdência. O novo sistema será utilizado também para rodar o novo plano voltado aos familiares dos participantes”.

Recuperação dos investimentos

“Sofremos um forte impacto, como todo o sistema, com o início da crise que impactou os mercados em março deste ano. Passamos a registrar boa recuperação nos meses seguintes e recentemente o mercado registrou alguns altos e baixos novamente. O mês de novembro foi muito bom e acreditamos que iremos fechar o ano sem necessidade de equacionamento de déficits. Claro que isso depende do desempenho do mês de dezembro. Sempre promovemos a revisão das premissas atuariais, das hipóteses dos planos. Não olhamos apenas para a rentabilidade”.

Cuidado à saúde

“Cuidamos da saúde de milhares de pessoas e família. Demos uma virada no meio da pandemia. Implantamos o programa saúde da família. Os médicos e enfermeiros passaram a monitorar quem tinha sintomas. Seguimos um modelos de saúde preventiva. É um modelo que beneficia a empresa, com reduz os gastos e diminui internações. E também é melhor para os participantes”.

Entrevista: Fapes acumula experiência em private equity e continua olhando para o setor

Entrevista: Fapes acumula experiência em private equity e continua olhando para o setor

Há cinco anos atuando como gerente das carteiras de ativos ilíquidos da Fapes, César Avidos (foto acima), acumula experiência com a análise e monitoramento dos fundos de investimentos em participações (FIPs) e investimentos em private equity em geral. O gestor comenta, em entrevista exclusiva ao Blog Abrapp em Foco, a experiência e os avanços obtidos pela fundação na gestão dessa classe de ativos que incluem também os investimentos florestais e infraestrutura.

“O mais importante na seleção de um gestor é escolher um que tenha um track record consolidado. Temos de buscar referências, ver quem já está investindo no fundo. Tudo isso ajuda a minimizar os riscos”, comenta César Avidos. 

A Fapes tem participado do Comitê de Investimentos da Abvcap – Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity – onde tem aproveitado para promover uma intensa troca de experiências com outras fundações e participantes do mercado (leia mais). Nesta entrevista, participou também Luiz Barbosa Medeiros, Responsável pelos Investimentos em Private Equity da Fapes. Leia a seguir na íntegra:

Blog Abrapp em Foco – Poderia comentar como a Fapes vem trabalhando com a carteira de private equity?

César Avidos – Considerando os ativos de private equity, venture capital e florestais, podemos dizer que consolidamos na Fapes uma metodologia de análise e monitoramento dessa classe. Hoje podemos dizer que construímos uma equipe com um processo de análise bem estruturados.

Blog Abrapp – O que considera mais importante neste trabalho de análise?

César Avidos – Não tem sido fácil. A classe de private equity tem recebido muitas críticas nos últimos anos. Por isso mesmo, vemos a necessidade de avançar com a capacitação de equipe e definição de uma metodologia. Temos participado de comitês da Abvcap. Também temos conversado com gestores, para quando chegarem as propostas, tomarmos as decisões corretas.

Blog Abrapp – Qual o tamanho da carteira de private equity da Fapes?

César Avidos – Atualmente temos cerca de 3,5% do patrimônio da Fapes alocados em private equity. Isso representa uma carteira de R$ 450 milhões. Nos últimos três anos, realizamos cinco novos investimentos nesta classe. Foram 2 fundos de empresas médias em crescimento, também chamados de middle market, um fundo de de fundos, um florestal e um de infraestrutura. Com os fundos atuais temos compromissos de alocar mais R$ 200 milhões até 2025.

Blog Abrapp – A Fapes continua olhando para novos investimentos nesta classe?

César Avidos – Com a queda dos juros, todos os investidores institucionais precisam buscar alocações de maior risco e maior diversificação. Nós como investidores de longo prazo, temos condições de manter um radar mais abrangente para buscar retornos mais atrativos. Por isso, estamos olhando para ativos de private equity primários, investimentos florestais e fundos de fundos.

Blog Abrapp – Poderia comentar a participação no Comitê de Investidores da Abvcap?

Luiz Medeiros, FapesLuiz Medeiros (foto ao lado) – Tem sido muito importante nossa participação no Comitê de Investidores da Abvcap. Neste âmbito discutimos os principais temas da indústria. Cada participante traz a sua experiência e percepção do mercado. A participação no comitê agora está crescendo. Ficou muito tempo com a participação apenas de grandes fundações e do BNDES. Agora os participantes estão se diversificando. Vemos a entrada de pequenas e médias fundações. Todo mês aparecem instituições diferentes para participar do comitê. 

Blog Abrapp – Quais os benefícios mais importantes da participação nesse comitê?

Luiz Medeiros – É fundamental buscar um melhor maior entendimento do arcabouço regulatório do setor. Para isso, é importante promover a troca de informações para avançar no processo de seleção e monitoramento de gestores.

Blog Abrapp – Como avalia a situação atual do mercado de private equity no Brasil?

Luiz Medeiros – Quando ingressei neste mercado, a quantidade de gestores era muito menor. Havia poucas opções ainda não provadas. Hoje temos maior quantidade de gestores mais experimentados. Temos um cardápio maior. O mercado está em melhores condições. Hoje temos maior diversidade de opções para escolher produtos de melhor qualidade.

Blog Abrapp – O que é mais importante na seleção de um gestor e de um fundo de investimentos em participações?

César Avidos – É uma classe em que as características qualitativas são mais importantes que as quantitativas. São investimentos que duram em média 8 anos. É diferente de um fundo de ações. Os private equity não possuem liquidez. Se errarem nos primeiros passos, depois é difícil corrigir. O mais importante na seleção de um gestor é escolher um que tenha um track record consolidado. Temos de buscar referências, ver quem já está investindo no fundo. Tudo isso ajuda a minimizar os riscos. Algumas fundações, como a Fapes e algumas outras, já acumulam bastante experiência e podem compartilhar com outras. 

Blog Abrapp – Quais recomendações poderia transmitir para outras fundações? 

César Avidos – As fundações estão entendendo cada vez melhor essa classe de ativos. Temos pessoal mais capacitado. É muito importante continuar com a capacitação. O mais importante é encontrar as pessoas certas para a análise correta e tomada de decisões. 

Aumenta o interesse das fundações em investimentos de Private Equity

Aumenta o interesse das fundações em investimentos de Private Equity

Com a queda das taxas de juros e a necessidade de buscar maior diversificação nas carteiras, o interesse das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) em analisar e investir em ativos de Private Equity (PE) está se ampliando. Um dos indicadores desse interesse crescente é a participação no Comitê de Investidores da Abvcap (Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity) que conta com a presença de uma dúzia de fundações. São elas: Petros, Fapes, Previ. Celos, Funcef, Elos, Promon, Fundação Copel, Previ Ericsson, Fundação Itaipu, Economus e Fachesf.

Até há 3 anos, apenas as grandes fundações e o BNDES participavam regularmente desse âmbito. Desde o ano passado e principalmente em 2020, a participação de entidades de menores portes tem sido algo cada vez mais frequente. “Discutimos as boas práticas no processo de investimento em Private Equity, alinhamos as expectativas, falamos sobre as motivações de cada fundação relacionadas ao cenário atual, entre outros assuntos”, diz Arlete Nese (foto acima), Sócia da ON Valor consultoria e representante da Abrapp no Comitê de Investidores da Abvcap.

Ela reforça a percepção que a quedas das taxas de juros tem incentivado o aumento do interesse em conhecer e buscar maior qualificação das equipes de entidades fechadas de todos os tamanhos. Arlete comenta que as fundações acumularam muita experiência e aprendizado nos últimos anos e estão preparadas para ampliar a participação no segmento. Mas para isso, é importante buscar qualificação adequada e troca de experiências. Neste sentido, o âmbito da Abvcap cumpre um papel importante.

Luiz Barbosa Medeiros, Responsável pelos Investimentos em Private Equity da Fapes e membro do Comitê da Abvcap lembra que no início participavam apenas as grandes fundações desse âmbito. “Agora, todos os meses aparecem novas instituições, sejam fundações menores, fundos de fundos ou gestores internacionais”, comenta. O profissional diz que o Comitê tem grande importância para promover a troca de experiências quanto aos principais temas da indústria relacionados aos investimentos, gestores e arcabouço jurídico.

Ele afirma que a indústria de PE tem vivenciado forte desenvolvimento recente e que atualmente há maior quantidade de gestores, com teses mais experimentadas e cardápio maior. “Hoje temos melhores condições na indústria. Antes eram poucos gestores com opções não provadas”, diz Medeiros.

César Avidos, Gerente Executivo de Ativos Ilíquidos da Fapes diz que a entidade promoveu a consolidação de experiência com Private Equity nos últimos 3 anos, com grande avanço no aprendizado e qualificação da equipe. “Hoje contamos com um processo de análise bem estruturado e uma equipe altamente qualificada”, comenta o gerente. (leia mais em matéria sobre a Fapes que será publicada nos próximos dias).

Abrapp e Abvcap – José Carlos Lakoski, Diretor Financeiro da Fundação Copel, também considera que o Comitê de Investidores da Abvcap é um âmbito muito propício para permitir o intercâmbio de informações e experiências entre investidores, fundações e gestores. Neste momento de maior interesse das EFPC por investimentos estruturados, associações como a Abvcap e também a Abrapp cumprem um papel fundamental para o nivelamento de experiências e busca de maior capacitação dos profissionais. Ele inclui também o envolvimento da Previc e de suas áreas de fiscalização como outro ponto importante para incentivar uma postura adequada para o avanço dos investimentos em Private Equity pelas entidades.

“É muito importante promover a aproximação entre Previc, Abrapp e Abvcap nesta questão dos estruturados. Temos de realizar um trabalho forte junto aos órgãos de fiscalização e regulação para que todos possam compreender melhor as características dessa classe de ativos”, comenta Lakoski.

O Diretor da Fundação Copel lembra que desde o primeiro movimento de queda dos juros em 2012 e 2013, a entidade começou a trabalhar com uma perspectiva de juros decrescentes no médio e longo prazo. Foi então que se definiu um programa para investimentos estruturados em 2013. “O programa é uma importante ferramenta para entender como os estruturados podem agregar valor e diversificação à gestão de portfólio. Tivemos de estudar e qualificar profissionais”, diz.

Desde então, a entidade tem procurado montar uma carteira de fundos de participações (FIPs) com a diversificação de safras, gestores, ciclos econômicos e ativos estratégicos. “Não adotamos uma visão oportunística em relação aos ativos ilíquidos. Com essa classe, é necessário adotar uma visão de longo prazo”, conta Lakoski. Todo ano, a Fundação Copel trabalha com um target de aproximadamente R$ 110 milhões em novos investimentos em private Equity, tanto em fundos primários quanto secundários (fundo de fundos).

Hoje a entidade conta com 14 FIPs de 9 gestores diferentes. Tem atualmente R$ 300 milhões em ativos integralizados e R$ 473 milhões em compromissos, o que representa 4% do patrimônio. “Queremos chegar a 6% daqui a dois anos. Ainda temos espaço para crescer”, comenta. A carteira de FIPs da entidade registrou retorno de 23,20% no período de 12 meses encerrado em junho de 2020.

Alocação e monitoramento – Para quem deseja investir no segmento, Arlete Nese ressalta a importância de realização de um estudo de alocação estratégica em investimentos estruturados, com a utilização de métricas e fundamentos para balizar a política de investimentos. A consultora alerta para a necessidade de avaliar não apenas o processo de seleção, mas também o monitoramento de gestores.

Segundo seus estudos, a alocação em um nível abaixo de 5% do patrimônio de uma entidade não é vantajosa, pois gera muito trabalho e o custo acaba não compensando. Já um limite acima de 10%, pode gerar um problema de risco acima do nível adequado.

Seminário – Organizado pela Abrapp, o 9º Seminário Gestão de Investimentos traz uma programação abrangente com a participação de consultores, especialistas de assets, dirigentes de fundações e representantes da Previc. O evento ocorre entre os dias 15 e 16 de outubro. Um dos painéis será dedicado ao tema do Crédito Privado e Investimento Estruturado. Veja programação completa e inscrições.

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